Acesse a página inicial

Menu principal
 

 Para imprimir o texto da consulta sem formatação, clique em IMPRIMIR no final da página.
Para visualizar os dados, clique em DADOS DA CONSULTA

CONSULTA PÚBLICA Nº 469
    Introdução




    CONSULTA PÚBLICA N.º 469

    Proposta de Norma para Certificação e Homologação de Antenas Direcionais de Abertura. O CONSELHO DIRETOR DA AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES - ANATEL, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pelo art. 22 da Lei n.º 9.472, de 16 de julho de 1997, e art. 35 do Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações, aprovado pelo Decreto n.º 2.338, de 7 de outubro de 1997, deliberou em sua Reunião n.º 265, realizada em 20 de agosto de 2003, submeter a comentários e sugestões do público em geral, nos termos do art. 42 da Lei n.º 9.472, de 1997, e do art. 67 do Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações, Proposta de Norma para Certificação e Homologação de Antenas Direcionais de Abertura, na forma do Anexo à presente Consulta Pública. A presente proposta de norma tem por objetivo uniformizar os procedimentos de certificação de produtos para telecomunicações da categoria II, de acordo com as disposições estabelecidas no Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução n.º 242, de 30 de novembro de 2000. O texto completo da proposta estará disponível na Biblioteca da Anatel, no endereço subscrito e na página da Anatel na Internet, a partir das 14h da data da publicação desta Consulta Pública no Diário Oficial da União. As contribuições e sugestões deverão ser fundamentadas, devidamente identificadas e encaminhadas, preferencialmente por meio de formulário eletrônico do Sistema Interativo de Acompanhamento de Consulta Pública, disponível no endereço Internet http://www.anatel.gov.br, relativo a esta Consulta Pública, até às 24h do dia 22 de setembro de 2003, fazendo-se acompanhar de textos alternativos e substitutivos, quando envolverem sugestões de inclusão ou alteração, parcial ou total, de qualquer dispositivo. Serão também consideradas as manifestações encaminhadas por carta, fax ou correspondência eletrônica recebidas até às 18h do dia 17 de setembro de 2003, para: AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES – ANATEL SUPERINTENDENTE DE RADIOFREQÜÊNCIA E FISCALIZAÇÃO CONSULTA PÚBLICA N.° 469, DE 21 DE AGOSTO 2003 Proposta de Norma para Certificação e Homologação de Antenas Direcionais de Abertura Setor de Autarquias Sul – SAUS – Quadra 6, Bloco F, Térreo – Biblioteca 70070-940 - Brasília – DF - Fax. (061) 312-2002 biblioteca@anatel.gov.br As manifestações recebidas merecerão exame pela Anatel e permanecerão à disposição do público na Biblioteca da Agência. LUIZ GUILHERME SCHYMURA DE OLIVEIRA Presidente do Conselho


    TITULO DA NORMA

    NORMA PARA CERTIFICAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO DE ANTENAS DIRECIONAIS DE ABERTURA


    1.

    1. Objetivo Esta norma estabelece os requisitos técnicos gerais e específicos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade de antenas direcionais de abertura para operação no serviço fixo terrestre em sistemas ponto-a-ponto e nas estações terminais dos sistemas ponto-multiponto, para efeito de certificação e homologação junto à Agência Nacional de Telecomunicações.


    2.

    2. Referência Para fins desta norma, são adotadas as seguintes referências: I – Norma ETSI EM 300 631; Fixed Radio Systems; Point-to-Point Antennas; Antennas for Point-to-Point Fixed Radio Systems in the 1 GHz to 3 GHz Band; II – Norma ETSI EM 300 833; Fixed Radio Systems; Point-to-Point Antennas; Antennas for Point-to-Point Fixed Radio Systems Operating in the Frequency Band 3 to 60 GHz; III – Norma EIC 721-3-4; Classification of Environmental Conditions – Part 3: Classification of groups of environmental parameters and their severities. Section 4: Stationary use at non-weather protected locations; IV – Norma IEC 60835-2-2; Methods of Measurement for equipment used in digital microwave transmission systems – Part 2: Measurements on radio-relay systems – Section 2: Antenna.


    3.

    3. Definições Para os fins a que se destina esta norma, aplicam-se as seguintes definições:


    3. I

    I – Antena: dispositivo para, em sistemas de telecomunicações, radiar ou captar ondas eletromagnéticas no espaço. Pode incluir qualquer circuito que a ela esteja mecanicamente incorporado;


    3. II

    II – Antena Isotrópica: antena hipotética cuja intensidade de radiação é uniforme para todas as direções do espaço;


    3. III

    III – Antena de Abertura: antena constituída por superfícies metálicas que delimitam uma ou mais aberturas no espaço, a partir das quais os campos eletromagnéticos são radiados;


    3. IV

    IV – Área da Abertura: área formada pela projeção do perímetro da antena sobre um plano perpendicular ao seu eixo;


    3. V

    V – Coeficiente de Onda Estacionária: razão entre as amplitudes máxima e mínima, da componente transversal do campo elétrico, no modo fundamental de propagação, ao longo da linha de transmissão ou guia de ondas de alimentação da antena;


    3. VI

    VI – Comprimento de Onda: razão entre a velocidade da luz no espaço livre e a freqüência de operação da antena;


    3. VII

    VII – Diagrama de Radiação: diagrama representando a densidade de potência radiada pela antena, em um dado plano, a uma distância constante da antena, em função de um ângulo medido a partir de uma direção de referência, para uma dada polarização do campo elétrico;


    3. VIII

    VIII – Diagrama de Radiação em Polarização Co-polar: diagrama de radiação para polarização co-polar do campo elétrico;


    3. IX

    IX – Diagrama de Radiação em Polarização Cruzada: diagrama de radiação para polarização cruzada do campo elétrico;


    3. X

    X – Eixo da Antena: direção para a qual o ganho é máximo;


    3. XI

    XI – Envoltória do Ganho: curva em relação à qual o ganho deverá ter valores menores ou iguais, para qualquer ângulo de radiação;


    3. XII

    XII – Família de Antenas: conjunto de modelos de antenas, de um mesmo fabricante, com a mesma polarização, a mesma faixa de freqüências, e com elementos constitutivos de mesma natureza;


    3. XIII

    XIII – Ganho: razão entre a intensidade de radiação em uma dada direção e a intensidade de radiação de uma antena isotrópica, para uma mesma potência incidente na entrada das duas antenas. Quando não especificado de outra forma, o ganho refere-se à direção em que é máximo;


    3. XIV

    XIV – Intensidade Radiação: potência radiada por unidade de ângulo sólido, em uma dada direção;


    3. XV

    XV – Polarização de uma Antena: polarização do campo elétrico que contém a maior parte da energia radiada, na direção de máxima radiação. A polarização deverá ser linear (em uma dada direção);


    3. XVI

    XVI – Polarização Co-polar: para a direção do eixo, é a polarização idêntica à polarização da antena; para outras direções, é a polarização do campo elétrico recebido através da medida do diagrama de radiação, mantendo-se inalterada a polarização da antena transmissora durante a medida do diagrama;


    3. XVII

    XVII – Polarização Cruzada: para antenas com polarização linear é a polarização do campo elétrico ortogonal à polarização co-polar.


    4.

    4. Classes de Antenas As antenas a que se refere a presente norma são classificadas em duas classes: classe 1 e classe 2. As duas classes se distinguem pelas diferentes especificações para envoltórias do ganho e para o coeficiente de onda estacionária. As antenas de classe 2 são recomendadas para utilização em ambientes com maior nível de interferências.


    5.

    5. Características Elétricas


    5.1

    5.1 Ganho mínimo O ganho mínimo é definido pela equação (1). (Ver equação 1 no texto completo da Norma)


    5.2

    5.2. Envoltória do ganho no plano horizontal


    5.2.1

    5.2.1 A envoltória do ganho, no plano horizontal, nas polarizações co-polar e cruzada, para antenas da classe 1, operando na faixa de freqüências abaixo de 500 MHz é a especificada na figura 1 e tabela 1. (Ver figura 1 e tabela 1 no texto completo da Norma)


    5.2.2

    5.2.2 A envoltória do ganho, no plano horizontal, nas polarizações co-polar e cruzada, para antenas da classe 2, operando na faixa de freqüências abaixo de 500 MHz é a especificada na figura 2 e tabela 2. (Ver figura 2 e tabela 2 no texto completo da Norma)


    5.2.3

    5.2.3 A envoltória do ganho, no plano horizontal, nas polarizações co-polar e cruzada, para antenas da classe 1, operando na faixa de freqüências de 500 MHz a 1 GHz é a especificada na figura 3 e tabela 3. (Ver figura 3 e tabela 3 no texto completo da Norma)


    5.2.4

    5.2.4. A envoltória do ganho, no plano horizontal, nas polarizações co-polar e cruzada, para antenas da classe 2, operando na faixa de freqüências de 500 MHz a 1 GHz é a especificada na figura 4 e tabela 4. (Ver figura 4 e tabela 4 no texto completo da Norma)


    5.2.5

    5.2.5 A envoltória do ganho, no plano horizontal, nas polarizações co-polar e cruzada, para antenas da classe 1, operando na faixa de freqüências de 1 GHz a 3 GHz é a especificada na figura 5 e tabela 5. (Ver figura 5 e tabela 5 no texto completo da Norma)


    5.2.6

    5.2.6 A envoltória do ganho, no plano horizontal, nas polarizações co-polar e cruzada, para antenas da classe 2, operando na faixa de freqüências de 1 GHz a 3 GHz é a especificada na figura 6 e tabela 6. (Ver figura 6 e tabela 6 no texto completo da Norma)


    5.2.7

    5.2.7 A envoltória do ganho, no plano horizontal, nas polarizações co-polar e cruzada, para antenas da classe 1, operando na faixa de freqüências de 3 GHz a 14 GHz é a especificada na figura 7 e tabela 7. (Ver figura 7 e tabela 7 no texto completo da Norma)


    5.2.8

    5.2.8 A envoltória do ganho, no plano horizontal, nas polarizações co-polar e cruzada, para antenas da classe 2, operando na faixa de freqüências de 3 GHz a 14 GHz é a especificada na figura 8 e tabela 8. (Ver figura 8 e tabela 8 no texto completo da Norma)


    5.2.9

    5.2.9 A envoltória do ganho, no plano horizontal, nas polarizações co-polar e cruzada, para antenas da classe 1, operando na faixa de freqüências de 14 GHz a 20 GHz é a especificada na figura 9 e tabela 9. (Ver figura 9 e tabela 9 no texto completo da Norma)


    5.2.10

    5.2.10 A envoltória do ganho, no plano horizontal, nas polarizações co-polar e cruzada, para antenas da classe 2, operando na faixa de freqüências de 14 GHz a 20 GHz é a especificada na figura 10 e tabela 10. (Ver figura 10 e tabela 10 no texto completo da Norma)


    5.2.11

    5.2.11 A envoltória do ganho, no plano horizontal, nas polarizações co-polar e cruzada, para antenas da classe 1, operando na faixa de freqüências de 20 GHz a 24 GHz é a especificada na figura 11 e tabela 11. (Ver figura 11 e tabela 11 no texto completo da Norma)


    5.2.12

    5.2.12 A envoltória do ganho, no plano horizontal, nas polarizações co-polar e cruzada, para antenas da classe 2, operando na faixa de freqüências de 20 GHz a 24 GHz é a especificada na figura 12 e tabela 12. (Ver figura 12 e tabela 12 no texto completo da Norma)


    5.2.13

    5.2.13 A envoltória do ganho, no plano horizontal, nas polarizações co-polar e cruzada, para antenas da classe 1, operando na faixa de freqüências de 24 GHz a 30 GHz é a especificada na figura 13 e tabela 13. (Ver figura 13 e tabela 13 no texto completo da Norma)


    5.2.14

    5.2.14 A envoltória do ganho, no plano horizontal, nas polarizações co-polar e cruzada, para antenas da classe 2, operando na faixa de freqüências de 24 GHz a 30 GHz é a especificada na figura 14 e tabela 14. (Ver figura 14 e tabela 14 no texto completo da Norma)


    5.2.15

    5.2.15 A envoltória do ganho, no plano horizontal, nas polarizações co-polar e cruzada, para antenas da classe 1, operando na faixa de freqüências de 30 GHz a 47 GHz é a especificada na figura 15 e tabela 15. (Ver figura 15 e tabela 15 no texto completo da Norma)


    5.2.16

    5.2.16 A envoltória do ganho, no plano horizontal, nas polarizações co-polar e cruzada, para antenas da classe 2, operando na faixa de freqüências de 30 GHz a 47 GHz é a especificada na figura 16 e tabela 16. (Ver figura 16 e tabela 16 no texto completo da Norma)


    5.2.17

    5.2.17 A envoltória do ganho, no plano horizontal, nas polarizações co-polar e cruzada, para antenas da classe 1, operando na faixa de freqüências de 47 GHz a 60 GHz é a especificada na figura 17 e tabela 17. (Ver figura 17 e tabela 17 no texto completo da Norma)


    5.2.18

    5.2.18 A envoltória do ganho, no plano horizontal, nas polarizações co-polar e cruzada, para antenas da classe 2, operando na faixa de freqüências de 47 GHz a 60 GHz é a especificada na figura 18 e tabela 18. (Ver figura 18 e tabela 18 no texto completo da Norma)


    5.3

    5.3 Coeficiente de Onda Estacionária O coeficiente de onda estacionária deverá ser menor ou igual a 1,2 para antenas da classe 1 e menor ou igual a 1,5 para antenas da classe 2.


    5.4

    5.4 Isolamento entre Portas Para antenas com mais de uma porta de entrada, o isolamento entre portas deverá ser melhor que 25 dB.


    5.5

    5.5 Polarização A antena deverá radiar em polarização linear, simples ou dupla.


    6.

    6. Características Mecânicas e Ambientais


    6.1

    6.1 Resistência ao Vento 6.1.1 Instalada na posição vertical, a antena deverá suportar ventos de sobrevivência, até 120 km/h sem sofrer avarias ou deformações permanentes que modifiquem as suas características elétricas. 6.1.2 Sob a ação de ventos operacionais de até 50 km/h, a extremidade da antena não deverá defletir mais que 10 mm por metro de comprimento da antena.


    6.2

    6.2 Proteção contra Chuva A antena não deverá permitir o acúmulo ou entrada de água em nenhum ponto.


    6.3

    6.3 Faixa de Temperatura Na faixa de temperatura ambiente de -10°C a 50°C, a antena não deverá apresentar uma variação de ganho superior a ± 0,3 dB.


    7.

    7. Certificação e Homologação de Famílias de Antenas No caso de uma família de antenas, a certificação e homologação do modelo de menor largura de feixe no plano vertical implicará a certificação e homologação dos demais modelos constitutivos da família.


    8.

    8. Identificação da Homologação As antenas deverão portar o selo Anatel de identificação legível, conforme modelo e instruções descritas no art. 39 e Anexo III do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, anexo à Resolução n° 242, de 30 de novembro de 2002, incluindo a logomarca Anatel, o número da homologação e a identificação da homologação por código de barras.


    Anexo I

    ANEXO I MÉTODOS DE ENSAIOS PARA A AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DE ANTENAS DIRECIONAIS DE ABERTURA


    I.1

    I.1 Condições Gerais de Ensaio I.1.1 Todos os resultados dos ensaios devem ser registrados utilizando o modelo de Relatório de Ensaio apresentado no anexo II. Se um parâmetro específico de ensaio não estiver incluído nesse modelo de relatório, esse deve ser usado como guia para elaboração do adendo necessário. I.1.2 O modelo de Relatório de Ensaio apresentado no anexo II, visa uniformizar a apresentação dos resultados dos ensaios realizados para avaliação da conformidade de uma dada antena. I.1.3 Quando algum método de ensaio não estiver incluído neste anexo, um método adequado deve ser acordado, antes do teste, entre o Solicitante da certificação, o Laboratório de Ensaios e o Organismo de Certificação Designado. A descrição do método de ensaio então acordado deve ser incluída no Relatório de Ensaio. I.1.4 Os métodos de ensaio para a avaliação da conformidade apresentados neste anexo são típicos e recomendados. Métodos alternativos podem ser usados e devem estar em concordância com os regulamentos e normas aplicáveis. I.1.5 O exemplar da antena a ser certificada, apresentado para avaliação de certificação, deve ser representativo dos modelos em produção. I.1.6 Todos os ensaios serão realizados em condições ambientais de referência e seus resultados serão considerados como de referência. O desempenho do exemplar da antena a ser certificada, em condições de referência, será utilizado para comparação com resultados dos ensaios realizados em condições ambientais extremas.


    I.2

    I.2 Ganho I.2.1 Objetivo Determinar o ganho da antena, para diversas freqüências. I.2.2 Equipamentos Sítio de medida de antenas, ou câmara anecóica, com posicionadores, antena transmissora, transmissor e receptor. Antena padrão, com ganho conhecido. I.2.3 Diagrama em blocos dos equipamentos para medida do ganho (Figura 19). (Ver figura 19 no texto completo da Norma) I.2.4 Procedimentos de teste Com a antena sob teste e a antena padrão, alinhadas na direção do sinal transmitido, e com polarização alinhada para o máximo de sinal recebido, serão medidos os valores de sinal recebido pela antena sob teste e pela antena padrão . O ganho será dado pela equação (2): (Ver equação 2 no texto completo da Norma) onde: GA - ganho da antena sob teste, em dBi; GAP - ganho da antena padrão, em dBi; VA - tensão recebida pela antena sob teste, em mV; VAP - tensão recebida pela antena padrão, em mV. A medida deverá ser realizada, pelo menos, nas freqüências inferior, central e superior de cada faixa de freqüências de operação.


    I.3

    I.3 Diagramas de Radiação I.3.1 Objetivo Determinar os diagramas de radiação para polarização co-polar e polarização cruzada, no plano horizontal. I.3.2 Equipamentos Sítio de medida de antenas, ou câmara anecóica, com posicionadores, antena transmissora, transmissor, receptor e registrador ou sistema de aquisição de dados. I.3.3 Diagrama em blocos dos equipamentos para medida do diagrama de radiação (Figura 20). (Ver figura 20 no texto completo da Norma) I.3.4 Procedimentos de teste Para determinação dos diagramas em polarização co-polar, a antena sob teste será alinhada na direção do sinal transmitido, e a polarização alinhada para o máximo de sinal recebido. Para diagramas em polarização cruzada, a polarização da antena transmissora será girada de 90°, em relação à direção obtida para medida do diagrama co-polar. A antena transmissora deverá radiar em polarização linear. Deverão ser traçados os diagramas de radiação para o plano horizontal, pelo menos nas freqüências inferior, central e superior de cada faixa de freqüências de operação.


    I.4

    I.4 Coeficiente de Onda Estacionária (COE) I..4.1 Objetivo Determinar o coeficiente de onda estacionária, em função da freqüência, na porta de entrada da antena. I.4.2 Equipamentos Sítio de medida de antenas ou câmara anecóica Gerador de varredura Analisador de amplitude Acopladores direcionais I.4.3 Diagrama em blocos dos equipamentos para medida do COE (Figura 21). (Ver figura 21 no texto completo da Norma) I.4.4 Procedimentos de teste O sinal do gerador de varredura, varrendo a faixa de freqüências de operação da antena, é aplicado ao terminal de entrada da antena, sendo a perda de retorno medida, em função da freqüência, no analisador de amplitude. Os valores da perda de retorno (PR) são convertidos em coeficiente de onda estacionária (COE), através das relações: (Ver relações no texto completo da Norma)


    I.5

    I.5 Isolamento entre Portas I.5.1 Objetivo Verificar o isolamento ente portas da antena, no caso de existência de mais de uma porta de entrada. I.5.2 Equipamentos Gerador de varredura, acopladores direcionais, analisador de amplitude. I.5.3 Diagrama em blocos do dispositivo de teste para medida do isolamento entre portas. Figura 22 (Ver figura 22 no texto completo da Norma) I.5.4 Procedimentos de teste Determina-se o coeficiente de transmissão entre portas, com o gerador de varredura cobrindo as faixas de freqüência de operação da antena.


    I.6

    I.6 Resistência a Ventos de Sobrevivência I.6.1 Objetivo Verificar deformações permanentes sofridas pela antena, quando submetida a ventos de 120 km/h. I.6.2 Procedimento de teste Com a antena na posição horizontal, fixada através de seu suporte, deverá ser aplicado, de forma distribuída, por uma hora, um peso com valor total igual à força equivalente do vento, Fv, dada pela equação (3). (Ver equação 3 e tabela 19 no texto completo da Norma) Após a retirada do peso, a antena não deverá apresentar evidência de dano, e sua extremidade não poderá ter sofrido deformação permanente maior que 20 mm.


    I.7

    I.7 Resistência a Ventos Operacionais I.7.1 Objetivo Verificar a operacionalidade da antena quando submetida a ventos de até 50 km/h. I.7.2 Procedimento de teste Com a antena fixada em seu suporte, submetida a uma força equivalente do vento, dada pela equação (3), para ventos de 50 km/h, a extremidade da antena não deve defletir mais que 10 mm/m de comprimento da antena.


    I.8

    I.8 Proteção contra Chuva I.8.1 Objetivo Verificar a operacionalidade da antena quando submetida a chuva. I.8.2 Procedimento de teste Deverá ser espargida água sobre a antena, com uma pressão de 90 kPa, com fluxo de 0,01 m3/min, durante 15 minutos. O dispositivo de espargimento deverá oscilar em torno da antena, com velocidade de rotação de 30°/s. Após o teste, a antena deverá ser inspecionada visualmente, não devendo ser observados pontos de acúmulo de água ou umidade em seu interior. Deverá, ainda, ser medido o coeficiente de onda estacionária, que deverá se manter dentro dos valores especificados no item 5.3.


    I.9

    I.9 Faixa de Temperatura I.9.1 Objetivo Verificar a estabilidade de ganho da antena quando submetida a uma faixa de temperatura de -10°C a 50°C. I.9.2 Procedimento de teste A antena deverá ser aquecida até a temperatura de 60°C e logo após fixada para medida de seu ganho conforme descrito no item I.2. Através de sensor de temperatura na antena o seu ganho deve ser medido quando a temperatura indicada atingir 50°C. O procedimento deve ser repetido com a antena esfriada a -15°C e a seguir medido o seu ganho quando a temperatura indicada pelo sensor for de -10°C.


    Anexo II

    ANEXO II MODELO DE RELATÓRIO DE ENSAIO


    II.1

    II.1 Informações Gerais sobre os Ensaios (Ver quadro no texto completo da Norma)


    II.2

    II.2 Resumo dos Ensaios


    II.2.1

    II.2.1 Características Elétricas (Ver quadro no texto completo da Norma)


    II.2.2

    II.2.2 Características Mecânicas e Ambientais (Ver quadro no texto completo da Norma)


    II.3

    II.3 Resultados dos Ensaios


    II.3.1

    II.3.1 Ganho (Ver quadro no texto completo da Norma)


    II.3.2

    II.3.2 Envoltórias do Ganho Deverão ser apresentados gráficos em coordenadas retangulares, no formato mostrado na figura 22, com os valores de ganho, em dBi, em função do ângulo de observação. Tais gráficos deverão ser construídos a partir dos diagramas de radiação medidos, ajustando-se a escala de ganho pelo valor de ganho medido. No mesmo gráfico, deverá constar a curva de envoltória do ganho correspondente, definida no item 5.2. Os diagramas deverão ser apresentados para ao menos três freqüências, conforme especificado no item I.3.4. A escala horizontal deverá cobrir a faixa angular de -180° a 180°. Para larguras de feixe inferiores a 20°, deverão ser fornecidos gráficos adicionais, com a escala horizontal ajustada para o traçado do lóbulo principal e dois primeiros lóbulos secundários. (Ver figura 22 e quadro no texto completo da Norma)


    II.3.3

    II.3.3 Coeficiente de Onda Estacionária Gráfico de coeficiente de onda estacionária em função da freqüência (Deverá ser aprestado um gráfico retangular, com o valor do coeficiente de onda estacionária, em função da freqüência) Pior valor de coeficiente de onda estacionária na faixa de freqüências de operação:________ (Ver quadro no texto completo da Norma)


    II.3.4

    II.3.4 Isolamento entre Portas Gráfico de isolamento entre portas, em função da freqüência (quando aplicável). (Deverá ser aprestado um gráfico retangular, com o valor do isolamento entre portas, em dB, em função da freqüência) Pior valor de isolamento entre portas, na faixa de freqüências de operação:________ (Ver quadro no texto completo da Norma)


    II.3.5

    II.3.5 Resistência a ventos de Sobrevivência, de até 120 km/h (Ver quadro no texto completo da Norma)


    II.3.6

    II.3.6 Resistência a Ventos Operacionais, de até 50 km/h (Ver quadro no texto completo da Norma)


    II.3.7

    II.3.7 Proteção contra Chuva (Ver quadro no texto completo da Norma)


    II.3.8

    II.3.8 Faixa de Temperatura (Ver quadro no texto completo da Norma)


    II.4

    II.4 Equipamentos de Teste Utilizados Na tabela abaixo os equipamentos de teste utilizados serão listados pelo laboratório de ensaio. Em cada parte separada do relatório de ensaio o equipamento de teste utilizado deve ser informado. Os equipamentos serão identificados por um número referenciado na tabela abaixo. (Ver quadro no texto completo da Norma)


    II.5

    II.5 Informações Suplementares ao Relatório de Ensaio (Ver quadro no texto completo da Norma)