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CONSULTA PÚBLICA Nº 470
    Introdução




    CONSULTA PÚBLICA N.º 470, DE 21 DE AGOSTO DE 2003

    CONSULTA PÚBLICA N.º 470, DE 21 DE AGOSTO DE 2003 Proposta de Norma para Certificação e Homologação de Transmissores e Transceptores Monocanais Analógicos FM para Operação nas Faixas de Freqüências Abaixo de 1 GHz. O CONSELHO DIRETOR DA AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES - ANATEL, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pelo art. 22 da Lei n.º 9.472, de 16 de julho de 1997, e art. 35 do Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações, aprovado pelo Decreto n.º 2.338, de 7 de outubro de 1997, deliberou em sua Reunião n.º 265, realizada em 20 de agosto de 2003, submeter a comentários e sugestões do público em geral, nos termos do art. 42 da Lei n.º 9.472, de 1997, e do art. 67 do Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações, Proposta de Norma para Certificação e Homologação de Transmissores e Transceptores Monocanais Analógicos FM para Operação nas Faixas de Freqüências Abaixo de 1 GHz, na forma do Anexo à presente Consulta Pública. A presente proposta de norma tem por objetivo uniformizar os procedimentos de certificação de produtos para telecomunicações da categoria II, de acordo com as disposições estabelecidas no Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução n.º 242, de 30 de novembro de 2000. O texto completo da proposta estará disponível na Biblioteca da Anatel, no endereço subscrito e na página da Anatel na Internet, a partir das 14h da data da publicação desta Consulta Pública no Diário Oficial da União. As contribuições e sugestões deverão ser fundamentadas, devidamente identificadas e encaminhadas, preferencialmente por meio de formulário eletrônico do Sistema Interativo de Acompanhamento de Consulta Pública, disponível no endereço Internet http://www.anatel.gov.br, relativo a esta Consulta Pública, até às 24h do dia 22 de setembro de 2003, fazendo-se acompanhar de textos alternativos e substitutivos, quando envolverem sugestões de inclusão ou alteração, parcial ou total, de qualquer dispositivo. Serão também consideradas as manifestações encaminhadas por carta, fax ou correspondência eletrônica recebidas até às 18h do dia 17 de setembro de 2003, para: AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES – ANATEL SUPERINTENDENTE DE RADIOFREQÜÊNCIA E FISCALIZAÇÃO CONSULTA PÚBLICA N.° 470, DE 21 DE AGOSTO DE 2003 Proposta de Norma para Certificação e Homologação de Transmissores e Transceptores Monocanais Analógicos FM para Operação nas Faixas de Freqüências Abaixo de 1 GHz. Setor de Autarquias Sul – SAUS – Quadra 6, Bloco F, Térreo – Biblioteca 70070-940 - Brasília – DF - Fax. (061) 312-2002 biblioteca@anatel.gov.br As manifestações recebidas merecerão exame pela Anatel e permanecerão à disposição do público na Biblioteca da Agência. LUIZ GUILHERME SCHYMURA DE OLIVEIRA Presidente do Conselho


    ANEXO À CONSULTA PÚBLICA No 470, DE 21 DE AGOSTO DE 2003

    NORMA PARA CERTIFICAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO DE TRANSMISSORES E TRANSCEPTORES MONOCANAIS ANALÓGICOS FM PARA OPERAÇÃO NAS FAIXAS DE FREQUÊNCIAS ABAIXO DE 1 GHZ


    1.

    1. OBJETIVO Esta norma estabelece os requisitos técnicos gerais e específicos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade de transmissores e transceptores monocanais analógicos FM operando em faixas de freqüências abaixo de 1 GHz, para efeito de certificação e homologação junto à Agência Nacional de Telecomunicações.


    2.

    2. REFERÊNCIAS Para fins desta norma, são adotadas as seguintes referências:


    2.I

    I - Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos de Telecomunicações, aprovada Resolução Anatel N.o 242, de 30 de novembro de 2000.


    2.II

    II - Anatel - Plano de Atribuição, Destinação e Distribuição de Faixas de Freqüências no Brasil.


    3.

    3. DEFINIÇÕES Para fins desta norma aplicam-se as seguintes definições:


    3.I

    I - Ambiente: entende-se como meio que cerca ou envolve os produtos para telecomunicações em operação.


    3.II

    II - Ambiente Totalmente Aberto: entende-se como aquele no qual os produtos para telecomunicações ficam totalmente expostos à radiação solar direta, vento e chuva.


    3.III

    III - Ambiente Aberto Protegido: entende-se como aquele no qual os produtos para telecomunicações não ficam expostos à radiação solar direta e chuva, ficando, contudo, expostos ao vento e à radiação solar indireta.


    3.IV

    IV - Ambiente Protegido com Ventilação: entende-se como aquele no qual os produtos para telecomunicações não ficam expostos à radiação solar direta, radiação solar indireta e chuva, possuindo proteção (parede, telhado, janela e outros) que permite uma troca de ar com o ambiente externo de forma natural ou mecânica.


    3.V

    V - Ambiente Climatizado: entende-se como aquele no qual os produtos para telecomunicações não ficam expostos à radiação solar direta, radiação solar indireta, vento e chuva, possuindo proteção (parede, telhado, porta, janela e outros) e controle de temperatura, contudo, sem controle da umidade relativa.


    3.VI

    VI - Ambiente Climatizado com Umidade Controlada: entende-se como aquele no qual os produtos para telecomunicações não ficam expostos à radiação solar direta, radiação solar indireta, vento e chuva, possuindo proteção (parede, telhado, porta, janela e outros), com controle de temperatura e da umidade relativa.


    3.VII

    VII - Ambiente Fechado: entende-se como aquele no qual os produtos para telecomunicações não ficam expostos à radiação solar direta, radiação solar indireta, vento e chuva, sem controle da temperatura, sem controle da umidade relativa e sem troca constante da umidade relativa e sem troca constante de ar com o ambiente externo. O container que proporciona este ambiente no seu interior permite aberturas para testes e manutenção em campo.


    3.VIII

    VIII - Compatibilidade Eletromagnética: capacidade de um dispositivo, equipamento ou sistema, de funcionar de acordo com suas características operacionais, no seu ambiente eletromagnético, sem impor perturbação intolerável naquilo que compartilha o mesmo ambiente.


    3.IX

    IX - Desvio Nominal de Freqüência: desvio de freqüência da portadora causado pelo sinal padrão de teste.


    3.X

    X - Distorção Harmônica: caracterizada pela geração no transmissor de componentes de freqüências múltiplas (harmônicos) do sinal padrão de teste modulante.


    3.XI

    XI - Emissão Espúria: emissão em freqüências afastadas do canal de informação transmitido de mais de 2,5 vezes a sua largura de faixa. As emissões espúrias incluem emissões harmônicas, emissões parasitas e produtos de intermodulação, mas excluem emissões na vizinhança imediata da faixa necessária, que são resultantes do processo de modulação para transmissão da informação.


    3.XII

    XII - Equipamento a ser certificado (ESC): equipamento de telecomunicação a ser submetido aos ensaios prescritos nesta Norma, visando sua certificação.


    3.XIII

    XIII - Espaçamento de canal: diferença entre as freqüências centrais de dois canais RF adjacentes de um determinado plano de canalização.


    3.XIV

    XIV - Estabilidade de freqüência: desvio máximo da freqüência portadora em torno do seu valor nominal no transmissor e receptor.


    3.XV

    XV - Freqüência Portadora: freqüência da portadora do sinal.


    3.XVI

    XVI - Freqüência Imagem: freqüência indesejável que entra em conversores de freqüências heteródinas e que pode causar batimento com o oscilador local para produzir a freqüência intermediária e aparecer na saída do receptor. Tal freqüência intermediária está afastada de duas vezes em relação à freqüência nominal de recepção.


    3.XVII

    XVII - Freqüência Intermediária: freqüência fixa resultante do batimento do sinal recebido com freqüência gerada pelo oscilador local, em um equipamento heteródino.


    3.XVIII

    XVIII - Máscara do espectro de transmissão: contorno de máxima densidade espectral de potência relativa à central do canal permitida na transmissão.


    3.XIX

    XIX - Medidor: instrumento de medida, pertencente ou não ao equipamento, que permite a medição de parâmetro do equipamento.


    3.XX

    XX - Ponto de medida: ponto situado no trajeto do sinal, que implica a interrupção deste quando são realizadas medições.


    3.XXI

    XXI - Portadora CW: portadora sem modulação


    3.XXII

    XXII - Psofômetro: dispositivo que considera as características do ouvido humano na perturbação de ruídos.


    3.XXIII

    XXIII - RF Radiofreqüência (ou ondas de rádio ou ondas hertzianas): ondas eletromagnéticas de freqüências, arbitrariamente, abaixo de 3000 GHz, propagando-se no espaço sem guia artificial.


    3.XXIV

    XXIV - Ruído fixo ou zumbido de FM: Ruído de fundo ou fixo presente no transmissor e receptor mesmo sem sinal modulante da portadora.


    3.XXV

    XXV - Seletividade: Capacidade de rejeição do receptor a sinais com freqüências fora de sua faixa de operação.


    3.XXVI

    XXVI - SINAD padrão de 12 dB: relação entre a potência total de sinal padrão + ruído + harmônicas de distorção e a potência de sinal (padrão) + harmônicas de distorção igual a 12 dB.


    3.XXVII

    XXVII - Sinal padrão de teste: sinal modulante da portadora caracterizado por um tom de 1000 Hz e nível que resulte em um desvio de freqüência de 60% do máximo permitido.


    4.

    4. CARACTERÍSTICAS GERAIS


    4.1

    4.1. Os equipamentos devem operar conforme regulamentação de canalização e condições de uso específica para a faixa de freqüência utilizada, em particular no que se refere às freqüências nominais das portadoras dos canais de radiofreqüências (RF) e seus espaçamentos, aos arranjos dos canais de RF, às capacidades de transmissão, desvios máximos de freqüência, às larguras máximas das faixas ocupadas pelo canal e às potências de transmissão.


    5.

    5. CARACTERÍSTICAS DO TRANSMISSOR


    5.1

    5.1. Potência de Transmissão


    5.1.1.

    5.1.1. A potência de transmissão máxima na entrada do circuito alimentador da antena (ponto B’ou C’ da Figura 1) deve estar de acordo com a regulamentação de canalização e condições de uso para cada faixa de freqüência especificada. Não havendo valor especificado, a potência máxima deve ser de + 40 dBm.


    5.1.2.

    5.1.2. Os pontos B’ e C’ coincidem quando duplexadores são utilizados no lugar de circuitos de derivação.


    5.1.3.

    5.1.3. A variação da potência de transmissão sem modulação não deve exceder de ± 1 dB do valor nominal fornecido.


    5.2

    5.2. O espectro de um canal RF transmitido, medido na entrada do circuito alimentador da antena (ponto B’ou C’ na Figura 1), deve atender à máscara de emissão da Figura 2.


    5.3

    5.3. O nível de espúrios e harmônicos de transmissão medido na entrada do alimentador da antena (ponto B’ ou C’ da Figura 1) e nas freqüências afastadas da freqüência nominal da portadora do canal de RF de mais de 250 % do espaçamento entre portadoras não deve exceder os limites da máscara na Figura 2 para f’/(DELTA F) = 2,5.


    5.4

    5.4. A estabilidade de freqüência deve garantir uma variação máxima de ± 10 ppm (partes por milhão).


    5.5

    5.5. A resposta de áudio deve apresentar a variação máxima de +1 dB a –3 dB relativa à curva de pre-ênfase de 6 dB/oitava.


    6.

    6. CARACTERÍSTICAS DO RECEPTOR


    6.1

    6.1. Sensibilidade do Receptor


    6.1.1

    6.1.1. A sensibilidade do receptor, expressa pelo nível de potência ou tensão elétrica na saída do circuito derivador (ponto C da Figura 1) para SINAD padrão de 12 dB, não deve exceder a -116 dBm ou 0,35 mV sobre impedância de 50 ohms, respectivamente.


    6.1.2

    6.1.2. Os pontos B e C coincidem quando duplexadores são utilizados no lugar de circuitos de derivação.


    6.2

    6.2. A rejeição a espúrios e componentes de freqüência imagem deve resultar em uma atenuação igual ou superior a 60 dB em relação ao nível de sensibilidade do receptor (SINAD Padrão), referidos ao ponto C da Figura 1.


    6.3

    6.3. A seletividade de canal adjacente deve ser igual ou superior a 70 dB para nível de SINAD Padrão de 12 dB.


    6.4

    6.4. A rejeição a espúrios de intermodulação deve resultar em uma atenuação igual ou superior a 50 dB relativa ao nível de sensibilidade do receptor (SINAD Padrão).


    6.5

    6.5. A resposta de áudio deve ser de 300Hz a 3000Hz com variação máxima de +2 dB a –8 dB relativa à curva de de-ênfase de 6dB/oitava.


    7.

    7.CARACTERÍSTICAS DO TRANSCEPTOR


    7.1

    7.1. A distorção harmônica deve ser inferior a 6 %.


    7.2

    7.2. A potência de Ruído Fixo ou Zumbido de FM gerado pelo transceptor deve ser inferior a do sinal padrão de no mínimo 45 dB.


    8.

    8. CONDIÇÕES AMBIENTAIS


    8.1

    8.1. Os equipamentos devem operar nas condições ambientais especificadas na Tabela 1, aplicando-se a classe selecionada pelo fabricante para a sua certificação de acordo com as características listadas.


    9.

    9. COMPATIBILIDADE ELETROMAGNÉTICA


    9.1

    9.1. O equipamento a ser certificado deve atender aos requisitos e procedimentos de ensaios, estabelecidos na regulamentação específica emitida ou adotada pela Anatel referente à compatibilidade eletromagnética.


    10.

    10. IDENTIFICAÇÃO DA HOMOLOGAÇÃO


    10.1

    10.1. O equipamento deve portar o selo Anatel de identificação legível, conforme modelo e instruções descritas no art. 39 e Anexo III do Regulamento, anexo à Resolução n° 242, incluindo a logomarca Anatel, o número da homologação e a identificação por código de barras.


    ANEXO I

    MÉTODOS DE ENSAIO PARA A AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DE TRANSMISSORES E TRANSCEPTORES MONOCANAIS ANALÓGICOS FM PARA OPERAÇÃO NAS FAIXAS DE FREQUÊNCIAS ABAIXO DE 1 GHZ


    I.1

    I.1 DIAGRAMAS DE BLOCOS Os diagramas de blocos apresentados na figura I.1 são simplificados e indicam pontos de referência citados nesta norma. Em geral, os pontos C e C’ (assim como os correspondentes aos terminais de antenas e ) coincidem. Os pontos B’ e C’, B e C coincidem quando duplexadores são utilizados como circuitos de derivação.


    I.2

    I.2 CONDIÇÕES GERAIS DE ENSAIO


    I.2.1

    I.2.1 Os métodos de ensaio de que trata este anexo referem-se apenas aos parâmetros específicos de transmissores e transceptores analógicos requeridos diretamente por esta norma. Métodos de ensaio para a avaliação da conformidade de outros sistemas tais como interfaces de entrada e saída, de banda base, de Rede de Gerência de Telecomunicações e sistemas de alimentação, estão fora do escopo deste documento.


    I.2.2

    I.2.2 O modelo de Relatório de Ensaio apresentado no Anexo II, visa uniformizar os métodos de ensaio para avaliação da conformidade de um dado produto.


    I.2.3

    I.2.3 Todos os resultados dos ensaios devem ser registrados utilizando o formato de Relatório de Ensaio harmonizado apresentado no Anexo II. Se um parâmetro específico de ensaio não estiver incluído no relatório harmonizado, este deve ser usado com modelo para elaboração do adendo necessário.


    I.2.4

    I.2.4 Quando algum método de ensaio não estiver incluído neste anexo, um método adequado deve ser acordado entre as partes envolvidas, previamente a realização dos ensaios. A descrição e a justificativa para utilização do método então acordado devem constar do Relatório de Ensaios.


    I.2.5

    I.2.5 Os métodos de ensaios para a avaliação da conformidade apresentados neste anexo são típicos e recomendados. Métodos alternativos podem ser usados e devem estar em concordância com os regulamentos e normas aplicáveis.


    I.2.6

    I.2.6 O Equipamento a Ser Certificado (ESC) apresentado para avaliação de certificação deve ser representativo dos modelos em produção e um conjunto adequado deve ser fornecido para os ensaios de conformidade.


    I.2.7

    I.2.7 Todos os ensaios serão realizados em condições ambientais de referência e seus resultados serão considerados como de referência. O desempenho do ESC em condições de referência será utilizado para comparação com resultados dos ensaios realizados em condições ambientais extremas.


    I.2.8

    I.2.8 Por razões de praticidade e conveniência, alguns ensaios serão realizados somente em condições ambientais de referência, conforme indicado no Anexo II.


    I.2.9

    I.2.9 A condição ambiental de referência é uma das possíveis combinações de temperatura, umidade relativa e pressão do ar, incluídas dentro dos seguintes limites: a) Temperatura: de +10oC a +35oC b) Umidade relativa: de 10% a 80% c) Pressão: de 8,6x104 Pa a 1,06x105 Pa


    I.3

    I.3 CONFIGURAÇÕES DE ENSAIO


    I.3.1

    I.3.1 Um esquema típico de configuração de ensaio para o ESC é apresentado na figura I.1.


    I.3.2

    I.3.2 Ensaios de características de transmissão


    I.3.2.1

    I.3.2.1 Potência de transmissão máxima e tolerância de potência de transmissão:


    I.3.2.1 Objetivo:

    Objetivo: O objetivo deste ensaio é verificar se a medida da potência máxima de saída nos pontos de referência C’ (ou B’ quando o equipamento não incluir circuito de derivação) atende ao valor declarado pelo solicitante e se não apresenta variação relativa ao valor nominal acima da tolerância especificada nesta norma.


    I.3.2.1 Instrumentos de teste:

    Instrumentos de teste: Medidor de potência e sensor de potência.


    I.3.2.1 Configuração de ensaio:


    I.3.2.1 Procedimento:

    Procedimento: Com o nível de potência do transmissor ajustado no valor nominal e com as condições de ensaio estabelecidas, o valor da potência de saída é medido no ponto de referência B’ (ou C’). As perdas entre o ponto de teste e o medidor de potência devem consideradas. Para cada valor medido calcular a diferença percentual do valor nominal.


    I.3.2.2

    I.3.2.2 Máscara espectral de RF


    I.3.2.2 Objetivo:

    Objetivo: O objetivo deste ensaio é verificar se o espectro de transmissão está de acordo com os requisitos desta norma.


    I.3.2.2 Instrumentos de teste:

    Instrumentos de teste: Analisador de espectro e plotadora.


    I.3.2.2 Configuração de ensaio:


    I.3.2.2 Procedimento:

    Procedimento: A porta de saída do transmissor deve ser conectada a um analisador de espectro com tela de persistência variável ou facilidade de armazenamento digital. Os parâmetros do analisador de espectro devem ser ajustados de acordo com o requisito relevante. Com o transmissor modulado, a densidade de potência de transmissão deve ser medida com o analisador de espectro e plotada. Sempre que possível, a medida de máscara espectral deve ser realizada nos canais inferior, central e superior da unidade testada. Os registros devem ser realizados com as tensões de alimentação e as temperaturas ambientes nas condições normais e extremas.


    I.3.2.3

    I.3.2.3 Emissões espúrias e harmônicos do transmissor


    I.3.2.3 Objetivo:

    Objetivo: O objetivo deste ensaio é verificar se quaisquer emissões espúrias geradas pelo transmissor estão dentro dos limites definidos nesta norma.


    I.3.2.3 Instrumentos de teste:

    I.3.2.3 Instrumentos de teste: Analisador de espectro, misturadores do analisador de espectro (quando necessário) e plotadora.


    I.3.2.3 Configuração de ensaio:


    I.3.2.3 Procedimento:

    Procedimento: Ajustar a fonte para o valor nominal de operação. A porta de saída do transmissor deve ser conectada ao analisador de espectro através de um atenuador, filtro ou ambos para limitar a potência. Nos casos em que a freqüência máxima exceda a faixa de operação do analisador, transições em guia e um misturador podem ser utilizados. O transmissor deve operar na potência máxima indicada pelo fabricante. O nível e a freqüência de todos os sinais relevantes na faixa de freqüências especificada no requisito relevante devem ser medidos e plotados.


    I.3.2.4

    I.3.2.4 Estabilidade de freqüência


    I.3.2.4 Objetivo:

    Objetivo: O objetivo deste ensaio é verificar se a estabilidade de freqüência de transmissão está dentro dos limites especificados no requisito relevante. Quando o transmissor não puder ser colocado na condição de onda contínua (CW), deve ser utilizado um contador de freqüências capaz de medir a freqüência central de um sinal modulado. Quando este tipo de contador não estiver disponível, a freqüência do oscilador local (OL) deve ser medida e a freqüência de saída calculada.


    I.3.2.4 Instrumentos de teste:

    Instrumentos de teste: Contador de freqüência.


    I.3.2.4 Configuração de ensaio:


    I.3.2.4 Procedimento:

    Procedimento: Com o transmissor operando em CW, as medidas de freqüências são realizadas nos canais previamente selecionados pelo laboratório de testes. A medida de freqüência deve estar dentro da tolerância definida pelo requisito relevante. Os registros devem ser realizados com as tensões de alimentação e as temperaturas ambientes nas condições normais e extremas.


    I.3.2.5

    I.3.2.5 Resposta de áudio do transmissor


    I.3.2.5 Objetivo:

    Objetivo: Verificar se resposta em freqüência de áudio do transmissor na faixa de 300Hz a 3000Hz não apresenta diferença da resposta de pre-ênfase de 6 dB/oitava superior à máxima especificada.


    I.3.2.5 Instrumentos de teste:

    Instrumentos de teste: Gerador de sinal, sensor e medidor de potência de RF, receptor padrão (resposta quase-ideal) e analisador de resposta de áudio.


    I.3.2.5 Configuração de ensaio:


    I.3.2.5 Procedimento:

    Procedimento: Ajustar a fonte para valor nominal de operação. Variar a freqüência do gerador de áudio na faixa de 300 a 3000 Hz mantendo o desvio de freqüência constante de 30% do máximo permitido. Através de um analisador de resposta de áudio na saída do receptor padrão obter a diferença em decibel da amplitude relativa à de pre-ênfase de 6dB/oitava.


    I.3.3

    I.3.3 Ensaios de características de recepção


    I.3.3.1

    I.3.3.1 Sensibilidade


    I.3.3.1 Objetivo:

    Objetivo: O objetivo deste ensaio é verificar se o requisito de sensibilidade mínima do receptor é atendido. A medida é realizada no nível para SINAD de 12 dB no ponto B (ou ponto C).


    I.3.3.1 Instrumentos de teste:

    Instrumentos de teste: Gerador de sinal, gerador de RF com modulador de freqüência, sensor e medidor de potência de RF e medidor de SINAD.


    I.3.3.1 Configuração de ensaio:


    I.3.3.1 Procedimento:

    Procedimento: Ajustar fonte de alimentação para valor nominal de operação. Ajustar o gerador de sinal para o padrão de teste. Conectar a carga casada na entrada do receptor (ponto C) e medir o nível de potência do ruído, considerado como referência. Ajustar o gerador de RF na freqüência do receptor. Através do atenuador ajustar a potência de entrada do receptor (ponto B ou C da Figura1) para SINAD de 12 dB. Considerar este nível como o de sensibilidade para SINAD padrão.


    I.3.3.2

    I.3.3.2 Rejeição de Espúrios e Componentes de Freqüências Imagens


    I.3.3.2 Objetivo:

    Objetivo: O objetivo deste ensaio é identificar freqüências específicas nas quais o receptor possa ter uma resposta espúria, como por exemplo, freqüência imagem, resposta harmônica do filtro do receptor, etc. A faixa de freqüência do teste deve estar de acordo com o requisito desta norma.


    I.3.3.2 Instrumentos de teste:

    Instrumentos de teste: Gerador de RF, sensor e medidor de potência de RF e medidor de potência de ruído.


    I.3.3.2 Configuração de ensaio:


    I.3.3.2 Procedimento:

    Procedimento: Ajustar fonte de alimentação para valor nominal de operação. Sintonizar o gerador de RF na freqüência do receptor e com nível para sensibilidade de SINAD 12 dB na entrada do receptor (ponto B ou C da Figura1). Ajustar o gerador de RF para as freqüências imagens como sendo iguais a do receptor ± 2 FI (freqüência intermediária). Para cada freqüência imagem aumentar a potência de saída do gerador até restabelecer a SINAD de 12 dB. A diferença (dB) entre os níveis na entrada do receptor para cada freqüência imagem e o da sensibilidade é a atenuação (ou rejeição) de cada componente imagem. Para medir a rejeição a espúrios o processo deve ser repetido ajustando o gerador de RF para freqüências afastadas da nominal do receptor em mais de 250 % do espaçamento de canal até 1 GHz.


    I.3.3.3

    I.3.3.3 Medida de Seletividade


    I.3.3.3 Objetivo:

    Objetivo: O objetivo deste ensaio é medir a seletividade do receptor através da rejeição ou atenuação que ele oferece a canais de RF adjacentes àquele para o qual está sintonizado.


    I.3.3.3 Instrumentos de teste:

    Instrumentos de teste: Geradores de RF com modulador de freqüência, geradores de sinal, medidor de SINAD, sensor e medidor de potência de RF.


    I.3.3.3 Configuração de ensaio:


    I.3.3.3 Procedimento:

    Procedimento: Ajustar fonte de alimentação para valor nominal de operação. Ajustar o gerador de Sinal 1 para sinal padrão de teste. Sem o gerador RF2, sintonizar o gerador de RF1 na freqüência de recepção e ajustar a sua potência de saída para obter-se o da sensibilidade de SINAD de 12 dB na entrada do receptor (ponto B ou C da Figura 1). Aumentar o nível deste gerador de 3dB. Ajustar o gerador de sinal 2 para 400 Hz e com nível que cause desvio de freqüência de 60 % do máximo permitido. Ativar o gerador de RF2 e sintonizá-lo na freqüência do canal adjacente superior e com potência que restabeleça a SINAD de 12 dB. Medir o nível na entrada do receptor e calcular a diferença entre este nível e o da sensibilidade. Repetir o procedimento para o canal adjacente inferior. A menor das diferenças (dB) calculadas para cada canal adjacente é o valor da seletividade do receptor.


    I.3.3.4

    I.3.3.4 Rejeição de espúrios de intermodulação


    I.3.3.4 Objetivo:

    Objetivo: Verificar se os níveis de espúrios de intermodulação são rejeitados pelo receptor com a atenuação mínima especificada.


    I.3.3.4 Instrumentos de teste:

    Instrumentos de teste: Três geradores de RF, dois geradores de sinais, sensor e medidor de potência de RF, analisador de espectro e medidor de SINAD.


    I.3.3.4 Configuração de ensaio:


    I.3.3.4 Procedimento de teste:

    Procedimento de teste: Mantenha os geradores de RF2 e RF3 inoperantes. Ajuste o gerador de sinal 1 para o padrão de teste. Sintonize o gerador de RF1 para a freqüência do receptor e ajuste a sua potência de saída para que o nível de entrada no receptor (ponto B ou C da Figura 1) seja igual ao da sensibilidade de SINAD padrão. Aumente o nível deste gerador de 3 dB. Sintonize o gerador de RF2 para a freqüência do canal adjacente superior. Sintonize o gerador de RF3 para a freqüência afastada da recepção de dois canais adjacentes superiores. Ajuste a potência de saída dos geradores de RF2 e RF3, mantendo-as iguais, até restabelecer a SINAD de 12 dB. Calcular a diferença entre este nível e o da sensibilidade do receptor. Repetir o procedimento para canais adjacentes inferiores. A menor diferença (decibel) calculada é o valor da rejeição a espúrios de intermodulação.


    I.3.3.5

    I.3.3.5 Resposta de áudio do receptor


    I.3.3.5 Objetivo:

    Objetivo: Verificar se resposta em freqüência de áudio do receptor na faixa de 300Hz a 3000Hz não apresenta diferença da resposta de de-ênfase de 6 dB/oitava superior à máxima especificada.


    I.3.3.5 Instrumentos de teste:

    Instrumentos de teste: Gerador de sinal, sensor e medidor de potência de RF, transmissor padrão (resposta quase-ideal) e analisador de resposta de áudio.


    I.3.3.5 Configuração de ensaio:


    I.3.3.5 Procedimento:

    Procedimento: Ajustar a fonte para valor nominal de operação.Variar a freqüência do gerador de áudio na faixa de 300 a 3000 Hz mantendo o desvio de freqüência constante de 30% do máximo permitido. Através de um analisador de resposta de áudio na saída do receptor padrão obter a diferença em decibel da amplitude relativa à de-ênfase de 6dB/oitava.


    I.3.4

    I.3.4 Ensaios de características de transceptor


    I.3.4.1

    I.3.4.1 Distorção harmônica


    I.3.4.1 Objetivo:

    Objetivo: O objetivo deste ensaio é medir a distorção no sinal de teste padrão devida a harmônicas geradas no par transmissor + receptor, associadas às suas características não-lineares.


    I.3.4.1 Instrumentos de teste:

    Instrumentos de teste: Gerador de sinal, atenuador, sensor e medidor de potência de RF e analisador de distorção harmônica.


    I.3.4.1 Configuração de ensaio:


    I.3.4.1 Procedimento:

    Procedimento: Ajustar a fonte de alimentação para o valor nominal de operação. Com o transmissor conectado em série com o receptor gerar o sinal padrão de teste para o transmissor e através do atenuador ajustar o nível na entrada do receptor (ponto B ou C da Figura 1) para - 47 dBm ou 1 mV sobre impedância de 50 ohms. O valor indicado pelo analisador de distorção harmônica deve estar dentro do limite especificado.


    I.3.4.2

    I.3.4.2 Ruído Fixo ou Zumbido de FM do transceptor


    I.3.4.2 Objetivo:

    Objetivo: Verificar se o nível de ruído fixo ou zumbido de FM gerado pelo par transmissor + receptor não excede o valor máximo especificado.


    I.3.4.2 Instrumentos de teste:

    Instrumentos de teste: Gerador de áudio, atenuador, sensor e medidor de potência RF, medidor de ruído com psofômetro.


    I.3.4.2 Configuração de ensaio:


    I.3.4.2 Procedimento :

    Procedimento: Ajustar a fonte de alimentação para o valor nominal de operação. Ajustar o gerador de sinal para sinal padrão de teste e inseri-lo no transmissor. Através do atenuador ajustar o nível de potência na entrada do receptor (ponto B ou C da Figura 1) para - 47 dBm ou 1 mV sobre impedância de 50 ohms. Medir o nível de ruído psofométrico e considerá-lo como referência. Substituir o gerador de sinal por uma carga casada e medir o nível de ruído. A diferença entre este nível e o de referência é a potência de ruído fixo.


    ANEXO II

    RELATÓRIO DE ENSAIO


    II.1.

    II.1. Resultados dos ensaios


    II.1.1.


    II.1.2.

    II.1.2. Informações gerais sobre os ensaios.


    II.1.3.

    II.1.3. Resultados dos ensaios


    II.1.3.1.

    II.1.3.1. Ensaios de características do transmissor


    II.1.3.1.1.


    II.1.3.1.2.


    II.1.3.1.3.


    II.1.3.1.4.


    II.1.3.1.5.


    II.1.3.2.

    II.1.3.2. Características do receptor


    II.1.3.2.1.


    II 1.3.2.2.


    II.1.3.2.3.


    II 1.3.2.4.


    II 1.3.2.5.


    II.1.3.3.

    II.1.3.3. Características do transceptor


    II.1.3.3.1.


    II.1.3.3.2.


    II.2.

    II.2. Fotografias do ESC Fotografias do equipamento serão fornecidas como parte do relatório de ensaio. As fotografias mínimas devem ser de: a) conjunto de unidades ou partes; b) unidade frontal (mostrando controles, etiquetagem, etc.); c) traseira da unidade (mostrando conector da antena, etiquetagem, etc.). Se uma etiqueta ou marca identificadora é afixada em uma superfície diferente de a) ou b) acima, uma fotografia da mesma deve ser fornecida. O equipamento será aberto e suas montagens internas fotografadas, somente após os ensaios concluídos. As fotografias serão coloridas e de medidas não inferiores a 170 mm x 120 mm. Cada fotografia deve ser claramente identificada e montada em uma página separada.


    II.3.


    II.4.

    Informações suplementares ao relatório de ensaio