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CONSULTA PÚBLICA N.º 515
    Introdução




    CONSULTA PÚBLICA N.º 515, DE 17 DE MARÇO DE 2004

    AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES CONSULTA PÚBLICA N.º 515, DE 17 DE MARÇO DE 2004 Proposta de Norma para Certificação e Homologação de Acumuladores Chumbo Ácidos Estacionários para Aplicações Específicas O CONSELHO DIRETOR DA AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES - ANATEL, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pelo art. 22 da Lei n.º 9.472, de 16 de julho de 1997, e art. 35 do Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações, aprovado pelo Decreto n.º 2.338, de 7 de outubro de 1997, deliberou em sua Reunião n.º 292, realizada em 17 de março de 2004, submeter a comentários e sugestões do público em geral, nos termos do art. 42 da Lei n.º 9.472, de 1997, e do art. 67 do Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações, a Proposta de Norma para Certificação e Homologação de Acumuladores Chumbo Ácidos Estacionários para Aplicações Específicas, na forma do Anexo à presente Consulta Pública. A presente proposta de norma tem por objetivo uniformizar os procedimentos de certificação de produtos para telecomunicações da categoria III, de acordo com as disposições estabelecidas no Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução n.º 242, de 30 de novembro de 2000. O texto completo da proposta estará disponível na Biblioteca da Anatel, no endereço subscrito e na página da Anatel na Internet, a partir das 14h da data da publicação desta Consulta Pública no Diário Oficial da União. As contribuições e sugestões deverão ser fundamentadas, devidamente identificadas e encaminhadas, preferencialmente por meio de formulário eletrônico do Sistema Interativo de Acompanhamento de Consulta Pública, disponível no endereço Internet http://www.anatel.gov.br, relativo a esta Consulta Pública, até às 24h do dia 19 de abril de 2004, fazendo-se acompanhar de textos alternativos e substitutivos, quando envolverem sugestões de inclusão ou alteração, parcial ou total, de qualquer dispositivo. Serão também consideradas as manifestações encaminhadas por carta, fax ou correspondência eletrônica recebidas até às 18h do dia 14 de abril de 2004, para: AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES – ANATEL SUPERINTENDENTE DE RADIOFREQÜÊNCIA E FISCALIZAÇÃO CONSULTA PÚBLICA N.° 515, DE 17 DE MARÇO DE 2004 Proposta de Norma para Certificação e Homologação de Acumuladores Chumbo Ácidos Estacionários para Aplicações Específicas. Setor de Autarquias Sul – SAUS – Quadra 6, Bloco F, Térreo – Biblioteca 70070-940 - Brasília – DF - Fax. (061) 312-2002 biblioteca@anatel.gov.br As manifestações recebidas merecerão exame pela Anatel e permanecerão à disposição do público na Biblioteca da Agência. PEDRO JAIME ZILLER DE ARAÚJO Presidente do Conselho


    ANEXO À CONSULTA PÚBLICA DE DE DE 2004

    NORMA PARA CERTIFICAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO DE ACUMULADORES CHUMBO ÁCIDOS ESTACIONÁRIOS PARA APLICAÇÕES ESPECÍFICAS


    1 OBJETIVO

    Esta norma estabelece os requisitos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade de acumuladores chumbo-ácidos estacionários para efeito de certificação e homologação junto à Agência Nacional de Telecomunicações, quando utilizados como fonte de energia em aplicações específicas em Telecomunicações.


    2 REFERÊNCIAS

    Para fins desta norma, são adotadas as seguintes referências: I - NBR 14204 - Acumulador Chumbo-ácido Estacionário Regulado por Válvula - Especificação; II - NBR 14205 - Acumulador Chumbo-ácido Estacionário Regulado por Válvula - Ensaio; III - NBR 14206 - Acumulador chumbo-ácido Estacionário regulado por válvula - Terminologia; I V - NBR 14198 - Acumulador Chumbo-Ácido Estacionário Ventilado - Terminologia; V - NBR 14197 - Acumulador Chumbo-Ácido Estacionário Ventilado - Especificação; VI - NBR 14199 - Acumulador Chumbo-Ácido Estacionário Ventilado - Ensaio; VII - UL-94:1991 - Underwriters Laboratories - Test for flammability of plastic materials for parts in devices and appliances, vertical burnning test for classifying 84 V-O or 94 V-2. VIII - IEC 60896-21 Stationary Lead-Acid Batteries Part 21: Valve Regulated Types - Method Test IX - ISA - S71.04/85 - Envionmental Conditions for Process Measurements and Control Systems: Airborne Contanimants X - ANSI T1.330-1997 - Valve- Regulated Lead-Acid Batteries Used in the Telecommunications Environment


    3 ABRANGÊNCIA

    Esta norma aplica-se a acumuladores chumbo-ácidos estacionários destinados em aplicações: · Centrais remotas de assinantes tais como ELI (Estágio de Linha Integrado), URA (Unidade Remota de Assinante), CDI (Comutação Digital Integrada) ou equivalentes. · Estações de telecomunicações de pequeno porte, situadas em locais isolados ou com poucos recursos técnicos.


    4 DEFINIÇÕES

    Para fins de aplicação desta norma, são adotadas as definições constantes das Normas citadas nos incisos III e IV da parte 2.


    5 CARACTERÍSTICAS GERAIS


    5.1

    5.1 Os acumuladores objeto desta Norma devem ser projetados para capacidade nominal em 10 horas (C10), limitada a 200Ah.


    5.2

    5.2 Os acumuladores devem operar em uma ou ambas das seguintes alternativas, a serem indicadas pelo fabricante: · Regime único em flutuação · Regime de flutuação e carga


    5.3

    5.3 Todos os materiais poliméricos utilizados devem ser inertes em relação ao eletrólito líquido ou imobilizado, devendo apresentar estabilidade química frente ao ácido e/ou material ativo e estabilidade dimensional frente à variação de temperatura. Para tampa e vaso, a permeabilidade deve ser compatível com a temperatura e umidade relativa do ambiente do local de instalação, durante o tempo de vida útil projetado para o acumulador.


    5.4

    5.4 O material do vaso deve apresentar resistência mecânica compatível com o uso, imune a trincas ou deformações.


    5.5

    5.5 As tampas devem ser de material com resistência mecânica suficiente para evitar fraturas e empenamento e devem ser fixadas ao vaso de forma a suportar a pressão interna sem rachaduras ou deformações.


    5.6

    5.6 As válvulas devem ser de material inerte e resistente ao eletrólito líquido ou imobilizado.


    5.6.1

    5.6.1 Para acumuladores com o ácido na forma líquida, a válvula deve permitir a liberação de gases e impedir a entrada de impurezas no interior do acumulador.


    5.6.2

    5.6.2 Para acumuladores com o ácido na forma imobilizado, as válvulas devem ser capazes de aliviar a pressão interna gerada pelos gases formados durante os processos de flutuação ou carga, de forma a evitar a ocorrência de deformações ou outros danos ao acumulador, devendo também, impedir a entrada de gases ou impurezas no seu interior. Após normalizada a pressão interna, ela deve retornar à sua condição original


    5.7

    5.7 O selante, quando aplicável, para as juntas tampa/vaso e tampa/pólo, deve ser inerte e manter suas propriedades adesivas frente ao eletrólito líquido ou imobilizado e às variações da temperatura de operação do acumulador.


    5.8

    5.8 As placas devem estar livres de quebras, rachaduras, empenamentos, rebarbas e outros defeitos que possam afetar o desempenho do acumulador durante a sua vida útil.


    5.9

    5.9 O projeto dos acumuladores deve ser tal que, ao longo de sua vida útil, os efeitos da corrosão dos pólos e da expansão das placas não prejudiquem o seu desempenho.


    5.10

    5.10 Os acumuladores devem ser projetados para suportar os esforços existentes durante seu transporte e manuseio, bem como evitar o derramamento de seu eletrólito, no caso deste encontrar-se no estado líquido, pela utilização de válvula de transporte ou qualquer outro dispositivo equivalente.


    5.11

    5.11 Os acumuladores devem apresentar vida útil projetada mínima de 4 anos a 25°C.


    5.12

    5.12 O acumulador deverá operar num faixa de temperatura entre -10ºC a 70ºC, sem apresentar danos em suas características físicas tais como, abaulamento do vaso, vazamento de eletrólito, descolamento da junção tampa/vaso e tampa/pólo, etc.


    5.13

    5.13 Todos os elementos ou monoblocos devem ter indicados, no mínimo, os seguintes dados marcados de forma legível e indelével: a) fabricante/fornecedor; b) tipo; c) número de série de fabricação; d) mês e ano de fabricação; e) capacidade nominal; f) identificação dos pólos; g) tensão nominal; h) tensão de flutuação a 25º C


    5.14

    5.14 No final da vida útil dos acumuladores, estes deverão ter uma destinação final adequada, obedecendo às leis ambientais aplicáveis. O contato com os componentes químicos internos pode causar severos danos à saúde humana e a destinação final inadequada pode poluir águas e solos.


    5.15

    5.15 Os elementos ou monoblocos devem dispor, individualmente, de facilidades para coleta dos valores de tensão.


    5.16

    5.16 Não existem restrições operacionais quanto à altitude.


    5.17

    5.17 Os pólos do acumulador devem ser projetados de tal forma a permitir a interligação dos mesmos por intermédio de conjuntos cabos/terminais, sem a necessidade do uso de adaptadores.


    6 REQUISITOS E MÉTODOS DE ENSAIO


    6.1

    6.1 A temperatura ambiente do local de ensaio deverá estar entre 25°C ± 3°C e umidade relativa 50% a 80%.


    6.2

    6.2 Deve ser efetuado o tratamento prévio conforme NBR 14205 e NBR 14199 em todas as amostras a serem submetidas aos ensaios.


    6.3

    6.3 Capacidade em amperes-hora (Ah) nas condições nominais (C10)


    6.3.1

    6.3.1 A capacidade obtida não deve ser inferior a 100% da capacidade nominal.


    6.3.2

    6.3.2 Método de ensaio:


    a)

    a) O objetivo deste ensaio é a determinação da capacidade em ampères-hora nas condições nominais da bateria com qualquer número de elementos ou monoblocos;


    b)

    b) A bateria deve estar no estado de plena carga, o que é obtido procedendo-se uma carga com valores de tensão, limitação de corrente e tempo, conforme recomendação do fabricante;


    c)

    c) Durante a carga a temperatura das amostras não deve ultrapassar 40ºC; caso isto ocorra, a carga deve ser interrompida e reiniciada após o elemento ou monobloco atingir 30ºC. Esta temperatura deve ser medida na superfície externa do elemento ou monobloco, que corresponda à média da distribuição de temperaturas no interior do elemento/monobloco;


    d)

    d) Após a carga, antes de iniciar a descarga, os elementos ou monoblocos devem ser mantidos em repouso, no mínimo, por 4h e, no máximo, por 24h, quando não especificado outro período pelo fabricante;


    e)

    e) Descarregar a bateria, com corrente constante numericamente igual a 0,10x(C10), mantendo-a dentro de um limite de ±1%, sendo permitidas variações de ±5%, desde que os ajustes não ultrapassem 20s. A descarga deve ser interrompida quando qualquer dos elementos atingir a tensão final de 1,75V, ou no caso de monoblocos, 1,75V vezes o número de elementos do monobloco;


    f)

    f) Registrar as medidas de tensão e temperatura de todos os elementos/monoblocos, durante a descarga em, no mínimo, 10%, 20%, 50% e 80% da duração esperada da mesma e, em seguida, em intervalos de tempo que permitam determinar a passagem pelo valor da tensão final de descarga de 1,75V. Durante toda a descarga a temperatura ambiente deve ser mantida entre 20º C e 30º C;


    g)

    g) A capacidade obtida nestas condições deve ser corrigida à temperatura de referência (25ºC), utilizando a equação a seguir:


    h)

    h) A capacidade em ampères-hora, corrigida conforme alínea “g”, não deve ser inferior a 100% da capacidade nominal; caso contrário, a bateria deve ser recusada. O valor da capacidade em ampères-hora obtido neste ensaio é considerado como a capacidade da bateria no regime nominal;


    i)

    i) Se a capacidade obtida no ensaio inicial for inferior a 100% do valor nominal, este ensaio pode ser repetido por mais duas vezes;


    j)

    j) Após o ensaio, a bateria deve ser recarregada conforme alínea “b”, observando-se o disposto na alínea “d”.


    6.4

    6.4 Capacidade em amperes-hora (Ah) em regime diferente do nominal (Ci)


    6.4.1

    6.4.1 A capacidade obtida não deve ser inferior a 100% da capacidade indicada.


    6.4.2

    6.4.2 Método de ensaio:


    a)

    a) O objetivo deste ensaio é a determinação da capacidade em ampères-hora da bateria com qualquer número de elementos ou monoblocos em qualquer regime. Para tanto é necessário submetê-los a uma descarga por um período de tempo determinado em função do regime escolhido;


    b)

    b) A bateria deve estar no estado de plena carga, que é obtido procedendo-se a uma carga com valores de tensão, limitação de corrente e tempo, conforme recomendação do fabricante;


    c)

    c) Durante a carga a temperatura das amostras não deve ultrapassar 40ºC; caso isto ocorra, a carga deve ser interrompida e reiniciada após o elemento ou monobloco atingir 30ºC. Esta temperatura deve ser medida na superfície externa do elemento ou monobloco, que corresponda à média da distribuição de temperaturas no interior do elemento/monobloco;


    d)

    d) Após a carga, antes de iniciar a descarga, os elementos ou monoblocos devem ser mantidos em repouso, no mínimo, por 4h e, no máximo, por 24h, quando não especificado outro período pelo fabricante;


    e)

    e) Descarregar a bateria, com corrente constante numericamente igual a Ci,/t onde “t” representa o regime de descarga em horas escolhido e Ci a capacidade indicada no regime de descarga referido ao tempo “t”. A corrente de descarga deve ser mantida dentro de um limite de ± 1%, sendo permitidas variações de ±5% desde que os ajustes não ultrapassem 20s. A descarga deve ser interrompida quando qualquer dos elementos atingir a tensão final de 1,75V, ou no caso de monoblocos, 1,75V vezes o número de elementos do monobloco;


    f)

    f) Registrar as medidas de tensão e temperatura de todos os elementos/monoblocos, durante a descarga em, no mínimo, 10%, 20%, 50% e 80% da duração esperada da mesma e, em seguida, em intervalos de tempo que permitam determinar a passagem pelo valor da tensão final de descarga de 1,75V. Durante toda a descarga a temperatura ambiente deve ser mantida entre 20ºC e 30º C;


    g)

    g) A capacidade obtida nestas condições deve ser corrigida à temperatura de referência (25ºC), utilizando a equação a seguir:


    h)

    h) A capacidade em amperes-hora, corrigida conforme alínea “g”, não deve ser inferior a 100% da capacidade especificada; caso contrário, a bateria deve ser recusada. O valor da capacidade em amperes-hora obtido neste ensaio é considerado como a capacidade da bateria no regime indicado pelo tempo “t”;


    i)

    i) Após o ensaio, a bateria deve ser recarregada conforme item 6.3.2, alínea “b”, observando-se o disposto no item 6.3.2, alínea “d”.


    6.5

    6.5 Retenção de carga (autodescarga)


    6.5.1

    6.5.1 A perda de capacidade dos elementos ou monoblocos após 90 dias à temperatura de 250ºC não deve ser superior a 28% da sua capacidade nominal.


    6.5.2

    6.5.2 Método de ensaio:


    a)

    a) Este ensaio pretende avaliar a autodescarga do acumulador após determinado período em circuito aberto;


    b)

    b) Os elementos ou monoblocos devem estar garantidamente no estado de plena carga. Se necessário, proceder a uma carga conforme item 6.3.2, alínea “b”, observando-se o disposto no item 6.3.2, alínea “d”;


    c)

    c) Manter as superfícies dos elementos/monoblocos limpas e secas, evitando que qualquer agente externo possa facilitar descargas, além de sua própria auto-descarga;


    d)

    d) Em seguida, armazenar os elementos/monoblocos por 90 dias em circuito aberto, em lugar seco e com temperatura média de 25°C ± 2°C, que deve ser monitorada;


    e)

    e) Vencido o intervalo de tempo especificado anteriormente, os elementos/monoblocos devem ser descarregados conforme procedimento descrito no item 6.3.2, alíneas “e” e “f”;


    f)

    f) A perda percentual da capacidade “r” (auto-descarga) é calculada pela equação a seguir:


    g)

    g) Após o término do ensaio, os elementos/monoblocos devem ser recarregados conforme item 6.3.2, alínea “b”, observando-se o disposto no item 6.3.2, alínea “d”.


    6.6 Eficiência de recarga


    6.6.1

    6.6.1 O elemento ou monobloco deve suportar uma descarga no regime de C20, até uma tensão de 1,75V por elemento ou no caso de monoblocos 1,75V vezes o número de elementos que compõe o monobloco e, deve ser capaz de ser recarregado no mínimo até 90% de sua capacidade nominal, na tensão de flutuação recomendada pelo fabricante, em um período máximo de 24h.


    6.6.1.1

    6.6.1.1 Este ensaio aplica-se para acumuladores especificados para operação em regime único de flutuação.


    6.6.2

    6.6.2 Método de ensaio:


    a)

    a) Este ensaio pretende avaliar o comportamento do elemento ou monobloco, quanto à sua habilidade de recarga, após o mesmo ser submetido a uma descarga de longo período;


    b)

    b) Os elementos ou monoblocos devem estar garantidamente no estado de plena carga. Se necessário proceder a uma carga conforme item 6.3.2, alínea “b”, observando-se o disposto no item 6.3.2, alínea “d”;


    c)

    c) Descarregar os elementos/monoblocos com uma corrente constante numericamente igual a 0,05x(C20). A descarga é considerada terminada quando qualquer dos elementos atingir a tensão final de descarga 1,75V ou, no caso de monoblocos, 1,75V vezes o número de elementos no monobloco. Durante a descarga a temperatura do ambiente deve estar entre 20ºC e 30ºC. A corrente de descarga deve ser mantida constante com variação máxima de 1%, durante toda a descarga, sendo permitidas variações de 5%, desde que não ultrapassem 20s;


    d)

    d) Em seguida efetuar uma carga na tensão de flutuação e corrente recomendada pelo fabricante por um período de 24h;


    e)

    e) Logo após interromper a carga, realizar uma descarga conforme procedimento descrito no item 6.3.2, alíneas “e”, “f” e “g”;


    f)

    f) A capacidade obtida não deve ser inferior a 90% da nominal;


    g)

    g) Após o término do ensaio, os elementos/monoblocos devem ser recarregados conforme item 6.3.2, alínea “b”, observando-se o disposto no item 6.3.2, alínea “d”.


    6.7

    6.7 Adequação à Flutuação à Temperatura de 25°C


    6.7.1

    6.7.1 Sob condições normais de operação (tensão de flutuação e temperatura de 25°C), após um período mínimo de 3 meses, a tensão de flutuação medida em cada elemento não deve apresentar desvios inferiores a - 0,05V ou superiores a + 0,10V em relação à tensão média dos elementos inicialmente ajustada e inferiores a -0,05x[raiz N] (V) ou superiores a +0,10x[raiz N] (V) para monoblocos, onde “n” representa o número de elementos que compõem um monobloco. Nestas condições, quando submetidos ao ensaio de capacidade em regime nominal, o valor obtido não deve ser inferior a 100% da capacidade nominal.


    6.7.1.1

    6.7.1.1 Estes testes deverão ser executados em uma ou ambas das seguintes alternativas de operação, a serem especificadas pelo fabricante: · Regime único em flutuação · Regime de flutuação e carga


    6.7.2

    6.7.2 Método de ensaio:


    a)

    a) O objetivo deste ensaio é avaliar o comportamento dos acumuladores que operam em regime de flutuação quanto à equalização em tensão e capacidade;


    b)

    b) Os elementos devem estar no estado de plena carga, o qual pode ser obtida submetendo os elementos a uma carga, conforme item 6.3.2, alínea “b”, observando-se o disposto no item 6.3.2, alínea “d”;


    c)

    c) Aplicar uma tensão de flutuação indicada pelo fabricante, com precisão de ±0,01V por elemento. Esse valor não deve variar durante o ensaio mais que 0,1% do ajustado inicialmente;


    d)

    d) Durante todo o ensaio, a temperatura do ambiente deve estar entre 20°C e 30°C, com valor médio de 25°C ± 2°C;


    e)

    e) Após 45 dias do início do ensaio, deve-se verificar a tensão de cada elemento ou monobloco. Neste momento, a tensão de cada elemento não deve apresentar desvios inferiores a -0,05 V ou superiores a +0,10 V em relação à tensão média dos elementos inicialmente ajustada. Para monoblocos que não permitam a leitura individual dos elementos, os desvios apresentados devem ser menores que +0,10x[raiz N] e -0,05x[raiz N] (V) em relação à tensão média dos monoblocos, onde “n” representa o número de elementos que compõem um monobloco;


    f)

    f) Se na primeira verificação os elementos apresentarem valores dentro dos limites esperados, devem permanecer na tensão de flutuação por mais 45 dias, ao fim dos quais os valores de tensão deverão estar situados dentro dos limites indicados na alínea anterior;


    g)

    g) Se após a primeira verificação os limites forem ultrapassados, deve ser aplicada uma carga conforme instruções do fabricante. Se os elementos ou monoblocos não voltarem a ficar dentro dos limites esperados, o ensaio deve ser encerrado;


    h)

    h) Se restabelecida a equalização na tensão, o ensaio deve continuar, só que prorrogado por 45 dias, sendo este momento considerado como o inicial. Se durante os 45 dias seguintes, entretanto, repetirem-se desvios além dos limites especificados, o ensaio de deve ser encerrado pelo mesmo motivo indicado anteriormente;


    i)

    i) Em seguida, os elementos ou monoblocos devem ser descarregados com corrente constante e numericamente igual a 0,10x(C10), conforme procedimento descrito no item 6.3.2, alíneas “e”, “f” e “g”;


    j)

    j) A capacidade obtida não deve ser inferior a 100% da capacidade nominal;


    k)

    k) Após o ensaio, a bateria deve ser recarregada conforme 6.3.2, alínea “b”, observando-se o disposto no item 6.3.2, alínea “d”.


    6.8

    6.8 Comportamento em Flutuação à Temperatura de 45°C


    6.8.1

    6.8.1 Sob condições severas de operação (tensão de flutuação e temperatura de 45°C), após um período mínimo de 3 meses, a tensão de flutuação medida em cada elemento não deve apresentar desvios inferiores a - 0,05V e superiores a + 0,10V em relação à tensão média dos elementos inicialmente ajustada e inferiores a - 0,05x[raiz N] (V) e superiores a + 0,10x[raiz N] (V) para monoblocos, onde “n” representa o número de elementos que compõem um monobloco. Nestas condições, quando submetidos ao ensaio de capacidade em regime nominal, o valor obtido não deve ser inferiro a 80% do a capacidade nominal.


    6.8.1.1

    6.8.1.1 Estes testes deverão ser executados em uma ou ambas das seguintes alternativas de operação, a serem especificadas pelo fabricante: · Regime único em flutuação · Regime de flutuação e carga


    6.8.2

    6.8.2 Método de ensaio:


    a)

    a) O objetivo deste ensaio é avaliar o comportamento quanto à equalização em tensão e capacidade dos acumuladores em regime severo de operação, a saber, tensão de flutuação e temperatura de 45°C;


    b)

    b) Os elementos devem estar no estado de plena carga, o qual pode ser obtida submetendo os elementos a uma carga, conforme item 6.3.2, alínea “b”, observando-se o disposto no item 6.3.2, alínea “d”;


    c)

    c) Aplicar a tensão de flutuação indicada pelo fabricante, com precisão de ±0,01V por elemento. Esse valor não deve variar durante o ensaio mais que 0,1% do ajustado inicialmente;


    d)

    d) Durante todo o ensaio, as amostras devem ser mantidas num banho termostático na temperatura de 45°C± 2°C;


    e)

    e) Após 45 dias do início do ensaio, deve-se verificar a tensão de cada elemento ou monobloco. Neste momento, a tensão de cada elemento não deve apresentar desvios inferiores a -0,05 V ou superiores a +0,10 V em relação à tensão média dos elementos inicialmente ajustada. Para monoblocos que não permitam a leitura individual dos elementos, os desvios apresentados devem ser menores que +0,10x[raiz N] (V) e -0,05x[raiz N] (V) em relação à tensão média dos monoblocos, onde “n” representa o número de elementos que compõem um monobloco;


    f)

    f) Se na primeira verificação os elementos apresentarem valores dentro dos limites esperados, devem permanecer na tensão de flutuação por mais 45 dias, ao fim dos quais os valores de tensão deverão estar situados dentro dos limites indicados na alínea anterior;


    g)

    g) Se após a primeira verificação os limites forem ultrapassados, deve ser aplicada uma carga conforme instruções do fabricante. Se os elementos ou monoblocos não voltarem a ficar dentro dos limites esperados, o ensaio deve ser encerrado;


    h)

    h) Se restabelecida a equalização na tensão, o ensaio deve continuar, só que prorrogado por 45 dias, sendo este momento considerado como o inicial. Se durante os 45 dias seguintes, entretanto, repetirem-se desvios além dos limites especificados, o ensaio de deve ser encerrado pelo mesmo motivo indicado anteriormente;


    i)

    i) Em seguida, os elementos ou monoblocos, devem ser retirados do banho termostático e após a temperatura dos mesmos atingirem 25°C, devem ser descarregados com corrente constante e numericamente igual a 0,10x(C10), conforme procedimento descrito no item 6.3.2, alíneas “e”, “f” e “g”;


    j)

    j) A capacidade obtida não deve ser inferior a 80% da capacidade nominal;


    k)

    k) Após o ensaio, a bateria deve ser recarregada conforme 6.3.2, alínea “b”, observando-se o disposto no item 6.3.2, alínea “d”.


    6.9

    6.9 Desempenho frente a ciclos de carga e descarga (durabilidade)


    6.9.1

    6.9.1 Os elementos ou monoblocos, quando submetido à verificação do número de ciclos de carga/descarga, nas condições de ensaio, deve suportar, no mínimo, 80 ciclos. Ao final dos 80 ciclos o acumulador deve apresentar capacidade superior ou igual a 80% do seu valor nominal.


    6.9.2

    6.9.2 Método de ensaio:


    a)

    a) Este ensaio pretende determinar quantos ciclos de carga/descarga, nas condições de ensaio, o acumulador pode suportar;


    b)

    b) Os elementos ou monoblocos devem ser conectados a um dispositivo automático onde serão submetidos a uma série de ciclos contínuos de carga e descarga, sendo 21h em carga com 2,40V ± 0,01V por elemento ou no caso de monoblocos 2,40V vezes o número de elementos que contém o monobloco, ou outro valor especificado pelo fabricante, e descarga com corrente média numericamente igual 2 vezes 0,1x(C10);


    c)

    c) A corrente no início da carga deve ser limitada a 0,2x(C10);


    d)

    d) Durante o ensaio devem ser observados os limites de variação da temperatura e da corrente de descarga estabelecidos no item 6.3.2 alíneas “f” e “e”;


    e)

    e) Após a aplicação dos 80 ciclos, efetuar o ensaio de capacidade em regime nominal (C10), segundo procedimento descrito no item 6.3.2. A capacidade obtida deve ser superior ou igual a 80 % da capacidade nominal (C10);


    f)

    f) Após o término do ensaio, os elementos/monoblocos devem ser recarregados conforme 6.3.2, alínea “b”, observando-se o disposto no item 6.3.2, alínea “d”.


    6.10

    6.10 Estanqueidade


    6.10.1

    6.10.1 Os elementos ou monoblocos não podem apresentar vazamento de eletrólito ou gás na junção pólo-tampa e em qualquer ponto da junção tampa/vaso. Não devem sofrer danos em sua integridade física quando submetidos ao ensaio de estanqueidade


    6.10.2

    6.10.2 Método de Ensaio:


    a)

    a) Conectar através de mangueira adequada uma de fonte de gás comprimido (ar ou nitrogênio) com filtros para retenção de água e óleo, e manômetro de dois estágios de baixa pressão. A tubulação utilizada deve ser isenta de umidade condensada;


    b)

    b) Aplicar no interior dos elementos ou monoblocos 7kPa (0,07kgf/cm2) de pressão. Após a estabilização do sistema, observar durante 1min a inexistência de queda de pressão no manômetro.


    6.11

    6.11 Emissão de Gases


    6.11.1

    6.11.1 Nas condições nominais de operação (tensão de flutuação e temperatura de 25°C) o volume máximo de gases emitidos pelo acumulador deve estar entre 7ml a 9ml por hora por 100Ah/elemento.


    6.11.2

    6.11.2 Método de Ensaio: Este ensaio deve ser executado segundo procedimento descrito na IEC 60896 -21.


    6.12

    6.12 Corrosão (provocada pelos gases emitidos pelo acumulador)


    6.12.1

    6.12.1 Os gases emitidos pelo acumulador durante sua operação (regime único em flutuação e/ou regime de flutuação e carga), não devem provocar em corpos de prova instalados no mesmo ambiente, produtos de corrosão com espessura superior a 1000Å (Angstron).


    6.12.2

    6.12.2 Método de Ensaio: Este ensaio deve ser executado segundo procedimento descrito na ISA - S71.04/85.


    6.13

    6.13 Expectativa de Vida Útil


    6.13.1

    6.13.1 A capacidade nominal dos elementos ou monoblocos após permanecerem 6 dias em flutuação, na temperatura de 70°C, não deve ser inferior a 80% do valor nominal. Para baterias ventiladas a perda de água deve ser inferior ou igual a 3g/Ah.


    6.13.2

    6.13.2 Método de Ensaio


    a)

    a) O objetivo deste ensaio é avaliar a expectativa de vida útil do acumulador.


    b)

    b) Os elementos devem estar no estado de plena carga, o qual pode ser obtida submetendo os elementos a uma carga, conforme item 6.3.2, alínea “b”, observando-se o disposto no item 6.3.2, alínea “d”;


    c)

    c) Pesar os elementos ou monoblocos ventilados;


    d)

    d) Aplicar a tensão de flutuação indicada pelo fabricante, com precisão de ±0,01V por elemento. Esse valor não deve variar durante o ensaio mais que 0,1% do ajustado inicialmente;


    e)

    e) Durante todo o ensaio, as amostras devem ser mantidas num banho termostático na temperatura de 70°C± 2°C;


    f)

    f) Manter os elemento ou monoblocos nas condições especificadas nas alíneas “c” e “d” durante 6 dias;


    g)

    g) Em seguida, os elementos ou monoblocos, devem ser retirados do banho termostático e após a temperatura dos mesmos atingirem 25°C, devem ser descarregados com corrente constante e numericamente igual a 0,10x(C10), conforme procedimento descrito no item 6.3.2, alíneas “e”, “f” e “g”;


    h)

    h) Pesar os elementos ou monoblocos ventilados;


    i)

    i) A perda de água para acumuladores ventilados deve ser inferior ou igual a 3g/Ah;


    j)

    j) A capacidade obtida não deve ser inferior a 80% da capacidade nominal;


    k)

    k) Após o ensaio, a bateria deve ser recarregada conforme 6.3.2, alínea “b”, observando-se o disposto no item 6.3.2, alínea “d”.


    7 SEQUÊNCIA DE ENSAIOS


    7.1

    7.1 Para a realização de ensaios, em função das características próprias de cada ensaio, a amostra deve ser composta de 27 elementos ou 18 monoblocos, devendo ser dividida em 6 grupos, da seguinte forma:


    a)

    a) grupo 1 - 6 elementos ou 3 monoblocos;


    b)

    b) grupo 2 - 3 elementos ou 3 monoblocos;


    c)

    c) grupo 3 - 3 elementos ou 3 monoblocos;


    d)

    d) grupo 4 - 6 elementos ou 3 monoblocos;


    e)

    e) grupo 5 - 6 elementos ou 3 monoblocos;


    f)

    f) grupo 6 - 3 elementos ou 3 monoblocos.


    7.2

    7.2 Para acumuladores especificados para funcionamento em ambos os regimes citados no item 5.2 deverão ser fornecidas amostras adicionais para os grupos 1 e 4.


    7.3

    7.3 Os elementos ou monoblocos de cada grupos, devem ser associados em série.


    7.4

    7.4 Os ensaios a serem realizados nos elementos ou monoblocos pertencentes aos grupos 1 a 6 devem obedecer a distribuição e a seqüência definida na Tabela 1.


    7.5

    7.5 Os ensaios elétricos devem ser iniciados no máximo três meses após o fornecimento dos elementos ou monoblocos pelo fabricante e deve ser seguida a seqüência pré-determinada, sem prejuízo à continuidade dos ensaios.