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CONSULTA PÚBLICA Nº 510
    Introdução




    CONSULTA PÚBLICA N.º 510, DE 15 DE MARÇO DE 2004

    AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES CONSULTA PÚBLICA N.º 510, DE 15 DE MARÇO DE 2004 Proposta de Norma para Certificação e Homologação de Cabos Coaxiais Flexíveis de 50 Ohms ou 75 Ohms O CONSELHO DIRETOR DA AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES - ANATEL, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pelo art. 22 da Lei n.º 9.472, de 16 de julho de 1997, e art. 35 do Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações, aprovado pelo Decreto n.º 2.338, de 7 de outubro de 1997, deliberou por meio do Circuito Deliberativo n.º 835, de 27 de fevereiro de 2004, submeter a comentários e sugestões do público em geral, nos termos do art. 42 da Lei n.º 9.472, de 1997, e do art. 67 do Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações, a Proposta de Norma para Certificação e Homologação de Cabos Coaxiais Flexíveis de 50 Ohms ou 75 Ohms, na forma do Anexo à presente Consulta Pública. A presente proposta de norma tem por objetivo uniformizar os procedimentos de certificação de produtos para telecomunicações da categoria III, de acordo com as disposições estabelecidas no Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução n.º 242, de 30 de novembro de 2000. O texto completo da proposta estará disponível na Biblioteca da Anatel, no endereço subscrito e na página da Anatel na Internet, a partir das 14h da data da publicação desta Consulta Pública no Diário Oficial da União. As contribuições e sugestões deverão ser fundamentadas, devidamente identificadas e encaminhadas, preferencialmente por meio de formulário eletrônico do Sistema Interativo de Acompanhamento de Consulta Pública, disponível no endereço Internet http://www.anatel.gov.br, relativo a esta Consulta Pública, até às 24h do dia 19 de abril de 2004, fazendo-se acompanhar de textos alternativos e substitutivos, quando envolverem sugestões de inclusão ou alteração, parcial ou total, de qualquer dispositivo. Serão também consideradas as manifestações encaminhadas por carta, fax ou correspondência eletrônica recebidas até às 18h do dia 12 de abril de 2004, para: AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES – ANATEL SUPERINTENDENTE DE RADIOFREQÜÊNCIA E FISCALIZAÇÃO CONSULTA PÚBLICA N.° 510, DE 15 DE MARÇO DE 2004 Proposta de Norma para Certificação e Homologação de Cabos Coaxiais Flexíveis de 50 Ohms ou 75 Ohms. Setor de Autarquias Sul – SAUS – Quadra 6, Bloco F, Térreo – Biblioteca 70070-940 - Brasília – DF - Fax. (061) 312-2002 biblioteca@anatel.gov.br As manifestações recebidas merecerão exame pela Anatel e permanecerão à disposição do público na Biblioteca da Agência. PEDRO JAIME ZILLER DE ARAÚJO Presidente do Conselho


    ANEXO À CONSULTA PÚBLICA N.º 510, DE 15 DE MARÇO DE 2004

    NORMA PARA CERTIFICAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO DE CABOS COAXIAIS FLEXÍVEIS DE 50 OHMS OU 75 OHMS


    1.

    1. Objetivo Esta norma estabelece os requisitos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade de cabos coaxiais flexíveis com impedância de 50 ohms ou 75 ohms, para efeito de certificação e homologação junto à Agência Nacional de Telecomunicações.


    2.

    2. Referências Para fins desta norma, são adotadas as seguintes referências:


    2.I

    I - NBR 6242:1980 – Verificação dimensional para fios e cabos elétricos – Método de ensaio;


    2.II

    II - NBR 6251:2000 – Cabos de potência com isolação extrudada para tensões de 1 kV a 35 kV - Requisitos construtivos;


    2.III

    III - NBR 6810:1981 – Fios e cabos elétricos – Tração à ruptura em componentes metálicos – Método de ensaio;


    2.IV

    IV - NBR 6814:1985 – Fios e cabos elétricos – Ensaio de resistência elétrica – Método de ensaio;


    2.V

    V - NBR 9141:1998 – Cabos ópticos e fios e cabos telefônicos – Ensaio de tração e alongamento à ruptura – Método de ensaio;


    2.VI

    VI - NBR 9143:1999 – Fios e cabos telefônicos – Ensaio de contração – Método de ensaio;


    2.VII

    VII - NBR 9145:1991 – Fios e cabos telefônicos – Ensaio de resistência de isolamento – Método de ensaio;


    2.VIII

    VIII - NBR 9146:1994 – Fios e cabos telefônicos – Ensaio de tensão elétrica aplicada – Método de ensaio;


    2.IX

    IX - NBR 9148:1998 – Cabos ópticos e fios e cabos telefônicos – Ensaio de envelhecimento acelerado – Método de ensaio;


    2.X

    X - NBR 9152:1994 – Fios e cabos telefônicos – Ensaio de choque térmico – Método de ensaio;


    2.XI

    XI - NBR 14705: 2001 – Classificação de cabos internos para telecomunicações quanto ao comportamento frente à chama – Especificação;


    2.XII

    XII - IEC 60096-1:1993 – Radio-frequency cables – Part 1: General Requeriments and measuring methods;


    2.XIII

    XIII - IEC 61196-1:1995 – Radio-frequency cables – Part 1: Generic Specification – General definitions, requeriments and test methods;


    2.XIV

    XIV - ASTM D 4565: 1999 – Standard Test Methods for Physical and Environmental Performance Properties of Insulations and Jackets for Telecommunications Wire and Cable.


    3.

    3. Abrangência


    3.I

    I - Esta norma aplica-se aos cabos coaxiais flexíveis de 50 ohms ou 75 ohms para aplicação em redes internas, externas aéreas, ou subterrâneas em dutos, para transmissão de sinais de telecomunicações.


    3.II

    II - Os requisitos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade de cabos coaxiais não contemplados nesta norma, para efeito de certificação e homologação, deverão ser estabelecidos em normas específicas.


    4.

    4. Definições


    4.1

    4.1 Para fins desta norma, são adotadas as seguintes definições:


    4.1.I

    I - Capa externa: camada de material polimérico aplicada sobre o condutor externo atuando como revestimento externo no cabo coaxial singelo ou como encapamento da via no cabo multicoaxial;


    4.1.II

    II - Cobertura: camada de material polimérico aplicada sobre o núcleo multicoaxial atuando como revestimento externo;


    4.1.III

    III - Condutor externo (blindagem): conjunto formado pela combinação de fita polimérica aluminizada, quando houver, e malha(s) de fios de cobre nu ou revestido;


    4.1.IV

    IV - Dielétrico: camada de material polimérico aplicada sobre o condutor central;


    4.1.V

    V - Núcleo do cabo: conjunto formado pelo condutor central e dielétrico;


    4.1.VI

    VI - Núcleo multicoaxial: conjunto formado pela reunião de cabos coaxiais;


    4.1.VII

    VII - Blindagem global: blindagem aplicada sobre o núcleo multicoaxial;


    4.1.VIII

    VIII - Lance: comprimento contínuo sem emendas;


    4.1.IX

    IX - Família de cabos: serão considerados como componentes de uma mesma família, os cabos que apresentarem uma mesma característica dimensional em relação ao condutor central e dielétrico, cabos com condutor em cobre nu ou revestido podem fazer parte de uma mesma família.


    5.

    5. Designação


    5.1

    5.1 As designações RG e RGC, em função de já serem amplamente difundidas entre fornecedores e consumidores, podem ser opcionalmente mantidos somente para os cabos constantes nesta norma.


    5.2

    5.2 A designação dos cabos coaxiais deve ser conforme definido a seguir: nn - número de vias (somente em cabos multicoaxiais) RF - cabo para radiofreqüência (padrão) II - impedância do cabo C,CC - diâmetro do condutor central em mm, (Poderão ser adotados apenas a unidade e o décimo quando o centésimo for igual a zero). F - quando utilizado o “F” indica que o condutor é multifilar. XS ou XA - quando utilizados indicam que o condutor é revestido, (XS – estanho; XA – prata) / D,DD - diâmetro sobre o dielétrico em mm, (Poderão ser adotados apenas a unidade e o décimo quando a centésimo for igual a zero). M - quando utilizado indica a aplicação de fita polimérica aluminizada sobre o dielétrico. DT - quando utilizado indica dupla trança. Sn ou Ag - quando utilizados indicam que o condutor é revestido (Sn – estanho ; Ag – prata). BC - indica a existência de blindagem global constituída de fita metalizada em cabos multicoaxiais. T - indica a existência de blindagem global constituída de trança de fios metálicos. S ou A - quando utilizados indicam que os filamentos da trança são revestidos (S – estanho ; A – prata). XX - Obrigatório apenas para os cabos indicados para uso em ambiente interno - classificação do cabo quanto ao comportamento frente à chama conforme a NBR 14705: 2001. exemplo: 21RF75 0,50FS/2,45 MDTSn BCTS CM cabo multicoaxial constituído por 21 vias com impedância de 75 ohms, o condutor central é multifilar estanhado com diâmetro de 0,50 mm e o dielétrico tem 2,45 mm de diâmetro. Cada via é blindada por uma fita polimérica aluminizada e dupla trança de fios de cobre estanhado. O conjunto das veias é blindado globalmente por fita(s) metalizada(s) aplicada(s) e por trança de fios de cobre estanhado e revestido externamente por um composto termoplástico retardante à chama, classe CM.


    6.

    6. Requisitos Gerais


    6.1

    6.1 Os cabos coaxiais são constituídos de dois condutores separados por material dielétrico, tendo um eixo comum.


    6.2

    6.2 O condutor externo ou blindagem dos cabos coaxiais consiste de malha(s) de fios em combinação ou não com fita polimérica aluminizada laminada.


    6.3

    6.3 O condutor externo deve ser protegido por uma capa externa, que apresente o desempenho previsto nesta norma.


    6.4

    6.4 Os cabos multicoaxiais são constituídos pela reunião de mais de um cabo coaxial, aqui chamados de vias, opcionalmente envolvidos por uma ou mais camadas de material não higroscópico.


    6.5

    6.5 Cada via do cabo multicoaxial deve ser identificada por uma marcação indelével, em intervalos adequados, de tal forma que com a abertura de 50 cm da cobertura seja possível a identificação de todas as vias.


    6.6

    6.6 É permitido o uso de enchimentos com o objetivo de tornar cilíndrico o núcleo do cabo multicoaxial.


    6.7

    6.7 Quando houver blindagem global, esta poderá ser constituída de malha de fios metálicos e/ou fita polimérica metalizada.


    6.8

    6.8 O percentual de cobertura da blindagem global constituída de malha deve ser de, no mínimo, 70% quando aplicada sobre fita polimérica metalizada e de, no mínimo, 85% quando não houver fita.


    6.9

    6.9 O cabo multicoaxial deve ser protegido por uma cobertura, que apresente o desempenho previsto nesta norma.


    6.10

    6.10 Os cabos coaxiais deverão ter sua construção conforme definido na tabela 1.


    6.11

    6.11 Os cabos multicoaxiais, devem possuir sob a cobertura um cordão de rasgamento. O cordão de rasgamento deve ser dielétrico, não higroscópico e contínuo em todo comprimento do cabo, devendo permitir, sem o seu rompimento, a abertura de pelo menos um metro da cobertura.


    6.12

    6.12 O condutor central deve ser constituído por um ou mais fios de material nu ou revestido, conforme definido para cada produto.


    6.13

    6.13 A superfície do condutor não deve apresentar fissuras, escamas, estrias, rebarbas, asperezas ou inclusões.


    6.14

    6.14 O dielétrico deve ser constituído por uma camada de material polimérico, que satisfaça os requisitos desta norma.


    6.15

    6.15 A espessura média mínima da cobertura não deve ser inferior a 1,2 mm e deve ser verificada conforme o método estabelecido na NBR 6242.


    6.16

    6.16 A espessura mínima absoluta em qualquer ponto da cobertura não deve ser inferior a 0,8 mm e deve ser verificada de acordo com o método estabelecido na NBR 6242.


    6.17

    6.17 Os cabos coaxiais deverão ter suas dimensões conforme definido na tabela 2.


    6.18

    6.18 O percentual de cobertura das malhas deve ser calculado pelas equações a seguir:


    7.

    7. Requisitos Específicos e Métodos de Ensaio


    7.1

    7.1 Requisitos e Métodos de Ensaios para Resistência Elétrica do Condutor Central


    7.1.1

    7.1.1 A resistência elétrica do condutor central não deve ser superior aos valor estabelecido na tabela 3, medida em corrente contínua a 20ºC, conforme NBR 6814.


    7.2

    7.2 Requisitos e Métodos de Ensaios para Resistência de Isolamento


    7.2.1

    7.2.1 A resistência de isolamento entre os condutores central e externo do cabo coaxial não deve ser superior aos valores estabelecidos na tabela 3, devendo ser verificada através do método estabelecido na NBR 9145.


    7.3

    7.3 Requisitos e Métodos de Ensaios para Rigidez Dielétrica


    7.3.1

    7.3.1 A rigidez dielétrica entre os condutores do cabo coaxial deve ser conforme o estabelecido na tabela 3., devendo ser verificada através do método estabelecido na NBR 9146.


    7.4

    7.4 Requisitos e Métodos de Ensaios para Impedância


    7.4.1

    7.4.1 A impedância do cabo coaxial deve atender aos valores estabelecidos na tabela 3, devendo ser verificada através do método estabelecido na IEC 61196 – 1 : 1995, item 11.8.


    7.5

    7.5 Requisitos e Métodos de Ensaios para Atenuação


    7.5.1

    7.5.1 Os valores de atenuação medidos a 20 °C no cabo coaxial, não devem ser superiores aos valores estabelecidos na tabela 3 e devem ser verificadas através do método estabelecido na IEC 61196-1:1995, item 11.13.


    7.6

    7.6 Requisitos e Métodos de Ensaios para Velocidade de Propagação Relativa


    7.6.1

    7.6.1 A velocidade de propagação relativa do cabo coaxial não deve ser superior ao estabelecido na tabela 3, devendo ser verificada através do método estabelecido na IEC 61196-1:1995, item 11.9. Outro método pode ser utilizado desde que apresente precisão equivalente.


    7.7

    7.7 Requisitos e Métodos de Ensaios para as Características Físicas dos Materiais


    7.7.1

    7.7.1 O alongamento dos condutores de cobre nu ou revestido após a aplicação do dielétrico deve ser de, no mínimo, 10%, devendo ser verificado através do método estabelecido na NBR 6810.


    7.7.2

    7.7.2 O alongamento à ruptura dos condutores de aço cobreado, após a aplicação do dielétrico deve ser de, no mínimo, 1%, devendo ser verificado através do método estabelecido na NBR 6810.


    7.7.3

    7.7.3 A contração do dielétrico constituído de material polimérico sólido deve ser inferior a 9,5 mm, devendo ser verificada através do método estabelecido na NBR 9143.


    7.7.4

    7.7.4 Os materiais da cobertura e da capa externa deverão atender aos requisitos constantes na tabela 4.


    7.7.5

    7.7.5 O cabo com revestimento externo constituído por composto de polietileno e destinado a instalação em área externa não deve apresentar falha quando submetido ao ensaio de resistência à fissuração durante 48 horas, com 10 corpos de prova, conforme NBR 9142


    7.7.6

    7.7.6 O cabo destinado a instalação em área externa deve apresentar um coeficiente de absorção, quando exposto à radiação ultravioleta, acima de 4000 absorções/cm, conforme ASTM D 3349.


    7.7.7

    7.7.7 A classificação do cabo coaxial destinado a instalações internas quanto ao comportamento frente à chama deve ser verificada através do ensaio correspondente, conforme estabelecido na NBR 14705.


    7.7.8

    7.7.8 O cabo completo, deve submetido ao ensaio de dobramento, conforme ASTM D 4565, Seção 34. Após o ensaio, o cabo não deve apresentar danos visíveis a olho nu e deve atender ao requisito de impedância do item 7.4 desta norma.


    8.

    8. Amostragem do Cabo Coaxial


    8.1

    8.1 Para se definir as amostras a serem apresentadas, os cabos de uma mesma família devem ser classificados segundo o grau de complexidade conforme a tabela 5.


    8.2

    8.2 Deve ser apresentada para ensaios pelo menos uma amostra de cada família dos cabos a serem certificados, sendo que os ensaios efetuados em uma amostra de cabo de maior grau de complexidade de uma família serão válidos para os demais cabos de complexidade inferior dentro da mesma família.


    8.3

    8.3 Caso alguma família de cabos para certificação inclua cabos multicoaxiais, uma amostra com o maior número de vias e blindagem global (quando houver), deverá ser adicionalmente apresentada. Esta amostra poderá representar todos os cabos da família, somente se suas vias apresentarem o maior grau de complexidade.


    8.4

    8.4 Devem ser submetidas a todos os ensaios elétricos, pelo menos 25% das vias dos cabos multicoaxiais, com um mínimo de 2 vias. Os demais ensaios devem ser realizados em apenas uma via.


    8.5

    8.5 As amostras de cabo devem ter lance de, no mínimo, 100 m e estar com suas extremidades preparadas com conectores.


    9.

    9. Identificação da Homologação


    9.1

    9.1 A marcação do selo Anatel e a identificação do código de homologação e do código de barras deverão ser apresentadas na embalagem externa do produto, em conformidade com o disposto no artigo 39 e Anexo III do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução 242, de 30.11.2000. Também poderão ser utilizados, opcionalmente, meios de impressão gráfica nos catálogos dos produtos ou na documentação técnica pertinente.


    9.2

    9.2 Adicionalmente, deverá ser impressa de forma legível na capa externa do cabo, ao longo de seu comprimento, a identificação alfanumérica da homologação do produto, da seguinte forma: ANATEL HHHH-AA-FFFF Onde : HHHH – identifica a homologação do produto por meio de numeração seqüencial com 4 caracteres AA – identifica o ano de emissão da Homologação com 2 caracteres numéricos FFFF – identifica o fabricante do produto com 4 caracteres numéricos.