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CONSULTA PÚBLICA Nº 435
    Introdução




    TEXTO DA CONSULTA PÚBLICA

    AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES CONSULTA PÚBLICA N.º 435, DE 31 DE MARÇO DE 2003 Proposta de Norma para Certificação e Homologação de Antenas Setoriais e Omnidirecionais para Operação em Sistemas Ponto-Multiponto dos Serviços Fixo e Móvel Terrestres. O CONSELHO DIRETOR DA AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES - ANATEL, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pelo art. 22 da Lei n.º 9.472, de 16 de julho de 1997, e art. 35 do Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações, aprovado pelo Decreto n.º 2.338, de 7 de outubro de 1997, deliberou em sua Reunião n.º 248, realizada em 26 de março de 2003, submeter a comentários e sugestões do público em geral, nos termos do art. 42 da Lei n.º 9.472, de 1997, e do art. 67 do Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações, Proposta de Norma para Certificação e Homologação de Antenas Setoriais e Omnidirecionais para Operação em Sistemas Ponto-Multiponto dos Serviços Fixo e Móvel Terrestres, na forma do Anexo à presente Consulta Pública. A presente proposta de norma tem por objetivo uniformizar os procedimentos de certificação de produtos para telecomunicações da categoria II, de acordo com as disposições estabelecidas no Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução n.º 242, de 30 de novembro de 2000. O texto completo da proposta estará disponível na Biblioteca da Anatel, no endereço subscrito e na página da Anatel na Internet, a partir das 14h da data da publicação desta Consulta Pública no Diário Oficial da União. As contribuições e sugestões deverão ser fundamentadas, devidamente identificadas e encaminhadas, preferencialmente por meio de formulário eletrônico do Sistema Interativo de Acompanhamento de Consulta Pública, disponível no endereço Internet http://www.anatel.gov.br, relativo a esta Consulta Pública, até às 24h do dia 30 de abril de 2003, fazendo-se acompanhar de textos alternativos e substitutivos, quando envolverem sugestões de inclusão ou alteração, parcial ou total, de qualquer dispositivo. Serão também consideradas as manifestações encaminhadas por carta, fax ou correspondência eletrônica recebidas até às 18h do dia 23 de abril de 2003. AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES – ANATEL SUPERINTENDENTE DE RADIOFREQÜÊNCIA E FISCALIZAÇÃO CONSULTA PÚBLICA N.° 435, DE 31 DE MARÇO DE 2003 Proposta de Norma para Certificação e Homologação de Antenas Setoriais e Omnidirecionais para Operação em Sistemas Ponto-Multiponto dos Serviços Fixo e Móvel Terrestres. Setor de Autarquias Sul – SAUS – Quadra 6, Bloco F, Térreo – Biblioteca 70070-940 - Brasília – DF - Fax. (061) 312-2002 biblioteca@anatel.gov.br As manifestações recebidas merecerão exame pela Anatel e permanecerão à disposição do público na Biblioteca da Agência. LUIZ GUILHERME SCHYMURA DE OLIVEIRA Presidente do Conselho


    ANEXO À CONSULTA PÚBLICA Nº 435, DE 31 DE MARÇO DE 2003

    NORMA PARA CERTIFICAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO DE ANTENAS SETORIAIS E OMNIDIRECIONAIS PARA OPERAÇÃO EM SISTEMAS PONTO-MULTIPONTO DOS SERVIÇOS FIXO E MÓVEL TERRESTRES


    1.

    1. Objetivo Esta norma estabelece os requisitos técnicos gerais e específicos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade de antenas setoriais e omnidirecionais para operação em sistemas ponto-multiponto dos serviços fixo e móvel terrestres, para efeito de certificação e homologação junto à Agência Nacional de Telecomunicações.


    2.

    2. Referência Para fins desta norma, são adotadas as seguintes referências:


    2. I

    I - Norma ETSI TR 101 938; Fixed Radio Systems; Multipoint Antennas; Central and Repeater station electronically steerable antennas for Multipoint (MP) fixed radio systems in the 3 GHz to 11 GHz band.


    2. II

    II - Norma ETSI TR 102-031-1; Fixed Radio Systems; Point-to-point and point-to-multipoint equipment; Use of circular polarization in multipoint systems; Part 1: Systems aspects.


    2. III

    III - Norma ETSI TR 102-031-2; Fixed Radio Systems; Point-to-point and point-to-multipoint equipment; Use of circular polarization in multipoint systems; Part 2: Antenna parameters.


    2. IV

    IV - Norma ETSI TR 102-031-3; Fixed Radio Systems; Point-to-point and point-to-multipoint equipment; Use of circular polarization in multipoint systems; Part 3: Antennas for multipoint fixed radio systems in the 1 GHz to 11 GHz band.


    2. V

    V - Norma ETSI EN 300 019-2-4; Environmental conditions and environmental tests for telecommunications equipment; Part 2-4: specification of environmental tests; Stationary use at non-weather protected locations.


    2. VI

    VI - Norma ETSI EN 301 126-3-2; Fixed Radio Systems; Conforming testing; Part 3-2: Point-to-Multipoint antennas – Definitions, general requirements and test procedures.


    2. VII

    VII - Norma ETSI EN 301 215-1; Fixed radio Systems; Point to Multipoint Antennas; Antennas for point-to-multipoint fixed radio systems in the 11 GHz to 60 GHz band; Part 1:General aspects.


    2. VIII

    VIII - Norma ETSI EN 301 215-2; Fixed Radio Systems; Point to Multipoint Antennas; Antennas for point-to-multipoint fixed radio systems in the 11 GHz to 60 GHz band; Part 2: 24 GHz to 30 GHz.


    2. IX

    IX - Norma ETSI EN 301 215-3; Fixed Radio Systems; Point to Multipoint Antennas; Antennas for point-to-multipoint fixed radio systems in the 11 GHz to 60 GHz band; Part 3: 40,5 GHz to 43,5 GHz.


    2. X

    X - Norma ETSI EN 301 525; Fixed Radio Systems; Point to Multipoint Antennas; Antennas for point-to-multipoint fixed radio systems in the 1 GHz to 60 GHz band.


    2. XI

    XI - Norma ETSI EN 302 085; Fixed Radio Systems; Point-to-Multipoint Antennas; Antennas for point-to-multipoint fixed radio systems in the 3 GHz to 11 GHz band.


    2. XII

    XII - Norma IEC 721-3-4; Classification of Environmental Conditions – Part 3: Classification of groups of environmental parameters and their severities. Section 4: Stationary use at non-weather protected locations.


    2. XIII

    XIII - Norma IEC 60068-2-18; Environmental testing – Part 2-18: Tests – Test R and guidance: Water.


    2. XIV

    XIV - Norma IEC 60835-2-2; Methods of Measurement for equipment used in digital microwave transmission systems - Part 2: Measurements on radio-relay systems – Section 2: Antenna.


    2. XV

    XV - Norma IEC 62037; RF connectors, connector cable assemblies and cables – Intermodulation level measurement.


    2. XVI

    XVI - Anatel - Plano de Atribuição, Destinação e Distribuição de Faixas de Freqüências no Brasil


    3.

    3. Definições Para os fins a que se destina esta norma, aplicam-se as seguintes definições:


    3. I

    I - Antena: dispositivo para, em sistemas de telecomunicações, radiar ou captar ondas eletromagnéticas no espaço. Pode incluir qualquer circuito casador de impedâncias ou divisor de potência que a ela esteja mecanicamente incorporado;


    3. II

    II - Antena Isotrópica: antena hipotética cuja intensidade de campos irradiados se dá de maneira uniforme em todas as direções do espaço;


    3. III

    III - Antena Omnidirecional: antena com diagrama de radiação horizontal essencialmente não diretivo e diagrama de radiação vertical diretivo;


    3. IV

    IV - Antena Setorial: antena com diagrama de radiação vertical diretivo e diagrama de radiação horizontal contendo um lóbulo principal com atenuação menor ou igual que 3 dB dentro de um dado setor angular;


    3. V

    V - Diagrama de Radiação: diagrama representando a densidade de potência irradiada pela antena, em um dado plano, a uma distância constante da antena, em função de um ângulo medido a partir de uma direção de referência, para a uma dada polarização do campo elétrico;


    3. VI

    VI - Diagrama de Radiação Co-polar: diagrama de radiação para polarização co-polar do campo elétrico;


    3. VII

    VII - Diagrama de Radiação em Polarização Cruzada: diagrama de radiação para polarização cruzada do campo elétrico;


    3. VIII

    VIII - Envoltória do Diagrama de Radiação: curva em relação a qual o diagrama de radiação deverá ter valores menores ou iguais, para qualquer ângulo de radiação;


    3. IX

    IX - Família de Antenas: conjunto de modelos de antenas, de um mesmo fabricante, com a mesma largura de feixe no plano horizontal, a mesma polarização, a mesma faixa de freqüências, e com elementos constitutivos de mesma natureza;


    3. X

    X - Ganho: razão, expressa em dBi, entre a intensidade de radiação em uma dada direção e a intensidade de radiação de uma antena isotrópica, para uma mesma potência incidente na entrada das duas antenas. Quando não especificado de outra forma, o ganho refere-se à direção em que é máximo;


    3. XI

    XI - Intensidade Radiação: potência radiada por unidade de ângulo sólido, em uma dada direção;


    3. XII

    XII - Largura de Feixe: faixa angular dentro da qual o diagrama de radiação co-polar apresenta valores 3 dB inferior ao máximo de radiação da antena;


    3. XIII

    XIII - Polarização: é a polarização do campo elétrico que contém a maior parte da energia radiada, na direção de máxima radiação. A polarização deverá ser linear (em uma dada direção), ou circular (à direita ou à esquerda);


    3. XIV

    XIV - Polarização Co-polar: para antenas com polarização linear na direção de máxima radiação, é a polarização do campo elétrico que produz um valor máximo de sinal recebido, de uma antena transmissora com polarização essencialmente linear e na direção definida para a polarização da antena. Para outras direções é a polarização do campo elétrico recebido através da medida do diagrama de radiação, mantendo-se inalterada a polarização da antena transmissora. Para antenas com polarização circular, é a polarização do campo elétrico correspondente à polarização da antena (circular à direita ou circular à esquerda);


    3. XV

    XV - Polarização Cruzada: para antenas com polarização linear, é a polarização linear do campo elétrico ortogonal à polarização co-polar; para antenas com polarização circular, é a polarização circular com sentido de rotação oposto ao definido para a polarização co-polar.


    4.

    4. Características Elétricas


    4.1

    4.1 Uma direção de referência, de 0 graus, deverá ser definida para cada antena, pelo fabricante. Essa direção é o eixo da antena. As características de radiação do presente documento tomam o eixo da antena como origem da contagem de ângulos.


    4.2

    4.2 Largura do Feixe nos Planos Horizontal e Vertical Os valores nominais da largura do feixe, nos planos horizontal e vertical, serão informados pelo fabricante. Os valores medidos deverão apresentar um erro máximo de 10% em relação aos valores nominais.


    4.3

    4.3 Ganho Mínimo


    4.3.1

    4.3.1 O ganho mínimo, em dBi, para uma antena direcional, na direção do eixo, é definido pela equação (1), para larguras de feixe no plano vertical iguais ou maiores que 20 graus e pela equação (2) para larguras de feixe no plano vertical menores que 20 graus. Os valores de TETAh e TETAv a serem utilizados nas equações (1) e (2) são os valores medidos.


    4.3.2

    4.3.2 O ganho mínimo, em dBi, para uma antena omnidirecional, na direção do eixo, é definido pela equação (3), para larguras de feixe no plano vertical iguais ou maiores que 20 graus e pela equação (4) para larguras de feixe no plano vertical menores que 20 graus. Os valores de TETAv a serem utilizados nas equações (3) e (4) são os valores medidos.


    4.4

    4.4 Envoltórias dos Diagramas de Radiação


    4.4.1

    4.4.1 As antenas a serem certificadas e homologadas para o serviço fixo deverão atender aos requisitos de envoltória para polarização co-polar e para polarização cruzada, conforme especificado nos itens 4.4.2 a 4.4.5. As antenas a serem certificadas e homologadas apenas para o serviço móvel não necessitarão atender aos requisitos de envoltória para polarização cruzada.


    4.4.2

    4.4.2 A envoltória do diagrama de radiação horizontal co-polar de antenas setoriais é a especificada na Figura 1 e Tabela 1.


    4.4.3

    4.4.3 A envoltória do diagrama de radiação horizontal em polarização cruzada de antenas setoriais é a especificada na Tabela 2 e Figura 1.


    4.4.4

    4.4.4 O ganho de antenas omnidirecionais não deverá apresentar flutuações maiores que 0,5 dB no plano horizontal.


    4.4.5

    4.4.5 A envoltória do diagrama de radiação horizontal em polarização cruzada, para antenas omnidirecionais, é especificada com valor constante e igual a -20 dB, em relação ao ganho da antena na direção do eixo.


    4.4.6

    4.4.6 A envoltória do diagrama de radiação vertical co-polar de antenas setoriais e omnidirecionais é especificada na Tabela 3 e Figura 1.


    4.4.7

    4.4.7 A envoltória do diagrama de radiação vertical em polarização cruzada de antenas setoriais e omnidirecionais é especificada na Tabela 4 e Figura 1.


    4.5

    4.5 Coeficiente de Onda Estacionária O coeficiente de onda estacionária deverá ser menor ou igual a 1,5 para antenas setoriais e para antenas omnidirecionais.


    4.6

    4.6 Intermodulação Passiva Os produtos de intermodulação passiva, para antenas setoriais ou omnidirecionais, não deverão exceder o limite de -140 dBc, dBc significando decibéis em relação à portadora.


    4.7

    4.7 Isolamento Entre Portas Para antenas com mais de uma porta de entrada, o isolamento entre portas deverá ser melhor que 25 dB.


    4.8

    4.8 Polarização A antena poderá radiar em polarização linear ou em polarização circular, com polarização simples ou dupla, respeitando o Plano de Atribuição, Destinação e Distribuição de Faixas de Freqüências, aprovado pela Anatel e aos regulamentos para prestação dos serviços a que elas se destinam.


    5.

    5. Características Mecânicas e Ambientais


    5.1

    5.1 Resistência ao Vento A antena, instalada na posição vertical, deverá suportar ventos de até 120 km/h sem sofrer avarias que modifiquem as suas características elétricas.


    5.2

    5.2 Rigidez Mecânica Sob a ação de ventos de até 50 km/h a extremidade da antena não deverá defletir mais que 10 mm por metro de comprimento da antena.


    5.3

    5.3 Proteção Contra Chuva A antena não deverá permitir o acúmulo ou entrada de água em nenhum ponto


    5.4

    5.4 Faixa de Temperatura Na faixa de temperatura ambiente de -10 ºC a 50 ºC, a antena deverá apresentar uma variação máxima de ganho de ± 0,3 dB.


    6.

    6. Homologação e Certificação por Famílias de Antenas No caso de uma família de antenas, a homologação e certificação do modelo de menor ganho implicará na homologação e certificação automáticas dos demais modelos da família.


    7.

    7. Identificação da Homologação As antenas deverão portar o selo Anatel de identificação legível, conforme modelo e instruções descritas no art. 39 e Anexo III do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, anexo à Resolução n° 242, de 30 de novembro de 2002, incluindo a logomarca Anatel, o número da homologação e a identificação da homologação por código de barras.


    ANEXO I

    ANEXO I MÉTODOS DE ENSAIOS PARA A AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DE ANTENAS SETORIAIS E OMNIDIRECIONAIS PARA OPERAÇÃO EM SISTEMAS PONTO-MULTIPONTO DO SERVIÇO FIXO E DO SERVIÇO MÓVEL


    I.1

    I.1 Condições Gerais de Ensaio


    I.1.1

    I.1.1 O modelo de Relatório de Ensaio apresentado no anexo II, visa uniformizar os métodos de ensaio para avaliação da conformidade de uma dada antena.


    I.1.2

    I.1.2 Todos os resultados dos ensaios devem ser registrados utilizando o modelo de Relatório de Ensaio apresentado no anexo II. Se um parâmetro específico de ensaio não estiver incluído nesse modelo de relatório, esse deve ser usado como guia para elaboração do adendo necessário.


    I.1.3

    I.1.3 Quando algum método de ensaio não estiver incluído neste anexo, um método adequado deve ser acordado, antes do teste, entre o Solicitante da certificação, o Laboratório de Ensaios e o Organismo de Certificação Designado. A descrição do método de ensaio então acordado deve ser incluída no Relatório de Ensaio.


    I.1.4

    I.1.4 Os métodos de ensaio para a avaliação da conformidade apresentados neste anexo são típicos e recomendados. Métodos alternativos podem ser usados e devem estar em concordância com os regulamentos e normas aplicáveis.


    I.1.5

    I.1.5 O exemplar da antena a ser certificada, apresentado para avaliação de certificação, deve ser representativo dos modelos em produção.


    I.1.6

    I.1.6 Todos os ensaios serão realizados em condições ambientais de referência e seus resultados serão considerados como de referência. O desempenho do exemplar da antena a ser certificada, em condições de referência, será utilizado para comparação com resultados dos ensaios realizados em condições ambientais extremas.


    I.2

    I.2 Ganho


    I.2.1

    I.2.1 Objetivo Determinar o ganho da antena, para diversas freqüências.


    I.2.2

    I.2.2 Equipamentos Sítio de medida de antenas, ou câmara anecóica, com posicionadores, antena transmissora, transmissor e receptor. Antena padrão, com ganho conhecido


    I.2.3

    I.2.3 Diagrama em blocos dos equipamentos É o mostrado na Figura 2.


    I.2.4

    I.2.4 Procedimentos de teste, para antenas com polarização linear Com a antena sob teste e a antena padrão alinhadas na direção do sinal transmitido, e com polarização alinhada para o máximo de sinal recebido, serão medidos os valores de sinal recebido pela antena sob teste e pela antena padrão . O ganho será dado pela equação (5):


    I.2.5

    I.2.5 Procedimentos de teste, para antenas com polarização circular Para antenas com polarização circular, dois métodos poderão ser empregados na determinação do ganho: i) Utilização de uma antena padrão com polarização circular. O procedimento de teste é idêntico ao especificado em I.2.4; ii) Utilização de uma antena padrão com polarização linear. Nesse caso, serão medidos ganhos parciais, para duas polarizações ortogonais da antena padrão, seguindo-se o procedimento especificado em I.2.4. Esses ganhos parciais deverão ser convertidos de dBi para valores numéricos lineares e somados. Convertendo-se o valor da soma para dB, obtém-se o ganho da antena em dBi.


    I.3

    I.3 Diagramas de Radiação


    I.3.1

    I.3.1 Objetivo Determinar os diagramas de radiação para polarização co-polar e polarização cruzada, nos planos horizontal e vertical.


    I.3.2

    I.3.2 Equipamentos Sítio de medida de antenas, ou câmara anecóica, com posicionadores, antena transmissora, transmissor, receptor e registrador ou sistema de aquisição de dados.


    I.3.3

    I.3.3 Diagrama em blocos dos equipamentos É o mostrado na Figura 3.


    I.3.4

    I.3.4 Procedimentos de teste, para antenas com polarização linear Para determinação dos diagramas em polarização co-polar, a antena sob teste será alinhada na direção do sinal transmitido, e a polarização alinhada para o máximo de sinal recebido. Para diagramas em polarização cruzada, a polarização da antena transmissora será girada de 90º em relação à direção obtida para medida do diagrama co-polar. A antena transmissora deverá radiar em polarização linear. Deverão ser traçados os diagramas de radiação para os planos horizontal e vertical, pelo menos, nas freqüências inferior, média e superior de cada faixa de freqüências de operação.


    I.3.5

    I.3.5 Procedimentos de teste, para antenas com polarização circular Três diferentes métodos de medida poderão ser empregados: i) Utilização de uma antena transmissora com polarização circular, com sentido de rotação idêntico ao da antena sob teste, para medida do diagrama co-polar, e com sentido de rotação oposto, para medida do diagrama em polarização cruzada; ii) Utilização de uma antena transmissora rotatória, com polarização linear, com velocidade de rotação muito maior que a velocidade de rotação do posicionador da antena sob teste. O diagrama de radiação resultante apresentará duas envoltórias, correspondentes a uma seqüência de máximos e mínimos, com freqüência igual a da rotação da antena transmissora. A diferença entre os valores das envoltórias, para um dado ângulo de radiação, fornece a relação axial para aquele ângulo de radiação. Os envelopes dos diagramas e os valores de relação axial deverão ser convertidos em diagramas co-polar e em polarização cruzada. iii) Medida de diagramas de amplitude e fase para sinais transmitidos por duas polarizações ortogonais de uma antena com polarização linear. Os valores do módulo e fase dos sinais deverão ser convertidos para valores de amplitude em polarização co-polar e cruzada. Deverão ser traçados os diagramas de radiação para os planos horizontal e vertical, pelo menos, nas freqüências inferior, média e superior de cada faixa de freqüências de operação.


    I.4

    I.4 Coeficiente de Onda Estacionária


    I.4.1

    I.4.1 Objetivo Determinar o coeficiente de onda estacionária, em função da freqüência, na porta de entrada da antena.


    I.4.2

    I.4.2 Equipamentos Sítio de medida de antenas, ou câmara anecóica. Gerador de varredura Analisador de amplitude Acopladores direcionais


    I.4.3

    I.4.3 Diagrama em blocos dos equipamentos É o mostrado na Figura 4.


    I.4.4

    I.4.4 Procedimentos de teste O sinal do gerador de varredura, varrendo a faixa de freqüências de operação da antena, é aplicado ao terminal de entrada da antena, sendo a perda de retorno medida, em função da freqüência, no analisador de amplitude. Os valores da perda de retorno (PR) são convertidos em coeficiente de onda estacionária (COE), através das relações:


    I.5

    I.5 Intermodulação Passiva


    I.5.1

    I.5.1 Objetivo Verificar o nível de produtos de intermodulação passiva gerados pela antena.


    I.5.2

    I.5.2 Equipamentos Dois geradores e amplificadores de RF com potência de saída maior que 20 W, circuito somador (híbrida ou circuladores), acoplador direcional, analisador de espectro.


    I.5.3

    I.5.3 Diagrama em blocos do dispositivo de teste É o mostrado na Figura 5


    I.5.4

    I.5.4 Procedimentos de teste Os geradores 1 e 2, com a antena sob teste substituída por uma carga casada, deverão fornecer, a essa carga, uma potência de 2x43 dBm, com produtos de intermodulação abaixo de –150 dBm. Aplicado o sinal composto pela soma dos sinais dos geradores 1 e 2 à antena, o sinal refletido será separado por um acoplador direcional e seu espectro analisado em um analisador de espectro (ou receptor calibrado com sintonia variável), determinando-se os valores dos produtos de intermodulação.


    I.6

    I.6 Isolamento entre Portas


    I.6.1

    I.6.1 Objetivo Verificar o isolamento ente portas da antena, no caso de existência de mais de uma porta de entrada.


    I.6.2

    I.6.2 Equipamentos Gerador de varredura, acopladores direcionais, analisador de amplitude.


    I.6.3

    I.6.3. Diagrama em blocos do dispositivo de teste É o mostrado na Figura 6


    I.6.4

    I.6.4 Procedimentos de teste Determina-se o coeficiente de transmissão entre portas, com o gerador de varredura cobrindo as faixas de freqüência de operação da antena.


    I.7

    I.7 Resistência ao Vento


    I.7.1

    I.7.1 Objetivo Verificar deformações permanentes sofridas pela antena, quando submetida a ventos de 120 km/h.


    I.7.2

    I.7.2 Procedimento de teste Com a antena na posição horizontal, fixada através de seu suporte, deverá ser aplicado, de forma distribuída, por uma hora, um peso com valor total igual à força equivalente do vento, Fv, dada pela equação (5). Após a retirada do peso, a antena não deverá apresentar evidência de dano, e sua extremidade não poderá ter sofrido deformação permanente maior que 20 mm.


    I.8

    I.8 Rigidez Mecânica


    I.8.1

    I.8.1 Objetivo Verificar a operacionalidade da antena quando submetida a ventos de até 50 km/h.


    I.8.2

    I.8.2 Procedimento de teste Com a antena fixada em seu suporte, submetida a uma força equivalente do vento, dada pela equação (5), para ventos de 50 km/h, a extremidade da antena não deve defletir mais que 10 mm/m de comprimento da antena.


    I.9

    I.9 Proteção contra Chuva


    I.9.1

    I.9.1 Objetivo Verificar a operacionalidade da antena quando submetida a chuva.


    I.9.2

    I.9.2 Procedimento de teste Deverá ser espargida água sobre a antena, com uma pressão de 90 kPa, com fluxo de 0,01 m3/min, durante 15 minutos. O dispositivo de espargimento deverá oscilar em torno da antena, com velocidade de rotação de 30º/s. Após o teste, a antena deverá ser inspecionada visualmente, não devendo ser observados pontos de acúmulo de água ou umidade em seu interior. Deverá, ainda, ser medido o coeficiente de onda estacionária, que deverá se manter dentro dos valores especificados no item 4.5.


    I.10

    I.10 Faixa de Temperatura


    I.10.1

    I.10.1 Objetivo Verificar a estabilidade de ganho da antena quando submetida a uma faixa de temperatura de -10ºC a 50ºC.


    I.10.2

    I.10.2 Procedimento de teste A antena deverá ser aquecida até a temperatura de 60ºC e logo após fixada para medida de seu ganho conforme descrito no item I.2. Através de sensor de temperatura na antena o seu ganho deve ser medido quando a temperatura indicada atingir 50ºC. O procedimento deve ser repetido com a antena esfriada a -15ºC e a seguir medido o seu ganho quando a temperatura indicada pelo sensor for de -10ºC.


    ANEXO II

    ANEXO II MODELO DE RELATÓRIO DE ENSAIO


    II.1

    II.1 Informações Gerais sobre os Ensaios


    II.2

    II.2 Resumo dos Ensaios


    II.2.1

    II.2.1 Características Elétricas


    II.2.2

    II.2.2 Características Mecânicas e Ambientais


    II.3

    II.3 Resultados dos Ensaios


    II.3.1

    II.3.1 Ganho


    II.3.2

    II.3.2 Envoltórias dos Diagramas de Radiação Os gráficos dos diagramas de radiação deverão ser apresentados em coordenadas retangulares, com o formato mostrado na Figura 7, indicando ganho relativo (ganho em relação ao ganho máximo), em dB, em função do ângulo de observação. No mesmo gráfico, deverá constar a curva de envoltória correspondente, definida no item 4.4. Os diagramas deverão ser apresentados para ao menos três freqüências, conforme especificado no item I.3.4 e I.3.5. A escala horizontal deverá cobrir a faixa angular de -180º a 180º. Para larguras de feixe inferiores a 20o, deverão ser fornecidos gráficos adicionais, com a escala horizontal ajustada para o traçado do lóbulo principal e dois primeiros lóbulos secundários.


    II.3.3

    II.3.3 Larguras de Feixe nos Planos Horizontal e Vertical


    II.3.4

    II.3.4 Coeficiente de Onda Estacionária Gráfico de coeficiente de onda estacionária em função da freqüência (Deverá ser aprestado um gráfico retangular, com o valor do coeficiente de onda estacionária, em função da freqüência) Pior valor de coeficiente de onda estacionária na faixa de freqüências de operação: ________


    II.3.5

    II.3.5 Isolamento entre Portas Gráfico de isolamento entre portas, em função da freqüência (quando aplicável). (Deverá ser aprestado um gráfico retangular, com o valor do isolamento entre portas, em dB, em função da freqüência) Pior valor de isolamento entre portas, na faixa de freqüências de operação: ________


    II.3.6

    II.3.6 Produtos de Intermodulação Passiva Os resultados da medida serão apresentados sob forma de tabela, contendo as freqüências dos produtos de intermodulação observados e as amplitudes correspondentes (em dBc). Deverão ser informados os valores das freqüências de alimentação da antena e respectivas potências, em Watts.


    II.3.7

    II.3.7 Resistência ao Vento


    II.3.8

    II.3.8 Rigidez Mecânica


    II.3.9

    II.3.9 Proteção contra Chuva


    II.3.10

    II.3.10 Faixa de Temperatura


    II.4

    II.4 Equipamentos de Teste Utilizados Na tabela abaixo os equipamentos de teste usados serão listados pelo laboratório de ensaio. Em cada parte separada do relatório de ensaio o equipamento de teste utilizado deve ser informado. Os instrumentos serão identificados por um número referenciado na tabela abaixo.


    II.5

    II.5 Informações Suplementares ao Relatório de Ensaio