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CONSULTA PÚBLICA Nº 740
    Introdução




    CONSULTA PÚBLICA N.º 740, DE 28 DE SETEMBRO DE 2006.

    AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES

    CONSULTA PÚBLICA N.º 740, DE 28 DE SETEMBRO DE 2006.

    Proposta de Alteração da Norma para Certificação e Homologação de Cabos Coaxiais Rígidos de 75 Ohms.

    O CONSELHO DIRETOR DA AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES - ANATEL, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pelo art. 22 da Lei n.º 9.472, de 16 de julho de 1997, e art. 35 do Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações, aprovado pelo Decreto n.º 2.338, de 7 de outubro de 1997, deliberou em sua Reunião n. 411ª, realizada em 27 de setembro de 2006, submeter a comentários e sugestões do público em geral, nos termos do art. 42 da Lei n.º 9.472, de 1997, e do art. 67 do Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações, proposta de alteração da Norma para Certificação e Homologação de Cabos Coaxiais Rígidos de 75 Ohms, na forma do Anexo à presente Consulta Pública.
    A presente proposta de Norma tem por objetivo uniformizar os procedimentos de certificação de produtos para telecomunicações da categoria III, de acordo com as disposições estabelecidas no Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução n.º 242, de 30 de novembro de 2000.
    O texto completo da proposta estará disponível na Biblioteca da Anatel, no endereço subscrito e na página da Anatel na Internet, a partir das 14h da data da publicação desta Consulta Pública no Diário Oficial da União.
    As contribuições e sugestões deverão ser fundamentadas, devidamente identificadas e encaminhadas, preferencialmente por meio de formulário eletrônico do Sistema Interativo de Acompanhamento de Consulta Pública, disponível no endereço Internet http://www.anatel.gov.br, relativo a esta Consulta Pública, até às 24h do dia 30 de outubro de 2006, fazendo-se acompanhar de textos alternativos e substitutivos, quando envolverem sugestões de inclusão ou alteração, parcial ou total, de qualquer dispositivo.
    Serão também consideradas as manifestações encaminhadas por carta, fax ou correspondência eletrônica recebidas até às 18h do dia 25 de outubro de 2006, para:
    AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES – ANATEL
    SUPERINTENDÊNCIA DE RADIOFREQÜÊNCIA E FISCALIZAÇÃO
    CONSULTA PÚBLICA N.° 740, DE 28 DE SETEMBRO DE 2006
    “Proposta de Alteração da Norma para Certificação e Homologação de Cabos Coaxiais Rígidos de 75 Ohms”.
    Setor de Autarquias Sul – SAUS – Quadra 6, Bloco F, Térreo – Biblioteca
    70070-940 - Brasília – DF - Fax. (061) 2312-2002
    biblioteca@anatel.gov.br
    As manifestações recebidas merecerão exame pela Anatel e permanecerão à disposição do público na Biblioteca da Agência.


    PLÍNIO DE AGUIAR JÚNIOR
    Presidente do Conselho


    ANEXO À CONSULTA PÚBLICA Nº 740, DE 28 DE SETEMBRO DE 2006.

    NORMA PARA CERTIFICAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO
    DE CABOS COAXIAIS RÍGIDOS DE 75 OHMS


    1.

    1. Objetivo
    Esta norma estabelece os requisitos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade de cabos coaxiais rígidos de 75 ohms, para efeito de certificação e homologação junto à Agência Nacional de Telecomunicações.


    2.

    2. Abrangência
    I - Esta norma aplica-se aos cabos coaxiais rígidos de 75 ohms, para aplicação em redes internas e redes externas aéreas ou subterrâneas em dutos, para transmissão de sinais de banda larga e outros sinais de telecomunicações.
    II - Os requisitos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade de cabos coaxiais não contemplados nesta norma, para efeito de certificação e homologação, deverão ser estabelecidos em normas específicas.


    3.

    3. Referências
    Para fins desta norma, são adotadas as seguintes referências:
    I - NBR 8094: 1983 – Material metálico revestido e não revestido – Corrosão por exposição à névoa salina;
    II - NBR 9141: 1998 – Cabos ópticos e fios e cabos telefônicos – Ensaio de tração e alongamento à ruptura –Método de ensaio;
    III - NBR 9148: 1998 – Cabos ópticos e fios e cabos telefônicos – Ensaio de envelhecimento acelerado – Método de ensaio;
    IV - NBR 9149: 1998 – Cabos telefônicos – Ensaio de escoamento de composto de enchimento – Método de ensaio;
    V - NBR 13977: 1997 – Cabos ópticos – Determinação do tempo de indução oxidativa (OIT) – Método de ensaio;
    VI - NBR 14705: 2006 – Classificação de cabos internos para telecomunicações quanto ao comportamento frente à chama – Especificação;
    VII - NBRNM-IEC-60811-1-1 - Métodos de ensaios comuns para os materiais de isolação e de cobertura de cabos elétricos - Parte 1: Métodos para aplicação geral - Capítulo 1: Medição de espessuras e dimensões externas - Ensaios para a determinação das propriedades mecânicas.
    VIII - NBR NM-IEC-60811-1-3 - Métodos de ensaios comuns para os materiais de isolação e de cobertura de cabos elétricos - Parte 1: Métodos para aplicação geral - Capítulo 3: Métodos para determinação de densidade de Massa - Ensaios de absorção de água – Ensaio de retração
    IX - ASTM A 641: 1998 – Specification For Zinc-Coated (Galvanized) Carbon Steel Wire;
    X - ASTM D 1603: 1994 – Standard Test Method for Carbon Black in Olefin Plastics;
    XI - ASTM D 3349: 1999 – Standard Test Method for Absorption of Ettylene Polymer Material Pigmented With Carbon Black;
    XII - ASTM D 746: 1998 – Standard Test Method for Brittleness Temperature of Plastics and Elastomers by Impact;
    XIII - ASTM D 1505: 1998 – Standard Test Method for Density of Plastics by the Density-Gradient Technique;
    XIV - ASTM D 4565: 1999 – Standard Test Methods for Physical and Environmental Performance Properties of Insulations and Jackets for Telecommunications Wire and Cable;
    XV - ASTM D 4566: 1998 Standard Test Methods for Electrical Performance Properties of Insulations and Jackets for Telecommunications Wire and Cable;
    XVI - ANSI/SCTE 66 2003 – Test Method for Coaxial Cable Impedance;
    XVII - ANSI/SCTE 69 2002 – Test Method for Moisture Inhibitor Corrosion Resistance
    XVIII - ANSI/SCTE 03 1997 – Test Method for Coaxial Cable Structural Return Loss;
    XIX - SCTE IPS TP 008 1994 – Test Method for DC Loop Resistance;
    XX - SCTE IPS TP 009 1993 – Test Method for Coaxial Cable Attenuation;
    XXI - SCTE IPS TP 012 1993 – Test Method for Dielectric Withstand;
    XXII - ANSI/SCTE 12 2001 – Test Method for Center Conductor Bond to Dielectric for Trunk, Feeder, and Distribution Coaxial Cables;
    XXIII - IEC 61196-1: 1995 – Generic Specification – General definitions, requirements and test methods.
    XXIII - Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução n° 242, de 30 de novembro de 2000.


    4.

    4. Definições
    Para fins desta norma, são adotadas as seguintes definições:
    I - Condutor externo (blindagem): consiste de um tubo de alumínio contínuo extrudado ou soldado;
    II - Composto vedante (opcional): material de consistência gelatinosa, não higroscópico, que pode ser aplicado no cabo coaxial rígido com o objetivo de protegê-lo contra a corrosão e de bloquear a penetração de umidade;
    III - Dielétrico: camada de material polimérico aplicada sobre o condutor central;
    IV - Jaqueta: camada de material polimérico aplicada sobre o condutor externo atuando como revestimento externo nos cabos sem armação;
    V - Armação (opcional): proteção mecânica constituída de material metálico, aplicada sobre a jaqueta;
    VI - Capa externa: camada de material polimérico aplicada sobre a armação atuando como revestimento externo;
    VII - Lance: comprimento contínuo sem emendas;
    VIII - Núcleo do cabo: conjunto formado pelo condutor central e dielétrico;
    IX - Família de cabos: conjunto de cabos com as mesmas características construtivas em relação ao condutor externo (soldado ou extrudado).


    5.

    5. Requisitos Gerais


    5.1

    5.1 O cabo coaxial rígido de 75 ohms é constituído, no mínimo, por um condutor central de alumínio cobreado, uma camada de material polimérico expandido aplicada concentricamente sobre o condutor central, um condutor externo tubular de alumínio ou de cobre e sobre este uma jaqueta de material polimérico.


    5.2

    5.2 O condutor central deve ser em alumínio com uma camada de cobre uniformemente distribuída na superfície.


    5.3

    5.3 A camada de cobre deve ser metalurgicamente aderida e cobrir totalmente o núcleo de alumínio anteriormente processado.


    5.4

    5.4 O dielétrico deve ser constituído de material polimérico expandido.


    5.5

    5.5 O dielétrico deve ser aderido ao condutor central por um pré-revestimento de material adesivo.


    5.6

    5.6 O condutor externo deve ser perfeitamente fechado e aderido em torno do núcleo do cabo.


    5.7

    5.7 A jaqueta e a capa externa, quando houver, devem ser constituídas de material termoplástico, contendo aditivos adequados, que atendam os requisitos desta norma e garantam o bom desempenho do cabo durante sua vida útil.


    5.8

    5.8 O revestimento externo deve ser contínuo, homogêneo e isento de imperfeições.


    5.9

    5.9 O cabo coaxial rígido poderá ter aplicado entre o condutor externo e a jaqueta, ou entre a armação e a capa externa, quando houver, um composto vedante constituído de material não higroscópico, cujo objetivo é proporcionar proteção contra a penetração de umidade e contra a corrosão.


    5.10

    5.10 O cabo coaxial rígido poderá possuir uma armação de material metálico sobre a jaqueta, cujo objetivo é incrementar a resistência mecânica do cabo.


    5.11

    5.11 A conformação da armação poderá ser corrugada anelar ou corrugada helicoidal.


    5.12

    5.12 Sobre a armação deverá ser aplicada uma capa externa constituída de material polimérico, atuando como revestimento externo.


    6.

    6. Requisitos Específicos e Métodos de Ensaio
    6.1 Requisitos e métodos de ensaio para o condutor central
    6.1.1 O diâmetro do condutor central deve ser conforme tabela 1, e deve ser verificado conforme o seguinte procedimento:
    a) Utilizar micrômetro com resolução metrologicamente adequada;
    b) Devem ser tomadas duas medidas perpendiculares de uma mesma seção transversal e anotada a média aritmética dos valores obtidos.


    6.2

    6.2 Requisitos e métodos de ensaio para condutor externo
    6.2.1 O diâmetro sobre o condutor externo deve estar de acordo com os valores constantes na tabela 1, e deve ser verificado conforme seguinte procedimento:
    a) Utilizar paquímetro com resolução metrologicamente adequada.
    b) Devem ser tomadas quatro medidas, defasadas em aproximadamente 45° uma da outra, de uma mesma seção transversal e anotada a média aritmética dos valores obtidos.
    6.2.2 Materiais alternativos para o condutor externo poderão ser utilizados desde que aperfeiçoem a eficiência do cabo.
                                                     Tabela 1 – Dimensões dos condutores

    Tipo de cabo

    Diâmetro do condutor central (mm)

    Tolerância:
    ± 0,03 mm

    Diâmetro sobre o condutor externo (mm)

    Tolerância:
    ± 0,05 mm

    Diâmetro sob o condutor externo (mm)

    (Valores

    nominais *)

    Espessura do condutor externo (mm)

    (Valores

    nominais *)

    412-F

    2,24

    10,46

    9,19

    0,64

    500-F

    2,77

    12,70

    11,43

    0,64

    540-F

    3,15

    13,72

    13,03

    0,34

    565-F

    3,28

    14,35

    13,18

    0,58

    625-F

    3,45

    15,88

    14,30

    0,79

    700-F

    4,14

    17,86

    16,59

    0,64

    715-F

    4,22

    18,16

    17,42

    0,38

    750-F

    4,22

    19,05

    17,22

    0,91

    840-F

    4,93

    21,34

    19,81

    0,76

    860-F

    5,16

    21,84

    21,03

    0,41

    875-F

    4,93

    22,23

    20,24

    0,99

    1000-F

    5,59

    25,40

    22,61

    1,40

    1125-F

    6,68

    28,58

    27,46

    0,56

    1160-F

    6,83

    29,46

    26,97

    1,24

     Nota (*): Os valores nominais são apenas de caráter informativo, não sendo necessária a sua verificação.


    6.3

    6.3 Requisitos e métodos de ensaio para a jaqueta e para a capa externa
    6.3.1 Os materiais da jaqueta e da capa externa deverão estar de acordo com as características especificadas na tabela 2.
    6.3.2 Caso o material do revestimento externo (jaqueta ou capa externa), possua cor preta, o mesmo deve atender aos requisitos das tabelas 2 e 3.
    6.3.3 O cabo coaxial rígido para aplicação em redes internas, mesmo que parcial, deve possuir revestimento externo de material retardante à chama, sendo que sua classificação deverá ser comprovada através do método de ensaio correspondente, conforme estabelecido na NBR 14705.
    6.3.4 O diâmetro nominal de referência sobre o revestimento externo dos cabos coaxiais rígidos está informado na tabela 4.


    Tabela 2

                          Tabela 2 - Características dos materiais da jaqueta e da capa externa

    Propriedade

    Método de ensaio

    PE

    PVC

    Densidade

    (g/cm3)

    ASTM D 1505

    ou

     NBR NM IEC 60811-1-3

    0,900 a 0,955

    1,45 (máximo)

    Tração à ruptura mínima (MPa)

    NBR 9141

    8,2

    12,40

    Alongamento mínimo (%)

    NBR 9141

    400

    250

    Retenção do alongamento

    NBR 9141 e NBR 9148

    Mínimo de 75 % do original após acondicionamento a 100 °C por 48 h

    Mínimo de 50% do original após acondicionamento a 100 °C por 168 h

    Resistência à baixa temperatura (ºC)

    ASTM D 746, método A

    -20

    -5


    Tabela 3

    Tabela 3 – Características adicionais para material da capa externa na cor preta

    Propriedade

    Método de ensaio

    PE

    PVC

    Teor de negro de fumo mínimo (%)

    ASTM D 1603

    2,35

    1,00

    Coeficiente de absorção mínimo em 375nm (ABS/cm)

    ASTM D 3349

    4000

    2800


    Tabela 4

    Tabela 4 - Diâmetro externo nominal (mm) de referência (*)

    Tipo

    Aéreo

    Subterrâneo

    Armado Corrugado

    Armado Helicoidal

    412-F

    11,99

    12,24

    17,02

    15,24

    500-F

    14,22

    14,48

    18,16

    17,53

    540-F

    15,49

    15,49

    19,43

    NE

    565-F

    15,88

    16,13

    NE

    19,18

    625-F

    17,40

    17,65

    21,21

    20,70

    700-F

    19,43

    19,69

    NE

    22,50

    715-F

    19,94

    19,94

    23,75

    NE

    750-F

    20,83

    21,08

    25,40

    24,13

    840-F

    23,11

    23,37

    NE

    26,42

    860-F

    24,38

    24,38

    28,19

    NE

    875-F

    24,00

    24,26

    27,86

    27,31

    1000-F

    27,43

    27,69

    32,00

    30,73

    1125-F

    31,12

    31,12

    35,05

    NE

    1160-F

    31,75

    32,00

    NE

    35,05

    NOTA: NE = valor não especificado

    Nota (*): Os valores nominais são apenas de caráter informativo, não sendo necessária a sua verificação.


    6.3.5

    6.3.5 A excentricidade da capa externa não deve ser superior a 43%, quando calculada como segue:

    e = Emáx - Emin x 100
                 Emed

    Onde: e - excentricidade (%);
    Emáx - espessura máxima;
    Emin - espessura mínima;
    Emed - espessura média.(*)

    Nota (*): Para a medição da espessura média devem ser tomadas quatro medidas de uma mesma seção transversal, defasadas em aproximadamente 90° uma da outra a partir da menor espessura medida, e anotada a média aritmética dos valores obtidos.

    6.3.6 A menor espessura em qualquer ponto de uma mesma seção transversal do revestimento externo não deve ser inferior ao estabelecido na tabela 5, e deve ser verificada conforme o método estabelecido na NBRNM-IEC-60811-1-1. 

         


    Tabela 5

                            Tabela 5 - Espessura mínima absoluta do revestimento externo (mm)

    Tipo

    Aéreo

    Subterrâneo

    412-F

    0,51

    0,51

    500-F

    0,53

    0,53

    540-F

    0,53

    0,53

    565-F

    0,53

    0,53

    625-F

    0,53

    0,53

    700-F

    0,61

    0,66

    715-F

    0,64

    0,64

    750-F

    0,64

    0,63

    840-F

    0,64

    0,76

    860-F

    0,89

    0,89

    875-F

    0,64

    0,63

    1000-F

    0,71

    0,71

    1125-F

    0,89

    0,89

    1160-F

    1,02

    1,02


    6.4

    6.4 Requisitos para mensageiro integrado (opcional)
    6.4.1 Quando o cabo coaxial rígido possuir mensageiro integrado, este deverá ser constituído por um fio ou cordoalha de aço galvanizado.
    6.4.2 A verificação dos requisitos deve ser feita no fio singelo ou fio elementar da cordoalha e atender aos requisitos da ASTM A641/98, Class 1, Hard Temper, descritos a seguir:. 
    - Diâmetro;
    - Carga de Ruptura; 
    - Camada de Zinco; 
    - Aderência da Camada de Zinco.
    6.4.3 Para a medição do diâmetro deverá ser utilizado paquímetro ou micrômetro com resolução metrologicamente adequada e serem tomadas duas medidas perpendiculares de uma mesma seção transversal, sendo anotada a média aritmética dos valores obtidos.


    6.5

    6.5 Requisito e método de ensaio para resistência elétrica
    6.5.1 Os valores da resistência elétrica do condutor central, condutor externo e da resistência elétrica de laço (loop), medidos em corrente contínua a 20ºC conforme SCTE-IPS-TP-008, não devem ser superiores ao estabelecido na tabela 6.
    6.5.2 O equipamento de ensaio não está restrito ao citado no método especificado em 6.5.1, podendo ser utilizado um equipamento equivalente.


    Tabela 6

    Tabela 6 – Resistência elétrica máxima (Rcc - ohm/km a 20ºC)

    Tipo

    Condutor Central

    Condutor Externo

    Laço (Loop)

    412-F

    7,12

    1,77

    8,89

    500-F

    4,66

     1,21

    5,87

    540-F

    3,48

     1,97

    5,45

    565-F

    3,31

    1,18

    4,49

    625-F

    2,95

    0,82

    3,77

    700-F

    2,03

    0,85

    2,89

    715-F

    2,00

    1,48

    3,48

    750-F

    1,90

     0,62

     2,52

    840-F

    1,48

    0,59

    2,07

    860-F

    1,34

    1,05

    2,39

    875-F

    1,38

    0,43

    1,81

    1000-F

    1,15

    0,26

    1,41

    1125-F

    0,79

    0,59

    1,38

    1160-F

    0,75

    0,26

    1,02


    6.6

    6.6 Requisito e método de ensaio para impedância característica
    6.6.1 A impedância característica dos cabos deve ser de 75 ohms ± 2 ohms na faixa de freqüência de 5 MHz a 1000 MHz, e deve ser verificada conforme o método estabelecido na ANSI/SCTE 66 2003.
    6.6.2 O equipamento de ensaio não está restrito ao citado no método especificado em 6.6.1, podendo ser utilizado um equipamento equivalente.


    6.7

    6.7 Requisito e método de ensaio para atenuação do sinal de transmissão
    6.7.1 Os valores de atenuação referenciados a 20 °C no cabo coaxial rígido não devem ser superiores aos valores estabelecidos na tabela 7 e devem ser verificados conforme o método estabelecido na SCTE-IPS-TP-009.


    Tabela 7

                                                        Tabela 7 – Atenuação do sinal

     

    Freq

    MHz

    Tipo de Cabo

     

     

    412F

    500F

    540F

    565F

    625F

    700F

    715F

    750F

    840F

    860F

    875F

    1000F

    1125F

    1160F

     

     

    Atenuação máxima (dB/100 m a 20 °C)

     

     

    5

    0,66

    0,52

    0,46

    0,46

    0,43

    0,36

    0,36

    0,36

    0,30

    0,30

    0,30

    0,26

    0,23

    0,23

     

     

    55

    2,23

    1,80

    1,54

    1,54

    1,51

    1,21

    1,18

    1,21

    1,04

    1,05

    1,08

    1,02

    0,76

    0,79

     

     

    211

    4,43

    3,58

    3,12

    3,12

    3,02

    2,46

    2,43

    2,43

    2,10

    2,10

    2,17

    1,94

    1,61

    1,58

     

     

    250

    4,89

    3,94

    3,38

    3,38

    3,28

    2,69

    2,66

    2,66

    2,30

    2,30

    2,36

    2,13

    1,77

    1,76

     

     

    270

    5,09

    4,06

    3,54

    3,51

    3,41

    2,79

    2,76

    2,79

    2,40

    2,36

    2,46

    2,20

    1,87

    1,84

     

     

    300

    5,38

    4,30

    3,74

    3,71

    3,54

    2,95

    2,92

    2,95

    2,53

    2,49

    2,59

    2,36

    1,97

    1,94

     

     

    330

    5,67

    4,53

    3,93

    3,91

    3,80

    3,12

    3,12

    3,12

    2,69

    2,62

    2,72

    2,59

    2,07

    2,07

     

     

    350

    5,84

    4,69

    4,04

    4,03

    3,90

    3,21

    3,18

    3,18

    2,76

    2,72

    2,79

    2,56

    2,13

    2,13

     

     

    400

    6,27

    5,02

    4,36

    4,33

    4,20

    3,44

    3,44

    3,44

    2,99

    2,89

    2,99

    2,76

    2,30

    2,30

     

     

    450

    6,72

    5,35

    4,63

    4,59

    4,43

    3,67

    3,67

    3,67

    3,18

    3,12

    3,22

    2,95

    2,46

    2,46

     

     

    500

    7,08

    5,67

    4,92

    4,89

    4,69

    3,90

    3,90

    3,90

    3,38

    3,28

    3,38

    3,15

    2,62

    2,62

     

     

    550

    7,41

    5,97

    5,18

    5,12

    4,95

    4,10

    4,10

    4,10

    3,58

    3,48

    3,58

    3,31

    2,76

    2,76

     

    600

    7,76

    6,30

    5,44

    5,38

    5,18

    4,33

    4,30

    4,36

    3,77

    3,61

    3,77

    3,48

    2,92

    2,92

     

     

    750

    8,79

    7,12

    6,10

    6,07

    5,87

    4,89

    4,89

    5,02

    4,27

    4,07

    4,23

    3,97

    3,51

    3,31

     

     

    870

    9,54

    7,69

    6,56

    6,59

    6,40

    5,31

    5,38

    5,41

    4,62

    4,36

    4,63

    4,43

    3,77

    3,64

     

     

    1000

    10,27

    8,30

    7,12

    7,12

    6,92

    5,74

    5,84

    5,84

    5,02

    4,72

    5,02

    4,72

    3,94

    3,94

     

    6.7.2 O equipamento de ensaio não está restrito ao citado no método de ensaio especificado em 6.7.1, podendo ser utilizado um equipamento equivalente.


    6.8

    6.8 Requisito e método de ensaio para perda de retorno estrutural
    6.8.1 A perda de retorno estrutural dos cabos deve ser de, no mínimo, 30 dB na faixa de freqüência de 5 MHz a 1000 MHz, e deve ser verificado conforme o método estabelecido na ANSI/SCTE 03 1997.
    6.8.2 O equipamento de ensaio não está restrito ao citado no método de ensaio especificado em 6.8.1, podendo ser utilizado um equipamento equivalente.


    6.9

    6.9 Requisito e método de ensaio para rigidez dielétrica
    6.9.1 O dielétrico do cabo coaxial rígido, deve suportar por 1 min sem ruptura, a tensão de 1000 Vca ou de 1500 Vcc, aplicada entre os condutores à temperatura ambiente, conforme o método estabelecido na SCTE-IPS-TP-012.


    6.10

    6.10 Requisito e método de ensaio para vazamento na capa externa
    6.10.1 Uma amostra de cabo completo com 300 mm de comprimento, deve ser firmemente revestida com papel-alumínio ou outro material condutor adequado, de tal forma que os dois trechos de 75 mm a partir das extremidades fiquem livres, restando revestida sua porção central de 150 mm.
    6.10.2 Entre a folha e a blindagem, deve ser aplicada gradativamente, uma diferença de potencial que atinja 1500 Vca em 30 s, permanecendo nesse potencial por mais 60 s. Durante o período de ensaio de 90 s, a corrente de fuga deve ser monitorada e não deve exceder 10mA.
    6.10.3 Para análise do método de ensaio pode ser também consultada a ASTM D 4566, seção 31.


    6.11

    6.11 Requisito e método de ensaio para velocidade de propagação relativa
    6.11.1 A velocidade de propagação relativa para os cabos coaxiais rígidos deve ser de, no mínimo, 85% da velocidade da luz no vácuo, quando obtido através da equação apresentada na IEC 61196-1, seção 11.9.


    6.12

    6.12 Requisito e método de ensaio para força de aderência entre o dielétrico e o condutor central
    6.12.1 A força de aderência requerida para a retirada dos resíduos do dielétrico dos cabos coaxiais rígidos não deve ser inferior ao estabelecido na tabela 8, e deve ser verificada conforme o método estabelecido na ANSI/SCTE 12 2001.
                            Tabela 8– Força de aderência entre o dielétrico e o condutor central

    Tipo

    412F

    500F

    540F

    565F

    625F

    700F

    715F

    750F

    840F

    860F

    875F

    1000F

    1125F

    1160F

    Força

    (N)

    138

    267

    302

    316

    356

    378

    400

    400

    382

    427

    382

    494

    534

    534


    6.13

    6.13 Requisito e método de ensaio para dobramento
    6.13.1 O cabo coaxial rígido, completo, após ser submetido ao ensaio de dobramento conforme ASTM D 4565, Seção 34, não deve apresentar danos visíveis a olho nu e deve atender ao requisito de impedância do item 6.6 desta norma.


    6.14

    6.14 Requisito e método de ensaio para resistência à corrosão
    6.14.1 O cabo coaxial rígido com composto vedante deve ser submetido ao ensaio de resistência à corrosão conforme a NBR 8094 e ANSI/SCTE 69 2002 e não deve apresentar sinais de corrosão.


    6.15

    6.15 Requisito e método de ensaio para tempo de indução oxidativa (OIT)
    6.15.1 O tempo de indução oxidativa a 180ºC ± 0,3ºC do dielétrico expandido deve ser de, no mínimo, 20 minutos e deve ser verificado conforme o método estabelecido na NBR 13977. O valor obtido neste ensaio deverá ser referência para o ensaio de estabilidade térmica descrito no item 6.16 desta norma


    6.16

    6.16 Requisito e método de ensaio para estabilidade térmica
    6.16.1 Após envelhecimento de 14 dias a 90oC, o dielétrico expandido deve ser submetido ao ensaio para verificação do tempo de indução oxidativa a 180ºC ± 0,3ºC, conforme o método estabelecido na NBR 13977. O resultado de OIT obtido deve ser de, no mínimo, 70% do valor de OIT de referência, obtido no ensaio do item 6.15 desta norma.


    6.17

    6.17 Requisito e método de ensaio para escoamento do composto vedante
    6.17.1 O cabo coaxial rígido que possui composto vedante deve ser submetido ao ensaio de escoamento e gotejamento conforme a NBR 9149 e não deve apresentar sinais de escoamento ou gotejamento.


    7.

    7. Amostragem do Cabo Coaxial Rígido
    7.1 Devem ser apresentadas para ensaios pelo menos uma amostra de cabo com o maior diâmetro e uma com o menor diâmetro de cada família de cabos a serem certificados, sendo que os ensaios efetuados nessas amostras serão válidos para os demais cabos da mesma família, cujos diâmetros estejam compreendidos dentro da faixa resultante.
    7.1.1 Devem ser realizados ensaios completos nos cabos de maior e menor diâmetro que representam a família.
    7.2 Caso o conjunto de cabos para certificação inclua cabos com características opcionais ou especiais, deverão ser fornecidas amostras adicionais, suficientes para a realização dos ensaios específicos correspondentes.
    7.2.1 Caso um determinado cabo possua jaqueta ou capa externa distintas para aplicação em áreas internas e áreas externas, deverão ser apresentadas para ensaios duas amostras deste cabo com as referidas capas. Numa amostra serão realizados os ensaios completos e na segunda amostra os ensaios, aplicáveis, ao material da jaqueta e capa externa. Os itens dos ensaios estão relacionados a seguir:
    § 6.3 Requisitos e métodos de ensaio para a jaqueta e capa externa;
    § 6.10 Requisito e método de ensaio para vazamento na capa externa;
    § 6.13 Requisito e método de ensaio para dobramento – aplicar somente o ensaio de dobramento, não sendo exigido verificar o requisito de Impedância;
    § 6.14 Requisito e método de ensaio para a resistência à corrosão – quando aplicável;
    § 6.17 Requisito e método de ensaio para escoamento do composto vedante – quando aplicável.
    7.3 As amostras de cabo apresentadas para ensaios devem ter lance de, no mínimo, 100 m e ter suas extremidades preparadas com conectores.


    8.

    8. Identificação da Homologação
    8.1 A marcação do selo Anatel e a identificação do código de homologação e do código de barras deverão ser apresentadas na embalagem externa do produto, em conformidade com o disposto no artigo 39 e Anexo III do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução 242, de 30.11.2000. Também poderão ser utilizados, opcionalmente, meios de impressão gráfica nos catálogos dos produtos ou na documentação técnica pertinente.
    8.2 Adicionalmente, deverá ser impressa de forma legível na capa externa do cabo coaxial rígido, ao longo de seu comprimento, a identificação alfanumérica da homologação do produto, da seguinte forma:

    ANATEL HHHH-AA-FFFF

    Onde : HHHH – identifica a homologação do produto por meio de numeração seqüencial com 4 caracteres
    AA – identifica o ano de emissão da Homologação com 2 caracteres numéricos
    FFFF – identifica o fabricante do produto com 4 caracteres numéricos.