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CONSULTA PÚBLICA Nº 511
    Introdução




    CONSULTA PÚBLICA N.º 511, DE 15 DE MARÇO DE 2004

    O CONSELHO DIRETOR DA AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES - ANATEL, , no uso das atribuições que lhe foram conferidas pelo art. 22 da Lei n.º 9.472, de 16 de julho de 1997, e art. 35 do Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações, aprovado pelo Decreto n.º 2.338, de 7 de outubro de 1997, deliberou por meio do Circuito Deliberativo n.º 836, de 27 de fevereiro de 2004, submeter a comentários e sugestões do público em geral, nos termos do art. 42 da Lei n.º 9.472, de 1997, e do art. 67 do Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações, a Proposta de Norma para Certificação e Homologação de Cabos Coaxiais Flexíveis de 75 Ohms com Malha de Fios de Alumínio, na forma do Anexo à presente Consulta Pública. A presente proposta de norma tem por objetivo uniformizar os procedimentos de certificação de produtos para telecomunicações da categoria III, de acordo com as disposições estabelecidas no Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução n.º 242, de 30 de novembro de 2000. O texto completo da proposta estará disponível na Biblioteca da Anatel, no endereço subscrito e na página da Anatel na Internet, a partir das 14h da data da publicação desta Consulta Pública no Diário Oficial da União. As contribuições e sugestões deverão ser fundamentadas, devidamente identificadas e encaminhadas, preferencialmente por meio de formulário eletrônico do Sistema Interativo de Acompanhamento de Consulta Pública, disponível no endereço Internet http://www.anatel.gov.br, relativo a esta Consulta Pública, até às 24h do dia 19 de abril de 2004, fazendo-se acompanhar de textos alternativos e substitutivos, quando envolverem sugestões de inclusão ou alteração, parcial ou total, de qualquer dispositivo. Serão também consideradas as manifestações encaminhadas por carta, fax ou correspondência eletrônica recebidas até às 18h do dia 12 de abril de 2004, para: AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES – ANATEL SUPERINTENDENTE DE RADIOFREQÜÊNCIA E FISCALIZAÇÃO CONSULTA PÚBLICA N.° 511, DE 15DE MARÇO DE 2004 Proposta de Norma para Certificação e Homologação de Cabos Coaxiais Flexíveis de 75 Ohms com Malha de Fios de Alumínio. Setor de Autarquias Sul – SAUS – Quadra 6, Bloco F, Térreo – Biblioteca 70070-940 - Brasília – DF - Fax. (061) 312-2002 biblioteca@anatel.gov.br As manifestações recebidas merecerão exame pela Anatel e permanecerão à disposição do público na Biblioteca da Agência. PEDRO JAIME ZILLER DE ARAÚJO Presidente do Conselho




    ANEXO À CONSULTA PÚBLICA N.º 511, DE 15 DE MARÇO DE 2004

    NORMA PARA CERTIFICAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO DE CABOS COAXIAIS FLEXÍVEIS DE 75 OHMS COM MALHA DE FIOS DE ALUMÍNIO


    1.

    1. Objetivo Esta norma estabelece os requisitos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade de cabos coaxiais flexíveis de 75 ohms com malha de fios de alumínio, para efeito de certificação e homologação junto à Agência Nacional de Telecomunicações.


    2.

    2. Referências Para fins desta norma, são adotadas as seguintes referências:


    2.I

    I - NBR 6242: 1980 – Verificação dimensional para fios e cabos elétricos – Método de ensaio;


    2.II

    II - NBR 6810: 1981 –- Fios e cabos elétricos - Tração à ruptura em componentes metálicos;


    2.III

    III - NBR 8094: 1983 – Material metálico revestido e não revestido – Corrosão por exposição à névoa salina;


    2.IV

    IV - NBR 9141: 1998 – Cabos ópticos e fios e cabos telefônicos – Ensaio de tração e alongamento à ruptura – Método de ensaio;


    2.V

    V - NBR 9148: 1998 – Cabos ópticos e fios e cabos telefônicos – Ensaio de envelhecimento acelerado – Método de ensaio;


    2.VI

    VI - NBR 9149: 1998 – Cabos telefônicos – Ensaio de escoamento de composto de enchimento – Método de ensaio;


    2.VII

    VII - NBR 14705:2001 – Classificação de Cabos Internos para Telecomunicações quanto ao Comportamento Frente à Chama – Especificação;


    2.VIII

    VIII - NBR 13977: 1997 – Cabos ópticos – Determinação do tempo de indução oxidativa (OIT) – Método de ensaio;


    2.IX

    IX - ASTM A 641: 1998 - Specification For Zinc-Coated (Galvanized) Carbon Steel Wire;


    2.X

    X - ASTM B 557: 1994 – Standard Test Methods of Tension Testing Wrought and Cast Aluminum and Magnesium – Alloy Products;


    2.XI

    XI - ASTM D 746: 1998 – Standard Test Method For Brittleness Temperature Of Plastics And Elastomers By Impact;


    2.XII

    XII - ASTM D 1505: 1998 – Standard Test Method for Density of Plastics by the Density-Gradient Technique;


    2.XIII

    XIII - ASTM D 1603: 2001 – Standard Test Method for Carbon Black In Olefin Plastics;


    2.XIV

    XIV - ASTM D 3349: 1999 – Standard Test Method for Absorption Coefficient of Ethylene Polymer Material Pigmented with Carbon Black;


    2.XV

    XV - ASTM D 4565: 1999 – Standard Test Methods for Physical and Environmental Performance Properties of Insulations and Jackets for Telecommunications Wire and Cable;


    2.XVI

    XVI - ASTM D 4566: 1998 – Standard Test Methods for Electrical Performance Properties of Insulations and Jackets for Telecommunications Wire and Cable;


    2.XVII

    XVII - IEC 61196-1: 1995 – Radio-Frequency cables – Part 1: Generic Specification – General definitions, requeriments and test methods;


    2.XVIII

    XVIII - ANSI/SCTE 10 2001 – Test Method for Flexible Coaxial Cable Impact Test;


    2.XIX

    XIX - ANSI/SCTE 59 2002 – Test Method for Drop Cable Center Conductor Bond to Dielectric;


    2.XX

    XX - ANSI/SCTE 70 2002 – Insulation Resistance Megohmmeter Method;


    2.XXI

    XXI - SCTE 66 2003 – Test Method for Coaxial Cable Impedance;


    2.XXII

    XXII - SCTE 03 2003 – Test Method for Coaxial Cable Structural Return Loss;


    2.XXIII

    XXIII - SCTE IPS TP 008-1994 – Test Method for DC Loop Resistance;


    2.XXIV

    XXIV - SCTE IPS TP 009 – Test Method for Coaxial Cable Attenuation;


    2.XXV

    XXV - SCTE IPS TP 012 1993 – Test Method for Dielectric Withstand.


    3.

    3. Abrangência


    3.I

    I - Esta norma aplica-se aos cabos de coaxiais flexíveis 75 ohms com malha de fios de alumínio, com aplicação em redes externas e internas para transmissão de sinais de telecomunicações.


    3.II

    II - Os requisitos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade de cabos coaxiais não contemplados nesta norma, para efeito de certificação e homologação, deverão ser estabelecidos em normas específicas.


    4.

    4. DEFINIÇÕES Para fins desta norma, são adotadas as seguintes definições:


    4.I

    I - Dielétrico: camada de material polimérico aplicada sobre o condutor central.


    4.II

    II - Núcleo do cabo: conjunto formado pelo condutor central, dielétrico e a primeira fita de alumínio laminado.


    4.III

    III - Condutor Externo (blindagem): conjunto formado pela combinação de fita polimérica aluminizada e malha de fios de alumínio.


    4.IV

    IV - Composto Vedante (opcional): material não higroscópico aplicado entre o condutor externo e a capa externa.


    4.V

    V - Capa Externa: camada de material polimérico aplicada sobre o condutor externo atuando como revestimento externo.


    4.VI

    VI - lance: comprimento contínuo sem emendas.


    4.VII

    VII - Série: denominação genérica atribuída aos modelos de cabo coaxial contemplados nesta norma, a diferenciação entre os modelos é dada por uma numeração específica.


    4.VIII

    VIII - Família de Cabos: serão considerados como componentes de uma mesma família os cabos que apresentarem uma mesma característica dimensional em relação ao condutor central e ao núcleo do cabo.


    5.

    5. Requisitos e Métodos de Ensaio


    5.1

    5.1 Requisitos e Métodos de ensaio para o Condutor Central


    5.1.1

    5.1.1 O condutor central deve ser constituído de um fio sólido de liga de aço recoberto com uma camada contínua de cobre, metalurgicamente aderida, cobrindo totalmente o núcleo de aço.


    5.1.2

    5.1.2 O diâmetro do condutor central deve ser conforme estabelecido na tabela 1, e medido conforme a NBR 6242.


    5.1.3

    5.1.3 O alongamento à ruptura do condutor central deve ser de, no mínimo, 1%, devendo ser verificado através do método estabelecido na NBR 6810.


    5.2

    5.2 Requisitos e Métodos de Ensaio para o Dielétrico


    5.2.1

    5.2.1 O dielétrico deve ser constituído de material polimérico expandido aplicado concentricamente e aderido ao condutor central por um pré-revestimento de material adesivo.


    5.2.2

    5.2.2 A força requerida para a retirada dos resíduos do dielétrico do condutor central deve ser conforme tabela 2, e deve ser verificada através do método estabelecido na ANSI/SCTE 59 2002.


    5.3

    5.3 Requisitos e Métodos de Ensaio para o Núcleo do Cabo


    5.3.1

    5.3.1 O diâmetro médio do núcleo do cabo deve estar de acordo com a tabela 3, devendo ser determinado pela média das medições sobre a fita de alumínio laminado aderida, conforme o método estabelecido na NBR 6242.


    5.3.2

    5.3.2 A ovalização do núcleo do cabo não deve ser superior ao estabelecido na tabela 3, devendo ser determinada pela diferença entre o diâmetro máximo e o diâmetro mínimo, medidos sobre a primeira fita na mesma seção transversal, conforme o método estabelecido na NBR 6242.


    5.4

    5.4 Requisitos e Métodos de Ensaio para o Condutor Externo


    5.4.1

    5.4.1 O condutor externo (blindagem) deve ser conforme um dos tipos descritos a seguir:


    5.4.1.I

    I - Blindagem padrão – composta por uma fita polimérica aluminizada, com material adesivo somente em sua face interna, aplicada longitudinalmente sobre o dielétrico com sobreposição mínima de 18% e por uma malha de fios de alumínio, trançada em torno da fita de tal forma que a cobertura da malha resulte em um valor mínimo de 53%, calculado conforme o item 5.4.7 desta norma.


    5.4.1.II

    II - Blindagem tripla – trata-se da “blindagem padrão”, sobre a qual é aplicada longitudinalmente, com sobreposição mínima de 10%, mais uma fita polimérica aluminizada, esta porém, sem nenhum tipo de adesivo.


    5.4.1.III

    III - Blindagem quádrupla – trata-se da “blindagem tripla”, sobre a qual é aplicada uma segunda malha constituída do mesmo material da primeira malha, trançada em torno da fita de tal forma que a cobertura da malha resulte em um valor mínimo de 53%, calculada conforme item 5.4.7 desta norma.


    5.4.2

    5.4.2 A fita polimérica aluminizada aplicada diretamente sobre o dielétrico deve possuir material adesivo em sua face interna sendo que a sua espessura sem o adesivo deve ser de 0,046 mm +/- 0,05 mm, e deve ser verificada através do método estabelecido na NBR 6242.


    5.4.3

    5.4.3 A fita polimérica aluminizada aplicada sobre a malha não deve possuir nenhum tipo de adesivo, sua espessura deve ser de 0,046 mm +/- 0,05 mm, e deve ser verificada através do método estabelecido na NBR 6242.


    5.4.4

    5.4.4 O diâmetro dos fios das malhas deve ser de 0,16 mm ± 0,01 mm, e deve ser verificado através do método estabelecido na NBR 6242.


    5.4.5

    5.4.5 A resistência à tração dos fios das malhas deve ser de no mínimo 30 MPa e o alongamento à ruptura deve ser de no mínimo 3%, e devem ser verificados conforme o método estabelecido na ASTM B 557.


    5.4.6

    5.4.6 A superfície dos fios das malhas deve ser contínua, brilhante e livre de lascas, fissuras e rachaduras, e deve ser visualmente verificada com ampliação de sete vezes.


    5.4.7

    5.4.7 O percentual de cobertura das malhas deve ser calculado pelas equações a seguir:


    5.5

    5.5 Requisitos e Método de Ensaio para Capa Externa


    5.5.1

    5.5.1 A capa externa deve ser constituída de uma camada de material termoplástico, contendo aditivos adequados, que atenda aos requisitos desta Norma e garanta o bom desempenho do cabo durante sua vida útil.


    5.5.2

    5.5.2 O material da capa externa deverá atender aos requisitos especificados na tabela 5.


    5.5.3

    5.5.3 A capa externa dos cabos coaxiais para aplicação em redes externas deverá ser de cor preta e atender aos requisitos das tabelas 5 e 6.


    5.5.4

    5.5.4 A capa externa deve ser contínua, homogênea e isenta de imperfeições.


    5.5.5

    5.5.5 O cabo coaxial para aplicação em redes internas deve possuir capa externa de material retardante à chama, sendo que sua classificação deve ser comprovada através do método de ensaio correspondente, conforme previsto na NBR 14705.


    5.5.6

    5.5.6 O diâmetro sobre a capa externa do cabo coaxial deve ser conforme a tabela 7, e deve ser verificado através do método estabelecido na NBR 6242.


    5.5.7

    5.5.7 A espessura em qualquer ponto da capa externa não deve ser inferior a 0,51 mm, e deve ser verificada através do método estabelecido na NBR 6242.


    5.5.8

    5.5.8 A razão entre a maior e a menor espessura da capa externa medidas em uma mesma seção transversal não deve ser maior que 1,55 e deve ser ser verificada conforme o método estabelecido na NBR 6242.


    5.6

    5.6 Requisitos e Métodos de Ensaio para Mensageiro Integrado (opcional)


    5.6.1

    5.6.1 Quando o cabo possuir mensageiro integrado, este deverá ser de aço galvanizado e atender aos requisitos especificados na tabela 8.


    5.7

    5.7 Requisitos e Método de Ensaio para Resistência Elétrica


    5.7.1

    5.7.1 A resistência elétrica de laço do cabo coaxial com a blindagem completa, não deve ser superior ao valor indicado na tabela 9, e deve ser verificada através do método estabelecido na SCTE-IPS-TP-008, em corrente contínua e a 20°C.


    5.7.2

    5.7.2 O equipamento de ensaio não está restrito ao citado no método de ensaio especificado em 5.7.1, podendo ser utilizado um equipamento com precisão equivalente.


    5.8

    5.8 Requisito e Método de Ensaio para Impedância Característica


    5.8.1

    5.8.1 A impedância característica para os cabos coaxiais flexíveis deve ser de 75 W ± 3 W na faixa de freqüência de 5 MHz a 1000 MHz, e deve ser verificada conforme o método estabelecido na SCTE-66-2003.


    5.8.2

    5.8.2 O equipamento de ensaio não está restrito ao citado no método de ensaio especificado em 5.8.1, podendo ser utilizado um equipamento com precisão equivalente.


    5.9.1

    5.9.1 A perda de retorno estrutural para os cabos coaxiais flexíveis deve ser de, no mínimo, 20 dB na faixa de freqüência de 5 MHz a 1000 MHz, e deve ser verificada conforme o método estabelecido na SCTE-03-2003.


    5.9.2

    5.9.2 O equipamento de ensaio não está restrito ao citado no método de ensaio especificado em 5.9.1, podendo ser utilizado um equipamento com precisão equivalente.


    5.10

    5.10 Requisito e Método de Ensaio para Atenuação do Sinal de Transmissão


    5.10.1

    5.10.1 Os valores de atenuação do sinal de transmissão no cabo coaxial não devem ser maiores que os indicados na tabela 10, e devem ser verificados conforme o método estabelecido na SCTE-IPS-TP-009.


    5.10.2

    5.10.2 O equipamento de ensaio não está restrito ao citado no método de ensaio especificado em 5.10.1, podendo ser utilizado um equipamento com precisão equivalente.


    5.11

    5.11 Requisito e Método de Ensaio para Rigidez Dielétrica


    5.11.1

    5.11.1 O dielétrico entre os condutores central e externo deve suportar por 1 minuto, sem ruptura, uma tensão de 1000 Vc.a. ou de 1500 Vc.c., e deve ser ensaiado à temperatura ambiente, conforme o método estabelecido na SCTE-IPS-TP-012 .


    5.12

    5.12 Requisito e Método de Ensaio para Resistência de Isolamento


    5.12.1

    5.12.1 A resistência de isolamento do cabo coaxial não deve ser inferior a 1500 Megaohm.km e deve ser verificada conforme o método estabelecido na ANSI/SCTE 70 2002.


    5.13

    5.13 Requisito e Método de Ensaio para Vazamento na Capa Externa


    5.13.1

    5.13.1 Uma amostra de cabo completo com 300 mm de comprimento, deve ser firmemente revestida com papel-alumínio ou outro material condutor adequado, de tal forma que os dois trechos de 75 mm a partir das extremidades fiquem livres, restando revestida sua porção central de 150 mm.


    5.13.2

    5.13.2 Entre a folha e a blindagem, deve ser aplicada gradativamente, uma diferença de potencial que atinja 1500 Vca em 30 s, permanecendo nesse potencial por mais 60 s. Durante o período de ensaio de 90 s, a corrente de fuga deve ser monitorada e não deve exceder 10mA.


    5.13.3

    5.13.3 Para análise do método de ensaio pode ser também consultada a ASTM D 4566, seção 31.


    5.14

    5.14 Requisito e Método de Ensaio para Velocidade de propagação relativa


    5.14.1

    5.14.1 A velocidade de propagação relativa deve ser de, no mínimo, 82% da velocidade da luz no vácuo, e deve ser determinada conforme o item 11.9 da IEC 61196-1.


    5.15

    5.15 Requisito e Método de Ensaio para Dobramento


    5.15.1

    5.15.1 O cabo completo, após ser submetido ao ensaio de dobramento, conforme o método estabelecido na ASTM D 4565, Seção 34, não deve apresentar danos visíveis a olho nu e deve atender ao requisito de impedância do item 5.8 desta norma.


    5.16

    5.16 Requisito e Método de Ensaio para Resistência à Corrosão


    5.16.1

    5.16.1 O cabo não deve apresentar sinais de corrosão após ser submetido ao ensaio de resistência à corrosão conforme o método estabelecido na NBR 8094.


    5.17

    5.17 Requisito e Método de Ensaio para Tempo de Indução Oxidativa (OIT)


    5.17.1

    5.17.1 O tempo de indução oxidativa a 180,0 ºC ± 0,3 ºC do dielétrico expandido, deve ser no mínimo de 30 minutos, e deve ser verificado conforme o método estabelecido na NBR 13977. O valor de OIT obtido neste ensaio deverá ser referência para o ensaio de estabilidade térmica descrito no item 5.18 desta norma


    5.18

    5.18 Requisito e Método de Ensaio para Estabilidade Térmica


    5.18.1

    5.18.1 Após envelhecimento de 14 dias a 90°C, o dielétrico expandido deve ser submetido ao ensaio de tempo de indução oxidativa a 180,0°C ± 0,3ºC de acordo com o método estabelecido na NBR 13977,O valor de OIT obtido neste ensaio não deve ser inferior a 70% do valor de OIT de referência, obtido no ensaio do item 5.17 desta norma.


    5.19

    5.19 Requisito e Método de Ensaio para Escoamento do Composto


    5.19.1

    5.19.1 O cabo que possui composto vedante deve ser submetido ao ensaio de escoamento do composto, conforme o método estabelecido na NBR 9149 e não deve apresentar sinais de escoamento ou gotejamento.


    5.20

    5.20 Requisito e Método de Ensaio para Impacto


    5.20.1

    5.20.1 O ensaio de impacto deve ser realizado em câmara fria à temperatura de –20°C, conforme o método estabelecido na ANSI/SCTE 10 2001. Após o impacto o corpo de prova deve ser retirado da câmara fria e examinado, com visão normal ou corrigida, à temperatura ambiente. A capa externa e o dielétrico do cabo coaxial não deverão apresentar danos como trincas, rachaduras ou rasgamentos.


    6.

    6. Amostragem do Cabo Coaxial


    6.1

    6.1 Deve ser apresentada para ensaios pelo menos uma amostra de cada família de cabos a serem certificados, sendo que os ensaios efetuados em uma amostra de cabo de maior diâmetro externo de uma família, serão válidos para os demais cabos de menor diâmetro externo dentro da mesma família.


    6.2

    6.2 Caso o conjunto de cabos para certificação inclua cabos com características opcionais ou especiais, deverão ser fornecidas amostras adicionais, suficientes para a realização dos ensaios específicos correspondentes.


    6.3

    6.3 A amostra de cabo apresentada para ensaios deve ter lance de, no mínimo, 100 m e ter suas extremidades preparadas com conectores


    7.

    7. Identificação da Homologação


    7.1

    7.1 A marcação do selo Anatel e a identificação do código de homologação e do código de barras deverão ser apresentadas na embalagem externa do produto, em conformidade com o disposto no artigo 39 e Anexo III do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução 242, de 30.11.2000. Também poderão ser utilizados, opcionalmente, meios de impressão gráfica nos catálogos dos produtos ou na documentação técnica pertinente.


    7.2

    7.2 Adicionalmente, deverá ser impressa de forma legível na capa externa do cabo, ao longo de seu comprimento, a identificação alfanumérica da homologação do produto, da seguinte forma: ANATEL HHHH-AA-FFFF Onde : HHHH – identifica a homologação do produto por meio de numeração seqüencial com 4 caracteres; AA – identifica o ano de emissão da Homologação com 2 caracteres numéricos; FFFF – identifica o fabricante do produto com 4 caracteres numéricos.