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CONSULTA PÚBLICA Nº 534
    Introdução




    CONSULTA PÚBLICA N.º 534, DE 27 DE MAIO DE 2004

    AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES

     

    CONSULTA PÚBLICA N.º 534, DE 27 DE MAIO DE 2004.

     

     

    Proposta de Norma para Certificação e Homologação de Acumuladores Chumbo-Ácido Estacionários Ventilados.

     

     

    O CONSELHO DIRETOR DA AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES - ANATEL, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pelo art. 22 da Lei n.º 9.472, de 16 de julho de 1997, e art. 35 do Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações, aprovado pelo Decreto n.º 2.338, de 7 de outubro de 1997, deliberou em sua Reunião n.º 302, realizada em 26 de maio de 2004, submeter a comentários e sugestões do público em geral, nos termos do art. 42 da Lei n.º 9.472, de 1997, e do art. 67 do Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações, Proposta de Norma Para Certificação e Homologação de Acumuladores Chumbo-Ácido Estacionários Ventilados, na forma do Anexo à presente Consulta Pública.

     

    A presente proposta de norma tem por objetivo uniformizar os procedimentos de certificação de produtos para telecomunicações da categoria III, de acordo com as disposições estabelecidas no Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução n.º 242, de 30 de novembro de 2000.

     

    O texto completo da proposta estará disponível na Biblioteca da Anatel, no endereço subscrito e na página da Anatel na Internet, a partir das 14h da data da publicação desta Consulta Pública no Diário Oficial da União.

     

    As contribuições e sugestões deverão ser fundamentadas, devidamente identificadas e encaminhadas, preferencialmente por meio de formulário eletrônico do Sistema Interativo de Acompanhamento de Consulta Pública, disponível no endereço Internet http://www.anatel.gov.br, relativo a esta Consulta Pública, até às 24h do dia 28 de junho de 2004, fazendo-se acompanhar de textos alternativos e substitutivos, quando envolverem sugestões de inclusão ou alteração, parcial ou total, de qualquer dispositivo.

     

    Serão também consideradas as manifestações encaminhadas por carta, fax ou correspondência eletrônica recebidas até às 18h do dia 23 de junho de 2004, para:

     

    AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES – ANATEL

    SUPERINTENDÊNCIA DE RADIOFREQÜÊNCIA E FISCALIZAÇÃO

    CONSULTA PÚBLICA N.° 534, DE 27 DE MAIO DE 2004

    Proposta de Norma Para Certificação e Homologação de Acumuladores Chumbo-Ácido Estacionários Ventilados.

    Setor de Autarquias Sul – SAUS – Quadra 6, Bloco F, Térreo – Biblioteca

    70070-940 - Brasília – DF - Fax. (061) 2312-2002

    biblioteca@anatel.gov.br

     

    As manifestações recebidas merecerão exame pela Anatel e permanecerão à disposição do público na Biblioteca da Agência.

     

     

    PEDRO JAIME ZILLER DE ARAÚJO
    Presidente do Conselho


    ANEXO À CONSULTA PÚBLICA N.º 534, DE 27 DE MAIO DE 2004

    NORMA PARA CERTIFICAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO DE ACUMULADORES

    CHUMBO-ÁCIDO ESTACIONÁRIOS VENTILADOS


    1. OBJETIVO

    1. OBJETIVO

     

    Esta norma estabelece os requisitos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade dos acumuladores chumbo-ácido estacionários ventilados para efeito de certificação e homologação junto à Agência Nacional de Telecomunicações.


    2. ABRANGÊNCIA

    2. ABRANGÊNCIA

     

    Esta norma se aplica a acumuladores chumbo-ácido estacionários ventilados, utilizados no Serviço Telefônico Fixo Comutado – STFC e no Serviço Móvel Pessoal – SMP. Recomenda-se que os acumuladores, objeto desta norma, sejam instalados em ambiente próprio devido a emissão de gases durante sua operação. Caso sejam instalados em ambientes compartilhado com outros equipamentos, deve-se, obrigatoriamente, possuir ventilação mecânica no ambiente.


    3. REFERÊNCIAS

    3. REFERÊNCIAS

     

    Para fins desta norma, são adotadas as seguintes referências:

     

    I - NBR 6179:1986 - Chumbo refinado - Especificação

    II - NBR 5426:1985 - Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por atributos - Procedimento

    III - NBR 5429:1985 - Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por variáveis - Procedimento

    IV - NBR14197:1998 - Acumulador chumbo - ácido estacionário ventilado - Especificação

    V - NBR14198:1998 - Acumulador chumbo ácido estacionário ventilado - Terminologia

    VI - NBR14199:1998 - Acumulador chumbo-ácido estacionário ventilado - Método de ensaio

    VII - ASTM D 639-81 -  Standard Method of Testing  Battery Containers Made From Hard Rubber or Equivalent Materials.


    4. REQUISITOS GERAIS

    4. REQUISITOS GERAIS


    I

    I - Os acumuladores descritos nesta Norma, em função do regime de descarga, são classificados como :


    a)

    a)  Média intensidade de descarga: corresponde a tempos de descarga maiores que 1 hora até 20 horas, aplicados a sistemas de telecomunicações e devem atender as seguintes capacidades padrão (em Ah) para C10 / 1,75 V / 25ºC:


    b)

    b) Alta intensidade de descarga: corresponde a tempos de descarga iguais ou menores que 1 hora, aplicados a sistemas de partida de grupos motor-gerador e a sistemas de energia ininterrupta (UPS).


    4.1

    4.1. Materiais


    I

    I - Todos os materiais plásticos utilizados devem apresentar resistência mecânica compatível com a aplicação, serem inertes em relação ao eletrólito, devendo apresentar estabilidade química frente ao ácido e/ou material ativo e estabilidade dimensional frente a variação de temperatura. Os vasos quando submetidos ao ensaio de revelação da tensão residual de moldagem não devem apresentar micro-trincas ou rachaduras.


    II

    II - As válvulas devem conter material que permita a liberação de gases, e impeça a entrada de impurezas e faíscas no interior do acumulador, atuando como um dispositivo antiexplosão.


    III

    III - Os elementos ou monoblocos não podem apresentar vazamento de eletrólito ou gás na junção pólo-tampa e em qualquer ponto da junção tampa/vaso. Não devem sofrer danos em sua integridade física quando submetidos ao ensaio de estanqueidade.


    4.2

    4.2. Identificação


    I

    I - Todos os elementos/monoblocos devem ter indicados, no mínimo, os seguintes dados, gravados de forma legível e indelével:

     

    a) fabricante/fornecedor;

    b) tipo;

    c) número de série de fabricação;

    d) mês e ano de fabricação;

    e) capacidade nominal;

    f) níveis máximo e mínimo do eletrólito no vaso;

    g) identificação dos pólos;

    e) tensão nominal.


    4.3

    4.3. Condições de funcionamento do acumulador


    I

    I - A temperatura ambiente para operação do acumulador deve estar entre -10oC a 45oC.


    II

    II - A temperatura do acumulador em condições de carga não deve exceder à 45oC. Atingido este valor, a carga deve ser interrompida imediatamente, e somente reiniciada após a temperatura da bateria ter abaixado para 35ºC.


    5. REQUISITOS ELÉTRICOS

    5. REQUISITOS ELÉTRICOS


    5.1

    5.1. Capacidade em regime nominal (Cr10)


    I

    I - Para acumuladores, a capacidade obtida não deve ser inferior a 100% da capacidade nominal.


    5.2

    5.2. Adequação à flutuação


    I

    I - Sob condições normais de operação, a tensão em cada elemento não deve apresentar desvios inferiores a -0,05V e superiores a +0,10V em relação a tensão média dos elementos inicialmente ajustada e não deve ser inferior à tensão crítica de 2,13V.


    II

    II - Para monoblocos, que não permitam a leitura individual dos elementos, os desvios apresentados devem ser menores que +0,10x(raiz de n) e -0,05x(raiz de n)V em relação a tensão média dos monoblocos, onde “n” representa o número de elementos que compõem um monobloco. Nessas condições, quando submetida ao ensaio de capacidade real em regime nominal, o valor obtido não deve ser menor que a capacidade nominal e o volume de eletrólito compreendido entre as marcas de máximo e mínimo, em qualquer momento, deve ser maior que 50% de sua reserva.


    5.3

    5.3. Capacidade em regime diferente do nominal (Crt)


    I

    I - Para acumuladores em ensaio de Tipo, a capacidade obtida não deve ser inferior a 100% da capacidade indicada. Para acumuladores novos em ensaio de Rotina, a capacidade obtida não deve ser inferior a 95% da capacidade indicada


    5.4

    5.4. Auto-descarga


    I

    I - A capacidade dos elementos ou monoblocos após 90 dias em circuito aberto não deve ser menor ou igual à 82% da capacidade real em regime nominal. Considera-se capacidade real o valor obtido para uma descarga no regime nominal até a tensão final de 1,75VPE.


    5.5

    5.5. Desempenho frente a ciclos de carga/descarga


    I

    I - O acumulador, quando submetido à verificação do número de ciclos de carga/descarga nas condições de ensaio, deve suportar, no mínimo, 200 ciclos. Ao final dos 200 ciclos  a capacidade obtida não deve ser inferior a 80% do valor da capacidade nominal.


    5.6

    5.6. Desempenho frente a sobrecarga com tensão de flutuação e temperatura elevada


    I

    I - Os acumuladores, quando submetidos a condições adversas no ensaio de sobretensão com tensão de flutuação e temperatura elevadas, os elementos ou monoblocos devem suportar no mínimo, a 3 trimestres. A capacidade obtida ao final do ensaio deverá ser superior a 80% da capacidade nominal.


    5.7

    5.7. Resistência interna e corrente de curto-circuito


    I

    I - A resistência interna do elemento ou monobloco e sua corrente de curto-circuito devem ser devidamente informadas na documentação que acompanha o produto.


    6. ENSAIOS

    6. ENSAIOS 


    6.1

    6.1. Ensaios de tipo


    I

    I - Os ensaios de tipo devem ser executados em laboratório de acordo com regulamentação  ANATEL, de acordo com o item 6 desta Norma.


    II

    II - Para a realização de ensaios de tipo, em função das características próprias de cada ensaio, o número de elementos ou monoblocos a ser utilizado, deve atender ao disposto em 7.1, I.


    7. SEQÜÊNCIA DE ENSAIOS

    7. SEQÜÊNCIA DE ENSAIOS


    7.1

    7.1. Amostragem e ensaios


    I

    I -  Para a realização de ensaios de tipo, a amostra deve ser composta de 14 elementos ou 11 monoblocos, devendo ser dividida em 4 grupos, da seguinte forma:

     

                a) grupo 1 = 6 elementos ou 3 monoblocos;

     

                b) grupo 2 = 3 elementos ou 3 monoblocos;

     

                c) grupo 3 = 3 elementos ou 3 monoblocos;

     

                d) grupo 4 = 2 elementos ou 2 monoblocos.


    II

    II -  Para efeito dos ensaios elétricos dentro de cada grupo, os elementos ou monoblocos  dos grupos 1, 2 e 3 devem ser associados em série.


    III

    III - Os ensaios a serem realizados nos elementos ou monoblocos pertencentes aos Grupos 1 a 4, devem obedecer a distribuição e a seqüência definida na Tabela 1.


    IV

    IV - Os ensaios elétricos devem ser iniciados no máximo 3 meses após o fornecimento dos elementos ou monoblocos pelo fabricante e deve ser seguida a seqüência pré-determinada, sem prejuízo à continuação dos ensaios.


    Tabela 1

    Tabela 1 - Distribuição e seqüência de ensaios

    Distribuição e seqüência de ensaios

    Grupos

    Seção

    Características construtivas

    1

    2

    3

    4

     

    Inspeção visual

    X

    X

    X

    X

    7.2

    Estanqueidade

    X

    X

    X

    X

    7.3

                                   Ensaios elétricos

    Tratamento Prévio

    X

    X

    X

    X

    7.4

    Capacidade nas condições nominais (C10)

    X

    X

    X

     

    7.5.2

    Adequação a flutuação e reserva de eletrólito

    X

     

     

     

    7.7

    Capacidade para regime diferente do nominal

    X

     

     

     

    7.5.3

    Autodescarga

     

    X

     

     

    7.8

    Durabilidade a ciclos de carga e descarga

     

    X

     

     

    7.6.1

    Resistência interna e corrente de curto circuito

     

     

    X

     

    7.9

    Durabilidade à sobrecarga com tensão de flutuação e temperatura elevada

     

     

    X

     

    7.6.2


    7.2

    7.2. Inspeção  visual


    I

    I -  Verificar se o aspecto geral dos elementos ou monoblocos corresponde ao indicado no Manual Técnico de Instruções do fornecedor.


    II

    II - Verificar se cada elemento e a placa/etiqueta de identificação da bateria contém, no mínimo, as informações definidas no item 4.2.


    III

    III -  Proceder as seguintes verificações:


    a)

    a) Alinhamento correto dos pólos;


    b)

    b) havendo furos nos pólos para conexão das interligações através de parafusos, verificar se estes estão localizados de forma a permitir o perfeito alinhamento das barras de interligação e se são compatíveis com os parafusos a serem utilizados;


    c)

    c) se o vaso está limpo, sem rebarbas, quebras e uniforme quanto a cor;


    d)

    d) ausência de trincas no vaso;


    e)

    e) se há uniformidade e continuidade da cola na junção tampa/vaso;


    f)

    f) ausência de vazamento de solução em qualquer ponto da junção tampa/vaso e tampa/pólo;


    g)

    g) se há marcação de forma indelével, para a verificação do nível máximo e mínimo do eletrólito;


    7.3

    7.3 Estanqueidade


    I

    I - Conectar por meio de mangueira adequada, dispositivo composto de fonte de gás comprimido (ar ou nitrogênio) filtros para retenção de água e óleo e manômetro de dois estágios de baixa pressão. A tubulação utilizada deve ser isenta de umidade condensada.


    II

    II - Aplicar no interior dos elementos 7kPa (0,07kgf/cm2) de pressão. Após a estabilização do sistema observar durante 1min a inexistência de queda de pressão no manômetro .


    7.4

    7.4 Tratamento prévio


    I

    I -  O objetivo deste procedimento é a preparação inicial da amostra, a qual deve estar com o nível do eletrólito na marca de máximo, somente para realização dos ensaios elétricos de tipo, de modo que antes do início dos ensaios constante desta Norma, o acumulador (bateria ou elemento)  apresente valor estável em sua capacidade.


    II

    II - As amostras devem ser submetidas a no mínimo 2 e no máximo 10 ciclos de carga e descarga de modo a se obter dois valores consecutivos de capacidade,  nas mesmas condições e corrigidos em temperatura, conforme equação definida em 7.5.1, VIII maior ou igual  que 100% e com diferença menor ou igual a 4%.


    III

    III - A amostra deverá ser substituída se não forem atingidas as condições requeridas no item II acima.


    IV

    IV - As medidas de tensão, densidade e temperatura dos elementos durante a descarga, devem ser registradas em, no mínimo, 10%, 25%, 50% e 80% da duração esperada da mesma e em seguida em intervalos de tempo que permitam determinar a passagem pelo valor da tensão final de descarga de 1,75V.


    V

    V - Proceder a descarga com corrente constante e numericamente igual a capacidade nominal especificada pelo fabricante, dividida por 10. A descarga e considerada terminada quando qualquer dos elementos atingir a tensão final de 1,75V.


    VI

    VI - Durante a descarga a temperatura do eletrólito deve ficar entre 200 C e 300C.


    VII

    VII - Para atingir o estado de plena carga, proceder uma carga utilizando o processo por meio de corrente constante ou tensão constante, utilizando o disposto em 7.4, VIII, conforme segue:


    a)

    a) corrente constante: proceder uma carga na bateria ou elemento com corrente constante de valor numericamente igual a 0,10 C10, que deve prolongar-se por um período de tempo de 1h a 2h após atingir o instante final de carga. Como instante final de carga considera-se o momento em que foi realizada a primeira de três leituras de tensão e densidade, consecutivamente estáveis em intervalos de 30 min, corrigidos em temperatura, no elemento que por último atingiu a estabilização;


    b)

    b) tensão constante: proceder uma carga na bateria ou elemento com tensão ajustada no retificador entre (2,35 a 2,40V/elemento), conforme indicação do fabricante, com corrente limitada em 0,10C10 até atingir o estado de plena carga. Para este método de carga consideram-se os elementos plenamente carregados, quando após 72h de carga por 6h consecutivas obter-se estabilidade na corrente e densidade.


    VIII

    VIII -  Durante a carga a temperatura dos elementos não deve ultrapassar 450C, caso isto ocorra, a carga deve ser interrompida e reiniciada após o eletrólito atingir 350C.


    IX

    IX - Após a carga, os elementos devem ser mantidos em repouso no mínimo por 4h e no máximo por 24h, até que a temperatura do eletrólito e a tensão estabilizem, antes do inicio de nova descarga.


    X

    X - O tratamento prévio de preparação para os ensaios elétricos estará concluído, quando forem alcançados os resultados determinados em 7.4, II.


    XI

    XI - O tratamento prévio deverá determinar qual o período de tempo necessário para o acumulador atingir o estado de plena carga com corrente numericamente igual a 0,10C10.


    XII

    XII - No caso de acumuladores seco-carregados, deve-se seguir estritamente o indicado pelo fornecedor para a sua ativação, observando os procedimentos para enchimento com eletrólito, ciclos de preparação e etc. Somente após a conclusão da ativação, deve-se iniciar a preparação para os ensaios elétricos.


    7.5

    7.5 Determinação da capacidade


    7.5.1

    7.5.1 Procedimentos comuns


    I

    I - Para o ensaio de tipo, deve ser obedecida a preparação determinada em 7.4


    II

    II - Cada elemento deve estar com o nível do eletrólito na marca de máximo.


    III

    III - Para iniciar-se a descarga, é necessário o atendimento ao repouso mínimo de 4h e máximo de 24h, após o término da carga.


    IV

    IV - Devem ser escolhidos aleatoriamente um para cada seis elementos do número de elementos da bateria para servirem de elementos piloto, para efeito de acompanhamento da temperatura e da densidade no decorrer do ensaio. A média aritmética das temperaturas de todos os elementos adotados como piloto, prevalecerá como a temperatura média da bateria.


    V

    V - No transcorrer da descarga, a cada intervalo de leitura, os elementos piloto devem passar a ser aqueles que apresentarem os menores valores de tensão.


    VI

    VI - A corrente de descarga deve ser mantida constante com variação máxima de 1% durante toda a descarga, sendo permitidas variações de 5%, desde que não ultrapassem a 20 s.


    VII


    VII - Para qualquer regime de descarga a bateria é considerada descarregada, quando  no ensaio de Tipo, qualquer elemento da mesma, atingir a tensão final de descarga especificada.

     


    VIII

    VIII - A capacidade em amper-hora obtida, deve ser corrigida à temperatura de referência, conforme equação a seguir:


    IX

    IX - Para acumuladores novos em ensaio de tipo, a capacidade em amper-hora obtida não deve ser inferior a 100% da capacidade especificada, caso contrario os acumuladores devem ser recusados.


    7.5.2

    7.5.2 Capacidade em amper-hora, nas condições nominais ( C10 )


    I

    I - O objetivo deste ensaio é a determinação da capacidade em amper-hora nas condições nominais da bateria com qualquer número de elementos. Para tanto é necessário submetê-los a uma descarga por um período de 10h.


    II

    II -  A bateria ou elemento deve estar no estado de plena carga, que é obtido submetendo a bateria ou elemento a uma carga conforme 7.4, VII, observando o disposto em 7.4, VIII.


    III

    III - Devem ser observados os requisitos comuns conforme 7.5.1.


    IV

    IV - Antes de iniciar o ensaio, devem ser anotados os seguintes dados:

     

    a) temperatura ambiente;

     

    b) tensão de todos os elementos pilotos

     

    c) temperatura dos elementos pilotos

     

    d) densidade do eletrólito de todos os elementos;

     

    e) características do derivador (shunt) a ser utilizado.


    V

    V - A corrente de descarga deve ser numericamente igual a 0,10C10, devendo ser interrompidas conforme definido em 7.5.1, VI.


    VI

    VI - Inicie a descarga após conectar à bateria uma carga resistiva em série com um derivador (para medição da corrente de descarga), ajustando-a para o valor de corrente definido em 7.5.2, V.


    VII

    VII -  As leituras de temperatura e densidade dos elementos piloto e leituras de tensão de todos os elementos da bateria durante a descarga, devem ser registradas no mínimo em 10%, 20%, 50% e 80% da duração esperada da mesma e em seguida em intervalos de tempo que permitam determinar a passagem pelo valor da tensão final de descarga de 1,75V. A média aritmética das temperaturas obtidas deve ser considerada para efeito da correção da capacidade como temperatura média dos elementos conforme equação definida em 7.5.1, VIII.


    VIII

    VIII - O resultado obtido neste ensaio deve atender aos requisitos de 7.5.1, IX.


    IX

    IX - Após o término do ensaio, a bateria ou elemento deve ser recarregado conforme 7.4, VII, observando o disposto em 7.4, VIII.


    7.5.3

    7.5.3 Capacidade em amper-hora, em regime diferente do nominal ( Ci )


    I

    I - O objetivo deste ensaio é a determinação da capacidade em amper-hora da bateria  ou elementos, em qualquer regime. Para tanto é necessário submetê-los a uma descarga por um período de tempo determinado em função do regime escolhido.


    II

    II - A bateria ou elemento deve estar no estado de plena carga, o qual pode ser obtido submetendo a bateria ou elemento a uma carga conforme 7.4, VII, observando o dispositivo em 7.4, VIII.


    III

    III - Devem ser observados os requisitos comuns conforme 7.5.1.


    IV

    IV - Para se determinar a capacidade em amper-hora da bateria ou elemento em regimes diferentes do nominal, deve-se proceder uma descarga com corrente constante numericamente igual a Ci/t, onde “t” representa o regime de descarga em horas escolhido, até que qualquer elemento atinja a tensão final de descarga especificada.


    V

    V - Antes de iniciar o ensaio, devem ser anotados os dados conforme 7.5.2, IV e considerar a temperatura para efeito da correção da capacidade, conforme Nota de 7.5.1, VIII.


    VI

    VI - Inicie a descarga após conectar à bateria ou elemento, uma carga resistiva em série com um derivador (para medição da corrente de descarga), ajustando-a para o valor da corrente de descarga conforme 7.5.3, IV.


    VII

    VII - As leituras de temperatura e densidade dos elementos piloto e leitura de tensão de todos os elementos da bateria durante a descarga, devem ser registradas no mínimo em, 10%, 20%, 50% e 80% da duração nominal da descarga escolhida e em seguida em intervalos de tempo, que permitam determinar a passagem pelo valor da tensão final de descarga especificada.


    VIII

    VIII - O resultado obtido neste ensaio deve atender aos requisitos de 7.5.1, IX.


    IX

    IX - Após o término do ensaio, a bateria ou elemento deve ser recarregado conforme 7.4, VII, observando o disposto no em 7.4, VIII.


    7.6

    7.6 Ensaio de durabilidade


    7.6.1

    7.6.1 Durabilidade a ciclos de carga e descarga


    I

    I - Este ensaio visa determinar quantos ciclos de carga e descarga nas condições de ensaio o acumulador pode suportar.


    II

    II - O ensaio deverá ser conduzido com elementos que tenham sido submetidos ao tratamento prévio conforme 7.4 e que se encontrem na condição de plena carga conforme 7.4, VII.


    III

    III - Durante o ensaio a temperatura do eletrólito deve ser mantida entre 20oC e 30oC e com valor médio de 25oC ± 2oC.


    IV

    IV - Os elementos devem ser conectados a um dispositivo automático onde serão submetidos a uma série contínua de ciclos de aproximadamente 24h, sendo cada um composto de :


    a)

    a) uma descarga com corrente de I = 2,5 x I10 por 3h.  A corrente de descarga pode variar no máximo 5% do seu valor médio;


    b)

    b) imediatamente após a descarga, aplicar uma carga com duração de 21 h com tensão de 2,40 V ± 0,01 V por elemento e corrente limitada em 2 x I10.


    V

    V - Se o nível do eletrólito se aproximar da marca mínima, deverá ser adicionada aos elementos, água destilada ou deionizada conforme 7.1.4.


    VI

    VI - Após cada série de 50 ciclos, os elementos devem ser submetidos a um ensaio de capacidade conforme previsto em 7.5.2


    VII

    VII - Enquanto a capacidade obtida em 7.6.1, VI apresentar valor maior que 80% os elementos devem ser submetidos a novas séries de 50 ciclos de acordo com  7.6.1, IV a 7.6.1, VI.


    VIII

    VIII - O número de ciclos deve ser especificado pelo fabricante, não devendo ser inferior a 200 ciclos.


    IX

    IX - Ao final dos 200 ciclos a capacidade obtida não deve ser inferior a 80% do valor nominal.


    7.6.2

    7.6.2 Durabilidade à sobrecarga com tensão de flutuação e temperatura elevada


    I

    I - Este ensaio visa avaliar o comportamento dos acumuladores submetido a condições  adversas e em que grau estas poderiam afetar a sua vida.


    II

    II - Durante o ensaio o nível do eletrólito deve ser mantido entre as marcas de máximo e mínimo, completando-se quando necessário com água destilada ou deionizada conforme 7.1.4.


    III

    III - Neste ensaio os acumuladores após submetidos ao tratamento prévio conforme 7.4, estando na condição de plena carga conforme 7.4, VII, observado o disposto em 7.4, VIII, devem ser colocados em um banho termostatizado que mantenha seu eletrólito na temperatura de (40 ± 2oC). Sobre seus terminais aplica-se então uma tensão de (2,40 ± 0,01V) multiplicado pelo número de elementos associados em série com corrente limitada a 2 x I10.


    IV

    IV - Deve ser anotado o valor da corrente, quando de sua estabilização, ou 72h após estarem os elementos submetidos a condição descrita em 7.6.2, III.


    V

    V - A cada período de 3 meses, após registrar o valor da corrente, deve-se desconectar os acumuladores do equipamento de carga e deixá-los em repouso na temperatura ambiente (25  ± 2oC) por 48 h, ao fim das quais deve-se realizar o ensaio de capacidade nominal conforme 7.5.2, III a 7.5.2, VII, observando também 7.5.1, VI a 7.5.1, VIII.


    VI

    VI - Após a descarga, verificar se  a capacidade obtida corrigida em função da temperatura (conforme a equação de 7.5.1, VIII) é superior a 80% da capacidade nominal C10. Se isto ocorrer repete-se o procedimento descrito em 7.6.2, II a 7.6.2, IV, caso contrário o ensaio deve ser encerrado.


    VII

    VII - O ensaio deve também ser encerrado caso a corrente de flutuação, em qualquer momento, supere a 4 vezes o seu valor inicial, conforme determinado em 7.6.2, IV. No momento desta verificação a corrente de flutuação deve estar estabilizada.


    VIII

    VIII - O número de períodos trimestrais que os elementos devem suportar nestas condições deve ser especificado pelo fabricante, não devendo ser inferior a 3 períodos.                     


    7.7

    7.7 Adequação à flutuação e reserva de eletrólito


    I

    I - Neste ensaio pretende-se avaliar o comportamento dos acumuladores que operam em regime de flutuação, quanto ao consumo de água, estado de equalização (tensão e densidade) e capacidade.


    II

    II - Este ensaio deverá ser executado em um grupo de 6 elementos que tenham sido submetidos ao tratamento prévio, conforme 7.4.


    III

    III - Os elementos que serão submetidos a este ensaio devem estar no estado de plena carga conforme 7.4, VII, observando o disposto em 7.4, VIII. Devem ser mantidos nas condições de repouso em circuito aberto, no mínimo por 24h até o limite de 72h. Ao final deste período, o nível de eletrólito deve ser completado, se necessário, até a marca de máximo pela adição de água destilada ou deionizada, conforme 7.1.4.


    IV

    IV - Durante este ensaio o volume de eletrólito compreendido entre as marcas de máximo e mínimo, em qualquer momento, deve ser maior que 50% de sua reserva, caso contrario o ensaio deve ser encerrado.


    V

    V - Aos elementos deve ser aplicada a tensão de flutuação informada pelo fabricante com nível de precisão de ± 0,01V. Este valor não deve variar durante o ensaio mais do que 0,5% do ajustado inicialmente.


    VI

    VI - Durante todo o ensaio a temperatura do eletrólito deve estar entre os limites de 20oC a 30oC e com valor médio de (25 ± 2)oC.


    VII

    VII - Após três meses do início do ensaio, deve-se verificar e anotar a tensão nos elementos e a densidade. Neste  momento  a  tensão  em  cada  elemento não deve apresentar desvios inferiores a - 0,05V e superiores a + 0,10V em relação a tensão média dos elementos inicialmente ajustada. Quanto ao eletrólito, sua densidade não pode apresentar desvios superiores a 0,010 g/cm3 em relação ao valor médio de todos os elementos. Para monoblocos, que não permitam a leitura individual dos elementos, os desvios apresentados devem ser menores que +0,10x(raiz de n)V e -0,05x(raiz de n)V em relação a tensão média dos monoblocos, onde “n” representa o número de elementos que compõem um monobloco.


    VIII

    VIII - Se na primeira verificação os elementos apresentarem valores dentro dos limites indicados em 7.7, VII os elementos ou monoblocos devem permanecer na tensão de flutuação por mais 3 meses, ao fim dos quais, os valores de tensão e densidade devem estar dentro dos limites citados.VIII


    IX

    IX - Se na segunda verificação os limites indicados em 7.7, VII forem ultrapassados, deve ser aplicada uma carga de equalização conforme instruções do fabricante. Se os elementos ou monoblocos não atingirem a equalização de acordo com os limites acima, o ensaio deve ser encerrado.


    X

    X - Se restabelecida a equalização da tensão e da densidade, o ensaio deve ser prorrogado  por mais 3 meses, ou seja, este momento passa a ser considerado como o inicial. Os elementos ou monoblocos devem ter seu nível de eletrólito completado até o nível máximo, com destilada ou deionizada. Se nos 3 meses seguintes repetirem-se desvios além dos limites indicados em 7.7, VII, o ensaio deve ser encerrado.


    XI

    XI - Ao final do ensaio os elementos devem ser submetidos a um ensaio de capacidade nominal conforme 7.5.2, IV a 7.5.2, VII, observando também 7.5.1, VI a 7.5.1, VIII. A capacidade obtida não deve ser inferior a capacidade nominal.


    7.8

    7.8 Auto-descarga


    I

    I - Neste ensaio pretende-se avaliar a  auto descarga dos elementos após determinado período em circuito aberto


    II

    II - Para este ensaio é necessário que os elementos tenham sido preparados conforme 7.4. Durante este ensaio as superfícies dos elementos devem ser mantidas limpas e secas evitando que qualquer agente externo possa facilitar descargas além de sua própria auto descarga.


    III

    III - A seguir esses elementos devem ser submetidos a ensaio de capacidade nominal conforme 7.5.2, obtendo-se a capacidade inicial (Cin).


    IV

    IV - Após o ensaio de capacidade inicial (Cin), carregar os elementos conforme 7.4, VII. Limpar e secar a superfície externa  desses elementos.


    V

    V - Armazenar os elementos durante 90 dias em circuito aberto, em local limpo e seco, com temperatura ambiente  nas seguintes condições:

     

    a) temperatura média    = (25 ± 2)oC;

     

    b) temperatura máxima = 30oC;

     

          c) temperatura mínima  = 20oC.


    VI

    VI - Após o período de armazenamento, os elementos devem ser imediatamente submetidos a um ensaio de capacidade conforme 7.5.2, IV a 7.5.2, VII, observando também 7.5.1, VI a 7.5.1, VIII, obtendo-se a capacidade final (Cf).


    VII

    VII - A retenção de carga (R) será calculada pela equação:

     

                                                         Cf

                                                    R =___________  x  100%

                                                                                                   

                                                                Cin


    VIII

    VIII - A retenção de carga obtida não deve ser inferior a 82%.


    IX

    IX - Após o término do ensaio os elementos devem ser recarregados conforme 7.4, VII.


    7.9

    7.9 Resistência interna e corrente de curto-circuito.


    I

    I - Este ensaio visa determinar a resistência interna do elemento e sua corrente de curto-circuito para o dimensionamento dos dispositivos de proteção em instalações elétricas, não tendo caráter reprovatório.


    II

    II - Para este ensaio os elementos devem ter sido preparados conforme 7.4 e estarem no estado de plena carga conforme 7.4, VII, observando o disposto em 7.4, VIII.


    III

    III - Após preparação conforme 7.9, II, os elementos devem ser colocados em um local com temperatura apropriada até que o eletrólito atinja (25 ± 2)oC.


    IV

    IV - A determinação da corrente de curto circuito normalizada é feita por meio de resolução gráfica, da função linear U=f(I), determinando-se dois pontos, conforme procedimento apresentado em 7.9, IV-a a 7.9, IV-c, em um gráfico conforme indicado na figura 1.


    a)

    a) Para determinar o primeiro ponto, descarregar os elementos com corrente I = 4 a 6 x I10 . Iniciar a leitura de corrente e tensão após 20s, interrompendo a descarga até no máximo 25 s do início da mesma;


    b)

    b) Manter os elementos em circuito aberto durante 5 min;


    c)

    c) Para determinar o segundo ponto, descarregar os elementos com uma corrente I = 20 a 40 x I10. Decorridos 5 s, medir a corrente e a tensão dos elementos.


    V

    V - Colocar estes pontos em um gráfico e traçar a reta correspondente (ver Figura 1). A característica U =f (I) é linearmente extrapolada para U=0. A intersecção indica a corrente de curto-circuito (Icc) dos elementos/monoblocos a qual é obtida também pela equação a seguir:

     

                                            


    VI

    VI - A Resistência Interna (Ri) pode ser calculada com os dados retirados do gráfico da Figura 1, conforme equação a seguir:

     

      


    VII

    VII - A exatidão obtida neste ensaio é da ordem de 10%. Pode ser utilizado o esquema indicado na Figura 2 para realização deste ensaio.


    8. IDENTIFICAÇÃO DA HOMOLOGAÇÃO

    8. IDENTIFICAÇÃO DA HOMOLOGAÇÃO


    I

    I - A marcação do selo Anatel e a identificação do código de homologação e do código de barras deverão ser apresentadas na embalagem externa do produto, em conformidade com o disposto no artigo 39 do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução 242, de 30.11.2000. Adicionalmente, poderão ser utilizados meios de impressão gráfica nos catálogos dos produtos ou na documentação técnica pertinente.