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CONSULTA PÚBLICA Nº 744
    Introdução




    CONSULTA PÚBLICA N.º 744, DE 9 DE OUTUBRO DE 2006.

    AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES

    CONSULTA PÚBLICA N.º 744, DE 9 DE OUTUBRO DE 2006.

    Proposta de Alteração da Norma para Certificação e Homologação de Cabos Coaxiais Flexíveis de 50 Ohms ou 75 Ohms.


    O CONSELHO DIRETOR DA AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES - ANATEL, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pelo art. 22 da Lei n.º 9.472, de 16 de julho de 1997, e art. 35 do Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações, aprovado pelo Decreto n.º 2.338, de 7 de outubro de 1997, deliberou em sua Reunião n.º 412, realizada em 3 de outubro de 2006, submeter a comentários e sugestões do público em geral, nos termos do art. 42 da Lei n.º 9.472, de 1997, e do art. 67 do Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações, proposta de alteração da Norma para Certificação e Homologação de Cabos Coaxiais Flexíveis de 50 Ohms ou 75 Ohms, na forma do Anexo à presente Consulta Pública.

    A presente proposta de Norma tem por objetivo uniformizar os procedimentos de certificação de produtos para telecomunicações da categoria I, de acordo com as disposições estabelecidas no Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução n.º 242, de 30 de novembro de 2000.

    O texto completo da proposta estará disponível na Biblioteca da Anatel, no endereço subscrito e na página da Anatel na Internet, a partir das 14h da data da publicação desta Consulta Pública no Diário Oficial da União.

    As contribuições e sugestões deverão ser fundamentadas, devidamente identificadas e encaminhadas, preferencialmente por meio de formulário eletrônico do Sistema Interativo de Acompanhamento de Consulta Pública, disponível no endereço Internet http://www.anatel.gov.br, relativo a esta Consulta Pública, até às 24h do dia 4 de dezembro de 2006, fazendo-se acompanhar de textos alternativos e substitutivos, quando envolverem sugestões de inclusão ou alteração, parcial ou total, de qualquer dispositivo.

    Serão também consideradas as manifestações encaminhadas por carta, fax ou correspondência eletrônica recebidas até às 18h do dia 29 de novembro de 2006, para:

    AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES – ANATEL
    SUPERINTENDÊNCIA DE RADIOFREQÜÊNCIA E FISCALIZAÇÃO
    CONSULTA PÚBLICA N.° 744, DE 9 DE OUTUBRO DE 2006
    “Proposta de Alteração da Norma para Certificação e Homologação de Cabos Coaxiais Flexíveis de 50 Ohms ou 75 Ohms”.
    Setor de Autarquias Sul – SAUS – Quadra 6, Bloco F, Térreo – Biblioteca
    70070-940 - Brasília – DF - Fax. (061) 2312-2002
    biblioteca@anatel.gov.br

    As manifestações recebidas merecerão exame pela Anatel e permanecerão à disposição do público na Biblioteca da Agência.



    PLÍNIO DE AGUIAR JÚNIOR
    Presidente do Conselho


    ANEXO À CONSULTA PÚBLICA N.º744, DE 9 DE OUTUBRO DE 2006

    NORMA PARA CERTIFICAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO
    DE CABOS COAXIAIS FLEXÍVEIS DE 50 OHMS OU 75 OHMS


    1

    1. Objetivo

    Esta norma estabelece os requisitos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade de cabos coaxiais flexíveis com impedância de 50 ohms ou 75 ohms, para efeito de certificação e homologação junto à Agência Nacional de Telecomunicações.


    2

    2. Abrangência

    Esta norma é aplicável aos cabos coaxiais flexíveis de 50 ohms ou 75 ohms para utilização interna predial ou em áreas externas, quando utilizados para interligação de antenas ou equipamentos para transmissão de sinais de telecomunicações. Os cabos coaxiais resultantes desta norma não se aplicam em sistemas de CATV.

    Os cabos abrangidos por esta norma são indicados ao uso em sistemas radiantes de altas-freqüências, nas faixas de HF, VHF e UHF.

                                                                    Tabela 1 – Faixas de RF

    Faixa de RF

    Freqüência (MHz)

    HF

    1 a 30

    VHF

    30 a 300

    UHF

    300 a 3000

    OBS.: Faixas de freqüência diferentes podem ser especificadas pelo fabricante.


    3

    3. Referências

    Para fins desta norma são adotadas as seguintes referências:

    I. NBR 6810:1981 – Fios e cabos elétricos – Tração à ruptura em componentes metálicos – Método de ensaio;

    II. NBR 6814:1985 – Fios e cabos elétricos – Ensaio de resistência elétrica – Método de ensaio;

    III. NBR 8094: 1983 – Material metálico revestido e não revestido – Corrosão por exposição à névoa salina;

    IV. NBR 9141:1998 – Cabos ópticos e fios e cabos telefônicos – Ensaio de tração e alongamento à ruptura – Método de ensaio;

    V. NBR 9143:1999 – Fios e cabos telefônicos – Ensaio de contração – Método de ensaio;


    VI. NBR 9146:1994 – Fios e cabos telefônicos – Ensaio de tensão elétrica aplicada – Método de ensaio;

    VII. NBR 9148:1998 – Cabos ópticos e fios e cabos telefônicos – Ensaio de envelhecimento acelerado – Método de ensaio;

    VIII. NBR 9149: 1998 – Cabos telefônicos – Ensaio de escoamento de composto de enchimento – Método de ensaio;

    IX. NBR 14705:2006 – Classificação de cabos internos para telecomunicações quanto ao comportamento frente à chama – Especificação;

    X. NBR NM-IEC-60811-1-1 – Métodos de ensaio comuns para os materiais de isolação e de cobertura de cabos elétricos – Parte 1: Métodos para aplicação geral – Capítulo 1: Medição de espessuras e dimensões externas – Ensaios para a determinação das propriedades mecânicas;;

    XI. ANSI/SCTE 48-3 2004 – Test procedure for measuring shielding effectiveness of braided coaxial drop cable using the GTEM cell;

    XII. ANSI/SCTE 66 2003 – Test method for coaxial cable impedance

    XIII. ANSI/SCTE 69 2002 – Test Method for Moisture Inhibitor Corrosion Resistance;

    XIV. ANSI/SCTE 70 2002 – Insulation Resistance Megohmmeter Method;

    XV. IEC 61196-1:1995 Radio-frequency cables – Part 1 : Generic specification – General definitions, requirements and test methods;

    XVI. ASTM A 641:1998 - Specification For Zinc-Coated (Galvanized) Carbon Steel Wire;

    XVII. ASTM D 3349:1999 – Standard test method for absorption coefficient of ethylene polymer material pigmented with carbon black;

    XVIII. ASTM D 4565:1999 – Standard test methods for physical and environmental performance properties of insulations and jackets for telecommunications wire and cable.


    4.

    4. Definições

    Para fins desta norma são adotadas as seguintes definições:

    4.1 Cabos coaxiais: são constituídos de dois condutores separados por material polimérico, tendo um eixo comum;

    4.2 Condutor central: é constituído por um fio sólido, multifilar ou um tubo liso;

    4.3 Dielétrico: camada de material polimérico aplicada sobre o condutor central;

    4.4 Núcleo do cabo: conjunto formado pelo condutor central e o dielétrico;

    4.5 Fita laminada de blindagem: fita polimérica com folha(s) de material(is) metálico(s) laminado aderida(s) a pelo menos uma de suas faces;

    4.6 Trança ou malha: blindagem constituída de feixes entrelaçados;

    4.7 Primeira fita: fita laminada de blindagem sobreposta ao dielétrico. Esta fita pode ser aderida ou não ao dielétrico;

    4.8 Primeira trança: trança sobreposta à primeira fita, quando houver, ou ao dielétrico;

    4.9 Segunda fita: fita laminada de blindagem sobreposta à primeira trança;

    4.10 Segunda trança: trança sobreposta à segunda fita, quando houver, ou sobre à primeira trança;


    Figura 1 – Representação dos elementos da trança


    4.11

    4.11 Feixe ou espula: conjunto de fios elementares;

    4.12 Fio elementar: fio sólido que compõe o feixe;

    4.13 Condutor externo (Blindagem): conjunto formado pela combinação de fita(s) polimérica(s) laminada(s) aluminizada(s), quando houver, e trança(s) de fios de cobre nu ou revestido;

    4.14 Capa externa: camada de material polimérico aplicada sobre o condutor externo, atuando como revestimento externo do cabo coaxial singelo ou como encapamento da via no cabo multicoaxial;

    4.15 Núcleo multicoaxial: conjunto formado pela reunião de cabos coaxiais (vias);

    4.16 Terceira fita: fita laminada de blindagem sobreposta ao núcleo multicoaxial;

    4.17 Terceira trança: trança sobreposta à terceira fita, quando houver, ou sobre o núcleo multicoaxial;

    4.18 Blindagem global: conjunto formado pela combinação de fita(s) polimérica(s) laminada(s) metalizada(s), quando houver, e trança(s) de fios de cobre nu ou revestido;

    4.19 Cobertura: camada de material polimérico aplicada sobre a blindagem global, quando houver, ou sobre o núcleo multicoaxial;

    4.20 Lance: comprimento contínuo sem emendas;

    4.21 Família de cabos: serão considerados como componentes de uma mesma família os cabos que apresentarem as mesmas características dimensionais e de materiais em relação ao núcleo do cabo. Os cabos com condutor nu ou revestido podem fazer parte de uma mesma família, assim como os cabos múltiplos. Os cabos com condutor central tubular constituem uma família específica.


    5

    5. Designação

    5.1 A designação dos cabos coaxiais deve ser conforme definido a seguir:

                           nn = número de vias (somente em cabos multicoaxiais).

    RF = cabo para radiofreqüência (padrão).

    II = impedância do cabo.

    <espaço>

    C,CC = diâmetro do condutor central em mm (pode ser adotada apenas a unidade e o décimo quando o centésimo for igual a zero).

    F ou T = quando utilizado o “F” indica que o condutor central é multifilar e o “T” indica que o condutor central é tubular.

     

    /

    D,DD = diâmetro sobre o dielétrico em mm (poderá ser adotado apenas a unidade e o décimo quando o centésimo for igual a zero).

    <espaço>

    X/Y/Z = material do condutor central, do revestimento quando houver e do dielétrico respectivamente. Onde X, Y e Z representam os símbolos químicos ou sigla dos materiais.

    <espaço>

    M = quando utilizado indica a aplicação de fita laminada de blindagem sobre o dielétrico.

    DT = quando utilizado indica dupla trança.

    X = quando utilizado indica que o condutor externo é revestido, onde X é o símbolo químico do material do revestimento.

     

    <espaço>

    BC = indica a existência de blindagem global constituída de fita laminada de blindagem, em cabos multicoaxiais.

    T = indica a existência de blindagem global constituída de trança de fios metálicos.

    X = quando utilizado indica que o condutor da blindagem global é revestido, onde X é o símbolo químico do material do revestimento.

    <espaço>

    XX = aplicável apenas para os cabos indicados ao uso em ambiente interno. Define a classificação do cabo quanto ao comportamento frente à chama conforme NBR 14705.

    FFF ou FFFF = faixa de RF ou freqüência de operação em MHz.

     

    Exemplo:

     

    21RF75 0,50F/2,45 Cu/Sn/FEP MDTSn BCTSn CM HF

     

    Cabo multicoaxial constituído por 21 vias com impedância de 75 ohms. O condutor central é multifilar estanhado com diâmetro de 0,50 mm e o dielétrico de FEP tem 2,45 mm de diâmetro. Cada via é blindada por uma fita laminada de blindagem e dupla trança de fios de cobre estanhado. O núcleo multicoaxial é blindado por fita(s) laminada(s) de blindagem aplicada(s) e por trança de fios de cobre estanhado e revestido externamente por um composto termoplástico retardante à chama, classe CM, e opera na faixa de freqüência de 1 a 30 MHz.


     


    6

    6. Projeto

                                Tabela 2 – Símbolos, descrições e unidades de medida

    Símbolo

    Descrição

    Unidade de Medida

    a

    Atenuação Total

    dB / 100m

    ax

    Atenuação em função de cada elemento significativo

    dB / 100m

    bx

    Ângulo de aplicação do feixe

    º (graus)

    cx

    Condutividade do condutor central

    m / W mm2

    d2

    Ângulo de perda do material dielétrico

    rad

    e2

    Permissividade do material dielétrico

    -

    %x

    Percentual de cobertura da trança

    %

    dx

    Diâmetro do fio elementar de um componente

    mm

    D1t

    Diâmetro interno do tubo de um componente

    mm

    Dxe

    Diâmetro eficaz de um  componente

    mm

    Dxm

    Diâmetro médio de um componente

    mm

    E2

    Gradiente de voltagem do dielétrico

    kV / mm

    f

    Freqüência

    MHz

    G

    Velocidade de propagação

    %

    kx , kxy

    Fatores de correção para os cálculos

    -

    fcx

    Fator de cobertura linear da trança

    -

    nx

    Número de fios do feixe

    -

    Px

    Passo da trança

    mm

    Rx

    Resistência elétrica CC

    W / m

    sx

    Espessura de um componente

    mm

    sxmin

    Espessura mínima de um componente

    mm

    tx

    Número de feixes da trança

    -

    V2

    Rigidez dielétrica CA

    kV

    wx

    Largura da fita laminada de blindagem

    mm

    z0

    Impedância Característica

    W

                                                                           Tabela 3 – Índices

    Índice

    Componente

    1

    Condutor central

    2

    Dielétrico

    3

    Primeira fita

    4

    Primeira trança

    5

    Segunda fita

    6

    Segunda trança

    7

    Capa externa

    8

    Núcleo multicoaxial

    9

    Terceira fita

    10

    Terceira trança

    11

    Cobertura


     


    6.1

    6.1 Parâmetros definidos pelo fabricante:
    Para fins desta norma o fabricante deve fornecer, ao OCD e ao laboratório, a planilha de cálculo devidamente preenchida contendo as informações solicitadas.

    A planilha de cálculo encontra-se anexa ao final desta norma e é composta por sete páginas.

                                              Tabela 4 – Constantes dos materiais dielétricos

    Material

    Permissividade do Dielétrico

    (e2)

    Ângulo de Perda do Dielétrico

    (tg d2)

    Gradiente de Voltagem do Dielétrico (kV/mm)

    (E2)

    PE Sólido

    2,28

    2,5 x 10-4

    11

    PE Celular

    1,3

    1,4 x 10-4

    2

    PE Celular

    1,5

    1,6 x 10-4

    2

    PE Celular

    1,7

    1,6 x 10-4

    2

    PTFE

    2,1

    4.A

    11

    FEP

    2,1

    4.B

     

    FEP Celular

    1,5

    1,2 x 10-3

    2

    ETFE

    2,6

     

     

    PFA

    2,1

     

     

    PVC    = Policloreto de vinila

    PE       = Polietileno

    PTFE   = Politetrafluoretileno

    FEP     = Etileno-polipropileno fluoretizado

    ETFE   = Etileno-tetrafluoretileno

    PFA     = Perfluoralcoxi

     

    Tabela 4.A

    Freqüência (MHz)

    tg d2

    1

    1 x 10-4

    10

    1,5 x 10-4

    100

    2,5 x 10-4

    1.000

    4,3 x 10-4

    10.000

    2 x 10-4

     

    Tabela 4.B

    Freqüência (MHz)

    tg d2

    1

    4 x 10-4

    10

    4 x 10-4

    100

    8 x 10-4

    1.000

    10 x 10-4

    2.000

    10 x 10-4

    10.000

    7 x 10-4


    6.2

    6.2 Condutor externo

     


    6.2.2

    6.2.2 Primeira trança

    Tabela 5 – Diâmetros recomendados para as tranças

    Diâmetro sob a Trança

    (mm)

    Diâmetro nominal recomendado para o fio da trança

     (mm)

    Trança Simples

    Trança Dupla

    De 1,5 a 2,5

    0,10

    0,10

    > 2,5 a 3,5

    0,12

    0,12

    > 3,5 a 7,0

    0,14

    0,14

    > 7,0 a 8,0

    0,16

    0,16

    > 8,0 a 10,5

    0,18

    0,16

    > 10,5 a 12,5

    0,20

    0,18

    > 12,5 a 14,5

    0,22

    0,20

    > 14,5 a 17,0

    0,24

    0,22

    > 17,0 a 25,0

    0,26

    0,24

    Observação: Outros diâmetros podem ser utilizados, desde que atendam ao percentual de cobertura.

    Diâmetro eficaz (D4e)

    quando houver a aplicação conjunta da primeira fita laminada de blindagem, sobreposta ao dielétrico, e da primeira trança:


    6.2.3

     


    6.3


    6.4

    6.4 Capa Externa


    6.5

    6.5 Núcleo multicoaxial


    Tabela 7

    Tabela 7 – Fator de cálculo para o núcleo multicoaxial

    Número de vias

    k8

    Número de vias

    k8

    Número de vias

    k8

    Número de vias

    k8

    2

    2,00

    12

    4,16

    24

    6,00

    38

    7,33

    3

    2,16

    121

    5,00

    25

    6,00

    39

    7,33

    4

    2,41

    13

    4,41

    26

    6,00

    40

    7,33

    5

    2,70

    14

    4,41

    27

    6,15

    41

    7,67

    6

    3,00

    15

    4,70

    28

    6,41

    42

    7,67

    7

    3,00

    16

    4,70

    29

    6,41

    43

    7,67

    71

    3,35

    17

    5,00

    30

    6,41

    44

    8,00

    8

    3,45

    18

    5,00

    31

    6,70

    45

    8,00

    81

    3,66

    181

    7,00

    32

    6,70

    46

    8,00

    9

    3,80

    19

    5,00

    33

    6,70

    47

    8,00

    91

    4,00

    20

    5,33

    34

    7,00

    48

    8,15

    10

    4,00

    21

    5,33

    35

    7,00

    52

    8,41

    101

    4,40

    22

    5,67

    36

    7,00

    61

    9,00

    11

    4,00

    23

    5,67

    37

    7,00

    64

    9,18

    Observação: 1 Vias reunidas em uma única coroa.


    6.6

    6.6 Blindagem Global

    6.6.1 Terceira fita


    6.6.2

    6.6.2 Terceira trança


    6.7

    6.7 Cobertura


    6.8

    6.8 Resistência Elétrica

    Tabela 8 – Condutividade dos materiais condutores

    Condutor

    Símbolos

    Unidade

    Valor

    Cobre

    cx

    m/Wmm2

    58

    Alumínio

    35

    Estanho

    8,3

    Prata

    61

    Aço Cobreado 21%

    12,2

    Aço Cobreado 30%

    17,4

    Aço Cobreado 40%

    23,2

    Observação: No caso de materiais compostos (exemplo: cobre sobre alumínio), o cálculo deverá ser feito respeitando a proporcionalidade da área da seção de cada material.


    6.9

    6.9 Atenuação


    Tabelas 9 e 10

    Tabela 9 – Constantes construtivas para o cálculo da atenuação

    Símbolo

    Designação

    Característica

    Valor

    k1a

    Atenuação característica do condutor central

    Condutor monofilar

    Condutor multifilar

    1,0

    1,25

    k1c

    Cobre estanhado

    Aço/Alumínio cobreado

    Ver Tabela 10.A

    Ver Tabela 10.B

    k4a

    Atenuação característica do condutor externo

    Condutor Trançado

     

     

    2,0

     

     

     

     

    fita polimérica com face(s) metálica(s) laminada(s) aplicada diretamente sobre o dielétrico

    1,0

    k4c

    Cobre estanhado

    Ver Tabela 10.A

     

    Tabela 10 – Constantes de material para o cálculo da atenuação

    Condutor

    Símbolo

    Valor

    Cobre

    k1c e k4c

    1

    Cobre prateado

    1

    Cobre estanhado

    Ver Tabela 10.A

    Aço/Alumínio cobreado

    Ver Tabela 10.B

     

     

     

     

    Tabela 10.A – Cobre estanhado

    k1c ou k4c

    0,01

    1,01

    0,02

    1,03

    0,03

    1,06

    0,04

    1,11

    0,06

    1,25

    0,08

    1,44

    0,10

    1,67

    0,12

    1,91

    0,15

    2,24

    0,18

    2,46

    0,20

    2,60

    ³ 0,25

    2,70

     

     

    Tabela 10.B – Aço/Alumínio cobreado

    k1c ou k4c

    0,005

    11,04

    0,010

    6,06

    0,015

    4,16

    0,020

    3,17

    0,025

    2,57

    0,030

    2,16

    0,035

    1,87

    0,040

    1,65

    0,050

    1,35

    0,060

    1,16

    0,070

    1,04

    0,080

    1,00

     


    6.10

    6.10 Impedância


    6.11

    6.11 Rigidez dielétrica


    6.12

    6.12 Velocidade de propagação


    7

    7. Requisitos Gerais

    7.1 O condutor externo ou blindagem dos cabos coaxiais deve ser constituído de trança(s) de fios em combinação ou não com fita(s) laminada(s) de blindagem;

    7.2 O condutor externo deve ser protegido por uma capa externa que apresente o desempenho previsto nesta norma;

    7.3 Os cabos multicoaxiais devem ser constituídos pela reunião de mais de um cabo coaxial, neste caso denominado vias, reunidos entre si, opcionalmente envoltos por uma ou mais camadas de material não higroscópico;

    7.4 O cabo multicoaxial paralelo é constituído pela reunião de duas ou mais vias, em paralelo, sem cordão de rasgamento e sem cobertura;

    7.5 Cada via do cabo multicoaxial deve ser identificada por uma marcação indelével, em intervalos adequados, de tal forma que com a abertura de 50 cm de cobertura seja possível a identificação de todas as vias. Em cabos de 2 (duas) vias é suficiente a marcação de apenas uma delas;

    7.6 Quando houver blindagem global, esta poderá ser constituída de trança(s) de fios metálicos em combinação ou não com fita(s) laminada(s) de blindagem;

    7.7 O cabo multicoaxial deve ser protegido por uma cobertura que apresente o desempenho previsto nesta norma;

    7.8 Os cabos multicoaxiais devem possuir sob a cobertura um cordão de rasgamento. Este, deve ser dielétrico, não higroscópico e contínuo em todo o comprimento do cabo, devendo permitir, sem o seu rompimento, uma abertura de pelo menos 1 (um) metro da cobertura;

    7.9 O condutor central deve ser constituído por um fio sólido, multifilar ou um tubo liso de cobre, alumínio, estanho, prata ou aço cobreado

    7.10 A superfície do condutor central não deve apresentar fissuras, escamas, estrias, rebarbas, asperezas ou inclusões;

    7.11 O dielétrico deve ser constituído por uma camada de material polimérico que satisfaça os requisitos desta norma.


    8.

    8. Requisitos Específicos e Métodos de Ensaio

    8.1 Resistência elétrica

    8.1.1 A resistência elétrica do condutor central não deve ser superior ao valor calculado, expresso em Ω/100m, e deve ser medida em corrente contínua a 20 ºC ou corrigida para esta temperatura, devendo ser verificada conforme o método estabelecido na NBR 6814.

    8.1.2 Para os cabos multicoaxiais o valor de resistência máxima pode ser acrescido em 2 % em relação ao calculado para o cabo singelo. Este percentual não se aplica aos cabos multicoaxiais paralelos.


    8.2

    8.2 Resistência de isolamento

    8.2.1 A resistência de isolamento deve ser de, no mínimo, 5.000 MegaOhms.km, devendo ser verificada através do método estabelecido na ANSI/SCTE 70 2002.


    8.3

    8.3 Rigidez dielétrica

    8.3.1 Quando o valor calculado de rigidez dielétrica for inferior a 5 kV, este deverá ser arredondado para um valor superior múltiplo de 0,2 kV. Por exemplo, se o valor calculado for de 2,15 kV, este deverá ser arredondado para 2,2 kV.

    8.3.2 Quando o valor calculado de rigidez dielétrica for igual ou superior a 5 kV, , este deverá ser arredondado para um valor superior múltiplo de 0,5 kV. Por exemplo, se o valor calculado for de 5,35 kV, este deverá ser arredondado para 5,5 kV.

    8.3.3 O ensaio deve ser realizado por 2 (dois) minutos em tensão alternada (Vca) ou com o valor corrigido para tensão contínua (Vcc), sendo esta correção feita multiplicando-se o valor eficaz CA por 1,41.

    8.3.4 O valor máximo da tensão aplicada no cabo deve ser limitado a 7kVca ou 10kVcc.

    8.3.5 A rigidez dielétrica entre os condutores de um cabo deve ser verificada conforme o método estabelecido na NBR 9146.


    8.4

    8.4 Atenuação

    8.4.1 Para os cabos singelos a tolerância máxima de atenuação é de 15 % em relação ao nominal calculado.

    8.4.2 Para os cabos multicoaxiais a atenuação máxima pode ser acrescida em 2 % em relação à atenuação máxima permitida ao cabo singelo. Este percentual não se aplica aos cabos multicoaxiais paralelos.

    8.4.3 A atenuação deve ser verificada conforme o método estabelecido na IEC 61196-1:1995. Outro método que apresente a mesma exatidão pode ser utilizado.

    8.4.4 Para a verificação da curva de atenuação devem ser calculados e apresentados pelo interessado, no mínimo, 91 (noventa e um) pontos por década distribuídos linearmente. Por exemplo, de 1 a 10 MHz são 91 pontos, de 10 a 100 MHz são mais 91 pontos, e assim, sucessivamente.

    8.4.5 O cabo deve ser classificado quanto à sua atenuação de acordo com a atenuação máxima calculada na freqüência de 200 MHz à temperatura de 20 ºC, sendo a atenuação expressa em dB/100 m. Caso o valor fique fora do especificado na tabela 11, este poderá ser calculado em outras freqüências, tendo como preferência 30 MHz para os cabos que operam em HF e 800 MHz para os cabos que operam em UHF.
                                                               Tabela 11 – Classe de atenuação

    Atenuação

    (dB/100m)

    Classe de

    atenuação

    a £ 2,0

    2

    2,0 < a £ 2,5

    2,5

    2,5 < a £ 3,0

    3

    3,0 < a £ 4,0

    4

    4,0 < a £ 5,0

    5

    5,0 < a £ 6,0

    6

    6,0 < a £ 8,0

    8

    8,0 < a £ 10,0

    10

    10,0 < a £ 13,0

    13

    13,0 < a £ 16,0

    16

    16,0 < a £ 20,0

    20


    8.5

    8.5 Impedância

    8.5.1 A impedância média deve atender ao valor calculado pelo fabricante e deve ser verificada conforme o método estabelecido na ANSI SCTE 66 2003 na faixa de freqüência de operação do cabo, limitando-se a 210 MHz. Outro método que apresente a mesma exatidão pode ser utilizado.

    8.5.2 A tolerância de impedância é dada em função da classe de atenuação que o cabo se enquadra. Na tabela 12 é apresentada a correspondência entre classe de atenuação e tolerância de impedância.

                                                          Tabela 12 – Tolerância de impedância

    Classe de

    atenuação

    Tolerância de

    impedância (Ω)

    2 a 4

    ± 2,0

    5 a 8

    ± 2,5

    10 a 13

    ± 3,0

    16 a 20

    ± 5,0



     


    8.6

    8.6 Velocidade de propagação

    8.6.1 A velocidade de propagação relativa do cabo coaxial não deve ser inferior a 95 % do valor calculado, devendo ser verificada conforme o método de ensaio estabelecido na IEC 61196-1:1995, na faixa de freqüência de operação do cabo, limitada a 210 MHz. Outro método que apresente a mesma exatidão pode ser utilizado.


    8.7

    8.7 Perda por retorno (SRL)

    8.7.1 A perda de retorno não deve ser inferior aos valores estabelecidos na tabela 13 para as faixas de freqüência especificadas.

                                                           Tabela 13 – SRL

    Faixa de freqüência

    (MHz)

    SRL

    (dB)

     30 MHz £ f £ 300 MHz

    15

    300 MHz < f £ 460 MHz

    460 MHz < f £ 585 MHz

    585 MHz < f £ 960 MHz

    8.7.2 Em cada uma das faixas de freqüência são permitidos até 3 picos de SRL, desde que não ultrapassem 4 dB abaixo do valor mínimo admitido.

    8.7.3 A perda por retorno estrutural deve ser verificada conforme o método estabelecido na norma IEC 61196-1:1995, seção 11.12. Outro método que apresente a mesma exatidão pode ser utilizado.


    8.8

    8.8 Eficiência de blindagem

    8.8.1 A eficácia da blindagem para os cabos coaxiais flexíveis não deve ser inferior aos valores estabelecidos na tabela 14, na faixa de freqüência de 5 MHz a 1000 MHz, e deve ser verificada através do método estabelecido na ANSI/SCTE-48-3 2004.

               Tabela 14 – Eficácia da blindagem (dB)

    Tipo de Blindagem

    dB*

    Blindagem simples (1 trança)

    35

    Blindagem dupla (2 tranças)

    59

    Blindagem simples + 1 fita

    65

    Blindagem dupla + 1 fita

    95


     

     

     

     

    Nota: *Os valores dos requisitos encontram-se em processo de validação.

    8.8.2 O equipamento de ensaio não está restrito ao citado no método de ensaio especificado em 8.8.1, podendo ser utilizado um equipamento com precisão equivalente.


    8.9

    8.9 Condutor central

    8.9.1 Para o condutor central com diâmetro calculado inferior a 0,25 mm é aceita uma variação de 0,003 mm. Nos demais casos a variação pode ser de até 1 % em relação ao calculado.

    8.9.2 Para a verificação do diâmetro deve ser utilizado um instrumento com resolução metrologicamente adequada. O ensaio deve ser realizado efetuando-se duas leituras perpendiculares de uma mesma seção transversal, anotando-se a média aritmética dos valores obtidos.

    8.9.3 O alongamento à ruptura do condutor de cobre nu ou revestido após a aplicação do dielétrico de ser de, no mínimo, 10 % e deve ser verificado conforme o método de ensaio estabelecido na NBR 6810.

    8.9.4 O alongamento à ruptura do condutor de aço cobreado após a aplicação do dielétrico deve ser de, no mínimo, 1 % e deve ser verificado conforme o método de ensaio estabelecido na NBR 6810.

    8.9.5 O alongamento à ruptura do condutor de alumínio nu ou revestido após a aplicação do dielétrico deve ser de, no mínimo, 3 % e deve ser verificado conforme o método de ensaio estabelecido na NBR 6810.


    8.10

    8.10 Dielétrico

    8.10.1 A tolerância do diâmetro externo do dielétrico é dada na tabela 15:
    8.10.2
                                                      Tabela 15 – Variação do diâmetro do dielétrico

    Diâmetro nominal

    (mm)

    Variação

    (mm)

    D2 £ 0,9

    ± 0,08

    0,9 < D2 £ 2,4

    ± 0,10

    2,4 < D2 £ 3,4

    ± 0,13

    3,4 < D2 £ 4,4

    ± 0,15

    4,4 < D2 £ 6,4

    ± 0,20

    6,4 < D2 £ 7,4

    ± 0,25

    7,4 < D2 £ 9,9

    ± 0,30

    9,9 < D2 £ 14,9

    ± 0,40

    14,9 < D2 £ 20,0

    ± 0,50

    8.10.3 Deve-se medir o diâmetro em quatro pontos de uma mesma seção transversal, defasados em aproximadamente 45º e, anotada a média aritmética dos valores.

    8.10.4 A contração do dielétrico constituído de material polimérico sólido deve ser inferior a 9,5 mm e deve ser verificada conforme o método de ensaio estabelecido na NBR 9143.


    8.11

    8.11 Condutor externo

    8.11.1 Para o(s) fio(s) elementar(es) da trança(s) com diâmetro calculado inferior a 0,25 mm é aceita uma variação de 0,003 mm. Nos demais casos a variação pode ser de até 1 % em relação ao calculado.

    8.11.2 Na verificação do diâmetro do fio elementar deve-se utilizar um instrumento com resolução metrologicamente adequada. Para a execução do ensaio deve-se obter duas leituras perpendiculares de uma mesma seção transversal e deve ser anotada a média aritmética.

    8.11.3 O percentual de cobertura da(s) trança(s) do condutor externo deve ser de, no mínimo, 60 % quando aplicada sobre fita laminada de blindagem ou de 85 % onde não houver fita.

    8.11.4 O percentual de cobertura da trança deve ser verificado utilizando-se as fórmulas de projeto da trança.


    8.12

    8.12 Capa externa e Cobertura

    8.12.1 Os cabos destinados a instalações em áreas externas não podem utilizar os materiais EVA, ETFE, PTFE e FEP.

    8.12.2 A espessura mínima absoluta em qualquer ponto da capa externa deve atender aos valores estabelecidos na tabela 16 e deve ser verificada conforme o método estabelecido na NBR NM-IEC-60811-1-1.

                                                    Tabela 16 – Espessura da capa externa

    Material

    Diâmetro sob a capa externa (mm)

    Espessura nominal

    (mm)

    Espessura mínima

    (mm)

    FEP

    ETFE

    PTFE

    < 2,5

    0,25

    0,15

    2,5 a 5,9

    0,38

    0,25

    > 5,9

    0,30

    PE

    PVC

    EVA

    < 2,5

    0,07 D + 0,3

    0,9 s – 0,1

    ³ 2,5

    0,07 D + 0,5

    Observações:

    1. “D” é o diâmetro sob a capa externa.
    2. “s” é  a espessura nominal.
    3. As designações PE e PVC abrangem as suas variantes.

     

    8.12.3 A espessura mínima absoluta em qualquer ponto da cobertura deve atender ao valor calculado e deve ser verificada conforme o método estabelecido na NBR NM-IEC-60811-1-1.

    8.12.4 Os materiais empregados na capa externa e na cobertura devem atender aos valores de alongamento e resistência à tração estabelecidos nas tabelas 17 e 18 e devem ser verificados conforme os métodos estabelecidos nas normas NBR 9141 e na NBR 9148.

                                       Tabela 17 – Alongamento e resistência à tração-original

    Material

    Alongamento

    Mínimo

    ( % )

    Resistência à Tração Mínima

    ( Mpa )

    FEP

    FRPE

    PEAD

    PEBD

    ETFE

    PVC

    SRPVC

    PTFE

    EVA

    200

    100

    300

    350

    100

    125

    100

    175

    100

    17,2

    8,3

    16,5

    9,7

    34,5

    12,0

    20,7

    27,6

    8,3

    FEP       = Etileno-polipropileno fluoretizado

    FRPE    = PE retardante à chama

    PEAD   = PE de alta densidade

    PEBD   = PE de baixa densidade

    ETFE     = Etileno-tetrafluoretileno

    PVC      = Policloreto de vinila

    SRPVC = PVC semi-rígido

    PTFE   = Politetrafluoretileno

    EVA     =  Etileno vinil acetato

    PE       = Polietileno

                                    Tabela 18 – Alongamento e resistência à tração-envelhecido

    Classe  (°C)

    Material

     

    Tempo

    (h)

    Temperatura

    (ºC)

    Retenção do Original (%)

    Alongamento

     

    Resistência à tração

    75

    FRPE

    PEAD

    PEBD

    EVA

    48

    100

    75

    75

    75

    PVC

    SRPVC

    168

    168

    100

    113

    60

    70

    80

    70

    90

    PVC

    SRPVC

    168

    168

    121

    121

    50

    70

    85

    70

    90

    EVA

    168

    100

    75

    80

    105

    PVC

    SRPVC

    168

    168

    136

    136

    50

    70

    85

    70

    150

    ETFE

    168

    180

    75

    85

    200

    FEP

    168

    232

    75

    75

    250

    PTFE

    1440

    260

    85

    85



    8.13

    8.13 Blindagem global

    8.13.1 Para o fio elementar da trança com diâmetro calculado inferior a 0,25 mm é aceita uma variação de 0,003 mm. Nos demais casos a variação pode ser de até 1 % em relação ao calculado.

    8.13.2 Na verificação do diâmetro do fio elementar deve-se utilizar um instrumento com resolução metrologicamente adequada. Para a execução do ensaio deve-se obter duas leituras perpendiculares de uma mesma seção transversal e ser anotada a média aritmética.

    8.13.3 O percentual de cobertura da trança da blindagem global deve ser de, no mínimo, 60 % quando aplicada sobre fita laminada de blindagem ou de 85 % onde não houver fita.

    8.13.4 O percentual de cobertura da trança deve ser verificado utilizando-se as fórmulas de projeto da trança.


    8.14

    8.14 Dobramento

    8.14.1 O cabo completo deve ser submetido ao ensaio de dobramento à temperatura ambiente conforme estabelecido na ASTM D 4565, seção 34. Após o ensaio o cabo não deve apresentar danos visíveis a olho nu e deve atender ao requisito de impedância presente nesta norma.


    8.15

    8.15 Coeficiente de absorção

    8.15.1 Os cabos destinados à instalações em área externa devem apresentar um coeficiente de absorção, quando expostos à radiação ultravioleta, acima de 4000 ABS/cm para a capa de PE ou de 2800 ABS/cm para capa de PVC, conforme o método estabelecido na ASTM D 3349.

    8.15.2 Para cabos com capa de EVA, ETFE, PTFE e FEP este ensaio não é aplicável.


    8.16

    8.16 Comportamento Frente à Chama

    8.16.1 O cabo coaxial para aplicação em redes internas, mesmo que parcial, deve possuir a capa externa e a cobertura de material retardante à chama, sendo que sua classificação deverá ser comprovada através do método de ensaio correspondente, conforme estabelecido na NBR 14705.


    8.17

    8.17 Mensageiro Integrado

    8.17.1 Quando o cabo possuir mensageiro integrado, este deverá ser de aço galvanizado, Class 1, Hard Temper e atender aos requisitos da ASTM A 641: 

    - Carga de Ruptura Mínima; 
    - Camada de Zinco; 
    - Aderência da Camada de Zinco; 
    - Diâmetro do Mensageiro

    8.17.2 Para a medição do diâmetro do mensageiro deverá ser utilizado instrumento com resolução metrologicamente adequada e tomadas duas medidas perpendiculares de uma mesma seção transversal, sendo anotada a média aritmética dos valores obtidos.


    8.18

    8.18 Requisito e método de ensaio para resistência à corrosão

    8.18.1 O cabo coaxial flexível que possui composto vedante não deve apresentar sinais de corrosão após ser submetido ao ensaio de resistência à corrosão conforme o método estabelecido na NBR 8094 e ANSI/SCTE-69-2002.


    8.19

    8.19 Requisito e método de ensaio para escoamento do composto

    8.19.1 O cabo coaxial flexível que possui composto vedante deve ser submetido ao ensaio de escoamento do composto, conforme o método estabelecido na NBR 9149 e não deve apresentar sinais de escoamento ou gotejamento.


    9

    9. Amostragem do Cabo Coaxial

    9.1 Para se definir as amostras a serem apresentadas, os cabos de uma mesma família devem ser classificados segundo o grau de complexidade conforme a tabela abaixo:

    Tabela 19 – Grau de complexidade

    Construção do cabo

    Construção do

    condutor externo

    Construção do

    condutor central

    Material do

    condutor externo

    Material do

    condutor central

    4

     

    3

     

    2

     

    1

     

    -

     

    -

     

    2

     

    1

    -

     

    -

     

    2

     

    1

    -

     

    -

     

    2

     

    1

    -

     

    -

     

    2

     

    1

    Construção do cabo

    4 – multicoaxial com blindagem global

    3 – multicoaxial sem blindagem global

    2 – multicoaxial paralelo

    1 – singelo

     

    Construção do condutor externo

    2 – trança e fita laminada

    1 – trança

     

    Construção do condutor central

                2 – multifilar

                1 – monofilar

    0 – tubular

     

    Material do condutor externo ou da blindagem global

    2 – revestido

    1 – nu

     

     

    Material do condutor central

                2 – revestido

                1 – nu

     


     


    9.2

    9.2 Deve ser apresentado para ensaio pelo menos uma amostra de cada família dos cabos a serem certificados, sendo que os ensaios efetuados em uma amostra de cabo de maior grau de complexidade de uma família serão válidos para os demais cabos de complexidade inferior dentro da mesma família.


    9.3

    9.3 Caso uma família de cabos possua cabos para aplicação em áreas internas e externas, com revestimentos distintos, deverá ser apresentada uma amostra para cada tipo de aplicação e seus respectivos materiais de revestimento devem ser submetidos aos seguintes ensaios:

    o Item 8.12.2 - Espessura mínima da capa externa;

    o Item 8.12.3 – Espessura mínima da cobertura;

    o Item 8.12.4 - Ensaios de alongamento e resistência à tração, original e envelhecido;

    o Item 8.14 – Dobramento (aplicar somente o ensaio de Dobramento, não sendo exigido verificar o requisito de Impedância);

    o Item 8.15 - Coeficiente de absorção (para cabos destinados ao uso externo);

    o Item 8.16 - Comportamento frente à chama (para cabos destinados ao uso interno);

    o Item 8.18 - Resistência à corrosão (quando aplicável);

    o Item 8.19 - Escoamento do composto (quando aplicável).


    9.4

    9.4 Caso alguma família de cabos para certificação inclua cabos multicoaxiais, uma amostra com o maior número de vias e blindagem global, quando houver, deve ser apresentada. Esta amostra pode representar todos os cabos da família se, e somente se, suas vias apresentarem o maior grau de complexidade.


    9.5

    9.5 Devem ser submetidas a todos os ensaios elétricos pelo menos 25 % das vias dos cabos multicoaxiais com um mínimo de duas vias. Os demais ensaios devem ser realizados em apenas uma via e na cobertura.


    9.6

    9.6 Nos cabos multicoaxiais paralelos devem ser realizados os ensaios completos em uma das vias.


    9.7

    9.7 Os ensaios do Mensageiro Integrado devem ser realizados em todos os diâmetros utilizados. Caso um determinado diâmetro seja utilizado em uma ou mais famílias de cabos não é necessário repetir os ensaios do mensageiro para cada família.


    9.8

    9.8 As amostras de cabo devem ter lance de, no mínimo, 100 (cem) metros e estar com suas extremidades preparadas com conectores.


    10

    10. Identificação da Homologação

    10.1 A marcação do selo ANATEL e a identificação do código de homologação e do código de barras devem ser apresentados na embalagem externa do produto, em conformidade com o disposto no Artigo 39 e Anexo III do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução 242, de 30/11/2000. Também podem ser utilizados, opcionalmente, meios de impressão gráfica nos catálogos dos produtos ou na documentação técnica pertinente.

    10.2 Adicionalmente, deve ser impresso de forma legível na capa externa dos cabos singelos ou na cobertura dos cabos multicoaxiais, ao longo do seu comprimento, a identificação alfanumérica da homologação do produto, da seguinte forma:

    ANATEL HHHH-AA-FFFF

    Onde:

    HHHH – identifica a homologação do produto por meio de numeração seqüencial com 4 (quatro) caracteres;

    AA – identifica o ano de emissão da Homologação com 2 (dois) caracteres numéricos;

    FFFF identifica o fabricante do produto com 4 (quatro) caracteres alfanuméricos.


    Anexo 1


    Anexo 2


    Anexo 3


    Anexo 4


    Anexo 5


    Anexo 6


    Anexo 7