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CONSULTA PÚBLICA Nº 524
    Introdução




    CONSULTA PÚBLICA N.º 524, DE 4 DE MAIO DE 2004

    AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES CONSULTA PÚBLICA N.º 524, DE 4 DE MAIO DE 2004 Proposta de Norma Para Certificação e Homologação de Acumuladores Chumbo-Ácido Estacionários Regulados por Válvula. O CONSELHO DIRETOR DA AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES - ANATEL, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pelo art. 22 da Lei n.º 9.472, de 16 de julho de 1997, e art. 35 do Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações, aprovado pelo Decreto n.º 2.338, de 7 de outubro de 1997, deliberou em sua Reunião n.º 298, realizada em 28 de abril de 2004, submeter a comentários e sugestões do público em geral, nos termos do art. 42 da Lei n.º 9.472, de 1997, e do art. 67 do Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações, Proposta de Norma Para Certificação e Homologação de Acumuladores Chumbo-Ácido Estacionários Regulados por Válvula, na forma do Anexo à presente Consulta Pública. A presente proposta de norma tem por objetivo uniformizar os procedimentos de certificação de produtos para telecomunicações da categoria III, de acordo com as disposições estabelecidas no Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução n.º 242, de 30 de novembro de 2000. O texto completo da proposta estará disponível na Biblioteca da Anatel, no endereço subscrito e na página da Anatel na Internet, a partir das 14h da data da publicação desta Consulta Pública no Diário Oficial da União. As contribuições e sugestões deverão ser fundamentadas, devidamente identificadas e encaminhadas, preferencialmente por meio de formulário eletrônico do Sistema Interativo de Acompanhamento de Consulta Pública, disponível no endereço Internet http://www.anatel.gov.br, relativo a esta Consulta Pública, até às 24h do dia 7 de junho de 2004, fazendo-se acompanhar de textos alternativos e substitutivos, quando envolverem sugestões de inclusão ou alteração, parcial ou total, de qualquer dispositivo. Serão também consideradas as manifestações encaminhadas por carta, fax ou correspondência eletrônica recebidas até às 18h do dia 3 de junho de 2004, para: AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES – ANATEL SUPERINTENDENTE DE RADIOFREQÜÊNCIA E FISCALIZAÇÃO CONSULTA PÚBLICA N.° 524, DE 4 DE MAIO DE 2004 Proposta de Norma Para Certificação e Homologação de Acumuladores Chumbo-Ácido Estacionários Regulados por Válvula. Setor de Autarquias Sul – SAUS – Quadra 6, Bloco F, Térreo – Biblioteca 70070-940 - Brasília – DF - Fax. (061) 312-2002 biblioteca@anatel.gov.br As manifestações recebidas merecerão exame pela Anatel e permanecerão à disposição do público na Biblioteca da Agência. PEDRO JAIME ZILLER DE ARAÚJO Presidente do Conselho


    ANEXO À CONSULTA PÚBLICA N.º 524 DE 4 DE MAIO DE 2004

    NORMA PARA CERTIFICAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO DE ACUMULADORES CHUMBO-ÁCIDO ESTACIONÁRIOS REGULADOS POR VÁLVULA


    1

    1. OBJETIVO Esta norma estabelece os requisitos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade dos acumuladores chumbo-ácido estacionários regulados por válvula, utilizados como fonte de energia elétrica, para efeito de certificação e homologação junto à Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL.


    2

    2. ABRANGÊNCIA Esta norma se aplica a acumuladores chumbo-ácido estacionários regulados por válvula, utilizados nos Serviço Telefônico fixo Comutado – STFC e Serviço Móvel Pessoal – SMP, adequados para instalação no mesmo ambiente de equipamentos eletrônicos.


    3

    3. REFERÊNCIAS I - NBR 6179:1986 - Chumbo refinado – Especificação. II - NBR 5426:1985 - Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por atributos - Procedimento. III - NBR 5429:1985 - Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por variáveis - Procedimento. IV - NBR14204:2002 - Acumulador chumbo ácido estacionário regulado por válvula - VRLA - Especificação. V - NBR14206:2002 - Acumulador chumbo ácido estacionário regulado por válvula – VRLA - Terminologia. VI - NBR14205:2002 - Acumulador chumbo ácido estacionário regulado por válvula – VRLA - Método de ensaio . VII - ASTM D 639-81 - Standard Method of Testing Battery Containers Made From Hard Rubber or Equivalent Materials. VIII - UL - 94:1991 - Underwriters Laboratories - Test for flammability of plastic materials for parts in devices and appliances, vertical burnning test for classifying 84 V-0 or 94 V-2. IX - IEC 60707: 1999 - Flammability of solid non-metallic materials when exposed to flame sources - List of test methods.


    4

    4. DEFINIÇÕES Para os efeitos desta Norma aplicam-se as definições contidas na NBR 14206 - Terminologia.


    5

    5. REQUISITOS GERAIS


    I

    I - Os acumuladores descritos nesta Norma, em função do regime de descarga, são classificados como:


    a)

    a) Média intensidade de descarga : corresponde a tempos de descarga maiores que 1 hora até 20 horas, aplicados a sistemas de telecomunicações, e devem atender às seguintes capacidades ( em Ah ) para C10 / 1,75 V / 25ºC: 25 a 2500.


    b)

    b) Alta intensidade de descarga : corresponde a tempos de descarga iguais ou menores que 1 hora, aplicados a sistemas de energia ininterrupta (UPS).


    5.1

    5.1 Materiais


    I

    I - Todos os materiais plásticos utilizados, devem apresentar resistência mecânica compatível com a aplicação e serem inertes em relação ao eletrólito, devendo apresentar estabilidade química frente ao ácido e/ou material ativo e estabilidade dimensional frente a variação de temperatura.


    II

    II - O selante e/ou adesivo caso utilizado na fabricação dos acumuladores deve ser inerte e ter características de resistência ao eletrólito e a temperatura de trabalho, sem perder as suas propriedades específicas.


    5.2

    5.2 Identificação


    I

    I - Todos os elementos/monoblocos devem ter indicados, no mínimo, os seguintes dados, gravados de forma legível e indelével: a) fabricante/fornecedor; b) tipo; c) número de série de fabricação; d) mês e ano de fabricação; e) capacidade nominal; c) identificação dos pólos; d) tensão nominal.


    5.3

    5.3 Condições de funcionamento do acumulador


    I

    I - A temperatura ambiente para operação do acumulador poderá estar entre -10ºC a 40ºC.


    II

    II - Os retificadores utilizados devem ser com tensão constante e corrente limitada, com regulação estática menor ou igual a 1%. A corrente de “ripple” deve ser limitada a 5% ( em amperes rms ) da capacidade nominal em 10 horas. O valor da tensão de “ripple” CA deve ser menor que 1% da tensão de flutuação.


    6

    6. REQUISITOS ELÉTRICOS


    6.1

    6.1 Capacidade em regime nominal (C10)


    I

    I - Para acumuladores, a capacidade em amper-hora, corrigida à temperatura de referência (25ºC), não deve ser inferior a 100% da capacidade nominal.


    6.2

    6.2 Capacidade em regime diferente do nominal (Ci)


    I

    I - Para acumuladores, a capacidade em amper-hora, corrigida à temperatura de referência (25ºC), não deve ser inferior a 100% da capacidade nominal.


    6.3

    6.3 Adequação à flutuação



    I - Sob condições normais de operação, a tensão em cada elemento não deve apresentar desvios inferiores a -0,05V e superiores a +0,10V em relação a tensão média dos elementos inicialmente ajustada e não deve ser inferior à tensão crítica de 2,13V. Para monoblocos que não permitam a leitura individual dos elementos, os desvios apresentados devem ser menores que +0,10x(raiz de n) e -0,05x(raiz de n) V em relação a tensão média dos monoblocos, onde “n” representa o número de elementos que compõem um monobloco. Nestas condições, quando submetidos ao ensaio de capacidade real em regime nominal, o valor obtido não deve ser inferior a 100% da capacidade nominal .


    6.4

    6.4 Eficiência de recarga


    I

    I - Para acumulador, em ensaio de Tipo, a capacidade obtida não deve ser inferior a 90% da nominal.


    6.5

    6.5 Desempenho frente a ciclos de carga/descarga


    I

    I - O acumulador, quando submetido à verificação do número de ciclos de carga/descarga nas condições de ensaio, deve suportar, no mínimo, 200 ciclos. Ao final dos 200 ciclos a capacidade obtida não deve ser inferior a 80% do valor da capacidade nominal.


    6.6

    6.6 Retenção de carga (auto-descarga)


    I

    I - A capacidade dos elementos ou monoblocos após 90 dias em circuito aberto não deve ser inferior à 80% da capacidade real em regime nominal. Considera-se capacidade real o valor obtido para uma descarga no regime nominal até a tensão final de 1,75VPE.


    7

    7 ENSAIOS


    7.1

    7.1 Ensaios de tipo


    I

    I - Os ensaios de tipo devem ser executados em laboratório de acordo com regulamentação ANATEL, conforme item 7 desta norma.


    II

    II - Para a realização de ensaios de tipo, em função das características próprias de cada ensaio, o número de elementos a ser utilizado, deve atender ao disposto em 8.1, I.


    8

    8. SEQÜÊNCIA DE ENSAIOS


    8.1

    8.1 Amostragem e ensaios


    I

    I - Para a realização de ensaios de tipo, a amostra deve ser composta de 17 elementos ou de 14 monoblocos, devendo ser dividida em 4 grupos, da seguinte forma: a) grupo 1 = 6 elementos ou 3 monoblocos; b) grupo 2 = 3 elementos ou 3 monoblocos; c) grupo 3 = 3 elementos ou 3 monoblocos; d) grupo 4 = 5 elementos ou 5 monoblocos.


    II

    II - Para efeito dos ensaios elétricos dentro de cada grupo, os elementos ou monoblocos dos grupos 1, 2 e 3 devem ser associados em série. Os elementos do grupo 1, devem ser dispostos em duas filas de 3 elementos ou monoblocos de modo a ser utilizada uma interligação entre filas.


    III

    III - Os ensaios a serem realizados nos elementos pertencentes aos Grupos 1 a 4 devem obedecer a distribuição e a seqüência definida na Tabela 1.


    IV

    IV - Os ensaios elétricos devem ser iniciados no máximo 3 meses após o fornecimento dos elementos pelo fornecedor e deve ser seguida a seqüência pré-determinada, sem prejuízo à continuidade dos ensaios.


    Tabela 1


    8.2

    8.2 Inspeção visual


    I

    I - Proceder as seguintes verificações:


    a)

    a) alinhamento correto dos pólos;


    b)

    b) se o vaso está limpo, uniforme quanto à cor; sem rebarbas, sem trincas ou quebras e sem riscos grosseiros nas laterais.


    c)

    c) se a tampa apresenta-se limpa, uniforme quanto à cor, sem rebarbas, sem trincas ou quebras, sem riscos grosseiros e sinais de queima.


    d)

    d) se há uniformidade e continuidade da selagem na junção tampa / vaso;


    e)

    e) ausência de vazamento de solução em qualquer ponto da junção tampa / vaso , tampa / pólo e tampa / válvula;


    f)

    f) quando da possibilidade de montagem dos elementos fora de módulos metálicos, verificar se o vaso, quando exposto a uma superfície plana permanece nivelado;


    8.3

    8.3 Tratamento prévio


    I

    I - O objetivo deste procedimento é a preparação inicial da amostra somente para realização dos ensaios elétricos de tipo, de modo que antes do início dos ensaios constante desta Norma, o acumulador (bateria ou elemento) apresente valor estável em sua capacidade


    II

    II - As amostras devem ser submetidas a, no mínimo, dois ciclos e, no máximo, dez ciclos de carga e descarga, de modo a se obter dois valores consecutivos de capacidade, maior ou igual a 100% de C10, nas mesmas condições e corrigidos em temperatura conforme equação descrita em 8.4, VII, com diferença menor ou igual a 4%. Considera-se como valor da capacidade obtida a média aritmética das duas últimas determinações


    III

    III - Proceder a descarga com corrente constante e numericamente igual a capacidade nominal (C10) do elemento dividida por 10. A descarga é considerada terminada quando qualquer dos elementos atingir 1,75 V. No caso de monoblocos, 1,75V vezes o número de elementos do monobloco.


    IV

    IV - Registrar as medidas de tensão e temperatura de todos os elementos/monoblocos, durante a descarga em, no mínimo, 10%, 20%, 50% e 80% da duração esperada da mesma e, em seguida, em intervalos de tempo que permitam determinar a passagem pelo valor da tensão final de descarga de 1,75 V.


    V

    V - Medir a temperatura na superfície externa do elemento ou monobloco, no ponto indicado pelo fabricante, que corresponda melhor à média da distribuição de temperaturas no interior do elemento/monobloco.


    VI

    VI - Durante toda a descarga a temperatura ambiente deve ser mantida entre 20ºC e 30ºC.


    VII

    VII - Proceder, em seguida, a uma carga com valores de tensão, limitação de corrente e tempo, conforme recomendação do fabricante.


    VIII

    VIII - Durante a carga a temperatura das amostras não deve ultrapassar 40ºC; caso isso ocorra, a carga deve ser interrompida e reiniciada após o elemento atingir 30ºC.


    IX

    IX - Após cada carga, antes de ser iniciada outra descarga, os elementos devem ser mantidos em repouso, no mínimo, por 4h e, no máximo, por 24h, quando não especificado outro período pelo fabricante.


    X

    X - O tratamento prévio de preparação para os ensaios elétricos estará concluído quando forem alcançados os resultados determinados em 8.3, II.


    8.4

    8.4 Determinação da capacidade


    8.4.1

    8.4.1 Procedimentos comuns


    I

    I - Para o ensaio de Tipo, deve ser obedecida a preparação determinada em 8.3. e para ensaio de rotina a bateria deve estar plenamente carregada.


    II

    II - Manter a bateria em repouso, conforme 8.3, IX, e medir a temperatura dos elementos ou monoblocos observando que para o ensaio de Tipo a bateria deve estar entre 20ºC e 30ºC.


    III

    III - Para cada seis elementos da bateria deve ser utilizado um elemento para servir de elemento piloto, para efeito de acompanhamento da temperatura no decorrer do ensaio. A média aritmética das temperaturas de todos os elementos adotados como pilotos prevalecerá como a temperatura da bateria.


    IV

    IV - No transcorrer da descarga, a cada intervalo de leitura, os elementos/monoblocos piloto devem passar a ser aqueles que apresentarem os menores valores de tensão.


    V

    V - A corrente de descarga deve ser mantida constante com variação máxima de 1% durante toda a descarga, sendo permitidas variações de 5%,desde que não ultrapassem a 20 segundos


    VI

    VI - Para qualquer regime de descarga, a bateria é considerada descarregada, quando no ensaio de Tipo, qualquer elemento da mesma, atingir a tensão final de descarga especificada.


    VII

    VII - A capacidade obtida nestas condições deve ser corrigida à temperatura de referência (25ºC), utilizando a equação a seguir:


    NOTA

    NOTA - Para regimes de descarga até 5 h, inclusive, a temperatura “T” a considerar é a inicial. Para regimes superiores, considerar “T” como sendo a média aritmética das temperaturas obtidas no decorrer da descarga.


    VIII

    VIII - Para baterias em ensaios de Tipo, a capacidade em amper-hora, corrigida conforme 8.4.1, VII, não deve ser inferior a 100% da capacidade especificada. O valor da capacidade em amper-hora obtido neste ensaio é considerado como a capacidade da bateria no regime nominal.


    8.4.2

    8.4.2 Capacidade em amper-hora em regime nominal (C10)


    I

    I - O objetivo deste ensaio é a determinação da capacidade em amper-hora nas condições nominais da bateria com qualquer número de elementos. Para tanto é necessário submetê-los a uma descarga por um período de 10 horas.


    II

    II - A bateria ou elemento deve estar em estado de plena carga, que é obtido submetendo a bateria ou elemento a uma carga conforme 8.3, VII observando o disposto 8.3, VIII.


    III

    III - Antes de iniciar a descarga, devem ser registrados os seguintes dados: a) temperatura ambiente; b) tensão de todos os elementos ou monoblocos em circuito aberto; c) características do derivador (shunt) a ser utilizado; d) temperatura do(s) elemento(s) piloto(s).


    IV

    IV - Conectar à bateria uma carga ajustável em série com um derivador para a medição da corrente de descarga, ajustando-a para o valor de corrente definido em 8.4.2, VI.


    V

    V - As leituras de temperatura dos elementos piloto e leituras da tensão de todos os elementos da bateria durante a descarga devem ser registradas, no mínimo, em 10%, 20%, 50% e 80% da duração esperada da mesma e, em seguida, em intervalos de tempo que permitam determinar a passagem pelo valor da tensão final de descarga especificada.


    VI

    VI - Descarregar a bateria com corrente constante de 0,10C10. A descarga deve ser interrompida quando qualquer dos elementos atingir a tensão final especificada, ou no caso de monoblocos, este valor de tensão vezes o número de elementos do monobloco. O resultado obtido deve ser corrigido conforme item 8.4.1, VII.


    VII

    VII - A capacidade obtida não deve ser inferior a 100% do valor nominal.


    VIII

    VIII - Após o ensaio, a bateria deve ser recarregada conforme 8.3, VII, observando-se o disposto em 8.3, VIII.


    8.4.3

    8.4.3 Determinação da capacidade em amper-hora em regime diferente do nominal (Ci)


    I

    I - O objetivo deste ensaio é a determinação da capacidade em amper-hora da bateria com qualquer número de elementos em qualquer regime. Para tanto é necessário submetê-los a uma descarga por um período de tempo determinado em função do regime escolhido.


    II

    II - Descarregar a bateria, com corrente constante numericamente igual a Ci,/t onde “t” representa o regime de descarga em horas escolhido, mantendo-a dentro de um limite de ± 1%, sendo permitidas variações de ± 5% desde que os ajustes não ultrapassem 20 s. A descarga deve ser interrompida quando qualquer dos elementos atingir a tensão final de descarga especificada ou, caso de monoblocos, este valor de tensão vezes o número de elementos do monobloco. O resultado obtido deve ser corrigido conforme item 8.4.1, VII.


    III

    III - A capacidade obtida não deve ser inferior a 100% do valor indicado.


    IV

    IV - Após o ensaio a bateria deve ser recarregada conforme 8.3, VII, observando o disposto em 8.3, VIII.


    8.5

    8.5 Adequação à flutuação


    I

    I - O objetivo deste ensaio é avaliar o comportamento dos acumuladores que operam em regime de flutuação quanto à equalização em tensão e capacidade.


    II

    II - O ensaio deve ser efetuado em elementos que tenham passado pelo ensaio de capacidade nas condições nominais conforme 8.4.2.


    III

    III - Os elementos devem estar em estado de plena carga, que pode ser obtido submetendo os elementos a uma carga, conforme 8.3, VII observando-se o disposto em 8.3, VIII.


    IV

    IV - Aplicar uma tensão de flutuação indicada pelo fabricante, com precisão de ± 0,01 V por elemento. Esse valor não deve variar durante o ensaio mais que 0,1% do ajustado inicialmente.


    V

    V - Durante todo o ensaio, a temperatura do ambiente deve estar entre 20°C e 30°C, com valor médio de 25 °C ± 2°C.


    VI

    VI - Após três meses do início do ensaio, deve-se verificar a tensão. Neste momento, a tensão de cada elemento não deve apresentar desvios inferiores a - 0,05 V ou superiores a + 0,10 V em relação à tensão média dos elementos inicialmente ajustada. Para monoblocos que não permitam a leitura individual dos elementos, os desvios apresentados devem ser menores que + 0,10x(raiz de n) e - 0,05x(raiz de n)V em relação à tensão média dos monoblocos, onde “n” representa o número de elementos que compõem um monobloco.


    VII

    VII - Se na primeira verificação os elementos apresentarem valores dentro dos limites esperados, devem ser mantidos na tensão de flutuação por mais três meses, ao fim dos quais os valores de tensão deverão estar situados dentro dos limites indicados no item anterior.


    VIII

    VIII - Se após a primeira verificação os limites forem ultrapassados, deve ser aplicada uma carga conforme instruções do fabricante. Se os elementos não voltarem a ficar dentro dos limites esperados, os ensaios de tipo devem ser encerrados.


    IX

    IX - Se restabelecida a equalização na tensão, o ensaio deve continuar, só que prorrogado por três meses, sendo este momento considerado como o inicial. Se durante os três meses seguintes repetirem-se desvios além dos limites especificados, o ensaio de tipo deve ser encerrado pelo mesmo motivo indicado anteriormente.


    X

    X - Em seguida, os elementos devem ser descarregados com corrente constante e numericamente igual a 0,1C10, conforme procedimento descrito em 8.3, III, 8.3, IV e 8.3, V.


    XI

    XI - A capacidade obtida não deve ser inferior a 100% do valor nominal; caso contrário, os ensaios de tipo devem ser encerrados.


    XII

    XII - Após o ensaio, a bateria deve ser recarregada conforme 8.3, VII, observando-se o disposto em 8.3, VIII.


    8.6

    8.6 Eficiência de recarga


    I

    I - Este ensaio pretende avaliar o comportamento do elemento ou monobloco, quanto a sua habilidade de recarga, quando o mesmo é submetido a uma descarga de longo período.


    II

    II - Os elementos/monoblocos devem estar em estado de plena carga. Se necessário, proceder a uma carga conforme 8.3, VII, observando-se o disposto em 8.3, VIII


    III

    III - Descarregar os elementos/monoblocos com uma corrente constante numericamente igual a 0,05x(C20). A descarga é considerada terminada quando qualquer dos elementos atingir a tensão final de descarga 1,75V ou, no caso de monoblocos, 1,75V vezes o números de elementos no monobloco. Durante a descarga a temperatura do ambiente deve estar entre 20ºC e 30ºC. A corrente de descarga deve ser mantida constante com variação máxima de 1%, durante toda a descarga, sendo permitidas variações de 5 %, desde que não ultrapassem 20 s.


    IV

    IV - Em seguida efetuar uma carga na tensão de flutuação e na corrente, recomendada pelo fabricante, por um período de 24 h.


    V

    V - Logo após interromper a carga, realizar uma descarga conforme procedimento descrito em 8.3, III, 8.3, IV e 8.3, V.


    VI

    VI - A capacidade obtida não deve ser inferior a 90% da nominal; caso contrário, os ensaios de tipo devem ser encerrados.


    8.7

    8.7 Desempenho frente a ciclos de carga e descarga (durabilidade)


    I

    I - Este ensaio pretende determinar quantos ciclos de carga/descarga, nas condições de ensaio, o acumulador pode suportar.


    II

    II - Os elementos/monoblocos devem ser conectados a um dispositivo automático, onde serão submetidos a uma série de ciclos contínuos de carga e descarga, sendo 21 h em carga com 2,40 V ± 0,01 V por elemento, ou outro valor de tensão especificado pelo fabricante, e descarga com corrente média de 2,0 vezes 0,1x(C10), por 3 h.


    III

    III - A corrente no início da carga deve ser limitada a 0,2x(C10).


    IV

    IV - Durante o ensaio devem ser observados os limites de variação da temperatura e da corrente de descarga estabelecidos em 8.3, VI e 8.4.2, VI.


    V

    V - A cada 50 ciclos ± 3 ciclos deve ser reavaliada a capacidade em regime nominal (C10), segundo o método definido em 8.4.1, I à 8.4.1, VIII.


    VI

    VI - Ao final dos 200 ciclos a capacidade obtida não deve ser inferior a 80% do valor nominal.


    VII

    VII - Após o término do ensaio, os elementos/monoblocos devem ser recarregados conforme 8.3, VII, observando-se o disposto em 8.3, VIII.


    8.8

    8.8 Retenção de carga (auto-descarga)


    I

    I - Este ensaio pretende avaliar a auto-descarga do acumulador após determinado período em circuito aberto.


    II

    II - Os elementos/monoblocos devem estar em estado de plena carga. Se necessário, proceder a uma carga conforme 8.3, VII, observando-se o disposto em 8.3, VIII.


    III

    III - Manter as superfícies dos elementos/monoblocos limpas e secas, evitando que qualquer agente externo possa facilitar descargas, além de sua própria auto-descarga.


    IV

    IV - Em seguida, armazenar os elementos/monoblocos por 90 dias em circuito aberto, em lugar seco e com temperatura média de 25°C ± 2°C, que deve ser monitorada.


    V

    V - Vencido o intervalo de tempo especificado anteriormente, os elementos/monoblocos devem ser descarregados conforme procedimento descrito em 8.3, III, 8.3, IV e 8.3, V.


    VI

    VI - A perda percentual da capacidade “ r ” (auto-descarga) é calculada pela equação a seguir:


    VII

    VII - O valor de “ r “ deve ser menor ou igual a 20 %; caso contrário, os ensaios de tipo devem ser encerrados.


    VIII

    VIII - Após o término do ensaio, os elementos/monoblocos devem ser recarregados conforme 8.3, VII, observando-se o disposto em 8.3, VIII.


    8.9

    8.9 Índice de inflamabilidade


    I

    I - Este ensaio tem como objetivo avaliar as características de auto-extinção em relação a chama dos materiais plásticos constituintes da tampa e vaso.


    II

    II - O procedimento de ensaio adotado é aquele indicado no método de ensaio padrão da UL-94.


    III

    III - Os materiais poliméricos devem apresentar características de auto-extinção em relação a chama grau V-0; caso contrário, os ensaios de tipo devem ser encerrados.


    8.10

    8.10 Ciclagem térmica


    I

    I - O objetivo deste ensaio é o de avaliar a integridade do sistema de vedação dos elementos/monoblocos, quando submetidos a variações térmicas.


    II

    II - Submeter os outros 3 elementos/monoblocos da amostra IV a 120 ciclos térmicos, onde cada ciclo consiste de 12h a uma temperatura de 00C e 12 h a uma temperatura de 500C.


    III

    III - Após cada 30 ciclos, proceder como indicado abaixo:


    a)

    a) Retirar as válvulas dos elementos/monoblocos;


    b)

    b) Conectar através de mangueira adequada, dispositivo composto de fonte de gás comprimido (ar ou nitrogênio, filtros para retenção de água e óleo, e manômetro de dois estágios de baixa pressão), com tubulação isenta de umidade condensada no mesmo local da válvula retirada e submeter todos os elementos/monoblocos da amostra a uma pressão positiva de 30 kPa durante 5 minutos;


    c)

    c) Os elementos/monoblocos não devem apresentar vazamento; caso contrário, os ensaios de tipo devem ser encerrados.


    9

    9. IDENTIFICAÇÃO DA HOMOLOGAÇÃO


    I

    I - A marcação do selo Anatel e a identificação do código de homologação e do código de barras deverão ser apresentadas na embalagem externa do produto, em conformidade com o disposto no artigo 39 do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução 242, de 30.11.2000. Adicionalmente, poderão ser utilizados meios de impressão gráfica nos catálogos dos produtos ou na documentação técnica pertinente.