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CONSULTA PÚBLICA Nº 464
    Introdução




    CONSULTA PÚBLICA N.º 464, DE 18 DE JULHO DE 2003

    AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES CONSULTA PÚBLICA N.º 464, DE 18 DE JULHO DE 2003 Proposta de Norma para Certificação e Homologação de Antenas para Estações Terrenas. O CONSELHO DIRETOR DA AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES - ANATEL, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pelo art. 22 da Lei n.º 9.472, de 16 de julho de 1997, e art. 35 do Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações, aprovado pelo Decreto n.º 2.338, de 7 de outubro de 1997, deliberou em sua Reunião n.º 262, realizada em 16 de julho de 2003, submeter a comentários e sugestões do público em geral, nos termos do art. 42 da Lei n.º 9.472, de 1997, e do art. 67 do Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações, Proposta de Norma para Certificação e Homologação de Antenas para Estações Terrenas, na forma do Anexo à presente Consulta Pública. A presente proposta de norma tem por objetivo uniformizar os procedimentos de certificação de produtos para telecomunicações da categoria II, de acordo com as disposições estabelecidas no Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução n.º 242, de 30 de novembro de 2000. O texto completo da proposta estará disponível na Biblioteca da Anatel, no endereço subscrito e na página da Anatel na Internet, a partir das 14h da data da publicação desta Consulta Pública no Diário Oficial da União. As contribuições e sugestões deverão ser fundamentadas, devidamente identificadas e encaminhadas, preferencialmente por meio de formulário eletrônico do Sistema Interativo de Acompanhamento de Consulta Pública, disponível no endereço Internet http://www.anatel.gov.br, relativo a esta Consulta Pública, até às 24h do dia 18 de agosto de 2003, fazendo-se acompanhar de textos alternativos e substitutivos, quando envolverem sugestões de inclusão ou alteração, parcial ou total, de qualquer dispositivo. Serão também consideradas as manifestações encaminhadas por carta, fax ou correspondência eletrônica recebidas até às 18h do dia 13 de agosto de 2003. AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES – ANATEL SUPERINTENDENTE DE RADIOFREQÜÊNCIA E FISCALIZAÇÃO CONSULTA PÚBLICA N.° 464, DE 18 DE JULHO 2003 Proposta de Norma para Certificação e Homologação de Antenas para Estações Terrenas Setor de Autarquias Sul – SAUS – Quadra 6, Bloco F, Térreo – Biblioteca 70070-940 - Brasília – DF - Fax. (061) 312-2002 biblioteca@anatel.gov.br As manifestações recebidas merecerão exame pela Anatel e permanecerão à disposição do público na Biblioteca da Agência. LUIZ GUILHERME SCHYMURA DE OLIVEIRA Presidente do Conselho


    ANEXO À CONSULTA PÚBLICA No 464, DE 18 DE JULHO DE 2003

    NORMA PARA CERTIFICAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO DE ANTENAS PARA ESTAÇÕES TERRENAS


    1.

    1. Objetivo Esta norma estabelece os requisitos técnicos gerais e específicos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade de antenas para estações terrenas do serviço fixo por satélite, para efeito de certificação e homologação junto à Agência Nacional de Telecomunicações.


    2.

    2. Referências Para fins desta norma, são adotadas as seguintes referências:


    2.I

    I - Recomendação ITU-R S.580-5, Radiation Diagrams for Use as Design Objectives for Antennas of Earth Stations Operating with Geostationary Satellites.


    2.II

    II - Norma ETSI EN 300 019-2-4; Environmental Conditions and Environmental Tests for Telecommunications Equipment; Part 2-4: Specification of Environmental Tests; Stationary Use at Non-Weather Protected Locations.


    2.III

    III - Norma IEC 721-3-4; Classification of Environmental Conditions – Part 3: Classification of Groups of Environmental Parameters and their Severities. Section 4: Stationary Use at Non-Weather Protected Locations.


    2.IV

    IV - Norma IEC 60835-2-2; Methods of Measurement for Equipment Used in Digital Microwave Transmission Systems - Part 2: Measurements on Radio-relay Systems – Section 2: Antenna.


    2.V

    V - Plano de Atribuição, Destinação e Distribuição de Faixas de Freqüências no Brasil – Emitido pela ANATEL.


    3

    3. Definições Para os fins a que se destina esta norma, aplicam-se as seguintes definições:


    3.I

    I - Antena: dispositivo para, em sistemas de telecomunicações, radiar ou captar ondas eletromagnéticas no espaço. Pode incluir qualquer circuito que a ela esteja mecanicamente incorporado;


    3.II

    II - Antena Isotrópica: antena hipotética cuja intensidade de radiação é uniforme para todas as direções do espaço;


    3.III

    III - Antena Simétrica: antena refletora em que o refletor principal é constituído por uma superfície de revolução, tendo como eixo a direção para a qual o ganho é máximo;


    3.IV

    IV - Antena “off-set”: antena refletora não simétrica;


    3.V

    V - Área da Abertura: área formada pela projeção do perímetro da antena sobre um plano perpendicular ao seu eixo;


    3.VI

    VI - Comprimento de Onda (lambda): razão entre a velocidade da luz no espaço livre e a freqüência de operação da antena;


    3.VII

    VII - Diagrama de Radiação: diagrama representando a densidade de potência radiada pela antena, em um dado plano, a uma distância constante da antena, em função de um ângulo medido a partir do eixo da antena, para uma dada polarização do campo elétrico;


    3.VIII

    VIII - Diagrama de Radiação em Polarização Co-polar: diagrama de radiação para a polarização co-polar do campo elétrico;


    3.IX

    IX - Diagrama de Radiação em Polarização Cruzada: diagrama de radiação para a polarização cruzada do campo elétrico;


    3.X

    X - Eixo da Antena: direção para a qual o ganho da antena é máximo;


    3.XI

    XI - Envoltória do Ganho: curva em relação à qual o ganho deverá ter valores menores ou iguais para qualquer ângulo de radiação;


    3.XII

    XII - Erro de Apontamento: valor médio quadrático do ângulo, medido em graus, formado pela direção de apontamento desejada e a direção de máxima radiação;


    3.XIII

    XIII - Ganho: razão entre a intensidade de radiação em uma dada direção e a intensidade de radiação de uma antena isotrópica, para uma mesma potência incidente na entrada das duas antenas. Quando não especificado de outra forma, o ganho refere-se à direção em que é máximo;


    3.XIV

    XIV - Intensidade Radiação: potência radiada por unidade de ângulo sólido, em uma dada direção;


    3.XV

    XV - Largura de Feixe: faixa angular dentro da qual o diagrama de radiação em polarização co-polar apresenta valores maiores ou iguais que -3 dB em relação ao seu valor máximo;


    3.XVI

    XVI - Largura de Feixe de 1 dB: faixa angular dentro da qual o diagrama de radiação em polarização co-polar apresenta valores maiores ou iguais que -1 dB em relação ao seu valor máximo;


    3.XVII

    XVII - Lóbulo Principal: lóbulo de radiação que contém a direção de máximo ganho da antena;


    3.XVIII

    XVIII - Lóbulo Secundário: lóbulos de radiação existentes, excetuando-se o lóbulo principal;


    3.XIX

    XIX - Plano E: plano que contém o vetor campo elétrico, para pontos de observação na direção de máxima radiação, e a direção de máxima radiação. Definição válida apenas para antenas com polarização linear;


    3.XX

    XX - Plano H: plano perpendicular ao plano E. Definição válida apenas para antenas com polarização linear;


    3.XXI

    XXI - Plano 45°: plano que forma um ângulo de 45° com os planos E e H. Definição válida apenas para antenas com polarização linear;


    3.XXII

    XXII - Polarização de uma Antena: polarização do campo elétrico que contém a maior parte da energia radiada, na direção de máxima radiação. A polarização deverá ser linear (em uma dada direção), ou circular (à direita ou à esquerda);


    3.XXIII

    XXIII - Polarização Co-polar: para a direção do eixo, é a polarização idêntica à polarização da antena; para outras direções, é a polarização do campo elétrico recebido através da medida do diagrama de radiação, mantendo-se inalterada a polarização da antena transmissora durante a medida do diagrama;


    3.XXIV

    XXIV - Polarização Cruzada: para antenas com polarização linear, é a polarização do campo elétrico ortogonal à polarização co-polar; para antenas com polarização circular, é a polarização com sentido de rotação oposto ao definido para a polarização co-polar;


    3.XXV

    XXV - Regiões de Transbordamento: regiões angulares do diagrama de radiação nas quais ocorrem os transbordamentos da iluminação nos refletores da antena. Definição válida apenas para antenas refletoras;


    3.XXVI

    XXVI - Regiões de Cáustica: regiões angulares do diagrama de radiação onde se concentram os raios produzidos por espalhamento nas bordas dos refletores da antena. Definição válida apenas para antenas refletoras.


    4

    4. Características Elétricas


    4.1

    4.1 Ganho Mínimo O ganho mínimo é definido pela equação (1).


    4.2

    4.2 Envoltória do Ganho em Polarização Co-polar


    4.2.1

    4.2.1 A envoltória do ganho, em polarização co-polar, para direções compreendidas entre [teta]min e 20°, é dada pela equação (2), com os critérios de tolerância do item 4.4.


    4.2.1.1

    4.2.1.1 Na região angular entre 100° [lambda]/D e 160° [lambda]/D, região do primeiro lóbulo lateral, para antenas simétricas, o ganho deverá estar, pelo menos, 15 dB abaixo do ganho da antena, para antenas com D/[lambda] menor que 54, ou pelo menos 12 dB abaixo do ganho da antena, para antenas com D/[lambda] maior ou igual a 54.


    4.2.2

    4.2.2 Os valores da envoltória do ganho, para [teta] entre 20° e 180°, para antenas simétricas e “off-set”, são os definidos nas tabelas 1 e 2, respectivamente, com os critérios de tolerância do item 4.4.


    4.3

    4.3 Envoltória do Ganho em Polarização Cruzada.


    4.3.1

    4.3.1 Para antenas com D/[lambda] menor que 80, operando em polarização linear, em freqüências menores ou iguais a 8,4 GHz, o valor da envoltória é igual a 30 dB abaixo do ganho da antena, dentro do cone definido pelo erro de apontamento, e igual a 22 dB abaixo do ganho da antena, na região angular compreendida entre o cone definido pelo erro de apontamento e a largura de feixe de 1 dB.


    4.3.2

    4.3.2 Para antenas com D/[lambda] maior ou igual que 80, operando em polarização linear, em freqüências menores ou iguais a 8,4 GHz, o valor da envoltória é igual a 35 dB abaixo do ganho da antena, na largura de feixe de 1 dB.


    4.3.3

    4.3.3 Para antenas com D/[lambda] menor que 120, operando em polarização linear, em freqüências maiores que 8,4 GHz, o valor da envoltória é igual a 30 dB abaixo do ganho da antena, dentro do cone definido pelo erro de apontamento, e igual a 22 dB abaixo do ganho da antena, na região angular compreendida entre o cone definido pelo erro de apontamento e a largura de feixe de 1 dB.


    4.3.4

    4.3.4 Para antenas com D/[lambda] maior ou igual a 120, operando em polarização linear, em freqüências maiores que 8,4 GHz, o valor da envoltória é igual a 35 dB abaixo do ganho da antena, na largura de feixe de 1 dB.


    4.3.5

    4.3.5 Para antenas operando em polarização circular, o valor da envoltória, dentro do cone definido pelo erro de apontamento, é igual a 17,7 dB abaixo do ganho da antena, para antenas com D/[lambda] menor que 54 e igual a 23 dB abaixo do ganho da antena, para antenas com D/[lambda] maior ou igual a 54 e menor que 135.


    4.3.6

    4.3.6 Para antenas operando em polarização circular, com D/[lambda] maior ou igual a 135, o valor da envoltória é igual a 30,7 dB abaixo do ganho da antena, na largura de feixe de 1 dB.


    4.3.7

    4.3.7 Os valores da envoltória do ganho, para [teta] entre [teta]min e 180°, são os definidos na tabela 3, com os critérios de tolerância do item 4.4.


    4.4

    4.4 Critérios de Tolerância para a Envoltória do Ganho


    4.4.1

    4.4.1 Para ângulos entre [teta]min e 4,5°, não haverá qualquer tolerância em relação às envoltórias definidas nos itens 4.2 e 4.3. Para ângulos maiores que 4,5°, aplica-se o disposto nos itens 4.4.2 ou 4.4.3, de acordo com D/[lambda].


    4.4.2

    4.4.2 Para antenas com D/[lambda] maior ou igual a 100, é permitido que alguns lóbulos laterais excedam a envoltória especificada, desde que esse excesso não ocorra em mais de 10% de cada janela angular definida na tabela 4. Para antenas operando em freqüências menores que de 8,4 GHz, o percentual excedente nas janelas 1, 2 e 3 poderá alcançar valores de até 15%, desde que nenhum lóbulo lateral exceda a envoltória em mais que 3 dB. A determinação do percentual excedente por janela angular deve considerar a média dos percentuais angulares excedentes nessa mesma janela, obtidos por diagramas nos planos E, H e 45°. Essa média deve ser atendida para cada par de freqüências e polarização


    4.4.3

    4.4.3 Para antenas com D/[lambda] menor que 100, é permitido que alguns lóbulos laterais, na região angular entre 4,5° e 20°, excedam a envoltória especificada em até 3 dB, desde que a soma de todos os intervalos angulares nos quais a envoltória é excedida não ultrapasse 10% dessa região. Para lóbulos laterais ocorrendo em ângulos maiores que 20°, deve-se aplicar o mesmo critério de tolerância definido no item 4.4.2.


    4.4.4

    4.4.4 Nas regiões de transbordamento e de cáustica, aplicam-se os critérios de tolerância abaixo, em adição aos definidos nos itens 4.4.2 e 4.4.3: a) na faixa de valores de [teta] entre 20° e 70°, nas regiões de transbordamento, o ganho poderá exceder a envoltória em no máximo 6 dB, em janelas angulares inferiores a 15°; b) para valores de [teta] maiores que 70°, nas regiões de transbordamento, o ganho poderá ser ter valores de até 3 dBi, desde que em intervalos angulares inferiores a 40°; c) em regiões de cáusticas, o ganho poderá assumir valores superiores aos especificados para a envoltória.


    4.5

    4.5 Perda de Retorno A perda de retorno, medida nas portas de entrada de recepção e de transmissão da antena, deverá ser menor ou igual a -17,5 dB.


    4.6

    4.6 Isolamento entre Portas Para antenas operando nas faixas de transmissão e recepção, o isolamento da porta de transmissão para a porta de recepção deverá ser maior ou igual a 35 dB.


    4.7

    4.7 Polarização A antena deverá radiar em polarização linear ou em polarização circular.


    5

    5. Características Mecânicas


    5.1

    5.1 Rugosidade O valor máximo do desvio médio quadrático da superfície da antena em relação à superfície teórica, especificada em projeto, é dado pela equação (3):


    5.2

    5.2 Resistência ao Vento Quando submetida a ventos operacionais de até 70 km/h, ou após a incidência de ventos de sobrevivência, de até 130 km/h, o valor do desvio médio quadrático da superfície da antena, em relação à superfície teórica, especificada em projeto, deverá se manter dentro do limite máximo definido pela equação (3).


    6

    6. Identificação da Homologação As antenas deverão portar o selo Anatel de identificação legível, conforme modelo e instruções descritas no art. 39 e Anexo III do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, anexo à Resolução n° 242, de 30.11.2002, incluindo a logomarca Anatel, o numero da homologação e a identificação da homologação por código de barras.


    ANEXO I

    MÉTODOS DE ENSAIO PARA A AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DE ANTENAS PARA ESTAÇÕES TERRENAS


    I.1

    I.1 Condições Gerais de Ensaio


    I.1.1

    I.1.1 Todos os resultados dos ensaios devem ser registrados utilizando o modelo de Relatório de Ensaio apresentado no anexo II. Se um parâmetro específico de ensaio não estiver incluído nesse modelo de relatório, esse deve ser usado como guia para elaboração do adendo necessário.


    I.1.2

    I.1.2 O modelo de Relatório de Ensaio apresentado no anexo II, visa uniformizar a apresentação dos resultados dos ensaios realizados para avaliação da conformidade de uma dada antena.


    I.1.3

    I.1.3 Os diagramas de radiação deverão ser fornecidos em arquivo eletrônico no formato descrito no anexo III e enviados à Anatel quando da homologação da antena para serem utilizados, pela Anatel, na coordenação das estações terrenas em operação.


    I.1.4

    I.1.4 Quando algum método de ensaio não estiver incluído neste anexo, um método adequado deve ser acordado, antes do teste, entre o Solicitante da certificação, o Laboratório de Ensaios e o Organismo de Certificação Designado. A descrição do método de ensaio então acordado deve ser incluída no Relatório de Ensaio.


    I.1.5

    I.1.5 Os métodos de ensaio para a avaliação da conformidade apresentados neste anexo são típicos/recomendados. Métodos alternativos podem ser usados e devem estar em concordância com os regulamentos e normas aplicáveis.


    I.1.6

    I.1.6 O exemplar da antena a ser certificado, apresentado para avaliação de certificação, deve ser representativo dos modelos em produção.


    I.1.7

    I.1.7 Todos os ensaios serão realizados em condições ambientais de referência e seus resultados serão considerados como de referência. O desempenho do exemplar da antena a ser certificada, em condições de referência, será utilizado para comparação com resultados dos ensaios realizados em condições ambientais extremas.


    I.2

    I.2 Ganho


    I.2.1

    I.2.1 Objetivo Determinar o ganho da antena, para diversas freqüências.


    I.2.2

    I.2.2 Métodos de medida Dois métodos de medida poderão ser utilizados na medida do ganho: i) método comparativo, em que o sinal recebido pela antena sob teste é comparado com o sinal recebido por uma antena padrão com ganho conhecido; ii) método de medida absoluta, em que o ganho é calculado a partir da medida do sinal recebido de um satélite. Esse segundo método deverá ser utilizado apenas para antenas de grandes dimensões, para as quais o método comparativo se torne inviável, dada as limitações dos equipamentos e dos sítios de medida.


    I.2.3

    I.2.3 Equipamentos para o método comparativo de medida Sítio de medida de antenas ou câmara anecoica, com posicionadores, antena transmissora, transmissor e receptor e antena padrão com ganho conhecido.


    I.2.4

    I.2.4 Diagrama em blocos dos equipamentos para o método comparativo de medida (Figura 1)


    I.2.5

    I.2.5 Procedimentos de teste do método comparativo de medida, para antenas com polarização linear Com a antena sob teste e a antena padrão, alinhadas na direção do sinal transmitido, e com polarização alinhada para o máximo de sinal recebido, serão medidos os valores de sinal recebido pela antena sob teste e pela antena padrão. O ganho será dado pela equação (4): A medida deverá ser realizada, pelo menos, nas freqüências inferior, central e superior de cada faixa de freqüências de operação.


    I.2.6

    I.2.6 Procedimentos de teste do método comparativo de medida, para antenas com polarização circular. Duas variantes do método poderão ser empregadas na determinação do ganho: i) utilização de uma antena padrão com polarização circular. O procedimento de teste é idêntico ao especificado em I.2.5; ii) utilização de uma antena padrão com polarização linear. Nesse caso, serão medidos ganhos parciais, para duas polarizações ortogonais da antena padrão, seguindo-se o procedimento especificado em I.2.5. Esses ganhos parciais deverão ser convertidos de dBi para valores numéricos lineares e somados. Convertendo-se o valor da soma para dB, obtém-se o ganho da antena em dBi.


    I.2.7

    I.2.7 Equipamentos de teste para o método de medida absoluta Pedestal para suporte da antena, com ajustes de azimute e elevação, receptor.


    I.2.8

    I.2.8 Procedimentos de teste do método de medida absoluta. Com a antena sob teste alinhada na direção do sinal transmitido por um satélite, e com polarização alinhada para o máximo de sinal recebido, o valor de sinal recebido pela antena é medido, determinando-se o ganho a partir do cálculo teórico do enlace.


    I.3

    I.3 Diagramas de Radiação


    I.3.1

    I.3.1 Objetivo Determinar os diagramas de radiação para polarização co-polar e polarização cruzada, em três planos: dois planos ortogonais e o terceiro formando um ângulo de 45° com os dois primeiros (planos E, H e 45°, para antenas com polarização linear).


    I.3.2

    I.3.2 Equipamentos Sítio de medida de antenas, ou câmara anecoica, com posicionadores, antena transmissora, transmissor, receptor e registrador ou sistema de aquisição de dados. Em caso de antenas de grandes dimensões, que inviabilizem a utilização de sítios de medidas, a medida poderá ser feita com um pedestal, com ajustes de elevação e azimute, em substituição ao posicionador, e o sinal transmitido por um satélite, em substituição à antena transmissora e transmissor.


    I.3.3

    I.3.3 Diagrama em blocos dos equipamentos para medida de diagrama de radiação (Figura 2) Caso a medida seja feita pela recepção de sinal de satélite, o conjunto transmissor e antena transmissora, é substituído por satélite e o posicionador por pedestal.


    I.3.4

    I.3.4 Procedimentos de teste, para antenas com polarização linear Para determinação dos diagramas de radiação em polarização co-polar, a antena sob teste será alinhada na direção do sinal transmitido, e a polarização alinhada para o máximo de sinal recebido. Para diagramas em polarização cruzada, a polarização da antena transmissora será girada de 90°, em relação à direção obtida para medida do diagrama co-polar. A antena transmissora deverá radiar em polarização linear. Deverão ser traçados os diagramas de radiação para os planos E, H e 45°, pelo menos nas freqüências inferior, central e superior de cada faixa de freqüências de operação.


    I.3.5

    I.3.5 Procedimentos de teste, para antenas com polarização circular Três diferentes métodos de medida poderão ser empregados: i) utilização de uma antena transmissora com polarização circular, com sentido de rotação idêntico ao da antena sob teste, para medida do diagrama co-polar, e com sentido de rotação oposto, para medida do diagrama em polarização cruzada; ii) utilização de uma antena transmissora rotatória, com polarização linear, com velocidade de rotação muito maior que a velocidade de rotação do posicionador da antena sob teste. O diagrama de radiação resultante apresentará duas envoltórias, correspondentes a uma sequência de máximos e mínimos, com freqüência igual a da rotação da antena transmissora. A diferença entre os valores das envoltórias, para um dado ângulo de radiação, fornece a relação axial para aquele ângulo de radiação. Os envelopes dos diagramas e os valores de relação axial deverão ser convertidos em diagramas em polarização co-polar e em polarização cruzada; iii) medida de diagramas de amplitude e fase para sinais transmitidos por duas polarizações ortogonais de uma antena com polarização linear. Os valores do módulo e fase dos sinais deverão ser convertidos para valores de amplitude em polarização co-polar e cruzada; Deverão ser traçados os diagramas de radiação três planos: dois planos ortogonais e um terceiro formando um ângulo de 45° com os dois primeiros. A medida deverá ser realizada, pelo menos nas freqüências inferior, central e superior de cada faixa de freqüências de operação.


    I.3.6

    I.3.6 Arquivo eletrônico Os diagramas de radiação deverão ser fornecidos em arquivo eletrônico no formato descrito no anexo III.


    I.4

    I.4 Perda de Retorno


    I.4.1

    I.4.1 Objetivo Determinar a perda de retorno, em função da freqüência, na porta de entrada da antena.


    I.4.2

    I.4.2 Equipamentos Sítio de medida de antenas ou câmara anecoica Gerador de varredura Analisador de amplitude Acopladores direcionais


    I.4.3

    I.4.3 Diagrama em blocos dos equipamentos para medida de perda de retorno (Figura 3).


    I.4.4

    I.4.4 Procedimentos de teste O sinal do gerador de varredura, varrendo a faixa de freqüências de operação da antena, é aplicado ao terminal de entrada da antena, sendo a perda de retorno medida, em função da freqüência, no analisador de amplitude.


    I.5

    I.5 Isolamento entre Portas


    I.5.1

    I.5.1 Objetivo Verificar o isolamento entre a porta de transmissão e a porta de recepção da antena, no caso de operação como transmissora e receptora.


    I.5.2

    I.5.2 Equipamentos Gerador de varredura, acopladores direcionais, analisador de amplitude.


    I.5.3

    I.5.3 Diagrama em blocos do dispositivo de teste para medida de isolamento entre portas (Figura 4)


    I.5.4

    I.5.4 Procedimentos de teste Determina-se o coeficiente de transmissão entre portas, com o gerador de varredura cobrindo a faixa de freqüências de transmissão.


    I.6

    I.6 Rugosidade da Superfície


    I.6.1

    I.6.1 Verificar o valor do desvio médio quadrático da superfície da antena em relação em relação à superfície teórica, especificada em projeto.


    I.6.2

    I.6.2 Procedimento de teste Deverão ser medidas as coordenadas de pontos na superfície da antena, ao longo de 8 radiais, formando entre si ângulos de aproximadamente 45o. Essa medida deve ser executada para pontos ao longo de cada radial, separados por 2 comprimentos de onda da maior freqüência de operação da antena. O valor do erro médio quadrático deverá ser calculado a partir dos valores medidos.


    I.7

    I.7 Resistência ao Vento


    I.7.1

    I.7.1 Objetivo Verificar deformações da antena durante a aplicação de carga equivalente a vento operacional, de 70 km/h e após a aplicação de carga equivalente a vento de sobrevivência, de 130 km/h.


    I.7.2

    I.7.2 Procedimento de teste Nas condições com carga equivalente a vento operacional e após a aplicação por 1 hora de carga equivalente a vento de sobrevivência, deverá ser medido o desvio médio quadrático da superfície da antena, em relação à superfície teórica, especificada em projeto. Deverão ser consideradas cargas equivalentes a ventos incidindo na direção do eixo da antena e na direção transversal ao eixo. A antena deverá ser montada na posição horizontal (eixo na posição vertical) e fixada através de seu suporte. Para a carga equivalente a ventos axiais, deverão ser aplicados pesos, de forma distribuída. Para a carga equivalente a ventos transversais, a borda da antena deverá ser envolta por um cabo de aço, e através de uma roldana deverá ser aplicado um peso. O valor dos pesos a serem aplicados deverão ser iguais á da força equivalente do vento, dada pela equação (5):


    ANEXO II

    MODELO DE RELATÓRIO DE ENSAIO


    II.1


    II.2

    II.2 Resumo dos Ensaios


    II.2.1


    II.3

    II.3 Resultados dos ensaios


    II.3.1


    II.3.2


    II.3.3


    II.3.4


    II.3.5


    II.3.6


    II.4


    II.5


    ANEXO III

    FORMATO PADRÃO DE ARQUIVOS PARA ARMAZENAMENTO ELETRÔNICO DE DIAGRAMAS DE RADIAÇÃO DE ANTENAS DE ESTAÇÕES TERRENAS


    III.1

    III.1 Objetivo Este anexo descreve o padrão adotado pela Anatel para transferência e armazenamento de diagramas de radiação de antenas de estações terrenas do serviço fixo por satélite.


    III.2

    III.2 Arquivo


    III.2.1

    III.2.1 Estrutura Geral O arquivo para armazenamento eletrônico de diagramas de radiação de antenas de estações terrenas deve estar estruturado na forma de blocos e conter os valores de ganho, em dBi, em polarização co-polar e em polarização cruzada, conforme estrutura abaixo:


    III.2.1.1

    III.2.1.1 Cabeçalho O cabeçalho deverá conter 4 (quatro) linhas seguindo o formato abaixo descrito: i) a linha 1, denominada Linha de Titulo, deverá conter o número máximo de 52 caracteres; ii) a linha 2, denominada Linha de Comentário 1, deverá conter o nome do fabricante, modelo e código de certificação/homologação da Antena. A Linha de Comentário 1 deverá conter o número máximo de 80 caracteres; iii) a linha 3, denominada Linha de Comentário 2, deverá conter o nome do laboratório gerador do diagrama e o nome do arquivo; iv) a linha 4, denominada identificação do arquivo, será composta de 4 campos (id, pol, orient e freq) cada qual descrevendo um aspecto de irradiação da antena, onde: - id, identificação do arquivo, no caso deve ser sempre igual a 200; - pol, polarização da antena, deve assumir 1 (linear) ou 2 (circular/elíptica); - orient: - caso pol = 1, “orient” deve indicar o semi-plano [FI] que contém a componente principal do campo elétrico, (0° para polarização horizontal e 90º para polarização vertical); - caso pol = 2, “orient” deve ser 1 para polarização circular/elíptica esquerda, ou 2 (para polarização circular/elíptica direita); - para casos indeterminados utilizar pol = 0 e orient = 0. - freq, freqüência em GHz.


    III.2.1.2

    III.2.1.2 Número de blocos do arquivo (nb) O número de blocos do arquivo (nb) deve ser informado na linha 5 do arquivo. Adotar nb = 8. Os arquivos digitalizados deverão conter os semi-planos [FI]K = 0°, 45o, 90°, 135o, 180°, 225o, 270° e 315o.


    III.2.1.3

    III.2.1.3 Blocos Após a linha 5 deve ser inserido a seqüência de blocos de dados com as principais funções e parâmetros associados. Cada bloco deve conter as informações abaixo:


    III.2.1.3 i)

    i) a linha 1 de cada bloco, denominada Linha de Controle do Bloco ([FI]K), deve conter o ângulo de corte em graus no plano [FI], a que se refere o bloco, (fazer [FI] = 90 coincidir com o corte de elevação superior, quando esta condição não estiver satisfeita, indicar a posição do plano de elevação superior em comentários). Varia de 0 a 360°;


    III.2.1.3 ii)

    ii) a linha 2 de cada bloco será composta de 2 campos (n e m), onde: - n = número de linhas do bloco, i.e., número de [FI]i discretizados. O número de linhas por bloco deve ser igual a 361. Para [FI]i entre 0º a 20º devem ser discretizados todos os pontos de 0,1º a 0,1º, totalizando uma quantidade de 201 linhas. Para [FI]i entre 21º a 180º devem ser discretizados todos os pontos de 1º a 1º, totalizando uma quantidade de 160 linhas. Os blocos devem conter necessariamente o mesmo número de linhas; - m = número de colunas do bloco.


    III.2.1.3 iii)

    iii) após a linha 2 cada bloco deverá conter as seguintes informações: - [FI]i, direção angular (em graus) relativa ao eixo principal da antena no qual deve indicar a direção de apontamento do satélite e do ganho máximo. Varia de 0º a 180º, para cada semi-plano do corte [FI]K , sendo que [FI]1 = 0º; - ACoi, ganho, em dBi, em polarização co-polar, na direção angular qi em cada bloco ou semi-plano [FI]K correspondente; - FCoi, deverá ser preenchido com 0 (zero); - AX1, ganho, em dBi, em polarização cruzada, na direção angular qi em cada bloco ou semi-plano [FI]K correspondente.


    III.2.2

    III.2.2 Formato de Apresentação do Arquivo O arquivo de diagrama deve ser apresentado no formato xls (EXCEL ®), devendo ser montado no padrão acima descrito pela conversão automática a partir dos padrões de saída dos equipamentos de medidas de diagramas de radiação utilizados, respeitadas as devidas indicações de semi-planos de corte ([FI]), polarizações e freqüências.


    III.2.2.1

    III.2.2.1 Planilha XLS com exemplo de diagrama ( Tabela 1) A Tabela 1 ilustra um exemplo de diagrama de radiação digitalizado na forma de uma planilha xls.


    III.2.3

    III.2.3 Sistemas de Coordenadas para Diagramas de Radiação As figuras abaixo ilustram os semi-planos [FI]K:


    III.2.3 figura 1


    III.2.3 figura 2


    III.2.3 figura 3


    III.2.3 figura 4


    III.2.3 figura 5


    III.2.3 figura 6