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CONSULTA PÚBLICA Nº 12
    Introdução




    Título

    ANEXO À RESOLUÇÃO N.º XXX DE XX DE nnnnnn DE 2010

     

    NORMA PARA CERTIFICAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO DE ACUMULADORES CHUMBO-ÁCIDO ESTACIONÁRIOS REGULADOS POR VÁLVULA


    Objetivo

    1  Objetivo

     

    Esta Norma estabelece os requisitos a serem verificados na avaliação da conformidade dos acumuladores chumbo-ácido estacionários regulados por válvula, que operem nos regimes de alta e média intensidades de descarga, utilizados como fonte de energia elétrica, para efeito de certificação e homologação junto à Agência Nacional de Telecomunicações Anatel.


    Abrangência

    2  Abrangência

     

    Esta Norma se aplica aos acumuladores chumbo-ácido estacionários regulados por válvula, montados como elementos de 2V ou monoblocos (independente da tensão nominal), adequados para instalação no mesmo ambiente dos equipamentos de telecomunicações e utilizados em todos os serviços regulados pela Agência.


    Referencias

    3  Referências

     

    Para fins desta Norma, são adotadas as referências a seguir. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento, incluindo as emendas:

     

    I – Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, emitido pela Anatel;

    II – ABNT NBR 6179 – Chumbo refinado – Especificação;

    III – ABNT NBR 14204 – Acumulador chumbo-ácido estacionário regulado por válvula – Especificação;

    IV – ABNT NBR 14205 – Acumulador chumbo-ácido estacionário regulado por válvula – Ensaios;

    V – ABNT NBR 14206 – Acumulador chumbo-ácido estacionário regulado por válvula – Terminologia;

    VI – ABNT NBR 15389 – Bateria Chumbo-Ácida Estacionária Regulada por Válvula – Instalação e Montagem;

    VII – ABNT NBR 15641 – Bateria Chumbo-Ácida Estacionária Regulada por Válvula – Manutenção;

    VIII – CONAMA Resolução Nº 401/2008 – Estabelece limites máximos de chumbo, cádmio e mercúrio e os critérios e padrões para o gerenciamento ambientalmente adequado das pilhas e baterias portáteis, das baterias chumbo-ácido, automotivas e industriais e das pilhas e baterias dos sistemas eletroquímicos níquel-cádmio e óxido de mercúrio;

    IX – IEC 60896 – 21 – Stationary lead-acid batteries – Valve regulated types – Methods of test;

    X – IEC 60896 – 22 – Stationary lead-acid batteries – Valve regulated types – Requirements;

    XI – UL 94 - Underwriters Laboratories – Test for flammability of plastic materials for parts in devices and appliances, vertical burning test for classifying 84 V-0 or 94 V-2;


    Definições

    4 Definições

     

    Para os fins a que se destina esta Norma, aplicam-se as seguintes definições:

     

            I.      Acumulador Chumbo-Ácido: acumulador elétrico no qual os materiais ativos são o chumbo e seus compostos e o eletrólito uma solução aquosa de ácido sulfúrico;

         II.      Acumulador Chumbo-Ácido Estacionário Ventilado: acumulador chumbo-ácido com livre escape de gases e que permite a reposição de água;

       III.      Acumulador Chumbo-Ácido Regulado por Válvula: acumulador chumbo-ácido, que tem como princípio de funcionamento o ciclo do oxigênio, apresenta eletrólito imobilizado e dispõe de uma válvula reguladora para escape de gases, quando a pressão interna do acumulador exceder a um valor pré-determinado;

      IV.      Acumulador Chumbo-Ácido Regulado por Válvula com Eletrólito Absorvido: acumulador chumbo-ácido regulado por válvula, que apresenta o eletrólito constituído por uma solução aquosa de ácido sulfúrico, absorvido no separador;

         V.      Acumulador Chumbo-Ácido Regulado por Válvula com Eletrólito na Forma de Gel: acumulador chumbo-ácido regulado por válvula, que apresenta o eletrólito imobilizado na forma de um gel, constituído por uma solução aquosa de ácido sulfúrico e uma matriz gelificante;

      VI.      Acumulador Elétrico ou Elemento: dispositivo capaz de transformar energia química em energia elétrica e vice-versa, em reações quase completamente reversíveis, destinado a armazenar sob forma de energia química a energia elétrica que lhe tenha sido fornecida, restituindo a mesma em condições determinadas;

    VII.      Acumulador Estacionário: acumulador que, por natureza do serviço, funciona imóvel, permanentemente conectado a uma fonte de corrente;

    VIII.      Amostra: conjunto de elementos ou monoblocos fornecidos pelo fabricante a serem submetidos aos ensaios, para fins de certificação.

      IX.      Autodescarga: descarga proveniente de processos eletroquímicos internos do acumulador;

         X.      Barra Coletora: barra de interligação à qual estão soldadas as placas de mesma polaridade e o(s) pólo(s) correspondente(s);

      XI.      Bateria: conjunto de elementos ou monoblocos interligados eletricamente compondo uma tensão total compatível com o sistema de energia associado;

    XII.      Capacidade em Ampère-hora (Ah): produto da corrente, em Ampère, pelo tempo, em hora, corrigido para a temperatura de referência, fornecido pelo acumulador em determinado regime de descarga, até atingir a tensão final de descarga;

    XIII.      Capacidade Especificada: capacidade em Ampère-hora definida para um determinado regime de descarga, podendo ser o nominal ou o indicado;

    XIV.      Capacidade Indicada (Ci): capacidade em Ampère-hora definida para um regime de descarga diferente do nominal, em corrente constante à temperatura de referência (25°C), até a tensão final de 1,75 V por elemento;

    XV.      Capacidade Nominal (C10) em regime de Média Intensidade de Descarga: capacidade em Ampère-hora definida para um regime de descarga de 10 h, em corrente constante à temperatura de referência (25°C), até a tensão final de 1,75 V por elemento;

    XVI.      Capacidade Nominal (C0,25) em regime de Alta Intensidade de Descarga: capacidade em Ampère-hora definida para um regime de descarga de 0,25 h (15 min.) em corrente constante à temperatura de referência (25°C), até a tensão final de 1,60 V por elemento;

    XVII.      Capacidade Real em Regime Nominal (Cr10) para Média Intensidade de Descarga: capacidade em Ampère-hora obtida ao final de uma descarga com corrente constante e numericamente igual a C10 dividido por 10 à temperatura de referência (25°C), até a tensão final de 1,75 V por elemento;

    XVIII.      Capacidade Real em Regime Nominal (Cr0,25) para Alta Intensidade de Descarga: capacidade em Ampère-hora obtida ao final de uma descarga com corrente constante e correspondente ao tempo de 0,25 h (15 min.) à temperatura de referência (25°C), até a tensão final de 1,60 V por elemento;

    XIX.      Capacidade Real em Regime Diferente do Nominal (Cri) para Média Intensidade de Descarga: capacidade em Ampère-hora obtida ao final de uma descarga com corrente constante diferente do valor nominal, à temperatura de referência (25°C), até a tensão final de 1,75 V por elemento;

    XX.      Capacidade Real em Regime Diferente do Nominal (Cri) para Alta Intensidade de Descarga: capacidade em Ampère-hora obtida ao final de uma descarga com corrente constante diferente do valor nominal, à temperatura de referência (25°C), até a tensão final de 1,60 V por elemento;

    XXI.      Carga de um Acumulador: operação de conversão de energia elétrica em energia química;

    XXII.      Carga de Flutuação: carga aplicada visando compensar as perdas por autodescarga, mantendo-o no estado de plena carga;

    XXIII.      Carga com Tensão Constante: carga realizada mantendo-se limitada a tensão na fonte de corrente contínua;

    XXIV.      Circuito Aberto: condição na qual o elemento ou monobloco ou bateria encontra-se desconectado de circuito externo, não havendo circulação de corrente entre pólos ou terminais;

    XXV.      Coeficiente de Temperatura para a Capacidade: constante utilizada para corrigir à temperatura de referência, o valor da capacidade obtida à uma determinada temperatura;

    XXVI.      Corrente de Carga: corrente fornecida ao acumulador no processo de carga;

    XXVII.      Corrente de Descarga: corrente fornecida pelo acumulador quando o mesmo está em descarga;

    XXVIII.      Descarga de um Acumulador: operação pela qual a energia química armazenada é convertida em energia elétrica alimentando um circuito externo;

    XXIX.      Elemento: conjunto constituído de dois grupos de placas de polaridades opostas, isolados entre si por meio de separadores e/ou distanciadores, imersos no eletrólito dentro do vaso que os contém. Constitui a base de um acumulador elétrico;

    XXX.      Eletrólito: solução aquosa de ácido sulfúrico imobilizada na forma de um gel ou absorvida nos separadores;

    XXXI.      Família de Acumuladores: conjunto de modelos de acumuladores constituídos pelo mesmo tipo de placas, considerando as suas características físicas e elétricas, diferenciando apenas no tamanho do vaso e quantidade de placas empregadas;

    XXXII.      Grade: Estrutura metálica destinada a conduzir corrente elétrica e suportar mecanicamente os materiais ativos;

    XXXIII.      Instante Final de Carga: instante em que o elemento ou monobloco repõe entre 105 a 120% da carga retirada, o que pode ser observado pela estabilização, por um período de três horas, da corrente de carga ou pelo tempo de carga recomendado pelo fabricante;

    XXXIV.      Instante Final de Descarga: instante em que um elemento atinge a tensão final de descarga especificada;

    XXXV.      Massa Ativa: parte da placa que é submetida a uma transformação química durante a passagem de corrente;

    XXXVI.      Monobloco: conjunto de dois ou mais elementos interligados eletricamente, montados em um único vaso, em compartimentos separados.

    XXXVII.      Placa: conjunto constituído pelas grades e massa ativa;

    XXXVIII.      Plena Carga: estado do elemento quando atinge as condições do instante final de carga;

    XXXIX.      Pólo: peça metálica conectada a barra coletora que permite a ligação com o circuito externo;

    XL.      Regime de Descarga: condição de descarga de um acumulador, definido por uma corrente necessária para que seja atingida a tensão final de descarga, em tempo e condições especificados;

    XLI.      Regime de Flutuação: condição na qual o acumulador é mantido com uma carga de flutuação contínua;

    XLII.      Tampa: peça de cobertura do vaso fixada ao mesmo, com aberturas para a passagem dos pólos e colocação de válvula;

    XLIII.      Temperatura do Ambiente de Operação: valor de temperatura obtida no interior do gabinete ou próximo a estante onde se encontra instalado o acumulador;

    XLIV.      Temperatura do Elemento ou Monobloco: valor da temperatura obtida na superfície do elemento ou monobloco;

    XLV.      Temperatura Média Anual: valor da média ponderada da temperatura do local de instalação do elemento ou monobloco no período de 12 meses;

    XLVI.      Temperatura Média de Descarga: média das temperaturas dos elementos ou monoblocos durante a descarga;

    XLVII.      Temperatura de Referência: temperatura à qual devem ser referidos os valores medidos. Para os acumuladores estacionários a temperatura de referência é de 25°C;

    XLVIII.      Tensão de Circuito Aberto: tensão existente entre os pólos de um elemento ou monobloco em circuito aberto;

    XLIX.      Tensão Crítica de um elemento ou monobloco: na condição de flutuação é a tensão abaixo da qual as placas despolarizam-se acelerando o processo de sulfatação da massa ativa das placas.

          L.      Tensão Final de Descarga: tensão na qual se considera o elemento ou monobloco tecnicamente descarregado para um determinado regime de descarga;

       LI.      Tensão de Flutuação: tensão acima da tensão de circuito aberto estabelecida para o elemento ou monobloco carregado, acrescida apenas do necessário para compensar as perdas por autodescarga, mantendo o elemento ou monobloco carregado. Para este tipo de acumulador, é utilizada também como tensão de recarga;

     LII.      Tensão Nominal de um Elemento: valor de tensão que caracteriza o tipo de acumulador. Para elemento chumbo-ácido a tensão nominal é de 2 V;

    LIII.      Tensão Nominal de um Monobloco: valor da tensão de nominal de um elemento multiplicada pelo número de elementos do monobloco;

    LIV.      Válvula Reguladora: dispositivo destinado a permitir a liberação de gases formados no interior do acumulador e a impedir a entrada de oxigênio. Esta válvula pode apresentar características de segurança, possuindo um dispositivo para impedir que a entrada de faísca no elemento provoque sua explosão;

    LV.      Vaso: recipiente que contém os grupos de placas, seus separadores e o eletrólito;

    LVI.      Vida Útil de um Acumulador: intervalo de tempo entre o início de operação e o instante no qual sua capacidade atinge a 80% do valor da capacidade nominal, nas condições normais de operação;

    LVII.      Vida Útil Projetada: vida útil de um acumulador, baseada nas suas características de projeto, fabricação e aplicação;

    LVIII. Vpe – volts por elemento.


    5.1 Regimes de Descarga

    5 Especificações Básicas

     

     

    5.1 Regimes de descarga

     

    Os acumuladores descritos nesta Norma, em função do regime de descarga, são classificados como:

     

    5.1.1 Média Intensidade de Descarga: corresponde a tempos de descarga maiores que 01 hora até 20 horas, aplicados aos sistemas de energia em corrente contínua, e devem atender as capacidades de 20 Ah a 3000 Ah para regime de descarga de 10 h até a tensão final de 1,75 Vpe à temperatura de referência de 25º C;

     

    5.1.2 Alta Intensidade de Descarga: corresponde a tempos de descarga iguais ou menores que 1 hora, aplicados aos sistemas de energia em corrente alternada ininterrupta (Uninterrupt Power Supply - UPS) e deve ser definida para regime de descarga de 0,25 h (15 min.) até a tensão final de 1,60 Vpe à temperatura de referência de 25º C.


    5.2 Vida Util

    5.2  Vida Útil

     

    A vida útil projetada para os acumuladores objeto desta Norma deve ser superior a 10 anos, em regime de flutuação, com temperatura de operação de 25ºC.


    5.3 Caracteristicas de Materiais

    5.3    Características de Materiais

     

    5.3.1        Todos os materiais empregados na fabricação dos acumuladores não devem ter características de qualidade inferiores às indicadas nesta Norma, conforme itens a seguir, devendo corresponder àquelas declaradas pelo fabricante, de modo a garantir o funcionamento durante sua vida útil.

     

    5.3.2        Os acumuladores devem ter suas grades compostas de chumbo puro ou ligas de chumbo conforme definido nesta Norma. As placas positivas devem ser do tipo tubular ou empastada.

     

    5.3.3        Todos os materiais poliméricos utilizados devem apresentar resistência mecânica compatível com a aplicação e serem inertes em relação ao eletrólito, devendo apresentar estabilidade química frente ao ácido e/ou material ativo e estabilidade dimensional dentro da faixa de temperatura do ambiente de operação.

     

    5.3.4        O selante e/ou adesivo, caso utilizado na fabricação dos acumuladores, deve ser inerte e ter características de resistência ao eletrólito e à temperatura de trabalho, sem perder as suas propriedades específicas.

     

    5.3.5        Os acumuladores não devem apresentar qualquer componente utilizado previamente em outros acumuladores. O chumbo utilizado como matéria prima na fabricação da massa ativa das placas deve ser de grau extra, conforme especificado na NBR 6179. O chumbo reciclado pode ser utilizado, somente, na fabricação das barras coletoras, dos pólos e grades.

     

    5.3.6 O acumulador deverá atender aos limites máximos de mercúrio e cádmio estabelecidos na Resolução CONAMA citada na referência VIII.

     

    5.3.7 Os separadores devem ser de material microporoso com estabilidade química frente ao eletrólito e/ou material ativo e estabilidade dimensional na temperatura do ambiente de operação.

     

    5.3.8 O eletrólito deve ser uma solução de ácido sulfúrico em água deionizada e/ou destilada, imobilizado no acumulador através da utilização de agente gelificante ou absorvido nos separadores.

     

    5.3.9 Os materiais poliméricos constituintes dos vasos e tampas devem apresentar características de auto-extinção em relação à chama, grau V-0.

     

    5.3.10 As interligações (barras e cabos), porcas e parafusos devem ser protegidos contra a oxidação do meio ambiente.

     

    5.3.11 Os pólos e as barras coletoras devem ser soldados de forma a não propiciar trincas ou bolhas na região de solda, que possam comprometer o desempenho do acumulador.

     

    5.3.12 O projeto dos acumuladores deve ser tal que não contenha eletrólito na forma líquida e quando submetidos a ciclos térmicos, não apresentem vazamento de eletrólito.


    5.4 Desempenho

    5.4 Desempenho

     

    5.4.1 O acumulador deve apresentar no primeiro ciclo de descarga, uma capacidade real mínima igual a 100% da capacidade nominal indicada pelo fabricante.

     

    5.4.2 A válvula reguladora, nas condições normais de operação, deve impedir a entrada de gases ou impurezas no elemento ou monobloco e também deve ser capaz de aliviar a pressão interna gerada pelos gases formados durante os processos de flutuação ou carga, evitando assim deformações ou outros danos ao acumulador. Depois de normalizada a pressão interna, deve retornar às condições normais de operação.

     

    5.4.3 É obrigatório que a válvula reguladora utilizada nos acumuladores de alta intensidade de descarga possua pastilha antiexplosão.

     

    5.4.4 O valor da pressão de abertura da válvula reguladora deverá constar no manual técnico.

     

    5.4.5 O elemento ou monobloco não deve apresentar vazamento de gás ou eletrólito, bem como danos à sua integridade física, quando submetido a uma pressão positiva de 30 kPa (0,30 kgf/cm2), durante um (01) minuto.


    5.5 Identificação

    5.5 Identificação

     

    5.5.1  Todos os elementos ou monoblocos devem ter indicadas, no mínimo, as seguintes informações afixadas ou gravadas de forma legível e indelével:

     

    a) fabricante/fornecedor;

    b) tipo;

    c) número de série de fabricação;

    d) mês e ano de fabricação;

    e) capacidade nominal;

    f) identificação dos pólos na cor vermelha e/ou "+" e na cor azul ou preta e/ou "-";

    g) tensão nominal.

     

    5.5.2  A Placa de Característica a ser afixada na estante ou gabinete, em local de fácil visualização, deve ser de material resistente à corrosão e ter indicadas, no mínimo, as seguintes informações, que devem ser gravadas de forma legível e indelével:

     

    a) fabricante/fornecedor;

    b) tipo;

    c) capacidade nominal;

    d) tensão nominal da bateria;

    e) tensão de flutuação da bateria referenciada a 25ºC;

    f) data de fabricação;

    g) data de instalação;

    h) número de série da bateria;

    i) número de elementos da bateria;

    j) datas de início e término da garantia;

    k) número do documento de compra (Contrato, Pedido, etc);

     

    Os dados que não foram disponíveis em fábrica devem ser preenchidos em campo.


    5.6 Condições do Ambiente de Operação

    5.6 Condições do Ambiente de Operação

     

    Os acumuladores devem ser projetados de forma a atender todas as condições abaixo:

     

    5.6.1 A temperatura do ambiente de operação do acumulador deve estar entre 10ºC e 35ºC, sendo 25ºC a temperatura de referência, e observando que acima da temperatura de 25ºC admite-se redução da vida útil, devendo o fabricante indicar no manual técnico o percentual de redução.

     

    5.6.2 A umidade relativa do ar do local de instalação do acumulador deve estar entre 10% e 80%, sem condensação.

     

    5.6.3 O acumulador deverá operar em qualquer altitude.

     

    5.6.4 Dentro das condições ambientais citadas nos itens anteriores o acumulador deverá manter sua integridade estrutural e não apresentar vazamentos e/ou deformações.


    6 Manual tecnico

    6. Manual Técnico

     

    O Manual Técnico do acumulador deve conter informações detalhadas relativas a fabricação, instalação, operação e manutenção. A seguir estão relacionados os requisitos mínimos que devem constar do manual.

     

    6.1 Aspectos construtivos, dimensionais e físicos

     

    6.1.1 Desenho construtivo das estantes/gabinetes, incluindo as dimensões.

     

    6.1.2 Características construtivas dos elementos ou monoblocos: placas, separadores, vasos, tampas, buchas, pólos, válvulas reguladoras, e outras partes específicas, discriminando os materiais empregados.

     

    6.1.3 Características dimensionais dos elementos ou monoblocos: peso e dimensões externas.

     

    6.1.4 Relação das capacidades nominais por modelo.

     

    6.1.5 Características do elemento ou monobloco: valor da densidade do eletrólito, valor das tensões de flutuação, carga, crítica e de circuito aberto, bem como da temperatura de operação recomendável.


    6.2 Curvas e Tabelas caracteristicas

    6.2         Curvas e tabelas características

     

    6.2.1        Capacidade versus Tempo de Descarga, para os diversos tipos de elementos ou monoblocos e diversos regimes, sendo:

     

    a) regimes de alta intensidade de descarga: curvas com tempos de descarga de 15, 30 e 60 minutos, para tensões de final de descarga de 1,60Vpe / 1,65Vpe / 1,70 Vpe / 1,75Vpe;

     

    b) regimes de média intensidade de descarga: curvas com tempos de descarga de 1, 3, 5, 10 e 20 horas, para tensões finais de descarga de 1,75 Vpe / 1,80 Vpe / 1,85 Vpe.

     

    6.2.2 Corrente e tensão de carga em função do tempo de carga.

     

    6.2.3 Curva de carga na tensão de flutuação especificada pelo fabricante.

     

    6.2.4 Variação da capacidade em função da temperatura do elemento ou monobloco.

     

    6.2.5 Correção da tensão de flutuação em função da temperatura.

     

    6.2.6 Variação do estado de carga em função da tensão de circuito aberto.

     

    6.2.7 Fator “K” para o regime de média intensidade de descarga, tensões de final de descarga de 1,75 Vpe / 1,80 Vpe e 1,85 Vpe para tempos de descarga de 1 a 20 horas.

     

    6.2.8 Variação da corrente de flutuação em função do tempo de operação do acumulador.


    6.3 Desempenho e Caracteristicas

    6.3 Desempenho e Características

     

    6.3.1 Operação sobre condição climática desfavorável e vida útil em função da temperatura ambiente.

     

    6.3.2 Perda de capacidade em função do tempo de operação.

     

    6.3.3 Autodescarga.

     

    6.3.4 Emissão de gases.

     

    6.3.5 Reações químicas envolvidas.

     

    6.3.6 Medidas ôhmicas internas e corrente de curto-circuito.

     

    6.3.7 Corrente de Ripple.


    6.4 Armazenamento e Instalação

    6.4 Armazenamento e Instalação

     

    6.4.1 Recebimento e desembalagem.

     

    6.4.2   Armazenagem do acumulador: características do local e tempo máximo de armazenagem sem recarga.

     

    6.4.3   Preparação do local de instalação.

     

    6.4.4   Montagem da estante/gabinete.

     

    6.4.5   Instalação dos acumuladores.

     

    6.4.6   Interconexão dos elementos ou monoblocos.

     

    6.4.7   Torque aplicável nos parafusos de interligação entre os elementos ou monoblocos da mesma fila ou entre filas.

     

    6.4.8   Leituras antes da ativação dos acumuladores, tais como tensão individual dos elementos ou monoblocos e tensão total do acumulador, bem como providências a serem adotadas no caso de irregularidades.

     

    6.4.9   Tabela que relacione as barras de interligação dos elementos ou monoblocos em função do tipo/código dos elementos ou monoblocos.

     

    6.4.10    Requisitos de segurança para o local de instalação do acumulador.


    6.5 Operação e manutenção preventiva

    6.5            Operação e manutenção preventiva

     

    6.5.1   Valores de ajuste para a tensão de flutuação.

     

    6.5.2   Equalização, quando efetuar e procedimentos aplicáveis.

     

    6.5.3   Método de ensaio para a avaliação da capacidade.

     

    6.5.4   Programa de manutenção: atividades e periodicidade.

     

    6.5.5   Descrição das anormalidades e dos defeitos mais comuns, passíveis de ocorrer durante a vida do acumulador, causas prováveis e os procedimentos detalhados para sua correção.

     

    6.5.6   Avalanche térmica: causas e precauções.

     

    6.5.7   Instrumentos e ferramentas necessários para manutenção.

     

    6.5.8   Equipamento de proteção individual do operador.


    6.6 Saúde e meio ambiente

    6.6   Saúde, Segurança e Meio Ambiente

     

    Orientações, cuidados básicos e descarte.


    7 Estante ou gabinete

    7 Estante ou Gabinete

     

    7.1 A estante poderá ser do tipo aberta (com os acumuladores instalados na horizontal ou vertical) ou gabinete fechado.

     

    7.2 Para fornecimento em estante aberta devem ser atendidos os seguintes requisitos visando à segurança física dos operadores e a patrimonial:

     

    7.2.1 A distância entre as filas verticais deverá ser tal que permita a realização de medições sem riscos de acidente.

     

    7.2.2 Os acumuladores deverão ser instalados com afastamento mínimo de 05 mm, na horizontal.

     

    7.2.3 As interligações entre os elementos ou monoblocos deverão possuir isolação elétrica, caso contrário, cada fila deverá possuir proteção frontal de material isolante.

     

    7.2.4 As partes constituintes deverão ter resistência mecânica adequada para suportar com segurança os acumuladores, sem apresentar abaulamentos ou deformações.

     

    7.2.5 As partes metálicas deverão ser resistentes a corrosão.


    7.3 gabinete

    7.3 Para fornecimento em gabinete fechado devem ser atendidos os seguintes requisitos visando evitar a concentração de hidrogênio em limites superiores a 3,8% do volume, permitir a livre circulação de ar, impedir a queda de materiais em seu interior, e garantir a segurança física dos operadores e a patrimonial:

     

    7.3.1 As portas e laterais deverão ser vazadas.

     

    7.3.2 A parte superior deverá ser fechada com tela.

     

    7.3.3 As bandejas para suporte dos acumuladores deverão ser vazadas.

     

    7.3.4 A distância entre as filas verticais deverá permitir medições sem riscos de acidente.

     

    7.3.5 Os acumuladores deverão ser instalados com afastamento mínimo de 05 mm, na horizontal.

     

    7.3.6 As interligações entre os elementos ou monoblocos deverão possuir isolação elétrica;

     

    7.3.7 As partes constituintes deverão ter resistência mecânica adequada para suportar com segurança os acumuladores, sem apresentar abaulamentos ou deformações;

     

    7.3.8 As partes metálicas deverão ser resistentes a corrosão.


    8 Embalagem

    8 Embalagem

     

    A embalagem dos acumuladores deve apresentar resistência mecânica suficiente para o manuseio e transporte, com identificação de posicionamento e conteúdo.


    9 Acessorios

    9 Acessórios

     

    As chaves de conexão fornecidas devem ter cabos isolados.


    10.1.1 Inspeção Visual

    10 Ensaios

     

    10.1 Avaliação das Características Construtivas

     

     

    10.1.1  Inspeção Visual

     

    a) Objetivo: verificar os aspectos construtivos dos acumuladores.

     

    b) Requisito: os elementos ou monoblocos devem apresentar características construtivas adequadas, de modo a não comprometer os ensaios a que serão submetidos.    

     

    c) Itens de verificação

     

    - todos os elementos ou monoblocos devem conter, no mínimo, as informações definidas no item 5.5.1;

     

    - os pólos devem estar alinhados, sem falhas de fundição ou presença de rebarbas;

     

    - o vaso deve estar limpo, uniforme quanto à cor, sem rebarbas, trincas, quebras e riscos grosseiros nas laterais;

     

    - a tampa deve estar limpa, uniforme quanto à cor, sem rebarbas, trincas, quebras, riscos grosseiros e sinais de queima;

     

    - a selagem da junção tampa / vaso deve estar uniforme e contínua;

     

    - não deve haver vazamento de solução em qualquer ponto da junção tampa / vaso, tampa / pólo

    e tampa / válvula;

     

    - o vaso, quando exposto a uma superfície plana, permanece nivelado.

     

    d) Análise do Resultado: não sendo atendidos os requisitos acima, os elementos ou monoblocos devem ser considerados reprovados podendo ser substituídos pelo fabricante, observando o disposto no item 14 desta Norma.


    10.1.2 Inspeção Construtiva

    10.1.2 Inspeção Construtiva

     

    a) Objetivo: verificar as características construtivas do acumulador.

     

    b) Requisito: todas as características construtivas dos elementos ou monoblocos devem corresponder ao indicado no manual técnico.

     

    c) Itens de verificação

     

    - dimensões dos elementos ou monoblocos: admite-se uma tolerância de +/- 2% (desde que não ultrapasse a +/- 5 mm), no comprimento, largura, altura com e sem os pólos.

     

    - peso: admite-se uma tolerância de +/- 1%.

     

    d) Análise do Resultado: não sendo atendidos os requisitos acima, os elementos ou monoblocos devem ser considerados como reprovados podendo ser substituídos pelo fabricante, observando o disposto no item 14 desta Norma.


    10.2.1 Tratamento Prévio

    10.2 Avaliação das Características Elétricas

     

    10.2.1 Tratamento Prévio

     

    a) Objetivo: preparação inicial da amostra, de modo que no início dos ensaios elétricos, os acumuladores apresentem valor estável em sua capacidade.

     

    b) Requisito: os elementos ou monoblocos devem apresentar dois valores consecutivos de capacidade com diferença menor ou igual a 4%, corrigidos para a temperatura de referência, quando submetidas a, no mínimo 02 (dois) ciclos e no máximo 10 (dez) ciclos de carga e descarga, nas mesmas condições, e:

     

    - para os acumuladores de média intensidade de descarga esta capacidade deverá ser igual ou maior que 100% da capacidade nominal C10. 

     

    - para os acumuladores de alta intensidade de descarga, esta capacidade deverá ser igual ou maior que 100% da capacidade nominal C0,25.

     

    c) Condições a serem observadas

     

    No início do ensaio:

     

    - o tempo decorrido entre a data de fabricação e a apresentação do acumulador para testes não deve ser superior a 06 (seis) meses;

     

    Durante o ensaio:

     

    - a temperatura do elemento ou monobloco deve ser medida na superfície externa, no ponto indicado pelo fabricante, devendo corresponder à média das temperaturas em seu interior.

     

    - a temperatura ambiente deve ser monitorada e mantida entre 25°C ± 3°C;

     

    - devem ser registradas as medidas de tensão e temperatura de todos os elementos ou monoblocos, durante a descarga em, no mínimo, 10%, 20%, 50% e 80% da duração esperada da mesma e, em seguida, em intervalos de tempo que permitam determinar a passagem pelo valor da tensão final de descarga de 1,75 Vpe (média intensidade de descarga) ou 1,60 Vpe (alta intensidade de descarga);

     

    d) Procedimento de ensaio

     

    - com os elementos ou monoblocos em circuito aberto, registrar os seguintes dados: temperatura ambiente, temperatura e tensão de todos os elementos ou monoblocos;

     

    - para os acumuladores do tipo média intensidade de descarga, proceder a descarga com corrente constante e numericamente igual à capacidade nominal (C10) do elemento ou monobloco dividida por 10, mantendo-a dentro de um limite de ± 1%, sendo permitidas variações de ± 5% desde que os ajustes não ultrapassem 20 segundos. A descarga é considerada terminada quando qualquer dos elementos atingirem a tensão de 1,75 V. No caso de monoblocos, considerar a tensão de 1,75 V vezes o número de elementos do monobloco;

     

    - para os acumuladores do tipo alta intensidade de descarga, proceder a descarga com corrente constante e numericamente equivalente ao tempo de 15 min., mantendo-a dentro de um limite de ± 1%, sendo permitidas variações de ± 5% desde que os ajustes não ultrapassem 20 segundos. A descarga é considerada terminada quando qualquer dos elementos atingir a tensão de 1,60 V. No caso de monoblocos, considerar a tensão de 1,60 V vezes o número de elementos do monobloco;

     

    - proceder, em seguida, a uma carga com valores de tensão, limitação de corrente e tempo, conforme recomendação do fabricante;

     

    - durante a carga a temperatura de qualquer dos elementos ou monoblocos não deve ultrapassar 40°C. Caso isso ocorra, a carga deve ser interrompida e reiniciada após o elemento ou monobloco atingir 30°C;

     

    - após cada carga, antes de ser iniciada outra descarga, os elementos ou monoblocos devem ser mantidos em repouso, no mínimo, por 4 horas e, no máximo, por 24 horas;

     

    - a cada ciclo, o valor da capacidade obtido deve ser corrigido para a temperatura de referência conforme a equação abaixo:

     

     

          CT

    C25_______________________

            1 + l(T - 25)

     

    onde:

     

    C25: capacidade corrigida para 25°C;

    CT: capacidade na temperatura T;

    l: coeficiente de temperatura para a capacidade (0,006 para regimes de descarga maiores que    1 hora e 0,01 para regimes iguais ou menores a 1 hora, ou outro valor indicado pelo fornecedor);

    T: temperatura dos elementos em °C.

     

    Para regimes de descarga até 5 horas, inclusive, a temperatura (T) a considerar é a inicial. Para regimes superiores, considerar (T) como sendo a média aritmética das temperaturas obtidas no decorrer da descarga.

     

    e) Análise do Resultado

     

    - o tratamento prévio de preparação para os ensaios elétricos estará concluído quando forem alcançados os resultados determinados no item 10.2.1, alínea (b);

     

    - não sendo atendidos os requisitos acima, os elementos ou monoblocos devem ser considerados como reprovados podendo ser substituídos pelo fabricante, observando o disposto no item 14 desta Norma.

     

    f) Procedimento após o ensaio

     

    - os elementos ou monoblocos aprovados neste ensaio devem ser recarregados conforme item 10.2.1, alínea (d), incisos 3, 4 e 5. 


    10.2.2 Capacidade real em regime nominal

    10.2.2 Capacidade Real em Regime Nominal

     

    a) Objetivo: determinar a capacidade real em Ampère-hora dos acumuladores, nas seguintes condições nominais:

     

    - 10 horas para aplicação em média intensidade de descarga - Cr10.

    - 15 minutos para aplicação em alta intensidade de descarga - (Cr0,25).

     

    b) Requisito: o valor da capacidade em Ampère-hora dos elementos ou monoblocos obtido no ensaio, corrigido à temperatura de referência, não deve ser inferior a 100% da capacidade nominal indicada pelo fabricante no manual técnico.

     

    c) Condições a serem observadas

     

    No início dos ensaios:

     

    - o ensaio somente poderá ter início caso os elementos ou monoblocos estejam garantidamente no estado de plena carga, que é obtido submetendo-os a uma carga, conforme item 10.2.1, alínea (d), incisos 3, 4 e 5.

     

    Durante o ensaio:

     

    - a temperatura do elemento ou monobloco deve ser medida na superfície externa, no ponto indicado pelo fabricante, devendo corresponder à média das temperaturas em seu interior.

     

    - a temperatura ambiente deve ser monitorada e mantida entre 25°C ± 3°C;

     

    - devem ser registradas as medidas de tensão e temperatura de todos os elementos ou monoblocos, durante a descarga em, no mínimo, 10%, 20%, 50% e 80% da duração esperada da mesma e, em seguida, em intervalos de tempo que permitam determinar a passagem pelo valor da tensão final de descarga de 1,75 Vpe (média intensidade de descarga) ou 1,60 Vpe (alta intensidade de descarga);

     

    d) Procedimento de ensaio

     

    - observado o inciso 6 do item 10.2.1 alínea (b), com os elementos ou monoblocos em circuito aberto, registrar os seguintes dados: temperatura ambiente, temperatura e tensão de todos os elementos ou monoblocos;

     

    - para elementos ou monoblocos de média intensidade de descarga, descarregar a bateria com corrente constante de 0,10 C10, mantendo-a dentro de um limite de ± 1%, sendo permitidas variações de ± 5% desde que os ajustes não ultrapassem 20 segundos. A descarga deve ser interrompida quando qualquer dos elementos atingir a tensão final de 1,75 V por elemento (Vpe), ou no caso de monoblocos que não permitam leitura individual da tensão, este valor de tensão vezes o número de elementos do monobloco. O resultado obtido deve ser corrigido pela temperatura, conforme equação da alínea (d), do item 10.2.1;

     

    - para elementos ou monoblocos de alta intensidade de descarga, descarregar a bateria com corrente constante equivalente ao tempo de descarga de 15 minutos, mantendo-a dentro de um limite de ± 1%, sendo permitidas variações de ± 5% desde que os ajustes não ultrapassem 20 segundos. A descarga deve ser interrompida quando qualquer dos elementos atingir a tensão final de 1,60 Vpe, ou no caso de monoblocos que não permitam leitura individual da tensão, este valor de tensão vezes o número de elementos do monobloco. O resultado obtido deve ser corrigido pela temperatura conforme equação da alínea (d), do item 10.2.1;

     

    e) Análise do resultado

     

    - sendo atendido o valor estabelecido no item 10.2.2 alínea (b) os elementos ou monoblocos são considerados aprovados. Este valor de capacidade deverá ser considerado como a capacidade real em regime nominal do elemento ou monobloco, servindo de referência para os próximos ensaios.

     

    - não sendo atendido o requisito do ensaio, os elementos ou monoblocos são considerados reprovados, podendo ser substituídos pelo fabricante, observando o disposto no item 14 desta Norma.

     

    f) Procedimento após o ensaio.

     

    - os elementos ou monoblocos aprovados neste ensaio devem ser recarregados conforme item 10.2.1, alínea (d), incisos 3, 4 e 5.


    10.2.3 Capacidade real em regime diferente do nominal

    10.2.3 Capacidade Real em Regime Diferente do Nominal (Ct)

     

    a) Objetivo: determinar a capacidade real em Ampère-hora dos acumuladores nos seguintes regimes:

     

    - 3 horas para aplicação em média intensidade de descarga.

    - 30 minutos para aplicação em alta intensidade de descarga.

     

    b) Requisito: o valor da capacidade em Ampère-hora dos elementos ou monoblocos obtido no ensaio, corrigido à temperatura de referência, não deve ser inferior a 100% da capacidade indicada pelo fabricante no manual técnico, para o regime de ensaio.

     

    c) Condições a serem observadas

     

    No início do ensaio:

     

    - o ensaio somente poderá ter início caso os elementos ou monoblocos estejam garantidamente no estado de plena carga, que é obtido submetendo-os a uma carga conforme item 10.2.1, alínea (d), incisos 3, 4 e 5.

     

    Durante o ensaio:

     

    - a temperatura do elemento ou monobloco deve ser medida na superfície externa, no ponto indicado pelo fabricante, devendo corresponder à média das temperaturas em seu interior.

     

    - a temperatura ambiente deve ser monitorada e mantida entre 25°C ± 3°C;

     

    - devem ser registradas as medidas de tensão e temperatura de todos os elementos ou monoblocos, durante a descarga em, no mínimo, 10%, 20%, 50% e 80% da duração esperada da mesma e, em seguida, em intervalos de tempo que permitam determinar a passagem pelo valor da tensão final de descarga de 1,75 Vpe (média intensidade de descarga) ou 1,60 Vpe (alta intensidade de descarga);

     

     

    d) Procedimento de ensaio

     

    - observado o inciso 6 do item 10.2.1 alínea (b), com os elementos ou monoblocos em circuito aberto, registrar os seguintes dados: temperatura ambiente, temperatura e tensão de todos os elementos ou monoblocos;

     

     - para elementos ou monoblocos de média intensidade de descarga, descarregar a bateria com corrente constante de Ci/t onde “t” representa o regime de descarga em horas escolhido, mantendo-a dentro de um limite de ± 1%, sendo permitidas variações de ± 5% desde que os ajustes não ultrapassem 20 segundos. A descarga deve ser interrompida quando qualquer dos elementos atingir a tensão final de 1,75 V por elemento (Vpe), ou no caso de monoblocos que não permitam leitura individual da tensão, este valor de tensão vezes o número de elementos do monobloco. O resultado obtido deve ser corrigido pela temperatura, conforme equação da alínea (d), do item 10.2.1;

     

    - para elementos ou monoblocos de alta intensidade de descarga, descarregar a bateria com corrente constante equivalente ao tempo de descarga de 30 minutos, mantendo-a dentro de um limite de ± 1%, sendo permitidas variações de ± 5% desde que os ajustes não ultrapassem 20 segundos. A descarga deve ser interrompida quando qualquer dos elementos atingir a tensão final de 1,60 Vpe, ou no caso de monoblocos que não permitam leitura individual da tensão, este valor de tensão vezes o número de elementos do monobloco. O resultado obtido deve ser corrigido pela temperatura conforme equação da alínea (d), do item 10.2.1;

     

    e) Análise do resultado

     

    - sendo atendido o valor estabelecido no item 10.2.3 alínea (b) os elementos ou monoblocos são considerados aprovados. Este valor de capacidade deverá ser considerado como a capacidade real em regime diferente do nominal do elemento ou monobloco, servindo de referência para os próximos ensaios.

     

    - não sendo atendido o requisito do ensaio, os elementos ou monoblocos são considerados reprovados, podendo ser substituídos pelo fabricante, observando o disposto no item 14 desta Norma.

     

    f) Procedimento após o ensaio: os elementos ou monoblocos aprovados neste ensaio devem ser recarregados conforme item 10.2.1, alínea (d), incisos 3, 4 e 5.


    10.2.4 Adequação a flutuação

    10.2.4 Adequação à Flutuação

     

    a) Objetivo: avaliar o comportamento dos acumuladores que operam em regime de flutuação, quanto à equalização em tensão e quanto à capacidade.

     

    b) Requisitos

     

    - para elementos: por um período de 06 (seis) meses, a tensão de flutuação em cada elemento não deve apresentar desvios inferiores a -0,05 V e superiores a +0,10 V em relação a tensão média dos elementos inicialmente ajustada e não deve ser inferior à tensão crítica especificada pelo fabricante. O ensaio para avaliação da capacidade deve ser feito no regime nominal (C10) e o valor obtido deve ser igual ou superior ao valor do ensaio de capacidade real em regime nominal (Cr10).

     

     

    - para monoblocos (que não permitirem a leitura da tensão individual dos elementos): por um período de 06 (seis) meses, os desvios não devem ser inferiores a - 0,05  V e superiores a           + 0,10  V (onde “n” representa o número de elementos que compõem um monobloco) em relação a tensão média dos monoblocos inicialmente ajustada e não deve ser inferior à tensão crítica especificada pelo fabricante. O ensaio para avaliação da capacidade deve ser feito no regime nominal (C10) e o valor obtido deve ser igual ou superior ao valor do ensaio de capacidade real em regime nominal (Cr10).

     

    c) Condições a serem observadas

     

    No início do ensaio

     

    - o ensaio somente poderá ter início caso os elementos ou monoblocos estejam garantidamente no estado de plena carga, que é obtido submetendo-os a uma carga conforme item 10.2.1, alínea (d), incisos 3, 4 e 5.

     

    Durante o ensaio

     

    - Não há necessidade de efetuar leitura da temperatura do elemento ou monobloco durante o período em que esteja na condição de flutuação.

     

    - na avaliação da capacidade ou na carga de equalização, a temperatura do elemento ou monobloco deve ser medida na superfície externa, no ponto indicado pelo fabricante, devendo corresponder à média das temperaturas em seu interior.

     

    - a temperatura ambiente deve ser monitorada e mantida entre 25°C ± 3°C;

     

    - devem ser registradas as medidas de tensão e temperatura de todos os elementos ou monoblocos, durante a descarga em, no mínimo, 10%, 20%, 50% e 80% da duração esperada da mesma e, em seguida, em intervalos de tempo que permitam determinar a passagem pelo valor da tensão final de descarga de 1,75 Vpe (média intensidade de descarga) ou 1,60 Vpe (alta intensidade de descarga);

     

    d) Procedimento de ensaio

     

    - aplicar a tensão de flutuação indicada pelo fabricante, com precisão de ± 0,01 V. Esse valor não deve variar durante o ensaio mais que 0,1% do ajustado inicialmente;

     

    - após três meses do início do ensaio, deve-se medir a tensão de todos os elementos ou monoblocos. Esta tensão não deve apresentar desvios diferentes do estabelecido nos requisitos. Atendida esta condição, o ensaio deve prosseguir por mais três (03) meses;

     

    - completados 06 (seis) meses de ensaio, deve-se medir a tensão de todos os elementos ou monoblocos.  Caso esta tensão não apresente desvios diferentes do estabelecido nos requisitos, os elementos ou monoblocos de média intensidade de descarga devem ser descarregados com corrente constante e numericamente igual a 0,10 C10 e os de alta intensidade de descarga devem ser descarregados com corrente constante equivalente ao tempo de descarga de 15 minutos, devendo ser atendido o procedimento descrito no item 10.2.1, alínea (d), incisos 1, 2,  e 6.

     

    - se após a primeira verificação (03 meses de ensaio) a tensão dos elementos ou monoblocos for superior aos limites estabelecidos nos requisitos, porém sem atingir a tensão crítica, deve ser aplicada uma carga conforme instruções do fabricante. Caso a tensão crítica tenha sido atingida os ensaios devem ser encerrados, com os elementos ou monoblocos podendo ser substituídos pelo fabricante, observando o disposto no item 14 desta Norma. 

     

    - se restabelecida a equalização na tensão, o ensaio deve prosseguir, iniciando um novo período de 06 (seis) meses. Se durante os 03 (três) meses seguintes repetirem-se desvios além dos limites especificados, o ensaio deve ser encerrado.

     

    - caso esta tensão não apresente desvios diferentes do estabelecido no requisito, durante o novo período de 06 (seis) meses, os elementos ou monoblocos de média intensidade de descarga devem ser descarregados com corrente constante e numericamente igual a 0,10 C10 e os de alta intensidade de descarga devem ser descarregados com corrente constante equivalente ao tempo de descarga de 15 minutos, devendo ser atendido o procedimento descrito no item 10.2.1, alínea (d), incisos 1, 2,  e 6.

     

    e) Análise do resultado

     

    - sendo atendido o valor estabelecido no item 10.2.4 alínea (b) os elementos ou monoblocos são considerados aprovados. 

     

    - não sendo atendido o requisito do ensaio, os elementos ou monoblocos são considerados reprovados, podendo ser substituídos pelo fabricante, observando o disposto no item 14 desta Norma.

     

    f) Procedimento após o ensaio.

     

    - os elementos ou monoblocos aprovados neste ensaio devem ser recarregados conforme item 10.2.1, alínea (d), incisos 3, 4 e 5.


    10.2.5 Eficiencia de recarga

    10.2.5 Eficiência de Recarga

     

    a) Objetivo: avaliar o comportamento dos acumuladores, com aplicação em regime de média intensidade de descarga, quanto a sua habilidade de recarga após submetidos a uma descarga de longo período.

     

    b) Requisito: os elementos ou monoblocos após uma descarga no regime de C20 até uma tensão de 1,75 Vpe, devem apresentar uma capacidade igual ou superior a 90% da capacidade real em regime nominal quando recarregados por 24 horas e igual ou superior a 98% da capacidade real em regime nominal quando recarregados por 168 horas, nas condições de flutuação indicadas pelo fabricante.

     

     

    c) Método de ensaio

     

    No início do ensaio

     

    - o ensaio somente poderá ter início caso os elementos ou monoblocos estejam garantidamente no estado de plena carga, que é obtido submetendo-os a uma carga conforme item 10.2.1, alínea (d), incisos 3, 4 e 5.

     

     

     

     

    Durante o ensaio

     

    - na avaliação da capacidade ou na carga de equalização, a temperatura do elemento ou monobloco deve ser medida na superfície externa, no ponto indicado pelo fabricante, devendo corresponder à média das temperaturas em seu interior.

     

    - a temperatura ambiente deve ser monitorada e mantida entre 25°C ± 3°C;

     

    - devem ser registradas as medidas de tensão e temperatura de todos os elementos ou monoblocos, durante a descarga em, no mínimo, 10%, 20%, 50% e 80% da duração esperada da mesma e, em seguida, em intervalos de tempo que permitam determinar a passagem pelo valor da tensão final de descarga de 1,75 Vpe.

     

    d) Procedimento de ensaio

     

    - observado o inciso 06 (seis) do item 10.2.1 alínea (b), descarregar os elementos ou monoblocos com uma corrente constante e numericamente igual a 0,05 C20 e que  deve ser mantida constante, com variação máxima de 1%, sendo permitidas variações de 5%, desde que não ultrapassem 20 segundos. A descarga será considerada encerrada quando qualquer dos elementos atingir a tensão final de descarga de 1,75 V ou, no caso de monoblocos, 1,75 V vezes o número de elementos no monobloco.

     

    - em seguida efetuar uma carga na tensão de flutuação, conforme valor recomendado pelo fabricante, com corrente máxima de 0,20 C10, por um período de 24 horas;

     

    - logo após concluir a carga, realizar uma descarga conforme procedimento descrito no item 10.2.1, alínea (d), incisos 1, 2,  e 6.

     

    - a capacidade obtida não deve ser inferior a 90% da capacidade real em regime nominal obtida no ensaio do item 10.2.2. Caso contrário, os ensaios devem ser encerrados.

     

    - em seguida, proceder a uma carga conforme item 10.2.1, alínea (d), incisos 3, 4 e 5.

     

    - descarregar os elementos ou monoblocos com uma corrente constante e numericamente igual a 0,05 C20, que deve ser mantida constante com variação máxima de 1%, sendo permitidas variações de 5%, desde que não ultrapassem 20 segundos. A descarga será considerada terminada quando qualquer dos elementos atingir a tensão final de descarga de 1,75 V ou, no caso de monoblocos, 1,75 V vezes o número de elementos no monobloco.  

     

    - em seguida efetuar uma carga na tensão de flutuação, conforme valor recomendado pelo fabricante, com corrente máxima de 0,20 C10, por um período de 168 horas;

     

    - logo após concluir a carga, realizar uma descarga conforme procedimento descrito no item 10.2.1, alínea (d), incisos 1, 2,  e 6.

     

    - a capacidade obtida não deve ser inferior a 98% da capacidade real em regime nominal obtida no ensaio do item 10.2.2. Caso contrário, os ensaios devem ser encerrados.

     

    e) Análise do resultado

     

    - sendo atendido o valor estabelecido no item 10.2.5 alínea (b) os elementos ou monoblocos são considerados aprovados. 

     

    - não sendo atendido o requisito do ensaio, os elementos ou monoblocos são considerados reprovados, podendo ser substituídos pelo fabricante, observando o disposto no item 14 desta Norma.

     

    f) Procedimento após o ensaio: os elementos ou monoblocos aprovados neste ensaio devem ser recarregados conforme item 10.2.1, alínea (d), incisos 3, 4 e 5.


    10.2.6 Desempenho Frente a ciclos de carga e descarga

    10.2.6 Desempenho Frente a Ciclos de Carga e Descarga

     

    a) Objetivo: determinar o número de ciclos de carga/descarga, que o acumulador suporta e avaliar sua capacidade.

     

    b)  Requisitos: os elementos ou monoblocos devem suportar, no mínimo, 200 ciclos e, ao final destes, sua capacidade não deve ser inferior a 80% do valor da capacidade real em regime nominal.

     

    c) Condições a serem observadas

     

    No início do ensaio

     

    - o ensaio somente poderá ter início caso os elementos ou monoblocos estejam garantidamente no estado de plena carga, que é obtido submetendo-os a uma carga conforme item 10.2.1, alínea (d), incisos 3, 4 e 5.

     

    Durante o ensaio

     

    - na avaliação da capacidade ou na carga de equalização, a temperatura do elemento ou monobloco deve ser medida na superfície externa, no ponto indicado pelo fabricante, devendo corresponder à média das temperaturas em seu interior.

     

    - durante os ciclos de descarga deve ser medida a tensão do elemento ou monobloco, não podendo ser menor do que 1,75 Vpe para média intensidade de descarga ou 1,60 Vpe para alta intensidade de corrente.

     

    - devem ser registradas as medidas de tensão e temperatura de todos os elementos ou monoblocos, durante a descarga em, no mínimo, 10%, 20%, 50% e 80% da duração esperada da mesma e, em seguida, em intervalos de tempo que permitam determinar a passagem pelo valor da tensão final de descarga de 1,75 Vpe (média intensidade de descarga) ou 1,60 Vpe (alta intensidade de descarga);

     

    - a temperatura ambiente deve ser monitorada e mantida entre 25°C ± 3°C;

     

     d) Procedimento de ensaio

     

    - os elementos ou monoblocos devem ser conectados a um dispositivo automático, onde serão submetidos a uma série de ciclos contínuos de carga e descarga, com duração total de 24 horas, sendo 21 horas de carga e 3 horas de descarga.

     

    - a carga deverá ser realizada com tensão limitada em 2,40 V ± 0,01 V por elemento, ou outro valor especificado pelo fabricante, e corrente limitada a 0,20 C10. A descarga deverá ser realizada com corrente constante de 0,20 C10 que deve ser mantida constante com variação máxima de 1%, durante toda a descarga, sendo permitidas variações de 5%, desde que não ultrapassem 20 segundos.

     

    - a cada 50 ± 3 ciclos deve ser avaliada a capacidade real em regime nominal (Cr10), segundo o método definido no item 10.2.2.

     

     e) Análise do resultado

     

    - sendo atendido o valor estabelecido no item 10.2.6 alínea (b) os elementos ou monoblocos são considerados aprovados. 

     

    - durante qualquer ciclo de descarga, atingindo o elemento ou monobloco um valor de tensão menor do que 1,75 Vpe, para média intensidade de descarga, ou 1,60 Vpe, para alta intensidade de descarga, este será reprovado, podendo ser substituídos pelo fabricante, observando o disposto no item 14 desta Norma.

     

    - não sendo atendidos os requisitos do ensaio, os elementos ou monoblocos são considerados reprovados, podendo ser substituídos pelo fabricante, observando o disposto no item 14 desta Norma.

     

    f) Procedimento após o ensaio: os elementos ou monoblocos aprovados neste ensaio devem ser recarregados conforme item 10.2.1, alínea (d), incisos 3, 4 e 5.


    10.2.7 Retenção de Carga

    10.2.7 Retenção de Carga

     

    a) Objetivo: avaliar a capacidade remanescente (autodescarga) do acumulador após determinado período em circuito aberto.

     

    b) Requisito: a capacidade remanescente dos elementos ou monoblocos obtida após 90 dias em circuito aberto à temperatura de 25°C, não deve ser inferior a 72% da capacidade real em regime nominal (Cr10).

     

    c) Condições a serem observadas

     

    No início do ensaio

     

    - o ensaio somente poderá ter início caso os elementos ou monoblocos estejam garantidamente no estado de plena carga, que é obtido submetendo-os a uma carga conforme item 10.2.1, alínea (d), incisos 3, 4 e 5.

     

    Durante o ensaio

     

    - na avaliação da capacidade, a temperatura do elemento ou monobloco deve ser medida na superfície externa, no ponto indicado pelo fabricante, devendo corresponder à média das temperaturas em seu interior.

     

    - devem ser registradas as medidas de tensão e temperatura de todos os elementos ou monoblocos, durante a descarga em, no mínimo, 10%, 20%, 50% e 80% da duração esperada da mesma e, em seguida, em intervalos de tempo que permitam determinar a passagem pelo valor da tensão final de descarga de 1,75 Vpe (média intensidade de descarga) ou 1,60 Vpe (alta intensidade de descarga);

     

    - a temperatura ambiente deve ser monitorada e mantida entre 25°C ± 3°C.

     

    - as superfícies dos elementos ou monoblocos devem ser mantidas limpas e secas, evitando que qualquer agente externo possa causar descargas indesejáveis.

     

    d) Procedimento de ensaio

     

    - armazenar os elementos ou monoblocos por 90 dias em circuito aberto, em lugar seco e com temperatura ambiente conforme acima;

     

    - após 90 dias de armazenagem, os elementos ou monoblocos devem ser descarregados conforme procedimento descrito no item 10.2.1 alínea (d), incisos 1, 2,  e 6.

     

    e) Análise do resultado

     

    - sendo atendido o valor estabelecido no item 10.2.7 alínea (b) os elementos ou monoblocos são considerados aprovados.

     

    - não sendo atendido o requisito do ensaio, os elementos ou monoblocos são considerados reprovados, podendo ser substituídos pelo fabricante, observando o disposto no item 14 desta Norma.

     

    f) Procedimento após o ensaio: os elementos ou monoblocos aprovados neste ensaio devem ser recarregados conforme item 10.2.1, alínea (d), incisos 3, 4 e 5 .


    10.2.8 Avalanche termica

    10.2.8 Avalanche Térmica

     

    a) Objetivo: avaliar a susceptibilidade dos acumuladores à ocorrência da avalanche térmica.

     

    b) Requisitos: não deve ocorrer avalanche térmica nos elementos ou monoblocos, quando submetidos a uma tensão de 2,45 Vpe durante 168 horas e, em seguida, a tensão de 2,60 Vpe por mais 24 horas. Durante todo o ensaio, a temperatura dos elementos ou monoblocos não deve exceder a 60°C.

     

    c) Condições a serem observadas

     

    No início do ensaio

     

    - o ensaio somente poderá ter início caso os elementos ou monoblocos estejam garantidamente no estado de plena carga, que é obtido submetendo-os a uma carga conforme item 10.2.1, alínea (d), incisos 3, 4 e 5.

     

    - instalar um sensor de temperatura em contato com a superfície de cada elemento ou monobloco.

     

    Durante o ensaio:

     

    -  a temperatura ambiente deve ser mantida em 25°C +/- 3°C e o fluxo de ar entre os elementos ou monoblocos deve ser menor que 0,5 ms-1;

     

     

     

    d) Procedimento de ensaio

     

    -  aplicar uma tensão de 2,45 Vpe por um período de 168 horas, registrando a cada 15 minutos a corrente que flui nos elementos ou monoblocos e a temperatura indicada nos sensores;

     

    - em seguida, colocar  os elementos ou monoblocos em circuito aberto, até atingirem a temperatura de 25°C;

     

    - tendo sido atingida esta temperatura (25°C), aplicar uma tensão de 2,60 Vpe por um período de 24 horas, registrando a cada 15 minutos a corrente que flui nos elementos ou monoblocos e a temperatura indicada nos sensores;

     

    - a evolução da corrente e da temperatura devem ser esboçados na forma de gráficos.

     

    e) Análise do resultado

     

    - sendo atendido o prescrito no item 10.2.8 alínea (b) os elementos ou monoblocos são considerados aprovados. 

     

    - não sendo atendidos os requisitos do ensaio, os elementos ou monoblocos são considerados reprovados, podendo ser substituídos pelo fabricante, observando o disposto no item 14 desta Norma.


    10.2.9 Avaliação da Vida Util

    10.2.9 - Avaliação da Vida Útil

     

    a) Objetivo: avaliar a expectativa de vida útil do acumulador.

     

    b) Requisito: a capacidade dos elementos ou monoblocos não deve ser inferior a 80% da capacidade real em regime diferente do nominal, após permanecerem na condição de flutuação por 350 dias (média intensidade de descarga) ou 175 dias (alta intensidade de descarga), na temperatura ambiente de 55°C.

     

    c) Condições a serem observadas

     

    No início do ensaio

     

    - o ensaio somente poderá ter início caso os elementos ou monoblocos estejam garantidamente no estado de plena carga, que é obtido submetendo-os a uma carga conforme item 10.2.1, alínea (d), incisos 3, 4 e 5.

     

    Durante o ensaio

     

    - na avaliação da capacidade, a temperatura do elemento ou monobloco deve ser medida na superfície externa, no ponto indicado pelo fabricante, devendo corresponder à média das temperaturas em seu interior;

     

    - a temperatura ambiente deve ser monitorada e mantida entre 55 ± 3°C;

     

    - devem ser registradas as medidas de tensão e temperatura de todos os elementos ou monoblocos, durante a descarga em, no mínimo, 10%, 20%, 50% e 80% da duração esperada da mesma e, em seguida, em intervalos de tempo que permitam determinar a passagem pelo valor da tensão final de descarga de 1,75 Vpe (média intensidade de descarga) ou 1,60 Vpe (alta intensidade de descarga);

     

    d) Procedimento de ensaio

     

    -  aplicar a tensão de flutuação indicada pelo fabricante referenciada à temperatura de 25°C, com precisão de ±0,01 Vpe. Esse valor não deve variar durante o ensaio mais que 0,1% do ajustado inicialmente;

     

    - a cada 42 +/- 3 dias os elementos ou monoblocos devem ser retirados do ambiente de ensaio e mantidos em circuito aberto até a temperatura atingir 25°C;

     

    - em seguida, observado o inciso 6 do item 10.2.1 alínea (b), devem ser avaliados quanto  a capacidade real em regime diferente do nominal,  conforme item 10.2.3;

     

    - os ensaios somente devem ter continuidade, se a capacidade obtida na avaliação a cada período de 42 +/- 3 dias for igual ou superior a 80 % da capacidade real em regime diferente do nominal (Ct);

     

    e) Análise do resultado

     

    - sendo atendida a condição estabelecida no item 10.2.9 alínea (b) os elementos ou monoblocos são considerados aprovados. 

     

    - não sendo atendido, em qualquer dos ciclos, o requisito do ensaio, os elementos ou monoblocos são considerados reprovados, podendo ser substituídos pelo fabricante, observando o disposto no item 14 desta Norma.

     

    f) Procedimento após o ensaio: os elementos ou monoblocos aprovados neste ensaio devem ser recarregados conforme item 10.2.1, alínea (d), incisos 3, 4 e 5.


    10.3.1 Emissão de gases

    10.3 Avaliação das Características de Material

     

    10.3.1 Emissão de gases

     

    a) Objetivo: medir o volume de gás desprendido pelo acumulador, quando operando na tensão de flutuação e de carga. 

     

    b) Requisito: o volume medido deverá estar de acordo com a especificação fornecida pelo fabricante no manual técnico.

     

    c)  Condições a serem observadas

     

    No início do ensaio

     

    - o ensaio deverá ser realizado em seguida ao ensaio de Capacidade Real em Regime Diferente do Nominal (Ct), com os elementos ou monoblocos garantidamente no estado de plena carga, que é obtido submetendo-os a uma carga conforme item 10.2.1, alínea (d), incisos 3, 4 e 5.

     

    - obtido o estado de plena carga, os elementos ou monoblocos devem ser mantidos na tensão de flutuação especificada pelo fabricante, por um período de 72 h ± 0,1 h.

     

    - deverá estar disponibilizado um dispositivo para coleta dos gases liberados, com mecanismo que permita a medição quantitativa do volume dos gases liberados.

     

    - a temperatura ambiente deve ser monitorada e mantida entre 25°C ± 3°C.

     

    d) Procedimento de ensaio

     

    Coleta de gases na tensão de flutuação

     

    - a coleta de gases nos elementos ou monoblocos deve ter início após o período de 72h ± 0,1h na tensão de flutuação.

     

    - coletar os gases por quatro períodos consecutivos de 168h ± 0,1h cada, registrando-se ao final de cada período o volume desprendido, bem como a temperatura e pressão atmosférica do ambiente de ensaio.

     

    - calcular o volume total normalizado de gás emitido pelos elementos ou monoblocos, corrigido pelos valores de referência da temperatura e pressão atmosférica, empregando a Equação (1).

     

    Equação (1)

     

    onde:

     

    Vn - volume total normalizado de gás emitido, por elemento ou monobloco (em ml)

    Va - volume cumulativo de gás emitido por elemento ou monobloco (em ml)

    Tr -  temperatura de referência (25ºC)

    Ta - temperatura ambiente (em ºC)

    Pa - pressão atmosférica do ambiente (em kPa)

    Pr - pressão atmosférica de referência (101,3 kPa)

     

    - calcular para cada período de 168h ± 0,1h, o volume normalizado de gás evoluído por elemento, na tensão de flutuação, empregando a Equação (2).

     

    Equação (2)

     

     

    onde:

     

    Ge  - volume normalizado de gás evoluído (em ml por elemento, hora e Ah).

    Vn - volume total normalizado de gás emitido, por elemento ou monobloco (em ml)

    n -  número de elementos no qual o gás foi coletado.

    Crt - capacidade real C3 (em Ah) dos elementos ou monoblocos nos quais os gases foram coletados.

     

     

     

     

    Coleta de gases na tensão de carga

     

    - concluído o período de coleta de gases na tensão de flutuação, os elementos ou monoblocos devem ser colocados na tensão de carga especificada pelo fabricante e mantidos nesta condição por um período de 24h ± 0,1h.  

    - mantida a condição de carga, após o período acima, coletar os gases emitidos por um período de 48h ± 0,1h ou até que o volume coletado atinja a 1.000 ml.

     

    - caso o volume de 1.000 ml seja atingido antes do período de 48h ± 0,1h, a coleta deve ser encerrada e o tempo decorrido, expresso em horas, deverá ser anotado. Neste caso, o volume de gás emitido projetado para o tempo de 48h ± 0,1 h, deverá ser calculado empregando a Equação (3).

     

    Equação (3).

     

     

     

    onde:

     

    Va - volume cumulativo de gás emitido por elemento ou monobloco, projetado para 48h ± 0,1h (em ml)

    tc -  tempo de coleta dos gases até ser atingido o volume de 1000 ml (em horas)

     

    - calcular o volume total normalizado de gás emitido pelos elementos ou monoblocos, corrigido pelos valores de referência da temperatura e pressão atmosférica, empregando a Equação (4).

     

     

    Equação (4)

     

    onde:

     

    Vn - volume total normalizado de gás emitido, por elemento ou monobloco (em ml)

    Va - volume cumulativo de gás emitido por elemento ou monobloco (em ml)

    Tr -  temperatura de referência (25ºC)

    Ta - temperatura ambiente (em ºC)

    Pa - pressão atmosférica do ambiente (em kPa)

    Pr - pressão atmosférica de referência (101,3 kPa)

     

    - calcular para o período de 48h ± 0,1 h, o volume normalizado de gás evoluído por elemento, na tensão de carga, empregando a Equação (5).

     

    Equação (5)

     

     

     

     

    onde:

     

    Ge  - volume normalizado de gás evoluído (em ml por elemento, hora e Ah).

    Vn - volume total normalizado de gás emitido, por elemento ou monobloco (em ml)

    n -  número de elementos no qual o gás foi coletado.

    Crt - capacidade real C3 (em Ah) dos elementos ou monoblocos nos quais os gases foram coletados.

     

    e) Análise do resultado

     

    - sendo atendida a condição estabelecida no item 10.3.1 alínea (b) os elementos ou monoblocos são considerados aprovados.

     

    - não sendo atendidos os requisitos do ensaio, os elementos ou monoblocos são considerados reprovados, podendo ser substituídos pelo fabricante, observando o disposto no item 14 desta Norma.


    10.3.2 Ciclagem termica

    10.3.2 Ciclagem Térmica

     

    a) Objetivo: avaliar a integridade do sistema de vedação dos acumuladores, quando submetido a variações térmicas.

     

    b) Requisito: os elementos ou monoblocos não devem apresentar vazamento quando submetidos a 120 ciclos térmicos, onde cada ciclo consiste de 12 horas a uma temperatura de 0°C e 12 horas a uma temperatura de 50°C.

     

    c) Procedimento de ensaio

     

    Os procedimentos abaixo descritos devem ser aplicados a cada 30 ciclos:

     

    Para elementos ou monoblocos (sem sobretampa):

     

    - retirar as válvulas dos elementos ou monoblocos;

     

    - conectar por meio de mangueira, dispositivo composto de fonte de gás comprimido (ar ou nitrogênio, filtros para retenção de água e óleo, e manômetro de dois estágios de baixa pressão), com tubulação isenta de umidade condensada no mesmo local da válvula retirada;

     

    - aplicar em todos os elementos ou monoblocos uma pressão positiva de 30 kPa durante 5 minutos, constatando que não apresentam vazamento, condição a ser atendida para continuidade do ensaio;

     

    - Para monoblocos com sobretampa:

     

    a) em dois monoblocos, retirar a válvula reguladora mantendo a sobretampa, e nos outros dois, retirar a sobretampa e as válvulas;

     

    - conectar por meio de mangueira, dispositivo composto de fonte de gás comprimido (ar ou nitrogênio, filtros para retenção de água e óleo, e manômetro de dois estágios de baixa pressão), com tubulação isenta de umidade condensada no mesmo local da válvula retirada;

     

    - aplicar em todos os elementos ou monoblocos uma pressão positiva de 30 kPa durante 5 minutos, constatando que não apresentam vazamento, condição a ser atendida para continuidade do ensaio.

     

    d) Análise do resultado

     

    - sendo atendida a condição estabelecida no item 10.3.1 alínea (b) os elementos ou monoblocos são considerados aprovados.

     

    - não sendo atendida em qualquer dos ciclos os requisitos do ensaio, os elementos ou monoblocos são considerados reprovados, podendo ser substituídos pelo fabricante, observando o disposto no item 14 desta Norma.


    10.3.3 Operação da Válvula Reguladora

    10.3.3 Operação da Válvula Reguladora

     

    a) Objetivo: verificar a atuação da válvula reguladora do acumulador, antes e depois do Ensaio de Avaliação da Vida Útil.

     

    b) Requisito: verificar a liberação pela válvula reguladora dos gases gerados nos elementos ou monoblocos quando submetidos a sobrepressão.

     

    c) Condição a ser observada

     

    No início do ensaio

     

    - o ensaio somente poderá ter início caso os elementos ou monoblocos estejam garantidamente no estado de plena carga, que é obtido submetendo-os a uma carga conforme item 10.2.1, alínea (d), incisos 3, 4 e 5.

     

    - disponibilizar um dispositivo para coleta dos gases liberados com mecanismo que permita a detecção do escape dos gases.

     

    d) Procedimento de ensaio

     

    - colocar em série com cada válvula reguladora o dispositivo para coleta dos gases;

     

    - caso os elementos ou monoblocos possuam sobretampa (cobertura das válvulas reguladoras), a coleta dos gases deve ser feita através de um tubo adequadamente fixado nesta peça;

     

    - provocar nos elementos ou monoblocos uma sobrecarga, aplicando uma tensão de 2.60 Vpe.

     

    - manter a condição acima até que a válvula reguladora libere os gases gerados ou, no máximo, por uma hora. Esta liberação é feita quando da abertura da válvula, fazendo com que bolhas de ar apareçam no mecanismo detector.

     

    e) Análise do resultado

     

    - sendo atendida a condição estabelecida no item 10.3.2 alínea (b) as válvulas reguladoras são consideradas aprovadas.  

     

    - não sendo atendida, as válvulas reguladoras são consideradas reprovadas, podendo ser substituídos pelo fabricante, observando o disposto no item 14 desta Norma.

     

    f) Este ensaio deverá ser repetido após o Ensaio de Avaliação da Vida útil (item 10.2.9), caso os elementos ou monoblocos tenham sido aprovados.


    10.3.4 Dispositivo de Segurança da Valvula Reguladora

    10.3.4 Dispositivo de Segurança da Válvula Reguladora

     

    a) Objetivo: verificar se o dispositivo de segurança antiexplosão da vávula do acumulador atua adequadamente.

     

    b) Requisito: o dispositivo deverá evitar a entrada de centelha para o interior do elemento ou monobloco.

     

    c) Condições a serem observadas

     

    No início dos ensaios

     

    O ensaio somente poderá ter início após terem sido concluídos todos os ensaios anteriormente descritos.

     

    c) Procedimento de ensaio

     

    - Selecionar dez válvulas reguladoras de qualquer dos elementos ou monoblocos disponibilizados para os ensaios;

     

    - nestas válvulas, manter somente o corpo e a pastilha antideflagrante.

     

    - selecionar um dos elementos ou monobloco das amostras e, através de um tubo adequado, interligá-lo ao dispositivo onde ficará alojada a pastilha a ser ensaiada.  

     

    - submeter este elemento ou monobloco a uma sobrecarga através da aplicação de uma corrente constante, de valor igual a 0,10 C10, fazendo com que os gases gerados cheguem até a pastilha.

     

    - com o auxílio de um centelhador que deverá estar afastado 10 mm da pastilha, produzir faíscas em intervalos de 10s durante 01 min.

     

    - repetir esta operação para todas as pastilhas em teste.

     

    e) Análise do resultado

     

    - sendo atendida a condição estabelecida no item 10.3.3 alínea (b) as válvulas são consideradas aprovadas.

     

    - não sendo atendida, as válvulas são consideradas reprovadas, podendo ser substituídas pelo fabricante, observando o disposto no item 14 desta Norma.


    10.3.5 Análise do Eletrólito

    10.3.5 Análise do Eletrólito

     

    a) Objetivo: avaliar os teores de impurezas do eletrólito.

     

    b) Requisitos: a densidade nominal do eletrólito, à temperatura de referência de 25ºC, deverá estar de acordo com o informado pelo fabricante no manual técnico e as impurezas de acordo com os teores máximos admissíveis, que acham-se especificados na tabela 1.

     

    Impurezas

    Denominação

    Máximo Admissível (%)

     

     

     

    Ferro

    Fe

    0,0025

    Anidrido Sulfuroso

    SO2

    0,0013

    Arsênio

    As

    0,00008

    Antimônio

    Sb

    0,00008

    Manganês

    Mn

    0,000016

    Cobre

    Cu

    0,000041

    Estanho

    Sn

    0,00008

    Bismuto

    Bi

    0,00008

    Cromo

    Cr

    0,000016

    Níquel

    Ni

    0,00008

    Cobalto

    Co

    0,00008

    Platina

    Pt

    Ausente

    Titânio

    Ti

    0,000016

    Cloreto

    Cl-

    0,0004

    Amônia

    NH+4

    0,004

    Nitrato

    NO-3

    0,0008

    Resíduo fixo

    --

    0,020

    Substâncias orgânicas oxidáveis

    KMnO4

    0,0025

     

    Tabela 1 – Impurezas do Eletrólito

     

     

    c)  Condições a serem observadas

     

    No início do ensaio

     

    - o ensaio somente poderá ter início caso os elementos ou monoblocos estejam garantidamente no estado de plena carga, que é obtido submetendo-os a uma carga conforme item 10.2.1, alínea (d), incisos 3, 4 e 5.

     

    d) Procedimento de ensaio

     

    - coletar amostra do eletrólito e determinar o índice das impurezas presentes;

     

    - medir a densidade do eletrólito.

     

    e) Análise do resultado

     

    - sendo atendidas as condições estabelecidas no item 10.3.4 alínea (b) os elementos ou monoblocos são considerados aprovados. 

     

    - não sendo atendidas, os elementos ou monoblocos são considerados reprovados, podendo ser substituídos pelo fabricante, observando o disposto no item 14 desta Norma.


    10.3.6 Análise Quimica das Ligas Metálicas

    10.3.6 Análise Química das Ligas Metálicas

     

    a) Objetivo: determinar a composição química de todas as ligas metálicas presentes no acumulador.

     

    b) Requisito: a composição química deverá estar de acordo com a especificação fornecida pelo fabricante.

     

    c) Condições a serem observadas

     

    - o Laboratório responsável pela análise deve indicar os métodos analíticos compatíveis com a exatidão e precisão necessárias à determinação dos elementos nas ligas.

     

    d) Procedimento de ensaio

     

    - retirar amostras das barras coletoras, pólos e grades, positivo/negativo, e analisar sua composição química.

     

    e) Análise do resultado

     

    - sendo atendida a condição estabelecida no item 10.3.5 alínea (b) os elementos ou monoblocos são considerados aprovados. 

     

    - não sendo atendida, os elementos ou monoblocos são considerados reprovados, podendo ser substituídos pelo fabricante, observando o disposto no item 14 desta Norma.


    10.3.7 Identificação dos materiais polimericos

    10.3.7 Identificação dos Materiais Poliméricos

     

    a) Objetivo: determinar a composição dos materiais poliméricos constituintes do acumulador.

     

    b) Requisito: as características dos materiais poliméricos devem estar de acordo com a especificação fornecida pelo fabricante.

     

    c) Condições a serem observadas

     

    - o Laboratório responsável pela análise deve indicar os métodos analíticos compatíveis com a exatidão e precisão necessárias à identificação dos materiais poliméricos.

     

    d) Procedimento de ensaio

     

    - retirar amostras do vaso, tampa, separadores, envelopes, calços laterais, válvulas e selante e determinar sua composição.

     

    e) Análise do resultado

     

    - sendo atendida a condição estabelecida no item 10.3.6 alínea (b) os elementos ou monoblocos são considerados aprovados.

     

    - não sendo atendida, os elementos ou monoblocos são considerados reprovados, podendo ser substituídos pelo fabricante, observando o disposto no item 14 desta Norma.


    10.3.8 Revelação da Tensão Residual de Moldagem

    10.3.8 Revelação de Tensão Residual de Moldagem do Vaso e da Tampa

     

    a) Objetivo: avaliar a integridade física do vaso e da tampa, em função de possíveis tensões residuais resultantes de gradientes de temperatura no processo de moldagem ou da presença de impurezas no material polimérico.

     

    b) Requisito: observados a olho nu, os vasos e as tampas não devem ter micro-trincas ou rachaduras.

     

    c) Procedimento de ensaio

     

    - preparar uma solução reveladora de tensões residuais de moldagem, compatível com o polímero constituinte do vaso e da tampa, empregando-se medidas volumétricas em quantidades adequadas para a realização do ensaio;

     

    - limpar o vaso e a tampa mecanicamente, sem utilização de qualquer tipo de produto químico;

     

    - imergir o vaso em recipiente adequado, contendo a solução especificada no inciso 1 ou colocá-la dentro do vaso, até no mínimo 1/3 da altura, durante o tempo de 3 minutos;

     

    - imergir a tampa em recipiente adequado, contendo a solução especificada no inciso 1;

     

    - após o período de imersão, o vaso e a tampa devem ser lavados em água corrente e analisados minuciosamente a olho nu quanto a existência de micro-trincas ou rachaduras.

     

    d) Análise do resultado

     

    - sendo atendida a condição estabelecida no item 10.3.7 alínea (b) os elementos ou monoblocos são considerados aprovados.

     

    - não sendo atendida, os elementos ou monoblocos são considerados reprovados, podendo ser substituídos pelo fabricante, observando o disposto no item 14 desta Norma.


    10.3.9 Indice de inflamabilidade

    10.3.9  Índice de Inflamabilidade

     

    a) Objetivo: avaliar as características dos materiais plásticos constituintes da tampa e vaso em relação à autoextinção da chama.

     

    b) Requisito: os materiais poliméricos devem apresentar características de auto-extinção em relação à chama grau V-0.

     

    c) Procedimento de ensaio

     

    - o procedimento de ensaio adotado é o indicado no método de ensaio padrão da UL-94, citado no item XI das Referências.

     

     

    d) Análise do resultado

     

    - sendo atendido o prescrito no item 10.3.8 alínea (b) os elementos ou monoblocos são considerados aprovados.

     

    - não sendo atendido, os elementos ou monoblocos são considerados reprovados, podendo ser substituídos pelo fabricante, observando o disposto no item 14 desta Norma.


    11 Relatório

    11 Relatório de Ensaio

     

    11.1 O relatório de ensaio deverá conter no mínimo as seguintes informações:

     

    a)      Identificação do laboratório e responsável técnico;

    b)      Data de entrega das amostras;

    c)      Relação dos elementos ou monoblocos apresentados para ensaio;

    d)      Período de realização dos ensaios;

    e)      Resolução e Normas aplicadas;

    f)        Relação dos instrumentos com prazos de validade da calibração;

    g)      Incerteza de medição dos resultados;

    h)      Número de ciclos de estabilização para o tratamento prévio;

    i)        Apresentação de forma detalhada de todas as características construtivas do acumulador;

    j)        Ocorrência de falhas e substituição de amostras;

    k)      Representação gráfica dos resultados dos ensaios elétricos;

    l)        Resultado de todos os ensaios realizados.


    12 Composição da Amostra

    12 Composição da Amostra e Seqüência de Ensaios

     

    12.1 Para a realização de ensaios, a amostra deve ser composta de 27 elementos ou de 21 monoblocos e mais 02 vasos e 02 tampas (para o ensaio de revelação das tensões residuais de moldagem do vaso e da tampa), devendo ser dividida em 7 grupos, da seguinte forma:

     

    a) grupo 1: 06 elementos ou 03 monoblocos;

     

    b) grupo 2: 03 elementos ou 03 monoblocos;

     

    c) grupo 3: 03 elementos ou 03 monoblocos;

     

    d) grupo 4: 06 elementos ou 03 monoblocos;

     

    e) grupo 5: 03 elementos ou 03 monoblocos;

     

    f) grupo 6: 04 elementos ou 04 monoblocos;

     

    g) grupo 7: 02 elementos ou 02 monoblocos, mais 02 vasos e 02 tampas.

     

    12.2 O fabricante deverá apresentar amostras específicas para realização dos ensaios de alta e média intensidade de descarga.

     

    12.3  Na composição das amostras para alta e média intensidade de descarga, o laboratório deve selecionar elementos ou monoblocos de todas as famílias de placas dentro da faixa de capacidade que o acumulador será certificado.

     

    12.4  Os ensaios elétricos devem ser iniciados no máximo 03 (três) meses após o fornecimento dos acumuladores pelo fabricante e deve ser seguida a seqüência pré-determinada, sem prejuízo na continuação dos ensaios.

     

    12.5 Os elementos ou monoblocos fornecidos para os ensaios de certificação não poderão apresentar data de fabricação superior a 06 (seis) meses da entrega para o laboratório.

     

    12.6  Os ensaios a serem realizados nos elementos ou monoblocos pertencentes aos grupos de 1 a 7 devem obedecer a distribuição e a seqüência definida na Tabela 2, com exceção do ensaio de operação da válvula reguladora que deverá ser realizado antes e após o ensaio de avaliação da vida útil.

     

    12.7  Para efeito dos ensaios elétricos dentro de cada grupo, os elementos ou monoblocos dos grupos de 1 a 6 devem ser associados em série. Os elementos do grupo 1, devem ser dispostos em duas filas de 3 elementos ou monoblocos de modo a ser utilizada uma interligação entre filas.

     

    12.8 No certificado de conformidade e de homologação do acumulador deverá constar sua aplicação, isto é, alta ou média intensidade de descarga.

     

     

     


     

    Distribuição e Sequência dos Ensaios

    Grupos

    Item

    1

    2

    3

    4

    5

    6

    7

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Avaliação das Características Construtivas

    Inspeção Visual

    X

    X

    X

    X

    X

    X

    X

    10.1.1

    Inspeção Construtiva

    X

    X

    X

    X

    X

    X

    X

    10.1.2

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Avaliação das Características Elétricas

    Tratamento Prévio

    X

    X

    X

    X

    X

    X

     

    10.2.1

    Capacidade Real em Regime Nominal

    X

    X

    X

    X

    X

    X

     

    10.2.2

    Capacidade Real em Regime Diferente do Nominal (Ct)

    X

    X

     

     

     

     

    10.2.3

    Adequação à Flutuação

    X

     

     

     

     

     

     

    10.2.4

    Eficiência de Recarga

     

     

    X

     

     

     

     

    10.2.5

    Desempenho Frente a Ciclos de Carga e Descarga

     

    X

     

     

     

     

     

    10.2.6

    Retenção de Carga

     

     

    X

     

     

     

     

    10.2.7

    Avalanche Térmica

     

     

     

    X

     

     

     

    10.2.8

    Avaliação da Vida Útil

     

     

     

     

    X

     

     

    10.2.9

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Avaliação das Características de Material

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Emissão de Gases

     

     

     

     

     

    X

     

    10.3.1

    Ciclagem Térmica

     

     

     

     

     

    X

     

    10.3.2

    Operação da Válvula Reguladora (antes do ensaio de vida útil)

     

     

     

     

    X

     

     

    10.3.3

    Operação da Válvula Reguladora (depois do ensaio de vida útil)

     

     

     

     

    X

     

     

    10.3.4

    Dispositivo de Segurança da Válvula Reguladora

     

     

     

     

     

     

    X

    10.3.4

    Análise do Eletrólito

     

     

     

     

     

     

    X

    10.3.5

    Análise Química das Ligas Metálicas

     

     

     

     

     

     

    X

    10.3.6

    Identificação dos Materiais Poliméricos

     

     

     

     

     

     

    X

    10.3.7

    Revelação de Tensão Residual de Moldagem do Vaso e da Tampa

     

     

     

     

     

     

    X

    10.3.8

    Índice de Inflamabilidade

     X

    X

    10.3.9

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Manual Técnico

    Manual

     

     

     

     

     

     

     

    6

     

    Tabela 2 - Distribuição e seqüência de ensaios


    13 Laboratorios

    13. Dos Laboratórios de Ensaio

     

    13.1 Para prestarem os ensaios referentes a esta Norma, os Laboratórios de Ensaio deverão demonstrar anualmente perante a Anatel:

     

    13.1.1 Ter avaliação válida junto à Anatel ou acreditação pelo INMETRO.

     

    13.1.2 Ter implantado Sistema de Gestão da Qualidade de acordo com a ABNT NBR 17025 ou equivalente.

     

    13.1.3 Ter instrumental adequado de testes e medições, bem como artefatos adequados e calibrados, comprovados por certificados de calibração emitidos pelo INMETRO ou por laboratório credenciado.

     

    13.1.4 Possuir procedimentos controlados e sistematizados para a realização dos ensaios laboratoriais, cujos registros devem ficar sob guarda do responsável pelo laboratório.

     

    13.1.5 Dispor de pessoal apto a realizar os ensaios, cuja comprovação se fará por meio de currículos devidamente instruídos com documentos de habilitação profissional e outras evidências que possam confirmar a capacitação.

     

    13.1.6 Elaborar Relatório de Ensaios com resultados dos testes conforme esta Norma.

     

    13.2 Demonstrado o atendimento ao item anterior, a Anatel promoverá a divulgação do Laboratório, para fins de aceitação de relatórios de ensaios laboratoriais no processo de certificação e homologação de produtos para telecomunicações.


    14 Considerações Gerais

    14 Considerações Gerais

     

    14.1 Para ser considerado conforme com esta Norma o acumulador deverá ser aprovado em todos os ensaios relacionados anteriormente.

     

    14.2 Se detectada qualquer não conformidade o fabricante deve ser chamado e discutida a necessidade do envio de novas amostras.

     

    14.3 Não havendo solução os ensaios devem ser encerrados e o equipamento não poderá ser homologado.

     

    14.4 Para certificação de um determinado modelo de acumulador o número de amostras substituídas em um único ensaio não poderá ultrapassar 03 (três) amostras, não sendo permitida qualquer alteração em suas características físicas ou químicas ou construtivas. Na ocorrência de troca de amostra, todos os ensaios do grupo devem ser repetidos.

     

    14.5 As novas amostras apresentadas para ensaio devem ser acompanhadas por declaração do fabricante informando que não houve modificação no produto quanto as suas características físicas ou químicas ou construtivas.

     

    14.6 Caso as novas amostras apresentem alterações nas características físicas ou químicas ou construtivas, todos os ensaios devem ser descartados e deve-se iniciar um novo processo de certificação.

     

    14.7 A manutenção do certificado de homologação do acumulador deverá ser realizada a cada 03 (três) anos. Os ensaios a serem realizados na manutenção do acumulador serão definidos no documento “lista de requisitos técnicos para produtos de telecomunicações categoria III” publicada pela Anatel na internet.

     

    14.8 Os usuários desses produtos poderão solicitar a realização de todos ou parte dos ensaios de conformidade previstos nesta Norma, em laboratórios avaliados junto à Anatel. Caso seja verificada não conformidade, será determinada a suspensão da validade do certificado de homologação do produto, pelo gestor do processo de certificação e homologação da Anatel.

     

    14.9 Para instalação e manutenção dos elementos ou monoblocos é recomendado seguir os procedimentos descritos nas referências VI e VII.

     

    14.10 Para descarte e reciclagem dos acumuladores devem ser atendidos os procedimentos descritos na Resolução CONAMA 401, citada na referência VIII.


    15 Identificação da Homologação

    15 Identificação da Homologação

     

    Os elementos ou monoblocos deverão portar o selo Anatel de identificação legível, incluindo a logomarca Anatel e o número da homologação, conforme modelo e instruções descritas no Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações emitido pela Anatel.