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CONSULTA PÚBLICA Nº 5
    Introdução

    Consulta pública referente a atualização dos requisitos técnicos para avaliação da conformidade de cabos coaxiais rígidos de 75 ohms. O documento estudado não constitui ato normativo, uma vez que trata do estabelecimento de requisitos técnicos, não trazendo disposições de cunho político-regulatório. Ademais, a atualização dos requisitos para certificação desse tipo de produto de telecomunicações se enquadra nas hipóteses de dispensa de AIR elencadas nos incisos VI e VIII do Art. 4º Decreto nº 10.411, de 30 de junho de 2020.

    Considerando que desde 2007 até o presente momento algumas das normas técnicas referenciadas nos requisitos vigentes passaram por atualizações resultantes do desenvolvimento tecnológico associado ao projeto e fabricação desses cabos e que, neste período, foram desenvolvidos cabos coaxiais com características não abrangidas pelos requisitos atualmente aprovados, verificou-se a necessidade de atualização dos documentos vigentes de modo a acompanhar evolução tecnológica e evitar entraves ao uso no país de produtos abarcados por novas tecnologias.





    MINUTA DE ATO

    O SUPERINTENDENTE DE OUTORGA E RECURSOS À PRESTAÇÃO - ANATEL, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pela Portaria nº 419, de 24 de maio de 2013, e

    CONSIDERANDO a competência dada pelos Incisos XIII e XIV do Art. 19 da Lei n.º 9.472/97 – Lei Geral de Telecomunicações;

    CONSIDERANDO o Inciso II do Art. 9º do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução n.º 242, de 30 de novembro de 2000;

    CONSIDERANDO o Art. 1º da Portaria nº 419 de 24 de maio de 2013;

    CONSIDERANDO o constante dos autos do processo nº 53500.002731/2018-52;


    RESOLVE:

    Art. 1º Aprovar os requisitos técnicos relativos ao produto cabos coaxiais rígidos de 75 Ω, conforme o anexo I deste ato.

    Art. 2º Revogar os requisitos técnicos relativos ao produto cabos coaxiais rígidos de 75 Ω aprovados pelo ato nº 959, de 08 de fevereiro de 2018.

    Art. 3º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação, com vigência a partir de 180 dias da data da publicação.


    ANEXO I

    REQUISITOS TÉCNICOS PARA A AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE E HOMOLOGAÇÃO DE CABOS COAXIAIS RÍGIDOS DE 75 Ω


    1.OBJETIVO

    1.1.Este documento estabelece os requisitos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade de cabos coaxiais rígidos com impedância de 75 Ω [ohms], para efeito de homologação junto à Agência Nacional de Telecomunicações.


    2.ABRANGÊNCIA

    2.1.Este documento se aplica aos cabos coaxiais rígidos de 75 Ω para utilização em redes internas ou redes externas aéreas ou subterrâneas em dutos para transmissão de sinais de banda larga e outros sinais de telecomunicações.


    3.REFERÊNCIAS

    3.1.Para fins deste documento, são adotadas as seguintes referências:

    3.1.1.Regulamento de avaliação da conformidade e de homologação de produtos para telecomunicações, aprovado pela Resolução nº 715, de 23 de outubro de 2019.

    3.1.2.Lista de referência de produtos para telecomunicações, aprovada pelo Ato nº 7280, de 26 de novembro de 2020.

    3.1.3.ABNT NBR 9141:1998 – Cabos ópticos e fios e cabos telefônicos – Ensaio de tração e alongamento à ruptura – Método de ensaio;

    3.1.4.ABNT NBR 9146:2012 – Fios e cabos telefônicos – Ensaio de tensão elétrica aplicada – Método de ensaio;

    3.1.5.ABNT NBR 9148:1998 – Cabos ópticos e fios e cabos telefônicos – Ensaio de envelhecimento acelerado – Método de ensaio;

    3.1.6.ABNT NBR 9149:1998 – Cabos telefônicos – Ensaio de escoamento de composto de enchimento – Método de ensaio;

    3.1.7.ABNT NBR 13977:1997 – Cabos ópticos – Determinação do tempo de indução oxidativa (OIT) - Método de ensaio;

    3.1.8.ABNT NBR 14705:2010 – Classificação de cabos internos para telecomunicações quanto ao comportamento frente à chama – Especificação;

    3.1.9.ABNT NBR 14706:2001 – Cabos ópticos, fios e cabos telefônicos – Determinação do coeficiente de absorção de ultravioleta – Método de ensaio;

    3.1.10.ABNT NBR 15443:2006 – Fios, cabos e condutores elétricos — Verificação dimensional e de massa;

    3.1.11.ABNT NBR NM-IEC-60811-1-1:2001 – Métodos de ensaio comuns para os materiais de isolação e de cobertura de cabos elétricos – Parte 1: Métodos para aplicação geral – Capítulo 1: Medição de espessuras e dimensões externas – Ensaios para a determinação das propriedades mecânicas;

    3.1.12.ABNT NBR NM-IEC-60811-1-3:2008, Métodos de ensaios comuns para os materiais de isolação e de cobertura de cabos elétricos - Parte 1: Métodos para aplicação geral - Capítulo 3: Métodos para determinação de densidade de massa - Ensaios de absorção de água – Ensaio de retração;

    3.1.13.ABNT NBR NM-IEC-60811-4-1:2005 – Métodos de ensaios comuns para os materiais de isolação e de cobertura de cabos elétricos - Parte 4: Métodos específicos para os compostos de polietileno e de polipropileno – Capítulo 1: resistência à fissuração por ação de tensões ambientais – Ensaio de enrolamento após envelhecimento térmico no ar – Medição do índice de fluidez – Determinação do teor de negro-de-fumo e/ou de carga mineral em polietileno;

    3.1.14.ANSI/SCTE 03:2008 – Test method for coaxial cable structural return l​oss;

    3.1.15.ANSI/SCTE 12:2001R2006 – Test method for center conductor bond to dielectric for trunk, feeder, and distribution coaxial cables;

    3.1.16.ANSI/SCTE 44:2018 – Test method for dc loop resistance;

    3.1.17.ANSI/SCTE 47:2007 – Test method for coaxial cable attenuation;

    3.1.18.ANSI/SCTE 66:2016 – Test method for coaxial cable impedance;

    3.1.19.ANSI/SCTE 69:2007 – Test method for moisture inhibitor corrosion resistance;

    3.1.20.ASTM A641/A641M-19 – Specification For zinc-coated (galvanized) carbon steel wire;

    3.1.21.ASTM D 746:2020 – Standard test method for brittleness temperature of plastics and elastomers by impact;

    3.1.22.ASTM D 4565:2020 – Standard test methods for physical and environmental performance properties of insulations and jackets for telecommunications wire and cable;

    3.1.23.ASTM G 155:2021 – Standard practice for operating xenon arc light apparatus for exposure of non-metallic materials;

    3.1.24.IEC 61196-1-108:2011 – Coaxial communication cables - Part 1-108: Electrical test methods - Test for characteristic impedance, phase and group delay, electrical length and propagation velocity.


    4.DEFINIÇÕES

    4.1.Armação: elemento opcional que consiste em proteção mecânica constituída de material metálico, aplicada sobre a jaqueta.

    4.2.Cabo coaxial: cabo constituído de dois condutores separados por material polimérico, tendo um eixo comum.

    4.3.Capa externa: camada de material polimérico aplicada sobre armação atuando como revestimento externo.

    4.4.Composto vedante: elemento opcional que consiste em material de consistência gelatinosa, não higroscópico, que pode ser aplicado no cabo coaxial rígido com o objetivo de protegê-lo contra a corrosão e de bloquear a penetração de umidade.

    4.5.Condutor central: é constituído por um fio sólido ou um tubo liso.

    4.6.Condutor externo ou blindagem: consiste de um tubo de alumínio contínuo extrudado ou soldado. Materiais alternativos para o condutor externo poderão ser utilizados desde que aperfeiçoem a eficiência do cabo.

    4.7.Dielétrico: camada de material polimérico aplicada sobre o condutor central.

    4.8.Família de cabos: conjunto de cabos com as mesmas características construtivas em relação ao condutor externo, soldado ou extrudado.

    4.9.Jaqueta: camada de material polimérico aplicada sobre o condutor externo atuando como revestimento externo nos cabos sem armação.

    4.10.Lance: comprimento contínuo sem emendas.

    4.11.Núcleo do cabo: conjunto formado pelo condutor central e dielétrico.


    5.REQUISITOS GERAIS

    5.1.O cabo coaxial rígido de 75 Ω é constituído, no mínimo, por um condutor central de alumínio cobreado, uma camada de material polimérico expandido aplicada concentricamente sobre o condutor central, um condutor externo tubular de alumínio ou de cobre e sobre este uma jaqueta de material polimérico.

    5.2.O condutor central deve ser em alumínio com uma camada de cobre uniformemente distribuída na superfície.

    5.3.A camada de cobre deve ser metalurgicamente aderida e cobrir totalmente o núcleo de alumínio anteriormente processado.

    5.4.O dielétrico deve ser constituído de material polimérico expandido e aderido ao condutor central por um pré-revestimento de material adesivo.

    5.5.O condutor externo deve ser perfeitamente fechado e aderido em torno do núcleo do cabo.

    5.6.A jaqueta e a capa externa, quando houver, devem ser constituídas de material termoplástico, contendo aditivos adequados, que atendam aos requisitos deste documento e garantam o bom desempenho do cabo durante sua vida útil.

    5.7.O revestimento externo deve ser contínuo, homogêneo e isento de imperfeições.

    5.8.O cabo coaxial rígido poderá ter aplicado entre o condutor externo e a jaqueta, ou entre a armação e a capa externa, quando houver, um composto vedante constituído de material não higroscópico, cujo objetivo é proporcionar proteção contra a penetração de umidade e contra a corrosão.

    5.9.O cabo coaxial rígido poderá possuir uma armação de material metálico sobre a jaqueta, cujo objetivo é incrementar a resistência mecânica do cabo.

    5.10.A conformação da armação poderá ser corrugada anelar ou corrugada helicoidal.

    5.11.Sobre a armação deverá ser aplicada uma capa externa constituída de material polimérico, atuando como revestimento externo.


    6.REQUISITOS ESPECÍFICOS E MÉTODOS DE ENSAIO


    6.1.Requisitos e métodos de ensaio para o condutor central

    6.1.1.O diâmetro do condutor central deve ser conforme estabelecido na tabela 1 e medido conforme o método estabelecido na norma ABNT NBR 15443.

     

    Tabela 1 – Dimensões dos condutores.

    Tipo de cabo

    Diâmetro do condutor central [mm]

    Tolerância: ± 0,03 mm

    Diâmetro sobre o condutor externo [mm]

    Tolerância: ± 0,05 mm

    412F

    2,24

    10,46

    500F

    2,77

    12,70

    540F

    3,15

    13,72

    565F

    3,28

    14,35

    625F

    3,45

    15,88

    700F

    4,14

    17,86

    715F

    4,22

    18,16

    750F

    4,22

    19,05

    840F

    4,93

    21,34

    860F

    5,16

    21,84

    875F

    4,93

    22,23

    1000F

    5,59

    25,40

    1125F

    6,68

    28,58

    1160F

    6,83

    29,46


    6.2.Requisitos e métodos de ensaio para condutor externo

    6.2.1.O diâmetro sobre o condutor externo deve ser conforme estabelecido na tabela 1 e medido conforme o método estabelecido na norma ABNT NBR 15443.


    6.3.Requisitos e métodos de ensaio para a jaqueta e para a capa externa

    6.3.1.Os materiais da jaqueta e da capa externa deverão estar de acordo com as características especificadas na tabela 2.

    6.3.2.Caso o material do revestimento externo, jaqueta ou capa externa, possua cor preta, o mesmo deve atender aos requisitos das tabelas 2 e 3.

    6.3.3.O material da capa externa dos cabos coaxiais para aplicação em redes externas de cor não preta deve ser submetido ao ensaio de intemperismo, conforme a norma ASTM G155, ciclo 1, durante 720 horas. Após o ensaio, devem ser verificados o alongamento à ruptura e a resistência à tração do revestimento externo, conforme a norma ABNT NBR 9141. Os valores obtidos não devem diferir em mais de 25% dos valores originais do revestimento externo.

    6.3.4.O cabo coaxial rígido para aplicação em redes internas, mesmo que parcial, deve possuir revestimento externo de material retardante à chama, sendo que sua classificação deverá ser comprovada através do método de ensaio correspondente, conforme estabelecido na norma ABNT NBR 14705.

    Tabela 2 - Características dos materiais da jaqueta e da capa externa.

    Propriedade

    Método de ensaio

    PE

    PVC

    Densidade [g/cm³]

    ABNT NBR NM IEC 60811-1-3

    0,900 a 0,955

    1,45 (máximo)

    Tração à ruptura mínima [MPa]

    ABNT NBR 9141

    8,2

    12,40

    Alongamento mínimo [%]

    ABNT NBR 9141

    400

    250

    Retenção do alongamento

    ABNT NBR 9141 e ABNT NBR 9148

    Mínimo de 75 % do original após acondicionamento a 100°C por 48 h

    Mínimo de 50% do original após acondicionamento a 100°C por 168 h

    Resistência à baixa temperatura [°C]

    ASTM D 746, método A

    -20

    -5

    Coeficiente de absorção mínimo em 375nm [ABS/cm]

    ABNT NBR 14706

    4000

    2800

     

    Tabela 3 – Características adicionais para material da capa externa na cor preta.

    Propriedade

    Método de ensaio

    PE

    PVC

    Teor de negro de fumo mínimo [%]

    ABNT NBR NM IEC 60811- 4-1

    2,35

    1,00

    6.3.5.A excentricidade da capa externa não deve ser superior a 43%, quando calculada como segue:

    onde:

     é a excentricidade [%];

     é a espessura máxima [mm];

     é a espessura mínima [mm];

     é a espessura média [mm], para a qual devem ser tomadas quatro medidas de uma mesma seção transversal, defasadas em aproximadamente 90° uma da outra a partir da menor espessura medida, e anotada a média aritmética dos valores obtidos.

    6.3.6.A menor espessura em qualquer ponto de uma mesma seção transversal do revestimento externo não deve ser inferior ao estabelecido na tabela 4, devendo ser verificada conforme o método estabelecido na norma ABNT NBRNM-IEC-60811-1-1.

     

    Tabela 4 – Espessura mínima absoluta do revestimento externo [mm].

    Tipo de cabo

    Aéreo

    Subterrâneo

    412F

    0,51

    0,51

    500F

    0,53

    0,53

    540F

    0,53

    0,53

    565F

    0,53

    0,53

    625F

    0,53

    0,53

    700F

    0,61

    0,66

    715F

    0,64

    0,64

    750F

    0,64

    0,63

    840F

    0,64

    0,76

    860F

    0,89

    0,89

    875F

    0,64

    0,63

    1000F

    0,71

    0,71

    1125F

    0,89

    0,89

    1160F

    1,02

    1,02


    6.4.Requisitos para mensageiro integrado (opcional)

    6.4.1.Quando o cabo coaxial rígido possuir mensageiro integrado, este deverá ser constituído por um fio ou cordoalha de aço galvanizado.

    6.4.2.A verificação dos requisitos deve ser feita no fio singelo ou fio elementar da cordoalha e atender aos requisitos da norma ASTM A641, class 1, hard temper para:

    6.4.2.1.Diâmetro;

    6.4.2.2.Carga de ruptura;

    6.4.2.3.Camada de zinco;

    6.4.2.4.Aderência da camada de zinco.

    6.4.3.Para a medição do diâmetro deverá ser utilizado paquímetro ou micrômetro com resolução metrologicamente adequada e serem tomadas duas medidas perpendiculares de uma mesma seção transversal, sendo anotada a média aritmética dos valores obtidos.


    6.5.Requisitos e método de ensaio para resistência elétrica​

    6.5.1.Os valores da resistência elétrica do condutor central, condutor externo e da resistência elétrica de laço (loop), medidos em corrente contínua a 20°C conforme norma ANSI/SCTE 44, não devem ser superiores ao estabelecido na tabela 5.

    6.5.2.O equipamento de ensaio não está restrito ao citado no método especificado no item 6.5.1, podendo ser utilizado um equipamento equivalente.

    Tabela 5 - Resistência elétrica máxima [Ω/km a 20°C]

    Tipo

    Condutor central

    Condutor externo

    Laço (loop)

    412F

    7,12

    1,77

    8,89

    500F

    4,66

    1,21

    5,87

    540F

    3,48

    1,97

    5,45

    565F

    3,31

    1,18

    4,49

    625F

    2,95

    0,82

    3,77

    700F

    2,03

    0,85

    2,89

    715F

    2,00

    1,48

    3,48

    750F

    1,90

    0,62

    2,52

    840F

    1,48

    0,59

    2,07

    860F

    1,34

    1,05

    2,39

    875F

    1,38

    0,43

    1,81

    1000F

    1,15

    0,26

    1,41

    1125F

    0,79

    0,59

    1,38

    1160F

    0,75

    0,26

    1,02


    6.6.Requisito e método de ensaio para impedância característica

    6.6.1.A impedância característica medida nas duas extremidades dos cabos deve ser de 75 Ω ± 2 Ω na faixa de frequência de 5 MHz a 1000 MHz, e deve ser verificada conforme o método estabelecido na norma ANSI/SCTE 66.

    6.6.2.O equipamento de ensaio não está restrito ao citado no método especificado no item 6.6.1, podendo ser utilizado um equipamento equivalente.


    6.7.Requisito e método de ensaio para atenuação do sinal de transmissão​

    6.7.1.Os valores de atenuação referenciados a 20°C no cabo coaxial rígido não devem ser superiores aos valores estabelecidos na tabela 6 e devem ser verificados conforme o método estabelecido na norma ANSI/SCTE-47.

     

    Tabela 6 – Atenuação do sinal.

     

    Tipo de Cabo

     

    412F

    500F

    540F

    565F

    625F

    700F

    715F

    750F

    840F

    860F

    875F

    1000F

    1125F

    1160F

    Freq [MHz]

    Atenuação máxima [dB/100 m a 20°C]

    5

    0,66

    0,52

    0,46

    0,46

    0,43

    0,36

    0,36

    0,36

    0,30

    0,30

    0,30

    0,26

    0,23

    0,23

    55

    2,23

    1,80

    1,54

    1,54

    1,51

    1,21

    1,18

    1,21

    1,04

    1,05

    1,08

    1,02

    0,76

    0,79

    211

    4,43

    3,58

    3,12

    3,12

    3,02

    2,46

    2,43

    2,43

    2,43

    2,43

    2,17

    1,94

    1,61

    1,58

    250

    4,89

    3,94

    3,38

    3,38

    3,28

    2,69

    2,66

    2,66

    2,30

    2,30

    2,36

    2,13

    1,77

    1,76

    270

    5,09

    4,06

    3,54

    3,51

    3,41

    2,79

    2,76

    2,79

    2,40

    2,36

    2,46

    2,20

    1,87

    1,84

    300

    5,38

    4,30

    3,74

    3,71

    3,54

    2,95

    2,92

    2,95

    2,53

    2,49

    2,59

    2,36

    1,97

    1,94

    330

    5,67

    4,53

    3,93

    3,91

    3,80

    3,12

    3,12

    3,12

    2,69

    2,62

    2,72

    2,59

    2,07

    2,07

    350

    5,84

    4,69

    4,04

    4,03

    3,90

    3,21

    3,18

    3,18

    2,76

    2,72

    2,79

    2,56

    2,13

    2,13

    400

    6,27

    5,02

    4,36

    4,33

    4,20

    3,44

    3,44

    3,44

    2,99

    2,89

    2,99

    2,76

    2,30

    2,30

    450

    6,72

    5,35

    4,63

    4,59

    4,43

    3,67

    3,67

    3,67

    3,18

    3,12

    3,22

    2,95

    2,46

    2,46

    500

    7,08

    5,67

    4,92

    4,89

    4,69

    3,90

    3,90

    3,90

    3,38

    3,28

    3,38

    3,15

    2,62

    2,62

    550

    7,41

    5,97

    5,18

    5,12

    4,95

    4,10

    4,10

    4,10

    3,58

    3,48

    3,58

    3,31

    2,76

    2,76

    600

    7,76

    6,30

    5,44

    5,38

    5,18

    4,33

    4,30

    4,36

    3,77

    3,61

    3,77

    3,48

    2,92

    2,92

    750

    8,79

    7,12

    6,10

    6,07

    5,87

    4,89

    4,89

    5,02

    4,27

    4,07

    4,23

    3,97

    3,51

    3,51

    870

    9,54

    7,69

    6,56

    6,59

    6,40

    5,31

    5,38

    5,41

    4,62

    4,36

    4,63

    4,43

    3,77

    3,64

    1000

    10,27

    8,30

    7,12

    7,12

    6,92

    5,74

    5,84

    5,84

    5,02

    4,72

    5,02

    4,72

    3,94

    3,94

    6.7.2.O equipamento de ensaio não está restrito ao citado no método de ensaio especificado no item 6.7.1, podendo ser utilizado um equipamento equivalente.


    6.8.Requisito e método de ensaio para perda de retorno estrutural​

    6.8.1.A perda de retorno estrutural medida nas duas extremidades dos cabos deve ser de, no mínimo, 30 dB na faixa de frequência de 5 MHz a 1.000 MHz, devendo ser verificada conforme o método estabelecido na norma ANSI/SCTE 03.

    6.8.2.O equipamento de ensaio não está restrito ao citado no método de ensaio especificado no item 6.8.1, podendo ser utilizado um equipamento equivalente.


    6.9.Requisito e método de ensaio para rigidez dielétrica

    6.9.1.O dielétrico do cabo coaxial rígido deve suportar por um minuto, sem ruptura, uma tensão de 1000 VCA (tensão alternada) ou de 1500 VCC (tensão contínua) e deve ser ensaiado à temperatura ambiente conforme o método estabelecido na norma ABNT NBR 9146.


    6.10.Requisito e método de ensaio para velocidade de propagação relativa

    6.10.1.A velocidade de propagação relativa deve ser de, no mínimo, 87% da velocidade da luz no vácuo, quando obtido através da equação apresentada na norma IEC 61196-1-108.


    6.11.Requisito e método de ensaio para força de aderência entre o dielétrico e o condutor central

    6.11.1.A força de aderência requerida para a retirada dos resíduos do dielétrico dos cabos coaxiais rígidos não deve ser inferior ao estabelecido na tabela 7, devendo ser verificada conforme o método estabelecido na norma ANSI/SCTE 12.

     

    Tabela 7 – Força de aderência entre o dielétrico e o condutor central.

    Tipo

    412F

    500F

    540F

    565F

    625F

    700F

    715F

    750F

    840F

    860F

    875F

    1000F

    1125F

    1160F

    Força [N]

    138

    267

    302

    316

    356

    378

    400

    400

    382

    382

    382

    494

    534

    534


    6.12.Requisito e método de ensaio para dobramento

    6.12.1.O cabo coaxial rígido, completo, após ser submetido ao ensaio de dobramento conforme norma ASTM D 4565, seção 34, não deve apresentar danos visíveis a olho nu na capa e deve atender ao requisito de impedância do item 6.6.


    6.13.Requisito e método de ensaio para resistência à corrosão

    6.13.1.O cabo coaxial rígido que possui composto vedante não deve apresentar sinais de corrosão após ser submetido ao ensaio de resistência à corrosão conforme o método estabelecido na norma ANSI/SCTE 69.


    6.14.Requisito e método de ensaio para tempo de indução oxidativa (OIT)

    6.14.1.O tempo de indução oxidativa a 180,0°C ± 0,3°C do dielétrico expandido deve ser no mínimo de 20 minutos, devendo ser verificado conforme o método estabelecido na norma ABNT NBR 13977. O valor de OIT obtido neste ensaio deverá ser referência para o ensaio de estabilidade térmica descrito no item 6.15 a seguir.


    6.15.Requisito e método de ensaio para estabilidade térmica

    6.15.1.Após envelhecimento de 14 dias a 90°C, o dielétrico expandido deve ser submetido ao ensaio de tempo de indução oxidativa a 180,0°C ± 0,3°C de acordo com o método estabelecido na norma ABNT NBR 13977. O valor de OIT obtido neste ensaio não deve ser inferior a 70% do valor de OIT de referência, obtido no ensaio do item 6.14.


    6.16.Requisito e método de ensaio para escoamento do composto vedante

    6.16.1.O cabo coaxial rígido que possui composto vedante deve ser submetido ao ensaio de escoamento e gotejamento conforme o método estabelecido na norma ABNT NBR 9149 e não deve apresentar sinais de escoamento ou gotejamento.


    7.ORIENTAÇÕES GERAIS

    7.1.A regulamentação vigente, que estabelece os requisitos, critérios de formação de famílias e procedimentos de ensaios para certificação deve ser observada durante todo o processo de certificação e homologação.

    7.2.Quaisquer dúvidas quanto a sua aplicabilidade devem ser levadas à consideração da Gerência de Certificação e Numeração da Anatel antes do início do processo de certificação e homologação.

    7.3.Para cabos não previstos na regulamentação vigente, antes de dar início ao processo de certificação, a Gerência de Certificação e Numeração da Anatel deve ser consultada.

    7.4.Para os cabos homologados antes da entrada em vigor deste documento, aplicam-se os seguintes princípios, descritos na regulamentação vigente:

    7.4.1.Para os cabos homologados, as orientações deste documento devem ser observadas por ocasião da manutenção da certificação do produto.

    7.4.2.As orientações deste documento devem ser observadas sempre que ocorrer a emissão de novo certificado de conformidade técnica pelo Organismo de Certificação Designado (OCD).

    7.5.No caso de produtos fabricados em regime de OEM (Original Equipment Manufacturer, Fabricante Original de Equipamento) que deem origem a novos requerimentos de homologação, o processo de certificação deve estar adequado às disposições deste documento.

    7.6.Para os produtos de fabricados em regime de OEM, os novos requerimentos devem estar adequados a este documento mesmo que o período de manutenção da certificação inicial ainda não tenha vencido.


    8.AMOSTRAGEM DO CABO COAXIAL


    8.1.

    Devem ser apresentadas para ensaios completos pelo menos uma amostra de cabo com o maior diâmetro e uma com o menor diâmetro de cada família de cabos a serem certificados, sendo que os ensaios efetuados nessas amostras serão válidos para os demais cabos da mesma família cujos diâmetros estejam compreendidos dentro da faixa resultante.

    8.1.1.Devem ser realizados ensaios completos nos cabos de maior e menor diâmetro que representam a família.


    8.2.

    Caso uma família de cabos para certificação inclua cabos com características opcionais ou especiais, deverão ser fornecidas amostras adicionais, suficientes para a realização dos ensaios específicos correspondentes.


    8.3.

    Caso um determinado cabo possua jaqueta ou capa externa distintas para aplicação em áreas internas e áreas externas, deverão ser apresentadas para ensaios duas amostras deste cabo com as referidas capas. Em uma amostra serão realizados os ensaios completos e em outra os ensaios aplicáveis ao material da jaqueta e capa externa, de acordo com o estabelecido nas tabelas 8 e 9.


    8.4.

    Caso um determinado cabo possua jaqueta ou capa externa de cores distintas para aplicação em área interna, o interessado deve declarar formalmente que o material base, sem corante, utilizado na fabricação da amostra submetida a ensaio será mantido assim como suas características frente à chama.


    8.5.

    Caso um determinado cabo possua jaqueta ou capa externa de cores distintas para aplicação em área externa, todos os cabos de cores distintas devem ser submetidos ao ensaio de intemperismo.


    8.6.

    Os ensaios do mensageiro integrado devem ser realizados em todos os diâmetros utilizados na família. Caso um determinado diâmetro seja utilizado em uma ou mais famílias de cabos não é necessário repetir os ensaios do mensageiro para cada família.


    8.7.

    As amostras de cabo apresentadas para ensaios devem ter lance de, no mínimo, 100 m e ter suas extremidades preparadas com conectores.


    8.8.

    Quando os ensaios forem realizados em laboratórios distintos, as amostras deverão ser retiradas de cabos de um mesmo lote.


    8.9.

    Para os ensaios específicos das capas externas as amostras de cabos a serem apresentadas para ensaios deverão ter o lance especificado de comum acordo entre o laboratório e o interessado.


    8.10.

    No caso de reteste decorrente de não conformidades encontradas nos ensaios ou inclusão de cabo similar em uma mesma família, a amostra poderá ser retirada de lote diferente da amostra original.

    8.10.1.Neste caso, o especialista do OCD deve avaliar a amostra e descrever esta avaliação no relatório de avaliação da conformidade técnica, indicando claramente que a nova amostra tem as mesmas características da amostra do lote original.


    8.11.

    No caso de alteração dos requisitos específicos do cabo que levem à necessidade de nova avaliação da conformidade, poderá ser utilizada amostra de lote diferente daquela usada na certificação inicial, desde que os procedimentos usados na avaliação da conformidade inicial estejam adequados a este documento.

    8.11.1.O item 8.10.1 também deve ser observado neste caso.


    8.12.

    A amostra do cabo encaminhada para os ensaios deve ter impressa, na capa, a identificação ou, quando aplicável, a designação do produto, bem como: nome/identificação do fabricante (detentor da tecnologia) e/ou marca comercial do fabricante (detentor da tecnologia) e/ou marca comercial do requerente da homologação, quando devidamente autorizado pelo fabricante (detentor da tecnologia), a identificação do lote de fabricação e ambiente de instalação (interno e/ou externo).

    8.12.1.O cabo comercializado deve ter impressa na capa, em intervalos não superiores a 5 m, as mesmas informações previstas no item 8.12, bem como a identificação de homologação, conforme item 10 abaixo.

    8.12.2.Se ensaios para manutenção do certificado de conformidade forem necessários, as amostras do cabo encaminhada para os ensaios de manutenção devem atender ao disposto no subitem 8.12.1.


    8.13.

    Não serão considerados válidos, para fins de certificação e homologação, ensaios realizados em materiais de um modelo de cabo para certificação de outro de família diferente.


    9.ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS

    9.1.No caso de uma família de produtos possuírem cabos com diferentes tipos de comportamento frente à chama, uma amostra deverá ser submetida a todos os ensaios previstos para o produto.

    9.2.Para os outros cabos com comportamentos frente a chama distintos, todos os ensaios referentes à capa deverão ser refeitos, conforme tabelas 8 e 9.

    9.3.No caso de uma família de produtos possuírem cabos com outros tipos de revestimento externo, uma amostra de cada cabo deverá ser submetida a todos os ensaios referentes a esta alteração, conforme tabelas 8 e 9.

    9.4.Para produtos que apresentarem não conformidade em algum ensaio e houver qualquer alteração no processo produtivo ou no produto que implique em uma nova amostra, esta deverá ser submetida ao ensaio no qual a primeira amostra foi reprovada e a todos os ensaios referentes àquela alteração, conforme tabelas 8 e 9.

     

    Tabela 8 – Relação de ensaios a serem refeitos.

     

    Ensaios a serem refeitos

    Materiais ou partes do cabo coaxial cujos requisitos específicos não foram atendidos ou que sofreram alteração no processo de fabricação ou no produto

    Elétricos

    Transmissão

    Capa

    Condutor interno

    Condutor externo

    Dielétrico

    Mensageiro

    Composto vedante

    Capa (revestimento externo)

     

     

    X

     

     

     

     

     

    Condutor interno (central)

    X

    (ver nota 1)

    X

     

    X

     

     

     

     

    Condutor externo (blindagem)

    X

    (ver nota 1)

    X

     

     

    X

     

     

     

    Dielétrico

    X

    (ver nota 2)

    X

     

     

     

    X

     

     

    Mensageiro

     

     

     

     

     

     

    X

     

    Composto vedante

     

     

     

     

     

     

     

    X

    Nota 1: Reensaiar SOMENTE resistência elétrica

    Nota 2: Reensaiar SOMENTE rigidez dielétrica

     

    Tabela 9 - Descrição dos ensaios.

    Requisitos específicos

    Ensaios elétricos

    • Resistência elétrica do condutor interno

    • Rigidez dielétrica

    Ensaios de transmissão

    • Atenuação

    • Impedância

    • Velocidade de propagação

    • Perda de retorno

    Ensaios no condutor interno
    (central)

    • Diâmetro do condutor

    Ensaios no condutor externo
    (blindagem)

    • Diâmetro sobre o condutor

    Ensaios na capa
    (revestimento externo)

    • Densidade

    • Espessura mínima da capa

    • Excentricidade da capa

    • Tração à ruptura do material da capa externa (original)

    • Alongamento mínimo do material da capa externa (original)

    • Envelhecimento do material da capa externa

    • Alongamento mínimo do material da capa externa (envelhecido)

    • Tração à ruptura do material da capa externa (envelhecido)

    • Intemperismo

    • Resistência à baixa temperatura

    • Coeficiente de absorção

    • Teor de negro de fumo

    • Comportamento frente à chama

    Ensaios no dielétrico

    • Força de aderência mínima entre o dielétrico e o condutor central

    • Indução Oxidativa (OIT)

    • Estabilidade Térmica

    Ensaios no mensageiro

    • Carga de ruptura mínima

    • Camada de zinco

    • Aderência da camada de zinco

    • Diâmetro

    Ensaios no composto vedante

    • Resistência à corrosão

    • Escoamento do composto vedante


    10.IDENTIFICAÇÃO DA HOMOLOGAÇÃO

    10.1.A marcação do selo ANATEL e a identificação do código de homologação devem ser apresentadas na embalagem externa do produto, em conformidade com a regulamentação vigente. Também podem ser utilizados, opcionalmente, meios de impressão gráfica nos catálogos dos produtos ou na documentação técnica pertinente.

    10.2.Adicionalmente, conforme o procedimento operacional para marcação da identificação da homologação Anatel em produtos para telecomunicações, anexo ao ato nº 4088, de 31 de julho de 2020, deve ser impressa de forma legível na capa externa dos cabos, ao longo do seu comprimento, a identificação alfanumérica da homologação do produto, em uma das seguintes formas:

    a) ANATEL HHHHH-AA-FFFFF; ou

    b) ANATEL: HHHHH-AA-FFFFF.

    Onde:

    HHHHH – identifica a homologação do produto por meio de numeração sequencial com 5 (cinco) caracteres;

    AA – identifica o ano de emissão da homologação com 2 (dois) caracteres numéricos;

    FFFFF – identifica o fabricante do produto com 5 (cinco) caracteres alfanuméricos.