Anatel

Agência Nacional de Telecomunicações - ANATEL

Sistema de Acompanhamento de Consulta Pública - SACP

Relatório de Contribuições Recebidas

 Data: 16/08/2022 06:22:35
 Total de Contribuições:47

CONSULTA PÚBLICA N.º 291, DE 12 DE ABRIL DE 2001


 Item:  Utilização da tecnologia digital na transmissão terrestre de televisão.
Contribuição N°: 1
ID da Contribuição: 6144
Autor da Contribuição: fassaf
Data da Contribuição: 17/04/2001
Contribuição: Atualmente acompanho informações sobre o sistema que o Brasil deverá utilizar para a tecnologia digital para transmissão de televisão. Acredito que a melhor tecnologia será a japonesa apesar de não estar disponível nem mesmo lá.
Justificativa: Pelas informações que obtive este sistema estará apto para sistema móveis e compatível com HDTV.
Contribuição N°: 2
ID da Contribuição: 6797
Autor da Contribuição: Arlindo_Jr
Data da Contribuição: 12/06/2001
Contribuição: Em nosso ponto de vista o padrão adotado pelo Brasil para o sistema digital deverá ser o MPEG-II DVB. Nesse enfoque, poderemos fabricar set-top-box a baixo custo, acelerando a primeira fase de implantação (transição), onde teremos caixas conectadas aos televisores atuais, visto o alto custo do monitor. O back-end dessas caixas MPEG II DVB é o mesmo utilizado atualmente nos DVDs e decodificadores de televisão por assinatura (cabo, MMDS, satélite). O que difere é o front-end, que é especifico para cada utilização. Portanto, um receptor digital de televisão será algo relativamente fácil e econômico de se produzir, unificando o padrão tecnológico. Atualmente, com a abertura da tecnologia do MPEG II, principalmente porque os chineses já dominam a técnica e querem vender silício, o custo para se trabalhar com o MPEG II vem caindo rapidamente, visto o que está ocorrendo com o mercado de DVDs no Brasil. No caso do set-top-box, as emissoras poderão também utilizar o acesso condicional para determinados programas. A imaginação é o limite!
Justificativa: Com o MPEG II DVB, teremos um produto de baixo custo que certamente se tornará popular em poucos anos, devido ao volume de produção baseado no compartilhamento de uso do back-end (MPEG II DVB). É importante ressaltar que o modelo aplicado ao Brasil deverá beneficiar integralmente a industria nacional, para que no futuro nós não sejamos apenas um mero importador de tecnologia caixa preta ou pior, importador de produto acabado, desestimulando a produção nacional.
Contribuição N°: 3
ID da Contribuição: 6798
Autor da Contribuição: SONY
Data da Contribuição: 13/06/2001
Contribuição: Contribuição à Consulta Pública n 291 , de 12 de Abril de 2001 Data da Contribuição : 13 de Junho de 2001 . Autores da Contribuição : * Sony Comércio e Indústria Ltda * Panasonic do Brasil Ltda. Origem : São Paulo , SP Brasil Utilização da Tecnologia Digital de Transmissão Terrestre de Televisão Tópicos da Contribuição : 1 ) Objetivos 2 ) Nossa Visão sobre o futuro da Tv digital para o Brasil 3 ) Conclusões 1 ) Objetivos : Apresentar a opinião da Sony do Brasil e da Panasonic do Brasil em relação ao futuro da Tv Digital , visando colaborar com o processo de tomada de decisão sobre a utilização da tecnologia digital na televisão que seja a mais adequada para a realidade brasileira . A Sony e a Panasonic , por serem multinacionais japonesas , atuam ativamente em vários países do mundo , possuindo centros de desenvolvimento tecnológico locais . Por essa razão , em relação a tecnologia de Tv digital , possuem plenas condições de produzir aparelhos que atendam às expectativas brasileiras para qualquer sistema que venha a ser adotado ( em prazos diferenciados logicamente , em função do sistema que venha a ser adotado e definido soberanamente pela ANATEL ) . A Sony Corp. e a Panasonic Corp. são membros dos grupos ATSC , DVB e Dibeg ( ISDB ) , tendo colaborado ativamente no desenvolvimento dos trabalhos dos mesmos para a concepção dos sistemas de Tv digital disponíveis atualmente . No Brasil , a Sony e a Panasonic têm participado ativamente dos grupos de trabalho desenvolvidos dentro da ELETROS , cujo posicionamento e maior interesse e preocupação é o de sempre defender os interesses do consumidor . Aproveitamos a oportunidade de deixarmos claramente explícito que a presente contribuição não reflete a opinião da entidade ELETROS , mas sim , nossa visão particular sobre este grande debate . Com esse espírito e certos de que poderemos colaborar neste amplo ambiente de debate , extremamente salutar de prática democrática da livre expressão , apresentamos abaixo algumas de nossas idéias e agradecemos pela oportunidade criada para manifestação das mesmas . 2 ) Nossa Visão sobre o futuro da Tv Digital para o Brasil : A Sony e a Panasonic , desde que foram fundadas , até os dias de hoje , têm mantido seus firmes propósitos de criação , inovação e satisfação do consumidor , fortemente estabelecidos por seus fundadores ( Masaru Ibuka e Akio Morita fundadores da SONY e Konosuke Matsushita fundador da Matsushita ) . Ao longo do tempo , inúmeras foram as contribuições para o desenvolvimento de novas tecnologias e criação de produtos que se tornaram populares e tão claramente presentes no dia a dia de todas as pessoas de todas as partes do mundo , dispensando maiores comentários . Através dessa linha histórica queremos salientar e , assim dar base ao nosso argumento , a importância da inovação tecnológica e o quanto idéias podem se transformar em negócios e benefícios às pessoas para o lazer , entretenimento e comunicação . Muitas vezes uma nova tecnologia pode não ser acessível a maior parte da população em um primeiro estágio ( e isso fica mais fortemente evidenciado no caso Brasil , devido a distribuição de renda e ao baixo poder aquisitivo da população ) . Mas nem por isso está fadada ao insucesso de implementação . O sucesso de implementação depende de fatores básicos e fundamentais em poder atender às necessidades do consumidor ( causará realmente desejo em adquirir a nova tecnologia ? , trará benefícios significativos para seu dia a dia ? trará mais lazer , entretenimento ? mais informação ? facilitará a comunicação e as tarefas do seu dia a dia ? , apresentará diferenças notórias e atrativas sobre a tecnologia que já possui no presente ? , ... ) . A popularização ocorre então de forma gradativa e acessível a todos . Citamos como caso de sucesso de implementação e penetração o CD de áudio em substituição aos Discos de Vinil . Este exemplo de implementação de sucesso mostra como a oferta de hardware sincronizado com a disponibilidade de conteúdo software são fundamentais . No caso de Tv digital este trabalho em conjunto não deve ser diferente ( entre governo , emissoras , provedoras de conteúdo e fabricantes de aparelhos ) . Uma vez satisfeitas essas premissas básicas , fica evidente portanto a importância deste trabalho coordenado de implementação . Para o caso de Tv digital para o Brasil , acreditamos fortemente em um processo de implementação de longo prazo , que tenha que atender no mínimo os próximos 30 anos e , para isso tem que suportar o maior número de aplicações possível . Se pensarmos em um espectro de modelo de negócios efêmero e limitado , poderá significar secundariamente também em um atraso no campo tecnológico . Face ao longo período de implementação e popularização da tecnologia , apontamos a possibilidade de intercâmbio de tecnologia e participação no processo evolutivo do sistema que venha a ser escolhido , como sendo um aspecto de extrema importância ao Brasil em relação a TV digital . A realidade brasileira nos mostra um quadro de total dependência tecnológica neste setor ( principalmente no que se refere ao desenvolvimento de componentes eletrônicos e , mais especificamente semicondutores ) . A possibilidade de garantia deste intercâmbio tecnológico deve ser , portanto , fortemente considerada para a escolha do sistema . Uma vez definido o padrão a ser adotado no Brasil pela ANATEL , ratificamos a importância do trabalho em conjunto entre os vários setores envolvidos para que a implementação da Tv Digital seja realmente um caso de sucesso ( para a população em primeiro lugar ) . Neste traçado de planejamento de longo prazo , e em se tratando em lidar com o futuro , o grau de incerteza no campo da tecnologia é sempre uma incógnita do problema . Mas , podemos nos utilizar da análise das tendências tecnológicas e na observação de experiências passadas e presentes para trilharmos esses caminhos . Em uma análise de riscos , a tecnologia é com certeza o fator cuja carga de probabilidade determinante do sucesso ou insucesso é a de maior impacto . Neste fascinante universo de desenvolvimento e inovações tecnológicas , no caso de Tv digital teremos que nos mirar na experiência de implementação dos outros países e observar atentamente as tendências de desenvolvimento no segmento de semicondutores ( velocidade de processamento , capacidade de memória , tamanho , consumo de energia , etc. , associados ao custo , demanda produtiva e ciclo de vida ) . Ainda , temos que ter a cautela e discernimento de termos em mente que nem sempre um modelo de negócios adotado em um país pode funcionar em outro . As experiências de implementação de outros países ainda é prematura mas suficiente para traçarmos nossa trajetória em caminhos mais firmes sobre o que realmente queremos para o futuro desta tecnologia para o Brasil . Com base nessas premissas , podemos então sugerir algumas recomendações ( todas igualmente importantes ): 1a ) que o padrão a ser adotado não seja limitador no que se refere à capacidade de aperfeiçoamento tecnológico . Que permita adaptações e aperfeiçoamentos futuros . Como experiência de limitação de aperfeiçoamento tecnológico do passado citamos a adoção do PAL-M como sistema de cor para o Brasil . Os reflexos negativos aparecem no campo de desenvolvimento e disponibilidade de componentes eletrônicos ( geralmente mais caros ) e de equipamentos de instrumentação . 2 ) que o padrão a ser adotado seja o menos híbrido possível . Por híbrido entenda-se um padrão dentre os já existentes mas com modificações em relação à sua concepção original . Por exemplo , citamos o caso da Austrália em que foi adotado um sistema híbrido para Tv digital : DVB-T com 7Mhz , Dolby AC3 , HDTV ( ou seja com parâmetros diferentes de sua concepção original ) . A dificuldade de implementação é notória , tanto para quem produz conteúdo quanto para quem fabrica produtos . Portanto , em outras palavras , é altamente recomendável que o padrão a ser adotado e adaptado ao Brasil seja o mais próximo possível de sua concepção original ( em relação aos aspectos técnicos ) . Não criticamos o modelo adotado pela Austrália , apenas julgamos não apropriado para o Brasil ( lembrando que cada país possui realidades e necessidades diferentes uns dos outros ) . 3 ) que o padrão a ser adotado não seja limitador no que se refere a possibilidade de expansão para o maior número de aplicações possíveis . Mesmo que não sejam exploradas todas as possibilidades de negócios possíveis em um estágio inicial de implementação , é extremamente recomendável que se adote um padrão que seja o mais flexível e abrangente . Um padrão que pela característica de concepção , limite o modelo de negócios e o leque de aplicações possível de ser explorado , é nocivo ao desenvolvimento tecnológico . 4 ) que o padrão a ser adotado não seja limitador no que se refere a possibilidade de recepção móvel . A mobilidade e a portabilidade são desejáveis em um ambiente de comunicações digitais e de convergência digital . Por mobilidade não nos restringimos ao ambiente do interior de automóveis , ônibus e trens apenas ( como muitos procuram limitadamente citar ) . Queremos nos referir sim a idéia de convergência de mídias digitais . Com a tecnologia digital , a convergência das diversas mídias será sem dúvida uma forte tendência que deve ser explorada . Passamos a falar em um mercado de serviços imenso e , ainda a ser desbravado pelas emissoras ( provendo conteúdo de entretenimento e informativo ) , pelos provedores de conteúdo interativo , por empresas de desenvolvimento de software e aplicativos , por empresas de notícias em tempo real ( ex : sobre trânsito , tempo , aplicações financeiras , condições das estradas , reservas para shows , restaurantes , ... ) , etc. . Um mercado onde o maior atrativo serão os serviços agregados ao hardware e , não propriamente o hardware em si . A possibilidade de geração e exploração desses serviços , dividindo e equalizando os diversos custos operacionais envolvidos , gerando espaço para outros segmentos tecnológicos e de comunicação , com certeza serão salutares ao ambiente Brasil do futuro e , este futuro , indica uma era de intensa comunicação de imagens e vídeo ( Broadband era ) devido ao desenvolvimento cada vez maior de técnicas de compressão avançadas e de desenvolvimento de semicondutores cada vez mais rápidos e integrados . 5 ) que o padrão a ser adotado não seja limitador no que se refere a possibilidade de recepção em alta definição . Mesmo que sua implementação se dê de forma gradual e lenta ( como acreditamos que assim ocorra ) , esta possibilidade deve estar prevista . A alta definição é um poderoso diferencial para o processo de transição do sistema analógico para o digital . Inicialmente logicamente será voltado para um segmento de produtos de custo alto ( em função do alto preço dos semicondutores e dos displays ) . Em um estágio posterior com a gradativa queda dos preços e desenvolvimento de novas tecnologias de display e queda nos preços dos semicondutores , espera-se a aplicação em outros segmentos de produtos ( mais baratos ) . O diferencial de qualidade é um apelo fortíssimo que não pode ser deixado de lado . Vale a pena ressaltar e relembrar a importância de um trabalho coordenado entre emissoras e fabricantes , pois a quantidade de horas de programação a ser veiculada em alta definição é fundamental para o sucesso desta implementação . 6 ) que o padrão a ser adotado permita uma plataforma para desenvolvimento de aplicativos APIs e software de domínio público . Isso para possibilitar um modelo de negócios horizontal . Como exemplo podemos citar a importância desta garantia ao usuário que , ao adquirir um equipamento , esteja apto a receber a programação digital de quaisquer canais disponíveis ( e não apenas de um canal específico proprietário ) . Também abre-se a oportunidade de desenvolvimento de novos aplicativos e serviços , tão importantes para este novo conceito de assistir Tv . 7 ) que o padrão a ser adotado permita a maior Flexibilidade para disponibilização de conteúdo, serviços e produtos . Devido à imensa diversidade existente no Brasil com diferentes realidades , condições e necessidades que variam de região para região , de emissora para emissora , de fabricante para fabricante , esta flexibilidade é necessária e desejável . Ou seja , cada emissora pode ter um modelo de negócios diferente de outra , assim como cada fabricante pode adotar diferentes estratégias de negócios de acordo com suas características e possibilidades . 8 ) que o padrão a ser adotado não seja limitador no que se refere à possibilidade de intercâmbio tecnológico e de participação cooperativa no processo evolutivo do sistema . Já comentado anteriormente , julgamos este fator de extrema importância para a escolha do sistema . 4 ) Conclusões : Diante das sugestões expostas acima , baseado na argumentação de que o sistema que venha a ser adotado seja o que possibilite a exploração do maior número de novos negócios possível , em um ambiente futuro de longo prazo , sugerimos a aplicação do padrão ISDB-T na utilização da tecnologia digital de transmissão terrestre de televisão como a mais apropriada para o futuro tecnológico do Brasil . Maior flexibilidade , concepção original voltada a comportar o maior número de aplicações futuras possíveis ( conceito de segmentação do espectro ) , plataforma tecnológica mais adequada para implementação de longo prazo , robustez ( time domain interleaving ) , possibilidade de recepção móvel e exploração de serviços móveis ( foi originalmente concebido para essa aplicação e não apenas como um plus ) , são alguns dos fatores que justificam e suportam nossa argumentação . A SONY do Brasil e a PANASONIC do Brasil acreditam ainda que o processo de transição ocorrerá de forma gradual , lenta e , se fruto de um trabalho em conjunto , será certamente um caso de sucesso para emissoras , fabricantes e primordialmente dos consumidores brasileiros . O enfoque de longo prazo e de plataforma tecnológica mais completa nos parece fundamental , embora tenhamos a consciência da complexidade da somatória de valores que devem ser considerados em uma tomada de decisões para uma questão tão relevante como esta . Embora atuantes na implementação dos três sistemas existentes em seus países de origem , consideramos o Brasil privilegiado em ter a chance de escolher o melhor sistema que atenda às suas necessidades específicas . Aproveitamos esta oportunidade para congratular a ANATEL , pela clareza na exposição se seus relatórios , feita de forma didática e acessível a toda a população interessada , oferecendo a oportunidade da livre expressão em torno de um tema tão relevante em suas vidas . Adicionalmente não poderíamos deixar de mencionar a preciosa contribuição prestada por entidades como o CPQD , o grupo SET/ABERT , ELETROS e Instituto Mackenzie , pelo alto nível de profissionalismo e condução dos trabalhos comparativos entre os sistemas . Independentemente de qual padrão venha a ser adotado e escolhido , a SONY do Brasil e a PANASONIC do Brasil expressam desde já o posicionamento de não medir esforços em colaborar neste processo , procurando desenvolver aparelhos e serviços que atendam às necessidades dos consumidores , pela qualidade e inovação de nossos produtos . Atenciosamente , SONY COM. e IND. LTDA. PANASONIC do BRASIL LTDA. Takaaki Ushio Masahiro Seyama Presidente SONY do Brasil Presidente PANASONIC do Brasil
Justificativa: Conforme explicitado no campo descritivo da contribuição .
Contribuição N°: 4
ID da Contribuição: 6799
Autor da Contribuição: ABTU
Data da Contribuição: 14/06/2001
Contribuição: DOCUMENTO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TELEVISÃO UNIVERSITÁRIA SOBRE A CONSULTA PÚBLICA 291, DE 12 DE ABRIL DE 2001. Em relação à Consulta Pública no. 291, de 12/04/2001, relativo à Utilização de Tecnologia Digital na Transmissão Terrestre de Televisão, a Associação Brasileira de Televisão Universitária ABTU vem, por meio deste, manifestar-se com relação aos pontos a seguir: 1) Entendendo que a transmissão digital de televisão, mais do que alterar tecnicamente a operação, irá transformar profundamente a forma como o espectador irá acessar os conteúdos, entendemos ser indispensável que sejam garantidos às Televisões Universitárias e Educativas o acesso pleno ao potencial da tecnologia, impedindo qualquer restrição à utilização dos serviços agregados, conforme levantado na própria Consulta no item 3.3 ( interatividade incorporada no próprio canal de televisão, (...) e flexibilidade para suportar novas aplicações ) 2) Em relação aos aspectos 3.4 ( Mercado potencial de equipamentos... ), é importante lembrar que a migração tecnológica pretendida onerará as emissoras com impacto particularmente destrutivo sobre os orçamentos das emissoras universitárias e educativas, normalmente instituições de pequeno porte, apesar da grande contribuição que dão para a manutenção da qualidade e adequação da programação brasileira. Frente este cenário, será indispensável o desenvolvimento de política que facilite e estimule a digitalização prioritária destas emissoras. Isto pode ser desenvolvido pela isenção de impostos de importação e outros da alçada federal, abertura de linhas de financiamento com condições de pagamento e taxas de juros ao alcance destas instituições, propostas, inclusive, já previstas para os consumidores no item 3.6. 3) É fundamental destacar que as TVUs, bem com muitas das TVEs, são parte integrante de importantes órgãos produtores de conhecimento e que tem um enorme potencial para participar ativamente neste momento de mudança, contribuindo, inclusive, para fazer com este momento seja também o da correção das enormes distorções produzidas no sistema de comunicação televisiva do Brasil. As emissoras educativas e universitárias são, efetivamente, uma opção e uma alternativa para a população em relação às emissoras comerciais, mas não conseguem competir no campo econômico, onde certamente a digitalização da TV brasileira se iniciará e se concretizará. Além disso, são as emissoras educativas e universitárias que conseguem agregar, de forma mais ampla e completa, as atribuições locais e regionais propugnados tanto pela Anatel como pela Constituição da República. Estes argumentos estão presentes, inclusive, nos aspectos da Consulta Pública nos itens 3.7 ( importância para o telespectador brasileiro (...) programas com interatividade local ), 3.8 ( competição, (...) preservação da identidade nacional e regional ) e 3.9 ( Modelo de transição ). Certos de sua atenção, a ABTU se coloca à disposição de V.Sa. para continuar contribuindo no sentido de que possamos fazer uma transição tecnológica, não somente perfeita do ponto de vista técnico, mas também com justiça social e uma verdadeira ampliação de conteúdo informacional e educativo para os telespectadores brasileiros. Atenciosamente, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TELEVISÃO UNIVERSITÁRIA São Paulo, 12 de Junho de 2001. Prof. Gabriel Priolli Diretor-Presidente gpriolli@mtecmetsp.com.br Prof. Cláudio Magalhães Diretor Vice-Presidente dancla.bhz@terra.com.br Prof. Hélio Solha Diretor Técnico solha@unicamp.br
Justificativa: DOCUMENTO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TELEVISÃO UNIVERSITÁRIA SOBRE A CONSULTA PÚBLICA 291, DE 12 DE ABRIL DE 2001. Em relação à Consulta Pública no. 291, de 12/04/2001, relativo à Utilização de Tecnologia Digital na Transmissão Terrestre de Televisão, a Associação Brasileira de Televisão Universitária ABTU vem, por meio deste, manifestar-se com relação aos pontos a seguir: 1) Entendendo que a transmissão digital de televisão, mais do que alterar tecnicamente a operação, irá transformar profundamente a forma como o espectador irá acessar os conteúdos, entendemos ser indispensável que sejam garantidos às Televisões Universitárias e Educativas o acesso pleno ao potencial da tecnologia, impedindo qualquer restrição à utilização dos serviços agregados, conforme levantado na própria Consulta no item 3.3 ( interatividade incorporada no próprio canal de televisão, (...) e flexibilidade para suportar novas aplicações ) 2) Em relação aos aspectos 3.4 ( Mercado potencial de equipamentos... ), é importante lembrar que a migração tecnológica pretendida onerará as emissoras com impacto particularmente destrutivo sobre os orçamentos das emissoras universitárias e educativas, normalmente instituições de pequeno porte, apesar da grande contribuição que dão para a manutenção da qualidade e adequação da programação brasileira. Frente este cenário, será indispensável o desenvolvimento de política que facilite e estimule a digitalização prioritária destas emissoras. Isto pode ser desenvolvido pela isenção de impostos de importação e outros da alçada federal, abertura de linhas de financiamento com condições de pagamento e taxas de juros ao alcance destas instituições, propostas, inclusive, já previstas para os consumidores no item 3.6. 3) É fundamental destacar que as TVUs, bem com muitas das TVEs, são parte integrante de importantes órgãos produtores de conhecimento e que tem um enorme potencial para participar ativamente neste momento de mudança, contribuindo, inclusive, para fazer com este momento seja também o da correção das enormes distorções produzidas no sistema de comunicação televisiva do Brasil. As emissoras educativas e universitárias são, efetivamente, uma opção e uma alternativa para a população em relação às emissoras comerciais, mas não conseguem competir no campo econômico, onde certamente a digitalização da TV brasileira se iniciará e se concretizará. Além disso, são as emissoras educativas e universitárias que conseguem agregar, de forma mais ampla e completa, as atribuições locais e regionais propugnados tanto pela Anatel como pela Constituição da República. Estes argumentos estão presentes, inclusive, nos aspectos da Consulta Pública nos itens 3.7 ( importância para o telespectador brasileiro (...) programas com interatividade local ), 3.8 ( competição, (...) preservação da identidade nacional e regional ) e 3.9 ( Modelo de transição ). Certos de sua atenção, a ABTU se coloca à disposição de V.Sa. para continuar contribuindo no sentido de que possamos fazer uma transição tecnológica, não somente perfeita do ponto de vista técnico, mas também com justiça social e uma verdadeira ampliação de conteúdo informacional e educativo para os telespectadores brasileiros. Atenciosamente, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TELEVISÃO UNIVERSITÁRIA São Paulo, 12 de Junho de 2001. Prof. Gabriel Priolli Diretor-Presidente gpriolli@mtecmetsp.com.br Prof. Cláudio Magalhães Diretor Vice-Presidente dancla.bhz@terra.com.br Prof. Hélio Solha Diretor Técnico solha@unicamp.br
Contribuição N°: 5
ID da Contribuição: 6801
Autor da Contribuição: dvb
Data da Contribuição: 15/06/2001
Contribuição: Comentários do DVB à Consulta Pública n. 291 de 12 de abril de 2001 Geneva, 7 de junho de 2001 Sumário Executivo Estamos firmemente convencidos de que o DVB-T constitui o sistema apropriado para o Brasil. Embora se reconheça que de um ponto de vista puro , mas estreito, os testes comparativos que foram realizados com perícia e em larga escala indiquem que o sistema japonês ISDB apresenta uma vantagem técnica marginal sobre DVB-T, existem razões mais cruciais e ponderosas que apontam o DVB-T como sendo, de longe, a solução ótima. A) O DVB-T fornece uma solução flexível que satisfará não só as necessidades de momento, mas também, realmente, as necessidades futuras. Estas incluirão necessariamente recepção portátil e móvel de sinais, aplicações interativas complexas e constituirão realmente uma via para a convergência entre as tecnologias das comunicações e de computadores. B) O sistema DVB-T é um membro de uma família de padrões totalmente interoperáveis que permitem integração fácil e economicamente viável de soluções de entrega e interativas que não são possíveis com outros padrões tais como ISDB e ATSC. Esse aspecto é fundamental porque a maioria dos sistemas digitais de TV por satélite e por cabo adotaram em em todo o mundo o ambiente DVB. C) A adopção de DVB-T por outros países é já uma realidade e está aumentando rapidamente. Isso, claramente associado de fato à adoção mundial de padrões irmãos do DVB (de satélite e cabo) conduzirão a economias de escala, particularmente para receptores , de nenhuma forma correspondidas pelos dois concorrentes. Este é um aspecto primordial porque os custos domésticos de implementação de serviços constituem a chave para o sucesso do desenvolvimento. É preciso haver receptores disponíveis. D) O DVB-T tem sido comprovado e é capaz de satisfazer todas as necessidades de serviço desde HDTV até serviços de dados de baixa velocidade. O DVB pode fornecer HDTV e serviços móvel no mesmo canal, como foi demonstrado em Brasília, Brasil, em dezembro de 2000, podendo fazer isso em 6, 7 e 8 MHz. Demonstrações semelhantes do e DVB-T de 6 MHz, incluindo HDTV e SDTV de Modulação Hierárquica e também móvel, também foram feitas em Las Vegas, EUA (NAB 99 e NAB 00). Ver o Anexo D a este relatório. E) Como o mundo da TV está mudando de analógico para digital, esse mundo digital também está migrando para novos serviços interativos e se movendo rapidamente ao longo da via da convergência com telecomunicações e a Internet. A indústria da TV do Brasil está lançando as fundações para um mercado televisivo que necessita de ser equipado adequadamente para a fase de transição e bem para o futuro, e as melhores chances de equipar adequadamente uma indústria em um mundo competitivo é com o DVB e com a sua solução DVB-T. 1. Introdução O documento seguinte envia os comentários do Digital Video Broadcasting Project, baseado em Genebra, Suíça, à Consulta Pública n. 291 de ANATEL. Os comentários do DVB são feitos no espírito de informar o debate sobre a escolha técnica de um sistema digital de transmissão terrestre para o Brasil. DVB é uma organização internacional de 301 membros de 36 países, todos interessados no desenvolvimento de um quadro harmonizado e interoperável para televisão digital. Constitui a maior organização do seu tipo e é, de longe, a de maior sucesso. A tecnologia de DVB já está sendo utilizada pela maior parte dos sistemas de televisão digital por satélite e por cabo em todo o mundo - incluindo o Brasil. Além disso, DVB é usada como marca de nível para ATSC e ISDB e muitos dos seus sistemas estão baseados na tecnologia DVB com poucas ou nenhumas inovações ou alterações. 2. Organização deste Documento O documento contém comentários a CP n. 291 e anexos associados. Há algumas informações e relatórios relevantes dos diferentes desenvolvimentos de DVB-T em todo o mundo. Para aumentar a clareza e a legibilidade, o DVB referirá cada pergunta feita na seção 3 do CP n. 291, dando respostas sempre que apropriado. Todas as informações acessórias e elementos comprovativos serão incluídos como apêndices. 3. Comentários de DVB na Seção 3 da CP N. 291 A seção seguinte é numerada de acordo com as seções do documento CP n. 291. 3.1 A avaliação técnica das normas da TV digital terrestre O DVB Project cumprimenta o Instituto Presbiteriano MacKenzie, TV Cultura e CRqD pelas medições, pela apresentação e pela avaliação do laboratório de transmissões de televisão digital terrestre (DTTB) e pelos ensaios de campo. Constituem os mais completos documentos existentes sobre o ensaio no campo dos três sistemas disponíveis: DVB-T, ATSC e ISDB-T. A maior parte dos parâmetros fundamentais associados à escolha de um sistema apropriado ao Brasil foi considerada e os resultados constituem uma comparação justa. Criticamente, os testes foram realizados no Brasil com parâmetros concebidos para o ambiente brasileiro e com o excelente apoio da comunidade brasileira de transmissões. Testar a recepção móvel de DTTB nunca é tarefa fácil porque aspectos como os seguintes exercem forte influência sobre os resultados: 1. Variação dinâmica das condições de recepção. A mesma via no mesmo dia com aproximadamente as mesmas condições meteorológicas e de tráfego podem dar origem a resultados selvaticamente diferentes, mesmo com o mesmo sistema. 2. Encobrimento de erro em descodificadores MPEG-2. Tipicamente, o desempenho da recepção é medido usando uma série de observadores vendo segundos errados em uma transmissão de vídeo. Diferentes chips de descodificação MPEG-2 têm diferentes técnicas de encobrimento de erro que podem influenciar fortemente os resultados. 3. Como os testes foram realizados usando receptores DVB otimizados para recepção fixa e considerando o recente trabalho sobre receptores móveis otimizados na Europa e na Ásia, o DVB pensa que os resultados medidos não devem ser considerados como uma indicação corrente do desempenho móvel de DVB-T. De fato, os resultados com tais receptores deveriam conduzir a melhorias muito significativas de desempenho. O Anexo A contém um relatório de um projeto de multimédia móvel (MCP) que investigou o desempenho do e DVB-T quando é utilizado um sistema de antena diferente no receptor. Embora tais resultados se concentrem no desempenho móvel do sistema, eles possuem uma importância muito grande para recepção estática portátil e fixa. Por fim, os resultados dos testes do DVB-T DTTB mostram as diferenças entre diferentes prestações do chip de desmodulação de DVB-T. Devido às dimensões do mercado DVB-T em todo o mundo, o desempenho destes chips está continuamente sendo comprovada. No entanto, as metodologias adotadas nos testes continuam exemplares. Quanto a ensaios de campo, talvez algum valor tenha podido ser adicionado às medições e aos resultados através de uma investigação mais aprofundada sobre a falha da recepção (em algumas situações). Tais ensaios de laboratório e de campo cuidadosamente preparados e executados contrastam com os ensaios de campo de US MSTV/NAB comparando ATSC e DVB-T, realizados no ano passado. Foi empregue equipamento DVB-T inapropriado e, por razões desconhecidas, houve pouco esforço no sentido de determinar por que motivo e de que maneira esses receptores estavam afetando os resultados finais. O resultado foi o único ensaio comparativo que conduziu a um desempenho satisfatória do sistema ATSC. 3.2 O estado da TV digital em outras partes do mundo TV digital (DTV) é um mercado e uma tecnologia em maturação em muitas partes do mundo. A maior dos estudos de DTV se centra no mercado de TV-paga via satélite, cabo e meios terrestres. Constituem exceção o desenvolvimento do ATSC nos EUA e os estudos do DVB-T no Reino Unido, na Austrália, em Singapura, na Espanha e na Suécia. Ainda ninguém no mundo , está usando o sistema japonês ISDB-T. Como acima foi dito, os sistemas baseados em DVB dominam completamente o mercado de DTV em todo o mundo. Se concentrando no desenvolvimento de televisão digital terrestre, o DVB-T tem registrado desenvolvimento nos seguintes mercados.: (i) Reino Unido (ii) Austrália (iii) Singapura (iv) Espanha (v) Suécia 3.2.1 Reino Unido Peter Marshall (UK DTG): PMarshall_DTG@compuserve.com O Reino Unido foi o primeiro país no mundo a lançar um serviço de DVB-T, em novembro de 1998, baseado em planos estabelecidos 2 anos antes. Nessa altura, o objetivo principal era fornecer a maior quantidade possível de serviços no interior de um espectro de UHF já muito ocupado e a recepção tendo por base principalmente antenas domésticas fixas. . Como resultado disso, foi feito o planejamento de forma a que a potência das transmissões digitais fosse 20 dB abaixo da potência do transportador analógico no pico da sincronização. Esta severa redução da potência foi imposta por motivo de interferências e de acordos relacionados com países vizinhos. A cobertura foi conseguida a partir de seis multiplexes em cada um dos 80 locais de transmissão existentes em uma rede de freqüência múltipla. Invulgarmente, a variante do sistema DVB-T foi escolhida devido à existência de conjuntos de chips; outros parâmetros são 64QAM; velocidade de código 2/3 e banda de proteção 1/32, conduzindo a uma velocidade total de dados de 24Mb/segundo. A potência transmitida não assegura cobertura equivalente a transmissões analógicas PAL e estão presentemente sendo feitas tentativas (ao longo de 2001) para se aumentar os níveis da potência em 3 ou 6 dB para se passar a cobertura de 70 % para 80 % da população, usando um critério mínimo de área de serviço de 45 dBmV. 3.2.1.1 Considerações Comerciais Foram autorizadas quatro licenças multiplex separadas como a seguir se mostra . Dois multiplexes foram reservados para estações analógicas existentes, dando às mesmas capacidade para aproximadamente duplicarem o número de serviços oferecidos. Novas licenças de serviço foram autorizadas para SDN (um multiplex) e ONdigital (3 multiplexes). Desde o início, o serviço estava competindo com serviços digitais via satélite lançados um pouco antes e com cabo digital, o que se desenvolveu progressivamente mais recentemente. Os atuais valores de penetração são indicados na Tabela 1: Tabela 1: Penetração da Televisão Digital no Reino Unido Total de lares no Reino Unido 23 milhões Digital terrestre (DVB-T) 1,25 milhões Digital satélite (DVB-S) 5 milhões Digital cabo (DVB-C) 1,0 milhões Os primeiros mercados concentraram sua atenção em serviços de assinatura, particularmente de esporte, e foram alimentados por ofertas de uma caixa conversora (Set top box) gratuita (contra assinaturas ligeiramente aumentadas). A comercialização está considerando agora o maior mercado de troca de TV. A venda de aparelhos de TV digital integrados (iDTV) está sendo considerada com um meio de garantir a adopção de massas. Uma característica importante do mercado do Reino Unido tem sido a adoção de telas largas no formato de 16x9 (com resoluções SDTV) como uma característica adicional de digital e o mercado de tela grande (>24 ) é agora quase inteiramente do formato16x9. O governo do Reino Unido está determinado em conseguir a aceitação popular da de TV digital o quanto antes e está considerando desligar o sistema analógico no período de 2006 - 2010. 3.2.2 Austrália Colin Knowles (ABC): knowles.colin@abc.net.au A Televisão Digital Terrestre da Austrália utiliza os parâmetros seguintes: Modo DVB-T 2k DVB-T Largura de banda do canal: 7 MHz em UHF Modulação: 64 QAM Correção do erro direto: 2/3 Intervalo de protecão 1/32 Redes de freqüência simples: Ainda não. Modulação hierárquica: Ainda não. Esta seção refere a conversão de equipamentos analógicos para digitais em toda a Austrália e também considera prazos, legislação e aspectos de conteúdo correntemente em discussão. O projeto de digitalização abrange um período de três a cinco anos, do qual a primeira fase terminou no dia 01 de janeiro de 2001 com o lançamento de serviços digitais nas cinco cidades mais importantes do Continente. O próximo passo importante será a obrigatoriedade de 20 horas por semanas de HDTV a partir de 01 de janeiro de 2003. A rede de transmissões através de toda a Austrália ficará completa em 2007, aproximadamente. Em 1998, o governo australiano legislou o início da transmissão de televisão digital para todas as estações australianas livres. O governo australiano terminou o enquadramento legislativo para emissões digitais em junho de 2000. A ideia geral consiste em promover e encorajar serviços inovadores, tais como emissão de dados, mas evitar a concorrência com estações livres existentes durante a transição para digital. O enquadramento legislativo inclui: Uma obrigação de transmitir simultaneamente serviços de televisão analógica em transmissões digitais durante pelo menos 8 anos a contar do início de serviços digitais em um mercado; 20 horas semanais de transmissão de HDTV a partir de 2003; ABC (e SBS) (as estações de serviço público ) podem oferecer serviços multicanais; estações comerciais obrigadas a aumentos de multivista; regras separadas para o uso de espectro digital para transmissão de dados; e revisão de atuação 3.2.2.1 Conteúdo para serviços australianos de DTTB Haverá uma gama de novos serviços com televisão digital: televisão de alta definição (HDTV), multicanais (só das estações nacionais), programas reforçados (tais como relevante informação básica ou ângulos alternativos para a câmara) e um guia básico eletrônico de programas baseado em texto (EPG). A partir de janeiro de 2002, os consumidores também poderão receber serviços de transmissão de dados (texto e vídeo interativos) - tanto de estações comerciais de dados que concorrerão a licenças com a duração de 15 anos em licitação e poderão fornecer serviços de assinatura, como de estações comerciais e nacionais existentes que podem utilizar qualquer espectro disponível para transmitirem serviços de emissão de dados. No enquadramento de emissão de dados também serão possíveis EPG mais sofisticados e programas reforçados. A legislação procura conciliar os diferentes interesses de estações comerciais livres, estações nacionais, TV-paga e a nova potencial indústria de transmissão de dados, bem como consumidores. Os princípios básicos são os seguintes: (i) não deverá haver novas licenças para televisão comercial até 2006 para se proteger o lucro de emissões comerciais existentes durante o período de transição para a televisão digital. Isto significa que a emissão de dados não será autorizada a se tornar uma emissão de fato. (ii) não poderá haver multicanais comerciais porque isso seria uma ameaça à TV-paga, ainda considerada como um indústria emergente . A partir destes princípios, surgiu um enquadramento que estabelece regras para HDTV, multicanais, programas reforçados, emissão de dados e EPG, serviços estes a serem vigiados maioritariamente pela Australian Broadcasting Authority. O governo estabeleceu quotas para o conteúdo de HDTV ao longo dos próximos anos para encorajar as estações à conversão; HDTV é considerada como uma das principais atrações e condutoras para televisão digital na Austrália. No entanto, o governo reconhece que nem todos os consumidores serão capazes de adquirir equipamento HDTV de imediato, pelo que quando um programa é emitido em HDTV também tem de ser mostrado em SDTV, bem como em sistema analógico (é a chamada regra de emissão tripla ). Não são permitidos multicanais comerciais (exceto quando acontecimentos esportivos se sobrepõem a notícias). Tanto ABC como SBS serão autorizados a transmitir certos géneros em multicanal, sendo as exclusões principais notícias nacionais, esporte e comédia, embora o governo não tenha atribuído fundos adicionais para estes novos canais digitais. Programas reforçados são limitados para que não se tornem de fato multicanais; eles têm de ser emitidos em simultâneo e devem ser ligados de perto e diretamente ao programa principal. A emissão de dados fica limitada a programas de informação e educacionais e de comércio eletrônico, com exclusão de entretenimento ; de fato, quaisquer programas de notícias ou entretenimento ficam limitados a extratos de vídeos de dez minutos. Os únicos serviços de rádio que podem ser emissão de dados são programas de informação, de educação, de notícias em línguas estrangeiras ou estações ABC e SBS. Estações de dados podem fornecer conteúdo de Internet, quer como jardim murado de locais selecionados na web, quer como serviço completo de Internet - embora o conteúdo tenha de estar em conformidade com os limites em vídeo. O governo pensa que se trata de uma indústria em rápida evolução onde a flexibilidade é importante; estão marcadas várias revisões ao longo dos próximos anos, que podem ser usadas para monitorar e ajustar este enquadramento, se necessário. Havia muito pouca coisa no mercado de equipamento de recepção digital (quer caixas set top ), quer televisores digitais) para o lançamento da televisão digital. As estações comerciais livres subscreveram uma encomenda de 20.000 caixas set top Thomson para abastecer o mercado. Caixas set top de DVB-T HDTV de 7 MHz a preços razoáveis (aprox. A$600) foram recentemente lançadas no mercado. 3.2.3 Singapura Kenneth Lee (TV Mobile): kennethl@mediacorp.com.sg A TV móvel em Singapura usa DVB-T com os parâmetros seguintes: Fase 1 : Em serviço Modo DVB-T 2k DVB-T Largura da banda do canal: 8 MHz em UHF Modulação: QPSK Correção de erro direto: 1/2 Intervalo de proteção 1/4 Redes de freqüência simples Sim, 11 transmissores para cobertura total da Ilha Modulação hierárquica: Ainda não. Fase 2 : Planeado para o 2. trimestre de 2001 Modo DVB-T 2k DVB-T Largura da banda do canal: 8 MHz em UHF Modulação: 16 QAM Correção de erro direto: 1/2 Intervalo de proteção 1/4 Redes de freqüência simples Sim Modulação hierárquica: Ainda não. 3.2.3.1 Passado A TV digital terrestre (DTT) apareceu a primeira vez em Singapura em Junho de 1998. Organizados pela Comissão Técnica de Singapura (DTV), ensaios de DTT foram conduzidos sucessivamente para se selecionar a norma mais adequada a Singapura de entre 3 normas DTT existentes no mundo (ATSC, DVB e DiBEG). Sendo a única estação nacional em Singapura na altura, a Television Corporation of Singapore (TCS) conduziu os ensaios DTT com o apoio dos técnicos de DTV na indústria e das várias agências de normas. Foram feitos ensaios em recepção móvel de HDTV, Single Frequency Network (SFN) e DTT. Um painel de seleção compreendendo especialistas locais foi formado para exame dos dados obtidos e para elaboração de um relatório para recomendar a norma DTT para Singapura. O relatório ficou completo em março de 1999, juntamente com algumas outras recomendações e foi entregue à Singapore Broadcasting Authority (SBA). A SBA concorreu com a recomendação do painel de seleção e anunciou ao mundo que o DVB-T fora escolhida como a norma DTT para Singapura em maio de 1999. Em junho e 2000, a SBA atribuiu duas licenças DTV à MediaCorp. Uma foi para TV móvel (um serviço de DTV voltado para transportes públicos e recepção DTV em viagem) e a outra para digitalização dos canais analógicos existentes. No entanto, se pensa que a maior parte dos espectadores não apreciaria a qualidade de DTV porque quase 100 % dos lares de Singapura já possuem ligação por cabo à Singapore Cable Vision (SCV), o único operador de TV-paga em Singapura. A simples digitalização dos canais analógicos existentes não traria muito interesse e motivação para que o público desejasse ter DTV. Novos valores de valor adicionado têm de ser introduzidos. Foi então decidido que a DTV tem de ser lançada com serviços interativos. Esta decisão também foi reforçada pela r SBA, que deu a MediaCorp a licença DTV na condição de também ser emitida alguma forma de conteúdo interativo. A SBA estabeleceu um mínimo de 7 horas de conteúdo interativo por semana por cada canal digital. 3.2.3.1 Plataforma Interativa Para a MediaCorp poder iniciar um serviço interativo, é preciso escolher primeiramente uma plataforma interativa para a STB trabalhar. Embora a recomendação da Comissão Nacional de DTV seja no sentido de adotar o DVB-MHP como o middleware interativo, o sistema DVB-MHP ainda não estava pronto na oasião, em termos de disponibilidade de STB e de aplicações. Assim, foi escolhida uma solução intermédia até que DVB-MHP ficasse pronto. A plataforma escolhida foi o OpenTV. OpenTV se comprometeu a apoiar o desenvolvimento de algumas aplicações interativas para o lançamento piloto. A MediaCorp iniciou o seu serviço piloto de DTV em Singapura no dia 23 de dezembro de 2000. 3.2.3.1 Aplicações Desenvolvidas São as seguintes as aplicações desenvolvidas: Revista Interativa (PAD) O serviço de revista fornece aos utilizadores um conjunto de opções interativas que podem ser variadas dependendo das pistas de tempo correntes. Um serviço de valor adicionado para utilizadores; a revista permite aos utilizadores navegar através de uma série de opções interativas, tais como informações de séries, biografias, etc. Noticiário Esta aplicação fornece diretamente ao televisor notícias sobre os mais recentes acontecimentos na região e em todo o mundo. O utilizador pode então aceder a notícias atualizadas neste equipamento em qualquer hora do dia. Meteorologia Esta aplicação utilizará atualizações de dados sobre a meteorologia a fim de fornecer um serviço interativo ao utilizador. Informações meteorológicas locais e internacionais ficam disponíveis premindo um botão. Guia Eletrônico de Programas (EPG) O EPG apresentará uma lista dos programas correntemente no ar e ao longo dos sete dias seguintes. Esta aplicação ajudará o utilizador a selecionar o programa que quer ver. 200 STB iniciais foram desenvolvidos com o lançamento do serviço. A principal finalidade do desenvolvimento constituía em recolher informações provenientes do usuario para poderem ser feitos melhoramentos nos serviços e nas aplicações disponíveis. 3.2.3.1 Planos Futuros Outros 800 STB serão desenvolvidos juntamente com a próxima fase de desenvolvimento, nos meados do corrente ano, altura em que serão adotadas aplicações tais como T-Comércio, T-Banco. A fase final de desenvolvimento será em aplicações da Internet (web browsing, e-mail, etc.), jogos e PVR (personal video recording / gravação de vídeo pessoal). Um serviço comercial com todo o conjunto de serviços interativos deve ser lançado até ao início do próximo ano. 3.2.3.1 Marcos da DTV em Singapura Novembro de 1997 Foi constituído o Singapore DTV Technical Committee Junho de 1998 Teste ATSC (1. emissão DTT/HDTV de sucesso em Singapura) Julho de 1998 Teste DVB-T (SFN e TV Móvel testadas com sucesso) Agosto de 1998 Teste de ISDB-T Setembro de 1998 Formado o Painel de Seleção Janeiro de 1999 Testes de TV Móvel Março de 1999 Apresentação do relatório final a SBA Maio de 1999 SBA anunciou DVB-T como norma DTT para Singapura Julho de 1999 Teste conjunto TCS-SBS TV Móvel Setembro de 1999 Formado o National DTV Committee Junho de 2000 SBA atribuiu e licenças multiplex a MediaCorp Dezembro de 2000 MediaCorp lançou o serviço piloto de DTV Fevereiro de 2001 Lançamento do serviço de TV Móvel 3.2.4 Espanha courtesy of UK DTG (http://www.dtg.org.uk) A Televisão Digital Terrestre Espanhola utiliza os parâmetros seguintes: Modo DVB-T 8k DVB-T Largura da banda do canal: 8 MHz em UHF Modulação: 64 QAM Correção de erro direto: 2/3 Intervalo de proteção 1/32 Redes de freqüência simples Sim, 6 SFN nacionais em serviço Modulação hierárquica: Ainda não. Considera-se que em Espanha há cerca de 12 milhões de lares com TV. A penetração do cabo é baixa; cerca de 300.000 recebem um serviço combinado de telefonia, Internet e TV analógica. O Canal+ estabeleceu um canal premium analógico há alguns anos atrás, que conseguiu cerca de 900.000 assinantes. A Sogecable, a subsidiária espanhola de Canal+, lançou um conjunto de TV digital por satélite e ultrapassou a barreira de 1 milhão em outubro de 2000. A Rival Via Digital, lançada posteriormente, ultrapassou o limiar de 500.000 de assinantes durante o ano de 2000 e encerrou o ano com cerca de 633.000. Tal como a maioria dos países europeus, a Espanha tem falta de espectro, mas esse fato não deteve o entusiasmo espanhol pela televisão digital terrestre. Em fevereiro de 1999, o governo espanhol legislou no sentido de permitir o estabelecimento de uma rede DVB-T como a seguir se indica: Aos cinco canais nacionais existentes - TVE1, TVE2, Antena 3, Socecable / Canal+ e Telecinco - foi atribuída uma rede de multifrequência (MFN) onde podem operar cinco canais. Não há necessidade de multitransmissão. Uma segunda MFN foi atribuída a estações regionais para quatro serviços de base regional De forma semelhante, uma terceira MFN foi atribuída a serviços locais através da Espanha Três multiplexes mais metade de um quarto multiplex foram atribuídos a uma licença de TV comercial a pagar a fim de fornecer serviços nacionais em grandes redes de freqüência simples (SFN) utilizando canais correntemente vazios no topo da banda V (metade do canal 66 mais 67 - 69). A outra metade do canal 66 mais o canal 65 estão disponíveis para licenças futuras. As estações existentes não foram autorizadas a concorrer a licenças de TV-paga e o resultado foi que um consórcio dirigido pela por Retevision, uma operadora alternativa de telecomunicações na Espanha, foi o único concorrente. Foram atribuídas licenças a Onda Digital em junho de 1999 para operar 14 canais ao longo de 3 multiplexes. A Quiero TV, como a Onda Digital adotou nova designação e lançou a sua plataforma em maio de 2000. Em julho de 2000, o governo abriu concurso para dois novos serviços fre-to-air para correrem juntamente com estações existentes na plataforma DTT. Concorreram cinco consórcios. Os concorrentes vencedores foram VeoTV e NetTV, ambos apoiados por jornais diários espanhóis de dimensão nacional. As estações licenciadas têm de iniciar as emissões até abril de 2002, o mais tardar, mas estão tentando o lançamento antes dos finais de 2001. As licenças são atribuídas para 10 anos. Nos finais de 2000, a Quiero TV anunciou ter conseguido 100.000 assinantes, na seqüência de uma campanha de promoção com grandes descontos, desde que as assinaturas fossem iniciadas em setembro. O Canal Satelite Digital encerrou o ano com 1 milhão de assinantes e a Via Digital, com 633.000. 3.2.4 Suécia Courtesy of DigiTAG: http://www.digitag.org A rede digital terrestre sueca começou a operar no dia 28 de outubro de 1998, após um longo período com emissões de teste. O serviço de programação permanente oficial teve início a 1 de abril de 1999. Presentemente, a rede sueca é constituída por 22 estações emissoras principais, cada uma delas transportando quatro multiplexes. Além disso, 14 estações mais pequenas destinadas a preencher espaços vazios estão em funcionamento dentro da área de cobertura das principais estações emissoras. A rede está agora sendo expandida para cobrir 70 % da população até ao fim de abril de 2001. Um outro aumento foi decidido pelo governo sueco de forma ser atingida uma cobertura de 90 % da população até ao fim de dezembro de 2001 e cerca de 98 % da população em junho de 2002. 3.2.4.1 Conteúdo da TV Digital DigiTAG-EBU Presentemente, há 17 canais. Os multiplexes estão divididos da seguinte maneira: TV Sueca - Canais de serviços públicos: Não comerciais, financiados por licenças: SVT1 Programação geral: Noticiário, esporte, entretimento, drama, séries documentais, (http://www.svt.se) SVT2 Programação geral: Noticiário, esporte, entretimento, drama, séries documentais, (http://www.svt.se) SVT24 Canal de notícias, 24 hours (http://www.svt.se/nyheter/svt24) Televisão regional (5 regiões): Grupo Viasat (www.viasat.se) TV3 TV Comercial Séries populares, entretimento, filmes, noticiário (http://www.tv3.se) TV8 Comercial temática Economia, atualidades, séries documentais, (http://www.tv8.se) ZTV TV Comercial Entretimento jivem, música (http://www.ztv.se) Viasat Esporte (TV-paga), (http://www.viasat.se/kanaler/viasatsport/) TV1000 Filmes (TV-paga) Televisão comercial: TV4 Programação geral Noticiário, esporte, Séries populares, entretimento (http://www.tv4.se) TV4-Digital Regional TV 5 regiões, (http://www.tv4.se) Kanal5 Programação geral Séries populares, entretimento, filmes (http://www.kanal5.se) e-TV Canal interativo Informações, e-shopping, música (http://www.cellitv.com) Grupo Canal+ http://www.canaldigital.se Canal+ Canal de filmes (TV-paga) Canal+ Gul Canal de filmes (TV-paga) Canal+ Bl Canal de filmes ecrã largo (TV-paga) K-World Comercial temática: Educação, séries documentais http://www.kworld.se 3.2.4.2 Configuração da Rede É a seguinte a configuração da rede digital sueca: Canal BW : 8 MHz Modo DVB-T: 8K DVB-T Modulação 64 QAM Velocidade de código 2/3 Intervalo de proteção 1/8 Velocidade útil de Bits 22.12 Mbit/s O sistema de multiplex estatístico é usado em dois dos multiplexes (Viasat e Canal Digital). Todos os canais são transmitidos codificados através do sistema de codificação Viaccess. O sistema de receptor API é OpenTV. Foram atribuídas licenças a: Televisão Sueca Três programas nacionais e cinco regionais TV4 Um programa nacional e cinco regionais Viasat Três programas nacionais TV8 Um programa nacional (agora com o Grupo Viasat) Canal+ Três programas nacionais K-World Um programa nacional e-TV Um canal nacional de TV interativa Canais planejados um serviço nacional e vários serviços regionais A televisão digital terrestre foi lançada oficialmente na Suécia no dia 2 de abril de 1999. O plano da rede consiste em uma mistura de MEN e de SFN regionais de forma tornar o mais eficaz possível o uso do espectro disponível e para coordenação fácil. Estão em serviço quatro multiplexes. As licenças atribuídas oferecem uma mistura de serviços nacionais e regionais, incluindo os maiores canais de televisão comercial da Suécia. A maior parte dos serviços licenciados está em funcionamento. O governo propôs ao parlamento que a cobertura dos quatro multiplexes seja alargada a todo o país. 3.3 A evolução técnica de sistemas de TV digital e as possibilidades para novas aplicações Uma das grandes vantagens da DTV é que, contrariamente aos sistemas de TV analógica, pode ser ordenada em camadas de acordo com o modelo de sobreposição OSI. Desde que um sistema DTV seja concebido cuidadosamente, esta sobreposição significa que elementos individuais podem evoluir independentemente de outras áreas. Isso era impossível com a TV analógica, onde a camada de aplicação - p.ex. TV a cores e Teletexto - estava intrinsecamente ligada à camada de transmissão, transportador RF modulado PAL-M. O DVB tem tido o maior cuidado em separar as diferentes camadas nos seus sistemas, do que resultaram o Contentor de Dados DVB (ver EN 300 468) e as várias camadas de transmissão (ver DVB.S, DVB-C, DVB-T e sistemas relacionados). Com a entrada da TV na era interativa, tal sobreposição passa a ser ainda mais importante à medida que os operadores de televisão recorrem ao uso de redes de telecomunicações e arquiteturas de PC. A larga e aberta composição internacional de membro do DVB conduz a um desenvolvimento constante de tecnologias DVB. É um processo inteiramente conduzido pelo mercado onde necessidades comerciais conduzem a evolução técnica. Seguindo o completamento das sobreposições físicas (DVB-S, DVB-C, DVB-T) e tecnologias de canal de retorno (DVB-I), os esforços de desenvolvimento do DVB estão focalizados nas soluções de multimédia interativa, notadamente através da Multimedia Home Platform (TS 101 812, TS 103 812). Assim, o Brasil precisa de considerar cuidadosamente as suas opções ao escolher um sistema DTTB. A decisão final não deve assentar nos méritos da camada física, nem mesmo na situação corrente desta camada. Devido aos custos em jogo, o Brasil está comprando uma tecnologia que precisa durar algumas décadas. Ao longo desse tempo, tanto os modelos negociais como a própria tecnologia evoluirão. Assim, o DVB, com o seu sistema DVB-T, apresenta a única solução economicamente viável e capaz de resistir ao futuro digital terrestre. Esta seção tratará em primeiro lugar da recente evolução no campo da DVB-T, considerando seguidamente o progresso recente em Televisão Interativa e Convergência com Comunicações Móveis e a Internet. 3.3.1 Desenvolvimentod da DVB-T Como foi demonstrado nos resultados associados a CP n. 291, o DVB-T foi concebido para garantir que cobridores de intervalos possam ser concebidos com um mínimo de custo. A tecnologia COFDM também permite o uso de Redes de freqüência única (SFN) e, pelo menos no caso do DVB, todas as técnicas se encontram inteiramente comprovadas e em utilização comercial em todo o mundo (p.ex. Espanha, Singapura). Contrariamente ao que se passa com o outro proponente de sistemas DTTB, o equipamento do DVB-T para SFN e cobridores de intervalos está bem amadurecido e disponível. Em relação ao desenho do receptor, é normal e, de fato, essencial num mercado competitivo que os receptores melhorem com o tempo. A tecnologia DVB-T COFDM ainda está longe de ter sido explorada até aos seus limites na presente geração de receptores. O Anexo A mostra o desempenho que pode ser conseguido com um receptor de antena de diferença. No entanto, há muitos que pensam que mesmo esta melhoria de desempenho apenas está arranhando a superfície. Mesmo assim, os resultados mostram que, contrariamente à ideia inicial, é possível usar DVB-T de 8K em ambiente de recepção móvel e o sistema efectivo C/N pode ser melhorado em 9dB. 3.3.2 Serviços Interativos DVB Serviços interativos foram desenvolvidos com o DVB já há muito tempo. Com o modelo em camadas assinalado no início desta seção e a interoperabilidade entre sistemas por cabo, satélite e DVB terrestre, os serviços interativos nas amadurecidas plataformas de TV-paga podem ser facilmente alargadas de forma a cobrirem televisão terrestre. No entanto, o lançamento de serviços interativos do DVB-T tem sido mais um problema puramente comercial do que um problema técnico. Isso é vital num ambiente DVB ferozmente competitivo onde os fornecedores de serviços simplesmente não podem sobreviver com quaisquer barreiras técnicas. Os serviços interativos do DVB-T do Reino Unido são baseados em DVB-T a jusante associado a um modem PSTN. Eles incluem e-mail, compra de produtos anunciados através de comando remoto e muitas aplicações interativas publicitárias. No futuro, a especificação DVB-RCT (EN301 958) permitirá interatividade total através do ar nas bandas de VHF/UHF, se sobrepondo a uma rede normal de transmissão. No Reino Unido já foram formuladas propostas para o uso dos canais analógicos tornados vagos para serviços da Internet de banda larga de alta capacidade e utilizadores múltiplos. A mais recente inovação de CVB é a especificação Multimedia Home Platform (MHP) (TS 101 812 V1.1.2). Atualmente, há muitas pessoas que consideram MHP não como uma questão de se , mas de quando e como . Como uma tecnologia de tão grande alcance, CVB não só estabeleceu a especificação, mas um mecanismo de licenciamento e um regime de conformidade concebidos para promoverem o acesso fácil e aberto à tecnologia e promover o alargamento do âmbito dos atuais sistemas de televisão interativa. O DVB também se encontra em estreitas relações com CableLabs nos EUA, que está considerando fortemente o uso de MHP 1.1 (TS 103 812 V1.1.1) no seu trabalho OCAP. 3.3.3 Convergência entre DVB, Comunicações Móveis e a Internet As autoridades não podem continuar considerando a televisão isolada das outras indústrias de comunicações, educação e entretimento que fornecem serviços ao público. O DVB crê que no futuro um consumidor deve poder aceder ao conteúdo por quaisquer meios que quiser. Não deverá ser preciso ter um conhecimento íntimo da rede que vai utilizar. Por esta razão, se está trabalhando no sentido de se garantir a interoperabilidade entre DVB e a Internet, por um lado, e DVB e o sistemas de comunicações móveis (GSM/GPRS/UMTS), por outro. Isso é particularmente importante se considerarmos o fato de que estas tecnologias de comunicações móveis vão certamente dominar o mercado no Brasil. Sistemas da 4 Geração podem muito bem ser baseados em uma combinação de tecnologia simétrica de telecomunicações já existente e, por exemplo, a poderosa tecnologia de transmissão COFDM. 3.4 O equipamento potencial, fornecimento de serviço e mercados de infraestrutura no Brasil A televisão terrestre free-to-air ainda possui um vasto mercado no Brasil. Além desta forte posição no mercado, também é largamente apoiada pela indústria brasileira. O PAL-M é um sistema de TV analógica de características únicas e o mercado brasileiro tem sido suficientemente vasto para apoiar tal sistema. Com a passagem do tempo e com a importância crescente da convergência para se garantir o desenvolvimento suave de serviços avançados de Internet e interativos para o público, a possibilidade de manter economicamente uma norma de transmissão de televisão de características únicas vai sendo cada vez menor. DVB não está em posição de avaliar as dimensões do mercado de televisão digital. Isso dependerá largamente do modelo de atividade e das escalas de tempo que a indústria brasileira adoptar. No entanto, DVB-T está sendo usada em vários ambientes: 3.4.1 Mercados Diagonais O Reino Unido, Espanha e a Suécia possuem modelos negociais concebidos para usar a integração vertical de TV-paga a fim de rapidamente desenvolverem a TV digital terrestre em um mercado de TV competitivo. O cruzamento de subsídios entre assinaturas de TV-paga e os custos do equipamento receptor significam que é possível desenvolver rapidamente um número significativo de caixas no mercado. Isso significa a rápida compreensão do mercado da televisão digital terrestre e garante que o pública ganha as vantagens de novos e interessantes serviços interativos em uma fase relativamente inicial do desenvolvimento. Serviços de TV free-to-air, adaptados a um mercado horizontal, também são parte da oferta. Beneficiando-se do aumento inicial do número de receptores, as economias de escala são estabelecidas rapidamente de forma que é possível produzir um receptor só para free-to-air. Assim, há uma combinação geral de um mercado vertical e de um mercado horizontal: daí, a designação de mercado diagonal . É de notar que na Europa, o mercado de TV-paga parece estar perto da saturação em 25 a 30 % dos lares com TV. Em um mercado terrestre onde o legislador está ansioso por desligar os serviços de TV analógica o mais rapidamente possível de forma a poder abrir um espectro valioso para mais receitas ou serviços interativos convergentes, essa taxa de penetração tão pequena é inaceitável. É aqui que o free-to-air oferecendo piggy-backing os serviços da TV-paga se torna importante. Ao encorajar os operadores tradicionais de TV analógica free-to-air a se juntarem à plataforma DTTB e a sua oferta de novos serviços nesta plataforma, o legislador assegura que a penetração de DTTB não atinge a saturação em 30 %. Como um receptor DTTB free-to-air pode receber novos serviços com melhor qualidade, a compra de um receptor digital terrestre free-to-air se torna atraente para o grande mercado de TV analógica de tela grande. Como o custo dos componentes decresce , se torna atraente incluir uma parte frontal digital em todas as TV ao longo do tempo, sendo desta forma possível a aproximação aos níveis de penetração nos quais a TV analógica pode ser desligada. A penetração de DTTB pode ser mais acelerada através de ações públicas que estimulem o desenvolvimento de aplicações com um forte conteúdo social (p.ex. governo eletrônico, aprendizagem eletrônica, saúde eletrônica, etc.) e a disponibilidade de conversores baratos (caixas set-top) baseadas em plataformas de interatividade abertas e interoperáveis (tais como MHP). Isso poderia contribuir fortemente para o objetivo de se atingir acesso universal à Sociedade da Informação. 3.4.2 Mercados Horizontais A Austrália e Singapura adoptaram um mercado mais horizontal com domínio de serviços free-to-air. Singapura está utilizando TV móvel em transportes públicos populares a fim de conseguir um elevado nível de sensibilização do público, conduzindo dessa forma a venda de receptores digitais terrestres para uso doméstico. Tal como os EUA, a Austrália se tem concentrado no desenvolvimento de serviços de HDTV como a pedra angular da aplicação para a televisão digital terrestre. 3.4.3 Tecnologia Um dos critérios de concepção para o sistema DVB-T era flexibilidade. Não houve qualquer desejo de reconsiderar a adopção de DVB-T na Austrália ou em Singapura. Os países que adoptaram ATSC, tal como os EUA, Canadá, Taiwan, Coreia do Sul, reiniciaram fases de novos testes de forma a considerar se DVB-T é a solução mais adequada. Particularmente em Taiwan, a opinião da indústria é de que ATSC não suportará uma indústria terrestre de transmissões em um ambiente muito competitivo, onde serviços portáteis e talvez até móveis sejam a chave. Como acima foi explicado, o DVB apoiará todos os modelos de negocios conhecidos e planejados com equipamento comercialmente disponível. Uma adopção de DVB-T constitui um catalisador forte, comercialmente viável, tecnicamente superior e à prova do futuro para a indústria de transmissões terrestres no Brasil. 3.5 Economia de escala e fatores de padronização industrial e de equipamento O sistema DVB-T foi adoptado na Europa, no Norte de África, na Índia, na Austrália, em Singapura e na Nova Zelândia. Na Tailândia, na Malásia e na África do Sul, estão em curso transmissões experimentais avançadas. DVB-T foi concebido para um número máximo de elementos comuns com DVB-S (a base para a maior parte dos serviços de TV digital por satélite em todo o mundo) e DVB-C (a norma DVB para distribuição por cabo, também uma norma de fato em todo o mundo). Como atrás foi explicado, uma indústria de televisão em um mundo convergente necessita de garantir o nível máximo de elementos comuns com outros meios de transmissão e outras redes. A indústria brasileira já está produzindo equipamentos DVB. Ao adoptar a gama de normas DVB, o Brasil abre para a sua indústria um mercado com as dimensões do mundo. Os outros sistemas DTTB proponentes no Brasil são ATSC e ISDB-T. ATSC foi desenvolvido em novembro de 1998 e tem tido um sucesso muito limitado desde então. Há muitas dúvidas bem fundamentadas sobre as possibilidades técnicas do sistema no sentido de dar às estações terrestres um meio confiável de fornecimento de TV digital ao receptor doméstico, para já não se falar em um ambiente móvel. A TV digital é muito mais do que HDTV e, de fato, a HDTV pode ser eficazmente fornecida por meio de cabo e de satélite (utilizando de fato sistemas relacionados com DVB-C e DVB-S). ISDB-T é um sistema largamente baseado em DVB-T que está para ser lançado no seu país de origem (Japão) aproximadamente em 2003. Não há receptores, a experiência prática é muito limitada e não existem nenhuns modelos de negocios perante os quais seja possível avaliar o sucesso do seu desenvolvimento. Nenhum outro país adoptou ou pretende adoptar o ISDB-T. Os outros países do Mercosul e da América Latina também estão considerando as suas opções de DTTB. Como uma norma que está se tornando de fato uma norma global, DVB-T está em uma posição favorável para também ser adoptada em toda a América Latina. Uma única norma para a região deixou de ser um luxo, mas sim, como DVB acredita, um elemento essencial em uma indústria de mídia em rápido processo de desenvolvimento e de convergência. 3.6 Investimentos, financiamento e isonomia internacional e acordos de reciprocidade Não sendo DVB uma entidade governamental, tem o forte apoio dos países que o adoptaram e o estão desenvolvendo. Particularmente na União Europeia, a Comissão Europeia tem sido muito ativa em encorajar a adopção de DVB-T. Claramente, o Governo Brasileiro está ansioso por assegurar que qualquer que seja o sistema adoptado, será implementado um conjunto de medidas para garantia de que a indústria brasileira possa se desenvolver com seus parceiros e de que o seu público possa aproveitar os benefícios de um sistema justo e aberto a longo prazo. DVB está promovendo este diálogo e dando as garantias que pode para melhor informar o Brasil. Como iniciativa totalmente conduzida pela indústria,o DVB está dotando a própria indústria para fazer as opções técnicas que julgar necessárias para o futuro. Assim, ao aderir à comunidade DVB, a indústria brasileira entraria num clube dos mais importantes players da indústria da televisão, modelando seu próprio futuro. A ANATEL também poderá participar do consórcio DVB e já foi convidada pelo consórcio para se tornar membro. Atualizações de DVB-T virão mais cedo ou mais tarde. O DVB garantirá que elas farão o melhor uso da tecnologia disponível em uma via comercialmente viável. Possuímos uma experiência ímpar em televisão digital e a nossa inovação é diária. Relativamente ao uso de copyrights e de registros de patente, é importante notar que DVB é a única organização de normas de televisão digital com uma vigorosa política nestes campos e uma na qual elas são consideradas de uma forma transparente. DVB facilitará e promoverá discussões significativas entre ANATEL e os detentores de direitos de DVB-T. O DVB é a norma para televisão digital terrestre em toda a Europa, na Índia, na Austrália, na Nova Zelândia e em Singapura. Pende, assim, uma forte responsabilidade sobre o DVB no sentido de garantir que as regras dos direitos de propriedade intelectual sejam rigorosamente observadas. O ISDB-T se baseia largamente na tecnologia DVB-T e, assim, é provável que esteja sujeita ao mesmo núcleo de direitos essenciais de propriedade intelectual. O grupo DVB-T inclui algumas empresas japonesas e muitas outras não japonesas. 3.7 As expectativas dos usuarios no Brasil As expectativas de DTTB variam de país para país e de mercado para mercado. O Brasil terá de considerar cuidadosamente os desejos e as aspirações do público brasileiro quando escolher os seus modelos negociais para o desenvolvimento de DTTB. O DVB-T e as suas normas irmãs têm fornecido excelentes serviços de grande nível social durante algum tempo em diversos mercados em redor do mundo. A mensagem básica é que se pode aprender muito das utilizações que outros operadores de DVB têm dado ao sistema e aplicar os seus ensinamentos no mercado brasileiro de forma a se encontrar a fórmula certa. Qualquer sistema DTTB constitui um elemento vital na maleta de ferramentas do fornecedor do serviço ao construir um conteúdo interessante para a sua audiência; mas é só mesmo isso: uma maleta de ferramentas. Não se deve perder de vista o fato de que os Brasileiros vêm o conteúdo e não PAL-M - e isso também continuará a ser verdade na era digital. 3.8 O modelo negocial adaptado às condições brasileiras Relativamente à Seção 3.7 acima, a escolha de um modelo negocial será a chave para o sucesso do desenvolvimento de DTTB no Brasil. A transição de TV terrestre free-to-air para DTTB será mais complexa do que quaisquer regulamentações sobre serviços digitais por cabo ou digitais por satélite. É preciso considerar os seguintes fatores: Impacto sociológico Custo da transição para o fornecedor do serviço Custo para o público em vários pontos ao longo da linha do tempo de desenvolvimento Cronograma do desligamento Serviços propostos no lançamento e sua progressão à medida que o desenvolvimento se processa. Fluxos de rendimentos para todas as partes em causa. Embora DVB não queira favorecer um modelo negocial em particular, é útil discutir a receita utilizado no Reino Unido 3.8.1 Reino Unido Como foi referido na Seção 3.4.1 acima, o Reino Unido desenvolveu DTTB com base em um mercado diagonal. O esquema adoptado foi o seguinte: 1. Serviços terrestres também disponíveis em outros mídia (p.ex. satélite, cabo). 2. Há um equilíbrio entre serviços free-to-air e assinaturas premium (p.ex. transmissão de dados, interatividadde, etc.). 3. Tanto caixas Set-Top (Set-Top-Boxes) (STB) como Televisões Digitais Integradas (iDTV) estão disponíveis. A primeira situação está principalmente associada à plataforma de TV-paga e há subsídios cruzados; o segundo caso é próprio para receptores free-to-air (com atualizações apropriadas possíveis para os serviços de TV-paga). 4. Todos os receptores terrestres podem facilmente ser equipados com opções permitindo a sua conexão com serviços por satélite e por cabo. Isso tem a vantagem de evitar uma guerra de hardware entre as várias plataformas. 5. Há uma única plataforma (CA, API) para todas as estações terrestres, o que evita plataformas múltiplas excessivamente onerosas e evitando a confusão no mercado. 6. Plano de transmissão coordenado com cooperação entre operadores terrestres. 7. Participação ativa de estações, fornecedores de conteúdo e de legisladores no desenvolvimento. Tem de haver algo em DTTB para todos os parceiros no mercado e, claro está, para o consumidor. Estas lições podem não ser aplicáveis ao Brasil e ao mercado brasileiro, mas a sua compreensão é importante se o Brasil quiser desenvolver um modelo negocial adaptado às necessidades da indústria, respeitando a necessidade de gerar receitas de DTTB e promovendo um desligamento próximo do analógico. 3.9 O modelo de transição de tecnologia analógica para digital Uma das principais razões para o lançamento de DTTB consiste em encorajar uma transição dos serviços analógicos PAL-M para os serviços DTTB. Os mecanismos exatos usados para esta transição analógica dependem de um certo número de fatores, mas em primeiro lugar é importante estabelecer um conjunto de critérios vulgarmente aceites que seriam usados para avaliar essa transição. Países com o DVB-T e aqueles que estão considerando o lançamento de tais serviços possuem planos detalhados para transições. A recente notícia de uma aceleração do desligamento proposto no Reino Unido está encorajando os que apoiam o DVB-T. Considerando à atual velocidade de seu desenvolvimento, passará ainda bastante tempo antes dos EUA e o Japão serem capazes de considerar o desligamento. 4. Conclusão O DVB-T é a melhor solução de televisão digital terrestre para o Brasil. Foi esta mesma a conclusão de todos os países que procuraram escolher na base de um conjunto de critérios claramente definidos, conjugando as exigências técnicas e comerciais dos seus mercados. O DVB-T está se tornando a norma mundial de fato para televisão digital terrestre, sendo largamente adoptada em África, na Ásia, na Austrália, na Europa e na Índia. ATSC tem tido um sucesso comercial limitado nos EUA. Além disso subsistem sérias dúvidas sobre a proficiência técnica do sistema. Estações terrestres exigem um meio confiável de duplicar a cobertura analógica e de fornecimento de TV digital ao receptor doméstico. Todos os receptores de uso correntes ATSC bem como o sistema ATSC não correspondem ao mercado portátil ou móvel. Além disso, não tem havido o desejo de reconsiderar a adopção de DVB-T nos numerosos países que já o adoptaram, enquanto que os países que adoptaram ATSC, tais como EUA, Canadá, Taiwan e Coreia do Sul já entraram em fase de novos testes a fim de considerarem se DVB-T é o sistema mais apropriado. Quanto a ISDB-T, se trata de um sistema largamente baseado em DVB-T, que está para ser lançado brevemente no seu país de origem aproximadamente em 2003. Não há receptores, a experiência prática é muito limitada e não existem modelos de negocios em relação aos quais seja possível avaliar o sucesso do seu desenvolvimento. Nenhum outro país adoptou ISDB-T além do Japão. Todos os países que adoptaram DVB-T reconheceram que é o mais apropriado para televisãp digital terrestre, independentemente do modelo negocial adoptado, seja HDTV (p.ex., Austrália), recepção móvel (p.ex. Singapura), ou definição normal/melhorada (p.ex. países europeus). Além disso, o contínuo processo de desenvolvimento baseado em tecnologias abertas e interoperáveis também coloca DVB-T na posição de líder na corrida para a transformação da televisão digital em uma plataforma privilegiada para o mercado de serviços interativos de multimédia e para universalizar o acesso da população brasileira à Sociedade da Informação. Aderindo também ao clube DVB-T, o Brasil e outros países da América Latina estarão assim se integrando na Sociedade de Informação Global, beneficiando de todas as economias de escala e dos conhecimentos técnicos adquiridos com a implementação deste sistema em vários países do mundo. Anexos A. Apresentação da Antena de Diversidade DVB (TM 2492 do Projeto MCP) B. Papel Branco RCT (Projeto DVB) C. Lista de normas DVB e documentos. (Projeto DVB) D. Apresentaçao da HDTV e SDTV da Hierarchical Modulation (6MHz) Saturday, 12 May 2001 Appendix A MCP REPORT Using Antenna Diversity Receivers to improve DVB-T mobile Services A0 Abstract In January 2000, a consortium of broadcasters, network operators, manufacturers of professional and domestic equipment and research centres, lead by T-NOVA Deutsche Telekom, launched the MCP project funded by the European Commission in the IST Programme. On the track of the promising results, obtained by the MOTIVATE project with prototypes of Antenna Diversity DVB-T receivers, the MCP project performed in March 2001 a Laboratory test campaign, using finalised versions of this type of receivers, especially optimised for Mobile reception. The Antenna Diversity receivers take profit of a dual antenna reception to cope with the difficult situation of mobile reception of a high bitrate digital signal. The laboratory tests proved the figures coming from the theoretical analysis and furthermore, the results have been verified on the field. Taking successively the receiver & the network points of view, this report summarises the main results and conclusions the MCP partners would like to present to the DVB community and it highlights the major aspects to consider for broadcasting services to Mobile receivers, using the DVB-T standard. A1 Introduction Even if the European standard for Terrestrial Digital Video Broadcasting (DVB-T) has been designed for Portable and Fix reception, it offers various trade-off between bitrate and robustness that make it able to deliver Video Services to Mobile receivers. This has been demonstrated in many public exhibitions, verified during several comparative tests of DTV systems and it is even used for regular Services in Singapore. The DVB-T standard offers transmission modes making it able to deliver Video Services to Mobile receivers, then to fully justify the spectrum required by such Services. During the MOTIVATE project, the DVB-T capabilities to deliver DTV programmes to receivers in motion has been deeply analysed. At the end of this project, receivers using two antennas have shown to bring encouraging advantages to the broadcasters when implementing Mobile DVB-T services. These good preliminary results have drive several MCP partners to design antenna diversity receivers for DVB-T and to perform systematic tests on their implementation. The MCP projects organised in March 2001 a test campaign, to verify the theoretical analysis and to evaluate the gain bring by the antenna diversity technique to the DVB-T Mobile capability. Laboratory tests have been performed on three receivers representative of various technologies (i.e.: Experimental, Professional and Consumers) and the gain bring by Antenna diversity has been verified on the field. A2 Mobile DVB-T: The receivers point(s) of view Mobile reception can be defined, as being the reception of a DVB-T signal while in motion, using an omnidirectionnal antenna situated at no less than 1.5 metres above the ground level. This situation corresponds to a particularly difficult environment as it has a large influence on the DVB-T receiver behaviour and accordingly on the Quality of Service delivered to the users. The difficulties to receive DVB-T signals in motion are summarised in Table 1. Table 1: Problems of Mobile reception Mobile Portable Rayleigh Low coherence bandwidth Delicate channel equalisation (channel transfer function estimation) Deep-fades, flat fading Loss of all or a large number of carriers in an OFDM symbol Time variations Low coherence time Delicate channel equalisation (tracking of the variations of the channel transfer function) People moving in a room can cause picture loss due to deep or flat fading Low spatial coherence Accurate placement of the receiver to avoid loosing all or a large number of carriers Orthogonality Loss due to Doppler spread Additional noise (Inter-Carrier Interference due to FFT-leakage ) Most problems faced by a receiver in motion come from the reception antenna, which is generally not in line-of-sight with the transmitter antenna. Instead of receiving from the transmitter, trough a fix roof-top antenna, a direct-path contribution where some echoes (Rice or Gaussian) are added, the antenna in motion (portable or mobile) receives only echoes, resulting in a multipath channel (Rayleigh) which varies highly with the time, the frequency and the location. Additionally, in case of mobile reception, the frequency shift experienced by each echo (Doppler shift), depends on the speed of the mobile but also on the arrival s direction of the incoming echo. The angular dispersion of the echoes implies a different Doppler shift for each echo. This Doppler spread is characterised by the Doppler spectrum of the channel and it causes inter-carrier interference, as it brokes the orthogonality law of the COFDM signal. A2.1 Antenna diversity : Why? Basically, an antenna diversity receiver receives the emitted signal on several antennas having distinct characteristics (e.g. location, radiation pattern and/or polarisation). In that situation, when one antenna is experiencing bad reception conditions (deep or flat fading) the other should probably not. Then, by choosing the right antenna at the right moment, the diversity receiver behaves like receiving continuously a perfect signal. A2.2 Antenna diversity : How? In fact, the implementation is a little bit more sophisticated than a simple switch between antennas and takes advantages of the frequency/time partitioning implemented by the COFDM, in the DVB& 64979;T system. In the time-domain, DVB-T carries successive independent OFDM symbols isolated by the way of a Guard Interval. In the frequency domain, each OFDM symbols carries a set of independent carriers, isolated by their orthogonality. On top of that transmission frame organisation, a DVB-T receiver implements coherent demodulation and channel estimation. All these features allow the demodulator to continuously weights the credibility of each carrier inside each OFDM symbols. Within an antenna diversity receiver, this process is performed on each antenna, and before being decoded, using the standard DVB-T decoding algorithm, the demodulated carriers are compared and selected by the way of a linear combination. The result of this process is shown in Figure 1. Figure 1: Antenna Diversity Reception spectrums Three spectrums are superposed there, two correspond to the ones received by two distinct antennas, the third results in a combination process (known as Maximum Ratio Combining MRC) realised inside the Antenna Diversity receivers. It represents then, the signal experienced by the COFDM decoder. This figure clearly highlights that, as fading does not occur on the same carriers from one antenna to the other, the fades are remarkably soften in the combined signal presented to the decoder. A2.3 Receiver s behaviour In Mobile situation, the major difficulty comes from the Doppler shift affecting the echoes received. Globally, the behaviour of the receiver in Mobile situation can be represented by the curve presented in Figure 2. Figure 2: Mobile behaviour curve This curve is characterised by a C/N min , giving information about the minimum signal requirement for a good mobile reception, and by an upper Doppler limit, giving information on the maximum speed reachable by the receiver. From that curve it appears that, until a given Doppler limit (or inter-carrier interference level), the DVB-T receivers are able to perform sufficient channel correction to demodulate the DVB-T signal. When the Doppler frequency (i.e.: the speed of the mobile) further increases, the recovery performance decreases drastically until a point where no demodulation remains possible. A2.4 Tested receivers Early in 2000, the MCP partners decided to design DVB-T s diversity receivers and to test them to evaluate the real gain bring by the antenna diversity technique to the mobile DVB-T. Three couples of receivers have been tested in March 2001, representing three different designs and categories of receivers (i.e.: Experimental, Professional and Consumer usage). Moreover, each couple of receivers provides Single Antenna and Dual antenna reception. This has been particularly appreciated, as the aim was not to compare various implementations, but to evaluate the antenna diversity gain and to verify that it is homogeneous for each given implementation. Table 2: Tested Receiver list Id Category Technology 1-S Consumer Set top box 2G Chipset 1-D Antenna Diversity STB 2G Chipset 2-S Experimental receiver Discrete Component 2-D Antenna Diversity Rx Discrete Component 3-S Professional receiver 1G chipset 3-D Antenna Diversity Rx 1G chipset A2.5 Test methodology The tests conduced in laboratory have used the test-bed and the test methodology defined by the Motivate project. Two channel profiles: Typical Rural Area reception (RA6) and Typical Urban reception (TU6), defined by the COST207 project for GSM, have been used to simulate in laboratory the terrestrial channel propagation. The DVB-T modes listed in the Table 3 have been considered. Table 3: DVB-T modes experienced N FFT GI Constellation CodeRate Bit Rate(Mbps) 1 8K 1/8 QPSK 1/2 5.53 2 8K 1/8 QPSK 2/3 7.37 3 8K 1/8 QPSK 3/4 8.29 4 8K 1/8 16-QAM 1/2 11.06 5 8K 1/8 16 QAM 2/3 14.75 6 8K 1/8 16-QAM 3/4 16.59 7 8K 1/8 64-QAM 1/2 16.59 8 8K 1/8 64-QAM 2/3 22.12 5 2K 1/8 QPSK 1/2 5.53 6 2K 1/8 QPSK 2/3 7.37 7 2K 1/8 QPSK 3/4 8.29 8 2K 1/8 16-QAM 1/2 11.06 9 2K 1/8 16 QAM 2/3 14.75 10 2K 1/8 16-QAM 3/4 16.59 11 2K 1/8 64-QAM 1/2 16.59 12 2K 1/8 64-QAM 2/3 22.12 A2.6 Performance of the diversity The absolute results obtained by the Diversity Receivers depend obviously on the DVB-T mode, but it shall be noted that, in all cases, the performances of the receivers featuring antenna diversity were significantly improved when compared to the single antenna receivers. For a given implementation (i.e.: identical technology for single and dual antenna receivers), the gain of diversity can be evaluated by the two following parameters: gain in C/N min for low Doppler frequencies (minimum signal requirement for network planning), gain in maximum Doppler frequency for a given C/N (maximum speed for the mobile receiver), The Table 4 gives the average gains recorded for the three couple of receivers, in the two channel profiles experienced. Urban Profile Rural Profile Gain (C/N) Gain (Fd,max) Gain (C/N) Gain (Fd,max) Rx 1 -6,3 dB 107% -9,7 dB 130% Rx 2 -6,3 dB 181% -8,3 dB 190% Rx 3 -6,4 dB 126% -10,0 dB 100% Average -6,0 dB 100% -9,0 dB 150% Table 4: Diversity gain The gains provided by the antenna diversity in relation with the two Channel profiles, (using the DVB-T mode 2K 1/8 16QAM 1/2), are illustrated in Figure 3. Figure 3: Diversity gains for channel profiles The gain brought by the introduction of antenna diversity in DVB-T receivers is very significant in terms of C/N (6dB or 9dB depending on the profile) and therefore is quasi independent of the receiver technology. The gain in Doppler frequency (i.e.: maximum speed) is also significant but is more dependent of the receiver technology. Nevertheless, that gain is approximately 100% for Urban profile and almost 150% for the Rural profile. The network planning will, without any doubt, enjoy these spectacular gains: in Rural area it becomes possible to extend the coverage area without increasing the transmitter power. Also, in Urban area, it will be probably appreciated to change the DVB-T mode to obtain more bitrate without reducing the coverage area of the transmitter, or to reduce the transmitter power without changing the on-air DVB-T bitrate! Another way to consider this C/N gain is to apply it for portable reception. Due to the building penetration loss, the portable receivers suffer a weaker signal than the fix / outdoor reception (i.e.: rooftop antenna) ones. Moreover, portable receivers experience time varying and frequency varying channel due to the echoes occurring indoor or provoked by people moving around the receiver antenna. In that case, the Diversity receivers offer not only C/N advantage, it avoid looking for the best antenna positioning, due to the space diversity naturally provided (nb: only few 10 cm are needed between quarter lambda antennas). A3 Mobile DVB-T: The Network Point(s) of view Mobile reception of a DVB-T signal is influenced by the characteristics of the terrestrial propagation channel, which itself depends on the geographical environment and on the robustness of the DVB-T modes used . A3.1 DVB-T modes Many standardised DVB-T modes are not suitable for mobile reception. But the Diversity Receivers change greatly the set of possible modes. A3.1.1 FFT size influence The Fast Fourrier Transform (FFT) size has a direct impact, for a given network C/N level, on the maximum reachable speed of the receiver. Roughly, 2K modes can cope with 4 times higher Doppler shift than the 8K modes, due to the 4 times larger carrier-spacing it produces. But Antenna Diversity receivers change considerably the suitability of 8K modes, as illustrated in Figure 4. In addition to the 6dB gain in minimum signal level required for reception in the Urban profile, the improvement in maximum Doppler frequency provided by Diversity receivers, makes the 8K mode suitable for Mobile DVB-T Services. For instance, in the Figure 4, if implemented in the channel 40 (626 MHz), the usage of antenna diversity receivers makes maximum speed, of the 8K modes, increasing from 40 km/h to 80 km/h. In Urban environment, that improvement makes the difference between a non-suitable and a suitable DVB-T mode! Figure 4: Diversity gains for 2K & 8K A3.1.2 Guard Interval influence For DVB-T Services addressing fixed and portable receivers, the guard interval is generally viewed as a necessary evil . Although it consumes channel bitrate capacity, it remains necessary to make the DVB-T receivers able to cope with the delayed replicas of the original signal: the echoes. In the mobile situation, where the receivers have to cope with fast variations of the transmission channel characteristics, the guard interval constitutes another disadvantage: it stifles the receiver s channel estimation with the information needed for tracking the fast channel variations. MCP chooses to focus laboratory tests on a realistic guard interval: 1/8, which has a value able to cope simultaneously with the cases of Urban SFN and hilly Rural profile. In other words, the 1/8 Guard Interval constitutes a typical case: networks using a shorter guard interval will enjoy an increase of available channel bitrate whilst the receivers will achieve slightly better mobile performance. A3.1.3 Modulation influence Obviously, the amount of protection bits embedded in the DVB-T signal has a direct influence on the receiver s performance in mobile situations. Even if it consumes useful bitrate, a strong protection is definitively required to help the receivers to cope with the degradation experienced in a time varying multipath channel, like the mobile one. This clearly means that code rates 1/2 and 2/3 are the most suitable for mobile Services. Introducing Antenna Diversity receivers, the code rate 3/4 becomes possible to enjoy more useful bitrate. Regarding the constellation used, the more dense the modulation scheme is, the more bitrate it makes available on air, but the more difficult it is for a receiver to demodulate the DVB-T signal. Accordingly, 4QAM and 16QAM modulations will give better mobile reception performance than 64QAM which provides high bitrate capacity. That is always true, but the Antenna Diversity receivers increase the suitability of the 64QAM, even in the 8K DVB& 64979;T modes. Using diversity receivers, these statements are verified, as shown in Figure 5. The examples shown in Figure 5, use the strong Coding Rate 1/2 and also provides in the worst case the smallest maximum speed of 180 km/h. That remains comfortable in the Urban environment. What is remarkable in these examples is the minimum signal level required (C/N) for correct reception. It appears that the antenna diversity receivers make the 64QAM-dual equivalent to a 16QAM-single or the 16QAM-dual equivalent to a 4QAM-single. It could be considered as a detail, until the DVB-T bitrate is considered: using Diversity receiver increases the available bitrate by 5.53 Mbps, which represents roughly ONE additional programme in the DVB multiplex! That additional programme could be obtained without any change in the network planning and furthermore, it gives some additional margin on the maximum speed limit of the Service. Figure 5: Diversity gains with Modulation A3.1.4 RF channel influence The impairments occurring in the mobile environment mainly depend on the Doppler effect. This Doppler distortion evolves proportionally, both with the speed of the vehicle and the DVB-T signal centre-frequency. As a consequence, the RF channel used to deliver Digital TV to Mobiles is of major importance in regard to the Service reception performance. The Figure 6 gives a view of the speed limit variation (i.e.: at C/N min+3dB) as a function of the RF frequency channel, for the different DVB-T modes. Values related to the DAB system (Digital Audio Broadcasting ETS 300 401) have been also represented for information, as DAB takes also advantage of the COFDM modulation scheme. The MCP laboratory tests made use of the UHF channel 40 (626 MHz). This channel is situated roughly in the middle of the DVB-T Service bands (Band IV & Band V). Accordingly, the C/N performances reported are averaged in regard to the set of usable RF channels. In the Figure 6, it appears that the weakest DVB-T mobile mode (8K, 64QAM, 2/3) could be received at 45 kms/h in the upper channel of the Band V, whilst it would be usable at 200 kms/h in the bottom part of the Band III. It could be noted also, that the DVB 8K with diversity antenna receivers, is equivalent with the DAB mode I, whilst the other DAB modes are comparable with the DVB-T 2K ones when using DVB-T diversity antenna receivers! Figure 6: Influence of the RF channel A4 DVB-T mobile reception performance at a glance The two following figures clearly illustrate the major conclusions arising from the test campaign using Antenna Diversity receivers. A4.1 Minimum C/N for diversity receivers in motion As far as network planning is considered, the Figure 7 shows the curves representing the minimum C/N required for correct reception of Mobile DVB-T, using Single antenna receivers and Dual Antenna Diversity receivers, thus for various DVB-T modulation and bitrate using the Urban profile. It can be noted that the mode 16QAM, 3/4 has no real interest as it provides a bitrate identical to the 64QAM, 2/3 but requires much more C/N! Nevertheless, the 6 dB gain of the Dual-Antenna receivers makes the 64QAM, 2/3 mode requiring less than 25 dB of C/N. The Diversity receivers can receive globally 5 Mbps to 24 Mbps in Mobile situation: the most popular DVB-T mode (64QAM 2/3) for fix and portable reception becomes accordingly available for Mobile services! More and more bitrate can be made available for Antenna Diversity receivers at the expanse of the field strength (i.e.: the transmitter power) made available to it. Figure 7: C/N required by DVB-T modulation using the Urban profile A4.2 Maximum speed for diversity receivers in motion Figure 8 shows the maximum reachable speed, as it will be when using CH40 (626 MHz), for each DVB-T mode. The histogram shows the various bitrate capacities as a function of the Guard Interval chosen. The two curves represent the maximum speed at which this bitrate will be usable for a Diversity receiver in motion. Generally speaking, the 2K modes offer Services at four times the speed offered by the 8K modes. The 2K Modes offer 5 to 24 Mbps at respective maximum speed of 550 kms/h to 250 kms/h. These performances correspond to one programme receivable in High-Speed trains and up to five programmes receivable in cars. Due to these great speeds, the 2K modes seems well adapted for Rural environment Service delivery Unfortunately, the 2K modes offer also the smallest guard interval values, limiting the possible size of the transmission cells (ie: maximum delay of echoes) thus avoiding the use of large Single Frequency Network (SFN). The paradoxical of the 2K Mobile DVB-T remained there, because high speed in small transmission cells imply the usage of cell handover by the receiver and the Diversity receivers can not escape to implement that feature. The advantage of the Diversity receivers is more noticeable for the 8K modes, because in the channel 40 we use (ie: central channel = average values), the availability of the range of bitrate moves from 10..35 kms/h to 50..120 kms/h, making them truly suitable for Services in urban area. Figure 8: Maximum Speed vs DVB-T modes As the urban area are generally the firsts in which new DVB-T services are deployed, that means the Diversity receivers could make the programmes, delivered there for fix and portable reception, available in motion. Furthermore, as portable reception could be considered as a simple case of the mobile one, the Diversity receivers will bring to the indoor portable reception, their advantage in C/N gain while avoiding any boring antenna positioning adjustment. A5 Conclusions The study of DVB-T receivers using Antenna diversity techniques clearly demonstrates that Diversity receivers provide a huge gain in the minimum signal level required for demodulation and increase the maximum speed limit at which the DVB-T signal can be decoded. The Diversity receiver gains can be viewed and used variously by broadcasters. They can either save operational costs, reducing the transmitter power or increase the DVB-T bitrate available on-air with their current transmitter setting. They can also consider that Diversity receivers make the Services planned for Fix reception available for Mobile reception, while improved for indoor Portable reception. The latest generation of DVB-T demodulator chip implements already the necessary interfaces and processes to design dual antenna receivers, then this technology will certainly be rapidly available on consumer products. At least, the traditional trade-off between robustness and bitrate must now include robustness, bitrate and maximum speed but the Diversity receivers make considerably lighters the constraints, then the broadcaster s difficulties to balance this newly extended trade-off! A6 The MCP PROJECT MCP was launched by the European Commission in January 2000. It brings together a number of car and receiver manufacturers, network operators and research institutes. MCP will provide the specification of an open multimedia car platform in a heterogeneous network and service environment. The MCP project builds on results and achievements of the two predecessor projects MEMO (Multimedia Environments for Mobiles) and MOTIVATE (Mobile Television and Innovative Receivers). The MCP project is dedicated to three major streams of innovation: Service definition and implementation based on use cases and requirements from the car driver and passengers. Specification for an open multimedia platform in the car which integrates communication, entertainment and positioning. A first prototype based on a subset of this specification will be realised. Specifications for the architecture of hybrid DVB-T/DAB/GSM/GPRS networks, including service hand-over and interoperability between different networks. The MCP consortium has the clear mission and the business weight to exploit MCP technology commercially. Design and development of new mobile services will be stimulated by the simple existence of the Multimedia Car Platform. Advanced mobile multimedia services will animate new service providers, which give a real market push to the manufacturers of MCP terminals. MCP Project Partners Sponsoring Partners (E) AMENA (F) ITIS (S) TERACOM (D) SUN Microsystems (D) BMW (D) NOKIA (CH) TFC (D) BOSCH (D) DLR (E) RETEVISION (D) TU-BRAUNSCWEIG (F) TDF (F) FT R&D (E) SEAT (D) T-NOVA*** *** Project Co-ordinator Annex B: DVB-RCT (RETURN CHANNEL TERRESTRIAL) A Wireless Return Channel system in the VHF/UHF Bands for Interactive Terrestrial TV incorporating Multiple Access OFDM B1. Introduction After selecting the most efficient Digital Terrestrial TV (DTTV) standard, the broadcasters are working on the business models to ensure a successful deployment of DTTV. The DVB community learnt a great deal from the past with respect to the HDTV introduction model, which proved that it was not the key market driver in the transition to digital. Surveys have been conducted amongst TV viewers to ascertain their vision and expectations of digital TV. Interactivity and new and stimulating content proved to be the most significant requirement as it came out top, time and time again. Therefore it is clear that the business model based on Interactive Services can provide additional revenues to the broadcasters. The DVB Consortium, aware of this preference, now provides Terrestrial broadcasters additional features in the DVB-T portfolio to implement such interactive services; thus opening a new era for the Terrestrial delivery platform. DVB-RCT constitutes that definitive asset. B2. Why DVB-RCT? And what is it? It is now widely projected that revenues from TV commerce will exceed revenues from e-commerce in the home by 2008. T-commerce clearly requires a Return Path from the home back to the Digital TV Service Provider. The current scenario of UHF/VHF bands shows a very congested spectrum in several countries that is a real problem for the introduction of new services. DVB-RCT is THE response that offers a wireless interaction channel for Interactive Digital Terrestrial Television, even in the congested UHF/VHF bands: ÄDVB-RCT is very spectrum efficient, low cost, powerful and flexible Multiple Access OFDM system, ÄDVB-RCT can serve large cells, up to 65kms radius, providing a typical bitrate capacity of several kilobits per second, for each TV viewer, even at the edge of the coverage area. Typically, these large cells closely match the downstream coverage area of the Digital Television broadcast signal. ÄDVB-RCT can handle very large peaks in traffic, as it has been specifically designed to process up to 20,000 short interactions per second in Tele-polling Mode, this in each sector of each cell. ÄDVB-RCT can be employed with smaller cells, to constitute denser networks of up to 3.5km radius cells, providing to the user a bitrate capacity of up to several Megabits per second. ÄDVB-RCT does not require access to spectrum on a primary basis, the system has been designed to use any gaps or under-utilised spectrum anywhere in Bands III, IV and V without interfering with the primary analogue and digital broadcasting services. ÄDVB-RCT is able to serve portable devices; bringing interactivity everywhere the Terrestrial Digital broadcast signal is receivable, ÄDVB-RCT can be used around the world, which uses the different DVB-T system: 6, 7 or 8 MHz channels, ÄDVB-RCT does not require more than 0,5W rms power transmission from the User Terminal or Set Top Box to the base station. B3. Interactive Digital Television It is now widely accepted that Interactivity will be the defining difference between analogue and digital television for many viewers. Interactive TV programming will involve the audience in a more exciting experience where live tele-voting can influence the flow of live programming or where viewers can also participate in Quiz Shows or Game Shows etc. Interactive TV commercials will be an even more powerful tool for advertisers than plain old TV ads . Interactive TV also means additional information on programmes and commercials can be made available on demand. From a commercial perspective, a broadband permanent link from the household TV Set back to the Service Provider is not the real moneymaker. Instead, it s the first few button clicks (only a few tens of bytes) of each interaction from the user, which will generate most of the money for the Interactive TV Service Provider. In that sense, TV viewer interactions include: q I ll buy that! q I vote for that! q I want more information on that! q I ll watch Impulse Pay Per View (IPPV) movie number 11 now! q Or customer number X watched movie or special event number A, B or C . Moreover, if a Service Provider wants to provide broadband from the home (data transfer, e-mail, internet, etc.) DVB-RCT supports that as well. B4. Functional Block Diagram A functional block diagram of the DVB-RCT system is shown in Fig.1. A summary of system features is given in Table 2. Figure 1 Functional block diagram of DVB-RCT system B5. DVB-RCT: is a very Robust and Flexible Return Channel solution for DVB-T! From a pure technical point of view, DVB-RCT is built around the most promising technologies for digital transmission and information theory; in addition to the uncontested benefits of first generation OFDM technology for broadband portable and mobile services, Multiple Access OFDM included in the DVB-RCT specification provides additional performance advantages: q Turbo Codes or Concatenated Codes q Time Interleaving q Band Segmentation (from 1 MHz slot up) q Dynamically Assigned Adaptive Modulation q Power Ranging to reduce interference B5.1 Turbo or Concatenated Coding DVB-RCT is an extremely robust system. Turbo Coding or Concatenated Coding, which is employed, gives a further reduction in the required C/N ratio of 1.5dB. As a result, some Modulation Modes of DVB-RCT require a C/N of only 4dB! B5.2 Time Interleaving Time Interleaving gives at least an additional 5dB improvement against the Impulsive Interference (the actual figure depends on the repetition rate of the interference). This ensures that the coverage area of the Multiple Access OFDM signals can be designed to closely match the service area of Digital Terrestrial Television broadcast, thus reducing the need for new installations. B5.3 Band Segmentation Band Segmentation greatly eases the problem of access to spectrum: any 1MHz segment of spectrum can be used. This is particularly important as long as analogue terrestrial transmissions continue. The spectrum signature of analogue TV is dominated by energy near the vision carrier. For example, if Channel 50 is used in Coverage Area A then DVB-RCT can use Channel 50 in the adjacent Coverage Area B at 2 MHz above the Vision Carrier, where the interfering energy is 30dB+ down relative to the vision carrier. A key commercial advantage of Band Segmentation is that different Interactive TV Service Providers can be assigned their own 1MHz of spectrum and can thereby remain independent of one another. B5.4 Dynamically Assignable Adaptive Modulation (DAAM) DVB-RCT supports within the same cell the simultaneous use of different types of modulation from 4QAM (1/2 rate) to 64 QAM (3/4 rate). This feature called Dynamically Assignable Adaptive Modulation enables the Service Provider to control the level of interference from a given cell into neighbouring co-channel cells while, at the same time making maximum use of the allocated spectrum. This can be achieved by assigning the most robust form of modulation (e.g. 4QAM 1/2 rate) to users near the outer boundary of the cell allowing these users to use the minimum possible amount of power to transmit back to the Base Station. Conversely, users nearer to the center of the cell can be assigned less robust modulation, at the expense of more power, to transmit back to the Base Station. Even these users, close to the center of a cell, will use more power to enjoy higher data throughput, as they are further away from other cells, they will cause less interference into the other co-channel cells. B5.5 Power Ranging DVB-RCT uses a power ranging system, similar to that used in Cellular phones, to ensure that the lowest power is used by the Interactive Terminals at all times. This is also consistent with the need for spectrum efficiency. B6. Spectrum efficiency The new features highlighted in Section 5 above ensure that DVB-RCT is highly spectrum efficient a feature that will become more and more important over the next 5-10 years. DVB-RCT can rightly be seen as a 2nd Generation OFDM system. B7. Carrier spacing, burst structures To provide a shared wireless return channel for Terrestrial distribution system, the DVB-RCT standard makes use of a dedicated radio frequency channel and organises it to allow concurrent access from many individual Interactive Terminals, using TDMA/OFDMA techniques. The method used to organise the DVB-RCT channel is inspired by the DVB& 64979;T standard: a partition of the whole radio frequency return channel is performed in both time & frequency domains. Accordingly, the DVB-RCT RF channel provides a grid of time-frequency slots, which are distributed to the individual User terminals. DVB-RCT has 3 Carrier Spacing (CS), see Table 1. below, and 3 Burst (slot) Structures (BS1, BS2, BS3) which are designed to cover a wide range of deployment scenarios from non-dense, very large broadcasting type cells to very dense networks of small cells. CS1 1 KHz Symbol duration: 1 000 & 61549;s CS2 2 KHz Symbol duration: 500 & 61549;s CS3 4 KHz Symbol duration: 250 & 61549;s Table 1. Carrier spacing and symbol duration Burst Structures offer various methods to map the user data among the time-frequency slots. In BS1 all the RF power is applied to a single carrier, in BS2 the power is shared across 4 carriers and in BS3 the power is shared across 29 carriers. Whatever the spread of user data amongst the frequency carriers (ie: whatever the Burst Structure used),a fixed number of bytes must be transferred in any given transmission slot. This results in the various duration of the Burst Structure transmission: BS1 being 29 times longer and BS2 being 4 times longer than BS3. These features allow a trade-off between transmission time duration and occupied bandwidth. B8. Costs of DVB-RCT The overall system costs are made up of: User Terminal Costs Base Station Costs There is also, of course, the cost of the backhaul-linking network from the Base Stations to Service Provider s main hub although this will normally be in place for existing broadcasting networks. The reason that DVB-RCT is so cost effective is that a single low cost receive system at the Base Station can process up to 20,000 short interactions per second. For instance, in the 2k mode, 59 interactions from different subscribers can be processed at a rate up to 600 every second! DVB-RCT can be deployed for a small fraction of the cost of any competing system for example PSTN, XDSL, GSM or UMTS. DVB-T and DVB-RCT networks can be designed to provide totally wire-free services in the home. This results in enormous savings to the Service Provider as it is not necessary to send a technician or antenna erector to each subscriber s home before the service can be initiated. Table 2 - Summary of DVB-RCT system features PHYSICAL PARAMETERS Downstream Channel (DS) OFDM, ETS 300 744 (DVB-T) compliant Return Interaction Channel Multiple Access OFDM (MA-OFDM) Forward Interaction Channel (US) Embedded in DS, compliant with ETS 300 744 (DVB-T) OFDM Carrier set 1024 (1K), 2048 (2K) OFDM Carrier spacing (CS) 1K, 2K, 4K Transmission modes 6 modes (as combination of 3 CS and 2 Carrier set) Carrier shaping Nyquist, Rectangular Guard Interval , 1/8, 1/16, 1/32 (for Rectangular shaping only) Transmission Frames TF1, TF2 Data randomization PRBS with polynomial: 1+X14+x15 Modulation QPSK, 16QAM, 64QAM Encoding rates , Useful data payload per burst 18, 27, 36, 54, 81 bytes (1 burst = 144 modul. Symbols) Channel codes Turbo or concatenated (Reed-Solomon + Convol.) Interleaving Random Interleaver PRBS with polynomial: 1+X3+x10 Burst Structures BS1, BS2, BS3 Frequency hopping for BS1 only (optional) Medium Acces Schemes MAS1, MAS2, MAS3 ( as combinations of BS and TF) Net Bit rate /carrier (range) 0.6 Kbit/s 15 Kbit/s (depending on the mode) Maximum number of carrier / user No limit Service range Up to 65 km (cell radius) Channelisation 6, 7, 8 MHz channels are supported PROTOCOLS Medium Access Control Specs mostly derived from EN 300 800 Access options Fixed rate access, Contention access , Reservation access Security Supported (derived from EN 300 800) For further information, please contact: Peter MacAvockDVB Project OfficePhone: +41 22 717 2717Fax: +41 22 717 2727e-mail : macavock@dvb.org Fabio ScaliseDVB-RCT group chairmanPhone: +39 039 603 6133Fax: +39 039 603 6154e-mail : fabio.scalise@st.com Eli SoferRuncom Technologies ltd.Tel: +972 54 830 850Fax: +972 39 528 805e-mail: elisofer@runcom.co.il Peter BranaganRTE Radio Television EireannPhone: +353 1 208 2790e-mail: branagp@rte.ie Gerard FariaITISPhone: +33 2 9923 7220e-mail : gfaria@harris.com Appendix C - DVB / EBU / ETSI / CENELEC Publications Class Specification Reference No. Ed. Title Bluebook No. Cookbook DVB-Cook Draft TR 101 200 1.2.1 A guideline for the use of DVB specifications and standards A020 Rev. 1 (05/00) Transmission DVB-S EN 300 421 1.1.2 Framing structure, channel coding and modulation for 11/12 GHz satellite services A040 (02/99) TR 101 198 1.1.1 Implementation of Binary Phase Shift Keying (BPSK) modulation in DVB satellite transmission systems A036 (03/98) User Requirements for Cable and Satellite delivery of DVB Services, including Comparison with Technical Specification A003 Rev. 1 (05/95) DVB-C EN 300 429 1.2.1 Framing structure, channel coding and modulation for cable systems A035 (03/98) DVB-SMATV EN 300 473 1.1.2 DVB Satellite Master Antenna Television (SMATV) distribution systems A042 (06/99) Draft TS 101 XXX 1.1.1 Baseline Specification for a Control Channel for SMATV/MATV distribution systems A065 DVB-T EN 300 744 1.4.1 Framing structure, channel coding and modulation for digital terrestrial television 0 TR 101 190 1.1.1 Implementation guidelines for DVB terrestrial services; Transmission aspects A037 (03/98) User Requirements for Terrestrial Digital Broadcasting Services A004 (03/96) DVB-SFN TS 101 191 1.3.1 Mega-frame for Single Frequency Network (SFN) synchronization A024 DVB-MS EN 300 748 1.1.2 Multipoint Video Distribution Systems (MVDS) at 10 GHz and above A013 (05/96) DVB-MC EN 300 749 1.1.2 Framing structure, channel coding and modulation for MMDS systems below 10 GHz A015 (02/97) DVB-MT EN 301 701 1.1.1 OFDM modulation for microwave digital terrestrial television A052 (06/99) DVB-DSNG EN 301 210 1.1.1 Framing structure, channel coding and modulation for Digital Satellite News Gathering (DSNG) and other contribution applications by satellite A049 (06/99) TR 101 221 1.1.1 User guideline for Digital Satellite News Gathering (DSNG) and other contribution applications by satellite A051 (06/99) EN 301 222 1.1.1 Co-ordination channels associated with Digital Satellite News Gathering (DSNG) A050 (06/99) DSNG Commercial User Requirements A033 (03/99) Multiplexing DVB-SI Draft EN 300 468 1.4.1 Specification for Service Information (SI) in DVB systems A038 Rev. 1 (05/00) TR 101 211 1.4.1 Guidelines on implementation and usage of Service Information (SI) A005 Rev. 2 (05/00) Draft TR 101 162 1.2.1 Allocation of Service Information (SI) codes for DVB systems DVB-TXT EN 300 472 1.2.1 Specification for conveying ITU-R System B Teletext in DVB bitstreams A041 (06/99) DVB-VBI EN 301 775 1.1.1 Standard for conveying VBI data in DVB bitstreams A056 (05/00) DVB-Data EN 301 192 1.2.1 Specification for data broadcasting A027 Rev. 1 (06/99) TR 101 202 1.1.1 Specification for data broadcasting; Guidelines for the use of EN 301 192 A047 (06/99) MPEG DVB-MPEG TR 101 154 1.4.1 Implementation guidelines for the use of MPEG-2 Systems, Video and Audio in satellite, cable and terrestrial broadcasting applications A001 Rev. 6 (05/00) TR 102 154 1.1.1 Implementation Guidelines for the use of MPEG-2 Systems, Video and Audio in Contribution Applications A058 (03/01) Subtitling DVB-SUB ETS 300 743 1 Subtitling systems A009 (10/95) Interactivity Commercial Requirements for Asymmetric Interactive Services Supporting Broadcast to the Home with Narrowband Return Channels A008 (10/95) DVB-NIP ETS 300 802 1 Network-independent protocols for DVB interactive services A021 (02/97) TR 101 194 1.1.1 Guidelines for implementation and usage of the specification of network independent protocols for DVB interactive services A026 (05/97) DVB-RCC ES 200 800 1.3.1 Interaction channel for Cable TV distribution systems (CATV) A023 Rev. 1 (06/99) TR 101 196 1.1.1 Interaction channel for Cable TV distribution systems (CATV); Guidelines for the use of ETS 300 800 A031 (03/98) DVB-RCP ETS 300 801 1 Interaction channel through Public Switched Telecommunications Network (PSTN)/ Integrated Services Digital Networks (ISDN) A022 (02/97) DVB-RCD EN 301 193 1.1.1 Interaction channel through the Digital Enhanced Cordless Telecommunications (DECT) A030 (03/98) DVB-RCL EN 301 199 1.2.1 Interaction channel for Local Multipoint Distribution System (LMDS) distribution systems A032 Rev. 1 (06/99) TR 101 205 1.1.1 Guidelines for the implementation and usage of the DVB interaction channel for Local Multipoint Distribution System (LMDS) distribution systems DVB-RCG EN 301 195 1.1.1 Interaction channel through the Global System for Mobile Communications (GSM) A043 (06/99) DVB-RCCS TR 101 201 1.1.1 Interaction channel for Satellite Master Antenna TV (SMATV) distribution systems; Guidelines for versions based on satellite and coaxial sections A034 (03/98) DVB-RCS EN 301 790 1.2.2 Interaction channel for Satellite Distribution Systems A054 Rev. 1 (05/00) Draft TR 101 790 1.1.1 Guidelines for the Implementation and Usage of the DVB Interaction Channel for Satellite Distribution Systems A063 (04/01) DVB-RCT Draft EN 301 958 - Digital Video Broadcasting (DVB); Specification of interaction channel for digital terrestrial TV including multiple access OFDM A064 (04/01) MHP DVB-MHP TS 101 812 1.1.1 Digital Video Broadcasting (DVB); Multimedia Home Platform (MHP) A057 (05/00) Draft TS 101 812 1.1.2 Digital Video Broadcasting (DVB); Multimedia Home Platform (MHP) A057 Rev. 1 (04/01) Draft TS 103 812 1.1.1 Digital Video Broadcasting (DVB); Multimedia Home Platform (MHP) in HTML extensions - DVB Commercial Module - Multimedia Home Platform User and Market Requirements: Enhanced and interactive digital broadcasting in the local cluster A062 (04/01) Interfacing DVB-PDH ETS 300 813 1 DVB Interfaces to Plesiochronous Digital Hierarchy (PDH) networks A018 (02/97) DVB-SDH ETS 300 814 1 Interfaces to Synchronous Digital Hierarchy (SDH) networks A019 (02/97) DVB-ATM TR 100 815 1.1.1 Guidelines for the handling of ATM signals in DVB systems A044 (06/99) DVB-HAN TS 101 224 1.1.1 Home Access Network (HAN) with an active Network Termination (NT) A039 (08/98) DVB-HLN TS 101 225 1.1.1 In-Home Digital Network (IHDN) Home Local Network (HLN) A060 (03/01) Draft TR 101 226 1.1.1 In-Home Digital Network (IHDN) guidelines DVB-CI EN 50221 (CENELEC) 1 Common Interface Specification for Conditional Access and other Digital Video Broadcasting Decoder Applications A017 (05/96) R 206 001 (CENELEC) 1 Guidelines for implementation & use of the Common Interface for DVB Decoder Applications A025 (05/97) TS 101 699 1.1.1 Extensions to the Common Interface Specification A053 (05/99) DVB-PI EN 50083-9 (1998) 2 Interfaces for CATV/SMATV Headends and similar Professional Equipment A010 Rev. 1 (05/97) TR 101 891 1.1.1 Digital Video Broadcasting (DVB); Professional Interfaces: Guidelines for the implementation and usage of the DVB Asynchronous Serial Interface (ASI) A055 DVB-IRDI EN 50201 (CENELEC) 1 Interface for DVB-IRDs A016 Rev. 1 (02/97) TS 102 201 1.1.1 Interfaces for DVB-IRDs A016 Rev. 2 (06/99) Conditional Access DVB-CS ETR 289 1 Support for use of scrambling and Conditional Access (CA) within digital broadcasting systems A007 (02/97) DVB Common Scrambling Distribution Agreements A011 Rev. 1 (06/96) DVB-SIM TS 101 197 - 1 1.1.1 DVB SimulCrypt; Part 1: Head-end architecture and synchronization A028 (05/97) TS 103 197 1.1.1 Head-end lmplementation of SimulCrypt A045 (11/98) Measurement DVB-M TR 101 290 1.2.1 Measurement guidelines for DVB systems A014 Rev. 2 (04/01) TR 101 291 1 Usage of DVB test and measurement signaling channel (PID 0x001D) embedded in an MPEG-2 Transport Stream (TS) A046 (06/99) Policy Statements DVB response to the Commission Green Paper on the convergence of the Telecommunications, Media and Information Technology sectors and the implication for regulation A048 (04/98) A Fundamental Review of the Policy of European Technical Regulations Applied to the Emerging Digital Broadcasting Technology A002 (11/94) Recommendations of the European Project Digital Video Broadcasting - Anti-piracy legislation for Digital Video Broadcasting A006 Rev. 1 (10/95) Annex D: DVB-T Hierarchical Mobile HDTV Demonstration in Brasilia, Brazil Brasilia, 11th December 2000 Brasilia, 11th December 2000 & 8213; DVB once again highlighted its flexibility and ease of installation with a magnificent presentation of DVB-T technology in the Brazilian federal capital, Brasilia. During the week of the 3rd December, The DVB Project Office, together with major broadcasting equipment manufacturers, demonstrated the simultaneous reception of mobile SDTV and fixed HDTV using its Hierarchical Modulation technology. Figure D1: DVB Bus and contrast between DVB-T mobile reception and PAL-M inside the bus Ministers and government officials were able to experience, at first hand, the mobile capabilities of DVB-T by touring the federal capital in a 20-seater bus especially equipped with LCD screens and a DVB-T receiver. Within the same 6MHz channel an embedded HDTV signal was also being transmitted to fixed locations. The exercise culminated at the Academia de Tennis where a cocktail party and dinner was held on 5th December for the key Brazilian government officials. Figure D2: HDTV Plasma screens displaying 720P HDTV as part of the DVB demonstrations in Brasilia As well as viewing the HDTV transmissions on multiple plasma screens, the SDTV signals were received on the portable (mobile) Nokia Media Screen and a golf cart fitted out for the occasion. Other DVB technologies were also on display, in particular the ministers and government officials were introduced to the new and innovative Multimedia Home Platform (MHP) with a demonstration of various applications and hardware. These demonstrations enabled the DVB to counter misinformation regarding DVB-T and the capabilities of the technology, which have appeared recently in the Brazilian and American press. DVB has proved once and for all that DVB-T supports simultaneous (Hierarchical Modulation) mobile SDTV and fixed HDTV reception if required. Demonstrating that DVB is the market leader, not only in terms of standards, but also with regards to its widely implemented terrestrial system - DVB-T. Manufacturers and companies supporting the operation came from all over the world symbolising DVB s global spread. DVB acknowledges the roles of, and would like to thank for their help and support: Philips, Philco, Tandberg, Rohde & Schwarz, Nokia, Continental Microwave, Broadcast Technology, Huber Suhner, Adherent, ABC and Ebcomm. D1. Technical Demonstration Details Two separate streams were hierarchically transmitted within the following DVB-T parameters in a 6MHz terrestrial channel, 204 packets with a 1/32nd guard interval, alpha 1. HP stream (SDTV): QPSK in 64QAM, 4.909 Mbit/sec, FEC 1/2, 576l*50Hz LP stream (HDTV): In 64QAM, 14.726 Mbit/sec, FEC 3/4, 720P, 59.64Hz Channel 40, 629 MHz centre frequency ERP approx. 5kW Transmitter location: Shopping Pateo Brazil (14 story building) Antenna height above ground: Approx. 100 meters
Justificativa: A Justificativa esta contida no texta acima
Contribuição N°: 6
ID da Contribuição: 6803
Autor da Contribuição: SalomãoWaj
Data da Contribuição: 15/06/2001
Contribuição: Comentários do DVB à Consulta Pública n. 291 de 12 de abril de 2001 Geneva, 7 de junho de 2001 Sumário Executivo Estamos firmemente convencidos de que o DVB-T constitui o sistema apropriado para o Brasil. Embora se reconheça que de um ponto de vista puro , mas estreito, os testes comparativos que foram realizados com perícia e em larga escala indiquem que o sistema japonês ISDB apresenta uma vantagem técnica marginal sobre DVB-T, existem razões mais cruciais e ponderosas que apontam o DVB-T como sendo, de longe, a solução ótima. A) O DVB-T fornece uma solução flexível que satisfará não só as necessidades de momento, mas também, realmente, as necessidades futuras. Estas incluirão necessariamente recepção portátil e móvel de sinais, aplicações interativas complexas e constituirão realmente uma via para a convergência entre as tecnologias das comunicações e de computadores. B) O sistema DVB-T é um membro de uma família de padrões totalmente interoperáveis que permitem integração fácil e economicamente viável de soluções de entrega e interativas que não são possíveis com outros padrões tais como ISDB e ATSC. Esse aspecto é fundamental porque a maioria dos sistemas digitais de TV por satélite e por cabo adotaram em em todo o mundo o ambiente DVB. C) A adopção de DVB-T por outros países é já uma realidade e está aumentando rapidamente. Isso, claramente associado de fato à adoção mundial de padrões irmãos do DVB conduzirão a economias de escala, particularmente para receptores , de nenhuma forma correspondidas pelos dois concorrentes. Este é um aspecto primordial porque os custos domésticos de implementação de serviços constituem a chave para o sucesso do desenvolvimento. É preciso haver receptores disponíveis. D) O DVB-T tem sido comprovado e é capaz de satisfazer todas as necessidades de serviço desde HDTV até serviços de dados de baixa velocidade. O DVB pode fornecer HDTV e serviços móvel no mesmo canal, como foi demonstrado em Brasília, Brasil, em dezembro de 2000, podendo fazer isso em 6, 7 e 8 MHz. Demonstrações semelhantes do e DVB-T de 6 MHz, incluindo HDTV e SDTV de Modulação Hierárquica e também móvel, também foram feitas em Las Vegas, EUA (NAB 99 e NAB 00). Ver o Anexo D a este relatório. E) Como o mundo da TV está mudando de analógico para digital, esse mundo digital também está migrando para novos serviços interativos e se movendo rapidamente ao longo da via da convergência com telecomunicações e a Internet. A indústria da TV do Brasil está lançando as fundações para um mercado televisivo que necessita de ser equipado adequadamente para a fase de transição e bem para o futuro. É difícil prever o futuro, mas as melhores chances de equipar adequadamente uma indústria em um mundo competitivo é com o DVB e com a sua solução DVB-T. 1. Introdução O documento seguinte envia os comentários do Digital Video Broadcasting Project, baseado em Genebra, Suíça, à Consulta Pública n. 291 de ANATEL. Os comentários do DVB são feitos no espírito de informar o debate sobre a escolha técnica de um sistema digital de transmissão terrestre para o Brasil. DVB é uma organização internacional de 301 membros de 36 países, todos interessados no desenvolvimento de um quadro harmonizado e interoperável para televisão digital. Constitui a maior organização do seu tipo e é, de longe, a de maior sucesso. A tecnologia de DVB já está sendo utilizada pela maior parte dos sistemas de televisão digital por satélite e por cabo em todo o mundo - incluindo o Brasil. Além disso, DVB é usada como marca de nível para ATSC e ISDB e muitos dos seus sistemas estão baseados na tecnologia DVB com poucas ou nenhumas inovações ou alterações. 2. Organização deste Documento O documento contém comentários a CP n. 291 e anexos associados. Embora tecnicamente tendencioso, há algumas informações e relatórios relevantes dos diferentes desenvolvimentos de DVB-T em todo o mundo. Para aumentar a clareza e a legibilidade, o DVB referirá cada pergunta feita na seção 3 do CP n. 291, dando respostas sempre que apropriado. Todas as informações acessórias e elementos comprovativos serão incluídos como apêndices. 3. Comentários de DVB na Seção 3 da CP N. 291 A seção seguinte é numerada de acordo com as seções do documento CP n. 291. 3.1 A avaliação técnica das normas da TV digital terrestre O DVB Project cumprimenta o Instituto Presbiteriano MacKenzie e CRqD pelas medições, pela apresentação e pela avaliação do laboratório de transmissões de televisão digital terrestre (DTTB) e pelos ensaios de campo. Constituem os mais completos documentos existentes sobre o ensaio no campo dos três sistemas disponíveis: DVB-T, ATSC e ISDB-T. A maior parte dos parâmetros fundamentais associados à escolha de um sistema apropriado ao Brasil foi considerada e os resultados constituem uma comparação justa. Criticamente, os testes foram realizados no Brasil com parâmetros concebidos para o ambiente brasileiro e com o excelente apoio da comunidade brasileira de transmissões. Testar a recepção móvel de DTTB nunca é tarefa fácil porque aspectos como os seguintes exercem forte influência sobre os resultados: 1. Variação dinâmica das condições de recepção. A mesma via no mesmo dia com aproximadamente as mesmas condições meteorológicas e de tráfego podem dar origem a resultados selvaticamente diferentes, mesmo com o mesmo sistema. 2. Encobrimento de erro em descodificadores MPEG-2. Tipicamente, o desempenho da recepção é medido usando uma série de observadores vendo segundos errados em uma transmissão de vídeo. Diferentes chips de descodificação MPEG-2 têm diferentes técnicas de encobrimento de erro que podem influenciar fortemente os resultados. 3. Como os testes foram realizados usando receptores DVB otimizados para recepção fixa e considerando o recente trabalho sobre receptores móveis otimizados na Europa e na Ásia, o DVB pensa que os resultados medidos não devem ser considerados como uma indicação corrente do desempenho móvel de DVB-T. De fato, os resultados com tais receptores deveriam conduzir a melhorias muito significativas de desempenho. O Anexo A contém um relatório de um projeto de multimédia móvel (MCP) que investigou o desempenho do e DVB-T quando é utilizado um sistema de antena diferente no receptor. Embora tais resultados se concentrem no desempenho móvel do sistema, eles possuem uma importância muito grande para recepção estática portátil e fixa. Por fim, os resultados dos testes do DVB-T DTTB mostram as diferenças entre diferentes prestações do chip de desmodulação de DVB-T. Devido às dimensões do mercado DVB-T em todo o mundo, o desempenho destes chips está continuamente sendo comprovada. No entanto, as metodologias adotadas nos testes continuam exemplares. Quanto a ensaios de campo, talvez algum valor tenha podido ser adicionado às medições e aos resultados através de uma investigação mais aprofundada sobre a falha da recepção (em algumas situações). Tais ensaios de laboratório e de campo cuidadosamente preparados e executados contrastam com os ensaios de campo de US MSTV/NAB comparando ATSC e DVB-T, realizados no ano passado. Foi empregue equipamento DVB-T inapropriado e, por razões desconhecidas, houve pouco esforço no sentido de determinar por que motivo e de que maneira esses receptores estavam afetando os resultados finais. O resultado foi o único ensaio comparativo que conduziu a um desempenho satisfatória do sistema ATSC. 3.2 O estado da TV digital em outras partes do mundo TV digital (DTV) é um mercado e uma tecnologia em maturação em muitas partes do mundo. A maior dos estudos de DTV se centra no mercado de TV-paga via satélite, cabo e meios terrestres. Constituem exceção o desenvolvimento do ATSC nos EUA e os estudos do DVB-T no Reino Unido, na Austrália, em Singapura, na Espanha e na Suécia. Ainda ninguém no mundo , está usando o sistema japonês ISDB-T. Como acima foi dito, os sistemas baseados em DVB dominam completamente o mercado de DTV em todo o mundo. Se concentrando no desenvolvimento de televisão digital terrestre, o DVB-T tem registrado desenvolvimento nos seguintes mercados.: (i) Reino Unido (ii) Austrália (iii) Singapura (iv) Espanha (v) Suécia 3.2.1 Reino Unido Peter Marshall (UK DTG): PMarshall_DTG@compuserve.com O Reino Unido foi o primeiro país no mundo a lançar um serviço de DVB-T, em novembro de 1998, baseado em planos estabelecidos 2 anos antes. Nessa altura, o objetivo principal era fornecer a maior quantidade possível de serviços no interior de um espectro de UHF já muito ocupado e a recepção tendo por base principalmente antenas domésticas fixas. . Como resultado disso, foi feito o planejamento de forma a que a potência das transmissões digitais fosse 20 dB abaixo da potência do transportador analógico no pico da sincronização. Esta severa redução da potência foi imposta por motivo de interferências e de acordos relacionados com países vizinhos. A cobertura foi conseguida a partir de seis multiplexes em cada um dos 80 locais de transmissão existentes em uma rede de freqüência múltipla. Invulgarmente, a variante do sistema DVB-T foi escolhida devido à existência de conjuntos de chips; outros parâmetros são 64QAM; velocidade de código 2/3 e banda de proteção 1/32, conduzindo a uma velocidade total de dados de 24Mb/segundo. A potência transmitida não assegura cobertura equivalente a transmissões analógicas PAL e estão presentemente sendo feitas tentativas (ao longo de 2001) para se aumentar os níveis da potência em 3 ou 6 dB para se passar a cobertura de 70 % para 80 % da população, usando um critério mínimo de área de serviço de 45 dBmV. 3.2.1.1 Considerações Comerciais Foram autorizadas quatro licenças multiplex separadas como a seguir se mostra . Dois multiplexes foram reservados para estações analógicas existentes, dando às mesmas capacidade para aproximadamente duplicarem o número de serviços oferecidos. Novas licenças de serviço foram autorizadas para SDN (um multiplex) e ONdigital (3 multiplexes). Desde o início, o serviço estava competindo com serviços digitais via satélite lançados um pouco antes e com cabo digital, o que se desenvolveu progressivamente mais recentemente. Os atuais valores de penetração são indicados na Tabela 1: Tabela 1: Penetração da Televisão Digital no Reino Unido Total de lares no Reino Unido 23 milhões Digital terrestre (DVB-T) 1,25 milhões Digital satélite (DVB-S) 5 milhões Digital cabo (DVB-C) 1,0 milhões Os primeiros mercados concentraram sua atenção em serviços de assinatura, particularmente de esporte, e foram alimentados por ofertas de uma caixa conversora (Set top box) gratuita (contra assinaturas ligeiramente aumentadas). A comercialização está considerando agora o maior mercado de troca de TV. A venda de aparelhos de TV digital integrados (iDTV) está sendo considerada com um meio de garantir a adopção de massas. Uma característica importante do mercado do Reino Unido tem sido a adoção de telas largas no formato de 16x9 (com resoluções SDTV) como uma característica adicional de digital e o mercado de tela grande (>24 ) é agora quase inteiramente do formato16x9. O governo do Reino Unido está determinado em conseguir a aceitação popular da de TV digital o quanto antes e está considerando desligar o sistema analógico no período de 2006 - 2010. 3.2.2 Austrália Colin Knowles (ABC): knowles.colin@abc.net.au A Televisão Digital Terrestre da Austrália utiliza os parâmetros seguintes: Modo DVB-T 2k DVB-T Largura de banda do canal: 7 MHz em UHF Modulação: 64 QAM Correção do erro direto: 2/3 Intervalo de protecão 1/32 Redes de freqüência simples: Ainda não. Modulação hierárquica: Ainda não. Esta seção refere a conversão de equipamentos analógicos para digitais em toda a Austrália e também considera prazos, legislação e aspectos de conteúdo correntemente em discussão. O projeto de digitalização abrange um período de três a cinco anos, do qual a primeira fase terminou no dia 01 de janeiro de 2001 com o lançamento de serviços digitais nas cinco cidades mais importantes do Continente. O próximo passo importante será a obrigatoriedade de 20 horas por semanas de HDTV a partir de 01 de janeiro de 2003. A rede de transmissões através de toda a Austrália ficará completa em 2007, aproximadamente. Em 1998, o governo australiano legislou o início da transmissão de televisão digital para todas as estações australianas livres. O governo australiano terminou o enquadramento legislativo para emissões digitais em junho de 2000. A ideia geral consiste em promover e encorajar serviços inovadores, tais como emissão de dados, mas evitar a concorrência com estações livres existentes durante a transição para digital. O enquadramento legislativo inclui: & 61623; Uma obrigação de transmitir simultaneamente serviços de televisão analógica em transmissões digitais durante pelo menos 8 anos a contar do início de serviços digitais em um mercado; & 61623; 20 horas semanais de transmissão de HDTV a partir de 2003; & 61623; ABC (e SBS) (as estações de serviço público ) podem oferecer serviços multicanais; & 61623; estações comerciais obrigadas a aumentos de multivista; & 61623; regras separadas para o uso de espectro digital para transmissão de dados; e & 61623; revisão de atuação 3.2.2.1 Conteúdo para serviços australianos de DTTB Haverá uma gama de novos serviços com televisão digital: televisão de alta definição (HDTV), multicanais (só das estações nacionais), programas reforçados (tais como relevante informação básica ou ângulos alternativos para a câmara) e um guia básico eletrônico de programas baseado em texto (EPG). A partir de janeiro de 2002, os consumidores também poderão receber serviços de transmissão de dados (texto e vídeo interativos) - tanto de estações comerciais de dados que concorrerão a licenças com a duração de 15 anos em licitação e poderão fornecer serviços de assinatura, como de estações comerciais e nacionais existentes que podem utilizar qualquer espectro disponível para transmitirem serviços de emissão de dados. No enquadramento de emissão de dados também serão possíveis EPG mais sofisticados e programas reforçados. A legislação procura conciliar os diferentes interesses de estações comerciais livres, estações nacionais, TV-paga e a nova potencial indústria de transmissão de dados, bem como consumidores. Os princípios básicos são os seguintes: (i) não deverá haver novas licenças para televisão comercial até 2006 para se proteger o lucro de emissões comerciais existentes durante o período de transição para a televisão digital. Isto significa que a emissão de dados não será autorizada a se tornar uma emissão de fato. (ii) não poderá haver multicanais comerciais porque isso seria uma ameaça à TV-paga, ainda considerada como um indústria emergente . A partir destes princípios, surgiu um enquadramento que estabelece regras para HDTV, multicanais, programas reforçados, emissão de dados e EPG, serviços estes a serem vigiados maioritariamente pela Australian Broadcasting Authority. O governo estabeleceu quotas para o conteúdo de HDTV ao longo dos próximos anos para encorajar as estações à conversão; HDTV é considerada como uma das principais atrações e condutoras para televisão digital na Austrália. No entanto, o governo reconhece que nem todos os consumidores serão capazes de adquirir equipamento HDTV de imediato, pelo que quando um programa é emitido em HDTV também tem de ser mostrado em SDTV, bem como em sistema analógico (é a chamada regra de emissão tripla ). Não são permitidos multicanais comerciais (exceto quando acontecimentos esportivos se sobrepõem a notícias). Tanto ABC como SBS serão autorizados a transmitir certos géneros em multicanal, sendo as exclusões principais notícias nacionais, esporte e comédia, embora o governo não tenha atribuído fundos adicionais para estes novos canais digitais. Programas reforçados são limitados para que não se tornem de fato multicanais; eles têm de ser emitidos em simultâneo e devem ser ligados de perto e diretamente ao programa principal. A emissão de dados fica limitada a programas de informação e educacionais e de comércio eletrônico, com exclusão de entretenimento ; de fato, quaisquer programas de notícias ou entretenimento ficam limitados a extratos de vídeos de dez minutos. Os únicos serviços de rádio que podem ser emissão de dados são programas de informação, de educação, de notícias em línguas estrangeiras ou estações ABC e SBS. Estações de dados podem fornecer conteúdo de Internet, quer como jardim murado de locais selecionados na web, quer como serviço completo de Internet - embora o conteúdo tenha de estar em conformidade com os limites em vídeo. O governo pensa que se trata de uma indústria em rápida evolução onde a flexibilidade é importante; estão marcadas várias revisões ao longo dos próximos anos, que podem ser usadas para monitorar e ajustar este enquadramento, se necessário. Havia muito pouca coisa no mercado de equipamento de recepção digital (quer caixas set top ), quer televisores digitais) para o lançamento da televisão digital. As estações comerciais livres subscreveram uma encomenda de 20.000 caixas set top Thomson para abastecer o mercado. Caixas set top de DVB-T HDTV de 7 MHz a preços razoáveis (aprox. A$600) foram recentemente lançadas no mercado. 3.2.3 Singapura Kenneth Lee (TV Mobile): kennethl@mediacorp.com.sg A TV móvel em Singapura usa DVB-T com os parâmetros seguintes: Fase 1 : Em serviço Modo DVB-T 2k DVB-T Largura da banda do canal: 8 MHz em UHF Modulação: QPSK Correção de erro direto: 1/2 Intervalo de proteção 1/4 Redes de freqüência simples Sim, 11 transmissores para cobertura total da Ilha Modulação hierárquica: Ainda não. Fase 2 : Planeado para o 2. trimestre de 2001 Modo DVB-T 2k DVB-T Largura da banda do canal: 8 MHz em UHF Modulação: 16 QAM Correção de erro direto: 1/2 Intervalo de proteção 1/4 Redes de freqüência simples Sim Modulação hierárquica: Ainda não. 3.2.3.1 Passado A TV digital terrestre (DTT) apareceu a primeira vez em Singapura em Junho de 1998. Organizados pela Comissão Técnica de Singapura (DTV), ensaios de DTT foram conduzidos sucessivamente para se selecionar a norma mais adequada a Singapura de entre 3 normas DTT existentes no mundo (ATSC, DVB e DiBEG). Sendo a única estação nacional em Singapura na altura, a Television Corporation of Singapore (TCS) conduziu os ensaios DTT com o apoio dos técnicos de DTV na indústria e das várias agências de normas. Foram feitos ensaios em recepção móvel de HDTV, Single Frequency Network (SFN) e DTT. Um painel de seleção compreendendo especialistas locais foi formado para exame dos dados obtidos e para elaboração de um relatório para recomendar a norma DTT para Singapura. O relatório ficou completo em março de 1999, juntamente com algumas outras recomendações e foi entregue à Singapore Broadcasting Authority (SBA). A SBA concorreu com a recomendação do painel de seleção e anunciou ao mundo que o DVB-T fora escolhida como a norma DTT para Singapura em maio de 1999. Em junho e 2000, a SBA atribuiu duas licenças DTV à MediaCorp. Uma foi para TV móvel (um serviço de DTV voltado para transportes públicos e recepção DTV em viagem) e a outra para digitalização dos canais analógicos existentes. No entanto, se pensa que a maior parte dos espectadores não apreciaria a qualidade de DTV porque quase 100 % dos lares de Singapura já possuem ligação por cabo à Singapore Cable Vision (SCV), o único operador de TV-paga em Singapura. A simples digitalização dos canais analógicos existentes não traria muito interesse e motivação para que o público desejasse ter DTV. Novos valores de valor adicionado têm de ser introduzidos. Foi então decidido que a DTV tem de ser lançada com serviços interativos. Esta decisão também foi reforçada pela r SBA, que deu a MediaCorp a licença DTV na condição de também ser emitida alguma forma de conteúdo interativo. A SBA estabeleceu um mínimo de 7 horas de conteúdo interativo por semana por cada canal digital. 3.2.3.1 Plataforma Interativa Para a MediaCorp poder iniciar um serviço interativo, é preciso escolher primeiramente uma plataforma interativa para a STB trabalhar. Embora a recomendação da Comissão Nacional de DTV seja no sentido de adotar o DVB-MHP como o middleware interativo, o sistema DVB-MHP ainda não estava pronto na oasião, em termos de disponibilidade de STB e de aplicações. Assim, foi escolhida uma solução intermédia até que DVB-MHP ficasse pronto. A plataforma escolhida foi o OpenTV. OpenTV se comprometeu a apoiar o desenvolvimento de algumas aplicações interativas para o lançamento piloto. A MediaCorp iniciou o seu serviço piloto de DTV em Singapura no dia 23 de dezembro de 2000. 3.2.3.1 Aplicações Desenvolvidas São as seguintes as aplicações desenvolvidas: Revista Interativa (PAD) O serviço de revista fornece aos utilizadores um conjunto de opções interativas que podem ser variadas dependendo das pistas de tempo correntes. Um serviço de valor adicionado para utilizadores; a revista permite aos utilizadores navegar através de uma série de opções interativas, tais como informações de séries, biografias, etc. Noticiário Esta aplicação fornece diretamente ao televisor notícias sobre os mais recentes acontecimentos na região e em todo o mundo. O utilizador pode então aceder a notícias atualizadas neste equipamento em qualquer hora do dia. Meteorologia Esta aplicação utilizará atualizações de dados sobre a meteorologia a fim de fornecer um serviço interativo ao utilizador. Informações meteorológicas locais e internacionais ficam disponíveis premindo um botão. Guia Eletrônico de Programas (EPG) O EPG apresentará uma lista dos programas correntemente no ar e ao longo dos sete dias seguintes. Esta aplicação ajudará o utilizador a selecionar o programa que quer ver. 200 STB iniciais foram desenvolvidos com o lançamento do serviço. A principal finalidade do desenvolvimento constituía em recolher informações provenientes do usuario para poderem ser feitos melhoramentos nos serviços e nas aplicações disponíveis. 3.2.3.1 Planos Futuros Outros 800 STB serão desenvolvidos juntamente com a próxima fase de desenvolvimento, nos meados do corrente ano, altura em que serão adotadas aplicações tais como T-Comércio, T-Banco. A fase final de desenvolvimento será em aplicações da Internet (web browsing, e-mail, etc.), jogos e PVR (personal video recording / gravação de vídeo pessoal). Um serviço comercial com todo o conjunto de serviços interativos deve ser lançado até ao início do próximo ano. 3.2.3.1 Marcos da DTV em Singapura Novembro de 1997 Foi constituído o Singapore DTV Technical Committee Junho de 1998 Teste ATSC (1. emissão DTT/HDTV de sucesso em Singapura) Julho de 1998 Teste DVB-T (SFN e TV Móvel testadas com sucesso) Agosto de 1998 Teste de ISDB-T Setembro de 1998 Formado o Painel de Seleção Janeiro de 1999 Testes de TV Móvel Março de 1999 Apresentação do relatório final a SBA Maio de 1999 SBA anunciou DVB-T como norma DTT para Singapura Julho de 1999 Teste conjunto TCS-SBS TV Móvel Setembro de 1999 Formado o National DTV Committee Junho de 2000 SBA atribuiu e licenças multiplex a MediaCorp Dezembro de 2000 MediaCorp lançou o serviço piloto de DTV Fevereiro de 2001 Lançamento do serviço de TV Móvel 3.2.4 Espanha courtesy of UK DTG (http://www.dtg.org.uk) A Televisão Digital Terrestre Espanhola utiliza os parâmetros seguintes: Modo DVB-T 8k DVB-T Largura da banda do canal: 8 MHz em UHF Modulação: 64 QAM Correção de erro direto: 2/3 Intervalo de proteção 1/32 Redes de freqüência simples Sim, 6 SFN nacionais em serviço Modulação hierárquica: Ainda não. Considera-se que em Espanha há cerca de 12 milhões de lares com TV. A penetração do cabo é baixa; cerca de 300.000 recebem um serviço combinado de telefonia, Internet e TV analógica. O Canal+ estabeleceu um canal premium analógico há alguns anos atrás, que conseguiu cerca de 900.000 assinantes. A Sogecable, a subsidiária espanhola de Canal+, lançou um conjunto de TV digital por satélite e ultrapassou a barreira de 1 milhão em outubro de 2000. A Rival Via Digital, lançada posteriormente, ultrapassou o limiar de 500.000 de assinantes durante o ano de 2000 e encerrou o ano com cerca de 633.000. Tal como a maioria dos países europeus, a Espanha tem falta de espectro, mas esse fato não deteve o entusiasmo espanhol pela televisão digital terrestre. Em fevereiro de 1999, o governo espanhol legislou no sentido de permitir o estabelecimento de uma rede DVB-T como a seguir se indica: & 61623; Aos cinco canais nacionais existentes - TVE1, TVE2, Antena 3, Socecable / Canal+ e Telecinco - foi atribuída uma rede de multifrequência (MFN) onde podem operar cinco canais. Não há necessidade de multitransmissão. & 61623; Uma segunda MFN foi atribuída a estações regionais para quatro serviços de base regional & 61623; De forma semelhante, uma terceira MFN foi atribuída a serviços locais através da Espanha & 61623; Três multiplexes mais metade de um quarto multiplex foram atribuídos a uma licença de TV comercial a pagar a fim de fornecer serviços nacionais em grandes redes de freqüência simples (SFN) utilizando canais correntemente vazios no topo da banda V (metade do canal 66 mais 67 - 69). & 61623; A outra metade do canal 66 mais o canal 65 estão disponíveis para licenças futuras. As estações existentes não foram autorizadas a concorrer a licenças de TV-paga e o resultado foi que um consórcio dirigido pela por Retevision, uma operadora alternativa de telecomunicações na Espanha, foi o único concorrente. Foram atribuídas licenças a Onda Digital em junho de 1999 para operar 14 canais ao longo de 3 multiplexes. A Quiero TV, como a Onda Digital adotou nova designação e lançou a sua plataforma em maio de 2000. Em julho de 2000, o governo abriu concurso para dois novos serviços fre-to-air para correrem juntamente com estações existentes na plataforma DTT. Concorreram cinco consórcios. Os concorrentes vencedores foram VeoTV e NetTV, ambos apoiados por jornais diários espanhóis de dimensão nacional. As estações licenciadas têm de iniciar as emissões até abril de 2002, o mais tardar, mas estão tentando o lançamento antes dos finais de 2001. As licenças são atribuídas para 10 anos. Nos finais de 2000, a Quiero TV anunciou ter conseguido 100.000 assinantes, na seqüência de uma campanha de promoção com grandes descontos, desde que as assinaturas fossem iniciadas em setembro. O Canal Satelite Digital encerrou o ano com 1 milhão de assinantes e a Via Digital, com 633.000. 3.2.4 Suécia Courtesy of DigiTAG: http://www.digitag.org A rede digital terrestre sueca começou a operar no dia 28 de outubro de 1998, após um longo período com emissões de teste. O serviço de programação permanente oficial teve início a 1 de abril de 1999. Presentemente, a rede sueca é constituída por 22 estações emissoras principais, cada uma delas transportando quatro multiplexes. Além disso, 14 estações mais pequenas destinadas a preencher espaços vazios estão em funcionamento dentro da área de cobertura das principais estações emissoras. A rede está agora sendo expandida para cobrir 70 % da população até ao fim de abril de 2001. Um outro aumento foi decidido pelo governo sueco de forma ser atingida uma cobertura de 90 % da população até ao fim de dezembro de 2001 e cerca de 98 % da população em junho de 2002. 3.2.4.1 Conteúdo da TV Digital Presentemente, há 17 canais. Os multiplexes estão divididos da seguinte maneira: TV Sueca - Canais de serviços públicos: Não comerciais, financiados por licenças: SVT1 Programação geral: Noticiário, esporte, entretimento, drama, séries documentais, (http://www.svt.se) SVT2 Programação geral: Noticiário, esporte, entretimento, drama, séries documentais, (http://www.svt.se) SVT24 Canal de notícias, 24 hours (http://www.svt.se/nyheter/svt24) Televisão regional (5 regiões): Grupo Viasat (www.viasat.se) TV3 TV Comercial Séries populares, entretimento, filmes, noticiário (http://www.tv3.se) TV8 Comercial temática Economia, atualidades, séries documentais, (http://www.tv8.se) ZTV TV Comercial Entretimento jivem, música (http://www.ztv.se) Viasat Esporte (TV-paga), (http://www.viasat.se/kanaler/viasatsport/) TV1000 Filmes (TV-paga) Televisão comercial: TV4 Programação geral Noticiário, esporte, Séries populares, entretimento (http://www.tv4.se) TV4-Digital Regional TV 5 regiões, (http://www.tv4.se) Kanal5 Programação geral Séries populares, entretimento, filmes (http://www.kanal5.se) e-TV Canal interativo Informações, e-shopping, música (http://www.cellitv.com) Grupo Canal+ http://www.canaldigital.se Canal+ Canal de filmes (TV-paga) Canal+ Gul Canal de filmes (TV-paga) Canal+ Bl Canal de filmes ecrã largo (TV-paga) K-World Comercial temática: Educação, séries documentais http://www.kworld.se 3.2.4.2 Configuração da Rede É a seguinte a configuração da rede digital sueca: Canal BW : 8 MHz Modo DVB-T: 8K DVB-T Modulação 64 QAM Velocidade de código 2/3 Intervalo de proteção 1/8 Velocidade útil de Bits 22.12 Mbit/s O sistema de multiplex estatístico é usado em dois dos multiplexes (Viasat e Canal Digital). Todos os canais são transmitidos codificados através do sistema de codificação Viaccess. O sistema de receptor API é OpenTV. Foram atribuídas licenças a: Televisão Sueca Três programas nacionais e cinco regionais TV4 Um programa nacional e cinco regionais Viasat Três programas nacionais TV8 Um programa nacional (agora com o Grupo Viasat) Canal+ Três programas nacionais K-World Um programa nacional e-TV Um canal nacional de TV interativa Canais planejados um serviço nacional e vários serviços regionais A televisão digital terrestre foi lançada oficialmente na Suécia no dia 2 de abril de 1999. O plano da rede consiste em uma mistura de MEN e de SFN regionais de forma tornar o mais eficaz possível o uso do espectro disponível e para coordenação fácil. Estão em serviço quatro multiplexes. As licenças atribuídas oferecem uma mistura de serviços nacionais e regionais, incluindo os maiores canais de televisão comercial da Suécia. A maior parte dos serviços licenciados está em funcionamento. O governo propôs ao parlamento que a cobertura dos quatro multiplexes seja alargada a todo o país. 3.3 A evolução técnica de sistemas de TV digital e as possibilidades para novas aplicações Uma das grandes vantagens da DTV é que, contrariamente aos sistemas de TV analógica, pode ser ordenada em camadas de acordo com o modelo de sobreposição OSI. Desde que um sistema DTV seja concebido cuidadosamente, esta sobreposição significa que elementos individuais podem evoluir independentemente de outras áreas. Isso era impossível com a TV analógica, onde a camada de aplicação - p.ex. TV a cores e Teletexto - estava intrinsecamente ligada à camada de transmissão, transportador RF modulado PAL-M. O DVB tem tido o maior cuidado em separar as diferentes camadas nos seus sistemas, do que resultaram o Contentor de Dados DVB (ver EN 300 468) e as várias camadas de transmissão (ver DVB.S, DVB-C, DVB-T e sistemas relacionados). Com a entrada da TV na era interativa, tal sobreposição passa a ser ainda mais importante à medida que os operadores de televisão recorrem ao uso de redes de telecomunicações e arquiteturas de PC. A larga e aberta composição internacional de membro do DVB conduz a um desenvolvimento constante de tecnologias DVB. É um processo inteiramente conduzido pelo mercado onde necessidades comerciais conduzem a evolução técnica. Seguindo o completamento das sobreposições físicas (DVB-S, DVB-C, DVB-T) e tecnologias de canal de retorno (DVB-I), os esforços de desenvolvimento do DVB estão focalizados nas soluções de multimédia interativa, notadamente através da Multimedia Home Platform (TS 101 812, TS 103 812). Assim, o Brasil precisa de considerar cuidadosamente as suas opções ao escolher um sistema DTTB. A decisão final não deve assentar nos méritos da camada física, nem mesmo na situação corrente desta camada. Devido aos custos em jogo, o Brasil está comprando uma tecnologia que precisa durar algumas décadas. Ao longo desse tempo, tanto os modelos negociais como a própria tecnologia evoluirão. Assim, o DVB, com o seu sistema DVB-T, apresenta a única solução economicamente viável e capaz de resistir ao futuro digital terrestre. Esta seção tratará em primeiro lugar da recente evolução no campo da DVB-T, considerando seguidamente o progresso recente em Televisão Interativa e Convergência com Comunicações Móveis e a Internet. 3.3.1 Desenvolvimentod da DVB-T Como foi demonstrado nos resultados associados a CP n. 291, o DVB-T foi concebido para garantir que cobridores de intervalos possam ser concebidos com um mínimo de custo. A tecnologia COFDM também permite o uso de Redes de freqüência única (SFN) e, pelo menos no caso do DVB, todas as técnicas se encontram inteiramente comprovadas e em utilização comercial em todo o mundo (p.ex. Espanha, Singapura). Contrariamente ao que se passa com o outro proponente de sistemas DTTB, o equipamento do DVB-T para SFN e cobridores de intervalos está bem amadurecido e disponível. Em relação ao desenho do receptor, é normal e, de fato, essencial num mercado competitivo que os receptores melhorem com o tempo. A tecnologia DVB-T COFDM ainda está longe de ter sido explorada até aos seus limites na presente geração de receptores. O Anexo A mostra o desempenho que pode ser conseguido com um receptor de antena de diferença. No entanto, há muitos que pensam que mesmo esta melhoria de desempenho apenas está arranhando a superfície. Mesmo assim, os resultados mostram que, contrariamente à ideia inicial, é possível usar DVB-T de 8K em ambiente de recepção móvel e o sistema efectivo C/N pode ser melhorado em 9dB. 3.3.2 Serviços Interativos DVB Serviços interativos foram desenvolvidos com o DVB já há muito tempo. Com o modelo em camadas assinalado no início desta seção e a interoperabilidade entre sistemas por cabo, satélite e DVB terrestre, os serviços interativos nas amadurecidas plataformas de TV-paga podem ser facilmente alargadas de forma a cobrirem televisão terrestre. No entanto, o lançamento de serviços interativos do DVB-T tem sido mais um problema puramente comercial do que um problema técnico. Isso é vital num ambiente DVB ferozmente competitivo onde os fornecedores de serviços simplesmente não podem sobreviver com quaisquer barreiras técnicas. Os serviços interativos do DVB-T do Reino Unido são baseados em DVB-T a jusante associado a um modem PSTN. Eles incluem e-mail, compra de produtos anunciados através de comando remoto e muitas aplicações interativas publicitárias. No futuro, a especificação DVB-RCT (EN301 958) permitirá interatividade total através do ar nas bandas de VHF/UHF, se sobrepondo a uma rede normal de transmissão. No Reino Unido já foram formuladas propostas para o uso dos canais analógicos tornados vagos para serviços da Internet de banda larga de alta capacidade e utilizadores múltiplos. A mais recente inovação de CVB é a especificação Multimedia Home Platform (MHP) (TS 101 812 V1.1.2). Atualmente, há muitas pessoas que consideram MHP não como uma questão de se , mas de quando e como . Como uma tecnologia de tão grande alcance, CVB não só estabeleceu a especificação, mas um mecanismo de licenciamento e um regime de conformidade concebidos para promoverem o acesso fácil e aberto à tecnologia e promover o alargamento do âmbito dos atuais sistemas de televisão interativa. O DVB também se encontra em estreitas relações com CableLabs nos EUA, que está considerando fortemente o uso de MHP 1.1 (TS 103 812 V1.1.1) no seu trabalho OCAP. 3.3.3 Convergência entre DVB, Comunicações Móveis da 3 Geração e a Internet As autoridades não podem continuar considerando a televisão isolada das outras indústrias de comunicações, educação e entretimento que fornecem serviços ao público. O DVB crê que no futuro um consumidor deve poder aceder ao conteúdo por quaisquer meios que quiser. Não deverá ser preciso ter um conhecimento íntimo da rede que vai utilizar. Por esta razão, se está trabalhando no sentido de se garantir a interoperabilidade entre DVB e a Internet, por um lado, e DVB e o sistemas de comunicações móveis (GSM/GPRS/UMTS), por outro. Isso é particularmente importante se considerarmos o fato de que estas tecnologias de comunicações móveis vão certamente dominar o mercado no Brasil. Sistemas da 4 Geração podem muito bem ser baseados em uma combinação de tecnologia simétrica de telecomunicações já existente e, por exemplo, a poderosa tecnologia de transmissão COFDM. 3.4 O equipamento potencial, fornecimento de serviço e mercados de infraestrutura no Brasil A televisão terrestre free-to-air ainda possui um vasto mercado no Brasil. Além desta forte posição no mercado, também é largamente apoiada pela indústria brasileira. O PAL-M é um sistema de TV analógica de características únicas e o mercado brasileiro tem sido suficientemente vasto para apoiar tal sistema. Com a passagem do tempo e com a importância crescente da convergência para se garantir o desenvolvimento suave de serviços avançados de Internet e interativos para o público, a possibilidade de manter economicamente uma norma de transmissão de televisão de características únicas vai sendo cada vez menor. DVB não está em posição de avaliar as dimensões do mercado de televisão digital. Isso dependerá largamente do modelo de atividade e das escalas de tempo que a indústria brasileira adoptar. No entanto, DVB-T está sendo usada em vários ambientes: 3.4.1 Mercados Diagonais O Reino Unido, Espanha e a Suécia possuem modelos negociais concebidos para usar a integração vertical de TV-paga a fim de rapidamente desenvolverem a TV digital terrestre em um mercado de TV competitivo. O cruzamento de subsídios entre assinaturas de TV-paga e os custos do equipamento receptor significam que é possível desenvolver rapidamente um número significativo de caixas no mercado. Isso significa a rápida compreensão do mercado da televisão digital terrestre e garante que o pública ganha as vantagens de novos e interessantes serviços interativos em uma fase relativamente inicial do desenvolvimento. Serviços de TV free-to-air, adaptados a um mercado horizontal, também são parte da oferta. Beneficiando-se do aumento inicial do número de receptores, as economias de escala são estabelecidas rapidamente de forma que é possível produzir um receptor só para free-to-air. Assim, há uma combinação geral de um mercado vertical e de um mercado horizontal: daí, a designação de mercado diagonal . É de notar que na Europa, o mercado de TV-paga parece estar perto da saturação em 25 a 30 % dos lares com TV. Em um mercado terrestre onde o legislador está ansioso por desligar os serviços de TV analógica o mais rapidamente possível de forma a poder abrir um espectro valioso para mais receitas ou serviços interativos convergentes, essa taxa de penetração tão pequena é inaceitável. É aqui que o free-to-air oferecendo piggy-backing os serviços da TV-paga se torna importante. Ao encorajar os operadores tradicionais de TV analógica free-to-air a se juntarem à plataforma DTTB e a sua oferta de novos serviços nesta plataforma, o legislador assegura que a penetração de DTTB não atinge a saturação em 30 %. Como um receptor DTTB free-to-air pode receber novos serviços com melhor qualidade, a compra de um receptor digital terrestre free-to-air se torna atraente para o grande mercado de TV analógica de tela grande. Como o custo dos componentes decresce , se torna atraente incluir uma parte frontal digital em todas as TV ao longo do tempo, sendo desta forma possível a aproximação aos níveis de penetração nos quais a TV analógica pode ser desligada. A penetração de DTTB pode ser mais acelerada através de ações públicas que estimulem o desenvolvimento de aplicações com um forte conteúdo social (p.ex. governo eletrônico, aprendizagem eletrônica, saúde eletrônica, etc.) e a disponibilidade de conversores baratos (caixas set-top) baseadas em plataformas de interatividade abertas e interoperáveis (tais como MHP). Isso poderia contribuir fortemente para o objetivo de se atingir acesso universal à Sociedade da Informação. 3.4.2 Mercados Horizontais A Austrália e Singapura adoptaram um mercado mais horizontal com domínio de serviços free-to-air. Singapura está utilizando TV móvel em transportes públicos populares a fim de conseguir um elevado nível de sensibilização do público, conduzindo dessa forma a venda de receptores digitais terrestres para uso doméstico. Tal como os EUA, a Austrália se tem concentrado no desenvolvimento de serviços de HDTV como a pedra angular da aplicação para a televisão digital terrestre. 3.4.3 Tecnologia Um dos critérios de concepção para o sistema DVB-T era flexibilidade. Não houve qualquer desejo de reconsiderar a adopção de DVB-T na Austrália ou em Singapura. Os países que adoptaram ATSC, tal como os EUA, Canadá, Taiwan, Coreia do Sul, reiniciaram fases de novos testes de forma a considerar se DVB-T é a solução mais adequada. Particularmente em Taiwan, a opinião da indústria é de que ATSC não suportará uma indústria terrestre de transmissões em um ambiente muito competitivo, onde serviços portáteis e talvez até móveis sejam a chave. Como acima foi explicado, o DVB apoiará todos os modelos de negocios conhecidos e planejados com equipamento comercialmente disponível. Uma adopção de DVB-T constitui um catalisador forte, comercialmente viável, tecnicamente superior e à prova do futuro para a indústria de transmissões terrestres no Brasil. 3.5 Economia de escala e fatores de padronização industrial e de equipamento O sistema DVB-T foi adoptado na Europa, no Norte de África, na Índia, na Austrália, em Singapura e na Nova Zelândia. Na Tailândia, na Malásia e na África do Sul, estão em curso transmissões experimentais avançadas. DVB-T foi concebido para um número máximo de elementos comuns com DVB-S (a base para a maior parte dos serviços de TV digital por satélite em todo o mundo) e DVB-C (a norma DVB para distribuição por cabo, também uma norma de fato em todo o mundo). Como atrás foi explicado, uma indústria de televisão em um mundo convergente necessita de garantir o nível máximo de elementos comuns com outros meios de transmissão e outras redes. A indústria brasileira já está produzindo equipamentos DVB. Ao adoptar a gama de normas DVB, o Brasil abre para a sua indústria um mercado com as dimensões do mundo. Os outros sistemas DTTB proponentes no Brasil são ATSC e ISDB-T. ATSC foi desenvolvido em novembro de 1998 e tem tido um sucesso muito limitado desde então. Há muitas dúvidas bem fundamentadas sobre as possibilidades técnicas do sistema no sentido de dar às estações terrestres um meio confiável de fornecimento de TV digital ao receptor doméstico, para já não se falar em um ambiente móvel. A TV digital é muito mais do que HDTV e, de fato, a HDTV pode ser eficazmente fornecida por meio de cabo e de satélite (utilizando de fato sistemas relacionados com DVB-C e DVB-S). ISDB-T é um sistema largamente baseado em DVB-T que está para ser lançado no seu país de origem (Japão) aproximadamente em 2003. Não há receptores, a experiência prática é muito limitada e não existem nenhuns modelos de negocios perante os quais seja possível avaliar o sucesso do seu desenvolvimento. Nenhum outro país adoptou ou pretende adoptar o ISDB-T. Os mercados no Mercosul e outros países da América Latina também estão considerando as suas opções de DTTB. Como uma norma que está se tornando de fato uma norma global, DVB-T está em uma posição favorável para também ser adoptada em toda a América Latina. Uma única norma para a região deixou de ser um luxo, mas sim, como DVB acredita, um elemento essencial em uma indústria de mídia em rápido processo de desenvolvimento e de convergência. 3.6 Investimentos, financiamento e isonomia internacional e acordos de reciprocidade Não sendo DVB uma entidade governamental, tem o forte apoio dos países que o adoptaram e o estão desenvolvendo. Particularmente na União Europeia, a Comissão Europeia tem sido muito ativa em encorajar a adopção de DVB-T. Claramente, o Governo Brasileiro está ansioso por assegurar que qualquer que seja o sistema adoptado, será implementado um conjunto de medidas para garantia de que a indústria brasileira possa se desenvolver com seus parceiros e de que o seu público possa aproveitar os benefícios de um sistema justo e aberto a longo prazo. DVB está promovendo este diálogo e dando as garantias que pode para melhor informar o Brasil. Como iniciativa totalmente conduzida pela indústria,o DVB está dotando a própria indústria para fazer as opções técnicas que julgar necessárias para o futuro. Assim, ao aderir à comunidade DVB, a indústria brasileira entraria num clube dos mais importantes players da indústria da televisão, modelando seu próprio futuro. Atualizações de DVB-T virão mais cedo ou mais tarde. O DVB garantirá que elas farão o melhor uso da tecnologia disponível em uma via comercialmente viável. Possuímos uma experiência ímpar em televisão digital e a nossa inovação é diária. Relativamente ao uso de copyrights e de registros de patente, é importante notar que DVB é a única organização de normas de televisão digital com uma vigorosa política nestes campos e uma na qual elas são consideradas de uma forma transparente. DVB facilitará e promoverá discussões significativas entre ANATEL e os detentores de direitos de DVB-T. O DVB é a norma para televisão digital terrestre em toda a Europa, na Índia, na Austrália, na Nova Zelândia e em Singapura. Pende, assim, uma forte responsabilidade sobre o DVB no sentido de garantir que as regras dos direitos de propriedade intelectual sejam rigorosamente observadas. O ISDB-T se baseia largamente na tecnologia DVB-T e, assim, é provável que esteja sujeita ao mesmo núcleo de direitos essenciais de propriedade intelectual. O grupo DVB-T inclui algumas empresas japonesas e muitas outras não japonesas. 3.7 As expectativas dos usuarios no Brasil As expectativas de DTTB variam de país para país e de mercado para mercado. O Brasil terá de considerar cuidadosamente os desejos e as aspirações do público brasileiro quando escolher os seus modelos negociais para o desenvolvimento de DTTB. O DVB-T e as suas normas irmãs têm fornecido excelentes serviços de grande nível social durante algum tempo em diversos mercados em redor do mundo. A mensagem básica é que se pode aprender muito das utilizações que outros operadores de DVB têm dado ao sistema e aplicar os seus ensinamentos no mercado brasileiro de forma a se encontrar a fórmula certa. Qualquer sistema DTTB constitui um elemento vital na maleta de ferramentas do fornecedor do serviço ao construir um conteúdo interessante para a sua audiência; mas é só mesmo isso: uma maleta de ferramentas. Não se deve perder de vista o fato de que os Brasileiros vêm o conteúdo e não PAL-M - e isso também continuará a ser verdade na era digital. 3.8 O modelo negocial adaptado às condições brasileiras Relativamente à Seção 3.7 acima, a escolha de um modelo negocial será a chave para o sucesso do desenvolvimento de DTTB no Brasil. A transição de TV terrestre free-to-air para DTTB será mais complexa do que quaisquer regulamentações sobre serviços digitais por cabo ou digitais por satélite. É preciso considerar os seguintes fatores: & 61623; Impacto sociológico & 61623; Custo da transição para o fornecedor do serviço & 61623; Custo para o público em vários pontos ao longo da linha do tempo de desenvolvimento & 61623; Cronograma do desligamento & 61623; Serviços propostos no lançamento e sua progressão à medida que o desenvolvimento se processa. & 61623; Fluxos de rendimentos para todas as partes em causa. Embora DVB não queira favorecer um modelo negocial em particular, é útil discutir a receita utilizado no Reino Unido 3.8.1 Reino Unido Como foi referido na Seção 3.4.1 acima, o Reino Unido desenvolveu DTTB com base em um mercado diagonal. O esquema adoptado foi o seguinte: 1. Serviços terrestres também disponíveis em outros mídia (p.ex. satélite, cabo). 2. Há um equilíbrio entre serviços free-to-air e assinaturas premium (p.ex. transmissão de dados, interatividadde, etc.). 3. Tanto caixas Set-Top (Set-Top-Boxes) (STB) como Televisões Digitais Integradas (iDTV) estão disponíveis. A primeira situação está principalmente associada à plataforma de TV-paga e há subsídios cruzados; o segundo caso é próprio para receptores free-to-air (com atualizações apropriadas possíveis para os serviços de TV-paga). 4. Todos os receptores terrestres podem facilmente ser equipados com opções permitindo a sua conexão com serviços por satélite e por cabo. Isso tem a vantagem de evitar uma guerra de hardware entre as várias plataformas. 5. Há uma única plataforma (CA, API) para todas as estações terrestres, o que evita plataformas múltiplas excessivamente onerosas e evitando a confusão no mercado. 6. Plano de transmissão coordenado com cooperação entre operadores terrestres. 7. Participação ativa de estações, fornecedores de conteúdo e de legisladores no desenvolvimento. Tem de haver algo em DTTB para todos os parceiros no mercado e, claro está, para o consumidor. Estas lições podem não ser aplicáveis ao Brasil e ao mercado brasileiro, mas a sua compreensão é importante se o Brasil quiser desenvolver um modelo negocial adaptado às necessidades da indústria, respeitando a necessidade de gerar receitas de DTTB e promovendo um desligamento próximo do analógico. 3.9 O modelo de transição de tecnologia analógica para digital Uma das principais razões para o lançamento de DTTB consiste em encorajar uma transição dos serviços analógicos PAL-M para os serviços DTTB. Os mecanismos exatos usados para esta transição analógica dependem de um certo número de fatores, mas em primeiro lugar é importante estabelecer um conjunto de critérios vulgarmente aceites que seriam usados para avaliar essa transição. Países com o DVB-T e aqueles que estão considerando o lançamento de tais serviços possuem planos detalhados para transições. A recente notícia de uma aceleração do desligamento proposto no Reino Unido está encorajando os que apoiam o DVB-T. Considerando à atual velocidade de seu desenvolvimento, passará ainda bastante tempo antes dos EUA e o Japão serem capazes de considerar o desligamento. 4. Conclusão O DVB-T é a melhor solução de televisão digital terrestre para o Brasil. Foi esta mesma a conclusão de todos os países que procuraram escolher na base de um conjunto de critérios claramente definidos, conjugando as exigências técnicas e comerciais dos seus mercados. O DVB-T está se tornando a norma mundial de fato para televisão digital terrestre, sendo largamente adoptada em África, na Ásia, na Austrália, na Europa e na Índia. ATSC tem tido um sucesso comercial limitado nos EUA. Além disso subsistem sérias dúvidas sobre a proficiência técnica do sistema. Estações terrestres exigem um meio confiável de duplicar a cobertura analógica e de fornecimento de TV digital ao receptor doméstico. Todos os receptores de uso correntes ATSC bem como o sistema ATSC não correspondem ao mercado portátil ou móvel. Além disso, não tem havido o desejo de reconsiderar a adopção de DVB-T nos numerosos países que já o adoptaram, enquanto que os países que adoptaram ATSC, tais como EUA, Canadá, Taiwan e Coreia do Sul já entraram em fase de novos testes a fim de considerarem se DVB-T é o sistema mais apropriado. Quanto a ISDB-T, se trata de um sistema largamente baseado em DVB-T, que está para ser lançado brevemente no seu país de origem aproximadamente em 2003. Não há receptores, a experiência prática é muito limitada e não existem modelos de negocios em relação aos quais seja possível avaliar o sucesso do seu desenvolvimento. Nenhum outro país adoptou ISDB-T além do Japão. Todos os países que adoptaram DVB-T reconheceram que é o mais apropriado para televisãp digital terrestre, independentemente do modelo negocial adoptado, seja HDTV (p.ex., Austrália), recepção móvel (p.ex. Singapura), ou definição normal/melhorada (p.ex. países europeus). Além disso, o contínuo processo de desenvolvimento baseado em tecnologias abertas e interoperáveis também coloca DVB-T na posição de líder na corrida para a transformação da televisão digital em uma plataforma privilegiada para o mercado de serviços interativos de multimédia e para universalizar o acesso da população brasileira à Sociedade da Informação. Aderindo também ao clube DVB-T, o Brasil e outros países da América Latina estarão assim se integrando na Sociedade de Informação Global, beneficiando de todas as economias de escala e dos conhecimentos técnicos adquiridos com a implementação deste sistema em vários países do mundo. Anexos A. Apresentação da Antena de Diversidade DVB (TM 2492 do Projeto MCP) B. Papel Branco RCT (Projeto DVB) C. Lista de normas DVB e documentos. (Projeto DVB)
Justificativa: Não estamos conseguindo anexar os três anexos, que serão enviados por e-mail ao Superintendente Geral de Comunicação de Massa: Dr. Ara Minassian e cópia para o Dr. Yapir. Obs.: O quadro acima não aceita as curvas e tabelas do anexo.
Contribuição N°: 7
ID da Contribuição: 6804
Autor da Contribuição: Murlo
Data da Contribuição: 16/06/2001
Contribuição: Esta é a contrbuição do DiBEG - Digital Broadcasting Experts Group à Consulta Pública 291/01.
Justificativa: O DiBEG é a entidade responsável por promover o padrão de televisão digital japonês.
Contribuição N°: 8
ID da Contribuição: 6807
Autor da Contribuição: PCS
Data da Contribuição: 17/06/2001
Contribuição:
Justificativa:
Contribuição N°: 9
ID da Contribuição: 6808
Autor da Contribuição: PCS
Data da Contribuição: 17/06/2001
Contribuição: Já vêm ocorrendo discussão sobre o que a TV Digital oferece para a população brasileira de diversos segmentos sócio-econômico-ambiental. Podendo apresentar vários seviços como: num mesmo terminal usar o vídeo, internet, aparelhos móveis como o celular, tvs instaladas em ônibus e transportes em geral e a interatividade entre o público e a emissora de tv, conforme anunciam. Precisamos também definir o padrão de transmissão. Existem três sistemas à vista: ATSC, DVB, ISDB. Os três sistemas são bons, mas o melhor seria para o Brasil o ISDB - Integrated Services Digital Broadcasting, de tecnologia japonesa e mundialmente utilizada, conforme defendem alguns especialistas no assunto. Há muitos interesses envolvidos dos diversos setores, como Governo, empresas, transnacionais, lobistas, e por último a sociedade civil brasileira. O Tecnologia Japonesa (Integrated Services Digital Broadcasting) terá dificuldade de incrementar o processo digital no Brasil devido as fortes pressões internacionais. Cabe a Anatel - Agência Nacional de Telecomunicações, sem pressões, optar por esta tecnologia (ISDB), que oferece a melhor qualidade, maior número de vantagens econômicas apesar do alto custo final para o consumidor.
Justificativa: Sugere-se definir planilhas de custeio, valor agregado, custo de investimento, e preço para o consumidor final. Não se deve descartar ainda os outros dois sistemas disponíveis, precisamos de mais testes, informações, divulgação dos resultados e transparência, mais do que está ocorrendo em todos os segmentos envolvidos com a televisão digital no Brasil. A nossa TV analógica vêm cumprindo sua função social (prover informação e cidadania). Na escolha do padrão ISDB, poderá se produzir aparelhos e componentes, visando a nossa exportação para um maior mercado consumidor, não apenas o Mercosul e a Alca, mas também a Europa, Ásia e outros. Seria a redenção da indústria brasileira, que o bem de consumo TV Digital fabricado no Brasil, fará que sejamos mais competitivos num mercado globalizado, aumentando assim nossas exportações. DEUS NOS OUÇA Prof. e Economista Paulo Cesar da Silva e-mail: peceambiental@ig.com.br Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Contribuição N°: 10
ID da Contribuição: 6810
Autor da Contribuição: EdsonSR
Data da Contribuição: 17/06/2001
Contribuição: Contribuição à Consulta Pública n 291 , de 12 de Abril de 2001 Rio de Janeiro, 17 de Junho de 2001 Utilização da Tecnologia Digital de Transmissão Terrestre de Televisão * Introdução Desde o surgimento da televisão, os serviços e as tecnologias associadas a ela vêm sofrendo um desenvolvimento contínuo, apesar de nem sempre serem percebidos pelo público em geral. Tais desenvolvimentos passam a ser realmente notados pela sociedade como um todo, quando surge uma quebra de paradigmas como o que agora ocorre com a introdução da tecnologia digital no serviço de televisão recebido pelo usuário final. E devido também a amplitude e múltiplas alternativas existentes relacionadas a este fato, e a necessidade de se adotar as soluções que venham a trazer os maiores benefícios para a sociedade. A tecnologia digital aplicada ao serviço de televisão, comumente chamada Televisão Digital , poderá ser um poderoso indutor de uma revolução técnica, econômica e social. Para que isto se concretize, é necessário que a introdução dessa tecnologia não seja apenas uma atualização tecnológica, uma simples substituição de equipamentos. Se faz necessário analisar a televisão digital de uma forma ampla, compreendendo todos os aspectos relacionados as mudanças que irão ocorrer. A transmissão de sinais de televisão em forma digital, garantirá uma melhor qualidade de imagem e som ao telespectador. Com a tecnologia digital a imagem poderá ser mais larga que a atual (widescreen), com um maior grau de resolução (alta definição) e um som estéreo realisticamente envolvente (surround). Onde se captava um único programa (por canal), poderá se ter vários programas (sistema de múltiplos programas), a seleção de programas ou canais se dará através de um menu contendo toda a grade de programação. A TV Digital viabilizará a interatividade, as pessoas poderão obter informações adicionais sobre o que estiver sendo exibido, podendo também ser utilizada para comprar produtos, fazer consultas a base de dados, ou receber e enviar mensagens. O serviço de televisão no Brasil possui uma penetração de mais de 85% dos lares, a alta penetração deste serviço e as novas facilidades introduzidas pela tecnologia digital, abrem grandes perspectivas para a utilização do mesmo como uma importante ferramenta para a universalização e democratização do acesso às informações no país. Com a possibilidade de utilização de mais canais e mais programações por canal, poderá haver uma proliferação de programas atendendo a diferentes interesses e necessidades, havendo uma segmentação, personalização dos programas a serem oferecidos. Os recursos de interatividade e a possibilidade de se ter pequenas geradoras de âmbito local, poderão ser utilizados para que a televisão seja um fator a aproximar as pessoas, e não a afastá-las. Apesar das novas possibilidades a serem oferecidas pela tecnologia digital, é importante observar algumas restrições: as possíveis alternativas oferecidas não são todas realizáveis simultaneamente; não são auto-realizaveis e implicam na necessidade de estabelecimento de regras e padrões que maximizem as potencialidades do subconjunto eleito; alguns recursos já são hoje disponíveis, enquanto outros dependem de desenvolvimentos a serem realizados. * Expectativas dos Usuários Com relação a expectativa dos usuários, as novas tecnologias ampliam as opções para a evolução do atual modelo de negócio de televisão. Mesmo em um cenário conservador, com a TV restrita apenas ao transporte de sinais de áudio e vídeo, a introdução da tecnologia digital irá possibilitar melhorar a qualidade dos sinais recebidos, como também possibilitará que mais canais e programas sejam disponibilizados aos usuários. Já em um cenário mais abrangente, o negócio de televisão seria enriquecido por novos recursos agregados, pela execução de outros serviços de telecomunicações que utilizariam a mesma plataforma tecnológica de transmissão, com os usuários sendo atendidos através de terminais que não seriam somente reprodutores de sons e imagens, mas tembém terminais integrados multimídia com inteligência artificial. De acordo com às pesquisas de opinião realizadas pela Anatel entre 1999 e o primeiro semestre de 2000, constatou-se que algumas das principais características mais esperadas da TV do futuro são: 1) Melhor imagem e som; 2) Ajuda a deficientes físicos; 3) Gravação de programas e Near-Video-on-Demand; 4) Vídeo adicional; 5) Zooming; 6) Múltiplos programas e vídeo sob demanda; 7) Interatividade; 8) Internet Outras caractrísticas, não abordadas neste texto, mas citadas nas pesquisas, também merecem total atenção. * Padrões Os três padrões discutidos para a escolha do qual a ser adotado pelo Brasil na transmissão digital de sinais de televisão são: 1) Padrão ATSC (Advanced Television Systems Committee) - Criado nos Estados Unidos, entrou em operação em 1998 e é considerado o de menor número de recusos disponíveis. 2) Padrão DVB (Digital Video Broadcasting) - Criado por um consórcio europeu de mesmo nome, e assim como o ATSC, trata-se de uma família de especificações. Teve a versão DVB para radiodifusão terrestre (DVB-T) entrado em operação em 1998, inicialmente na Inglaterra. 3) Padrão ISDB (Integrated Services Digital Broadcasting) - Criado no Japão, o sistema foi oferecido inicialmente via satélite a partir de dezembro de 2000, sendo as transmissões terrestres esperadas para 2003, dados as dificuldades do país na realocação de espectro. O ISDB é considerado o mais avançado e completo padrão de transmissão, e como o próprio nome indica, é uma plataforma concebida para múltiplas aplicações, e não apenas para o serviço de televisão. * Modelos de Negócios A respeito do modelo de negócios adotado no Estado Unidos, acredita-se que se não houver um firme apoio das emissoras à HDTV (High Definition Television), havendo uma transmissão maciça de programas desse tipo, os consumidores não se sentirão atraidos a adquirir um receptor de HDTV, que no momento apresentam preços bastante elevados. Por outro lado, a inexistência de uma grande massa de consumidores com terminais de alta definição poderia inibir a produção desses programs, devido ao seu alto custo. Na Europa, o modelo de negócios é orientado para a oferta diversificada de programas e outros serviços, como o acesso a Internet e a TV por assinatura. Num primeiro momento, tem sido utilizado o nível de resolução SDTV ( Standard Definition Television), embora tenha-se a intenção de se transmitir a HDTV em segundo momento, isso só irá ocorrer após a desativação dos canais analógicos. Apesar do modelo de negócio no Japão ainda não estar claramente estabelecido, a plataforma ISDB foi projetada para ser aplicável a diversas configurações de negócios, e não apenas para o transporte de um grande feixe de bits de televisão. De acordo com as características da plataforma, é de se esperar que o modela de negócio japonês tenda para um modelo bastante flexível, agregando ao serviço de televisão diversas outras aplicações, de forma a torná-lo mais parecido a um serviço de acesso a informação multimídia.
Justificativa: Em face a situação atual, pode-se concluir que o padrão japonês (ISDB) seria o ideal a ser adotado pelo Brasil, pois é o mais avançado teconologicamente, oferecendo maior mobilidade e múltiplas aplicações. Mas para a implantação da TV Digital no país, não é necessário apenas a escolha do padrão a ser adotado, deve-se levar em consideração a necessidade de investimentos em equipamentos, infra-estrutura adequada, intercâmbio tecnológico, fomento e desenvolvimento da indústria brasileira para a produção de tecnologia de ponta, e consequente geração de emprego nos setores a ela ligados, criação de linhas de finaciamento para aquisição de aparelhos de TV Digital e conversores analógicos/digitais para população de baixa renda, ampliação da distribuição do número televisores em domicílios no interior do país, e formação de profissionais qualificados a atuarem neste novo mercado. Atenciosamente, Edson Silva Reis edsonreis@consultoria.net Fundação Getulio Vargas
Contribuição N°: 11
ID da Contribuição: 6820
Autor da Contribuição: PauloLopes
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: COMISSÃO EUROPÉIA COMENTÁRIOS DA COMISSÃO EUROPÉIA NO ÂMBITO DA CONSULTA PUBLICA DA ANATEL NO. 291 DE 12 ABRIL 2001 SOBRE A UTILIZAÇÃO DA TECNOLOGIA DIGITAL NA TRANSMISSÃO TERRESTRE DE TELEVISÃO I. INTRODUÇÃO 1. A Comissão Européia está grata por esta oportunidade oferecida pela ANATEL de pronunciar-se sobre a decisão que o Brasil tomará sobre a utilização da tecnologia digital na transmissão terrestre de televisão. 2. A televisão digital terrestre oferece uma oportunidade significativa de colocar ao alcance da população brasileira o acesso à Sociedade da Informação de uma forma mais rápida e barata, com todos os benefícios sociais e econômicos que isso traria ao Brasil. A decisão que o Brasil tomará sobre a televisão digital terrestre terá portanto implicações bastante importantes para o desenvolvimento da Sociedade da Informação neste país. 3. A Comissão Européia, na sua capacidade de órgão executivo da União Européia, focaliza os seus comentários no impacto que a televisão digital terrestre poderá ter para o desenvolvimento da Sociedade da Informação no Brasil, bem como na integração do Brasil na Sociedade Global da Informação. Informação mais detalhada sobre os aspectos técnicos e comerciais do sistema de televisão digital terrestre europeu é fornecida nos comentários submetidos pelo DVB. II. AS OPORTUNIDADES DA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO 4. Nosso mundo passa por uma revolução extraordinária, marcada pelo desenvolvimento acelerado das novas tecnologias da informação, que estão modificando nosso sistema de vida, de trabalho e de relação interpessoal. Essas novas tecnologias criam oportunidades mas também geram desafios. Aqueles países e regiões que estiverem preparados para tirar partido das oportunidades e lidar com os desafios desta nova Sociedade Global da Informação beneficiarão de elevados níveis de desenvolvimento social e econômico. Isto foi reconhecido no âmbito do Programa Sociedade da Informação que foi lançado pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso no final de 1999, destinado a acelerar o desenvolvimento da Sociedade da Informação no Brasil. Uma iniciativa similar chamada eEurope foi lançada na mesma altura pela Comissão Européia (nota 1). 5. Um dos maiores desafios atualmente enfrentados por qualquer governo reside em como assegurar que esta Sociedade da Informação emergente se desenvolva de maneira inclusiva, evitando a criação de um fosso digital separando os cidadãos que serão incluídos e aqueles que deixarão de sê-lo. Este é também um dos principais objetivos estratégicos do Programa Sociedade da Informação brasileiro, assim como de eEurope. Se esse objetivo de assegurar que todos os cidadãos desfrutem dos benefícios gerados pela Sociedade da Informação for atingido, então estarão sendo dados passos significativos rumo a sociedades melhores e mais prósperas, tamanho o potencial de que as novas tecnologias da informação são dotadas para proporcionar o acesso dos cidadãos a uma melhor educação e saúde, às aplicações de governo e de comércio eletrônicos, a meios de comunicação melhores e mais eficazes e também a um crescente nível de conforto em suas vidas, assim como a criação de empregos e desenvolvimento econômico. No entanto, se esse objetivo não fosse atingido, então as novas tecnologias digitais poderiam estar contribuindo para agravar as desigualdades sociais e econômicas, o que poderia colocar em risco a sustentabilidade de nossas sociedades. 6. O Brasil tem todos os ingredientes necessários para um desenvolvimento com sucesso da Sociedade da Informação: uma população numerosa, jovem e plena de capacidades; uma poderosa capacidade industrial; um governo que está consciente das oportunidades proporcionadas pela Sociedade Global da Informação emergente e que tem tomado os passos necessários para permitir que o Brasil e os brasileiros desfrutem dessas oportunidades; e uma agência nacional de telecomunicações bastante competente que tem demonstrado de forma consistente que o seu objetivo é tomar as decisões mais adequadas para a sociedade brasileira. III. UNIVERSALIZAÇÃO DO ACESSO À SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO 7. Nos seus esforços dos últimos anos, o governo brasileiro tem dado passos significativos para assegurar que a população brasileira possa ter acesso à Sociedade da Informação. O processo de privatização e abertura à concorrência do setor das telecomunicações que começou sendo posto em prática em 1995 levou a uma impressionante expansão e modernização da infra-estrutura de telecomunicações. Através de investimentos bastante substanciais no Brasil, a industria Européia tem contribuído para apoiar esses esforços. As iniciativas no contexto do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) assumem um papel importante neste esforço de universalizar o acesso à Sociedade da Informação. Os programas Telecomunidade e Computador Popular também são relevantes neste contexto, levando PCs e Internet ao alcance de mais escolas e lares brasileiros. 8. É importante ter em consideração que, dada a complexidade da missão de oferecer a todos os cidadãos a possibilidade de terem acesso à Sociedade da Informação, todos os meios disponíveis deverão ser utilizados para atingir tal objetivo. Apesar de o PC ser ainda atualmente o principal mecanismo de acesso à Internet e a serviços interativos, os PCs têm a desvantagem de serem relativamente caros e de uso complexo. Por esta razão, será difícil atingir o acesso universal à Sociedade da Informação baseando-se apenas em PCs. Neste contexto, o potencial de novos meios de acesso, tais como a televisão digital e as comunicações móveis, deverá também ser explorado neste esforço de universalizar o acesso à Sociedade da Informação. IV. A TELEVISÃO DIGITAL TERRESTRE COMO UM BLOCO BÁSICO DA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO 9. O potencial da televisão digital terrestre para contribuir para o objetivo de universalizar o acesso à Sociedade da Informação foi reconhecido pela ANATEL no item 2.7 da sua consulta pública, que menciona a notável penetração da TV aberta nos domicílios brasileiros, que colocará ao alcance da população o acesso a novas aplicações de telecomunicações proporcionadas pela tecnologia digital, especialmente quando associada ao potencial uso da interatividade , bem como no item 2.11 que menciona os princípios estabelecidos na Lei Geral de Telecomunicações referentes à universalização do acesso, ao estímulo à competição entre executantes e à promoção da qualidade na prestação dos serviços . 10. Adicionalmente aos programas de televisão, as tecnologias de televisão digital terrestre poderão proporcionar aos cidadãos brasileiros o acesso a serviços e aplicações interativos de multimídia e de Internet, incluindo aplicações de educação, de saúde e de governo eletrónicos, conectando aos seus atuais televisores um conversor ( set top box ) que poderá ser bastante mais barato que um PC (nota 2) Devido ao fato de que cerca de 90% dos lares brasileiros estão equipados com pelo menos um televisor, a televisão digital terrestre tem de fato um potencial significativo para colocar ao alcance da população brasileira o acesso à Sociedade da Informação de uma forma barata (nota 3). A interatividade na televisão digital terrestre poderá ser assegurada tanto através de uma linha normal de telefone fixo, como de tecnologias sem fios, tal como referido a seguir ( 20). Além disso, devido ao fato de que a maioria dos cidadãos já se encontram familiarizados com o uso dos seus televisores, eles poderiam facilmente começar a utilizar os novos serviços e aplicações interativos da Sociedade da Informação. V. VANTAGENS DO SISTEMA EUROPEU DE TELEVISÃO DIGITAL TERRESTRE PARA O BRASIL 11. A Comissão Européia considera que, com vistas a explorar plenamente o potencial da televisão digital terrestre para contribuir de forma significativa para atingir o objetivo de universalizar o acesso da população brasileira à Sociedade da Informação, bem como para integrar o Brasil na Sociedade Global da Informação, o sistema de televisão digital terrestre que será implementado no Brasil terá de satisfazer as três seguintes condições: i. deverá ser bem comprovado, confiável e flexível, possibilitando uma boa qualidade de recepção para os usuários e a possibilidade de prestar diferentes tipos de serviços, bem como de transmitir alta definição e recepção móvel; ii. deverá proporcionar uma rápida disponibilidade de equipamentos, aplicações e serviços, a um preço acessível para os consumidores; iii. deverá ter uma dimensão global e facilitar a convergência com comunicações móveis e Internet. 12. Os comentários seguintes demonstram como o sistema Europeu de televisão digital terrestre, que se baseia na tecnologia DVB-T (Digital Video Broadcasting Terrestrial), satisfaz estas condições, explicando portanto porque é que a Comissão Européia está convicta de que o DVB-T seria o sistema de televisão digital terrestre mais benéfico para o Brasil. i. BEM COMPROVADO, CONFIÁVEL E FLEXÍVEL 13. A Europa é a região do mundo onde a televisão digital terrestre está sendo introduzida com maior sucesso, tal como demonstrado pela rápida penetração nos países que já iniciaram a sua introdução (nota 4) 14. A tecnologia DVB-T está sendo continuamente desenvolvida pelo consórcio DVB, que é um consórcio internacional envolvendo mais de 300 organizações de 36 países de várias regiões do mundo, incluindo os principais executantes do setor de radiodifusão digital. Isto proporciona uma dimensão global ao sistema DVB-T, que não é igualada pelos seus concorrentes. A composição aberta e ampla do consórcio DVB é a melhor garantia para assegurar que o Brasil poderá assumir um papel importante no futuro desenvolvimento do sistema DVB-T. Neste contexto, a ANATEL já foi convidada a tornar-se membro do consórcio DVB. 15. Este caráter aberto e global do sistema DVB-T, combinado com as suas características técnicas e comerciais intrínsecas, já conduziu vários países do mundo a adotarem o DVB-T como o sistema preferido para televisão digital terrestre, nomeadamente a maior parte dos países europeus (nota 5), Austrália, Cingapura, Índia, Israel, Líbano, Nova Zelândia, Nigéria, e África do Sul. Além disso, vários outros países no mundo estão atualmente a considerar a possibilidade de adotar o DVB-T. 16. Além disso, o sistema DVB-T é flexível, também permitindo a alta definição e a recepção móvel (nota 6). Transmissões de televisão digital terrestre de alta definição usando o padrão DVB-T estão já sendo implementadas com sucesso na Austrália desde o início deste ano, enquanto que a transmissão móvel de DVB-T está ocorrendo em Cingapura desde Fevereiro deste ano. 17. O DVB-T é portanto uma tecnologia bem comprovada, confiável e flexível, que está sendo introduzida com sucesso em vários países da África, Ásia, Europa e Oceania. O DVB-T encontra-se portanto em excelente posição para se tornar um padrão global para a televisão digital terrestre. ii. DISPONIBILIDADE RÁPIDA DE EQUIPAMENTOS, APLICAÇÕES E SERVIÇOS, A UM PREÇO ACESSÍVEL 18. A abordagem que está sendo seguida na Europa, baseada na introdução imediata de televisão de definição padrão (nota 7), e adiando-se a introdução da televisão de alta definição até ao momento que o mercado esteja pronto para isso, tem conduzido a uma penetração relativamente rápida da televisão digital terrestre, devido aos menores custos do equipamento de recepção, bem como de produção de aplicações e serviços. Os consumidores europeus apreciam particularmente a escolha mais ampla de canais de televisão oferecida pela televisão digital terrestre, a disponibilidade de novos serviços interativos de multimídia, tais como o acesso à Internet e e-mail, bem como o fato de as transmissões de televisão digital terrestre serem isentas das formas de distorção mais perturbadoras que são comuns nas emissões analógicas, tais como fantasmas . 19. Adicionalmente, o fato de o sistema DVB-T estar sendo introduzido na Europa assim como em várias outras regiões do mundo gera significativas economias de escala, o que favoreceria os consumidores brasileiros devido à redução de custos a que isso conduziria. Além disso, a industria brasileira poderia beneficiar de um grande número de mercados potenciais para os quais poderia exportar equipamentos e conteúdos. 20. Relativamente à interatividade, o sistema DVB-T opera com Multimedia Home Platform (MHP), que é uma plataforma aberta baseada na tecnologia Java que foi desenvolvida especificamente para possibilitar aos espectadores o acesso a serviços interativos de multimídia e Internet fornecidos por executantes em concorrência. O desenvolvimento da MHP se encontra numa fase avançada, e isso possibilitaria uma disponibilidade antecipada de terminais, aplicações e serviços no Brasil. O caráter aberto e interoperável desta plataforma estimularia o desenvolvimento de um mercado de massa para terminais compatíveis, com o conseqüente impacto positivo em termos de redução dos custos de produção e dos preços para os consumidores. Isto também seria benéfico para os produtores de conteúdos, que poderiam atingir uma audiência maior, o que estimularia o desenvolvimento de conteúdos nacionais em língua portuguesa. O sistema DVB-T funciona com uma série de soluções de canal de retorno para obter a interatividade. Adicionalmente à linha telefônica fixa comum, tecnologias sem fios, tais como GSM, GPRS e UMTS, ou o canal de retorno terrestre DVB (DVB-RCT), oferecem soluções viáveis para se obter a interatividade. 21. Adicionalmente, o sistema de televisão digital terrestre DVB-T foi cuidadosamente projetado de forma a facilitar a interoperabilidade e a integração com plataformas de televisão digital de satélite e de cabo (nota 8), bem como a assegurar que é totalmente compatível com as redes de transmissão existentes, minimizando assim os custos da transição para a operação digital e do acesso a estas diferentes plataformas. 22. O sistema DVB-T conduziria portanto a uma rápida disponibilidade de equipamentos, aplicações e serviços, a um preço acessível para os consumidores, e poderia também estimular o desenvolvimento de conteúdo nacional em língua portuguesa. iii. A DIMENSÃO GLOBAL E A CONVERGÊNCIA COM AS COMUNICAÇÕES MÓVEIS E A INTERNET 23. Na Sociedade Global da Informação que está sendo desenvolvida, as tecnologias que constituem os seus blocos básicos necessitam de ser abertas e globais. Isto possibilitará economias de escala e interoperabilidade global, um aumento da concorrência na prestação de serviços e aplicações, bem como uma maior integração regional e global. 24. Tal como mencionado antes, a televisão digital terrestre deverá tornar-se um desses blocos básicos da Sociedade da Informação. A adoção do sistema DVB-T também nas Américas, adicionalmente à sua introdução que está em curso nos outros continentes, contribuiria para torná-lo num padrão aberto verdadeiramente global, com todas as vantagens que isso traria para o desenvolvimento da Sociedade Global da Informação (nota 9). 25. As comunicações móveis também deverão tornar-se um bloco básico da Sociedade da Informação, dado o seu potencial para fornecer acesso a aplicações e serviços interativos de multimídia e Internet a uma ampla percentagem da população. A decisão tomada no ano passado pela ANATEL com vista a um maior alinhamento do plano de freqüências de comunicações móveis brasileiro com o plano de freqüências seguido pela Europa e pela maior parte do resto do mundo colocou o Brasil numa posição privilegiada para desfrutar dos benefícios em termos de dinâmica e de economias de escala gerados pelos desenvolvimentos nas comunicações móveis que estão ocorrendo na Europa e noutras regiões do mundo. Tal como foi reconhecido pela ANATEL na sua decisão do ano passado (nota 10) a adoção da faixa de 1.8 GHz implica na introdução da tecnologia GSM e, também, prepara a rede para a evolução para o IMT-2000 (diga-se UMTS) na banda principal, permitindo, ainda, agregar de imediato os sistemas GPRS e EDGE, de tal forma a preparar o mercado para os serviços de 3a geração . 26. É importante notar neste contexto que a convergência do DVB-T com a Internet e as comunicações móveis (GSM/GPRS/UMTS) está atualmente em fase avançada de desenvolvimento pela industria, de forma a beneficiar das sinergias técnicas e comerciais que podem resultar da combinação de serviços e cooperação de redes usando estas tecnologias, nomeadamente no contexto do desenvolvimento de serviços móveis personalizados interativos de multimídia. Visto que os observadores prevêem que o GSM, GPRS e UMTS se tornarão as principais tecnologias de comunicações móveis no Brasil, assim como no resto do mundo, a adoção do sistema DVB-T para televisão digital terrestre criaria as condições para que os consumidores e a industria brasileiros beneficiassem desta convergência em curso, que se prevê que tenha um impacto global. 27. Adotando o sistema DVB-T, o Brasil estaria também dando um passo significativo em direção à integração na Sociedade Global da Informação, visto que a televisão digital e as comunicações móveis deverão tornar-se blocos básicos da Sociedade da Informação e que ambas as tecnologias estão convergindo entre si e com a Internet. Isto teria implicações bastante importantes para o Brasil a nível econômico, político, social e cultural, e poderia também se refletir positivamente no resto da América Latina e do mundo. VI. COOPERAÇÃO ENTRE O BRASIL E A UNIÃO EUROPÉIA SOBRE A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO 28. A Comissão Européia tenciona lançar durante este ano um ambicioso programa de cooperação com a América Latina no setor da Sociedade da Informação denominado @lis (ALliance for the Information Society), refletindo o fato de que a Sociedade da Informação foi identificada pela Comissão Européia como uma das áreas prioritárias da sua política de cooperação com a América Latina, devido ao reconhecido potencial social e econômico das tecnologias da informação. No âmbito de @lis, a União Européia financiará projetos de cooperação entre parceiros da América Latina e da União Européia destinados a desenvolver a Sociedade da Informação na América Latina. O orçamento previsto para @lis é da ordem dos 63.5 milhões de Euros para quatro anos. O Brasil será um parceiro importante para a implementação de @lis, dado o seu papel na América Latina. 29. A Comissão Européia está comprometida a partilhar a experiência européia na área da televisão digital terrestre e a apoiar a introdução desta nova tecnologia no Brasil, nomeadamente através do acordo de cooperação que está sendo negociado com o Brasil no âmbito da televisão digital terrestre, bem como através de projetos de cooperação com o Brasil neste setor, tanto no contexto do quadro de cooperação bilateral entre a União Européia e o Brasil, como do programa regional @lis. Neste contexto, a Comissão Européia apoiaria em particular a cooperação técnica e regulamentar com o Brasil, formação de pessoal técnico envolvido no desenvolvimento do sistema DVB-T adaptado às condições relativas ao Brasil, desenvolvimento de aplicações a serem tornadas disponíveis no sistema DVB-T no Brasil, e promoção de atividades para o desenvolvimento tecnológico do setor industrial brasileiro com vista à absorção das tecnologias DVB-T. 30. Os programas de pesquisa e desenvolvimento relativos às tecnologias da Sociedade da Informação estabelecidos pela União Européia já se encontram abertos à participação de organizações brasileiras, que podem participar ativamente em consórcios com organizações européias. Por exemplo, já existe participação brasileira no consórcio europeu que está trabalhando na área da convergência entre a televisão digital, comunicações móveis e Internet. Em conseqüência, isto cria oportunidades para um envolvimento ativo dos parceiros brasileiros no desenvolvimento das tecnologias e aplicações da Sociedade da Informação emergente, notavelmente em áreas chave nas quais a Europa tem uma liderança tecnológica mundial, tais como a televisão digital e as comunicações móveis. 31. A União Européia opta fortemente por promover o desenvolvimento e uso de tecnologias baseadas em padrões abertos e globais, geradoras de economias de escala e interoperabilidade em nível global, maior concorrência na prestação de serviços e aplicações, bem como estimuladoras da integração regional e global. A cooperação entre o Brasil e a União Européia no setor das tecnologias da Sociedade da Informação poderá portanto contribuir para o objetivo de estabelecer uma Sociedade Global da Informação e assegurar uma ampla participação das nossas regiões no seu desenvolvimento. 32. Outra área em que existem excelentes oportunidades para cooperação entre o Brasil e a União Européia consiste na produção de conteúdos para aplicações e serviços da Sociedade da Informação, devido às fortes ligações históricas e culturais que existem entre ambas as regiões, bem como os valores sociais comuns que são partilhados por ambas as regiões. VII. CONCLUSÃO 33. A União Européia compartilha diversas raízes comuns com o Brasil e com a América Latina, as quais se refletem em fortes laços comerciais, sociais e culturais entre nossas regiões. Isto explica porque a União Européia é o principal parceiro comercial do Brasil, bem como o maior investidor estrangeiro e fornecedor de recursos à cooperação. Em um mundo marcado pela crescente interdependência, nada mais natural que essas regiões que possuem tão marcantes afinidades desenvolvam laços cada vez mais estreitos. Há verdadeiramente, por parte da União Européia, uma forte disposição política de reforçar esses laços com o Brasil e com a América Latina, nomeadamente no setor da Sociedade da Informação. 34. A Comissão Européia reconhece amplamente a importância da decisão que o Brasil tomará no setor da televisão digital terrestre, nomeadamente devido ao seu potencial para colocar ao alcance da população brasileira o acesso à Sociedade da Informação de uma forma mais rápida e barata e para integrar o Brasil na Sociedade Global da Informação, com todos os benefícios sociais e econômicos que isso traria para o Brasil. 35. A Comissão Européia está também consciente do impacto que a adoção do sistema DVB-T pelo Brasil teria para o reforço das relações entre o Brasil e a União Européia nas áreas social, comercial e cultural. Nomeadamente, esta decisão certamente encorajaria significativos investimentos europeus no Brasil, em particular através de joint ventures com empresas brasileiras, incluindo no domínio de desenvolvimento de conteúdos. 36. A Comissão Européia tem portanto a firme intenção de fornecer o apoio necessário para assegurar que a introdução da televisão digital terrestre no Brasil seja um grande sucesso. As condições estão criadas para que o Brasil e a União Européia estabeleçam uma parceria de longo prazo neste importante setor, o que traria bastantes benefícios para os cidadãos em ambas as regiões. NOTAS: (1) http://www.europa.eu.int/comm/information_society/index_en.htm (2) De acordo com fontes industriais, um tal conversor poderia ser manufaturado a um custo a partir de US$ 120, dependendo do nível de interatividade. (3) Isto foi também reconhecido pela União Européia, e a ultima Comunicação da Comissão Européia de Março 2001 sobre eEurope menciona a este respeito que: A televisão digital demonstra um grande potencial para trazer acesso de banda larga a um numero significativo de lares potencialmente excluídos. Permitindo acesso de banda larga através de um terminal familiar que já se encontra presente em 97% dos lares da União Européia, proporciona-se àqueles que poderão estar relutantes para comprar um computador a possibilidade de se tornarem parte da rede, através de um investimento significativamente inferior. Os estados membros da União Européia deverão cooperar entre si para facilitar a introdução de serviços de televisão digital com funcionalidades de Internet e promover a interoperabilidade no contexto de normalização voluntária e dirigida pela industria . (ver http://europa.eu.int/information_society/eeurope/news_library/pdf_files/communication_en.pdf) (4) Por exemplo, a penetração da televisão digital terrestre no Reino Unido já é superior a 1 milhão de usuários, enquanto que nos Estados Unidos é estimada ser inferior a 100,000, não obstante a televisão digital terrestre ter sido introduzida no Reino Unido ao mesmo tempo que nos Estados Unidos (isto é no final de 1998). A introdução da televisão digital terrestre no Japão está prevista apenas para o ano 2003. (5) Incluindo os 15 países da União Européia. (6) Incluindo a transmissão simultânea de televisão de alta definição e móvel. (7) Muitas vezes usando o formato de écran largo 16:9 para se obter diferenciação e melhor ergonomia. Visto que a televisão de alta definição também usa o formato de écran 16:9, os serviços de definição padrão com o formato 16:9 facilitarão a introdução subsequente de televisão de alta definição de acordo com a demanda do mercado. (8) Nomeadamente com o DVB-Satélite (DVB-S) e o DVB-Cabo (DVB-C) que estão implementados no Brasil. (9) A importância de tecnologias abertas e globais foi reconhecida pela companhia internacional de consultoria OVUM no seu relatório sobre a TV Digital TV e Telecomunicações: Oportunidades e Ameaças para os Executantes do Mercado publicado em Novembro de 2000, que prevê que até 2005-2006 o DVB-T estará adotado por todos os países do mundo incluindo os Estados Unidos e o Japão, com o argumento de que sistemas proprietários são uma coisa do passado, visto que mais infra-estrutura aberta e competitiva é o único caminho possível. A maior parte da tecnologia, incluindo de radiodifusão, compressão e software de autoria de conteúdos interativos, está padronizada (seção E1, páginas 85 e 86). (10) Análise do conselheiro relator José Leite Pereira Filho de 16.06.2000 (seção 3.2-C-7, página 11).
Justificativa: Como justificado anteriormente.
Contribuição N°: 12
ID da Contribuição: 6829
Autor da Contribuição: regina
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: xyzzzzzz
Justificativa: ccccc
Contribuição N°: 13
ID da Contribuição: 6843
Autor da Contribuição: Nokia
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: A Nokia é o maior fabricante mundial de terminais móveis e um dos maiores fabricantes de equipamentos de infraestrutura para redes celulares. Adicionalmente, a divisão Nokia Home Communications tem sido pioneira no desenvolvimento da tecnologia associada à televisão digital por muitos anos, combinando métodos de acessos avançados com amigáveis e inteligentes terminais multimídias para o usuário final. Alguns exemplos destes terminais estão sendo mostrados nas figuras 1 e 2 abaixo. A visão da Nokia está alinhada com a utilização de plataformas abertas de televisão digital e com a construção de conceitos de valor-adicionado para provedores de serviços em todo o mundo. (as figuras 1 & 2 estão mostradas no documento em anexo) Como parte deste esforço, a Nokia está vivamente interessada no desenvolvimento do mercado da televisão digital (DTV) no Brasil. A Nokia acredita que a transição para a DTV no Brasil será um processo prometedor para as emissoras, para os fabricantes de equipamentos e, mais importante, para os consumidores, na forma de novos e emocionantes serviços. Como líder mundial em televisão digital e um dos fundadores do amplamente aceito padrão Digital Video Broadcast (DVB), o objetivo principal da Nokia é assegurar o melhor para o consumidor nos termos de melhor escolha de serviços e da melhor tecnologia. O padrão DVB-T torna possível trazer o conteúdo da TV Digital, serviços adicionais do tipo datacast, conteúdo de informações e entretenimento para os ambientes residencial e móvel. O serviço de TV Digital está entregando boa qualidade de TV com algum serviço local de valor adicionado primariamente na sala de estar do ambiente doméstico. O DVB-T pode ser visto como um mecanismo de entrega de conteúdo eficiente e barato comparado com os tradicionais sistemas de distribuição (jornais, CDs, etc). Terminais estacionários com memória de massa e terminais móveis permitirão independência de tempo e localização no consumo de dados multimídia digitais. O padrão DVB-T foi desenvolvido pelos players do mercado global e é adotado amplamente no mundo. A padronização comum e a larga adoção do padrão oferecerão novas oportunidades de negócio para criadores de conteúdo, provedores de serviço, operadores de rede e fabricantes. Arquiteturas abertas, conceitos de plataforma e interfaces abertas deverão ser favorecidas para garantir competição aberta e portanto, um serviço econômico oferecido aos consumidores. Ambos os serviços de TV Digital e datacast irão operar em paralelo em radiofrequências para transmissão de TV. O objetivo comum deverá ser a possibilidade de realizar a troca analógica-digital o mais rápido possível para liberar espaço (espectro) para a TV Digital e serviços adicionais de datacast. Para garantir uma rápida e eficiente implementação de rede são necessários vários preparativos e um planejamento eficiente do espectro em harmonia com os níveis nacional, regional e até mesmo global, onde possível.
Justificativa: O padrão tecnológico DVB-T é a melhor solução para o Brasil, tendo em vista sua adoção global com consequente economia de escala em benefício dos consumidores brasileiros e sua flexibilidade na montagem de plataformas com robustez configurável para prestação de serviços diferenciados.
Contribuição N°: 14
ID da Contribuição: 6874
Autor da Contribuição: aurea
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: Anexo1 e 2
Justificativa: Anexo 1 e 2
Contribuição N°: 15
ID da Contribuição: 6895
Autor da Contribuição: SP
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: vide anexo
Justificativa: vide anexo
Contribuição N°: 16
ID da Contribuição: 6896
Autor da Contribuição: rkgraves
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: Contribuicao do iBlast
Justificativa: 18 de junho de 2001. Sr. Renato Guerreiro Presidente Conselho Diretor Anatel SAS-Q. 6-Bl. H 6 Andar 70313-900 Brasília, DF Brasil Prezado Sr. Guerreiro, A iBlast tem o prazer de usar esta oportunidade de apresentar seus comentários no âmbito da Consulta Pública No. 291, de 12 de abril de 2001, referente ao tema da televisão digital, e elogiar o estudo abrangente da Anatel sobre os muitos assuntos envolvidos na importante escolha de um padrão de radiodifusão digital. Embora a Anatel tenha solicitado comentários sobre uma ampla gama de questões referentes a uma transição bem ordenada para a radiodifusão de televisão digital terrestre, centraremos a atenção basicamente nas questões relacionadas aos serviços auxiliares de datacasting ou difusão de dados oferecidos pela iBlast (3.3, 3.4 e 3.8). O radiodifusores em todo o mundo estão lutando para se reinventarem de modo a concorrer em um mercado em constante mudança. Nesse sentido, há vários paralelos entre os mercados de radiodifusão americano e brasileiro. O serviço de datacasting permitirá que as emissoras concorram nesse novo ambiente digital. Na realidade, essa idéia está bem adiantada e tornando-se uma realidade lucrativa nos Estados Unidos, onde centenas de emissoras estão estabelecendo parcerias com a iBlast para prestarem serviços de datacasting a suas comunidades. Esses novos serviços resolverão o problema fundamental da infra-estrutura de comunicação atual: as limitações de uma relação um a um entre consumidores e prestadoras do serviço para a transmissão de grandes ou múltiplos arquivos digitais. O serviço de datacasting aproveita a capacidade fundamental das ondas do ar para permitir que as emissoras enviem uma variedade de informações a milhões de pessoas simultaneamente. Permite que as emissoras terrestres concorram com as operadoras de satélite e cabo ao permitir-lhes transmitir uma variedade muito mais ampla e mais competitiva de serviços de entretenimento, informação, notícias e comércio eletrônico no modo aberto. Os fluxos de renda adicionais implícitos nesse novo serviço ajudarão as emissoras a neutralizar os custos da transição da tecnologia analógica para a digital, ao mesmo tempo em que lhes permitirá acompanhar os serviços de assinatura das operadoras de cabo e satélite. A iBlast oferece às emissoras de televisão nos EUA a oportunidade tanto de maximizar o valor de sua capacidade digital quanto de alavancá-la para transmitir conteúdo de aceitação generalizada a suas comunidades. A iBlast recentemente concluiu três meses de testes extensos e bem sucedidos do serviço em seis grandes mercados metropolitanos nos EUA. O relatório dos testes de campo da iBlast segue anexo. A iBlast oferecerá esse serviço em escala nacional a partir de 2002. Atualmente, 251 estações, cobrindo 93% dos domicílios americanos, já aderiram na qualidade de parceiras iBlast. Os testes recentes comprovaram que, mediante a utilização de recepção interna (indoor) de transmissão 8-VSB aberta, a iBlast pode oferecer esse novo e lucrativo serviço ao consumidor a milhões de telespectadores. Nossos próprios testes e interações com muitos fornecedores, radiodifusores e engenheiros de radiodifusão indicam que o padrão ATSC/8-VSB tornará o acesso ubíquo e barato por parte de consumidores a serviços auxiliares uma realidade. Sabe-se muito bem que as abordagens técnicas concorrentes à modulação e propagação de sinais digitais - 8-VSB e COFDM - têm pontos fortes e pontos fracos inerentes. Mas tem sido bem documentado o fato de que o padrão 8-VSB exibe vantagens fundamentais em termos de intensidade de sinal, capacidade de transmissão de carga útil e imunidade a ruído transiente, tudo isso ao menor custo. Abrir mão dessas vantagens seria, a nosso ver, desaconselhável. Nenhum outro padrão de TV digital atualmente é tão comercialmente viável e disponível quanto o ATSC/8-VSB. A iBlast permanece pronta a proporcionar serviços auxiliares ao público utilizando o padrão ATSC/8-VSB anos antes do acesso generalizado a serviços em banda larga. Os serviços de datacasting permitirão que os radiodifusores, nos EUA, no Brasil e em outros países - evoluam e concorram no atual ambiente, marcado por rápidas mudanças, ao mesmo tempo em que poderão continuar a oferecer seu serviço mais importante ao público, isto é, transmissões abertas. Os padrões de radiodifusão digital continuarão a evoluir. Porém, nenhum outro padrão pode concorrer com as vantagens de cobertura do ATSC/8-VSB. Além disso, a margem de folga projetada e embutida no padrão ATSC/8-VSB permite sua contínua evolução de modo a acomodar a evolução das demandas do mercado. A iBlast antecipa com grande interesse a oportunidade de prestar serviços de datacasting móveis, mas acredita que, no momento, não existe um modelo de negócio que tornaria a radiodifusão móvel um empreendimento viável. As torres retransmissoras para radiodifusão móvel teriam de ser tão ubíquas quanto são as torres de telefonia celular de hoje. Do ponto de vista econômico, isso simplesmente não é viável, uma vez que o custo das repetidoras para radiodifusão é muito mais alto do que o das torres celulares. Com base em nossa própria experiência positiva com o ATSC/8-VSB, a iBlast respeitosamente insta a Anatel e toda o setor de televisão brasileiro a adotar o padrão ATSC/8-VSB de TV digital como a solução vencedora com vistas à implementação do primeiro padrão de radiodifusão digital terrestre de escala continental do mundo, e a avançar com determinação rumo a nossa meta coletiva, qual seja, oferecer conteúdo aberto e atraente aos consumidores brasileiros. Respeitosamente, Oliver Luckett Diretor de Tecnologia iBlast, Inc.
Contribuição N°: 17
ID da Contribuição: 6902
Autor da Contribuição: abril
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: Competência da Anatel
Justificativa: 1. Competência da Anatel. Não faz sentido a discussão que questiona a competência da Anatel para conduzir a implementação do regime regulatório para a introdução no Brasil do uso da tecnologia digital na transmissão terrestre de televisão. Vive o setor de telecomunicações um momento histórico diante de um inédito desafio estratégico. Não se trata de simples definição de tecnologia para uniformizar equipamentos. Devido a infinidade de novos serviços que a inovação tecnológica propicia e a imensa penetração da televisão no Brasil, a TV digital impactará a sociedade brasileira também na economia e no mercado, na cultura e na educação, no nível de emprego interno e nas relações internacionais. Absurdo dividir a autoridade regulatória para enfrentar esse desafio. Dividir, nesse caso, é enfraquecer a autoridade, em face do lobby dos grupos organizados. Essa divisão será, certamente, objetivo único dos grupos de poder dominante para abrir margem de manobra política, em defesa de interesses comerciais. É preciso que o Governo brasileiro, em especial a ANATEL e o Ministério das Comunicações estejam coesos na diretriz de que é plena e única a competência da Anatel. Nesse sentido estarão cumprindo o dever do Poder Público, que lhes cabe executar, na organização dos serviços de telecomunicações no Brasil, de fortalecer o papel regulador do Estado [LGT, Art. 2 , IV]. Estarão ouvindo a reivindicação da Sociedade por um agente regulador fortalecido, que tenha por objetivo fundamental a proteção, a curto, médio e longo prazos, dos usuários, telespectadores e consumidores finais. É preciso ter plena consciência de que a coexistência da atuação no País de dois órgãos reguladores, em questão de tal ordem de complexidade, é simplesmente impensável, sinônimo de complicação e balbúrdia. 2. A tecnologia digital na transmissão de televisão nada mais é do que uma forma de melhor aproveitamento do espectro radioelétrico. Ora, o espectro de radiofrequências é um bem público, com recurso limitado e administrado pela União Federal, através da ANATEL e de nenhum outro órgão mais [LGT, Art. 157]. E, de fato, à ANATEL, exclusivamente a lei atribuiu as competências para: 1] manter o plano com a atribuição, distribuição e destinação de radiofrequências; 2] elaborar o detalhamento necessário ao uso das radiofrequências associadas aos diversos serviços e atividades de telecomunicações, atendidas suas necessidades específicas e as de suas expansões; 3] fazer observar, para tanto, o princípio do emprego racional e econômico do espectro; 4] elaborar e manter os planos de distribuição de canais, de radiodifusão, levando em conta, inclusive, os aspectos concernentes a evolução tecnológica, bem como encarregar-se da fiscalização das estações [art. 211]. 3. Por outro lado, o grande impacto da tecnologia digital na transmissão de televisão é que torna totalmente superada a diferença entre radiodifusão e os demais serviços de telecomunicações, como televisão por assinatura, telefonia e a infinita variedade dos serviços de Internet, dotados, todos, do fantástico fenômeno da interatividade, produzindo a completa convergência das tecnologias e das mídias. É de lembrar que todos os serviços de telecomunicações estão submetidos a plena competência da Anatel, com a única exceção do serviço de radiodifusão, limitada, exclusivamente, ao processo de outorga, que cabe ao Ministério das Comunicações [art. 211 da LGT]. Por isso mesmo, deve o Regulador pautar-se pela diretriz de procurar unificar o tratamento regulatório para a outorga do Serviço de Radiodifusão e dos demais serviços de telecomunicações, sob competência somente da Anatel, tal como já existe na lei a plena competência da Anatel para todos os demais serviços de telecomunicações, como para a outorga e fiscalização do uso das radiofrequencias associadas. 4. Cabe lembrar o princípio fundamental de que compete a UNIÃO, por intermédio da ANATEL organizar a exploração dos serviços de telecomunicações e que esta organização, inclui, entre outros aspectos, o disciplinamento e a fiscalização da execução, comercialização e uso dos serviços e da implantação e funcionamento de redes de telecomunicações, bem como da utilização dos recursos da órbita e espectro de radiofrequências [ Art.1 LGT]. Nesse sentido, é preciso lembrar também que o Serviço de Radiodifusão é e sempre foi uma modalidade de serviço de telecomunicações. 5. Outra e distinta questão é a do conteúdo e programação na radiodifusão. Não há que confundir a competência plena da Anatel para estabelecer o regime regulatório da radiodifusão, enquanto modalidade de serviço de telecomunicações, com a onipresente discussão acerca do conteúdo e programação na televisão aberta. Conteúdo e programação tem sua diretriz na Constituição [art. 220], não estão sujeitos a nenhum órgão regulatório e estão no âmbito da lei de comunicação eletrônica de massa, com propostas de projeto em discussão. 6. Não se justifica, portanto, sequer suscitar a discussão da legitimidade da Anatel para conduzir o processo de definição do regime regulatório para a introdução da TV digital no Brasil. Sob o aspecto político, é imperiosa a unificação do tratamento regulatório da radiodifusão com os demais serviços de telecomunicações, para fortalecer a Agência e desarmar redutos de manobras de interesses. Sob o aspecto jurídico, a questão colocada já está resolvida na legislação vigente.
Contribuição N°: 18
ID da Contribuição: 6912
Autor da Contribuição: SBT
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: Exmo. Sr. Renato Guerreiro D.D. Presidente AGÊNCIA NACIONAL de TELECOMUNICAÇÕES Ref.: Consulta Pública 291 Prezado Senhor, As empresas abaixo assinadas ,tendo considerado os termos da Consulta em epígrafe ,VEM , respeitosamente , oferecer suas observações , como a seguir deduzidas. I Antes de mais nada, para que não paire qualquer dúvida sobre seu julgamento, devem os Signatários declarar sua total concordância e aprovação da Contribuição oferecida pela SET-ABERT , que resultou de um trabalho científico de feitura imparcial e meticulosa sobre a Consulta Pública em epígrafe . Declaram entender que, a não ser que a televisão digital ofereça melhorias essenciais , do ponto de vista das duas pontas do serviço, emissoras e consumidores , a adoção da técnica digital para a televisão terrestre será um fracasso ou não se realizará. Em seu entender, apenas um sistema que possibilite total flexibilidade , permitindo a alta definição , a transmissão de múltiplos conteúdos ,a recepção móvel , a recepção portátil , a interatividade e a disponibilização de serviços adicionais , podem motivar o consumidor a adquirir novos receptores e as emissoras a produzirem em alta definição ou no que melhor lhes convier de acordo com seus mercados. Estas faculdades não são apenas uma melhoria do serviço atual ; elas representam uma mudança de perspectiva do telespectador em relação ao veículo, uma intimidade com a imagem e com o som , um companheirismo com o veiculo que, não temos dúvida , propiciará o investimento do telespectador e, consequentemente , o das emissoras. A recepção móvel e portátil representam alcançar a única parte da população que está fora do alcance da televisão e que nenhum outro serviço por meio físico pode alcançar . A população brasileira em movimento, a qualquer momento do dia , eqüivale à de muitos países. É a única possibilidade de ampliação do mercado da televisão aberta e do cidadão ser confortado em seus tempos de espera, de ter o que ver em seu trem de subúrbio, seu ônibus, sua balsa, seu taxi , sua barca ; de ter acesso contínuo ao noticiário ,à informação e ao visual da notícia tantas vezes indispensável ; de ter o que há de melhor da produção brasileira , a qualquer momento e na melhor forma de recepção que pode haver, caso o sistema escolhido tenha em vista o seu dia-a-dia. Pelo presente, não querem os Signatários senão reforçar os aspectos que se afiguram fundamentais, - condições sine-qua-non - para o êxito da transformação proposta. Ao final externarão algumas apreensões sugeridas por trechos da consulta. 1) A radiodifusão, que em todo mundo ocidental significa Rádio e Televisão diretos, livres e gratuitos, é mais do que o meio fundamental de informação e entretenimento do povo brasileiro. Muito tem sido escrito sobre este relacionamento mas não cabe aqui elaborarmos sobre este tema. O fato é que, por circunstâncias mais ou menos conhecidas, não somente o povo de baixa renda, como também a alta e a média classe média, estabeleceram relações de mútuo entendimento com a televisão brasileira, intensificando o que já havia entre as classes populares e o rádio. Para cerca de quarenta milhões de brasileiros analfabetos , população maior do que a de inúmeros países , a televisão é a única forma de conhecer adiante do seu quintal , da sua vila . Por todas as razões e , principalmente pela qualidade de sua produção e variedade de sua programação, desenvolveu-se no Brasil uma enorme audiência para a programação nacional , caso raro no mundo ocidental , onde os recordes de audiência pertencem a programas estrangeiros , notadamente programas americanos. Esta realidade , conhecida por todos e reconhecida internacionalmente, emprega, direta e indiretamente , cerca de 150.000 brasileiros, dando vida à indústria do entretenimento e, contribuindo diretamente para a formação e divulgação de atores e autores de teatro e cinema. Deste singular relacionamento resultou uma produção cultural de consumo mundial, levando o nome do Brasil a um mundo que não o conhecia senão por feitos esportivos. 2) Este serviço inestimável é financiado exclusivamente pela publicidade garantidora da liberdade de comércio, de escolha e de concorrência entre produtos e serviços, em benefício do consumidor. O custo da radiodifusão gratuita é, portanto, diluído em pequenas parcelas por milhares de produtos e serviços, de tal maneira que podemos dizer que, grosso modo, são os consumidores dos bens divulgados pela radiodifusão quem financia a própria radiodifusão , em benefício dos que pouco ou quase nada consumem. Numa sociedade livre, isto representa quase todos os produtos de consumo e é a garantia de independência das emissoras que não dependem de uma única ,ou predominante , fonte de recursos. A alternativa deste sistema é o de financiamento por taxas e impostos, existentes em países nos quais a radiodifusão foi iniciativa e monopólio do Estado. Por isto, por suas raízes, não há como evocar, muito menos comparar, os sistemas europeus onde, além de comprar o receptor, o consumidor paga uma taxa por tê-lo comprado , sistema que resultou na escassez de programas em países de grande tradição cultural . Ainda assim, mais recentemente, em muitos países , emissoras, ainda que sustentadas pela taxa, também divulgam publicidade comercial. 3) Ainda que sendo o meio primordial de propaganda para grande parte, mas não de todos, os produtos e serviços postos à disposição dos consumidores, a radiodifusão, mormente a televisão, vem sofrendo concorrência crescente, além da tradicional dos jornais, das revistas e anúncios ao ar livre. Novos meios ,disputando a mesma audiência , cada vez mais sofisticados e atraentes , aparecem a cada dia . Desde os vídeo-tapes de aluguel, dos jogos individuais e interativos, dos programas de toda sorte trazidos pelo cabo e por satélites, do DVD, até os Portais e Sites presentes nos computadores oferecendo as mais diversas formas de material de entretenimento , parecem infindáveis os meios que surgem para desafiar a radiodifusão . Isto para não mencionar que o cabo e o satélite já estão oferecendo interatividade para escolha de ângulos em transmissões esportivas. Todos estes novos meios, do cabo ao satélite, do DVD ao computador, são digitais e suscetíveis de aproveitamentos inusitados e surpreendentes, ampliando cada vez mais a distância entre o que podem eles e o que pode a radiodifusão oferecer. Até mesmo televisor digital para ver DVD em alta definição já há quem o tenha no Brasil. 4) A imaginação humana parece não ter limites na descoberta de meios de informação e entretenimento, mas os meios de financiamento tem. A publicidade é uma fonte inelástica de recursos que atende a custos elásticos, se é que se pode dar este nome a algo que só aumenta. Enquanto os meios de divulgação se vão multiplicando ininterruptamente, abrindo aos anunciantes cada vez mais opções, o chamado bolo publicitário permanece o mesmo, sem mencionar que, no momento presente, está estagnado, não apresentando sequer crescimento vegetativo que o aumento da população acarreta. Desta maneira, a radiodifusão aberta e gratuita , a menos que se lhe equipare as armas com as dos novos meios , corre o risco de perder suas características de excelência e de cobertura. Corre o risco de reduzir-se a um serviço subalterno e acessório ; deixando-se a programação de qualidade reservada aos que podem pagá-la e aos que poderão captar a programação digital estrangeira que sobrevoa o Brasil ,via satélite, distribuída por cabos ou em seus receptores contrabandeados . 5) Se não quisermos subtrair do povo brasileiro este serviço inestimável, e é claro que não queremos, temos que conferir à televisão brasileira liberdade para se utilizar de todas as possibilidades técnicas que já estejam à disposição do mercado ou que venham a estar , dada a velocidade da evolução tecnológica dos tempos atuais. Apenas a plena flexibilidade na utilização da banda , insistimos , possibilitando a transmissão em alta definição , de múltiplos programas ,a captação móvel , a captação portátil , a interatividade e outras aplicações que possam ser viáveis , poderão motivar os telespectadores, as emissoras e o mercado publicitário, colocando a televisão dentro do quadro de excelência técnica que já se tornou sinônimo de progresso e vanguarda nas comunicações deste país. 6) Dos sistemas conhecidos, apenas o chamado japonês , de sigla ISDB, enquadra-se no estágio de desenvolvimento em que deve estar a televisão no século XXI . Às vésperas do telefone celular com display apto a receber imagens de diversos novos serviços, quando uma empresa japonesa está prestes a lançá-lo com qualidade excelente , é inconcebível que, no Brasil, que se pretende na vanguarda das comunicações, seja adotado um sistema que impeça a sua recepção da televisão aberta. O sistema americano , de sigla ATSC, por razões realmente misteriosas, não foi desenvolvido para captação móvel e , o que é mais grave, sequer resolveu satisfatoriamente a questão elementar da recepção domiciliar. A exigência de antena externa é inadmissível na era do cabo , apenas aceita para residências fora do alcance do cabo e dos sinais diretos. O sistema europeu , de sigla DVB, permite a alta definição e a captação móvel, mas não simultaneamente, senão em condições muito especiais e insatisfatoriamente. Não há, portanto, muito o que dizer a respeito. A opção por um sistema que não beneficie o consumidor nem o produtor, é injustificável. Razões diplomáticas ou de equilíbrio comercial não podem sobrepor-se aos interesses brasileiros , e de brasileiros , envolvidos na questão; podem ser pretextos ; jamais razões . 7) As empresas que subscrevem o presente estão à vontade em propugnar pela flexibilidade do espectro a ser utilizado. Constrangimento teriam, caso estivessem propondo um sistema de sua conveniência econômica, mas que não estivesse dando ao consumidor brasileiro a última palavra em termos de tecnologia. Constrangidos estariam , a propor algo que representasse reserva de mercado ou manutenção obrigatória do atual número de concessionários ou o que possa ser imaginado como proteção de vantagens ou privilégios. Entendem os Signatários que todos os atuais concessionários de canais geradores de televisão aberta em V.H.F. e U.H.F., que não tenham impedimentos legais, devem receber a mesma banda que dispõem atualmente, 6 MHz , em posição a ser demarcada pela Anatel. E que lhes seja permitido utilizar sua banda como melhor entenderem, buscando cada qual a melhor forma de atender as diferenças regionais e os respectivos mercados , cada emissora seguindo sua estratégia de competição. É uma excelente oportunidade de mostrarmos ao mundo das comunicações, europeus e americanos que, se somos incapazes de imitar-lhes os acertos em tantos terrenos, somos perfeitamente independentes e capazes para não copiar-lhes os erros, neste. II Dispensam as Signatárias de comentar todos os dados, opiniões, conceitos e definições abundantes na parte discursiva e conceitual da Consulta , pela razão de sua freqüente impertinência ao texto. Dispensam, igualmente, de suscitar questões fundamentais de ordem formal , legais, materiais e inúmeras outras que seriam pertinentes ,ou não , caso soubéssemos os objetivos da Anatel com precisão. Tais questões não foram levantadas pela Consulta. Em primeiro lugar , no item 1.3 da Consulta , o autor super-valoriza os recursos adicionais que a televisão digital poderá oferecer , em detrimento da própria televisão e de seu público. Dentre estes recursos , a Consulta destaca com grande ênfase o acesso à internet ,sem atentar para o fato que , por exigir uma topologia de rede completamente diferente daquela da radiodifusão - ponto a ponto em contraposição a ponto área o acesso à internet jamais poderá ser oferecido de forma eficaz através da infra-estrutura da Televisão Digital. Ainda equivocadamente ,o exemplo da Suécia é menciona do como se ,naquele país ,a internet fosse oferecida em pé de igualdade com a programação televisiva , o que não ocorre. Lá , dos quatro canais digitais colocados em operação em l999 , apenas a pequena parte de um é usada para operação interativa , para aplicações de comercio eletrônico , informação , jogos , sendo o retorno feito pela rede de telecomunicações , em nada configurando o oferecimento de internet como hoje a conhecemos. É preciso que fique claro que a radiodifusão não intenciona abrir mão de sua missão constitucional e histórica, de sua dignidade especifica , do status honroso que compartilha com os órgãos de imprensa , nem do seu único e indispensável privilégio , que é o de produzir e gerar suas próprias imagens .O que vier a mais , será bem recebido ; a menos é incogitável. É claro que , no futuro , um mesmo terminal poderá servir para o que pretende o autor, e ainda muito mais. Caberá, como já cabe, aos fabricantes de receptores, de displays ou do que seja, diante dos anseios dos consumidores e fabricantes, na competição com os demais, oferecer aparelhos que possam desempenhar inúmeras missões. É esta uma das razões da preferência da radiodifusão pelo modelo ISDB , pois é o que melhor desempenharia estas múltiplas possibilidades. A preocupação com o conteúdo, extemporânea e extrajurisdicional, causa estranheza aos signatários. Não conseguem ver relação entre conteúdo e sistema de transmissão digital. Causou espécie, já que tanto se desbordou do tema em discussão, a ausência de consideração suficientemente profunda, sobre alta definição que aparece no texto en-passant , como uma questão menor, quando é uma decisão que não admitirá retorno, que pode condenar o povo brasileiro ,para sempre, a uma imagem ultrapassada , insuficiente e incapaz de acompanhar a vertiginosa evolução tecnológica de todos os meios de comunicação. A questão é da maior importância porque se não optarmos, agora, pelo melhor, poderemos tê-lo ou não; mas se optarmos, agora, pelo pior, jamais teremos o melhor. Quanto aos itens referentes às pesquisas , não foi fornecida a metodologia que permitisse uma apreciação correta. Na certeza de estarmos contribuindo para o esclarecimento da matéria consultada, subscrevemo-nos ,renovando os protestos de nossa mais alta consideração , Atenciosamente , Fundação Padre Anchieta TV Cultura TVSBT Canal 4 de São Paulo S.A TV Globo Ltda. Rádio e Televisão Record S.A Rádio e Televisão Bandeirantes Ltda..
Justificativa: Empresa Concessionária do Serviço de Radiodifusão Sonora e de Sons e Imagens.
Contribuição N°: 19
ID da Contribuição: 6914
Autor da Contribuição: globopar
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição:
Justificativa:
Contribuição N°: 20
ID da Contribuição: 6917
Autor da Contribuição: valderez
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: Exmo. Sr. Renato Guerreiro D.D. Presidente AGÊNCIA NACIONAL de TELECOMUNICAÇÕES Ref.: Consulta Pública 291 Prezado Senhor, As empresas abaixo assinadas ,tendo considerado os termos da Consulta em epígrafe ,VEM , respeitosamente , oferecer suas observações , como a seguir deduzidas. I Antes de mais nada, para que não paire qualquer dúvida sobre seu julgamento, devem os Signatários declarar sua total concordância e aprovação da Contribuição oferecida pela SET-ABERT , que resultou de um trabalho científico de feitura imparcial e meticulosa sobre a Consulta Pública em epígrafe . Declaram entender que, a não ser que a televisão digital ofereça melhorias essenciais , do ponto de vista das duas pontas do serviço, emissoras e consumidores , a adoção da técnica digital para a televisão terrestre será um fracasso ou não se realizará. Em seu entender, apenas um sistema que possibilite total flexibilidade , permitindo a alta definição , a transmissão de múltiplos conteúdos ,a recepção móvel , a recepção portátil , a interatividade e a disponibilização de serviços adicionais , podem motivar o consumidor a adquirir novos receptores e as emissoras a produzirem em alta definição ou no que melhor lhes convier de acordo com seus mercados. Estas faculdades não são apenas uma melhoria do serviço atual ; elas representam uma mudança de perspectiva do telespectador em relação ao veículo, uma intimidade com a imagem e com o som , um companheirismo com o veiculo que, não temos dúvida , propiciará o investimento do telespectador e, consequentemente , o das emissoras. A recepção móvel e portátil representam alcançar a única parte da população que está fora do alcance da televisão e que nenhum outro serviço por meio físico pode alcançar . A população brasileira em movimento, a qualquer momento do dia , eqüivale à de muitos países. É a única possibilidade de ampliação do mercado da televisão aberta e do cidadão ser confortado em seus tempos de espera, de ter o que ver em seu trem de subúrbio, seu ônibus, sua balsa, seu taxi , sua barca ; de ter acesso contínuo ao noticiário ,à informação e ao visual da notícia tantas vezes indispensável ; de ter o que há de melhor da produção brasileira , a qualquer momento e na melhor forma de recepção que pode haver, caso o sistema escolhido tenha em vista o seu dia-a-dia. Pelo presente, não querem os Signatários senão reforçar os aspectos que se afiguram fundamentais, - condições sine-qua-non - para o êxito da transformação proposta. Ao final externarão algumas apreensões sugeridas por trechos da consulta. 1) A radiodifusão, que em todo mundo ocidental significa Rádio e Televisão diretos, livres e gratuitos, é mais do que o meio fundamental de informação e entretenimento do povo brasileiro. Muito tem sido escrito sobre este relacionamento mas não cabe aqui elaborarmos sobre este tema. O fato é que, por circunstâncias mais ou menos conhecidas, não somente o povo de baixa renda, como também a alta e a média classe média, estabeleceram relações de mútuo entendimento com a televisão brasileira, intensificando o que já havia entre as classes populares e o rádio. Para cerca de quarenta milhões de brasileiros analfabetos , população maior do que a de inúmeros países , a televisão é a única forma de conhecer adiante do seu quintal , da sua vila . Por todas as razões e , principalmente pela qualidade de sua produção e variedade de sua programação, desenvolveu-se no Brasil uma enorme audiência para a programação nacional , caso raro no mundo ocidental , onde os recordes de audiência pertencem a programas estrangeiros , notadamente programas americanos. Esta realidade , conhecida por todos e reconhecida internacionalmente, emprega, direta e indiretamente , cerca de 150.000 brasileiros, dando vida à indústria do entretenimento e, contribuindo diretamente para a formação e divulgação de atores e autores de teatro e cinema. Deste singular relacionamento resultou uma produção cultural de consumo mundial, levando o nome do Brasil a um mundo que não o conhecia senão por feitos esportivos. 2) Este serviço inestimável é financiado exclusivamente pela publicidade garantidora da liberdade de comércio, de escolha e de concorrência entre produtos e serviços, em benefício do consumidor. O custo da radiodifusão gratuita é, portanto, diluído em pequenas parcelas por milhares de produtos e serviços, de tal maneira que podemos dizer que, grosso modo, são os consumidores dos bens divulgados pela radiodifusão quem financia a própria radiodifusão , em benefício dos que pouco ou quase nada consumem. Numa sociedade livre, isto representa quase todos os produtos de consumo e é a garantia de independência das emissoras que não dependem de uma única ,ou predominante , fonte de recursos. A alternativa deste sistema é o de financiamento por taxas e impostos, existentes em países nos quais a radiodifusão foi iniciativa e monopólio do Estado. Por isto, por suas raízes, não há como evocar, muito menos comparar, os sistemas europeus onde, além de comprar o receptor, o consumidor paga uma taxa por tê-lo comprado , sistema que resultou na escassez de programas em países de grande tradição cultural . Ainda assim, mais recentemente, em muitos países , emissoras, ainda que sustentadas pela taxa, também divulgam publicidade comercial. 3) Ainda que sendo o meio primordial de propaganda para grande parte, mas não de todos, os produtos e serviços postos à disposição dos consumidores, a radiodifusão, mormente a televisão, vem sofrendo concorrência crescente, além da tradicional dos jornais, das revistas e anúncios ao ar livre. Novos meios ,disputando a mesma audiência , cada vez mais sofisticados e atraentes , aparecem a cada dia . Desde os vídeo-tapes de aluguel, dos jogos individuais e interativos, dos programas de toda sorte trazidos pelo cabo e por satélites, do DVD, até os Portais e Sites presentes nos computadores oferecendo as mais diversas formas de material de entretenimento , parecem infindáveis os meios que surgem para desafiar a radiodifusão . Isto para não mencionar que o cabo e o satélite já estão oferecendo interatividade para escolha de ângulos em transmissões esportivas. Todos estes novos meios, do cabo ao satélite, do DVD ao computador, são digitais e suscetíveis de aproveitamentos inusitados e surpreendentes, ampliando cada vez mais a distância entre o que podem eles e o que pode a radiodifusão oferecer. Até mesmo televisor digital para ver DVD em alta definição já há quem o tenha no Brasil. 4) A imaginação humana parece não ter limites na descoberta de meios de informação e entretenimento, mas os meios de financiamento tem. A publicidade é uma fonte inelástica de recursos que atende a custos elásticos, se é que se pode dar este nome a algo que só aumenta. Enquanto os meios de divulgação se vão multiplicando ininterruptamente, abrindo aos anunciantes cada vez mais opções, o chamado bolo publicitário permanece o mesmo, sem mencionar que, no momento presente, está estagnado, não apresentando sequer crescimento vegetativo que o aumento da população acarreta. Desta maneira, a radiodifusão aberta e gratuita , a menos que se lhe equipare as armas com as dos novos meios , corre o risco de perder suas características de excelência e de cobertura. Corre o risco de reduzir-se a um serviço subalterno e acessório ; deixando-se a programação de qualidade reservada aos que podem pagá-la e aos que poderão captar a programação digital estrangeira que sobrevoa o Brasil ,via satélite, distribuída por cabos ou em seus receptores contrabandeados . 5) Se não quisermos subtrair do povo brasileiro este serviço inestimável, e é claro que não queremos, temos que conferir à televisão brasileira liberdade para se utilizar de todas as possibilidades técnicas que já estejam à disposição do mercado ou que venham a estar , dada a velocidade da evolução tecnológica dos tempos atuais. Apenas a plena flexibilidade na utilização da banda , insistimos , possibilitando a transmissão em alta definição , de múltiplos programas ,a captação móvel , a captação portátil , a interatividade e outras aplicações que possam ser viáveis , poderão motivar os telespectadores, as emissoras e o mercado publicitário, colocando a televisão dentro do quadro de excelência técnica que já se tornou sinônimo de progresso e vanguarda nas comunicações deste país. 6) Dos sistemas conhecidos, apenas o chamado japonês , de sigla ISDB, enquadra-se no estágio de desenvolvimento em que deve estar a televisão no século XXI . Às vésperas do telefone celular com display apto a receber imagens de diversos novos serviços, quando uma empresa japonesa está prestes a lançá-lo com qualidade excelente , é inconcebível que, no Brasil, que se pretende na vanguarda das comunicações, seja adotado um sistema que impeça a sua recepção da televisão aberta. O sistema americano , de sigla ATSC, por razões realmente misteriosas, não foi desenvolvido para captação móvel e , o que é mais grave, sequer resolveu satisfatoriamente a questão elementar da recepção domiciliar. A exigência de antena externa é inadmissível na era do cabo , apenas aceita para residências fora do alcance do cabo e dos sinais diretos. O sistema europeu , de sigla DVB, permite a alta definição e a captação móvel, mas não simultaneamente, senão em condições muito especiais e insatisfatoriamente. Não há, portanto, muito o que dizer a respeito. A opção por um sistema que não beneficie o consumidor nem o produtor, é injustificável. Razões diplomáticas ou de equilíbrio comercial não podem sobrepor-se aos interesses brasileiros , e de brasileiros , envolvidos na questão; podem ser pretextos ; jamais razões . 7) As empresas que subscrevem o presente estão à vontade em propugnar pela flexibilidade do espectro a ser utilizado. Constrangimento teriam, caso estivessem propondo um sistema de sua conveniência econômica, mas que não estivesse dando ao consumidor brasileiro a última palavra em termos de tecnologia. Constrangidos estariam , a propor algo que representasse reserva de mercado ou manutenção obrigatória do atual número de concessionários ou o que possa ser imaginado como proteção de vantagens ou privilégios. Entendem os Signatários que todos os atuais concessionários de canais geradores de televisão aberta em V.H.F. e U.H.F., que não tenham impedimentos legais, devem receber a mesma banda que dispõem atualmente, 6 MHz , em posição a ser demarcada pela Anatel. E que lhes seja permitido utilizar sua banda como melhor entenderem, buscando cada qual a melhor forma de atender as diferenças regionais e os respectivos mercados , cada emissora seguindo sua estratégia de competição. É uma excelente oportunidade de mostrarmos ao mundo das comunicações, europeus e americanos que, se somos incapazes de imitar-lhes os acertos em tantos terrenos, somos perfeitamente independentes e capazes para não copiar-lhes os erros, neste. II Dispensam as Signatárias de comentar todos os dados, opiniões, conceitos e definições abundantes na parte discursiva e conceitual da Consulta , pela razão de sua freqüente impertinência ao texto. Dispensam, igualmente, de suscitar questões fundamentais de ordem formal , legais, materiais e inúmeras outras que seriam pertinentes ,ou não , caso soubéssemos os objetivos da Anatel com precisão. Tais questões não foram levantadas pela Consulta. Em primeiro lugar , no item 1.3 da Consulta , o autor super-valoriza os recursos adicionais que a televisão digital poderá oferecer , em detrimento da própria televisão e de seu público. Dentre estes recursos , a Consulta destaca com grande ênfase o acesso à internet ,sem atentar para o fato que , por exigir uma topologia de rede completamente diferente daquela da radiodifusão - ponto a ponto em contraposição a ponto área o acesso à internet jamais poderá ser oferecido de forma eficaz através da infra-estrutura da Televisão Digital. Ainda equivocadamente ,o exemplo da Suécia é menciona do como se ,naquele país ,a internet fosse oferecida em pé de igualdade com a programação televisiva , o que não ocorre. Lá , dos quatro canais digitais colocados em operação em l999 , apenas a pequena parte de um é usada para operação interativa , para aplicações de comercio eletrônico , informação , jogos , sendo o retorno feito pela rede de telecomunicações , em nada configurando o oferecimento de internet como hoje a conhecemos. É preciso que fique claro que a radiodifusão não intenciona abrir mão de sua missão constitucional e histórica, de sua dignidade especifica , do status honroso que compartilha com os órgãos de imprensa , nem do seu único e indispensável privilégio , que é o de produzir e gerar suas próprias imagens .O que vier a mais , será bem recebido ; a menos é incogitável. É claro que , no futuro , um mesmo terminal poderá servir para o que pretende o autor, e ainda muito mais. Caberá, como já cabe, aos fabricantes de receptores, de displays ou do que seja, diante dos anseios dos consumidores e fabricantes, na competição com os demais, oferecer aparelhos que possam desempenhar inúmeras missões. É esta uma das razões da preferência da radiodifusão pelo modelo ISDB , pois é o que melhor desempenharia estas múltiplas possibilidades. A preocupação com o conteúdo, extemporânea e extrajurisdicional, causa estranheza aos signatários. Não conseguem ver relação entre conteúdo e sistema de transmissão digital. Causou espécie, já que tanto se desbordou do tema em discussão, a ausência de consideração suficientemente profunda, sobre alta definição que aparece no texto en-passant , como uma questão menor, quando é uma decisão que não admitirá retorno, que pode condenar o povo brasileiro ,para sempre, a uma imagem ultrapassada , insuficiente e incapaz de acompanhar a vertiginosa evolução tecnológica de todos os meios de comunicação. A questão é da maior importância porque se não optarmos, agora, pelo melhor, poderemos tê-lo ou não; mas se optarmos, agora, pelo pior, jamais teremos o melhor. Quanto aos itens referentes às pesquisas , não foi fornecida a metodologia que permitisse uma apreciação correta. Na certeza de estarmos contribuindo para o esclarecimento da matéria consultada, subscrevemo-nos ,renovando os protestos de nossa mais alta consideração , Atenciosamente , Fundação Padre Anchieta TV Cultura TVSBT Canal 4 de São Paulo S.A TV Globo Ltda. Rádio e Televisão Record S.A Rádio e Televisão Bandeirantes Ltda..
Justificativa: Esse documento é em conjunto com : TVSBT Canal 4 de São Paulo S.A TV Globo Ltda. Rádio e Televisão Record S.A Rádio e Televisão Bandeirantes Ltda..
Contribuição N°: 21
ID da Contribuição: 6919
Autor da Contribuição: gazeta
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição:
Justificativa:
Contribuição N°: 22
ID da Contribuição: 6920
Autor da Contribuição: FernandoF
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: Exmo. Sr. Renato Guerreiro D.D. Presidente AGÊNCIA NACIONAL de TELECOMUNICAÇÕES Ref.: Consulta Pública 291 Prezado Senhor, As empresas abaixo assinadas ,tendo considerado os termos da Consulta em epígrafe ,VEM , respeitosamente , oferecer suas observações , como a seguir deduzidas. I Antes de mais nada, para que não paire qualquer dúvida sobre seu julgamento, devem os Signatários declarar sua total concordância e aprovação da Contribuição oferecida pela SET-ABERT , que resultou de um trabalho científico de feitura imparcial e meticulosa sobre a Consulta Pública em epígrafe . Declaram entender que, a não ser que a televisão digital ofereça melhorias essenciais , do ponto de vista das duas pontas do serviço, emissoras e consumidores , a adoção da técnica digital para a televisão terrestre será um fracasso ou não se realizará. Em seu entender, apenas um sistema que possibilite total flexibilidade , permitindo a alta definição , a transmissão de múltiplos conteúdos ,a recepção móvel , a recepção portátil , a interatividade e a disponibilização de serviços adicionais , podem motivar o consumidor a adquirir novos receptores e as emissoras a produzirem em alta definição ou no que melhor lhes convier de acordo com seus mercados. Estas faculdades não são apenas uma melhoria do serviço atual ; elas representam uma mudança de perspectiva do telespectador em relação ao veículo, uma intimidade com a imagem e com o som , um companheirismo com o veiculo que, não temos dúvida , propiciará o investimento do telespectador e, consequentemente , o das emissoras. A recepção móvel e portátil representam alcançar a única parte da população que está fora do alcance da televisão e que nenhum outro serviço por meio físico pode alcançar . A população brasileira em movimento, a qualquer momento do dia , eqüivale à de muitos países. É a única possibilidade de ampliação do mercado da televisão aberta e do cidadão ser confortado em seus tempos de espera, de ter o que ver em seu trem de subúrbio, seu ônibus, sua balsa, seu taxi , sua barca ; de ter acesso contínuo ao noticiário ,à informação e ao visual da notícia tantas vezes indispensável ; de ter o que há de melhor da produção brasileira , a qualquer momento e na melhor forma de recepção que pode haver, caso o sistema escolhido tenha em vista o seu dia-a-dia. Pelo presente, não querem os Signatários senão reforçar os aspectos que se afiguram fundamentais, - condições sine-qua-non - para o êxito da transformação proposta. Ao final externarão algumas apreensões sugeridas por trechos da consulta. 1) A radiodifusão, que em todo mundo ocidental significa Rádio e Televisão diretos, livres e gratuitos, é mais do que o meio fundamental de informação e entretenimento do povo brasileiro. Muito tem sido escrito sobre este relacionamento mas não cabe aqui elaborarmos sobre este tema. O fato é que, por circunstâncias mais ou menos conhecidas, não somente o povo de baixa renda, como também a alta e a média classe média, estabeleceram relações de mútuo entendimento com a televisão brasileira, intensificando o que já havia entre as classes populares e o rádio. Para cerca de quarenta milhões de brasileiros analfabetos , população maior do que a de inúmeros países , a televisão é a única forma de conhecer adiante do seu quintal , da sua vila . Por todas as razões e , principalmente pela qualidade de sua produção e variedade de sua programação, desenvolveu-se no Brasil uma enorme audiência para a programação nacional , caso raro no mundo ocidental , onde os recordes de audiência pertencem a programas estrangeiros , notadamente programas americanos. Esta realidade , conhecida por todos e reconhecida internacionalmente, emprega, direta e indiretamente , cerca de 150.000 brasileiros, dando vida à indústria do entretenimento e, contribuindo diretamente para a formação e divulgação de atores e autores de teatro e cinema. Deste singular relacionamento resultou uma produção cultural de consumo mundial, levando o nome do Brasil a um mundo que não o conhecia senão por feitos esportivos. 2) Este serviço inestimável é financiado exclusivamente pela publicidade garantidora da liberdade de comércio, de escolha e de concorrência entre produtos e serviços, em benefício do consumidor. O custo da radiodifusão gratuita é, portanto, diluído em pequenas parcelas por milhares de produtos e serviços, de tal maneira que podemos dizer que, grosso modo, são os consumidores dos bens divulgados pela radiodifusão quem financia a própria radiodifusão , em benefício dos que pouco ou quase nada consumem. Numa sociedade livre, isto representa quase todos os produtos de consumo e é a garantia de independência das emissoras que não dependem de uma única ,ou predominante , fonte de recursos. A alternativa deste sistema é o de financiamento por taxas e impostos, existentes em países nos quais a radiodifusão foi iniciativa e monopólio do Estado. Por isto, por suas raízes, não há como evocar, muito menos comparar, os sistemas europeus onde, além de comprar o receptor, o consumidor paga uma taxa por tê-lo comprado , sistema que resultou na escassez de programas em países de grande tradição cultural . Ainda assim, mais recentemente, em muitos países , emissoras, ainda que sustentadas pela taxa, também divulgam publicidade comercial. 3) Ainda que sendo o meio primordial de propaganda para grande parte, mas não de todos, os produtos e serviços postos à disposição dos consumidores, a radiodifusão, mormente a televisão, vem sofrendo concorrência crescente, além da tradicional dos jornais, das revistas e anúncios ao ar livre. Novos meios ,disputando a mesma audiência , cada vez mais sofisticados e atraentes , aparecem a cada dia . Desde os vídeo-tapes de aluguel, dos jogos individuais e interativos, dos programas de toda sorte trazidos pelo cabo e por satélites, do DVD, até os Portais e Sites presentes nos computadores oferecendo as mais diversas formas de material de entretenimento , parecem infindáveis os meios que surgem para desafiar a radiodifusão . Isto para não mencionar que o cabo e o satélite já estão oferecendo interatividade para escolha de ângulos em transmissões esportivas. Todos estes novos meios, do cabo ao satélite, do DVD ao computador, são digitais e suscetíveis de aproveitamentos inusitados e surpreendentes, ampliando cada vez mais a distância entre o que podem eles e o que pode a radiodifusão oferecer. Até mesmo televisor digital para ver DVD em alta definição já há quem o tenha no Brasil. 4) A imaginação humana parece não ter limites na descoberta de meios de informação e entretenimento, mas os meios de financiamento tem. A publicidade é uma fonte inelástica de recursos que atende a custos elásticos, se é que se pode dar este nome a algo que só aumenta. Enquanto os meios de divulgação se vão multiplicando ininterruptamente, abrindo aos anunciantes cada vez mais opções, o chamado bolo publicitário permanece o mesmo, sem mencionar que, no momento presente, está estagnado, não apresentando sequer crescimento vegetativo que o aumento da população acarreta. Desta maneira, a radiodifusão aberta e gratuita , a menos que se lhe equipare as armas com as dos novos meios , corre o risco de perder suas características de excelência e de cobertura. Corre o risco de reduzir-se a um serviço subalterno e acessório ; deixando-se a programação de qualidade reservada aos que podem pagá-la e aos que poderão captar a programação digital estrangeira que sobrevoa o Brasil ,via satélite, distribuída por cabos ou em seus receptores contrabandeados . 5) Se não quisermos subtrair do povo brasileiro este serviço inestimável, e é claro que não queremos, temos que conferir à televisão brasileira liberdade para se utilizar de todas as possibilidades técnicas que já estejam à disposição do mercado ou que venham a estar , dada a velocidade da evolução tecnológica dos tempos atuais. Apenas a plena flexibilidade na utilização da banda , insistimos , possibilitando a transmissão em alta definição , de múltiplos programas ,a captação móvel , a captação portátil , a interatividade e outras aplicações que possam ser viáveis , poderão motivar os telespectadores, as emissoras e o mercado publicitário, colocando a televisão dentro do quadro de excelência técnica que já se tornou sinônimo de progresso e vanguarda nas comunicações deste país. 6) Dos sistemas conhecidos, apenas o chamado japonês , de sigla ISDB, enquadra-se no estágio de desenvolvimento em que deve estar a televisão no século XXI . Às vésperas do telefone celular com display apto a receber imagens de diversos novos serviços, quando uma empresa japonesa está prestes a lançá-lo com qualidade excelente , é inconcebível que, no Brasil, que se pretende na vanguarda das comunicações, seja adotado um sistema que impeça a sua recepção da televisão aberta. O sistema americano , de sigla ATSC, por razões realmente misteriosas, não foi desenvolvido para captação móvel e , o que é mais grave, sequer resolveu satisfatoriamente a questão elementar da recepção domiciliar. A exigência de antena externa é inadmissível na era do cabo , apenas aceita para residências fora do alcance do cabo e dos sinais diretos. O sistema europeu , de sigla DVB, permite a alta definição e a captação móvel, mas não simultaneamente, senão em condições muito especiais e insatisfatoriamente. Não há, portanto, muito o que dizer a respeito. A opção por um sistema que não beneficie o consumidor nem o produtor, é injustificável. Razões diplomáticas ou de equilíbrio comercial não podem sobrepor-se aos interesses brasileiros , e de brasileiros , envolvidos na questão; podem ser pretextos ; jamais razões . 7) As empresas que subscrevem o presente estão à vontade em propugnar pela flexibilidade do espectro a ser utilizado. Constrangimento teriam, caso estivessem propondo um sistema de sua conveniência econômica, mas que não estivesse dando ao consumidor brasileiro a última palavra em termos de tecnologia. Constrangidos estariam , a propor algo que representasse reserva de mercado ou manutenção obrigatória do atual número de concessionários ou o que possa ser imaginado como proteção de vantagens ou privilégios. Entendem os Signatários que todos os atuais concessionários de canais geradores de televisão aberta em V.H.F. e U.H.F., que não tenham impedimentos legais, devem receber a mesma banda que dispõem atualmente, 6 MHz , em posição a ser demarcada pela Anatel. E que lhes seja permitido utilizar sua banda como melhor entenderem, buscando cada qual a melhor forma de atender as diferenças regionais e os respectivos mercados , cada emissora seguindo sua estratégia de competição. É uma excelente oportunidade de mostrarmos ao mundo das comunicações, europeus e americanos que, se somos incapazes de imitar-lhes os acertos em tantos terrenos, somos perfeitamente independentes e capazes para não copiar-lhes os erros, neste. II Dispensam as Signatárias de comentar todos os dados, opiniões, conceitos e definições abundantes na parte discursiva e conceitual da Consulta , pela razão de sua freqüente impertinência ao texto. Dispensam, igualmente, de suscitar questões fundamentais de ordem formal , legais, materiais e inúmeras outras que seriam pertinentes ,ou não , caso soubéssemos os objetivos da Anatel com precisão. Tais questões não foram levantadas pela Consulta. Em primeiro lugar , no item 1.3 da Consulta , o autor super-valoriza os recursos adicionais que a televisão digital poderá oferecer , em detrimento da própria televisão e de seu público. Dentre estes recursos , a Consulta destaca com grande ênfase o acesso à internet ,sem atentar para o fato que , por exigir uma topologia de rede completamente diferente daquela da radiodifusão - ponto a ponto em contraposição a ponto área o acesso à internet jamais poderá ser oferecido de forma eficaz através da infra-estrutura da Televisão Digital. Ainda equivocadamente ,o exemplo da Suécia é menciona do como se ,naquele país ,a internet fosse oferecida em pé de igualdade com a programação televisiva , o que não ocorre. Lá , dos quatro canais digitais colocados em operação em l999 , apenas a pequena parte de um é usada para operação interativa , para aplicações de comercio eletrônico , informação , jogos , sendo o retorno feito pela rede de telecomunicações , em nada configurando o oferecimento de internet como hoje a conhecemos. É preciso que fique claro que a radiodifusão não intenciona abrir mão de sua missão constitucional e histórica, de sua dignidade especifica , do status honroso que compartilha com os órgãos de imprensa , nem do seu único e indispensável privilégio , que é o de produzir e gerar suas próprias imagens .O que vier a mais , será bem recebido ; a menos é incogitável. É claro que , no futuro , um mesmo terminal poderá servir para o que pretende o autor, e ainda muito mais. Caberá, como já cabe, aos fabricantes de receptores, de displays ou do que seja, diante dos anseios dos consumidores e fabricantes, na competição com os demais, oferecer aparelhos que possam desempenhar inúmeras missões. É esta uma das razões da preferência da radiodifusão pelo modelo ISDB , pois é o que melhor desempenharia estas múltiplas possibilidades. A preocupação com o conteúdo, extemporânea e extrajurisdicional, causa estranheza aos signatários. Não conseguem ver relação entre conteúdo e sistema de transmissão digital. Causou espécie, já que tanto se desbordou do tema em discussão, a ausência de consideração suficientemente profunda, sobre alta definição que aparece no texto en-passant , como uma questão menor, quando é uma decisão que não admitirá retorno, que pode condenar o povo brasileiro ,para sempre, a uma imagem ultrapassada , insuficiente e incapaz de acompanhar a vertiginosa evolução tecnológica de todos os meios de comunicação. A questão é da maior importância porque se não optarmos, agora, pelo melhor, poderemos tê-lo ou não; mas se optarmos, agora, pelo pior, jamais teremos o melhor. Quanto aos itens referentes às pesquisas , não foi fornecida a metodologia que permitisse uma apreciação correta. Na certeza de estarmos contribuindo para o esclarecimento da matéria consultada, subscrevemo-nos ,renovando os protestos de nossa mais alta consideração , Atenciosamente , Fundação Padre Anchieta TV Cultura TVSBT Canal 4 de São Paulo S.A TV Globo Ltda. Rádio e Televisão Record S.A Rádio e Televisão Bandeirantes Ltda. Televisão Gaúcha S.A.
Justificativa:
Contribuição N°: 23
ID da Contribuição: 6923
Autor da Contribuição: gazeta
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: Exmo. Sr. Renato Guerreiro D.D. Presidente AGÊNCIA NACIONAL de TELECOMUNICAÇÕES Ref.: Consulta Pública 291 Prezado Senhor, As empresas abaixo assinadas ,tendo considerado os termos da Consulta em epígrafe ,VEM , respeitosamente , oferecer suas observações , como a seguir deduzidas. I Antes de mais nada, para que não paire qualquer dúvida sobre seu julgamento, devem os Signatários declarar sua total concordância e aprovação da Contribuição oferecida pela SET-ABERT , que resultou de um trabalho científico de feitura imparcial e meticulosa sobre a Consulta Pública em epígrafe . Declaram entender que, a não ser que a televisão digital ofereça melhorias essenciais , do ponto de vista das duas pontas do serviço, emissoras e consumidores , a adoção da técnica digital para a televisão terrestre será um fracasso ou não se realizará. Em seu entender, apenas um sistema que possibilite total flexibilidade , permitindo a alta definição , a transmissão de múltiplos conteúdos ,a recepção móvel , a recepção portátil , a interatividade e a disponibilização de serviços adicionais , podem motivar o consumidor a adquirir novos receptores e as emissoras a produzirem em alta definição ou no que melhor lhes convier de acordo com seus mercados. Estas faculdades não são apenas uma melhoria do serviço atual ; elas representam uma mudança de perspectiva do telespectador em relação ao veículo, uma intimidade com a imagem e com o som , um companheirismo com o veiculo que, não temos dúvida , propiciará o investimento do telespectador e, consequentemente , o das emissoras. A recepção móvel e portátil representam alcançar a única parte da população que está fora do alcance da televisão e que nenhum outro serviço por meio físico pode alcançar . A população brasileira em movimento, a qualquer momento do dia , eqüivale à de muitos países. É a única possibilidade de ampliação do mercado da televisão aberta e do cidadão ser confortado em seus tempos de espera, de ter o que ver em seu trem de subúrbio, seu ônibus, sua balsa, seu taxi , sua barca ; de ter acesso contínuo ao noticiário ,à informação e ao visual da notícia tantas vezes indispensável ; de ter o que há de melhor da produção brasileira , a qualquer momento e na melhor forma de recepção que pode haver, caso o sistema escolhido tenha em vista o seu dia-a-dia. Pelo presente, não querem os Signatários senão reforçar os aspectos que se afiguram fundamentais, - condições sine-qua-non - para o êxito da transformação proposta. Ao final externarão algumas apreensões sugeridas por trechos da consulta. 1) A radiodifusão, que em todo mundo ocidental significa Rádio e Televisão diretos, livres e gratuitos, é mais do que o meio fundamental de informação e entretenimento do povo brasileiro. Muito tem sido escrito sobre este relacionamento mas não cabe aqui elaborarmos sobre este tema. O fato é que, por circunstâncias mais ou menos conhecidas, não somente o povo de baixa renda, como também a alta e a média classe média, estabeleceram relações de mútuo entendimento com a televisão brasileira, intensificando o que já havia entre as classes populares e o rádio. Para cerca de quarenta milhões de brasileiros analfabetos , população maior do que a de inúmeros países , a televisão é a única forma de conhecer adiante do seu quintal , da sua vila . Por todas as razões e , principalmente pela qualidade de sua produção e variedade de sua programação, desenvolveu-se no Brasil uma enorme audiência para a programação nacional , caso raro no mundo ocidental , onde os recordes de audiência pertencem a programas estrangeiros , notadamente programas americanos. Esta realidade , conhecida por todos e reconhecida internacionalmente, emprega, direta e indiretamente , cerca de 150.000 brasileiros, dando vida à indústria do entretenimento e, contribuindo diretamente para a formação e divulgação de atores e autores de teatro e cinema. Deste singular relacionamento resultou uma produção cultural de consumo mundial, levando o nome do Brasil a um mundo que não o conhecia senão por feitos esportivos. 2) Este serviço inestimável é financiado exclusivamente pela publicidade garantidora da liberdade de comércio, de escolha e de concorrência entre produtos e serviços, em benefício do consumidor. O custo da radiodifusão gratuita é, portanto, diluído em pequenas parcelas por milhares de produtos e serviços, de tal maneira que podemos dizer que, grosso modo, são os consumidores dos bens divulgados pela radiodifusão quem financia a própria radiodifusão , em benefício dos que pouco ou quase nada consumem. Numa sociedade livre, isto representa quase todos os produtos de consumo e é a garantia de independência das emissoras que não dependem de uma única ,ou predominante , fonte de recursos. A alternativa deste sistema é o de financiamento por taxas e impostos, existentes em países nos quais a radiodifusão foi iniciativa e monopólio do Estado. Por isto, por suas raízes, não há como evocar, muito menos comparar, os sistemas europeus onde, além de comprar o receptor, o consumidor paga uma taxa por tê-lo comprado , sistema que resultou na escassez de programas em países de grande tradição cultural . Ainda assim, mais recentemente, em muitos países , emissoras, ainda que sustentadas pela taxa, também divulgam publicidade comercial. 3) Ainda que sendo o meio primordial de propaganda para grande parte, mas não de todos, os produtos e serviços postos à disposição dos consumidores, a radiodifusão, mormente a televisão, vem sofrendo concorrência crescente, além da tradicional dos jornais, das revistas e anúncios ao ar livre. Novos meios ,disputando a mesma audiência , cada vez mais sofisticados e atraentes , aparecem a cada dia . Desde os vídeo-tapes de aluguel, dos jogos individuais e interativos, dos programas de toda sorte trazidos pelo cabo e por satélites, do DVD, até os Portais e Sites presentes nos computadores oferecendo as mais diversas formas de material de entretenimento , parecem infindáveis os meios que surgem para desafiar a radiodifusão . Isto para não mencionar que o cabo e o satélite já estão oferecendo interatividade para escolha de ângulos em transmissões esportivas. Todos estes novos meios, do cabo ao satélite, do DVD ao computador, são digitais e suscetíveis de aproveitamentos inusitados e surpreendentes, ampliando cada vez mais a distância entre o que podem eles e o que pode a radiodifusão oferecer. Até mesmo televisor digital para ver DVD em alta definição já há quem o tenha no Brasil. 4) A imaginação humana parece não ter limites na descoberta de meios de informação e entretenimento, mas os meios de financiamento tem. A publicidade é uma fonte inelástica de recursos que atende a custos elásticos, se é que se pode dar este nome a algo que só aumenta. Enquanto os meios de divulgação se vão multiplicando ininterruptamente, abrindo aos anunciantes cada vez mais opções, o chamado bolo publicitário permanece o mesmo, sem mencionar que, no momento presente, está estagnado, não apresentando sequer crescimento vegetativo que o aumento da população acarreta. Desta maneira, a radiodifusão aberta e gratuita , a menos que se lhe equipare as armas com as dos novos meios , corre o risco de perder suas características de excelência e de cobertura. Corre o risco de reduzir-se a um serviço subalterno e acessório ; deixando-se a programação de qualidade reservada aos que podem pagá-la e aos que poderão captar a programação digital estrangeira que sobrevoa o Brasil ,via satélite, distribuída por cabos ou em seus receptores contrabandeados . 5) Se não quisermos subtrair do povo brasileiro este serviço inestimável, e é claro que não queremos, temos que conferir à televisão brasileira liberdade para se utilizar de todas as possibilidades técnicas que já estejam à disposição do mercado ou que venham a estar , dada a velocidade da evolução tecnológica dos tempos atuais. Apenas a plena flexibilidade na utilização da banda , insistimos , possibilitando a transmissão em alta definição , de múltiplos programas ,a captação móvel , a captação portátil , a interatividade e outras aplicações que possam ser viáveis , poderão motivar os telespectadores, as emissoras e o mercado publicitário, colocando a televisão dentro do quadro de excelência técnica que já se tornou sinônimo de progresso e vanguarda nas comunicações deste país. 6) Dos sistemas conhecidos, apenas o chamado japonês , de sigla ISDB, enquadra-se no estágio de desenvolvimento em que deve estar a televisão no século XXI . Às vésperas do telefone celular com display apto a receber imagens de diversos novos serviços, quando uma empresa japonesa está prestes a lançá-lo com qualidade excelente , é inconcebível que, no Brasil, que se pretende na vanguarda das comunicações, seja adotado um sistema que impeça a sua recepção da televisão aberta. O sistema americano , de sigla ATSC, por razões realmente misteriosas, não foi desenvolvido para captação móvel e , o que é mais grave, sequer resolveu satisfatoriamente a questão elementar da recepção domiciliar. A exigência de antena externa é inadmissível na era do cabo , apenas aceita para residências fora do alcance do cabo e dos sinais diretos. O sistema europeu , de sigla DVB, permite a alta definição e a captação móvel, mas não simultaneamente, senão em condições muito especiais e insatisfatoriamente. Não há, portanto, muito o que dizer a respeito. A opção por um sistema que não beneficie o consumidor nem o produtor, é injustificável. Razões diplomáticas ou de equilíbrio comercial não podem sobrepor-se aos interesses brasileiros , e de brasileiros , envolvidos na questão; podem ser pretextos ; jamais razões . 7) As empresas que subscrevem o presente estão à vontade em propugnar pela flexibilidade do espectro a ser utilizado. Constrangimento teriam, caso estivessem propondo um sistema de sua conveniência econômica, mas que não estivesse dando ao consumidor brasileiro a última palavra em termos de tecnologia. Constrangidos estariam , a propor algo que representasse reserva de mercado ou manutenção obrigatória do atual número de concessionários ou o que possa ser imaginado como proteção de vantagens ou privilégios. Entendem os Signatários que todos os atuais concessionários de canais geradores de televisão aberta em V.H.F. e U.H.F., que não tenham impedimentos legais, devem receber a mesma banda que dispõem atualmente, 6 MHz , em posição a ser demarcada pela Anatel. E que lhes seja permitido utilizar sua banda como melhor entenderem, buscando cada qual a melhor forma de atender as diferenças regionais e os respectivos mercados , cada emissora seguindo sua estratégia de competição. É uma excelente oportunidade de mostrarmos ao mundo das comunicações, europeus e americanos que, se somos incapazes de imitar-lhes os acertos em tantos terrenos, somos perfeitamente independentes e capazes para não copiar-lhes os erros, neste.
Justificativa: Dispensam as Signatárias de comentar todos os dados, opiniões, conceitos e definições abundantes na parte discursiva e conceitual da Consulta , pela razão de sua freqüente impertinência ao texto. Dispensam, igualmente, de suscitar questões fundamentais de ordem formal , legais, materiais e inúmeras outras que seriam pertinentes ,ou não , caso soubéssemos os objetivos da Anatel com precisão. Tais questões não foram levantadas pela Consulta. Em primeiro lugar , no item 1.3 da Consulta , o autor super-valoriza os recursos adicionais que a televisão digital poderá oferecer , em detrimento da própria televisão e de seu público. Dentre estes recursos , a Consulta destaca com grande ênfase o acesso à internet ,sem atentar para o fato que , por exigir uma topologia de rede completamente diferente daquela da radiodifusão - ponto a ponto em contraposição a ponto área o acesso à internet jamais poderá ser oferecido de forma eficaz através da infra-estrutura da Televisão Digital. Ainda equivocadamente ,o exemplo da Suécia é menciona do como se ,naquele país ,a internet fosse oferecida em pé de igualdade com a programação televisiva , o que não ocorre. Lá , dos quatro canais digitais colocados em operação em l999 , apenas a pequena parte de um é usada para operação interativa , para aplicações de comercio eletrônico , informação , jogos , sendo o retorno feito pela rede de telecomunicações , em nada configurando o oferecimento de internet como hoje a conhecemos. É preciso que fique claro que a radiodifusão não intenciona abrir mão de sua missão constitucional e histórica, de sua dignidade especifica , do status honroso que compartilha com os órgãos de imprensa , nem do seu único e indispensável privilégio , que é o de produzir e gerar suas próprias imagens .O que vier a mais , será bem recebido ; a menos é incogitável. É claro que , no futuro , um mesmo terminal poderá servir para o que pretende o autor, e ainda muito mais. Caberá, como já cabe, aos fabricantes de receptores, de displays ou do que seja, diante dos anseios dos consumidores e fabricantes, na competição com os demais, oferecer aparelhos que possam desempenhar inúmeras missões. É esta uma das razões da preferência da radiodifusão pelo modelo ISDB , pois é o que melhor desempenharia estas múltiplas possibilidades. A preocupação com o conteúdo, extemporânea e extrajurisdicional, causa estranheza aos signatários. Não conseguem ver relação entre conteúdo e sistema de transmissão digital. Causou espécie, já que tanto se desbordou do tema em discussão, a ausência de consideração suficientemente profunda, sobre alta definição que aparece no texto en-passant , como uma questão menor, quando é uma decisão que não admitirá retorno, que pode condenar o povo brasileiro ,para sempre, a uma imagem ultrapassada , insuficiente e incapaz de acompanhar a vertiginosa evolução tecnológica de todos os meios de comunicação. A questão é da maior importância porque se não optarmos, agora, pelo melhor, poderemos tê-lo ou não; mas se optarmos, agora, pelo pior, jamais teremos o melhor. Quanto aos itens referentes às pesquisas , não foi fornecida a metodologia que permitisse uma apreciação correta. Na certeza de estarmos contribuindo para o esclarecimento da matéria consultada, subscrevemo-nos ,renovando os protestos de nossa mais alta consideração , Atenciosamente , Fundação Padre Anchieta TV Cultura TVSBT Canal 4 de São Paulo S.A TV Globo Ltda. Rádio e Televisão Record S.A Rádio e Televisão Bandeirantes Ltda.. A Gazeta do Espírito Santo Rádio e TV Ltda.
Contribuição N°: 24
ID da Contribuição: 6929
Autor da Contribuição: projrede
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: Exmo. Sr. Renato Guerreiro D.D. Presidente AGÊNCIA NACIONAL de TELECOMUNICAÇÕES Ref.: Consulta Pública 291 Prezado Senhor, As empresas abaixo assinadas ,tendo considerado os termos da Consulta em epígrafe ,VEM , respeitosamente , oferecer suas observações , como a seguir deduzidas. I Antes de mais nada, para que não paire qualquer dúvida sobre seu julgamento, devem os Signatários declarar sua total concordância e aprovação da Contribuição oferecida pela SET-ABERT , que resultou de um trabalho científico de feitura imparcial e meticulosa sobre a Consulta Pública em epígrafe . Declaram entender que, a não ser que a televisão digital ofereça melhorias essenciais , do ponto de vista das duas pontas do serviço, emissoras e consumidores , a adoção da técnica digital para a televisão terrestre será um fracasso ou não se realizará. Em seu entender, apenas um sistema que possibilite total flexibilidade , permitindo a alta definição , a transmissão de múltiplos conteúdos ,a recepção móvel , a recepção portátil , a interatividade e a disponibilização de serviços adicionais , podem motivar o consumidor a adquirir novos receptores e as emissoras a produzirem em alta definição ou no que melhor lhes convier de acordo com seus mercados. Estas faculdades não são apenas uma melhoria do serviço atual ; elas representam uma mudança de perspectiva do telespectador em relação ao veículo, uma intimidade com a imagem e com o som , um companheirismo com o veiculo que, não temos dúvida , propiciará o investimento do telespectador e, consequentemente , o das emissoras. A recepção móvel e portátil representam alcançar a única parte da população que está fora do alcance da televisão e que nenhum outro serviço por meio físico pode alcançar . A população brasileira em movimento, a qualquer momento do dia , eqüivale à de muitos países. É a única possibilidade de ampliação do mercado da televisão aberta e do cidadão ser confortado em seus tempos de espera, de ter o que ver em seu trem de subúrbio, seu ônibus, sua balsa, seu taxi , sua barca ; de ter acesso contínuo ao noticiário ,à informação e ao visual da notícia tantas vezes indispensável ; de ter o que há de melhor da produção brasileira , a qualquer momento e na melhor forma de recepção que pode haver, caso o sistema escolhido tenha em vista o seu dia-a-dia. Pelo presente, não querem os Signatários senão reforçar os aspectos que se afiguram fundamentais, - condições sine-qua-non - para o êxito da transformação proposta. Ao final externarão algumas apreensões sugeridas por trechos da consulta. 1) A radiodifusão, que em todo mundo ocidental significa Rádio e Televisão diretos, livres e gratuitos, é mais do que o meio fundamental de informação e entretenimento do povo brasileiro. Muito tem sido escrito sobre este relacionamento mas não cabe aqui elaborarmos sobre este tema. O fato é que, por circunstâncias mais ou menos conhecidas, não somente o povo de baixa renda, como também a alta e a média classe média, estabeleceram relações de mútuo entendimento com a televisão brasileira, intensificando o que já havia entre as classes populares e o rádio. Para cerca de quarenta milhões de brasileiros analfabetos , população maior do que a de inúmeros países , a televisão é a única forma de conhecer adiante do seu quintal , da sua vila . Por todas as razões e , principalmente pela qualidade de sua produção e variedade de sua programação, desenvolveu-se no Brasil uma enorme audiência para a programação nacional , caso raro no mundo ocidental , onde os recordes de audiência pertencem a programas estrangeiros , notadamente programas americanos. Esta realidade , conhecida por todos e reconhecida internacionalmente, emprega, direta e indiretamente , cerca de 150.000 brasileiros, dando vida à indústria do entretenimento e, contribuindo diretamente para a formação e divulgação de atores e autores de teatro e cinema. Deste singular relacionamento resultou uma produção cultural de consumo mundial, levando o nome do Brasil a um mundo que não o conhecia senão por feitos esportivos. 2) Este serviço inestimável é financiado exclusivamente pela publicidade garantidora da liberdade de comércio, de escolha e de concorrência entre produtos e serviços, em benefício do consumidor. O custo da radiodifusão gratuita é, portanto, diluído em pequenas parcelas por milhares de produtos e serviços, de tal maneira que podemos dizer que, grosso modo, são os consumidores dos bens divulgados pela radiodifusão quem financia a própria radiodifusão , em benefício dos que pouco ou quase nada consumem. Numa sociedade livre, isto representa quase todos os produtos de consumo e é a garantia de independência das emissoras que não dependem de uma única ,ou predominante , fonte de recursos. A alternativa deste sistema é o de financiamento por taxas e impostos, existentes em países nos quais a radiodifusão foi iniciativa e monopólio do Estado. Por isto, por suas raízes, não há como evocar, muito menos comparar, os sistemas europeus onde, além de comprar o receptor, o consumidor paga uma taxa por tê-lo comprado , sistema que resultou na escassez de programas em países de grande tradição cultural . Ainda assim, mais recentemente, em muitos países , emissoras, ainda que sustentadas pela taxa, também divulgam publicidade comercial. 3) Ainda que sendo o meio primordial de propaganda para grande parte, mas não de todos, os produtos e serviços postos à disposição dos consumidores, a radiodifusão, mormente a televisão, vem sofrendo concorrência crescente, além da tradicional dos jornais, das revistas e anúncios ao ar livre. Novos meios ,disputando a mesma audiência , cada vez mais sofisticados e atraentes , aparecem a cada dia . Desde os vídeo-tapes de aluguel, dos jogos individuais e interativos, dos programas de toda sorte trazidos pelo cabo e por satélites, do DVD, até os Portais e Sites presentes nos computadores oferecendo as mais diversas formas de material de entretenimento , parecem infindáveis os meios que surgem para desafiar a radiodifusão . Isto para não mencionar que o cabo e o satélite já estão oferecendo interatividade para escolha de ângulos em transmissões esportivas. Todos estes novos meios, do cabo ao satélite, do DVD ao computador, são digitais e suscetíveis de aproveitamentos inusitados e surpreendentes, ampliando cada vez mais a distância entre o que podem eles e o que pode a radiodifusão oferecer. Até mesmo televisor digital para ver DVD em alta definição já há quem o tenha no Brasil. 4) A imaginação humana parece não ter limites na descoberta de meios de informação e entretenimento, mas os meios de financiamento tem. A publicidade é uma fonte inelástica de recursos que atende a custos elásticos, se é que se pode dar este nome a algo que só aumenta. Enquanto os meios de divulgação se vão multiplicando ininterruptamente, abrindo aos anunciantes cada vez mais opções, o chamado bolo publicitário permanece o mesmo, sem mencionar que, no momento presente, está estagnado, não apresentando sequer crescimento vegetativo que o aumento da população acarreta. Desta maneira, a radiodifusão aberta e gratuita , a menos que se lhe equipare as armas com as dos novos meios , corre o risco de perder suas características de excelência e de cobertura. Corre o risco de reduzir-se a um serviço subalterno e acessório ; deixando-se a programação de qualidade reservada aos que podem pagá-la e aos que poderão captar a programação digital estrangeira que sobrevoa o Brasil ,via satélite, distribuída por cabos ou em seus receptores contrabandeados . 5) Se não quisermos subtrair do povo brasileiro este serviço inestimável, e é claro que não queremos, temos que conferir à televisão brasileira liberdade para se utilizar de todas as possibilidades técnicas que já estejam à disposição do mercado ou que venham a estar , dada a velocidade da evolução tecnológica dos tempos atuais. Apenas a plena flexibilidade na utilização da banda , insistimos , possibilitando a transmissão em alta definição , de múltiplos programas ,a captação móvel , a captação portátil , a interatividade e outras aplicações que possam ser viáveis , poderão motivar os telespectadores, as emissoras e o mercado publicitário, colocando a televisão dentro do quadro de excelência técnica que já se tornou sinônimo de progresso e vanguarda nas comunicações deste país. 6) Dos sistemas conhecidos, apenas o chamado japonês , de sigla ISDB, enquadra-se no estágio de desenvolvimento em que deve estar a televisão no século XXI . Às vésperas do telefone celular com display apto a receber imagens de diversos novos serviços, quando uma empresa japonesa está prestes a lançá-lo com qualidade excelente , é inconcebível que, no Brasil, que se pretende na vanguarda das comunicações, seja adotado um sistema que impeça a sua recepção da televisão aberta. O sistema americano , de sigla ATSC, por razões realmente misteriosas, não foi desenvolvido para captação móvel e , o que é mais grave, sequer resolveu satisfatoriamente a questão elementar da recepção domiciliar. A exigência de antena externa é inadmissível na era do cabo , apenas aceita para residências fora do alcance do cabo e dos sinais diretos. O sistema europeu , de sigla DVB, permite a alta definição e a captação móvel, mas não simultaneamente, senão em condições muito especiais e insatisfatoriamente. Não há, portanto, muito o que dizer a respeito. A opção por um sistema que não beneficie o consumidor nem o produtor, é injustificável. Razões diplomáticas ou de equilíbrio comercial não podem sobrepor-se aos interesses brasileiros , e de brasileiros , envolvidos na questão; podem ser pretextos ; jamais razões . 7) As empresas que subscrevem o presente estão à vontade em propugnar pela flexibilidade do espectro a ser utilizado. Constrangimento teriam, caso estivessem propondo um sistema de sua conveniência econômica, mas que não estivesse dando ao consumidor brasileiro a última palavra em termos de tecnologia. Constrangidos estariam , a propor algo que representasse reserva de mercado ou manutenção obrigatória do atual número de concessionários ou o que possa ser imaginado como proteção de vantagens ou privilégios. Entendem os Signatários que todos os atuais concessionários de canais geradores de televisão aberta em V.H.F. e U.H.F., que não tenham impedimentos legais, devem receber a mesma banda que dispõem atualmente, 6 MHz , em posição a ser demarcada pela Anatel. E que lhes seja permitido utilizar sua banda como melhor entenderem, buscando cada qual a melhor forma de atender as diferenças regionais e os respectivos mercados , cada emissora seguindo sua estratégia de competição. É uma excelente oportunidade de mostrarmos ao mundo das comunicações, europeus e americanos que, se somos incapazes de imitar-lhes os acertos em tantos terrenos, somos perfeitamente independentes e capazes para não copiar-lhes os erros, neste. II Dispensam as Signatárias de comentar todos os dados, opiniões, conceitos e definições abundantes na parte discursiva e conceitual da Consulta , pela razão de sua freqüente impertinência ao texto. Dispensam, igualmente, de suscitar questões fundamentais de ordem formal , legais, materiais e inúmeras outras que seriam pertinentes ,ou não , caso soubéssemos os objetivos da Anatel com precisão. Tais questões não foram levantadas pela Consulta. Em primeiro lugar , no item 1.3 da Consulta , o autor super-valoriza os recursos adicionais que a televisão digital poderá oferecer , em detrimento da própria televisão e de seu público. Dentre estes recursos , a Consulta destaca com grande ênfase o acesso à internet ,sem atentar para o fato que , por exigir uma topologia de rede completamente diferente daquela da radiodifusão - ponto a ponto em contraposição a ponto área o acesso à internet jamais poderá ser oferecido de forma eficaz através da infra-estrutura da Televisão Digital. Ainda equivocadamente ,o exemplo da Suécia é menciona do como se ,naquele país ,a internet fosse oferecida em pé de igualdade com a programação televisiva , o que não ocorre. Lá , dos quatro canais digitais colocados em operação em l999 , apenas a pequena parte de um é usada para operação interativa , para aplicações de comercio eletrônico , informação , jogos , sendo o retorno feito pela rede de telecomunicações , em nada configurando o oferecimento de internet como hoje a conhecemos. É preciso que fique claro que a radiodifusão não intenciona abrir mão de sua missão constitucional e histórica, de sua dignidade especifica , do status honroso que compartilha com os órgãos de imprensa , nem do seu único e indispensável privilégio , que é o de produzir e gerar suas próprias imagens .O que vier a mais , será bem recebido ; a menos é incogitável. É claro que , no futuro , um mesmo terminal poderá servir para o que pretende o autor, e ainda muito mais. Caberá, como já cabe, aos fabricantes de receptores, de displays ou do que seja, diante dos anseios dos consumidores e fabricantes, na competição com os demais, oferecer aparelhos que possam desempenhar inúmeras missões. É esta uma das razões da preferência da radiodifusão pelo modelo ISDB , pois é o que melhor desempenharia estas múltiplas possibilidades. A preocupação com o conteúdo, extemporânea e extrajurisdicional, causa estranheza aos signatários. Não conseguem ver relação entre conteúdo e sistema de transmissão digital. Causou espécie, já que tanto se desbordou do tema em discussão, a ausência de consideração suficientemente profunda, sobre alta definição que aparece no texto en-passant , como uma questão menor, quando é uma decisão que não admitirá retorno, que pode condenar o povo brasileiro ,para sempre, a uma imagem ultrapassada , insuficiente e incapaz de acompanhar a vertiginosa evolução tecnológica de todos os meios de comunicação. A questão é da maior importância porque se não optarmos, agora, pelo melhor, poderemos tê-lo ou não; mas se optarmos, agora, pelo pior, jamais teremos o melhor. Quanto aos itens referentes às pesquisas , não foi fornecida a metodologia que permitisse uma apreciação correta. Na certeza de estarmos contribuindo para o esclarecimento da matéria consultada, subscrevemo-nos ,renovando os protestos de nossa mais alta consideração , Atenciosamente , Fundação Padre Anchieta TV Cultura TVSBT Canal 4 de São Paulo S.A TV Globo Ltda. Rádio e Televisão Record S.A Rádio e Televisão Bandeirantes Ltda..
Justificativa: Contribuição das Emissoras de Radiodifusão de Sons e Imagens
Contribuição N°: 25
ID da Contribuição: 6930
Autor da Contribuição: BANDSPAULO
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: Exmo. Sr. Renato Guerreiro D.D. Presidente AGÊNCIA NACIONAL de TELECOMUNICAÇÕES Ref.: Consulta Pública 291 Prezado Senhor, As empresas abaixo assinadas ,tendo considerado os termos da Consulta em epígrafe ,VEM , respeitosamente , oferecer suas observações , como a seguir deduzidas. I Antes de mais nada, para que não paire qualquer dúvida sobre seu julgamento, devem os Signatários declarar sua total concordância e aprovação da Contribuição oferecida pela SET-ABERT , que resultou de um trabalho científico de feitura imparcial e meticulosa sobre a Consulta Pública em epígrafe . Declaram entender que, a não ser que a televisão digital ofereça melhorias essenciais , do ponto de vista das duas pontas do serviço, emissoras e consumidores , a adoção da técnica digital para a televisão terrestre será um fracasso ou não se realizará. Em seu entender, apenas um sistema que possibilite total flexibilidade , permitindo a alta definição , a transmissão de múltiplos conteúdos ,a recepção móvel , a recepção portátil , a interatividade e a disponibilização de serviços adicionais , podem motivar o consumidor a adquirir novos receptores e as emissoras a produzirem em alta definição ou no que melhor lhes convier de acordo com seus mercados. Estas faculdades não são apenas uma melhoria do serviço atual ; elas representam uma mudança de perspectiva do telespectador em relação ao veículo, uma intimidade com a imagem e com o som , um companheirismo com o veiculo que, não temos dúvida , propiciará o investimento do telespectador e, consequentemente , o das emissoras. A recepção móvel e portátil representam alcançar a única parte da população que está fora do alcance da televisão e que nenhum outro serviço por meio físico pode alcançar . A população brasileira em movimento, a qualquer momento do dia , eqüivale à de muitos países. É a única possibilidade de ampliação do mercado da televisão aberta e do cidadão ser confortado em seus tempos de espera, de ter o que ver em seu trem de subúrbio, seu ônibus, sua balsa, seu taxi , sua barca ; de ter acesso contínuo ao noticiário ,à informação e ao visual da notícia tantas vezes indispensável ; de ter o que há de melhor da produção brasileira , a qualquer momento e na melhor forma de recepção que pode haver, caso o sistema escolhido tenha em vista o seu dia-a-dia. Pelo presente, não querem os Signatários senão reforçar os aspectos que se afiguram fundamentais, - condições sine-qua-non - para o êxito da transformação proposta. Ao final externarão algumas apreensões sugeridas por trechos da consulta. 1) A radiodifusão, que em todo mundo ocidental significa Rádio e Televisão diretos, livres e gratuitos, é mais do que o meio fundamental de informação e entretenimento do povo brasileiro. Muito tem sido escrito sobre este relacionamento mas não cabe aqui elaborarmos sobre este tema. O fato é que, por circunstâncias mais ou menos conhecidas, não somente o povo de baixa renda, como também a alta e a média classe média, estabeleceram relações de mútuo entendimento com a televisão brasileira, intensificando o que já havia entre as classes populares e o rádio. Para cerca de quarenta milhões de brasileiros analfabetos , população maior do que a de inúmeros países , a televisão é a única forma de conhecer adiante do seu quintal , da sua vila . Por todas as razões e , principalmente pela qualidade de sua produção e variedade de sua programação, desenvolveu-se no Brasil uma enorme audiência para a programação nacional , caso raro no mundo ocidental , onde os recordes de audiência pertencem a programas estrangeiros , notadamente programas americanos. Esta realidade , conhecida por todos e reconhecida internacionalmente, emprega, direta e indiretamente , cerca de 150.000 brasileiros, dando vida à indústria do entretenimento e, contribuindo diretamente para a formação e divulgação de atores e autores de teatro e cinema. Deste singular relacionamento resultou uma produção cultural de consumo mundial, levando o nome do Brasil a um mundo que não o conhecia senão por feitos esportivos. 2) Este serviço inestimável é financiado exclusivamente pela publicidade garantidora da liberdade de comércio, de escolha e de concorrência entre produtos e serviços, em benefício do consumidor. O custo da radiodifusão gratuita é, portanto, diluído em pequenas parcelas por milhares de produtos e serviços, de tal maneira que podemos dizer que, grosso modo, são os consumidores dos bens divulgados pela radiodifusão quem financia a própria radiodifusão , em benefício dos que pouco ou quase nada consumem. Numa sociedade livre, isto representa quase todos os produtos de consumo e é a garantia de independência das emissoras que não dependem de uma única ,ou predominante , fonte de recursos. A alternativa deste sistema é o de financiamento por taxas e impostos, existentes em países nos quais a radiodifusão foi iniciativa e monopólio do Estado. Por isto, por suas raízes, não há como evocar, muito menos comparar, os sistemas europeus onde, além de comprar o receptor, o consumidor paga uma taxa por tê-lo comprado , sistema que resultou na escassez de programas em países de grande tradição cultural . Ainda assim, mais recentemente, em muitos países , emissoras, ainda que sustentadas pela taxa, também divulgam publicidade comercial. 3) Ainda que sendo o meio primordial de propaganda para grande parte, mas não de todos, os produtos e serviços postos à disposição dos consumidores, a radiodifusão, mormente a televisão, vem sofrendo concorrência crescente, além da tradicional dos jornais, das revistas e anúncios ao ar livre. Novos meios ,disputando a mesma audiência , cada vez mais sofisticados e atraentes , aparecem a cada dia . Desde os vídeo-tapes de aluguel, dos jogos individuais e interativos, dos programas de toda sorte trazidos pelo cabo e por satélites, do DVD, até os Portais e Sites presentes nos computadores oferecendo as mais diversas formas de material de entretenimento , parecem infindáveis os meios que surgem para desafiar a radiodifusão . Isto para não mencionar que o cabo e o satélite já estão oferecendo interatividade para escolha de ângulos em transmissões esportivas. Todos estes novos meios, do cabo ao satélite, do DVD ao computador, são digitais e suscetíveis de aproveitamentos inusitados e surpreendentes, ampliando cada vez mais a distância entre o que podem eles e o que pode a radiodifusão oferecer. Até mesmo televisor digital para ver DVD em alta definição já há quem o tenha no Brasil. 4) A imaginação humana parece não ter limites na descoberta de meios de informação e entretenimento, mas os meios de financiamento tem. A publicidade é uma fonte inelástica de recursos que atende a custos elásticos, se é que se pode dar este nome a algo que só aumenta. Enquanto os meios de divulgação se vão multiplicando ininterruptamente, abrindo aos anunciantes cada vez mais opções, o chamado bolo publicitário permanece o mesmo, sem mencionar que, no momento presente, está estagnado, não apresentando sequer crescimento vegetativo que o aumento da população acarreta. Desta maneira, a radiodifusão aberta e gratuita , a menos que se lhe equipare as armas com as dos novos meios , corre o risco de perder suas características de excelência e de cobertura. Corre o risco de reduzir-se a um serviço subalterno e acessório ; deixando-se a programação de qualidade reservada aos que podem pagá-la e aos que poderão captar a programação digital estrangeira que sobrevoa o Brasil ,via satélite, distribuída por cabos ou em seus receptores contrabandeados . 5) Se não quisermos subtrair do povo brasileiro este serviço inestimável, e é claro que não queremos, temos que conferir à televisão brasileira liberdade para se utilizar de todas as possibilidades técnicas que já estejam à disposição do mercado ou que venham a estar , dada a velocidade da evolução tecnológica dos tempos atuais. Apenas a plena flexibilidade na utilização da banda , insistimos , possibilitando a transmissão em alta definição , de múltiplos programas ,a captação móvel , a captação portátil , a interatividade e outras aplicações que possam ser viáveis , poderão motivar os telespectadores, as emissoras e o mercado publicitário, colocando a televisão dentro do quadro de excelência técnica que já se tornou sinônimo de progresso e vanguarda nas comunicações deste país. 6) Dos sistemas conhecidos, apenas o chamado japonês , de sigla ISDB, enquadra-se no estágio de desenvolvimento em que deve estar a televisão no século XXI . Às vésperas do telefone celular com display apto a receber imagens de diversos novos serviços, quando uma empresa japonesa está prestes a lançá-lo com qualidade excelente , é inconcebível que, no Brasil, que se pretende na vanguarda das comunicações, seja adotado um sistema que impeça a sua recepção da televisão aberta. O sistema americano , de sigla ATSC, por razões realmente misteriosas, não foi desenvolvido para captação móvel e , o que é mais grave, sequer resolveu satisfatoriamente a questão elementar da recepção domiciliar. A exigência de antena externa é inadmissível na era do cabo , apenas aceita para residências fora do alcance do cabo e dos sinais diretos. O sistema europeu , de sigla DVB, permite a alta definição e a captação móvel, mas não simultaneamente, senão em condições muito especiais e insatisfatoriamente. Não há, portanto, muito o que dizer a respeito. A opção por um sistema que não beneficie o consumidor nem o produtor, é injustificável. Razões diplomáticas ou de equilíbrio comercial não podem sobrepor-se aos interesses brasileiros , e de brasileiros , envolvidos na questão; podem ser pretextos ; jamais razões . 7) As empresas que subscrevem o presente estão à vontade em propugnar pela flexibilidade do espectro a ser utilizado. Constrangimento teriam, caso estivessem propondo um sistema de sua conveniência econômica, mas que não estivesse dando ao consumidor brasileiro a última palavra em termos de tecnologia. Constrangidos estariam , a propor algo que representasse reserva de mercado ou manutenção obrigatória do atual número de concessionários ou o que possa ser imaginado como proteção de vantagens ou privilégios. Entendem os Signatários que todos os atuais concessionários de canais geradores de televisão aberta em V.H.F. e U.H.F., que não tenham impedimentos legais, devem receber a mesma banda que dispõem atualmente, 6 MHz , em posição a ser demarcada pela Anatel. E que lhes seja permitido utilizar sua banda como melhor entenderem, buscando cada qual a melhor forma de atender as diferenças regionais e os respectivos mercados , cada emissora seguindo sua estratégia de competição. É uma excelente oportunidade de mostrarmos ao mundo das comunicações, europeus e americanos que, se somos incapazes de imitar-lhes os acertos em tantos terrenos, somos perfeitamente independentes e capazes para não copiar-lhes os erros, neste. II Dispensam as Signatárias de comentar todos os dados, opiniões, conceitos e definições abundantes na parte discursiva e conceitual da Consulta , pela razão de sua freqüente impertinência ao texto. Dispensam, igualmente, de suscitar questões fundamentais de ordem formal , legais, materiais e inúmeras outras que seriam pertinentes ,ou não , caso soubéssemos os objetivos da Anatel com precisão. Tais questões não foram levantadas pela Consulta. Em primeiro lugar , no item 1.3 da Consulta , o autor super-valoriza os recursos adicionais que a televisão digital poderá oferecer , em detrimento da própria televisão e de seu público. Dentre estes recursos , a Consulta destaca com grande ênfase o acesso à internet ,sem atentar para o fato que , por exigir uma topologia de rede completamente diferente daquela da radiodifusão - ponto a ponto em contraposição a ponto área - o acesso internet jamais poderá ser oferecido de forma eficaz através da infra-estrutura da Televisão Digital. Ainda equivocadamente ,o exemplo da Suécia é menciona do como se ,naquele país ,a internet fosse oferecida em pé de igualdade com a programação televisiva , o que não ocorre. Lá , dos quatro canais digitais colocados em operação em l999 , apenas a pequena parte de um é usada para operação interativa , para aplicações de comercio eletrônico , informação , jogos , sendo o retorno feito pela rede de telecomunicações , em nada configurando o oferecimento de internet como hoje a conhecemos. É preciso que fique claro que a radiodifusão não intenciona abrir mão de sua missão constitucional e histórica, de sua dignidade especifica , do status honroso que compartilha com os órgãos de imprensa , nem do seu único e indispensável privilégio , que é o de produzir e gerar suas próprias imagens .O que vier a mais , será bem recebido ; a menos é incogitável. É claro que , no futuro , um mesmo terminal poderá servir para o que pretende o autor, e ainda muito mais. Caberá, como já cabe, aos fabricantes de receptores, de displays ou do que seja, diante dos anseios dos consumidores e fabricantes, na competição com os demais, oferecer aparelhos que possam desempenhar inúmeras missões. É esta uma das razões da preferência da radiodifusão pelo modelo ISDB , pois é o que melhor desempenharia estas múltiplas possibilidades. A preocupação com o conteúdo, extemporânea e extrajurisdicional, causa estranheza aos signatários. Não conseguem ver relação entre conteúdo e sistema de transmissão digital. Causou espécie, já que tanto se desbordou do tema em discussão, a ausência de consideração suficientemente profunda, sobre alta definição que aparece no texto en-passant , como uma questão menor, quando é uma decisão que não admitirá retorno, que pode condenar o povo brasileiro ,para sempre, a uma imagem ultrapassada , insuficiente e incapaz de acompanhar a vertiginosa evolução tecnológica de todos os meios de comunicação. A questão é da maior importância porque se não optarmos, agora, pelo melhor, poderemos tê-lo ou não; mas se optarmos, agora, pelo pior, jamais teremos o melhor. Quanto aos itens referentes às pesquisas , não foi fornecida a metodologia que permitisse uma apreciação correta. Na certeza de estarmos contribuindo para o esclarecimento da matéria consultada, subscrevemo-nos ,renovando os protestos de nossa mais alta consideração , Atenciosamente , Fundação Padre Anchieta TV Cultura TVSBT Canal 4 de São Paulo S.A TV Globo Ltda. Rádio e Televisão Record S.A Rádio e Televisão Bandeirantes Ltda..
Justificativa: Contribuição em conjunto com Fundação Padre Anchieta TV Cultura, TVSBT Canal 4 de São Paulo S.A, TV Globo Ltda.e Rádio e Televisão Record S.A .
Contribuição N°: 26
ID da Contribuição: 6931
Autor da Contribuição: eletros
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: À ANATEL Prezados Senhores, Em atenção à consulta pública 291, encaminhamos no arquivo anexo as considerações a respeito. À disposição de V.Sas. Atenciosamente, Paulo Saab Diretor Presidente ============================================================ Contribuições da ELETROS para a Consulta Pública n. 291, de 12 de Abril de 2001. A natural evolução tecnológica de um dos eletrodomésticos mais utilizados no Brasil, colocará ao alcance da população as mais modernas aplicações de telecomunicações: imagem, som e interatividade. A ELETROS, Associação dos Fabricantes de Eletro-Eletrônicos do Brasil, vem por meio desta contribuição, fornecer informações e dar suporte a decisão que a ANATEL tomará nos próximos meses, dando um rumo definitivo para a popularização de tecnologias antes restritas a certas camadas da população. A defesa dos interesses dos consumidores é nossa prioridade, e com base nesta afirmação disponibilizamos os seguintes comentários: 1. Avaliação técnica dos padrões de televisão digital terrestre. A ELETROS co-patrocinou os testes técnicos realizados pela SET-ABERT em São Paulo, disponibilizando também sete engenheiros de alta qualificação das empresas associadas para acompanhar os testes. Naquela etapa, reconheceu que o COFDM apresentou melhor performance técnica. Contudo, entendeu também que outros fatores deveriam ser considerados, técnicos e mercadológicos, para uma decisão acertada também para o consumidor brasileiro. 2. Situação da televisão digital em outras partes do mundo. O Relatório Integrador descreve corretamente os vários modelos de negócio possíveis, adotados ou em processo de adoção em vários países do mundo. É importante considerar que a decisão do modelo de negócio para um país é principalmente fundamentada nos parâmetros que mensuram e refletem a sociedade que vive naquele determinado país. Focando em nossa realidade, é de conhecimento que cerca de 90% da população depende de recepção por antena comum. Mesmo aqueles que tecnicamente poderiam se conectar à TV a cabo, ou por satélite, ainda não o fazem por impossibilidade de arcar com o custo da assinatura, algo como 30 a 70 reais por mês. Nossa realidade é de uma distribuição de renda e geográfica singular. 3. Evolução tecnológica dos sistemas de televisão digital e possibilidade de novas aplicações. Os três sistemas sofrerão grandes evoluções nos próximos anos. A tecnologia digital para televisão ainda está se iniciando e dificilmente um televisor que virá a ser disponibilizado será a prova de futuro. As novas tecnologias de interatividade como MHP, para o DVB ou DASE do ATSC, por exemplo, estão em processo de introdução e os aparelhos que poderão vir a opera-los têm uma evolução constante. O sistema a ser adotado deverá permitir que o produto adquirido possa ser substituído ou evoluído na mesma velocidade das melhorias introduzidas no sistema de TV digital, compatíveis com o poder aquisitivo do público consumidor. A alta concentração do mercado consumidor e do parque instalado em televisores com tamanho de telas de 14 e 20 e de baixo preço, apresentam um desafio à introdução de tecnologias sofisticadas ou que tenham patamares de preço elevados. A demanda para aparelhos que ultrapassem o limite de US$ 350 é muito pequena o que acarreta um alto risco para a eventual introdução de aparelhos com alta definição ou mobilidade. De fato a evolução dos serviços de interatividade e as novas aplicações devem ser tratadas de comum acordo com a indústria. Aparelhos qualificados devem estar disponíveis simultaneamente à disponibilidade dos serviços. 4. Mercado potencial de equipamentos, prestação de serviços e infra-estrutura no Brasil A Indústria estará apta a produzir televisores e conversores domésticos cerca de ano e meio após a definição do sistema, sincronizados às primeiras transmissões digitais, sendo ela de tecnologia aberta, conhecida e de uso mundial. Os outros insumos da infra-estrutura, relativos à transmissão do sinal digital, deverão estar submetidos ao mesmo cronograma. 5. Economia de escala e aspectos industriais e de padronização de equipamentos. O Brasil tem sua indústria de televisores concentrada no Polo Industrial de Manaus. Todas as grandes empresas mundiais, além de um numero significativo de nacionais, estão lá presentes com altos investimentos. É uma situação muito vantajosa para o consumidor, pois são poucos os países no mundo que tem esta concentração. Para que esta situação vantajosa continue sendo usada em favor do consumidor, deve ser adotado um sistema de TV Digital mais globalizado possível. Deste modo os produtos aqui produzidos estariam vis a vis com os custos internacionais de produção, acarretando uma redução de custo em função da alta escala de produção. A velocidade de introdução será diferente para cada país, uma vez que a infra-estrutura e a condição sócio-econômica são diferenciadas. Quanto mais global for o sistema adotado, menor será a dependência deste mesmo sistema, com reflexos na velocidade da troca da base instalada. Existirão limitações quanto a aquisição de componentes chaves para determinados circuitos, caso o sistema adotado não seja integrado à realidade brasileira ao longo da introdução. A compatibilidade com o atual sistema PAL-M deve ser considerada, devido a simultaneidade entre a transmissão digital e analógica durante o período de introdução do novo sistema, que deverá conter soluções integradas com o atual sistema brasileiro. 6. Investimentos, financiamentos e compromissos internacionais de isonomia e reciprocidade. Duas linhas de produção de televisores deverão ser mantidas durante todos o processo de introdução, uma ainda dedicada ao atual PAL-M. Adicionalmente, uma nova linha para a produção de conversores deve ser introduzida. Para atender a nova demanda, cada fabricante deverá investir, em até 10 anos, cerca de US$ 100 milhões. A maior parte na troca de linhas de produção e desenvolvimento dos novos conversores e TV s. É importante lembrar que por um bom tempo as linhas de aparelhos analógicos estarão sendo mantidas produzindo em paralelo às dos novos aparelhos digitais (custos de produção mais altos). Outrossim, deverá ser transparente o conteúdo de pagamento de direitos e royalties relativos ao sistema a ser adotado. Esta definição não poderá ser posterior à do sistema. 7. Expectativa dos usuários brasileiros. O consumidor atual tem anseios básicos não atendidos, por ainda estar recebendo poucos canais pela antena comum com qualidade muitas vezes sofrível. Uma maior variedade, com qualidade acima da atual, sem necessidade de alta definição, poderia alavancar de forma significativa a introdução deste novo sistema. A expectativa do consumidor médio é por aumento do tamanho de tela, hoje muito concentrado em 14 e 20 . O mercado de 29 estará crescendo lentamente nos próximos anos em função do preço deste aparelho analógico ainda não estar ao alcance de determinadas classes sociais, partindo de uma base muito pequena. Os serviços de interatividade tais quais comercio eletrônico, jogos, acesso à Internet, têm custo menor para introdução nos aparelhos, podendo ser efetivados em curto espaço de tempo. Este benefício adiciona alto valor e desejo de compra independentemente da qualidade da imagem. 8. Modelo de negócio adequado às condições brasileiras, O sucesso da implementação do sistema digital no Brasil sugere um modelo de introdução de benefícios gradativos, adequados ao poder aquisitivo médio da população e a saturação do mercado. O novo sistema deve disponibilizar aparelhos econômicos e adequados ao perfil deste mercado. A introdução do sinal digital seguirá um longo cronograma o que impede que a escala de produção atinja altos níveis rapidamente. Inicialmente, as vendas serão restritas a pequenas regiões e só atingirão todo o território quando os 5500 municípios brasileiros forem 100% atendidos e todos os consumidores se sintam atraídos e em condições de compra dos novos TV s. Inicialmente, uma parcela pequena do segmento tela grande poderá suportar a diferença de custo para o TV digital. Um modelo evolutivo é o mais indicado neste cenário.. 9. Modelo de transição da tecnologia analógica para digital. As projeções da ELETROS indicam um período de transição mais longo que a expectativa inicial de 10 anos. A disponibilização do sinal transmitido deverá cobrir todos os 5.500 municípios brasileiros já mencionados. As propostas em discussão apontam para uma cobertura de aproximadamente 100 municípios nos primeiros 3 anos. Além disso a vida útil de um televisor analógico adquirido no final do período de introdução será ainda de 10 anos. Conclusão A ELETROS acredita que a alta definição na TV digital, assim como a capacidade de mobilidade, tem relevância e devem ser considerados na definição do sistema a ser adotado no Brasil. Contudo a distribuição sócio-demográfica brasileira, ainda fortemente concentrada nos níveis relativamente baixos de poder aquisitivo, nos encaminha à adoção de um modelo de negócio que ofereça a possibilidade de segmentação economicamente ajustada ao referido cenário. Portanto, a disponibilidade de conteúdo com qualidade de imagem acima da atual, várias vezes melhor do que está hoje disponível, complementada com serviços de interatividade, de modo similar a Internet, compõe a alavanca necessária para os primeiros 10 anos de introdução da transmissão de TV digital no Brasil. Objetivamente, o sistema adotado não deveria obrigar que o consumidor a pagar por aquilo que ele não vai usar ou que não deseja. É em função do consumidor que existe a possibilidade da implementação de TV Digital no Brasil.
Justificativa: ELETROS
Contribuição N°: 27
ID da Contribuição: 6932
Autor da Contribuição: RLewis
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: Contribuicao a consulta publica 291.
Justificativa: 18 de junho de 2001. Sr. Renato Guerreiro Presidente Conselho Diretor Anatel SAS-Q. 6-Bl. H 6 Andar 70313-900 Brasília, DF Brasil Prezado Sr. Guerreiro, Obrigado por permitir que a Zenith contribua com suas considerações e experiências em resposta à solicitação de comentários da Anatel no âmbito da Consulta Pública No. 291 referente a televisão digital. É um momento de grande empolgação para o setor, à medida que nos encaminhamos para a televisão digital, e fico contente em ver o Brasil assumindo um papel de liderança mundial como fêz na televisão analógica no passado. Tem havido muita discussão a respeito dos méritos técnicos de cada um dos sistemas concorrentes e tenho certeza que V. Sa. terá ouvido muitas alegações e contra-alegações. Entendemos que em muitas áreas existem diferenças fundamentais entre os sistemas, tais como interferência em serviços analógicos existentes, e, em outras áreas, uma convergência de características, tais como a capacidade de proporcionar recepção móvel. De modo que, em última análise, para se fazer a melhor escolha é preciso adotar a visão mais ampla possível das realidades técnicas e das oportunidades econômicas. Conforme detalhado nos comentários anexos, o Padrão de Televisão Digital ATSC está posicionado de modo singular para introduzir a era digital para consumidores, radiodifusores e fabricantes brasileiros. Desenvolvido especificamente para permitir a prestação robusta de serviços HDTV e outros serviços de TV digital, tais como multicasting e datacasting, em canais de 6 MHz, o padrão de TV digital ATSC é a escolha certa para o Brasil tanto do ponto de vista econômico quanto do ponto de vista técnico. Realidades Técnicas O Brasil deve escolher dentre três tecnologias dos melhores laboratórios do mundo. Vale reiterar como as diferenças dessas tecnologias afetariam o sistema de TV aberta do Brasil. A promessa da tecnologia japonesa é apenas isso, uma promessa. O padrão europeu é adequado para o contexto físico e o modelo de radiodifusão europeus - territórios pequenos com poucas emissoras nacionais e espaçamento de canal de 8 MHz -, mas não é adequado para atender às exigências de um sistema de radiodifusão do tamanho e da complexidade da realidade brasileira. Somente o ATSC atende às necessidades tecnológicas do Brasil, onde milhares de radiodifusores disputarão o precioso espaço dentro do já congestionado espectro eletromagnético a fim de alcançarem pelo menos tantos telespectadores na era digital quanto alcançam no mundo analógico de hoje, com o conduto de dados mais aberto e mais plenamente utilizável, aos mais baixos custos operacionais. O sistema ATSC também possui a capacidade de se ampliar para acomodar aplicações futuras, tais como aplicações móveis. Embora nossa opinião seja a de que o modelo de radiodifusão móvel é repleto de riscos, nossos antecedentes são os de um ambiente de mercado aberto, no qual precisamos atender às demandas do cliente para termos êxito. Para tanto, estamos ampliando o atual padrão de modo a incluir modos adicionais para suportar aplicações móveis, bem como outras aplicações futuras. Permita-me assegurar-lhe ainda que, embora nem todas as aplicações futuras, além da aplicação móvel, sejam conhecidas, estou confiante em que o padrão ATSC é suficientemente flexível e possui a infra-estrutura correta para acomodar essas e outras necessidades ainda não definidas. Oportunidades Econômicas Igualmente importante, a adoção do padrão ATSC de 6 MHz por si só pode gerar economias de escala suficientes nas Américas para o Brasil liderar a criação de um mercado de TV digital de abrangência continental, com todos os benefícios inerentes que isso trará para consumidores, fabricantes e radiodifusores. Contrariamente, o sistema DVB de 8 MHz obrigaria os fabricantes brasileiros a produzir um sistema digital híbrido, semelhante ao sistema PAL-M analógico que atualmente exclui o Brasil dos mercados de exportação. O custo de um aparelho de televisão em cores PAL-M é aproximadamente 30% mais caro do que o de um produto NTSC comparável fabricado no México e vendido no Chile. A seleção do sistema japonês ISDB manteria os fabricantes brasileiros fora do mercado digital por, no mínimo, mais dois a três anos, e, então, os obrigaria a concorrer com fabricantes japoneses já bem estabelecidos. Mas talvez ainda mais importante seja um exame do clima econômico que os sistemas criam. Graças ao sistema ATSC, está ocorrendo uma revolução econômica e novas empresas estão começando a aproveitar as novas possibilidades proporcionadas pela televisão digital. As empresas de datacasting (difusão de dados), por exemplo, estão pagando um valor substancial aos radiodifusores para transmitirem sinais, enquanto outras empresas estão criando produtos de hardware e software para venderem tanto a consumidores quanto a radiodifusores. Pela primeira vez em muito tempo, um setor que tem cinqüenta anos de idade está se comportando como se fosse recém-criada. Acreditamos que tudo isso é resultado direto da adoção do padrão ATSC. Esperamos que o seu país se somará a nós, não para fomentar ainda mais nossa revolução, mas sim para criar o mesmo clima e os mesmos benefícios em seu próprio país, ao mesmo tempo em que aproveita o progresso que já alcançamos. Quando examinamos os outros sistemas e a abordagem de mercado fechado em que se originaram, é difícil entender como eles poderiam criar o dinamismo econômico interno a que o Brasil tanto faz jus. Ouvimos muitas das promessas de fábricas e investimentos econômicos que decorreriam se selecionado este ou aquele sistema e acreditamos que um certo nível de investimento ocorrerá independentemente de sua escolha. Porém, somente o sistema ATSC criará um clima econômico vibrante e auto-suficiente que beneficiará o Brasil no longo prazo. Além disso, incentivamos o Brasil a afirmar a legítima liderança que lhe cabe na definição dos rumos futuros da televisão digital. Quer seja por meio da CITEL, quer do ATSC ou de outros foros apropriados, antecipamos com interesse a oportunidade de colaborar com os senhores a fim de atender às demandas de toda a região das Américas. Em síntese, com base em suas raízes no livre mercado, o padrão ATSC continuará a evoluir de modo a atender às necessidades do mercado, em constante mudança. Acreditamos que o Brasil está posicionado de modo singular para ajudar a impulsionar essa evolução e diversidade no padrão de TV digital para a região das Américas. Estamos prontos para trabalhar com seus especialistas a fim de assegurar esse êxito e permanecemos comprometidos a fazer tudo o que nos for possível para respaldar o processo decisório no que tange à TV digital e à rápida implementação do serviço de TV digital no Brasil. Atenciosamente, Richard M. Lewis Vice-presidente Sênior O PADRÃO ATSC/8-VSB OFERECE A MELHOR OPÇÃO PARA O BRASIL Zenith Electronics Corporation Ao longo dos últimos três anos, a Zenith Electronics Corporation tem firmemente dedicado tempo e envidado esforços no sentido de proporcionar informações e responder a todas e quaisquer questões que tenham surgido durante o processo decisório referente ao futuro da televisão digital em seu grande país. É no mesmo espírito de compromisso e dedicação que temos o prazer de contribuir com nossas considerações e experiências em resposta à solicitação da ANATEL por comentários no âmbito da Consulta Pública No. 291 referente à televisão digital. Fundada em 1918 e há muito uma líder em tecnologias de produtos eletrônicos de uso comercial, a Zenith Electronics Corporation sempre esteve muito envolvida com a televisão digital, antes mesmo de ela se tornar digital. Em 1987, a Zenith foi o primeiro fabricante convidado a participar do seleto grupo da Federal Communications Commission (FCC) dos EUA conhecido como Comitê Consultivo sobre Serviços de Televisão Avançados (Adivosry Committee on Advanced Television Service - ACATS), criado para emitir recomendações sobre um padrão de televisão de alta definição (HDTV). A Zenith desenvolveu uma das 22 propostas originais apresentadas ao ACATS em 1988 e foi pioneira no uso dos chamados canais tabu e do modelo de negócios simulcast (transmissão simultânea) adotado pelos Estados Unidos em 1990 para a transição para a televisão digital. Ainda mais importante é o fato de a Zenith haver desenvolvido o sistema de modulação digital vestigial sideband (VSB), que foi selecionado pela Grand Alliance de HDTV em 1993 e recomendado pelo ACATS em 1995, após extensos testes e avaliações de sistemas concorrentes. A FCC adotou a modulação de transmissão 8-VSB da Zenith em 1996, preparando o terreno para a primeira implementação de televisão digital no Ocidente. Como um dos principais atores mundiais na área de televisão digital, a Zenith compartilha sua experiência com o Brasil na esperança de assegurar que esteja disponível o máximo de informação possível, de modo que o Brasil possa tomar uma decisão bem informada acerca do padrão de TV digital que melhor atende às necessidades e circunstâncias do país. Naturalmente, confiamos em que o Padrão ATSC/VSB oferece a melhor escolha ao Brasil por várias razões de ordem econômica, técnica e social. Estamos certos de que o mesmo vale para toda a região das Américas e vemos o Brasil bem posicionado para desempenhar um papel central no sentido de fomentar o estabelecimento de um padrão de TV digital de alcance continental e o desenvolvimento de um mercado de TV digital em toda a região das Américas. A adoção do Padrão ATSC/8-VSB no Brasil preparará o caminho rumo a um único padrão continental de TV digital, gerando significativas oportunidades de exportação e economias de escala para países fabricantes como o Brasil e reduzindo os preços ao consumidor de uma variedade mais ampla de produtos de qualidade para consumidores e emissoras no Brasil e, com efeito, em toda a região. Os Benefícios de um Padrão Continental Não existe qualquer dúvida de que o estabelecimento do primeiro mercado continental de TV digital do mundo beneficiará consumidores, fabricantes e radiodifusores em toda a região das Américas. Todos os fabricantes desfrutarão das maiores oportunidades que um padrão em comum trará, a começar pela exaltada base de fabricação de Manaus, que tem sido privada de um mercado de exportação significativo desde a seleção do sistema PAL-M como padrão híbrido de televisão em cores para o Brasil há várias décadas. As emissoras e os consumidores desfrutarão dos benefícios de um vasto mercado regional, bem como de maior acesso a uma gama mais ampla de produtos de qualidade a preços consideravelmente mais baixos. Na América do Norte, já existem mais de 250 produtos de TV digital no mercado, fornecidos por pelo menos 28 grandes fabricantes. Desde o final de 1998, os preços desses produtos caíram 50% e deverão cair mais 50% ao longo dos próximos dois anos. Os preços dos produtos de radiodifusão digital também estão caindo drasticamente, à medida que mais de 1.500 estações de televisão locais nos EUA se preparam para a radiodifusão digital ao longo do ano que vem. Atualmente, 195 estações de televisão digital estão no ar, transmitindo para mais de 68% dos domicílios americanos em 65 áreas metropolitanas. Na verdade, as redes nacionais estão oferecendo mais de 100 horas de programação semanal. Em particular, toda a programação do horário nobre da CBS atualmente é transmitida digitalmente e a rede anunciou seus planos de iniciar a radiodifusão digital de sua programação diurna. Com a adoção do ATSC, o Brasil tem a oportunidade ímpar de capitalizar sobre esse mercado de grandes dimensões e em franca expansão e aproveitar a já efetiva queda dos preços para entrar no mercado de TV digital num ponto mais baixo da curva de custos e, assim, oferecer uma melhor seleção de produtos de melhor qualidade a preços mais baixos a consumidores e emissoras do Brasil. Além disso, à medida que o ritmo da demanda se acelerar, a variedade de produtos de uso comercial e profissional será ampliada, enquanto os preços continuarão a cair, e cabe ressaltar que a demanda por TV digital está seguindo um ritmo bastante rápido. Uma comparação entre o ritmo das vendas iniciais de receptores e outros produtos relacionados para televisão em cores, satélite e televisão digital nos Estados Unidos ilustra nitidamente a dinâmica do emergente mercado de TV digital (ver tabela 1 abaixo). Tabela 1: Comparação das vendas nos EUA durante os quatro primeiros anos da introdução da TV digital (milhares) Não existe qualquer dúvida de que a entrada de fabricantes brasileiros no mercado ATSC impulsionará ainda mais a transição geral em toda a região das Américas. Isso fará com que os preços caiam ainda mais rapidamente na região e, mediante a maior concorrência, aperfeiçoará drasticamente a qualidade e a variedade das futuras gerações de produtos. Os consumidores brasileiros desfrutarão de produtos menos caros e de qualidade superior se os fabricantes brasileiros estiverem produzindo para um maior número de consumidores; ou seja, para um mercado que se estende para além das próprias fronteiras do Brasil. Em termos simples, tudo se resume a economias de escala. Após dois anos na transição para o serviço de TV digital, o mercado americano oferece uma impressionante variedade de produtos para recepção de radiodifusão de TV digital, inclusive set-top boxes, monitores HDTV, receptores HDTV integrados, cartões plug-in para computadores e, recentemente, receptores SDTV integrados. Embora o advento da HDTV pareça estimular uma maior demanda por telas maiores, a verdade é que os consumidores terão acesso a aparelhos de TV digital comparáveis à variedade de aparelhos de televisão analógica de hoje em termos de tamanho, características e preço. Além disso, com o equipamento ATSC, os receptores de TV digital mais simples e mais baratos produzirão uma imagem SDTV mesmo quando encontrarem um sinal HDTV, ao contrário do equipamento DVB-T, cuja tela ficará escura, sem imagem. Além dessa capacidade de decodificação universal de formatos a tecnologia de televisão digital do ATSC oferece qualidade de imagens e de som significativamente melhor, programação de vídeo muito mais extensa, bem como toda uma nova gama de serviços de informação, inclusive transmissão de conteúdo para Internet, datacasting (difusão de dados) e capacidades interativas que contribuirão para proporcionar mais plenamente os benefícios da era da informação a todos os brasileiros. Modelos de Negócio Considerando que as empresas de satélite e cabo - as principais concorrentes da radiodifusão terrestre - estão acelerando a digitalização de seus próprios sistemas, a viabilidade da radiodifusão da televisão aberta está em risco. O modelo de negócio tradicional de radiodifusão terrestre que tem funcionado tão bem para as estações de televisão analógica em todo o mundo - transmissão de uma grade fixa de programas aos domicílios - não é mais adequado para assegurar a competitividade das emissoras no novo milênio. Em decorrência disso, as emissoras em todo o mundo estão se voltando para a tecnologia digital como meio de oferecer uma variedade de serviços novos e inovadores. Mobilidade À medida que vários modelos de televisão digital são explorados e as emissoras procuram novas fontes de receitas para ajudar a cobrir os custos da transição para a televisão digital, algumas têm se concentrado excessivamente na radiodifusão móvel. O desejo pela radiodifusão móvel está surgindo, mas os verdadeiros aspectos econômicos desse tipo de serviço ainda são desconhecidos. Com efeito, a não ser como cavalo-de-Tróia para aqueles que usam suas franquias de televisão para invadir o mercado de telefonia celular, a radiodifusão de televisão móvel não é uma idéia lucrativa. A concorrência por parte de concorrentes internos à indústria de telefonia será violenta e o custo da criação das infra-estruturas celulares necessárias será elevado. Além disso, haverá um conflito inerente entre fazer o que as emissoras fazem melhor - oferecer serviços de alta largura de banda (HDTV, multicasting e datacasting) a todo o público - e prestar serviços de radiodifusão móveis a taxas de dados muito baixas a um pequeno subconjunto de consumidores. Infelizmente, alguns observadores chegaram a crer que outros padrões (DVB e ISDB) oferecem uma solução móvel para recepção de vídeo. O fato é que eles não possuem um sistema de recepção móvel. O que têm é uma demonstração cuidadosamente preparada que exibe recepção móvel, com base em um sacrifício significativo da taxa de dados e realizadas em condições de linha de visão mantidas sob vigilante controle. Além disso, é consenso geral que a recepção de vídeo móvel a uma baixa taxa de bits em áreas urbanas somente é possível usando-se múltiplos transmissores (isto é, um sistema celular). Tal sistema é extremamente caro e não existe um modelo de negócio viável para a recepção móvel. Não obstante seus atuais méritos comerciais, a Zenith tem realizado demonstrações móveis semelhantes às do DVB e ISDB. Usando, por exemplo, o 2-VSB, demonstramos com êxito a possibilidade de recepção móvel em São Paulo no ano passado. Entretanto, da mesma forma que com os outros padrões, a recepção móvel confiável não pode ser sustentada quando o sinal cai abaixo do limiar de recepção confiável, o que acontece com muita freqüência em ambientes urbanos, não-controláveis, no mundo real. No entanto, em resposta ao maior interesse pela recepção móvel - inclusive interesse por parte do Brasil - a Zenith está desenvolvendo uma série de aperfeiçoamentos tecnológicos compatíveis com versões anteriores do VSB que permitirão melhorias adicionais na recepção interna (indoor) portátel e por pedestres. Além disso, estamos trabalhando em uma abordagem celular muito promissora para a recepção móvel. Como pragmatistas, não sugerimos que o ambiente tradicional das emissoras (isto é, uma única torre) seja suficiente para transmitir um sinal de TV digital sustentado para veículos em movimento. Ao contrário, estamos experimentando com um sistema que, a exemplo de qualquer sistema móvel viável, dependeria do estabelecimento de uma configuração celular de torres por todas as áreas alvo, principalmente nas cidades. Entretanto, até a presente data, não vimos qualquer interesse comercial por um sistema móvel. Datacasting (Difusão de Dados) Com vista à consecução do mesmo objetivo (isto é, novas fontes de receita) que algumas emissoras brasileiras acreditam poder alcançar com a radiodifusão móvel, as emissoras norte-americanas estão explorando com êxito o lucrativo potencial dos novos serviços digitais reais e em operação, tais como HDTV, multicasting e datacasting. Elas estão implementando novos serviços que utilizarão as ondas do ar para distribuir toda a ampla gama de serviços eletrônicos que a Internet introduziu, além de muitos outros. Ao alavancar a característica ímpar do meio ao permitir a transmissão de uma parte para muitas, as empresas de datacasting estão estabelecendo redes de distribuição digital que usam transmissores das estações de TV locais para transmitir conteúdo multimídia diretamente para computadores, set-top boxes e, em última instância, para quaisquer outros dispositivos de recepção, tais como câmeras de vídeo de uso pessoal, consoles de jogos e dispositivos MP3. Graças ao conduto sem fio confiável de 19,3 Mbps do ATSC, os modelos de negócio para datacasting estão atraindo forte apoio, recursos financeiros efetivos, compromissos de propaganda e compromissos de transmissão de taxas de bits de longo prazo por uma razão válida. O datacasting permite que as provedoras de conteúdo driblem os gargalos e as limitações inerentes às redes de telecomunicações e de cabo de modo a disponibilizar grandes quantidades de informação e conteúdo a uma fração do custo atual. As emissoras estão entusiasmadas porque o datacasting é um serviço novo e diferente que potencializa seus modelos de negócio já comprovados, permite-lhes entrar no mercado muito lucrativo de transmissão de conteúdo a partir de uma posição sólida, ao mesmo tempo em que continuam a fazer aquilo que sabem fazer melhor: radiodifusão pelas ondas do ar para grandes públicos. Por sua vez, as novas fontes de receita e a mais ampla oferta de programação e conteúdo que a tecnologia digital permite aumentará substancialmente a competitividade dos radiodifusores terrestres diante da dura concorrência por parte dos segmentos de cabo e satélite. Para os consumidores, o datacasting tornará a recepção de conteúdo digital tão rápida e tão fácil quanto assistir televisão. Antes do final de 2001, os telespectadores americanos estarão recebendo conteúdo e serviços de Internet, aplicações interativas, milhares de CDs ou centenas de DVDs diariamente, no modo aberto, ao mesmo tempo em que desfrutarão de programação HDTV de alta qualidade (ver figura 2). É importante ter presente que o ATSC presta esses novos serviços interativos simultaneamente com programação HDTV e SDTV. Na verdade, a Anatel não deveria permitir que os consumidores e as emissoras brasileiros fiquem para trás em se tratando de HDTV. É importante ter presente que o Padrão ATSC é o único padrão de televisão digital so mundo que opera em 6-MHz e que foi implementado com êxito, além de ser o único padrão que, comprovadamente, em condições do mundo real, proporciona programação plena de alta definição, bem como aplicações multicasting e datacasting. Gerenciamento do Espectro Além de suas vantagens significativas com relação à capacidade de taxa de dados e rejeição de interferência, os estudos continuam a confirmar a cobertura de sinal superior do ATSC. A modulação 8-VSB proporciona maior garantia de que uma área de serviço de uma estação de TV digital será de um modo geral igual ou maior do que sua área de serviço analógico. Isso significa que o 8-VSB permite às emissoras alcançar o número máximo possível de telespectadores. Em contraste, é incrível o número de telespectadores que as estações de TV digital perdem usando um sinal COFDM por causa da interferência ou da capacidade de cobertura mais baixa. Um estudo realizado na Cidade de Nova Iorque, por exemplo, evidenciou que o uso do COFDM resultou na perda de 1.970.000 telespectadores em comparação com o VSB. A adoção do ATSC/VSB também permitirá que a Anatel utilize o espectro de modo muito mais eficiente, uma consideração de suma importância que ajudará a determinar o sucesso da TV digital e de outros serviços de telecomunicações no Brasil. Algumas Considerações Técnicas O sistema ATSC/VSB proporciona capacidade de cobertura bruta muito melhor. Os sistemas COFDM concorrentes exigem mais de duas vezes a potência de transmissão para alcançar a mesma cobertura e o mesmo número de telespectadores. Isso, por sua vez, significa duas vezes mais interferência nos atuais sinais de televisão analógica, o que dificulta muito mais a tarefa de encontrar alocações adequadas para canais de TV digital num espectro lotado dedicado a transmissões de televisão. Além disso, os sistemas COFDM exigem um nível de potência de transmissor mais alto para entregar a mesma potência média (uma relação pico-média mais alta). Em decorrência disso, as emissoras teriam de adquirir transmissores que são pelo menos quatro vezes mais potentes, o que acarretaria custos de aquisição e operação muito mais elevados. Em um momento em que países tais como Estados Unidos, Brasil e outros estão enfrentando difíceis circunstâncias energéticas, essa vantagem assume importância ainda maior. Considerações Finais O Brasil deve escolher entre três tecnologias dos melhores laboratórios do mundo. Vale reiterar como as diferenças dessas tecnologias afetariam o sistema de televisão aberta do Brasil. A promessa da tecnologia japonesa é apenas isso, uma promessa. O padrão europeu é adequado para o contexto físico e o modelo de radiodifusão europeus - territórios pequenos com apenas algumas poucas emissoras nacionais, transmissores de baixa potência e espaçamento de canal em 8-MHz -, mas não é adequado para as exigências de um sistema de radiodifusão do tamanho e da complexidade do brasileiro. Somente o ATSC atende às necessidades econômicas e tecnológicas do Brasil, onde milhares de radiodifusores disputarão o precioso espaço dentro do já lotado espectro eletromagnético para alcançarem pelo menos tantos telespectadores na era digital quantos alcançam no mundo analógico de hoje, com o conduto de dados mais aberto e mais útil possível, e com os mais baixos custos operacionais. Somente a adoção do padrão ATSC de 6-MHz pode gerar economias de escala suficientes nas Américas para o Brasil liderar a criação de um mercado continental de TV digital, com seus benefícios inerentes para consumidores, fabricantes e radiodifusores. Contrariamente, o sistema DVB de 8-MHz obrigaria os fabricantes brasileiros a produzir um sistema híbrido, semelhante ao sistema PAL-M analógico que atualmente exclui o Brasil dos mercados de exportação de hoje. O custo de um aparelho de TV em cores PAL-M hoje é aproximadamente 30% mais caro do que um produto NTSC comparável fabricado no México e vendido no Chile. A seleção do sistema Japonês ISDB excluiria os fabricantes brasileiros do mercado digital por pelo menos dois a três anos mais e, então, os obrigaria a concorrer com fabricantes japoneses já bem estabelecidos. Como a indústria de televisão do Brasil pode ter êxito na era digital? Fazendo o que as emissoras fazem melhor: atendo-se a seu negócio central de satisfazer às necessidades reais de seus telespectadores. É por isso que o ATSC foi adotado na América do Norte: porque proporciona a melhor combinação de cobertura, proteção contra interferência, eficiência em termos de custo, eficiência na utilização do espectro e flexibilidade para permitir que todas as estações de televisão veiculem mais entretenimento e informação a seus telespectadores, ao mesmo tempo em que lançam novos serviços que geram receita. Com o padrão ATSC, o Brasil, também, desfrutará desses mesmos benefícios - e de outros, à medida que a tecnologia e os modelos de negócio continuam a evoluir e as emissoras concentram-se naquilo que sabem fazer melhor: ser emissoras. Com base em suas raízes em um mercado livre, o padrão ATSC continuará a evoluir para atender às necessidades do mercado em constante mudança. Acreditamos que o Brasil está posicionado de modo singular para ajudar a impulsionar essa evolução e diversidade no padrão de televisão digital para a região das Américas. Estamos prontos para trabalhar com seus especialistas a fim de assegurar esse êxito e permanecemos comprometidos a fazer tudo o que nos for possível para respaldar o processo decisório sobre a televisão digital e a rápida implementação dos serviços de TV digital no Brasil.
Contribuição N°: 28
ID da Contribuição: 6933
Autor da Contribuição: hilton
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: Consulta Pública Anatel Relatório sobre assuntos técnicos e de mercado de Televisão Digital (Versão 1.0) Comentários apresentados por: Dolby Laboratories Inc. São Francisco, CA 18 de junho de 2001 Indice 1. Prefácio 4 2. Comentários específicos sobre o relatório de consulta 6 3. Visão Geral da Tecnologia de Áudio AC-3 multicanal 9 Produtos econômicos de recepção de 2 canais 10 Resumo da tecnologia 11 4. Eficiência do Espectro 12 5. Tecnologia AC-3 Um Padrão Internacional Aberto 13 6. Licenciando o AC-3, o Custo da Tecnologia AC-3 15 7. Os Benefícios para o Brasil da Difusão de Áudio AC-3 17 Para o consumidor 17 Para a difusora 17 A escalada da televisão digital 18 8. Conclusão 20 1. Prefácio 1.1 Dolby AC-3 é claramente a melhor opção de codificação de áudio para o sistema brasileiro de DTV. Este documento fornece uma visão geral da tecnologia AC-3, contendo muitos detalhes que não estão presentes no relatório de consulta. Ele também corrige algumas informações incorretas que foram incluídas no relatório. 1.2 A tecnologia Dolby AC-3 é atualmente utilizada em mais de 108 milhões de produtos de consumo. Isso inclui mais de 35 milhões de DVD-Vídeo players residenciais e mais de 42 milhões de DVD-ROMs para computadores pessoais. 1.3 Dolby AC-3 (comercialmente usado com o nome de Dolby Digital) é uma tecnologia de codificação/decodificação de 5.1 canais de áudio independentes (discretos) desenvolvida pela Dolby Laboratories. Essa tecnologia tornou-se o padrão de áudio em praticamente todos os novos formatos digitais de áudio de consumo, incluindo DVD (Digital Versatile Disc), TV a cabo digital, e transmissão digital de TV. A tecnologia Dolby AC-3 permite que seis canais de áudio sejam armazenados ou transmitidos com menos taxa de transmissão de dados que apenas um canal de áudio no atual formato dos CDs. 1.4 A tecnologia AC-3 foi primeiramente adotada como padrão pela ATSC. Desde então, tornou-se padrão internacional (ITU-R), e Dolby comprometeu-se como de costume a ambos, ATSC e ITU-R, em licenciar sua tecnologia de maneira justa e aberta. A pedido das firmas transmissoras da Austrália e de outros países, o projeto DVB incorporou a tecnologia AC-3 no seu padrão. Equipamentos com decodificadores AC-3 e transmissões de DTV com áudio codificado em AC-3 (incluindo as transmissões no formato MPEG que não contenham áudio) são totalmente compatíveis com o padrão DVB. 1.5 A Dolby licencia as patentes e o know-how do AC-3. Não possuindo patentes do AC-3 no Brasil, a Dolby não cobrará royalties de patente sobre os produtos de AC-3 fabricados e vendidos no Brasil, nem em outros países onde ela não possui patente. Dolby oferecerá aos fabricantes a opção de licenciar o seu know-how sobre a implementação do AC-3. Não se exige que os fabricantes aceitem esta licença opcional. 1.6 A Dolby Laboratories tem estado na liderança dos avanços de tecnologia de áudio multicanal desde a introdução na década de 70 do sistema Dolby Surround nos cinemas. Na década de 80, Dolby introduziu no mercado de consumo esta mesma matriz usada nas salas de cinema, desta vez para uso residencial, começando a revolução do home theater. Na década de 90, Dolby introduziu o sistema AC-3 de áudio multicanal, primeiro no cinema e logo em seguida em aplicações residenciais. 1.7 A Dolby Laboratories acredita firmemente que o futuro da parcela de áudio do entretenimento é o som surround, pois não há outra direção para o áudio do que esta. A primeira geração foi o sistema Dolby Surround que ainda continua a ser um sucesso comercial. A geração de som surround que se seguiu é Dolby AC-3, utilizada em DVD-Vídeo, DVD-Áudio, computadores pessoais, vídeo games e televisão digital (DTV). A ampla aceitação por parte dos consumidores demonstra que novas tecnologias que não suportarem o áudio 5.1 serão consideradas de qualidade inferior. A Dolby Laboratories acredita firmemente que a oferta de áudio de 5.1 canais é essencial para qualquer novo formato de entrega de áudio para o consumidor. O áudio multicanal da Dolby tem impulsionado as vendas de DTV. O custo de produtos de entretenimento, pelo menos no que se refere ao hardware, está caindo: chips baratos, monitores de televisão de tela plana de baixo custo, decodificadores de TV a cabo sem custo ou com baixo custo para o consumidor, não esquecendo o áudio multicanal da Dolby (declarado por vários conhecedores como sendo o maior responsável pelas vendas de televisão de tela grande do que qualquer outro avanço tecnológico desde o advento da televisão colorida). 1.8 A Dolby Laboratories concebe, projeta, desenvolve e lança produtos e tecnologias de processamento de áudio. A Dolby também fabrica equipamentos de áudio profissional para a indústria cinematográfica, de tele e radiodifusão e estúdios de gravação. Dolby também licencia tecnologias de processamento de áudio para uma ampla variedade de aplicações de entretenimento no ramo de aparelhos eletrônicos de consumo e computadores. Oferecer a melhor qualidade de áudio possível para as áreas de qualquer entretenimento, incluindo música, filmes, televisão e multimídia é a principal missão da Dolby Laboratories, que é uma empresa privada sediada em São Francisco, com escritórios em Nova Iorque, Los Angeles, Shangai, Pequim, Tóquio e sede européia na Inglaterra. 2. Comentários específicos sobre o relatório de consulta 2.1 O documento Relatório sobre assuntos técnicos e de mercado integrados de Televisão Digital (Versão 1.0) 1/168 contém informações incorretas sobre a tecnologia Dolby AC-3 e informações incorretas sobre MPEG-1, MPEG-1 Layer-II e a tecnologia MPEG-AAC. As informações incorretas estão relacionadas a seguir: Que o AC-3 é patenteado Que o DVB utiliza áudio MPEG para o som multicanal Que somente a Austrália usaria AC-3 no sistema DVB Que o MPEG Layer-II pode comportar múltiplas gerações e o AC-3 não pode As taxas de transmissão de dados listadas para qualidade de CD estão incorretas O número de canais (ou fluxos) comportados está incorreto ou falta uma descrição completa nos sistemas de codificação de áudio mencionados acima Além disso, esses comentários tratarão de algumas informações incorretas adicionais listadas abaixo que podem ter sido inferidas sem intenção: Que o AC-3 aumenta significativamente o custo dos decodificadores Que custará caro ter AC-3 em receptores de definição padrão Que os fabricantes de receptores não podem obter materiais para AC-3, tais como chips decodificadores 2.2 Seção 4.6.1 Dolby Digital (AC-3) padronizado pela ITU como tecnologia ITU-R BS.1196-E (1995). A tecnologia AC-3 é um padrão internacional e a Dolby comprometeu-se como de costume a licenciar sua tecnologia de maneira justa e aberta. O custo de implementação de circuitos decodificadores de AC-3 é atualmente baixo, e está diminuindo rapidamente ainda mais devido à alta integração dos componentes em circuitos integrados. 2.3 Seção 4.6.1 O projeto DVB incorporou a tecnologia AC-3 no padrão DVB em dezembro de 1998. O projeto DVB incluirá somente a tecnologia em suas especificações se a tecnologia for um padrão aberto e não patenteado, amplamente documentado por um órgão normativo aprovado. Dolby Digital foi incluído como uma segunda opção totalmente equivalente para codificação de áudio nos padrões DVB-S, -C e -T. 2.4 Seção 4.6.1 A pedido das firmas transmissoras da Austrália e de outros países, o projeto DVB incorporou a tecnologia AC-3 no seu padrão. Desde a inclusão de AC-3 nas especificações do DVB, Singapura e Índia adotaram o padrão DVB com a opção de AC-3 e Hong Kong indicou sua intenção de fazer o mesmo. No caso de Hong Kong e da Índia, a intenção é de que somente áudio AC-3 seria utilizado e não haveria nenhum uso de MPEG Layer-II. Na Alemanha, AC-3 está sendo utilizado atualmente em algumas transmissões de satélite em DVB-S. Serviços adicionais de DVB na Europa anunciarão em breve a introdução de transmissões de AC-3. Em todos estes casos citados, AC-3 é a única tecnologia de áudio multicanal que está sendo utilizada atualmente em qualquer aplicação de DVB. 2.5 Seção 4.6.1 Dolby Digital (AC-3) pode ser o único áudio transmitido no padrão DVB, como determinado claramente nas especificações do DVB não há necessidade de se transmitir MPEG estéreo simultaneamente. Isto significa que hoje uma difusora pode transmitir AC-3 como o único formato de áudio para esse serviço. As especificações do DVB publicadas pela ETSI nos documentos TR 101 154 e EN 300 468 fornecem uma descrição detalhada do uso do AC-3 em DVB. 2.6 Seção 4.6.2 As três tecnologias de codificação (AC-3, MPEG e AAC) são tecnologias de codificação com perda de percepção. Nenhuma dessas tecnologias de codificação foi criada especificamente para desempenho de múltiplas gerações. Quanto pior for o desempenho de um codificador de percepção, mais provável será que a concatenação ou recodificação resultará em artefatos sonoros da codificação de áudio. A declaração de que MPEG pode ser recodificado até 8 vezes é, em nossa opinião, incorreta e seria facilmente provado em contrário por um teste de audição cuidadosamente conduzido. Apesar de nenhuma dessas tecnologias de codificação ter sido projetada para codificação de múltiplas gerações, MPEG Layer-II seria o mais prejudicado devido à sua ineficiência quando comparado ao AC-3 ou AAC com taxas equivalentes de transmissão de bits. As taxas de transmissão de bits equivalentes aproximadas para áudio de qualidade de CD seriam as seguintes: codificação de 2 canais AAC 128 kb/s (testes CRC) AC-3 192 kb/s (testes CRC) MPEG-1 Layer-II 256 kb/s (ITU-R Rec. BS.1115) codificação de 5.1 canais AAC 320 kb/s AC-3 448 kb/s MPEG-2 Layer 2 640 kb/s 2.7 Seção 4.6.1 Esta seção do documento é relativamente confusa sobre quantos canais são transmitidos pelo AC-3. Parece que o autor confundiu as capacidades do sistema Dolby E profissional e as descreveu, em vez das capacidades do AC-3. Enquanto AC-3 foi projetado especificamente para entregar áudio para o consumidor, Dolby E foi projetado especificamente para o uso de profissionais de difusão e para ser de tal qualidade que um grande número de gerações de codificação/decodificação e qualquer processamento de sinal podem ser realizados sem nenhum prejuízo para o áudio resultante. Acreditamos firmemente que o áudio Dolby E é muito superior ao MPEG no ambiente de estúdio profissional e que qualquer teste cuidadoso comprovará este fato. Nos Estados Unidos, algumas difusoras estão usando AC-3 na área profissional (para contribuição de programa e distribuição via satélite). Nesse caso, AC-3 está sendo operado à taxa de transmissão de bits mais elevada de 640 kb/s, de modo que uma margem adicional de qualidade está disponível. AC-3 está sendo usado desta forma porque Dolby E não estava ainda disponível quando certas redes começaram a transmitir áudio de 5.1 canais. AC-3 não oferece a funcionalidade (comutação e edição baseada em quadro de vídeo) do Dolby E nessa aplicação, mas a qualidade é totalmente satisfatória. 2.8 Seção 4.6.2, Seção 4.6.3, Seção 4.6.4 O número de canais listado como permitido, suportado ou disponível com relação a MPEG e AAC é incorreto ou enganoso. AC-3 permite até 5.1 canais de áudio em um único fluxo elementar. MPEG-2 Layer-II permite a inclusão de canais multilíngues adicionais no mesmo fluxo elementar como o áudio principal. Essa não é uma boa estratégia de engenharia de sistemas, uma vez que ela é uma combinação da camada multiplexadora com a camada de codificação de áudio. Com AC-3, qualquer número de serviços multilíngues ou serviços para deficientes (auditivo ou visual) pode ser fornecido utilizando-se fluxos múltiplos de áudio. Não há limite arbitrário no número de serviços que podem ser oferecidos e não há complexidade adicional do sistema para os serviços de multiplexação nos fluxos elementares. 2.9 Seção 4.6.3, Seção 4.6.4 A especificação do AAC permite a possibilidade de até 48 canais em um único fluxo de bits. No entanto, não há nenhuma implementação atual do AAC que permitiria mais de 5.1 canais. O padrão ISDB permite que o ACC use um máximo de até 5.1 canais. Assim como com o AC-3, os serviços adicionais com o AAC (multilíngues, etc.) são fornecidos pela camada de sistemas MPEG-2 transmitindo fluxos elementares adicionais. 2.10 Seção 4.6.3, Seção 4.6.4 A declaração relacionada com a entrega de canais múltiplos de áudio (até 48 canais) discretamente para o consumidor para combinação subseqüente pelo consumidor é não apenas proibida pelos padrões ISDB e AAC, mas também seria altamente improvável que qualquer proprietário de conteúdo venha a permitir que tal formato seja utilizado com o seu conteúdo. Muito pelo contrário, os provedores de conteúdo, como os principais estúdios de cinema, adotaram AC-3 para DVD em parte devido à sua capacidade de fornecer um controle melhor sobre o que seus clientes escutam. 2.11 Seção 4.6.2, Seção 4.6.3, Seção 4.6.4 Além disso, deve-se lembrar que qualquer um dos formatos de canais ampliados mencionados acima não seriam compatíveis com os decodificadores existentes no mercado, novamente exigindo a transmissão simultânea de áudio de 5.1 e 2 canais, requerendo uma taxa da transmissão de dados adicional. 2.12 Seção 4.6.2, Seção 4.6.3, Seção 4.6.4 Os três padrões de DTV (ATSC, DVB e ISDB) permitem fluxos de bits com áudio múltiplo. Esta seria a maneira correta de transmitir simultaneamente fluxos múltiplos de áudio que seriam usados em aplicações como idiomas adicionais. 3. Visão Geral da Tecnologia de Áudio AC-3 multicanal 3.1 O Dolby AC-3 usado em aplicações de DTV foi projetado como um sistema de fornecimento de áudio à residência do consumidor. Consequentemente, certas características chaves foram projetadas no sistema: Alta qualidade de som Capacidade de transmitir canais múltiplos de áudio Entrega superior de áudio mono e estéreo Possibilidade de projeto flexível de receptores utilizando uma característica chamada downmixing Implementações de baixo custo para receptores estéreo e mono Atualização simples de mono e estéreo para áudio multicanal tanto para o consumidor quanto para o difusor, criando um sistema compatível às mudanças do futuro Desempenho garantido dos equipamentos para o mercado consumidor através do programa de testes na Dolby Laboratories Otimização da apresentação de áudio para o receptor de cada consumidor Controle do volume dos programas no decodificador do cliente Capacidade de melhoria da qualidade do áudio através de atualizações do codificador, sem perder a compatibilidade com todos os decodificadores existentes 3.2 Como vimos, Dolby AC-3 não é simplesmente um meio condutor de sinais de áudio; ele é um sistema abrangente que fornece áudio para entretenimento onde um fluxo de bits codificado fornece a reprodução de áudio otimizada em aplicações que vão desde receptores de televisão monofônicos até o home theater multicanal. O sistema AC-3 inclui um amplo conjunto de funções de controle de som que soluciona os problemas concretos de reprodução em diversos ambientes dos ouvintes. As funções do sistema fornecem condições para: realizar o downmix dos 5.1 canais de áudio no decodificador para que sejam reproduzidos num formato estéreo ou mono sem a necessidade de transmissão simultânea de um fluxo de áudio compatível aos dois em separado normalizar a variação de volume entre os programas otimizar a faixa dinâmica reproduzida (por exemplo, entre ambientes quietos e relativamente ruidosos) otimizar a reprodução com configurações diferentes de alto-falantes (por exemplo, de uma à 5.1 caixas de som sem perder nenhum componente do som multicanal original) Essas funções fornecem soluções para problemas práticos como o problema da propaganda mais alta , para que variações inconvenientes de volume entre um programa e outro não mais ocorram. 3.3 Essas funções fornecem também uma entrega superior de áudio mono e estéreo. Alguns receptores podem incluir saídas de RF e de linha. A faixa dinâmica disponível através da saída de RF é pequena e limita a faixa dinâmica que pode ser transmitida para todos os ouvintes. No entanto, o controle da faixa dinâmica no Dolby AC-3 permite que uma faixa dinâmica maior (própria para as saídas de linha) seja transmitida e o decodificador reduzirá a dinâmica conforme exigido para a saída de RF. Essa idéia ainda não foi implementada em nenhum outro sistema de codificação de áudio. Produtos econômicos de recepção de 2 canais 3.4 Dolby AC-3 não é somente para o entusiasta do home theater! A sua concepção flexível permite uma apresentação em mono e estéreo de baixo custo e de alta qualidade do produto sem deixar de oferecer a oportunidade do consumidor atualizar para 5.1 canais no futuro. Como resultado, esses produtos, conhecidos como produtos de 2 canais, representam uma grande parcela dos produtos de consumo do Dolby AC-3. 3.5 Esses produtos fornecem uma faixa dinâmica mais ampla do que o áudio de TV convencional e o volume normalizado através das funções do sistema descritas acima. 3.6 Uma saída digital é incluída, permitindo que o consumidor atualize para um sistema de home theater no futuro. É importante destacar que essa saída é compatível com mais de 9,5 milhões de decodificadores que existem no mercado atualmente, sem requerer nenhuma mudança no áudio transmitido nem no produto receptor (como o conversor para televisão a cabo e satélite, por exemplo). 3.7 A proposta alternativa para o áudio DVB é a tecnologia de áudio MPEG-1, que foi originalmente concebida para fornecer um meio para dois canais de áudio. Com o áudio MPEG-2, esse meio foi ampliado para múltiplos canais, mas com a restrição de compatibilidade com o sistema anterior de 2 canais MPEG-1. Essa restrição compromete o desempenho e impede que o áudio do MPEG-2 se iguale ao desempenho do AC-3 a uma taxa de transmissão de bits comparável e prática. Os benefícios da utilização do AC-3 já foram comprovados em testes de audição criteriosos entre os dois sistemas. 1993 Grand Alliance (os testes originais de audição da DTV nos EUA) 1994 Teste internacional do MPEG-2 (a escolha do áudio multicanal para DVD) 1995 Teste do ACATS nos EUA 1995 Teste do BTA/ARIB no Japão 1997/8 Testes do EBU em áudio multicanal 1997 Testes do CRC (Canadá) em estéreo Resumo da tecnologia 3.8 A qualidade de áudio entregue pelo AC-3, quantidade de funções, a disponibilidade de uma variedade de decodificadores econômicos para o consumidor e o alto nível do suporte de engenharia de aplicações fornecido pela Dolby Laboratories para construir uma infra-estrutura robusta de suporte, levou à ampla adoção do AC-3 para as seguintes aplicações já em uso: Televisão digital ATSC nos EUA, Canadá, Taiwan, Coréia e Argentina Televisão a cabo digital nos EUA Transmissão por satélite nos EUA, incluindo DirecTV e Echostar Televisão digital DVB-T na Austrália, Singapura e Hong Kong Televisão digital DVB-S e DVB-T na Europa DVD em todas as regiões Computadores e jogos (por exemplo, Sony PS2, Microsoft X box) Disco a laser 4. Eficiência do Espectro 4.1 Dolby AC-3 opera com uma eficiência de espectro superior à do áudio MPEG. AC-3 fornece áudio estéreo praticamente transparente a uma taxa de transmissão de bits de 192 kb/s. O codificador de áudio MPEG exige uma taxa de transmissão de bits de 256 kb/s 33% maior (ou seja, eficiência de espectro inferior) para fornecer áudio de qualidade semelhante. A vantagem de eficiência do espectro da tecnologia AC-3 pode ser aproveitada para dar uma vantagem econômica (por exemplo, mais espaço para difusão de dados, como Close Caption, legendas, etc.). Isso é especialmente verdade se as difusoras puderem transmitir somente áudio AC-3, sem a necessidade de transmitir o áudio MPEG. 4.2 Enquanto AC-3 oferece uma eficiência maior na utilização de espectro para transmissão de áudio estéreo, a eficiência de espectro da transmissão mono AC-3 (ou seja, sem inclusão de áudio MPEG) se torna esmagadora com a transmissão de áudio multicanal. O fluxo multicanal do AC-3 também pode atender às necessidades dos ouvintes de programas em mono e estéreo através de downmixing, ou seja, não há necessidade de transmitir um fluxo de bits separado para os ouvintes. Se um fluxo de bits de áudio MPEG mono ou estéreo for também incluído, o espectro será desperdiçado. 4.3 Em situações onde serviços de áudio alternativo são necessários, como idiomas múltiplos ou serviços para deficientes, a ineficiência da transmissão de áudio em formato MPEG aumenta ainda mais. 4.4 Os serviços de difusão por satélite (DBS Direct Broadcast Satellite) nos EUA, na América do Sul e muitos dos serviços de difusão de vídeo digital (DVB Digital Vídeo Broadcast) na Europa se iniciaram antes do AC-3 estar disponível. Esses serviços de difusão, por necessidade, começaram com o áudio estéreo MPEG antigo. Agora que o áudio multicanal está se tornando uma característica importante , esses serviços estão adicionando áudio AC-3 em modo de transmissão simultânea. Os serviços existentes estão limitados, talvez para sempre, ao requisito ineficiente de transmissão simultânea de estéreo com áudio multicanal porque eles começaram a operar com estéreo MPEG e precisam continuar com o serviço estéreo original para não silenciar os receptores mais antigos. 5. Tecnologia AC-3 Um Padrão Internacional Aberto 5.1 O AC-3 é um padrão de codificação de áudio reconhecido internacionalmente e totalmente documentado na Recomendação BS-1196 da ITU-R. A tecnologia AC-3 está prontamente acessível aos fabricantes de produtos em todo o mundo sob licença e é amplamente reconhecida como a solução pragmática para uma infinidade de aplicações de consumo, incluindo serviços de áudio para televisão digital. 5.2 A Dolby Laboratories, como membro da DVB, obedecem a seguinte diretriz da DVB: Os sistemas DVB foram desenvolvidos através de consenso nos grupos de trabalho do Módulo Técnico. Os membros dos grupos foram obtidos da assembléia geral do projeto. Uma vez publicados através da ETSI, os padrões serão disponíveis a um custo mínimo para qualquer um em todo o mundo. Os padrões abertos libertam os fabricantes para implementar serviços inovadores e de valor agregado. Não importa onde a tecnologia DVB é desenvolvida. Ela está disponível em todo o mundo . 5.3 A Dolby Laboratories, como membro integral da DVB, trabalhou no módulo técnico para adicionar as seções relativas aos padrões para permitir o uso do AC-3. Esse trabalho é publicado pela ETSI em TR 101 154 e em EN 300 468. 5.4 A Dolby Laboratories concordou com uma política de licenciamento aberta e justa, como exigido pela ITU (International Telecommunications Union). 5.5 A Dolby Laboratories, como membro da ATSC, tornou a especificação do AC-3 disponível ao público e concordou com uma política de licenciamento aberta e justa, como exigido pela organização. 5.6 A Dolby Laboratories, como membro do fórum DVD, tornou a especificação do AC-3 disponível ao público e concordou com uma política de licenciamento aberta e justa, como exigido pela organização. 5.7 Como parte do compromisso com o licenciamento aberto e justo, a Dolby Laboratories também declarou publicamente que nada será cobrado das difusoras, nem dos operadores de rede e fornecedores de programas para a utilização de sinais que correspondem às especificações do AC-3. 5.8 Seguem exemplos de órgãos normativos e regulamentadores que aceitaram ou adotaram a tecnologia AC-3 para aplicações profissionais e de consumo em televisão digital: A International Telecommunications Union (ITU-R) O Digital Video Broadcast Consortium (DVB) O Digital Versatile Disc (DVD) Forum O Digital Audio-Visual Council (DAVIC) O Advanced Television Systems Committee (ATSC) A Society of Cable and Telecommunications Engineers (SCTE) O FCC Advisory Committee on Advanced Television Services (ACATS) A U.S. Federal Communications Commission (FCC) 5.9 Os esforços eficazes de padronização freqüentemente se beneficiam de contribuições técnicas criativas de empreendimentos comerciais. Por exemplo, o áudio MPEG Layer-II foi desenvolvido em grande parte pelos esforços de três organizações de pesquisa incluindo a Philips (Países Baixos), a CCETT (França) e a IRT (Alemanha). No caso do AC-3, a Dolby Laboratories foi responsável pelos esforços de pesquisa e desenvolvimento. No entanto, em ambos os casos, as tecnologias foram discutidas e debatidas em processos de padronização abertos antes de serem finalizadas, documentadas e ratificadas. 5.10 As tecnologias de áudio MPEG-2 e AC-3 estão sujeitas a patentes internacionais de propriedade das respectivas empresas que as desenvolveram. Em ambos os casos, licenças de patente sujeitas a royalty são exigidas para prática de qualquer uma das respectivas tecnologias nos países onde as patentes foram emitidas. 5.11 Uma vez que a prática dos padrões de áudio MPEG-2 e AC-3 geralmente (ou seja, nos países com patente) envolve a prática de direitos de propriedade intelectual protegida por patentes, os processos de padronização de ambas as tecnologias exigiu declarações dos detentores dos direitos indicando sua intenção de licenciar suas patentes relevantes de forma não-discriminatória e baseada em condições de licenciamento razoáveis. 6. Licenciando o AC-3, o Custo da Tecnologia AC-3 6.1 Como é o caso com qualquer tecnologia, os benefícios substanciais do AC-3 são acompanhados de alguns custos. Os custos são: a) o circuito necessário no receptor para decodificar o sinal codificado em AC-3 como um circuito integrado de processamento de áudio dedicado, ou como um código de software embutido em um único circuito integrado para o processamento de áudio e vídeo b) royalties pagos aos proprietários das patentes c) royalties para o uso de informações com direito autoral, marcas comerciais, know-how técnico e segredos industriais. 6.2 Como com a maioria das tecnologias modernas, o custo do circuito para AC-3 começou alto, caiu para níveis moderados e está rapidamente tornando-se insignificante devido aos avanços da tecnologia de semicondutores, aumento do volume de produção e o alto nível de adoção do sistema em produtos de consumo. A implementação inicial (por volta de 1991) utilizou um conjunto de cinco chips de processamento de sinal digital (DSP) em um produto profissional vendido inicialmente por quase US$ 20.000. Em poucos anos o decodificador de AC-3 foi implementado em um único chip de DSP e começou a penetrar no mercado de consumo de alto nível em produtos vendidos por alguns milhares de dólares. Hoje em dia existem diversos chips decodificadores de AC-3 em produtos que são vendidos por menos de US$ 100. 6.3 O custo verdadeiro do circuito do decodificador de áudio AC-3 incluído em um chip decodificador MPEG-2 de vídeo MPML está na ordem de US$ 0,24 atualmente. E o que é mais importante, o custo já está diminuindo para menos de US$ 0,10 num futuro não muito distante. 6.4 Portanto, o custo dos decodificadores de AC-3 contidos em produtos A/V, receptores de televisão, DVD players e conversores de televisão a cabo é insignificante. A continuidade da integração dos sistemas levou à inclusão da função de decodificação do AC-3 no mesmo chip que o decodificador de vídeo MPEG-2, criando soluções em um chip para receptores de DTV e DVD players. 6.5 À medida que o AC-3 é incluído no padrão de todos os DVD players e todos os sistemas terrestres de HDTV em uso atualmente, espera-se o crescimento dos decodificadores AC-3 e a conseqüente redução do custo. AC-3 é o único formato de áudio em que isto está acontecendo. 6.6 A outra questão do custo é a da propriedade intelectual. Do mesmo modo que com outros decodificadores de áudio (por exemplo, MPEG-2 que é licenciado pela Philips), existem custos de propriedade intelectual associados ao áudio AC-3. A Dolby oferece uma licença abrangente, consistindo de diversas propriedades intelectuais, como patentes, know-how, marcas registradas, trabalho com direito autoral e segredos industriais. O programa de licenciamento inclui um amplo serviço de suporte técnico, incluindo verificação e teste do produto. 6.7 Uma vez que a Dolby não obteve cobertura de patente para o AC-3 no Brasil, ela não pode cobrar royalty de patente sobre produtos fabricados e vendidos neste país (nem sobre produtos comprados ou vendidos entre outros países sem patente e o Brasil). A Dolby ainda oferecerá a licença de outras propriedades intelectuais como marcas comerciais e know-how. A aceitação desse tipo de licença é opcional. 6.8 As implementações (definidas como circuitos integrados ou códigos de software) são totalmente testadas e verificadas pela Dolby antes da liberação para venda. Não há pagamento de royalties associados às implementações. 6.9 Como parte do royalty de produto para a licença de marca comercial e know-how, a Dolby Laboratories oferece know-how abrangente e assistência substancial para seus licenciados e a indústria do setor. Com o conhecimento acumulado com o desenvolvimento de tecnologias, é sem dúvida melhor para todos se nós ajudarmos os licenciados a implementar a tecnologia de forma rápida, eficiente e correta. Testamos também o produto final para garantir que ele satisfaz nossas especificações. Nosso objetivo aqui é que o produto funcione como pretendido e que seja compatível com tudo que fornece ou reproduz áudio Dolby AC-3. Uma consequência adicional e importante desta abordagem é que ela ajuda os fabricantes a colocar o produto no mercado mais rapidamente. 6.10 Se todas as transmissões incluírem áudio AC-3 e não houver mais utilidade para o áudio MPEG, o consumidor se beneficiará com a eliminação da obrigação de royalty do áudio MPEG. 6.11 Os preços atuais no varejo para o consumidor (incluindo o custo completo do Dolby AC-3) no Brasil estão em torno de US$ 200,00 para DVD players e US$ 320, 00 para sistemas de home theater de 5.1 canais. 7. Os Benefícios para o Brasil da Difusão de Áudio AC-3 Para o consumidor 7.1 Uma alta qualidade de som comparável com a qualidade atual de DVD. Não se recomendaria oferecer à audiência de DTV um desempenho e conjunto de funções inferior ao DVD. 7.2 Uma variedade de produtos de consumo a uma variedade de preços, devido às propriedades flexíveis do sistema AC-3. 7.3 Produtos de consumo de baixo custo devido ao alto volume de produtos compatíveis com AC-3. 7.4 Um grande mercado exportador para outros países que utilizam sistemas de DTV que incorporam AC-3. 7.5 Compatibilidade com equipamentos existentes de home theater e de TV, como DVD, que já contêm decodificadores Dolby AC-3 multicanais. O DVD está rapidamente se tornando econômico e popular no Brasil. A implementação de um novo formato de áudio causaria uma despesa desnecessária para os consumidores brasileiros que já investiram em decodificação AC-3 para DVD e DBS. 7.6 Um sistema à prova do futuro com a capacidade de escolha de equipamentos de som multicanal quando desejado sem receio de tornar-se obsoleto. 7.7 Uma marca reconhecida que oferece garantia de qualidade, sustentada por um amplo programa de engenharia e de testes para os fabricantes de produtos eletrônicos. Para a difusora 7.8 Eficiência de espectro superior, permitindo que a taxa de transmissão de dados disponível seja utilizada para aplicações como múltiplos idiomas, transmissões de dados e a Internet. 7.9 Desempenho superior em estéreo. Os receptores de televisão atuais utilizam freqüentemente conexões de linha e uma interface modulada de RF para conectar a televisores ou sistemas de áudio residencial. A interface de RF só pode igualar-se ao desempenho da prática atual de televisão analógica em termos de níveis e a estreita faixa dinâmica. Em transmissões de áudio MPEG, as saídas de linha do receptor estão também limitadas a essa pequena faixa dinâmica, uma vez que a saída de RF deve também conter o áudio transmitido. Dolby AC-3 inclui o controle da faixa dinâmica em todos os receptores. Isso permite a transmissão de uma faixa dinâmica maior e de melhor qualidade para as saídas de nível de linha. O decodificador utiliza a função de controle dinâmico para fornecer um sinal adequado para a interface de RF, se caso necessário, sem comprometer as saídas estéreo de nível de linha. Esses controles não estão disponíveis nos codificadores e decodificadores de áudio MPEG atuais. Consequentemente, o áudio MPEG deve ser comprimido antes da transmissão, restringindo a dinâmica para a da televisão analógica atual ou dos canais de FM. 7.10 AC-3 é um sistema compatível com os avanços do futuro, que pode ser usado tanto para difusão em mono e estéreo atualmente, como pode ser facilmente ampliado para áudio de múltiplos canais quando for apropriado, sem a necessidade de atualizar os receptores dos consumidores. 7.11 Quando for transmitido áudio em múltiplos canais, não há necessidade de se transmitir um programa estéreo em separado. 7.12 Simplicidade da transmissão e preparação do programa, levando a custos mais baixos, uma vez que somente um serviço de áudio precisa ser fornecido. 7.13 Apoio da Dolby Laboratories para auxiliar na produção de programação para televisão digital. Por exemplo, a Dolby tem fornecido apoio de engenharia para a produção de áudio multicanal com filmes no Brasil desde meados da década de 80. Como exemplo do trabalho pró-ativo, a Dolby Laboratories realizou neste ano nove seminários na América do Sul sobre áudio multicanal para DTV e DVD, dos quais seis foram realizados no Brasil. Esses seminários abrangeram Dolby Digital (AC-3), codificação Dolby E (para uso em operações de difusão em estúdio), bem como combinação de conteúdos para apresentação em áudio multicanal. Esses seminários foram organizados para cooperar no treinamento de engenheiros de radiodifusão em DTV, engenheiros de som e profissionais que trabalham na indústria de criação de DVD. A Dolby planeja prosseguir esse esforço em escala mundial, como sempre fez, apoiando tanto sua tecnologia quanto a indústria em geral. 7.14 Os filmes de longa metragem atuais em Dolby Digital fornecem uma grande quantidade de programação de áudio de 5.1 canais. Isso permite que as difusoras comecem a transmitir conteúdo em 5.1 canais de forma rápida e barata. 7.15 Apoio de tecnologias de difusão profissional como Dolby E, integrando com transmissões em Dolby AC-3. Os principais fabricantes de equipamentos como Panasonic, Sony, Grass Valley Group, Philips, Quantel e Tandberg suportam Dolby E. A escalada da televisão digital 7.16 Dolby AC-3 oferece áudio multicanal de alta qualidade, um requisito fundamental para qualquer sistema de DTV. 7.17 A natureza flexível do AC-3 permite que a indústria avance para o sistema de múltiplos canais sem medo de incompatibilidade com os padrões antigos ou de alto custo. 7.18 A marca Dolby oferece uma garantia de qualidade conhecida para a difusora e o consumidor. Isso é valioso para que os consumidores se conscientizem que a TV digital oferece um serviço de qualidade superior ao correspondente analógico. 7.19 A capacidade do DVD-Vídeo em oferecer AC-3 de 5.1 canais foi um fator fundamental para a adoção do AC-3 neste formato. 7.20 A decisão de utilizar tecnologia Dolby AC-3 no Brasil daria um impulso para a indústria de produtos eletrônicos. O crescimento da DTV promoveria a venda de televisores e produtos de home theater, estimulando a indústria local e abrindo um enorme mercado exportador. 7.21 O uso de Dolby AC-3 em produtos brasileiros permite o uso da marca comercial Dolby nesses produtos, valorizando sua exportação. 8. Conclusão 8.1 A Dolby Laboratories respeitosamente sugere que o Brasil olhe para o futuro, selecionando e tirando vantagem dos benefícios substanciais e convincentes da tecnologia AC-3 para o maior avanço econômico e tecnológico da população brasileira. O Brasil está se empenhando para estabelecer o melhor sistema de DTV para sua população. O Brasil está olhando para o futuro para identificar não apenas qual é a melhor opção no momento, mas também qual será a melhor opção para o futuro. Os serviços futuros como difusão de dados, por exemplo, podem se beneficiar muito da eficiência de espectro com economia de dados do Dolby AC-3. 8.2 A adoção do AC-3 para aplicações mundiais de DVD é um caso interessante para se explorar mais. Ela oferece um microcosmo perfeito com relação ao futuro do áudio para DTV. 8.3 Inicialmente pensava-se que o sistema de televisão NTSC adotaria AC-3, enquanto que o sistema de televisão PAL selecionaria o áudio MPEG. As especificações iniciais de áudio para DVD foram AC-3 para a versão NTSC (525 linhas/60 Hz) e MPEG para a versão PAL (625 linhas/50 Hz). No entanto, o áudio multicanal se tornou uma característica indispensável para DVD e as vantagens esmagadoras do sistema AC-3 (ou seja, a combinação do desempenho de áudio, disponibilidade de codificadores profissionais, decodificadores em circuito integrado para consumo, projetos de referência e suporte técnico) levou a uma mudança nas especificações do DVD para incluir AC-3 na versão PAL. A situação atual é que um DVD player NTSC pode ter apenas um decodificador de áudio (AC-3), enquanto a versão PAL precisa ter dois decodificadores (AC-3 e MPEG). 8.4 Mesmo com a facilidade e baixo custo da implementação de AC-3 e MPEG em DVD players PAL, o mercado rejeitou o áudio MPEG, pois foram oferecidas outras opções: Os consumidores rejeitaram o uso do áudio MPEG para DVD-Vídeo por causa da baixa qualidade e insistiram no AC-3 Os fabricantes de produtos de consumo rejeitaram o áudio MPEG e praticamente nenhum decodificador de áudio MPEG de canais múltiplos foi projetado, fabricado ou vendido Os criadores de conteúdo em todo o mundo, incluindo os principais estúdios de cinema, rejeitaram o áudio MPEG devido à baixa qualidade e a falta de compatibilidade com estéreo e a matriz de som ambiente (importante durante a fase de transição). Em vez disso, eles selecionaram AC-3 como a tecnologia de áudio padrão devido à qualidade e seu amplo conjunto de funções para o consumidor 8.5 Esse é um bom exemplo do livre mercado (não regulado) escolhendo o aumento irrisório do custo e complexidade da decodificação dupla para obter os grandes benefícios da tecnologia AC-3. Note que a decodificação dupla foi exigida para as especificações do DVD-PAL porque as especificações iniciais exigiram o áudio MPEG e isto criou um problema de compatibilidade para os poucos discos que foram produzidos com apenas áudio MPEG de 2 canais. Se o Brasil adotar AC-3 em suas especificações iniciais, pode evitar a necessidade de decodificação dupla e as despesas e complicações desnecessárias envolvidas neste processo. 8.6 Já foram vendidos 35 milhões de DVD players e 43 milhões de unidades DVD-ROM até hoje. Uma vez que cada DVD player possui um decodificador AC-3 estéreo, a tecnologia está amplamente disponível através de uma variedade de fornecedores de circuitos integrados a preços típicos de atacado. Até o momento (primeiro trimestre de 2001), 71 circuitos integrados e 12 programas de software (DLLs) para decodificação de AC-3 estão disponíveis através de 33 fornecedores. A decodificação de AC-3 já está incluída em muitos circuitos integrados que também fazem decodificação de vídeo e áudio MPEG (além de decodificação de áudio AAC). 8.7 A tecnologia já está bem assimilada por muitos dos 300 licenciados da Dolby que fabricam produtos de DTV atualmente, com consequêntes resultados de um menor prazo de implementação. Isso permite a fabricação de uma ampla variedade de produtos de consumo com uma ampla variedade de funções a preços competitivos. 8.8 AC-3 é a melhor opção para mono, estéreo e multicanal. Isso pode ser evidenciado na indústria de DVD, onde AC-3 é utilizado de forma esmagadora para a entrega de todos os formatos de canais, desde mono até 5.1. 8.9 AC-3 oferece um caminho ótimo de atualização do estéreo de hoje para o áudio de 5.1 canais do futuro, sem a obrigação de um segundo fluxo de dados para áudio e a correspondente perda de largura de banda. 8.10 AC-3 tem sido comprovadamente melhor do que o áudio MPEG-2 a taxas de transmissão de bits equivalentes. Grupos independentes testemunharam esse fato através de vários testes ao longo de muitos anos. 8.11 Além do áudio, AC-3 transporta dados no fluxo de bits, permitindo que o decodificador ofereça importantes funções ao consumidor para ajudar a controlar o volume do programa e fornecer a faixa dinâmica de áudio apropriada para a TV mono ou estéreo (faixa dinâmica mínima), sem comprometer a faixa dinâmica total do programa disponível para o sistema de home theater de alta fidelidade (faixa dinâmica total). MPEG Layer-II e MPEG AAC não conseguem fazer isso. 8.12 O futuro do áudio de entretenimento é o som surround. Ele está no DVD-Vídeo, no DVD-Áudio, nos computadores pessoais, nos vídeo games, na televisão, no aparelho de som do automóvel, no cinema, em todos os lugares. Além disso, os consumidores que já investiram em sistemas de home theater para uso com DVD se beneficiarão de poderem apreciar som surround de 5.1 canais sem a necessidade de comprar equipamentos novos e possivelmente mais caros. 8.13 Dolby AC-3 é a melhor opção de áudio para o Brasil. Melhor qualidade Eficiência de espectro Funções para o consumidor Reconhecimento do consumidor Preferência do mercado Taxas de licenciamento competitivas Disponibilidade competitiva no mercado em massa dos produtos de consumo Um padrão aberto, não mais proprietário do que outras tecnologias que estão sujeitas aos padrões internacionais como MPEG e AAC Não está coberto por patentes no Brasil
Justificativa: 1.8 A Dolby Laboratories concebe, projeta, desenvolve e lança produtos e tecnologias de processamento de áudio. A Dolby também fabrica equipamentos de áudio profissional para a indústria cinematográfica, de tele e radiodifusão e estúdios de gravação. Dolby também licencia tecnologias de processamento de áudio para uma ampla variedade de aplicações de entretenimento no ramo de aparelhos eletrônicos de consumo e computadores. Oferecer a melhor qualidade de áudio possível para as áreas de qualquer entretenimento, incluindo música, filmes, televisão e multimídia é a principal missão da Dolby Laboratories, que é uma empresa privada sediada em São Francisco, com escritórios em Nova Iorque, Los Angeles, Shangai, Pequim, Tóquio e sede européia na Inglaterra.
Contribuição N°: 29
ID da Contribuição: 6934
Autor da Contribuição: MCRamos
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: Consulta Pública n 291, de 12 de abril de 2001 Utilização da tecnologia digital na transmissão terrestre de televisão Contribuição Murilo César Ramos Professor e atual Diretor da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB). Coordenador dos Cursos de Especialização em Regulação de Telecomunicações da UnB 1. Introdução. Esta contribuição é feita em nome pessoal, e não da instituição a que pertenço, embora destine-se também a ser compartilhada com todos meus colegas professores e pesquisadores, além de estudantes de graduação e pós-graduação, com quem tenho o privilégio de compartilhar o ambiente acadêmico. Colegas e estudantes interessados nas questões fundamentais referentes às políticas públicas e ao ambiente regulatório das comunicações, entendidas aqui como o campo convergente das telecomunicações, da comunicação social ou de massa, e das redes de informática. Faço a contribuição movido por um sentido de responsabilidade e cidadania, pois entendo que esta Consulta Pública, ao contrário do que se faz parecer, diz respeito a muito mais do que à simples utilização da tecnologia digital na transmissão terrestre de televisão, e merece por isso abordagem muito mais abrangente e estratégica. Para sustentar este meu argumento inicial, valho-me do próprio texto do Relatório Integrador, parte essencial da Consulta Pública, elaborado, por encomenda da Anatel, pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD). Diz o Relatório, logo em seu trecho de apresentação: Desde o surgimento da televisão, este serviço e as tecnologias que lhe são associadas vêm sofrendo um contínuo desenvolvimento, embora nem sempre perceptível ao grande público. Apenas quando tais desenvolvimentos representam uma maciça quebra de paradigmas (ênfase minha) como foi por exemplo o advento da televisão a cores é que tal evento passa a ser percebido pela sociedade como um todo. Estamos às vésperas de uma nova quebra de paradigmas a introdução da tecnologia digital no serviço de televisão recebido pelo usuário final, o telespectador e, dada a amplitude das implicações desse fato e da multiplicidade de alternativas existentes, faz-se mister adotar as soluções que tragam os maiores benefícios para a sociedade (ênfase minha). Se bem realizada, a introdução da tecnologia digital aplicada ao serviço de televisão a assim chamada televisão digital poderá ser um poderoso indutor de uma revolução técnica, econômica e social. Porém, para que tal previsão se concretize, faz-se necessário que a introdução dessa tecnologia não seja uma mera atualização tecnológica, uma substituição de equipamentos em uso por outros mais novos. Por tal motivo, é necessário analisar a televisão digital de uma forma abrangente, compreendendo os aspectos técnicos, econômicos, sociais e culturais do novo paradigma (ênfase minha). O presente relatório tem por objetivo fornecer uma visão geral, bem como o de identificar e analisar os fatores que deverão ser considerados para a conceituação e definições pertinentes à utilização da tecnologia digital aplicada ao serviço de televisão no Brasil, e a utilização das facilidades dela decorrentes para a integração com os demais serviços de telecomunicações. Não é objetivo aqui estabelecer o modelo final a ser adotado para a evolução do serviço de televisão, mas apenas o de contribuir com informações visando subsidiar as discussões sobre o tema . Não poderiam ser mais claros e felizes os autores do Relatório. Não estamos às voltas com uma simples decisão de padrão tecnológico, sob pressão imediatista dos quase sempre imediatistas interesses de mercado. Estamos às voltas, isto sim, com uma decisão paradigmática em torno não de uma tecnologia, ou mesmo de um serviço, mas de um conjunto de instituições, públicas e privadas, que têm enorme impacto sobre as sociedades contemporâneas políticos, econômicos, e culturais. Refiro-me às instituições que conformam os chamados meios eletrônicos de comunicação social ou de massa, desde as empresas provedoras de conteúdos e serviços às instituições estatais e governamentais destinadas a, por delegação da sociedade, regular e regulamentar a ação daqueles meios e seus impactos sobre os indivíduos e as coletividades. 2. Paradoxo da radiodifusão e caos regulatório. Como se isto só já não bastasse para se pôr em causa os objetivos e andamento desta Consulta Pública, ela vem ainda eivada de vícios políticos e regulamentares, todos decorrentes do caos regulatório que se instalou neste país em agosto de 1995, por ocasião da votação, no Congresso Nacional, da proposta de emenda constitucional, originária do Poder Executivo, que autorizava a quebra do monopólio estatal sobre os serviços públicos de telecomunicações. Nos meses que se seguiram à referida votação, escrevi o texto que se segue, que anexo como argumento de fundo para esta minha contribuição à consulta: Uma nova legislação para as comunicações brasileiras e o paradoxo da radiodifusão* Murilo César Ramos 1. Introdução A difusão de sinais de telecomunicações pelo ar, seja na forma de sinais de áudio - o rádio - ou na forma de sinais de áudio e imagens - a televisão -, tem sido, no Brasil, tradicionalmente chamada, de radiodifusão. Nome equivalente entre nós ao broadcasting da língua inglesa. Esse termo, radiodifusão, foi mencionado pela primeira vez em um instrumento normativo brasileiro quando da edição, pelo governo revolucionário de Getúlio Vargas, do Decreto 20.047, de 27 de maio de 1931, pelo qual eram estabelecidas as condições para concessão de serviços radiofônicos e fixadas as exigências técnicas a serem seguidas pelo concessionários. O Decreto previa também a criação de uma rede nacional de rádio. Já em 1& 61616; de março de 1932, o Decreto n& 61616; 21.111, que regulamentava aquele instrumento normativo, anterior mencionava um novo serviço de radiodifusão: a televisão. Esse decreto estabelecia que a Radiotelevisão , do mesmo modo que qualquer outro uso de radioeletricidade para a transmissão de textos, sinais, sons ou imagens de qualquer natureza, através das ondas hertzianas, deveriam ser considerados serviços de telecomunicações. Ao agir assim, o poder executivo brasileiro nada mais fazia do que acompanhar o que se praticava no resto do mundo: radio e televisão eram, como não poderiam deixar de ser, serviços de telecomunicações. Isto até que, mais de seis décadas depois, o legislador brasileiro decidisse inovar, ao reformar, em 15 de agosto de 1995, a Constituição Federal no tocante aos serviços de telecomunicações. Por um estranho desígnio político-legislativo, até agora escassamente conhecido, por isto pouquíssimo debatido no Brasil, radiodifusão deixou de ser serviço de telecomunicações para se transformar em um serviço por si só, singular, criando uma situação técnico-jurídica inédita no mundo, de repercussões ainda por se verificar. Neste artigo, faço um breve histórico da recente mudança constitucional brasileira, com ênfase nessa nova situação jurídica da radiodifusão. Em seguida, especulo sobre os motivos que levaram o legislador a tão surpreendente inovação e sobre as possíveis repercussões da decisão para a indústria da radiodifusão brasileira em um cenário de convergência de tecnologias e serviços de comunicações. 2. A mudança constitucional No Brasil, o principal serviço de telecomunicações - a telefonia - foi organizado, inicialmente, conforme o modelo norte-americano: o Estado concedia as licenças para exploração privada desses serviços. Mas, como entre nós jamais chegou a constituir-se uma empresa privada monopolista do porte da American Telegraph and Telephone (AT&T), o país entraria na década de 60 com um Sistema Nacional de Telecomunicações pulverizado entre mais de 1.200 companhias telefônicas municipais e estaduais, com o tráfego interurbano e interestadual concentrado principalmente ao longo do eixo Rio de Janeiro-São Paulo-Belo Horizonte-Brasília. Já o tráfego internacional era feito por empresas estrangeiras. Mas, em 27 de agosto de 1962, a legislação básica brasileira de telecomunicações, a Lei n& 61616; 4.117, mais conhecida como Código Brasileiro de Telecomunicações, até hoje vigente, foi finalmente aprovada pelo Congresso Nacional, dando, pela primeira vez na história, um arcabouço orgânico para o setor em nosso país, criando o Conselho Nacional de Telecomunicações (CONTEL), estabelecendo as bases para um Sistema Nacional de Telecomunicações e autorizando o Poder Executivo a instituir uma empresa nacional destinada a explorar os troncos constitutivos desse Sistema. Em 31 de março de 1964, um golpe de Estado elevou ao poder uma ditadura militar no Brasil, que tinha entre seus principais pressupostos doutrinários a segurança nacional e que, por isto, declarou como prioritário o setor de telecomunicações. A expansão e o controle desse setor seriam vitais para a manutenção tanto da unidade nacional quanto, e principalmente, da hegemonia militar sobre ela. Foi assim que, em poucos anos, até o início da década de 70, estava consolidada a criação da Empresa Brasileira de Telecomunicações, a Embratel, prevista na Lei n 4.117. E, mais ainda, ela tornara-se a principal subsidiária da Telecomunicações Brasileiras S.A., a Telebrás, empresa estatal que rapidamente assumiria, a partir de 1972, o controle da virtual totalidade das pequenas e médias companhias telefônicas privadas até então existentes, através de uma rede de empresas estaduais de telecomunicações. Essa estatização por legislação ordinária levada a cabo pelos militares - que daria ao Brasil em pouco tempo uma sofisticada malha de redes terrestres, aéreas e por satélite - seria, então, em 5 de outubro de 1988, transformada em ítem constitucional pelo Congresso Constituinte instalado após o fim da ditadura militar em 1985. Escreveu, na ocasião o legislador constituinte: Art. 21. Compete à União: ......................................... XI - explorar, diretamente ou mediante concessão a empresas sob controle acionário estatal (ênfase minha), os serviços telefônicos, telegráficos, de transmissão de dados e demais serviços públicos de telecomunicações, assegurada a prestação de serviços de informações por entidades de direito privado através da rede pública de telecomunicações explorada pela União; XII - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão: a) os serviços de radiodifusão sonora, de sons e imagens e demais serviços de telecomunicações; .......................................... Assim, ao determinar que somente empresas sob controle acionário estatal poderiam explorar os serviços telefônicos, telegráficos, de transmissão de dados e demais serviços públicos de telecomunicações, a Constituição Federal de 1988 consagrou, na Carta Magna, o que os militares haviam feito por lei e/ou decretos ordinários. Mas, os serviços de radiodifusão sonora, de sons e imagens e demais serviços de telecomunicações, continuariam a ser concedidos à iniciativa privada. Em 1993, tal como previsto nas disposições transitórias da Constituição, foi realizada a revisão constitucional, durante a qual uma das questões mais polemicamente debatidas foi o fim do monopólio estatal das telecomunicações. Fatores conjunturais, como a renúncia, para fugir ao impeachment, do presidente Fernando Collor de Mello, em janeiro de 1992, e, principalmente, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instituída para investigar desvios de verbas orçamentárias por deputados e senadores, serviram para enfraquecer a revisão constitucional, ao ponto de praticamente esvaziá-la. Com isto, o monopólio estatal permaneceu intacto. No entanto, em 1& 61616; de janeiro de 1995 o presidente Fernando Henrique Cardoso chegaria ao poder, eleito por maioria de votos no primeiro turno da eleição de 3 de outubro de 1994, encabeçando uma coalizão conservadora liberada nominalmente pelo seu PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), mas encabeçada de fato pelo PFL (Partido da Frente Liberal), estuário de alguns dos mais notórios políticos que apoiaram a ditadura e porta-voz no Brasil do chamado Consenso de Washington, articulação do centro industrial-financeiro internacional destinada a transpor para os países de periferia uma agenda de reformas conhecidas por neo-liberais. Assim, entre as reformas constitucionais que seriam imediatamente levadas a termo por Cardoso estava, naturalmente, a quebra do monopólio estatal das telecomunicações - uma das preferidas da agenda neo-liberal -, com a alteração do texto do Art. 21 da Constituição Federal. Em 14 de fevereiro de 1995, o Poder Executivo encaminhou ao Congresso Nacional sua proposta de flexibilização do monopólio estatal das telecomunicações, que alterava o Inciso XI do Art. 21 da Constituição Federal: Proposta de Emenda Constitucional: Art. 1 : É suprimida a expressão a empresas sob controle acionário estatal no Art. 21, Inciso XI, da Constituição, passando o dispositivo a ter a seguinte redação: Art. 21: ..... XI - explorar, diretamente ou mediante concessão os serviços telefônicos, telegráficos, de transmissão de dados e demais serviços públicos de telecomunicações, assegurada a prestação de serviços de informações por entidades de direito privado através da rede pública de telecomunicações explorada pela União. Art. 2 : Esta emenda entra em vigor na data de sua publicação. Por esta redação original da emenda ficava, então, preservado o Inciso XII da Constituição, pelo qual competia à União: XII - explorar diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão: a) os serviços de radiodifusão sonora, de sons e imagens e demais serviços de telecomunicações. ......................................... Em outras palavras, por sua proposta original o Poder Executivo não pretendeu jamais retirar a radiodifusão do rol clássico de serviço de telecomunicações. Mas, durante os quase exatos seis meses que se passaram entre a apresentação da Emenda e sua aprovação pelo Congresso Nacional, sua redação sofreria mudanças significativas, resultando na seguinte: Art. 21. Compete à União: ......................................... XI - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão, os serviços de telecomunicações, nos termos da lei, que disporá sobre a organização do serviços, a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais; XII - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão: a) os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens; ......................................... Quais foram, pois, as alterações introduzidas na Emenda pelo legislador? Em primeiro lugar, ele, agrupando todos os serviços de telecomunicações, determinou a competência da União para explorá-los mediante autorização, concessão ou permissão, mas nos termos de uma lei, que disporia sobre a organização daqueles serviços, sobre a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais. Com isto, era posto um fim ao monopólio estatal das telecomunicações, enquanto item constitucional, mas exigia-se uma lei específica para regulamentar esse fim. Mais ainda, surgia a exigência de um órgão regulador, no lugar ou em conjunto com o Ministério das Comunicações. Por fim, a lei deveria cobrir outros aspectos institucionais, ficando subentendido nesses o processo de privatização, ou não, das empresas do Sistema Telebrás. Mas, ao diferenciar, no Inciso XII, os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens dos demais serviços de telecomunicações, o legislador acabaria surpreendendo a maioria dos observadores, numa surpresa tanta que, até este momento pelo menos, o assunto não mereceu qualquer atenção digna de nota. Seja nos meios de comunicação, o que não é de se estranhar; seja no Congresso Nacional, principalmente entre as correntes políticas de esquerda e centro-esquerda, mais afeitas a esse tipo de debate; seja na sociedade civil, também entre aquelas entidades e movimentos de esquerda e centro-esquerda dedicados à questão da democratização dos meios de comunicação. 2. No órgão regulador, a origem provável do paradoxo A indústria da radiodifusão brasileira, congregada desde os embates congressuais para aprovação da Lei n 4.117/62 em torno da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), sempre se pautou por uma grande influência sobre o meio parlamentar, sobre o Poder Executivo e sobre a sociedade. Escudada sob seu poder formador de opinião e liderada, inicialmente, pelos Diários e Emissoras Associados , até os anos 60, e, a partir dos anos 70, pelas Organizações Globo , a ABERT é um grupo de pressão sempre presente nas mais estratégicas decisões nacionais. Particularmente aquelas que lhe dizem respeito, direta ou indiretamente. É de supor, portanto, que a ABERT tenha desempenhado papel de destaque, junto ao Poder Executivo e ao Congresso, durante os seis meses de discussão da proposta de Emenda que visava pôr fim ao monopólio estatal das telecomunicações. Mas, como no Brasil a atuação dos lobbies não é regulamentada, é muito difícil documentar suas ações, dificuldade ainda maior quando se trata de um lobby de empresas de comunicação. Mesmo assim, é sustentável a hipótese de que a ABERT, durante o processo de discussão da emenda, tenha optado por fugir à classificação de serviço de telecomunicações por uma razão, para ela, fundamental: escapar à jurisdição do novo órgão regulador. Os órgãos reguladores sempre foram um elemento decisivo nas pautas políticas da ABERT. Desde que o regime militar pôs fim ao CONTEL, centralizando no Ministério das Comunicações todo o poder de política para o setor, esta situação jamais deixou de servir aos interesses do lobby da radiodifusão. Acesso e informação privilegiados, instransparência, capacidade de impor nomes de dirigentes estatais - de ministros a chefes de departamentos e serviços. Tudo isto beneficiava a indústria da radiodifusão e não foi por outra razão que, durante o processo de elaboração da Constituição Federal de 1988, a Comunicação Social tornou-se o capítulo mais polêmico. Mais polêmico até do que a reforma agrária. E, entre os pontos de maior polarização, estava a proposta, encaminhada pela Federação Nacional dos Jornalistas , de instituição de um Conselho Nacional de Comunicação, com poder de elaborar políticas e regular, de forma colegiada, todo o setor, inclusive, e principalmente, a radiodifusão. O Conselho acabaria sendo criado, mas apenas como órgão auxiliar do Congresso Nacional. Porém, mesmo após ter sido votada a lei que o regulamentou, ele não foi até hoje, passados mais de oito anos, implantado. Assim, dada essa história, antiga e recente, de rejeição a órgãos reguladores, por que iria agora a ABERT submeter-se a um deles? Notadamente quando se sabe que a exigência de órgãos reguladores nos processos de liberalização e privatização das telecomunicações nos países da periferia - feita por investidores e encampada por instituições supra-nacionais como a União Internacional das Telecomunicações e o Banco Mundial - muito pouco, ou nada, tem a ver com a radiodifusão. Tal exigência decorre, isto sim, da necessidade de se impor controles sobre as empresas estatais monopolistas de telecomunicações que, nesses países, atuam como reguladoras de fato do mercado, particularmente no caso das políticas tarifárias, industrial e de aquisição de equipamentos e componentes. Portanto, com as atenções da sociedade - no Poder Executivo, no Congresso, nos partidos políticos, nas instituições, lobbies e movimentos organizados - voltadas para a questão da quebra do monopólio das telecomunicações, telefonia e transmissão de dados, não deve ter sido difícil para o lobby da radiodifusão ter se posto fora do alcance do novo órgão regulador. Eis, portanto, a hipótese principal deste artigo, ainda em forma largamente especulativa, à espera de pesquisa mais aprofundada, inclusive por parte deste autor: para assegurar a continuidade de sua maior autonomia possível diante dos poderes estatais e dos controles da sociedade, a indústria da radiodifusão optou pela inovação técnico-jurídica de situar-se como serviço singular, constitucionalmente estabelecido, e não como serviço de telecomunicações, tal qual ocorre nos demais países do mundo. Quais seriam, tentativamente falando, algumas das repercussões políticas, tecnológicas e normativas dessa inovação brasileira? As primeiras repercussões começam agora a ficar mais claras, com o envio ao Congresso Nacional, pelo Poder Executivo, do projeto de Lei Geral das Telecomunicações, destinado a cumprir a exigência constitucional. Vale ressaltar que essas repercussões começaram a ficar mais claras somente agora porque o Executivo optou por antecipar-se à Lei Geral, enviando antes para o Congresso um projeto de lei mínima , a Lei n 9.295, aprovada em 19 de julho de 1996. Esta lei regulamentou, antes mesmo da lei maior, a privatização da Banda B da Telefonia Móvel Celular, os Serviços Limitados, os Serviços de Transporte de Sinais de Telecomunicações por Satélite, bem como a utilização da rede pública de telecomunicações para prestação de Serviços de Valor Adicionado. Assim, com a agenda setorial tomada durante mais de um ano pelo debate da lei mínima , obscureceram-se as questões que somente seriam retomadas com a entrada em debate, no início de 1997, da lei maior . Questões como a regulamentação dos demais serviços de telecomunicações - não cobertos pela lei mínima -, a criação do órgão regulador e a privatização do Sistema Telebrás. 4. O paradoxo e suas possíveis repercussões Primeira repercussão: De fato, o Serviço de Radiodifusão não é alcançado pela Lei Geral de Telecomunicações, devendo ser regulado pelo diploma que os técnicos do Ministério das Comunicações estão chamando de Lei Geral da Comunicação Eletrônica de Massa. Segunda repercussão: Em decorrência, o Serviço de Radiodifusão não ficou sujeito à alçada da Agência Nacional de Telecomunicações, o órgão regulador previsto na Lei Geral de Telecomunicações. Paradoxalmente, porém, estão sujeitos à alçada da Agência todos os demais serviços correlatos à radiodifusão, como os serviços de TV por Assinatura: o Serviço de TV a Cabo, o Serviço de MMDS e o Serviço de Televisão Direta por Satélite (DTH). Isto para não falar em outros serviços, ainda dependendo de regulamentação, como o LMDS, e os serviços multimídia que deverão se popularizar com a expansão da Internet e das redes digitais de banda larga. Ainda paradoxalmente, cabe à Agência administrar todo o espectro de freqüências, inclusive aquelas destinadas ao Serviço de Radiodifusão, o que poderá se tornar, como visto abaixo, em fonte potencial de grandes conflitos. Terceira repercussão: a) A radiodifusão, em especial a televisão, tornar-se-á, seguindo tendência mundial, progressivamente digital. A indústria mundial de equipamentos e componentes está chegando a definições quanto a padrões, de modo que a televisão digital poderá começar a se expandir rapidamente nos próximos cinco anos. Isto em um cenário convergente de tecnologias e serviços, que principiou a ser delineado já no final de 1996, com o lançamento nos Estados Unidos, no mercado de consumo, de produtos como a Web TV, uma caixa digital, custando em torno de US$ 500 dólares, que permite transformar o receptor de televisão em um terminal Internet, acessando home-pages, recebendo e enviando correio-eletrônico; b) quando da digitalização da radiodifusão, em especial da televisão, na forma do que vem sendo chamado de Televisão Avançada, os concessionários originais poderão ter à sua disposição uma significativa sobra de radiofreqüências, já que o sinal, digitalizado e comprimido, ocupará apenas uma pequena parte do espectro à sua disposição. Nos Estados Unidos, durante o processo de elaboração do Telecommunications Act de 1996, que reestruturou todo o complexo e sofisticado arcabouço regulatório das comunicações daquele país, os radiodifusores foram bem sucedidos em sua reivindicação de ocupar sem ônus, durante um período de transição, uma faixa adicional de espectro para oferecer, progressivamente, a Televisão Avançada, garantido o uso do espectro analógico original. Somente ao final da transição é que este seria devolvido ao governo para leilão. Ao mesmo tempo, o concessionário poderá ser autorizado a oferecer outros serviços usando sua faixa de espectro digital. Mas, como ficará essa questão no Brasil? Afinal, se radiodifusão não é mais serviço de telecomunicações, o concessionário de radiodifusão, quando optar pela tecnologia digital, não poderá usar sua sobra de espectro em serviços para os quais não está legalmente habilitado. Por mais distante que tal cenário pareça estar de nossa atual realidade, a velocidade com que essas mudanças tecnológicas têm ocorrido não nos permite o luxo de pensar que essa questão não é relevante, devendo por isto ser deixada de fora da agenda setorial. Seja quando da discussão e elaboração da Lei Geral de Telecomunicações, seja quando entrar finalmente em pauta a Lei Geral de Radiodifusão. 4. Em conclusão O cenário aqui descrito, chamado de paradoxo da radiodifusão em meio ao processo de re-regulamentação das comunicações brasileiras, é ainda largamente especulativo. Presta-se por isto a novas e urgentes pesquisas. Trata-se de uma situação singular no mundo de se ter o rádio e a televisão não mais classificados como serviços de telecomunicações, ao contrário de seus congêneres próximos como a TV a Cabo, o MMDS, o DTH e mesmo as futuras novas modalidades de rádio por assinatura. A hipótese avançada neste artigo parte do argumento de que o paradoxo ocorreu pela razão simples de o principal lobby da radiodifusão no Congresso Nacional, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), ter procurado manter sua indústria fora do alcance do novo órgão regulador, a Agência Brasileira de Telecomunicações, já proposta ao Congresso pelo Poder Executivo no bojo da futura Lei Geral de Telecomunicações. A primeira repercussão desse paradoxo da radiodifusão brasileira será a necessidade de elaboração de uma outra Lei Geral, específica para ela. Alguns estudiosos poderão argumentar que tal paradoxo, ainda que resultante das razões subalternas aqui descritas, é positivo para o setor de radiodifusão, por colocá-lo à margem das telecomunicações em sentido estrito, telefonia e comunicação de dados. Por sua complexidade, tanto técnica, quanto política, quanto econômica, as telecomunicações ocupariam por demais as instâncias regulatórias, sem ter, no entanto, a relevância econômica, política e, principalmente, cultural da televisão e do rádio. Contra esse argumento, que não pode ser facilmente descartado, oponho o fato evidente de que, para acolhê-lo, seria necessária a exclusão imediata dos serviços de rádio e televisão por assinatura da lei geral de telecomunicações, trazendo-os para o escopo da legislação de telecomunicações. Porque se isto não for feito, ficará o paradoxo sem solução. Entretanto, é sobre a repercussão mais propriamente tecnológica que deposito minha maior atenção. O paradoxo é insustentável diante do cenário convergente que estamos vivenciando, que encontra sua síntese, por ora, mais perfeita no World Wide Web, a interface gráfica da Internet. A informação digitalizada ganha crescentemente a sua forma multimídia, o que faz com que uma página de jornal, no WWW, possa receber imagens, trilha sonora, textos, correio eletrônico, videoconferência, e assim por diante. Isto tudo projetado em um terminal que pode ser, ao mesmo tempo, telefone, televisão e computador. E é contra esse cenário que o paradoxo da radiodifusão brasileira deixa de fazer sentido. Em suma, no seu desejo de, talvez, livrar-se de controles regulatórios em tese mais transparentes, a indústria da radiodifusão brasileira pode ter-se colocado à margem desse cenário convergente, ao definir-se, constitucionalmente, como um serviço singular - o Serviço de Radiodifusão - no quase exato momento em que todos os demais serviços, e empresas, de telecomunicações, fundem-se e recriam-se multimidiaticamente. Ao assim proceder, ela o fez, certamente, baseada em estimativas de vantagens econômicas e políticas que lhe adviriam dessa nova situação. Se esteve certa, só o tempo poderá, ou não, lhe dar razão. Quando escrevi este artigo, que ora ofereço como subsídio aos reguladores da Anatel, que têm a difícil missão de concretizar esta consulta pública, o fiz como registro e alerta para uma situação politicamente complexa que viria, caso o Poder Executivo e o Congresso Nacional não restabelecessem a ordem no caos provocado no ambiente regulatório das comunicações brasileiras pela infeliz decisão de se separar, oportunisticamente, radiodifusão de telecomunicações. Infelizmente, o restabelecimento da ordem regulatório até este momento não ocorreu. 3. Contradições entre modelos e conflito de atribuições. Por mais discordância que se tenha tido, e ainda se tenha, com a decisão do governo de Fernando Henrique Cardoso de quebrar o monopólio estatal das telecomunicações públicas e privatizar o Sistema Telebrás, bem como com a velocidade com que se deu todo o processo, deve-se reconhecer que a decisão veio acompanhada do esforço de dotar o país de um novo modelo institucional para o setor, com características inovadoras no que dizia respeito ao ambiente regulatório e à exploração do mercado. O modelo partia de significativas disposições conceituais competição, universalização, regulação autônoma e independente -, bem como de amplo diagnóstico do setor, e de medidas concretas de preparação para o novo cenário. Conceitualmente, há que se destacar a opção pela introdução de um novo tipo de ente autárquico, a agência reguladora, inserido na Constituição, destinado a provocar profundas mudanças no arcabouço teórico do direito administrativo brasileiro. Ao ponto de até hoje existirem questionamentos, inclusive no Supremo Tribunal Federal, sobre a efetiva constitucionalidade do novo modelo institucional das telecomunicações brasileiras (Ver Maria Sylvia Zanella Di Pietro, Parcerias na Administração Pública concessão, permissão e outras formas. São Paulo: Editora Atlas, 1999. 3 edição, revista e ampliada. Cap. 1: Da privatização, p. 15-32 e Cap. 6: O papel das agências reguladoras nos serviços públicos concedidos, permitidos ou autorizados, p. 130-147). Fato é que, não obstante as críticas e questionamentos, muitos dos quais legítimos e válidos ainda hoje, o novo modelo decorreu de nítida abordagem de política pública, traduzida em diagnósticos, programas, projetos e atividades, na forma de emenda constitucional, projetos de lei, leis, decretos e incontáveis normais regulamentares, emanados do Poder Executivo e submetidos, no que cabia ao Congresso Nacional, como não poderia deixar de ser. Assim, como explicar que agora, o mesmo governo, tão cauteloso politicamente, e tão hábil juridicamente no processo de introdução de novo modelo institucional para as telecomunicações, pretenda introduzir um novo modelo institucional para a radiodifusão, sem as mesmas devidas e necessárias cautelas, sob a aparência de mera decisão de padrão tecnológico? Pior ainda, isto está para ser feito em afronta ao próprio modelo político-regulatório que as mudanças constitucionais e regulamentares pós-1995 criaram e efetivaram, na forma de evidente e inconciliável conflito de atribuições entre o Ministério das Comunicações e a Anatel. Por esse modelo, o estabelecimento das políticas públicas, e não poderia ser de outra forma, é prerrogativa intrínseca do Poder Executivo, em sentido estrito, ou seja, Presidência da República, Ministério das Comunicações, bem como o Congresso Nacional. À agência reguladora cabe implementar essas políticas em sua esfera de atribuição, podendo, no máximo, propor ao Ministro das Comunicações o estabelecimento e as alterações de políticas, mas jamais assumir, como está assumindo hoje no processo de regulamentação do que está sendo chamado de tv digital , a dupla condição de estabelecedora e implementadora de política pública. Ainda mais em um campo, o da radiodifusão, do qual foi, infelizmente, registro, afastada em 1995. Para assinalar com mais rigor este meu ponto de vista, cito trecho da Exposição de Motivos n 231, do Ministério das Comunicações, que embasou o encaminhamento ao Presidente da República do projeto de lei do qual resultou a Lei n 4972/96, mais conhecida como Lei Geral de Telecomunicações: As competências administrativas a serem exercitadas pela União em matéria de telecomunicações podem ser criteriosamente repartidas entre o Ministério das Comunicações estritamente considerado, e o órgão regulador, nos termos da lei. Mas também podem ser atribuídas, como faz o Projeto, precipuamente ao órgão regulador, reservado ao Poder Executivo o estabelecimento das políticas governamentais para o setor, e o que mais convier . É, pois, com o intuito de contribuir para a resolução desse conflito que alinho, abaixo, sugestões de medidas destinadas a reordenar política e juridicamente as comunicações brasileiras. 4. Sugestões de medidas político-regulatórias que visam o reordenamento jurídico das comunicações brasileiras telecomunicações e radiodifusão -, a serem consideradas e implementadas pelo Ministério das Comunicações, Agência Nacional de Telecomunicações, e Comissões Permanentes do Congresso Nacional. 4.1. Suspensão temporária da decisão sobre o padrão tecnológico a ser adotado para a transmissão de televisão digital no país, a partir da constatação de que ele é a última etapa do processo de discussão e elaboração de novo modelo institucional para a comunicação social ou de massa, eletrônica, no Brasil. A suspensão da decisão se dará sem prejuízo da continuidade do debate sobre o padrão, que será estendido às universidades, centros de pesquisa, entidades da sociedade civil, e, naturalmente, o Congresso Nacional. 4.2. Revisão do Art. 21 da Constituição Federal, restabelecendo a radiodifusão como serviço de telecomunicações, retornando-a à ordem normativa quebrada, por razões conjunturais, em 1995. 4.3. Revisão parcial do Capítulo Da Comunicação Social da Constituição Federal, após amplo debate com a sociedade, dos dispositivos que se referem à presença do capital estrangeiro nas empresas de radiodifusão; à participação do Congresso nos processos de outorga de concessão, permissão e autorização para o serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens; e aos prazos de concessão ou permissão para emissoras de rádio e de televisão. O objetivo da revisão é atualizar esses dispositivos, de modo a que melhor possam embasar um novo modelo institucional para a comunicação eletrônica de massa; modelo que leve em conta os essenciais aspectos político-regulatórios, econômicos e socioculturais. 4.4. Discussão, elaboração e encaminhamento ao Congresso Nacional, uma vez concluída a revisão, aqui proposta, dos itens constitucionais, e sempre após amplo debate com a sociedade, de projeto de lei de Comunicação Eletrônica de Massa, que contemple os aspectos institucionais apontados acima; que leve em conta os impactos da convergência digital de sinais; que integre por isso os segmentos hoje separados de televisão aberta, de recepção gratuita, e televisão fechada, de recepção paga; e que defina, por fim, o modo e a instituição regulatória mais adequados ao setor. 4.5. Instituição, pela Anatel, nos termos do Artigo 60 do seu Regulamento, e em articulação com o Ministério das Comunicações, outros órgãos governamentais, universidades, centros de pesquisa, e entidades da sociedade civil, de comitê estratégico, para realizar estudos e formular proposições pertinentes ao novo modelo institucional da comunicação eletrônica de massa no Brasil. Brasília, 18 de junho de 2001 Murilo César Ramos
Justificativa: A justificativa está devidamente contida na introdução da contribuição, acima.
Contribuição N°: 30
ID da Contribuição: 6935
Autor da Contribuição: Zenith
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: 18 de junho de 2001. Sr. Renato Guerreiro Presidente Conselho Diretor Anatel SAS-Q. 6-Bl. H 6 Andar 70313-900 Brasília, DF Brasil Prezado Sr. Guerreiro, Obrigado por permitir que a Zenith contribua com suas considerações e experiências em resposta à solicitação de comentários da Anatel no âmbito da Consulta Pública No. 291 referente a televisão digital. É um momento de grande empolgação para o setor, à medida que nos encaminhamos para a televisão digital, e fico contente em ver o Brasil assumindo um papel de liderança mundial como fêz na televisão analógica no passado. Tem havido muita discussão a respeito dos méritos técnicos de cada um dos sistemas concorrentes e tenho certeza que V. Sa. terá ouvido muitas alegações e contra-alegações. Entendemos que em muitas áreas existem diferenças fundamentais entre os sistemas, tais como interferência em serviços analógicos existentes, e, em outras áreas, uma convergência de características, tais como a capacidade de proporcionar recepção móvel. De modo que, em última análise, para se fazer a melhor escolha é preciso adotar a visão mais ampla possível das realidades técnicas e das oportunidades econômicas. Conforme detalhado nos comentários anexos, o Padrão de Televisão Digital ATSC está posicionado de modo singular para introduzir a era digital para consumidores, radiodifusores e fabricantes brasileiros. Desenvolvido especificamente para permitir a prestação robusta de serviços HDTV e outros serviços de TV digital, tais como multicasting e datacasting, em canais de 6 MHz, o padrão de TV digital ATSC é a escolha certa para o Brasil tanto do ponto de vista econômico quanto do ponto de vista técnico. Realidades Técnicas O Brasil deve escolher dentre três tecnologias dos melhores laboratórios do mundo. Vale reiterar como as diferenças dessas tecnologias afetariam o sistema de TV aberta do Brasil. A promessa da tecnologia japonesa é apenas isso, uma promessa. O padrão europeu é adequado para o contexto físico e o modelo de radiodifusão europeus - territórios pequenos com poucas emissoras nacionais e espaçamento de canal de 8 MHz -, mas não é adequado para atender às exigências de um sistema de radiodifusão do tamanho e da complexidade da realidade brasileira. Somente o ATSC atende às necessidades tecnológicas do Brasil, onde milhares de radiodifusores disputarão o precioso espaço dentro do já congestionado espectro eletromagnético a fim de alcançarem pelo menos tantos telespectadores na era digital quanto alcançam no mundo analógico de hoje, com o conduto de dados mais aberto e mais plenamente utilizável, aos mais baixos custos operacionais. O sistema ATSC também possui a capacidade de se ampliar para acomodar aplicações futuras, tais como aplicações móveis. Embora nossa opinião seja a de que o modelo de radiodifusão móvel é repleto de riscos, nossos antecedentes são os de um ambiente de mercado aberto, no qual precisamos atender às demandas do cliente para termos êxito. Para tanto, estamos ampliando o atual padrão de modo a incluir modos adicionais para suportar aplicações móveis, bem como outras aplicações futuras. Permita-me assegurar-lhe ainda que, embora nem todas as aplicações futuras, além da aplicação móvel, sejam conhecidas, estou confiante em que o padrão ATSC é suficientemente flexível e possui a infra-estrutura correta para acomodar essas e outras necessidades ainda não definidas. Oportunidades Econômicas Igualmente importante, a adoção do padrão ATSC de 6 MHz por si só pode gerar economias de escala suficientes nas Américas para o Brasil liderar a criação de um mercado de TV digital de abrangência continental, com todos os benefícios inerentes que isso trará para consumidores, fabricantes e radiodifusores. Contrariamente, o sistema DVB de 8 MHz obrigaria os fabricantes brasileiros a produzir um sistema digital híbrido, semelhante ao sistema PAL-M analógico que atualmente exclui o Brasil dos mercados de exportação. O custo de um aparelho de televisão em cores PAL-M é aproximadamente 30% mais caro do que o de um produto NTSC comparável fabricado no México e vendido no Chile. A seleção do sistema japonês ISDB manteria os fabricantes brasileiros fora do mercado digital por, no mínimo, mais dois a três anos, e, então, os obrigaria a concorrer com fabricantes japoneses já bem estabelecidos. Mas talvez ainda mais importante seja um exame do clima econômico que os sistemas criam. Graças ao sistema ATSC, está ocorrendo uma revolução econômica e novas empresas estão começando a aproveitar as novas possibilidades proporcionadas pela televisão digital. As empresas de datacasting (difusão de dados), por exemplo, estão pagando um valor substancial aos radiodifusores para transmitirem sinais, enquanto outras empresas estão criando produtos de hardware e software para venderem tanto a consumidores quanto a radiodifusores. Pela primeira vez em muito tempo, um setor que tem cinqüenta anos de idade está se comportando como se fosse recém-criada. Acreditamos que tudo isso é resultado direto da adoção do padrão ATSC. Esperamos que o seu país se somará a nós, não para fomentar ainda mais nossa revolução, mas sim para criar o mesmo clima e os mesmos benefícios em seu próprio país, ao mesmo tempo em que aproveita o progresso que já alcançamos. Quando examinamos os outros sistemas e a abordagem de mercado fechado em que se originaram, é difícil entender como eles poderiam criar o dinamismo econômico interno a que o Brasil tanto faz jus. Ouvimos muitas das promessas de fábricas e investimentos econômicos que decorreriam se selecionado este ou aquele sistema e acreditamos que um certo nível de investimento ocorrerá independentemente de sua escolha. Porém, somente o sistema ATSC criará um clima econômico vibrante e auto-suficiente que beneficiará o Brasil no longo prazo. Além disso, incentivamos o Brasil a afirmar a legítima liderança que lhe cabe na definição dos rumos futuros da televisão digital. Quer seja por meio da CITEL, quer do ATSC ou de outros foros apropriados, antecipamos com interesse a oportunidade de colaborar com os senhores a fim de atender às demandas de toda a região das Américas. Em síntese, com base em suas raízes no livre mercado, o padrão ATSC continuará a evoluir de modo a atender às necessidades do mercado, em constante mudança. Acreditamos que o Brasil está posicionado de modo singular para ajudar a impulsionar essa evolução e diversidade no padrão de TV digital para a região das Américas. Estamos prontos para trabalhar com seus especialistas a fim de assegurar esse êxito e permanecemos comprometidos a fazer tudo o que nos for possível para respaldar o processo decisório no que tange à TV digital e à rápida implementação do serviço de TV digital no Brasil. Atenciosamente, Richard M. Lewis Vice-presidente Sênior O PADRÃO ATSC/8-VSB OFERECE A MELHOR OPÇÃO PARA O BRASIL Zenith Electronics Corporation Ao longo dos últimos três anos, a Zenith Electronics Corporation tem firmemente dedicado tempo e envidado esforços no sentido de proporcionar informações e responder a todas e quaisquer questões que tenham surgido durante o processo decisório referente ao futuro da televisão digital em seu grande país. É no mesmo espírito de compromisso e dedicação que temos o prazer de contribuir com nossas considerações e experiências em resposta à solicitação da ANATEL por comentários no âmbito da Consulta Pública No. 291 referente à televisão digital. Fundada em 1918 e há muito uma líder em tecnologias de produtos eletrônicos de uso comercial, a Zenith Electronics Corporation sempre esteve muito envolvida com a televisão digital, antes mesmo de ela se tornar digital. Em 1987, a Zenith foi o primeiro fabricante convidado a participar do seleto grupo da Federal Communications Commission (FCC) dos EUA conhecido como Comitê Consultivo sobre Serviços de Televisão Avançados (Adivosry Committee on Advanced Television Service - ACATS), criado para emitir recomendações sobre um padrão de televisão de alta definição (HDTV). A Zenith desenvolveu uma das 22 propostas originais apresentadas ao ACATS em 1988 e foi pioneira no uso dos chamados canais tabu e do modelo de negócios simulcast (transmissão simultânea) adotado pelos Estados Unidos em 1990 para a transição para a televisão digital. Ainda mais importante é o fato de a Zenith haver desenvolvido o sistema de modulação digital vestigial sideband (VSB), que foi selecionado pela Grand Alliance de HDTV em 1993 e recomendado pelo ACATS em 1995, após extensos testes e avaliações de sistemas concorrentes. A FCC adotou a modulação de transmissão 8-VSB da Zenith em 1996, preparando o terreno para a primeira implementação de televisão digital no Ocidente. Como um dos principais atores mundiais na área de televisão digital, a Zenith compartilha sua experiência com o Brasil na esperança de assegurar que esteja disponível o máximo de informação possível, de modo que o Brasil possa tomar uma decisão bem informada acerca do padrão de TV digital que melhor atende às necessidades e circunstâncias do país. Naturalmente, confiamos em que o Padrão ATSC/VSB oferece a melhor escolha ao Brasil por várias razões de ordem econômica, técnica e social. Estamos certos de que o mesmo vale para toda a região das Américas e vemos o Brasil bem posicionado para desempenhar um papel central no sentido de fomentar o estabelecimento de um padrão de TV digital de alcance continental e o desenvolvimento de um mercado de TV digital em toda a região das Américas. A adoção do Padrão ATSC/8-VSB no Brasil preparará o caminho rumo a um único padrão continental de TV digital, gerando significativas oportunidades de exportação e economias de escala para países fabricantes como o Brasil e reduzindo os preços ao consumidor de uma variedade mais ampla de produtos de qualidade para consumidores e emissoras no Brasil e, com efeito, em toda a região. Os Benefícios de um Padrão Continental Não existe qualquer dúvida de que o estabelecimento do primeiro mercado continental de TV digital do mundo beneficiará consumidores, fabricantes e radiodifusores em toda a região das Américas. Todos os fabricantes desfrutarão das maiores oportunidades que um padrão em comum trará, a começar pela exaltada base de fabricação de Manaus, que tem sido privada de um mercado de exportação significativo desde a seleção do sistema PAL-M como padrão híbrido de televisão em cores para o Brasil há várias décadas. As emissoras e os consumidores desfrutarão dos benefícios de um vasto mercado regional, bem como de maior acesso a uma gama mais ampla de produtos de qualidade a preços consideravelmente mais baixos. Na América do Norte, já existem mais de 250 produtos de TV digital no mercado, fornecidos por pelo menos 28 grandes fabricantes. Desde o final de 1998, os preços desses produtos caíram 50% e deverão cair mais 50% ao longo dos próximos dois anos. Os preços dos produtos de radiodifusão digital também estão caindo drasticamente, à medida que mais de 1.500 estações de televisão locais nos EUA se preparam para a radiodifusão digital ao longo do ano que vem. Atualmente, 195 estações de televisão digital estão no ar, transmitindo para mais de 68% dos domicílios americanos em 65 áreas metropolitanas. Na verdade, as redes nacionais estão oferecendo mais de 100 horas de programação semanal. Em particular, toda a programação do horário nobre da CBS atualmente é transmitida digitalmente e a rede anunciou seus planos de iniciar a radiodifusão digital de sua programação diurna. Com a adoção do ATSC, o Brasil tem a oportunidade ímpar de capitalizar sobre esse mercado de grandes dimensões e em franca expansão e aproveitar a já efetiva queda dos preços para entrar no mercado de TV digital num ponto mais baixo da curva de custos e, assim, oferecer uma melhor seleção de produtos de melhor qualidade a preços mais baixos a consumidores e emissoras do Brasil. Além disso, à medida que o ritmo da demanda se acelerar, a variedade de produtos de uso comercial e profissional será ampliada, enquanto os preços continuarão a cair, e cabe ressaltar que a demanda por TV digital está seguindo um ritmo bastante rápido. Uma comparação entre o ritmo das vendas iniciais de receptores e outros produtos relacionados para televisão em cores, satélite e televisão digital nos Estados Unidos ilustra nitidamente a dinâmica do emergente mercado de TV digital (ver tabela 1 abaixo). Tabela 1: Comparação das vendas nos EUA durante os quatro primeiros anos da introdução da TV digital (milhares) Não existe qualquer dúvida de que a entrada de fabricantes brasileiros no mercado ATSC impulsionará ainda mais a transição geral em toda a região das Américas. Isso fará com que os preços caiam ainda mais rapidamente na região e, mediante a maior concorrência, aperfeiçoará drasticamente a qualidade e a variedade das futuras gerações de produtos. Os consumidores brasileiros desfrutarão de produtos menos caros e de qualidade superior se os fabricantes brasileiros estiverem produzindo para um maior número de consumidores; ou seja, para um mercado que se estende para além das próprias fronteiras do Brasil. Em termos simples, tudo se resume a economias de escala. Após dois anos na transição para o serviço de TV digital, o mercado americano oferece uma impressionante variedade de produtos para recepção de radiodifusão de TV digital, inclusive set-top boxes, monitores HDTV, receptores HDTV integrados, cartões plug-in para computadores e, recentemente, receptores SDTV integrados. Embora o advento da HDTV pareça estimular uma maior demanda por telas maiores, a verdade é que os consumidores terão acesso a aparelhos de TV digital comparáveis à variedade de aparelhos de televisão analógica de hoje em termos de tamanho, características e preço. Além disso, com o equipamento ATSC, os receptores de TV digital mais simples e mais baratos produzirão uma imagem SDTV mesmo quando encontrarem um sinal HDTV, ao contrário do equipamento DVB-T, cuja tela ficará escura, sem imagem. Além dessa capacidade de decodificação universal de formatos a tecnologia de televisão digital do ATSC oferece qualidade de imagens e de som significativamente melhor, programação de vídeo muito mais extensa, bem como toda uma nova gama de serviços de informação, inclusive transmissão de conteúdo para Internet, datacasting (difusão de dados) e capacidades interativas que contribuirão para proporcionar mais plenamente os benefícios da era da informação a todos os brasileiros. Modelos de Negócio Considerando que as empresas de satélite e cabo - as principais concorrentes da radiodifusão terrestre - estão acelerando a digitalização de seus próprios sistemas, a viabilidade da radiodifusão da televisão aberta está em risco. O modelo de negócio tradicional de radiodifusão terrestre que tem funcionado tão bem para as estações de televisão analógica em todo o mundo - transmissão de uma grade fixa de programas aos domicílios - não é mais adequado para assegurar a competitividade das emissoras no novo milênio. Em decorrência disso, as emissoras em todo o mundo estão se voltando para a tecnologia digital como meio de oferecer uma variedade de serviços novos e inovadores. Mobilidade À medida que vários modelos de televisão digital são explorados e as emissoras procuram novas fontes de receitas para ajudar a cobrir os custos da transição para a televisão digital, algumas têm se concentrado excessivamente na radiodifusão móvel. O desejo pela radiodifusão móvel está surgindo, mas os verdadeiros aspectos econômicos desse tipo de serviço ainda são desconhecidos. Com efeito, a não ser como cavalo-de-Tróia para aqueles que usam suas franquias de televisão para invadir o mercado de telefonia celular, a radiodifusão de televisão móvel não é uma idéia lucrativa. A concorrência por parte de concorrentes internos à indústria de telefonia será violenta e o custo da criação das infra-estruturas celulares necessárias será elevado. Além disso, haverá um conflito inerente entre fazer o que as emissoras fazem melhor - oferecer serviços de alta largura de banda (HDTV, multicasting e datacasting) a todo o público - e prestar serviços de radiodifusão móveis a taxas de dados muito baixas a um pequeno subconjunto de consumidores. Infelizmente, alguns observadores chegaram a crer que outros padrões (DVB e ISDB) oferecem uma solução móvel para recepção de vídeo. O fato é que eles não possuem um sistema de recepção móvel. O que têm é uma demonstração cuidadosamente preparada que exibe recepção móvel, com base em um sacrifício significativo da taxa de dados e realizadas em condições de linha de visão mantidas sob vigilante controle. Além disso, é consenso geral que a recepção de vídeo móvel a uma baixa taxa de bits em áreas urbanas somente é possível usando-se múltiplos transmissores (isto é, um sistema celular). Tal sistema é extremamente caro e não existe um modelo de negócio viável para a recepção móvel. Não obstante seus atuais méritos comerciais, a Zenith tem realizado demonstrações móveis semelhantes às do DVB e ISDB. Usando, por exemplo, o 2-VSB, demonstramos com êxito a possibilidade de recepção móvel em São Paulo no ano passado. Entretanto, da mesma forma que com os outros padrões, a recepção móvel confiável não pode ser sustentada quando o sinal cai abaixo do limiar de recepção confiável, o que acontece com muita freqüência em ambientes urbanos, não-controláveis, no mundo real. No entanto, em resposta ao maior interesse pela recepção móvel - inclusive interesse por parte do Brasil - a Zenith está desenvolvendo uma série de aperfeiçoamentos tecnológicos compatíveis com versões anteriores do VSB que permitirão melhorias adicionais na recepção interna (indoor) portátel e por pedestres. Além disso, estamos trabalhando em uma abordagem celular muito promissora para a recepção móvel. Como pragmatistas, não sugerimos que o ambiente tradicional das emissoras (isto é, uma única torre) seja suficiente para transmitir um sinal de TV digital sustentado para veículos em movimento. Ao contrário, estamos experimentando com um sistema que, a exemplo de qualquer sistema móvel viável, dependeria do estabelecimento de uma configuração celular de torres por todas as áreas alvo, principalmente nas cidades. Entretanto, até a presente data, não vimos qualquer interesse comercial por um sistema móvel. Datacasting (Difusão de Dados) Com vista à consecução do mesmo objetivo (isto é, novas fontes de receita) que algumas emissoras brasileiras acreditam poder alcançar com a radiodifusão móvel, as emissoras norte-americanas estão explorando com êxito o lucrativo potencial dos novos serviços digitais reais e em operação, tais como HDTV, multicasting e datacasting. Elas estão implementando novos serviços que utilizarão as ondas do ar para distribuir toda a ampla gama de serviços eletrônicos que a Internet introduziu, além de muitos outros. Ao alavancar a característica ímpar do meio ao permitir a transmissão de uma parte para muitas, as empresas de datacasting estão estabelecendo redes de distribuição digital que usam transmissores das estações de TV locais para transmitir conteúdo multimídia diretamente para computadores, set-top boxes e, em última instância, para quaisquer outros dispositivos de recepção, tais como câmeras de vídeo de uso pessoal, consoles de jogos e dispositivos MP3. Graças ao conduto sem fio confiável de 19,3 Mbps do ATSC, os modelos de negócio para datacasting estão atraindo forte apoio, recursos financeiros efetivos, compromissos de propaganda e compromissos de transmissão de taxas de bits de longo prazo por uma razão válida. O datacasting permite que as provedoras de conteúdo driblem os gargalos e as limitações inerentes às redes de telecomunicações e de cabo de modo a disponibilizar grandes quantidades de informação e conteúdo a uma fração do custo atual. As emissoras estão entusiasmadas porque o datacasting é um serviço novo e diferente que potencializa seus modelos de negócio já comprovados, permite-lhes entrar no mercado muito lucrativo de transmissão de conteúdo a partir de uma posição sólida, ao mesmo tempo em que continuam a fazer aquilo que sabem fazer melhor: radiodifusão pelas ondas do ar para grandes públicos. Por sua vez, as novas fontes de receita e a mais ampla oferta de programação e conteúdo que a tecnologia digital permite aumentará substancialmente a competitividade dos radiodifusores terrestres diante da dura concorrência por parte dos segmentos de cabo e satélite. Para os consumidores, o datacasting tornará a recepção de conteúdo digital tão rápida e tão fácil quanto assistir televisão. Antes do final de 2001, os telespectadores americanos estarão recebendo conteúdo e serviços de Internet, aplicações interativas, milhares de CDs ou centenas de DVDs diariamente, no modo aberto, ao mesmo tempo em que desfrutarão de programação HDTV de alta qualidade (ver figura 2). É importante ter presente que o ATSC presta esses novos serviços interativos simultaneamente com programação HDTV e SDTV. Na verdade, a Anatel não deveria permitir que os consumidores e as emissoras brasileiros fiquem para trás em se tratando de HDTV. É importante ter presente que o Padrão ATSC é o único padrão de televisão digital so mundo que opera em 6-MHz e que foi implementado com êxito, além de ser o único padrão que, comprovadamente, em condições do mundo real, proporciona programação plena de alta definição, bem como aplicações multicasting e datacasting. Gerenciamento do Espectro Além de suas vantagens significativas com relação à capacidade de taxa de dados e rejeição de interferência, os estudos continuam a confirmar a cobertura de sinal superior do ATSC. A modulação 8-VSB proporciona maior garantia de que uma área de serviço de uma estação de TV digital será de um modo geral igual ou maior do que sua área de serviço analógico. Isso significa que o 8-VSB permite às emissoras alcançar o número máximo possível de telespectadores. Em contraste, é incrível o número de telespectadores que as estações de TV digital perdem usando um sinal COFDM por causa da interferência ou da capacidade de cobertura mais baixa. Um estudo realizado na Cidade de Nova Iorque, por exemplo, evidenciou que o uso do COFDM resultou na perda de 1.970.000 telespectadores em comparação com o VSB. A adoção do ATSC/VSB também permitirá que a Anatel utilize o espectro de modo muito mais eficiente, uma consideração de suma importância que ajudará a determinar o sucesso da TV digital e de outros serviços de telecomunicações no Brasil. Algumas Considerações Técnicas O sistema ATSC/VSB proporciona capacidade de cobertura bruta muito melhor. Os sistemas COFDM concorrentes exigem mais de duas vezes a potência de transmissão para alcançar a mesma cobertura e o mesmo número de telespectadores. Isso, por sua vez, significa duas vezes mais interferência nos atuais sinais de televisão analógica, o que dificulta muito mais a tarefa de encontrar alocações adequadas para canais de TV digital num espectro lotado dedicado a transmissões de televisão. Além disso, os sistemas COFDM exigem um nível de potência de transmissor mais alto para entregar a mesma potência média (uma relação pico-média mais alta). Em decorrência disso, as emissoras teriam de adquirir transmissores que são pelo menos quatro vezes mais potentes, o que acarretaria custos de aquisição e operação muito mais elevados. Em um momento em que países tais como Estados Unidos, Brasil e outros estão enfrentando difíceis circunstâncias energéticas, essa vantagem assume importância ainda maior. Considerações Finais O Brasil deve escolher entre três tecnologias dos melhores laboratórios do mundo. Vale reiterar como as diferenças dessas tecnologias afetariam o sistema de televisão aberta do Brasil. A promessa da tecnologia japonesa é apenas isso, uma promessa. O padrão europeu é adequado para o contexto físico e o modelo de radiodifusão europeus - territórios pequenos com apenas algumas poucas emissoras nacionais, transmissores de baixa potência e espaçamento de canal em 8-MHz -, mas não é adequado para as exigências de um sistema de radiodifusão do tamanho e da complexidade do brasileiro. Somente o ATSC atende às necessidades econômicas e tecnológicas do Brasil, onde milhares de radiodifusores disputarão o precioso espaço dentro do já lotado espectro eletromagnético para alcançarem pelo menos tantos telespectadores na era digital quantos alcançam no mundo analógico de hoje, com o conduto de dados mais aberto e mais útil possível, e com os mais baixos custos operacionais. Somente a adoção do padrão ATSC de 6-MHz pode gerar economias de escala suficientes nas Américas para o Brasil liderar a criação de um mercado continental de TV digital, com seus benefícios inerentes para consumidores, fabricantes e radiodifusores. Contrariamente, o sistema DVB de 8-MHz obrigaria os fabricantes brasileiros a produzir um sistema híbrido, semelhante ao sistema PAL-M analógico que atualmente exclui o Brasil dos mercados de exportação de hoje. O custo de um aparelho de TV em cores PAL-M hoje é aproximadamente 30% mais caro do que um produto NTSC comparável fabricado no México e vendido no Chile. A seleção do sistema Japonês ISDB excluiria os fabricantes brasileiros do mercado digital por pelo menos dois a três anos mais e, então, os obrigaria a concorrer com fabricantes japoneses já bem estabelecidos. Como a indústria de televisão do Brasil pode ter êxito na era digital? Fazendo o que as emissoras fazem melhor: atendo-se a seu negócio central de satisfazer às necessidades reais de seus telespectadores. É por isso que o ATSC foi adotado na América do Norte: porque proporciona a melhor combinação de cobertura, proteção contra interferência, eficiência em termos de custo, eficiência na utilização do espectro e flexibilidade para permitir que todas as estações de televisão veiculem mais entretenimento e informação a seus telespectadores, ao mesmo tempo em que lançam novos serviços que geram receita. Com o padrão ATSC, o Brasil, também, desfrutará desses mesmos benefícios - e de outros, à medida que a tecnologia e os modelos de negócio continuam a evoluir e as emissoras concentram-se naquilo que sabem fazer melhor: ser emissoras. Com base em suas raízes em um mercado livre, o padrão ATSC continuará a evoluir para atender às necessidades do mercado em constante mudança. Acreditamos que o Brasil está posicionado de modo singular para ajudar a impulsionar essa evolução e diversidade no padrão de televisão digital para a região das Américas. Estamos prontos para trabalhar com seus especialistas a fim de assegurar esse êxito e permanecemos comprometidos a fazer tudo o que nos for possível para respaldar o processo decisório sobre a televisão digital e a rápida implementação dos serviços de TV digital no Brasil.
Justificativa: A Zenith Electronics Corporation deseja levar à Anatel suas contribuições com referência ao tema exposto nesta Consulta Púlbica.
 Item:  2.2. Os termos dos art. 159 e 160 da Lei n.º 9.472, de 1997, pelos quais será considerado o emprego racional e econômico do espectro na destinação de faixas de radiofreqüências, devendo a Anatel regular sua utilização de forma eficiente e adequada, considerando inclusive a evolução tecnológica.
Item sem descrição.
Contribuição N°: 31
ID da Contribuição: 6830
Autor da Contribuição: dorinha
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: fggfgfgfgf
Justificativa: fgfgfggf
 Item:  2.5. O conteúdo dos documentos anexos a esta Consulta Pública, produzidos para a Anatel pela Fundação Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicações – CPqD, quais sejam:
Anexo I - Relatório Integrador dos Aspectos Técnicos e Mercadológicos da Televisão Digital; Anexo II - Análise dos Testes de Laboratório e de Campo de Sistemas de Televisão Digital.
Contribuição N°: 32
ID da Contribuição: 6806
Autor da Contribuição: salomaowaj
Data da Contribuição: 16/06/2001
Contribuição: Comentários do DVB à Consulta Pública n. 291 de 12 de abril de 2001 Geneva, 7 de junho de 2001 Sumário Executivo Estamos firmemente convencidos de que o DVB-T constitui o sistema apropriado para o Brasil. Embora se reconheça que de um ponto de vista puro , mas estreito, os testes comparativos que foram realizados com perícia e em larga escala indiquem que o sistema japonês ISDB apresenta uma vantagem técnica marginal sobre DVB-T, existem razões mais cruciais e ponderosas que apontam o DVB-T como sendo, de longe, a solução ótima. A) O DVB-T fornece uma solução flexível que satisfará não só as necessidades de momento, mas também, realmente, as necessidades futuras. Estas incluirão necessariamente recepção portátil e móvel de sinais, aplicações interativas complexas e constituirão realmente uma via para a convergência entre as tecnologias das comunicações e de computadores. B) O sistema DVB-T é um membro de uma família de padrões totalmente interoperáveis que permitem integração fácil e economicamente viável de soluções de entrega e interativas que não são possíveis com outros padrões tais como ISDB e ATSC. Esse aspecto é fundamental porque a maioria dos sistemas digitais de TV por satélite e por cabo adotaram em em todo o mundo o ambiente DVB. C) A adopção de DVB-T por outros países é já uma realidade e está aumentando rapidamente. Isso, claramente associado de fato à adoção mundial de padrões irmãos do DVB (de satélite e cabo) conduzirão a economias de escala, particularmente para receptores , de nenhuma forma correspondidas pelos dois concorrentes. Este é um aspecto primordial porque os custos domésticos de implementação de serviços constituem a chave para o sucesso do desenvolvimento. É preciso haver receptores disponíveis. D) O DVB-T tem sido comprovado e é capaz de satisfazer todas as necessidades de serviço desde HDTV até serviços de dados de baixa velocidade. O DVB pode fornecer HDTV e serviços móvel no mesmo canal, como foi demonstrado em Brasília, Brasil, em dezembro de 2000, podendo fazer isso em 6, 7 e 8 MHz. Demonstrações semelhantes do e DVB-T de 6 MHz, incluindo HDTV e SDTV de Modulação Hierárquica e também móvel, também foram feitas em Las Vegas, EUA (NAB 99 e NAB 00). Ver o Anexo D a este relatório. E) Como o mundo da TV está mudando de analógico para digital, esse mundo digital também está migrando para novos serviços interativos e se movendo rapidamente ao longo da via da convergência com telecomunicações e a Internet. A indústria da TV do Brasil está lançando as fundações para um mercado televisivo que necessita de ser equipado adequadamente para a fase de transição e bem para o futuro, e as melhores chances de equipar adequadamente uma indústria em um mundo competitivo é com o DVB e com a sua solução DVB-T. 1. Introdução O documento seguinte envia os comentários do Digital Video Broadcasting Project, baseado em Genebra, Suíça, à Consulta Pública n. 291 de ANATEL. Os comentários do DVB são feitos no espírito de informar o debate sobre a escolha técnica de um sistema digital de transmissão terrestre para o Brasil. DVB é uma organização internacional de 301 membros de 36 países, todos interessados no desenvolvimento de um quadro harmonizado e interoperável para televisão digital. Constitui a maior organização do seu tipo e é, de longe, a de maior sucesso. A tecnologia de DVB já está sendo utilizada pela maior parte dos sistemas de televisão digital por satélite e por cabo em todo o mundo - incluindo o Brasil. Além disso, DVB é usada como marca de nível para ATSC e ISDB e muitos dos seus sistemas estão baseados na tecnologia DVB com poucas ou nenhumas inovações ou alterações. 2. Organização deste Documento O documento contém comentários a CP n. 291 e anexos associados. Há algumas informações e relatórios relevantes dos diferentes desenvolvimentos de DVB-T em todo o mundo. Para aumentar a clareza e a legibilidade, o DVB referirá cada pergunta feita na seção 3 do CP n. 291, dando respostas sempre que apropriado. Todas as informações acessórias e elementos comprovativos serão incluídos como apêndices. 3. Comentários de DVB na Seção 3 da CP N. 291 A seção seguinte é numerada de acordo com as seções do documento CP n. 291. 3.1 A avaliação técnica das normas da TV digital terrestre O DVB Project cumprimenta o Instituto Presbiteriano MacKenzie, TV Cultura e CRqD pelas medições, pela apresentação e pela avaliação do laboratório de transmissões de televisão digital terrestre (DTTB) e pelos ensaios de campo. Constituem os mais completos documentos existentes sobre o ensaio no campo dos três sistemas disponíveis: DVB-T, ATSC e ISDB-T. A maior parte dos parâmetros fundamentais associados à escolha de um sistema apropriado ao Brasil foi considerada e os resultados constituem uma comparação justa. Criticamente, os testes foram realizados no Brasil com parâmetros concebidos para o ambiente brasileiro e com o excelente apoio da comunidade brasileira de transmissões. Testar a recepção móvel de DTTB nunca é tarefa fácil porque aspectos como os seguintes exercem forte influência sobre os resultados: 1. Variação dinâmica das condições de recepção. A mesma via no mesmo dia com aproximadamente as mesmas condições meteorológicas e de tráfego podem dar origem a resultados selvaticamente diferentes, mesmo com o mesmo sistema. 2. Encobrimento de erro em descodificadores MPEG-2. Tipicamente, o desempenho da recepção é medido usando uma série de observadores vendo segundos errados em uma transmissão de vídeo. Diferentes chips de descodificação MPEG-2 têm diferentes técnicas de encobrimento de erro que podem influenciar fortemente os resultados. 3. Como os testes foram realizados usando receptores DVB otimizados para recepção fixa e considerando o recente trabalho sobre receptores móveis otimizados na Europa e na Ásia, o DVB pensa que os resultados medidos não devem ser considerados como uma indicação corrente do desempenho móvel de DVB-T. De fato, os resultados com tais receptores deveriam conduzir a melhorias muito significativas de desempenho. O Anexo A contém um relatório de um projeto de multimédia móvel (MCP) que investigou o desempenho do e DVB-T quando é utilizado um sistema de antena diferente no receptor. Embora tais resultados se concentrem no desempenho móvel do sistema, eles possuem uma importância muito grande para recepção estática portátil e fixa. Por fim, os resultados dos testes do DVB-T DTTB mostram as diferenças entre diferentes prestações do chip de desmodulação de DVB-T. Devido às dimensões do mercado DVB-T em todo o mundo, o desempenho destes chips está continuamente sendo comprovada. No entanto, as metodologias adotadas nos testes continuam exemplares. Quanto a ensaios de campo, talvez algum valor tenha podido ser adicionado às medições e aos resultados através de uma investigação mais aprofundada sobre a falha da recepção (em algumas situações). Tais ensaios de laboratório e de campo cuidadosamente preparados e executados contrastam com os ensaios de campo de US MSTV/NAB comparando ATSC e DVB-T, realizados no ano passado. Foi empregue equipamento DVB-T inapropriado e, por razões desconhecidas, houve pouco esforço no sentido de determinar por que motivo e de que maneira esses receptores estavam afetando os resultados finais. O resultado foi o único ensaio comparativo que conduziu a um desempenho satisfatória do sistema ATSC. 3.2 O estado da TV digital em outras partes do mundo TV digital (DTV) é um mercado e uma tecnologia em maturação em muitas partes do mundo. A maior dos estudos de DTV se centra no mercado de TV-paga via satélite, cabo e meios terrestres. Constituem exceção o desenvolvimento do ATSC nos EUA e os estudos do DVB-T no Reino Unido, na Austrália, em Singapura, na Espanha e na Suécia. Ainda ninguém no mundo , está usando o sistema japonês ISDB-T. Como acima foi dito, os sistemas baseados em DVB dominam completamente o mercado de DTV em todo o mundo. Se concentrando no desenvolvimento de televisão digital terrestre, o DVB-T tem registrado desenvolvimento nos seguintes mercados.: (i) Reino Unido (ii) Austrália (iii) Singapura (iv) Espanha (v) Suécia 3.2.1 Reino Unido Peter Marshall (UK DTG): PMarshall_DTG@compuserve.com O Reino Unido foi o primeiro país no mundo a lançar um serviço de DVB-T, em novembro de 1998, baseado em planos estabelecidos 2 anos antes. Nessa altura, o objetivo principal era fornecer a maior quantidade possível de serviços no interior de um espectro de UHF já muito ocupado e a recepção tendo por base principalmente antenas domésticas fixas. . Como resultado disso, foi feito o planejamento de forma a que a potência das transmissões digitais fosse 20 dB abaixo da potência do transportador analógico no pico da sincronização. Esta severa redução da potência foi imposta por motivo de interferências e de acordos relacionados com países vizinhos. A cobertura foi conseguida a partir de seis multiplexes em cada um dos 80 locais de transmissão existentes em uma rede de freqüência múltipla. Invulgarmente, a variante do sistema DVB-T foi escolhida devido à existência de conjuntos de chips; outros parâmetros são 64QAM; velocidade de código 2/3 e banda de proteção 1/32, conduzindo a uma velocidade total de dados de 24Mb/segundo. A potência transmitida não assegura cobertura equivalente a transmissões analógicas PAL e estão presentemente sendo feitas tentativas (ao longo de 2001) para se aumentar os níveis da potência em 3 ou 6 dB para se passar a cobertura de 70 % para 80 % da população, usando um critério mínimo de área de serviço de 45 dBmV. 3.2.1.1 Considerações Comerciais Foram autorizadas quatro licenças multiplex separadas como a seguir se mostra . Dois multiplexes foram reservados para estações analógicas existentes, dando às mesmas capacidade para aproximadamente duplicarem o número de serviços oferecidos. Novas licenças de serviço foram autorizadas para SDN (um multiplex) e ONdigital (3 multiplexes). Desde o início, o serviço estava competindo com serviços digitais via satélite lançados um pouco antes e com cabo digital, o que se desenvolveu progressivamente mais recentemente. Os atuais valores de penetração são indicados na Tabela 1: Tabela 1: Penetração da Televisão Digital no Reino Unido Total de lares no Reino Unido 23 milhões Digital terrestre (DVB-T) 1,25 milhões Digital satélite (DVB-S) 5 milhões Digital cabo (DVB-C) 1,0 milhões Os primeiros mercados concentraram sua atenção em serviços de assinatura, particularmente de esporte, e foram alimentados por ofertas de uma caixa conversora (Set top box) gratuita (contra assinaturas ligeiramente aumentadas). A comercialização está considerando agora o maior mercado de troca de TV. A venda de aparelhos de TV digital integrados (iDTV) está sendo considerada com um meio de garantir a adopção de massas. Uma característica importante do mercado do Reino Unido tem sido a adoção de telas largas no formato de 16x9 (com resoluções SDTV) como uma característica adicional de digital e o mercado de tela grande (>24 ) é agora quase inteiramente do formato16x9. O governo do Reino Unido está determinado em conseguir a aceitação popular da de TV digital o quanto antes e está considerando desligar o sistema analógico no período de 2006 - 2010. 3.2.2 Austrália Colin Knowles (ABC): knowles.colin@abc.net.au A Televisão Digital Terrestre da Austrália utiliza os parâmetros seguintes: Modo DVB-T 2k DVB-T Largura de banda do canal: 7 MHz em UHF Modulação: 64 QAM Correção do erro direto: 2/3 Intervalo de protecão 1/32 Redes de freqüência simples: Ainda não. Modulação hierárquica: Ainda não. Esta seção refere a conversão de equipamentos analógicos para digitais em toda a Austrália e também considera prazos, legislação e aspectos de conteúdo correntemente em discussão. O projeto de digitalização abrange um período de três a cinco anos, do qual a primeira fase terminou no dia 01 de janeiro de 2001 com o lançamento de serviços digitais nas cinco cidades mais importantes do Continente. O próximo passo importante será a obrigatoriedade de 20 horas por semanas de HDTV a partir de 01 de janeiro de 2003. A rede de transmissões através de toda a Austrália ficará completa em 2007, aproximadamente. Em 1998, o governo australiano legislou o início da transmissão de televisão digital para todas as estações australianas livres. O governo australiano terminou o enquadramento legislativo para emissões digitais em junho de 2000. A ideia geral consiste em promover e encorajar serviços inovadores, tais como emissão de dados, mas evitar a concorrência com estações livres existentes durante a transição para digital. O enquadramento legislativo inclui: & 61623; Uma obrigação de transmitir simultaneamente serviços de televisão analógica em transmissões digitais durante pelo menos 8 anos a contar do início de serviços digitais em um mercado; & 61623; 20 horas semanais de transmissão de HDTV a partir de 2003; & 61623; ABC (e SBS) (as estações de serviço público ) podem oferecer serviços multicanais; & 61623; estações comerciais obrigadas a aumentos de multivista; & 61623; regras separadas para o uso de espectro digital para transmissão de dados; e & 61623; revisão de atuação 3.2.2.1 Conteúdo para serviços australianos de DTTB Haverá uma gama de novos serviços com televisão digital: televisão de alta definição (HDTV), multicanais (só das estações nacionais), programas reforçados (tais como relevante informação básica ou ângulos alternativos para a câmara) e um guia básico eletrônico de programas baseado em texto (EPG). A partir de janeiro de 2002, os consumidores também poderão receber serviços de transmissão de dados (texto e vídeo interativos) - tanto de estações comerciais de dados que concorrerão a licenças com a duração de 15 anos em licitação e poderão fornecer serviços de assinatura, como de estações comerciais e nacionais existentes que podem utilizar qualquer espectro disponível para transmitirem serviços de emissão de dados. No enquadramento de emissão de dados também serão possíveis EPG mais sofisticados e programas reforçados. A legislação procura conciliar os diferentes interesses de estações comerciais livres, estações nacionais, TV-paga e a nova potencial indústria de transmissão de dados, bem como consumidores. Os princípios básicos são os seguintes: (i) não deverá haver novas licenças para televisão comercial até 2006 para se proteger o lucro de emissões comerciais existentes durante o período de transição para a televisão digital. Isto significa que a emissão de dados não será autorizada a se tornar uma emissão de fato. (ii) não poderá haver multicanais comerciais porque isso seria uma ameaça à TV-paga, ainda considerada como um indústria emergente . A partir destes princípios, surgiu um enquadramento que estabelece regras para HDTV, multicanais, programas reforçados, emissão de dados e EPG, serviços estes a serem vigiados maioritariamente pela Australian Broadcasting Authority. O governo estabeleceu quotas para o conteúdo de HDTV ao longo dos próximos anos para encorajar as estações à conversão; HDTV é considerada como uma das principais atrações e condutoras para televisão digital na Austrália. No entanto, o governo reconhece que nem todos os consumidores serão capazes de adquirir equipamento HDTV de imediato, pelo que quando um programa é emitido em HDTV também tem de ser mostrado em SDTV, bem como em sistema analógico (é a chamada regra de emissão tripla ). Não são permitidos multicanais comerciais (exceto quando acontecimentos esportivos se sobrepõem a notícias). Tanto ABC como SBS serão autorizados a transmitir certos géneros em multicanal, sendo as exclusões principais notícias nacionais, esporte e comédia, embora o governo não tenha atribuído fundos adicionais para estes novos canais digitais. Programas reforçados são limitados para que não se tornem de fato multicanais; eles têm de ser emitidos em simultâneo e devem ser ligados de perto e diretamente ao programa principal. A emissão de dados fica limitada a programas de informação e educacionais e de comércio eletrônico, com exclusão de entretenimento ; de fato, quaisquer programas de notícias ou entretenimento ficam limitados a extratos de vídeos de dez minutos. Os únicos serviços de rádio que podem ser emissão de dados são programas de informação, de educação, de notícias em línguas estrangeiras ou estações ABC e SBS. Estações de dados podem fornecer conteúdo de Internet, quer como jardim murado de locais selecionados na web, quer como serviço completo de Internet - embora o conteúdo tenha de estar em conformidade com os limites em vídeo. O governo pensa que se trata de uma indústria em rápida evolução onde a flexibilidade é importante; estão marcadas várias revisões ao longo dos próximos anos, que podem ser usadas para monitorar e ajustar este enquadramento, se necessário. Havia muito pouca coisa no mercado de equipamento de recepção digital (quer caixas set top ), quer televisores digitais) para o lançamento da televisão digital. As estações comerciais livres subscreveram uma encomenda de 20.000 caixas set top Thomson para abastecer o mercado. Caixas set top de DVB-T HDTV de 7 MHz a preços razoáveis (aprox. A$600) foram recentemente lançadas no mercado. 3.2.3 Singapura Kenneth Lee (TV Mobile): kennethl@mediacorp.com.sg A TV móvel em Singapura usa DVB-T com os parâmetros seguintes: Fase 1 : Em serviço Modo DVB-T 2k DVB-T Largura da banda do canal: 8 MHz em UHF Modulação: QPSK Correção de erro direto: 1/2 Intervalo de proteção 1/4 Redes de freqüência simples Sim, 11 transmissores para cobertura total da Ilha Modulação hierárquica: Ainda não. Fase 2 : Planeado para o 2. trimestre de 2001 Modo DVB-T 2k DVB-T Largura da banda do canal: 8 MHz em UHF Modulação: 16 QAM Correção de erro direto: 1/2 Intervalo de proteção 1/4 Redes de freqüência simples Sim Modulação hierárquica: Ainda não. 3.2.3.1 Passado A TV digital terrestre (DTT) apareceu a primeira vez em Singapura em Junho de 1998. Organizados pela Comissão Técnica de Singapura (DTV), ensaios de DTT foram conduzidos sucessivamente para se selecionar a norma mais adequada a Singapura de entre 3 normas DTT existentes no mundo (ATSC, DVB e DiBEG). Sendo a única estação nacional em Singapura na altura, a Television Corporation of Singapore (TCS) conduziu os ensaios DTT com o apoio dos técnicos de DTV na indústria e das várias agências de normas. Foram feitos ensaios em recepção móvel de HDTV, Single Frequency Network (SFN) e DTT. Um painel de seleção compreendendo especialistas locais foi formado para exame dos dados obtidos e para elaboração de um relatório para recomendar a norma DTT para Singapura. O relatório ficou completo em março de 1999, juntamente com algumas outras recomendações e foi entregue à Singapore Broadcasting Authority (SBA). A SBA concorreu com a recomendação do painel de seleção e anunciou ao mundo que o DVB-T fora escolhida como a norma DTT para Singapura em maio de 1999. Em junho e 2000, a SBA atribuiu duas licenças DTV à MediaCorp. Uma foi para TV móvel (um serviço de DTV voltado para transportes públicos e recepção DTV em viagem) e a outra para digitalização dos canais analógicos existentes. No entanto, se pensa que a maior parte dos espectadores não apreciaria a qualidade de DTV porque quase 100 % dos lares de Singapura já possuem ligação por cabo à Singapore Cable Vision (SCV), o único operador de TV-paga em Singapura. A simples digitalização dos canais analógicos existentes não traria muito interesse e motivação para que o público desejasse ter DTV. Novos valores de valor adicionado têm de ser introduzidos. Foi então decidido que a DTV tem de ser lançada com serviços interativos. Esta decisão também foi reforçada pela r SBA, que deu a MediaCorp a licença DTV na condição de também ser emitida alguma forma de conteúdo interativo. A SBA estabeleceu um mínimo de 7 horas de conteúdo interativo por semana por cada canal digital. 3.2.3.1 Plataforma Interativa Para a MediaCorp poder iniciar um serviço interativo, é preciso escolher primeiramente uma plataforma interativa para a STB trabalhar. Embora a recomendação da Comissão Nacional de DTV seja no sentido de adotar o DVB-MHP como o middleware interativo, o sistema DVB-MHP ainda não estava pronto na oasião, em termos de disponibilidade de STB e de aplicações. Assim, foi escolhida uma solução intermédia até que DVB-MHP ficasse pronto. A plataforma escolhida foi o OpenTV. OpenTV se comprometeu a apoiar o desenvolvimento de algumas aplicações interativas para o lançamento piloto. A MediaCorp iniciou o seu serviço piloto de DTV em Singapura no dia 23 de dezembro de 2000. 3.2.3.1 Aplicações Desenvolvidas São as seguintes as aplicações desenvolvidas: Revista Interativa (PAD) O serviço de revista fornece aos utilizadores um conjunto de opções interativas que podem ser variadas dependendo das pistas de tempo correntes. Um serviço de valor adicionado para utilizadores; a revista permite aos utilizadores navegar através de uma série de opções interativas, tais como informações de séries, biografias, etc. Noticiário Esta aplicação fornece diretamente ao televisor notícias sobre os mais recentes acontecimentos na região e em todo o mundo. O utilizador pode então aceder a notícias atualizadas neste equipamento em qualquer hora do dia. Meteorologia Esta aplicação utilizará atualizações de dados sobre a meteorologia a fim de fornecer um serviço interativo ao utilizador. Informações meteorológicas locais e internacionais ficam disponíveis premindo um botão. Guia Eletrônico de Programas (EPG) O EPG apresentará uma lista dos programas correntemente no ar e ao longo dos sete dias seguintes. Esta aplicação ajudará o utilizador a selecionar o programa que quer ver. 200 STB iniciais foram desenvolvidos com o lançamento do serviço. A principal finalidade do desenvolvimento constituía em recolher informações provenientes do usuario para poderem ser feitos melhoramentos nos serviços e nas aplicações disponíveis. 3.2.3.1 Planos Futuros Outros 800 STB serão desenvolvidos juntamente com a próxima fase de desenvolvimento, nos meados do corrente ano, altura em que serão adotadas aplicações tais como T-Comércio, T-Banco. A fase final de desenvolvimento será em aplicações da Internet (web browsing, e-mail, etc.), jogos e PVR (personal video recording / gravação de vídeo pessoal). Um serviço comercial com todo o conjunto de serviços interativos deve ser lançado até ao início do próximo ano. 3.2.3.1 Marcos da DTV em Singapura Novembro de 1997 Foi constituído o Singapore DTV Technical Committee Junho de 1998 Teste ATSC (1. emissão DTT/HDTV de sucesso em Singapura) Julho de 1998 Teste DVB-T (SFN e TV Móvel testadas com sucesso) Agosto de 1998 Teste de ISDB-T Setembro de 1998 Formado o Painel de Seleção Janeiro de 1999 Testes de TV Móvel Março de 1999 Apresentação do relatório final a SBA Maio de 1999 SBA anunciou DVB-T como norma DTT para Singapura Julho de 1999 Teste conjunto TCS-SBS TV Móvel Setembro de 1999 Formado o National DTV Committee Junho de 2000 SBA atribuiu e licenças multiplex a MediaCorp Dezembro de 2000 MediaCorp lançou o serviço piloto de DTV Fevereiro de 2001 Lançamento do serviço de TV Móvel 3.2.4 Espanha courtesy of UK DTG (http://www.dtg.org.uk) A Televisão Digital Terrestre Espanhola utiliza os parâmetros seguintes: Modo DVB-T 8k DVB-T Largura da banda do canal: 8 MHz em UHF Modulação: 64 QAM Correção de erro direto: 2/3 Intervalo de proteção 1/32 Redes de freqüência simples Sim, 6 SFN nacionais em serviço Modulação hierárquica: Ainda não. Considera-se que em Espanha há cerca de 12 milhões de lares com TV. A penetração do cabo é baixa; cerca de 300.000 recebem um serviço combinado de telefonia, Internet e TV analógica. O Canal+ estabeleceu um canal premium analógico há alguns anos atrás, que conseguiu cerca de 900.000 assinantes. A Sogecable, a subsidiária espanhola de Canal+, lançou um conjunto de TV digital por satélite e ultrapassou a barreira de 1 milhão em outubro de 2000. A Rival Via Digital, lançada posteriormente, ultrapassou o limiar de 500.000 de assinantes durante o ano de 2000 e encerrou o ano com cerca de 633.000. Tal como a maioria dos países europeus, a Espanha tem falta de espectro, mas esse fato não deteve o entusiasmo espanhol pela televisão digital terrestre. Em fevereiro de 1999, o governo espanhol legislou no sentido de permitir o estabelecimento de uma rede DVB-T como a seguir se indica: & 61623; Aos cinco canais nacionais existentes - TVE1, TVE2, Antena 3, Socecable / Canal+ e Telecinco - foi atribuída uma rede de multifrequência (MFN) onde podem operar cinco canais. Não há necessidade de multitransmissão. & 61623; Uma segunda MFN foi atribuída a estações regionais para quatro serviços de base regional & 61623; De forma semelhante, uma terceira MFN foi atribuída a serviços locais através da Espanha & 61623; Três multiplexes mais metade de um quarto multiplex foram atribuídos a uma licença de TV comercial a pagar a fim de fornecer serviços nacionais em grandes redes de freqüência simples (SFN) utilizando canais correntemente vazios no topo da banda V (metade do canal 66 mais 67 - 69). & 61623; A outra metade do canal 66 mais o canal 65 estão disponíveis para licenças futuras. As estações existentes não foram autorizadas a concorrer a licenças de TV-paga e o resultado foi que um consórcio dirigido pela por Retevision, uma operadora alternativa de telecomunicações na Espanha, foi o único concorrente. Foram atribuídas licenças a Onda Digital em junho de 1999 para operar 14 canais ao longo de 3 multiplexes. A Quiero TV, como a Onda Digital adotou nova designação e lançou a sua plataforma em maio de 2000. Em julho de 2000, o governo abriu concurso para dois novos serviços fre-to-air para correrem juntamente com estações existentes na plataforma DTT. Concorreram cinco consórcios. Os concorrentes vencedores foram VeoTV e NetTV, ambos apoiados por jornais diários espanhóis de dimensão nacional. As estações licenciadas têm de iniciar as emissões até abril de 2002, o mais tardar, mas estão tentando o lançamento antes dos finais de 2001. As licenças são atribuídas para 10 anos. Nos finais de 2000, a Quiero TV anunciou ter conseguido 100.000 assinantes, na seqüência de uma campanha de promoção com grandes descontos, desde que as assinaturas fossem iniciadas em setembro. O Canal Satelite Digital encerrou o ano com 1 milhão de assinantes e a Via Digital, com 633.000. 3.2.4 Suécia Courtesy of DigiTAG: http://www.digitag.org A rede digital terrestre sueca começou a operar no dia 28 de outubro de 1998, após um longo período com emissões de teste. O serviço de programação permanente oficial teve início a 1 de abril de 1999. Presentemente, a rede sueca é constituída por 22 estações emissoras principais, cada uma delas transportando quatro multiplexes. Além disso, 14 estações mais pequenas destinadas a preencher espaços vazios estão em funcionamento dentro da área de cobertura das principais estações emissoras. A rede está agora sendo expandida para cobrir 70 % da população até ao fim de abril de 2001. Um outro aumento foi decidido pelo governo sueco de forma ser atingida uma cobertura de 90 % da população até ao fim de dezembro de 2001 e cerca de 98 % da população em junho de 2002. 3.2.4.1 Conteúdo da TV Digital Presentemente, há 17 canais. Os multiplexes estão divididos da seguinte maneira: TV Sueca - Canais de serviços públicos: Não comerciais, financiados por licenças: SVT1 Programação geral: Noticiário, esporte, entretimento, drama, séries documentais, (http://www.svt.se) SVT2 Programação geral: Noticiário, esporte, entretimento, drama, séries documentais, (http://www.svt.se) SVT24 Canal de notícias, 24 hours (http://www.svt.se/nyheter/svt24) Televisão regional (5 regiões): Grupo Viasat (www.viasat.se) TV3 TV Comercial Séries populares, entretimento, filmes, noticiário (http://www.tv3.se) TV8 Comercial temática Economia, atualidades, séries documentais, (http://www.tv8.se) ZTV TV Comercial Entretimento jivem, música (http://www.ztv.se) Viasat Esporte (TV-paga), (http://www.viasat.se/kanaler/viasatsport/) TV1000 Filmes (TV-paga) Televisão comercial: TV4 Programação geral Noticiário, esporte, Séries populares, entretimento (http://www.tv4.se) TV4-Digital Regional TV 5 regiões, (http://www.tv4.se) Kanal5 Programação geral Séries populares, entretimento, filmes (http://www.kanal5.se) e-TV Canal interativo Informações, e-shopping, música (http://www.cellitv.com) Grupo Canal+ http://www.canaldigital.se Canal+ Canal de filmes (TV-paga) Canal+ Gul Canal de filmes (TV-paga) Canal+ Bl Canal de filmes ecrã largo (TV-paga) K-World Comercial temática: Educação, séries documentais http://www.kworld.se 3.2.4.2 Configuração da Rede É a seguinte a configuração da rede digital sueca: Canal BW : 8 MHz Modo DVB-T: 8K DVB-T Modulação 64 QAM Velocidade de código 2/3 Intervalo de proteção 1/8 Velocidade útil de Bits 22.12 Mbit/s O sistema de multiplex estatístico é usado em dois dos multiplexes (Viasat e Canal Digital). Todos os canais são transmitidos codificados através do sistema de codificação Viaccess. O sistema de receptor API é OpenTV. Foram atribuídas licenças a: Televisão Sueca Três programas nacionais e cinco regionais TV4 Um programa nacional e cinco regionais Viasat Três programas nacionais TV8 Um programa nacional (agora com o Grupo Viasat) Canal+ Três programas nacionais K-World Um programa nacional e-TV Um canal nacional de TV interativa Canais planejados um serviço nacional e vários serviços regionais A televisão digital terrestre foi lançada oficialmente na Suécia no dia 2 de abril de 1999. O plano da rede consiste em uma mistura de MEN e de SFN regionais de forma tornar o mais eficaz possível o uso do espectro disponível e para coordenação fácil. Estão em serviço quatro multiplexes. As licenças atribuídas oferecem uma mistura de serviços nacionais e regionais, incluindo os maiores canais de televisão comercial da Suécia. A maior parte dos serviços licenciados está em funcionamento. O governo propôs ao parlamento que a cobertura dos quatro multiplexes seja alargada a todo o país. 3.3 A evolução técnica de sistemas de TV digital e as possibilidades para novas aplicações Uma das grandes vantagens da DTV é que, contrariamente aos sistemas de TV analógica, pode ser ordenada em camadas de acordo com o modelo de sobreposição OSI. Desde que um sistema DTV seja concebido cuidadosamente, esta sobreposição significa que elementos individuais podem evoluir independentemente de outras áreas. Isso era impossível com a TV analógica, onde a camada de aplicação - p.ex. TV a cores e Teletexto - estava intrinsecamente ligada à camada de transmissão, transportador RF modulado PAL-M. O DVB tem tido o maior cuidado em separar as diferentes camadas nos seus sistemas, do que resultaram o Contentor de Dados DVB (ver EN 300 468) e as várias camadas de transmissão (ver DVB.S, DVB-C, DVB-T e sistemas relacionados). Com a entrada da TV na era interativa, tal sobreposição passa a ser ainda mais importante à medida que os operadores de televisão recorrem ao uso de redes de telecomunicações e arquiteturas de PC. A larga e aberta composição internacional de membro do DVB conduz a um desenvolvimento constante de tecnologias DVB. É um processo inteiramente conduzido pelo mercado onde necessidades comerciais conduzem a evolução técnica. Seguindo o completamento das sobreposições físicas (DVB-S, DVB-C, DVB-T) e tecnologias de canal de retorno (DVB-I), os esforços de desenvolvimento do DVB estão focalizados nas soluções de multimédia interativa, notadamente através da Multimedia Home Platform (TS 101 812, TS 103 812). Assim, o Brasil precisa de considerar cuidadosamente as suas opções ao escolher um sistema DTTB. A decisão final não deve assentar nos méritos da camada física, nem mesmo na situação corrente desta camada. Devido aos custos em jogo, o Brasil está comprando uma tecnologia que precisa durar algumas décadas. Ao longo desse tempo, tanto os modelos negociais como a própria tecnologia evoluirão. Assim, o DVB, com o seu sistema DVB-T, apresenta a única solução economicamente viável e capaz de resistir ao futuro digital terrestre. Esta seção tratará em primeiro lugar da recente evolução no campo da DVB-T, considerando seguidamente o progresso recente em Televisão Interativa e Convergência com Comunicações Móveis e a Internet. 3.3.1 Desenvolvimentod da DVB-T Como foi demonstrado nos resultados associados a CP n. 291, o DVB-T foi concebido para garantir que cobridores de intervalos possam ser concebidos com um mínimo de custo. A tecnologia COFDM também permite o uso de Redes de freqüência única (SFN) e, pelo menos no caso do DVB, todas as técnicas se encontram inteiramente comprovadas e em utilização comercial em todo o mundo (p.ex. Espanha, Singapura). Contrariamente ao que se passa com o outro proponente de sistemas DTTB, o equipamento do DVB-T para SFN e cobridores de intervalos está bem amadurecido e disponível. Em relação ao desenho do receptor, é normal e, de fato, essencial num mercado competitivo que os receptores melhorem com o tempo. A tecnologia DVB-T COFDM ainda está longe de ter sido explorada até aos seus limites na presente geração de receptores. O Anexo A mostra o desempenho que pode ser conseguido com um receptor de antena de diferença. No entanto, há muitos que pensam que mesmo esta melhoria de desempenho apenas está arranhando a superfície. Mesmo assim, os resultados mostram que, contrariamente à ideia inicial, é possível usar DVB-T de 8K em ambiente de recepção móvel e o sistema efectivo C/N pode ser melhorado em 9dB. 3.3.2 Serviços Interativos DVB Serviços interativos foram desenvolvidos com o DVB já há muito tempo. Com o modelo em camadas assinalado no início desta seção e a interoperabilidade entre sistemas por cabo, satélite e DVB terrestre, os serviços interativos nas amadurecidas plataformas de TV-paga podem ser facilmente alargadas de forma a cobrirem televisão terrestre. No entanto, o lançamento de serviços interativos do DVB-T tem sido mais um problema puramente comercial do que um problema técnico. Isso é vital num ambiente DVB ferozmente competitivo onde os fornecedores de serviços simplesmente não podem sobreviver com quaisquer barreiras técnicas. Os serviços interativos do DVB-T do Reino Unido são baseados em DVB-T a jusante associado a um modem PSTN. Eles incluem e-mail, compra de produtos anunciados através de comando remoto e muitas aplicações interativas publicitárias. No futuro, a especificação DVB-RCT (EN301 958) permitirá interatividade total através do ar nas bandas de VHF/UHF, se sobrepondo a uma rede normal de transmissão. No Reino Unido já foram formuladas propostas para o uso dos canais analógicos tornados vagos para serviços da Internet de banda larga de alta capacidade e utilizadores múltiplos. A mais recente inovação de CVB é a especificação Multimedia Home Platform (MHP) (TS 101 812 V1.1.2). Atualmente, há muitas pessoas que consideram MHP não como uma questão de se , mas de quando e como . Como uma tecnologia de tão grande alcance, CVB não só estabeleceu a especificação, mas um mecanismo de licenciamento e um regime de conformidade concebidos para promoverem o acesso fácil e aberto à tecnologia e promover o alargamento do âmbito dos atuais sistemas de televisão interativa. O DVB também se encontra em estreitas relações com CableLabs nos EUA, que está considerando fortemente o uso de MHP 1.1 (TS 103 812 V1.1.1) no seu trabalho OCAP. 3.3.3 Convergência entre DVB, Comunicações Móveis e a Internet As autoridades não podem continuar considerando a televisão isolada das outras indústrias de comunicações, educação e entretimento que fornecem serviços ao público. O DVB crê que no futuro um consumidor deve poder aceder ao conteúdo por quaisquer meios que quiser. Não deverá ser preciso ter um conhecimento íntimo da rede que vai utilizar. Por esta razão, se está trabalhando no sentido de se garantir a interoperabilidade entre DVB e a Internet, por um lado, e DVB e o sistemas de comunicações móveis (GSM/GPRS/UMTS), por outro. Isso é particularmente importante se considerarmos o fato de que estas tecnologias de comunicações móveis vão certamente dominar o mercado no Brasil. Sistemas da 4 Geração podem muito bem ser baseados em uma combinação de tecnologia simétrica de telecomunicações já existente e, por exemplo, a poderosa tecnologia de transmissão COFDM. 3.4 O equipamento potencial, fornecimento de serviço e mercados de infraestrutura no Brasil A televisão terrestre free-to-air ainda possui um vasto mercado no Brasil. Além desta forte posição no mercado, também é largamente apoiada pela indústria brasileira. O PAL-M é um sistema de TV analógica de características únicas e o mercado brasileiro tem sido suficientemente vasto para apoiar tal sistema. Com a passagem do tempo e com a importância crescente da convergência para se garantir o desenvolvimento suave de serviços avançados de Internet e interativos para o público, a possibilidade de manter economicamente uma norma de transmissão de televisão de características únicas vai sendo cada vez menor. DVB não está em posição de avaliar as dimensões do mercado de televisão digital. Isso dependerá largamente do modelo de atividade e das escalas de tempo que a indústria brasileira adoptar. No entanto, DVB-T está sendo usada em vários ambientes: 3.4.1 Mercados Diagonais O Reino Unido, Espanha e a Suécia possuem modelos negociais concebidos para usar a integração vertical de TV-paga a fim de rapidamente desenvolverem a TV digital terrestre em um mercado de TV competitivo. O cruzamento de subsídios entre assinaturas de TV-paga e os custos do equipamento receptor significam que é possível desenvolver rapidamente um número significativo de caixas no mercado. Isso significa a rápida compreensão do mercado da televisão digital terrestre e garante que o pública ganha as vantagens de novos e interessantes serviços interativos em uma fase relativamente inicial do desenvolvimento. Serviços de TV free-to-air, adaptados a um mercado horizontal, também são parte da oferta. Beneficiando-se do aumento inicial do número de receptores, as economias de escala são estabelecidas rapidamente de forma que é possível produzir um receptor só para free-to-air. Assim, há uma combinação geral de um mercado vertical e de um mercado horizontal: daí, a designação de mercado diagonal . É de notar que na Europa, o mercado de TV-paga parece estar perto da saturação em 25 a 30 % dos lares com TV. Em um mercado terrestre onde o legislador está ansioso por desligar os serviços de TV analógica o mais rapidamente possível de forma a poder abrir um espectro valioso para mais receitas ou serviços interativos convergentes, essa taxa de penetração tão pequena é inaceitável. É aqui que o free-to-air oferecendo piggy-backing os serviços da TV-paga se torna importante. Ao encorajar os operadores tradicionais de TV analógica free-to-air a se juntarem à plataforma DTTB e a sua oferta de novos serviços nesta plataforma, o legislador assegura que a penetração de DTTB não atinge a saturação em 30 %. Como um receptor DTTB free-to-air pode receber novos serviços com melhor qualidade, a compra de um receptor digital terrestre free-to-air se torna atraente para o grande mercado de TV analógica de tela grande. Como o custo dos componentes decresce , se torna atraente incluir uma parte frontal digital em todas as TV ao longo do tempo, sendo desta forma possível a aproximação aos níveis de penetração nos quais a TV analógica pode ser desligada. A penetração de DTTB pode ser mais acelerada através de ações públicas que estimulem o desenvolvimento de aplicações com um forte conteúdo social (p.ex. governo eletrônico, aprendizagem eletrônica, saúde eletrônica, etc.) e a disponibilidade de conversores baratos (caixas set-top) baseadas em plataformas de interatividade abertas e interoperáveis (tais como MHP). Isso poderia contribuir fortemente para o objetivo de se atingir acesso universal à Sociedade da Informação. 3.4.2 Mercados Horizontais A Austrália e Singapura adoptaram um mercado mais horizontal com domínio de serviços free-to-air. Singapura está utilizando TV móvel em transportes públicos populares a fim de conseguir um elevado nível de sensibilização do público, conduzindo dessa forma a venda de receptores digitais terrestres para uso doméstico. Tal como os EUA, a Austrália se tem concentrado no desenvolvimento de serviços de HDTV como a pedra angular da aplicação para a televisão digital terrestre. 3.4.3 Tecnologia Um dos critérios de concepção para o sistema DVB-T era flexibilidade. Não houve qualquer desejo de reconsiderar a adopção de DVB-T na Austrália ou em Singapura. Os países que adoptaram ATSC, tal como os EUA, Canadá, Taiwan, Coreia do Sul, reiniciaram fases de novos testes de forma a considerar se DVB-T é a solução mais adequada. Particularmente em Taiwan, a opinião da indústria é de que ATSC não suportará uma indústria terrestre de transmissões em um ambiente muito competitivo, onde serviços portáteis e talvez até móveis sejam a chave. Como acima foi explicado, o DVB apoiará todos os modelos de negocios conhecidos e planejados com equipamento comercialmente disponível. Uma adopção de DVB-T constitui um catalisador forte, comercialmente viável, tecnicamente superior e à prova do futuro para a indústria de transmissões terrestres no Brasil. 3.5 Economia de escala e fatores de padronização industrial e de equipamento O sistema DVB-T foi adoptado na Europa, no Norte de África, na Índia, na Austrália, em Singapura e na Nova Zelândia. Na Tailândia, na Malásia e na África do Sul, estão em curso transmissões experimentais avançadas. DVB-T foi concebido para um número máximo de elementos comuns com DVB-S (a base para a maior parte dos serviços de TV digital por satélite em todo o mundo) e DVB-C (a norma DVB para distribuição por cabo, também uma norma de fato em todo o mundo). Como atrás foi explicado, uma indústria de televisão em um mundo convergente necessita de garantir o nível máximo de elementos comuns com outros meios de transmissão e outras redes. A indústria brasileira já está produzindo equipamentos DVB. Ao adoptar a gama de normas DVB, o Brasil abre para a sua indústria um mercado com as dimensões do mundo. Os outros sistemas DTTB proponentes no Brasil são ATSC e ISDB-T. ATSC foi desenvolvido em novembro de 1998 e tem tido um sucesso muito limitado desde então. Há muitas dúvidas bem fundamentadas sobre as possibilidades técnicas do sistema no sentido de dar às estações terrestres um meio confiável de fornecimento de TV digital ao receptor doméstico, para já não se falar em um ambiente móvel. A TV digital é muito mais do que HDTV e, de fato, a HDTV pode ser eficazmente fornecida por meio de cabo e de satélite (utilizando de fato sistemas relacionados com DVB-C e DVB-S). ISDB-T é um sistema largamente baseado em DVB-T que está para ser lançado no seu país de origem (Japão) aproximadamente em 2003. Não há receptores, a experiência prática é muito limitada e não existem nenhuns modelos de negocios perante os quais seja possível avaliar o sucesso do seu desenvolvimento. Nenhum outro país adoptou ou pretende adoptar o ISDB-T. Os outros países do Mercosul e da América Latina também estão considerando as suas opções de DTTB. Como uma norma que está se tornando de fato uma norma global, DVB-T está em uma posição favorável para também ser adoptada em toda a América Latina. Uma única norma para a região deixou de ser um luxo, mas sim, como DVB acredita, um elemento essencial em uma indústria de mídia em rápido processo de desenvolvimento e de convergência. 3.6 Investimentos, financiamento e isonomia internacional e acordos de reciprocidade Não sendo DVB uma entidade governamental, tem o forte apoio dos países que o adoptaram e o estão desenvolvendo. Particularmente na União Europeia, a Comissão Europeia tem sido muito ativa em encorajar a adopção de DVB-T. Claramente, o Governo Brasileiro está ansioso por assegurar que qualquer que seja o sistema adoptado, será implementado um conjunto de medidas para garantia de que a indústria brasileira possa se desenvolver com seus parceiros e de que o seu público possa aproveitar os benefícios de um sistema justo e aberto a longo prazo. DVB está promovendo este diálogo e dando as garantias que pode para melhor informar o Brasil. Como iniciativa totalmente conduzida pela indústria,o DVB está dotando a própria indústria para fazer as opções técnicas que julgar necessárias para o futuro. Assim, ao aderir à comunidade DVB, a indústria brasileira entraria num clube dos mais importantes players da indústria da televisão, modelando seu próprio futuro. A ANATEL também poderá participar do consórcio DVB e já foi convidada pelo consórcio para se tornar membro. Atualizações de DVB-T virão mais cedo ou mais tarde. O DVB garantirá que elas farão o melhor uso da tecnologia disponível em uma via comercialmente viável. Possuímos uma experiência ímpar em televisão digital e a nossa inovação é diária. Relativamente ao uso de copyrights e de registros de patente, é importante notar que DVB é a única organização de normas de televisão digital com uma vigorosa política nestes campos e uma na qual elas são consideradas de uma forma transparente. DVB facilitará e promoverá discussões significativas entre ANATEL e os detentores de direitos de DVB-T. O DVB é a norma para televisão digital terrestre em toda a Europa, na Índia, na Austrália, na Nova Zelândia e em Singapura. Pende, assim, uma forte responsabilidade sobre o DVB no sentido de garantir que as regras dos direitos de propriedade intelectual sejam rigorosamente observadas. O ISDB-T se baseia largamente na tecnologia DVB-T e, assim, é provável que esteja sujeita ao mesmo núcleo de direitos essenciais de propriedade intelectual. O grupo DVB-T inclui algumas empresas japonesas e muitas outras não japonesas. 3.7 As expectativas dos usuarios no Brasil As expectativas de DTTB variam de país para país e de mercado para mercado. O Brasil terá de considerar cuidadosamente os desejos e as aspirações do público brasileiro quando escolher os seus modelos negociais para o desenvolvimento de DTTB. O DVB-T e as suas normas irmãs têm fornecido excelentes serviços de grande nível social durante algum tempo em diversos mercados em redor do mundo. A mensagem básica é que se pode aprender muito das utilizações que outros operadores de DVB têm dado ao sistema e aplicar os seus ensinamentos no mercado brasileiro de forma a se encontrar a fórmula certa. Qualquer sistema DTTB constitui um elemento vital na maleta de ferramentas do fornecedor do serviço ao construir um conteúdo interessante para a sua audiência; mas é só mesmo isso: uma maleta de ferramentas. Não se deve perder de vista o fato de que os Brasileiros vêm o conteúdo e não PAL-M - e isso também continuará a ser verdade na era digital. 3.8 O modelo negocial adaptado às condições brasileiras Relativamente à Seção 3.7 acima, a escolha de um modelo negocial será a chave para o sucesso do desenvolvimento de DTTB no Brasil. A transição de TV terrestre free-to-air para DTTB será mais complexa do que quaisquer regulamentações sobre serviços digitais por cabo ou digitais por satélite. É preciso considerar os seguintes fatores: & 61623; Impacto sociológico & 61623; Custo da transição para o fornecedor do serviço & 61623; Custo para o público em vários pontos ao longo da linha do tempo de desenvolvimento & 61623; Cronograma do desligamento & 61623; Serviços propostos no lançamento e sua progressão à medida que o desenvolvimento se processa. & 61623; Fluxos de rendimentos para todas as partes em causa. Embora DVB não queira favorecer um modelo negocial em particular, é útil discutir a receita utilizado no Reino Unido 3.8.1 Reino Unido Como foi referido na Seção 3.4.1 acima, o Reino Unido desenvolveu DTTB com base em um mercado diagonal. O esquema adoptado foi o seguinte: 1. Serviços terrestres também disponíveis em outros mídia (p.ex. satélite, cabo). 2. Há um equilíbrio entre serviços free-to-air e assinaturas premium (p.ex. transmissão de dados, interatividadde, etc.). 3. Tanto caixas Set-Top (Set-Top-Boxes) (STB) como Televisões Digitais Integradas (iDTV) estão disponíveis. A primeira situação está principalmente associada à plataforma de TV-paga e há subsídios cruzados; o segundo caso é próprio para receptores free-to-air (com atualizações apropriadas possíveis para os serviços de TV-paga). 4. Todos os receptores terrestres podem facilmente ser equipados com opções permitindo a sua conexão com serviços por satélite e por cabo. Isso tem a vantagem de evitar uma guerra de hardware entre as várias plataformas. 5. Há uma única plataforma (CA, API) para todas as estações terrestres, o que evita plataformas múltiplas excessivamente onerosas e evitando a confusão no mercado. 6. Plano de transmissão coordenado com cooperação entre operadores terrestres. 7. Participação ativa de estações, fornecedores de conteúdo e de legisladores no desenvolvimento. Tem de haver algo em DTTB para todos os parceiros no mercado e, claro está, para o consumidor. Estas lições podem não ser aplicáveis ao Brasil e ao mercado brasileiro, mas a sua compreensão é importante se o Brasil quiser desenvolver um modelo negocial adaptado às necessidades da indústria, respeitando a necessidade de gerar receitas de DTTB e promovendo um desligamento próximo do analógico. 3.9 O modelo de transição de tecnologia analógica para digital Uma das principais razões para o lançamento de DTTB consiste em encorajar uma transição dos serviços analógicos PAL-M para os serviços DTTB. Os mecanismos exatos usados para esta transição analógica dependem de um certo número de fatores, mas em primeiro lugar é importante estabelecer um conjunto de critérios vulgarmente aceites que seriam usados para avaliar essa transição. Países com o DVB-T e aqueles que estão considerando o lançamento de tais serviços possuem planos detalhados para transições. A recente notícia de uma aceleração do desligamento proposto no Reino Unido está encorajando os que apoiam o DVB-T. Considerando à atual velocidade de seu desenvolvimento, passará ainda bastante tempo antes dos EUA e o Japão serem capazes de considerar o desligamento. 4. Conclusão O DVB-T é a melhor solução de televisão digital terrestre para o Brasil. Foi esta mesma a conclusão de todos os países que procuraram escolher na base de um conjunto de critérios claramente definidos, conjugando as exigências técnicas e comerciais dos seus mercados. O DVB-T está se tornando a norma mundial de fato para televisão digital terrestre, sendo largamente adoptada em África, na Ásia, na Austrália, na Europa e na Índia. ATSC tem tido um sucesso comercial limitado nos EUA. Além disso subsistem sérias dúvidas sobre a proficiência técnica do sistema. Estações terrestres exigem um meio confiável de duplicar a cobertura analógica e de fornecimento de TV digital ao receptor doméstico. Todos os receptores de uso correntes ATSC bem como o sistema ATSC não correspondem ao mercado portátil ou móvel. Além disso, não tem havido o desejo de reconsiderar a adopção de DVB-T nos numerosos países que já o adoptaram, enquanto que os países que adoptaram ATSC, tais como EUA, Canadá, Taiwan e Coreia do Sul já entraram em fase de novos testes a fim de considerarem se DVB-T é o sistema mais apropriado. Quanto a ISDB-T, se trata de um sistema largamente baseado em DVB-T, que está para ser lançado brevemente no seu país de origem aproximadamente em 2003. Não há receptores, a experiência prática é muito limitada e não existem modelos de negocios em relação aos quais seja possível avaliar o sucesso do seu desenvolvimento. Nenhum outro país adoptou ISDB-T além do Japão. Todos os países que adoptaram DVB-T reconheceram que é o mais apropriado para televisãp digital terrestre, independentemente do modelo negocial adoptado, seja HDTV (p.ex., Austrália), recepção móvel (p.ex. Singapura), ou definição normal/melhorada (p.ex. países europeus). Além disso, o contínuo processo de desenvolvimento baseado em tecnologias abertas e interoperáveis também coloca DVB-T na posição de líder na corrida para a transformação da televisão digital em uma plataforma privilegiada para o mercado de serviços interativos de multimédia e para universalizar o acesso da população brasileira à Sociedade da Informação. Aderindo também ao clube DVB-T, o Brasil e outros países da América Latina estarão assim se integrando na Sociedade de Informação Global, beneficiando de todas as economias de escala e dos conhecimentos técnicos adquiridos com a implementação deste sistema em vários países do mundo. Anexos A. Apresentação da Antena de Diversidade DVB (TM 2492 do Projeto MCP) B. Papel Branco RCT (Projeto DVB) C. Lista de normas DVB e documentos. (Projeto DVB)
Justificativa: esta no texto
 Item:  2.8. A dimensão do mercado brasileiro, representado pela grande quantidade de transmissores e receptores de tecnologia analógica existentes e em comercialização, cuja substituição pelos de tecnologia digital assumirá importante significado social e econômico.
Item sem descrição.
Contribuição N°: 33
ID da Contribuição: 6805
Autor da Contribuição: salomaowaj
Data da Contribuição: 16/06/2001
Contribuição: Minuta Comentários de DVB à Consulta Pública n. 291 de 12 de abril de 2001 Geneva, 7 de junho de 2001 Sumário Executivo Estamos firmemente convencidos de que DVB-T constitui o sistema apropriado para o Brasil. Embora se reconheça que de um ponto de vista puro mas estreito, os testes comparativos que foram realizados com perícia e em larga escala indiquem que o sistema japonês ISDB apresenta uma vantagem marginal sobre DVB-T, existem razões mais cruciais e ponderosas que apontam DVB-T como sendo, de longe, a solução ótima. A) DVB-T fornece uma solução flexível que satisfará não só as necessidades de momento, mas também, realmente, necessidades futuras. Estas incluirão necessariamente recepção portátil e móvel de sinais, aplicações interativas complexas e constituirão realmente uma via para a convergência entre as tecnologias da comunicação e de computadores. B) O sistema CVB-T é um membro de uma família de padrões totalmente interoperáveis que permitem integração fácil e economicamente viável de soluções de entrega e interativas que não são possíveis com outros padrões tais como ISDB e ATSC. Esse aspecto é fundamental porque a maioria dos sistemas digitais de TV por satélite e por cabo adoptaram em todo o mundo o ambiente DVB. C) A adopção de DVB-T por outros países é já uma realidade e está aumentando rapidamente. Claramente isso, associado à adopção mundial de fato de padrões irmãos de DVB conduzirão a economias de escala, particularmente para receptores de nenhuma forma correspondidas pelos dois concorrentes. Este é um aspecto primordial porque os custos domésticos de implementação de serviços constituem a chave para o sucesso do desenvolvimento. É preciso haver receptores disponíveis. D) DVB-T tem sido comprovada e é capaz de satisfazer todas as necessidades de serviço desde HDTV até serviços de dados de baixa velocidade. DVB pode fornecer HDTV e móvel no mesmo canal, como foi demonstrado em Brasília, Brasil, em dezembro de 2000, podendo fazer isso em 6, 7 e 8 MHz. Demonstrações semelhantes de DVB-T de 6 MHz, incluindo HDTV e SDTV de Modulação Hierárquica e também móvel, também foram feitas em Las Vegas, EUA (NAB 99 e NAB 00). Ver o Anexo D a este relatório. E) Como o mundo da TV está mudando de analógico para digital, esse mundo digital também está migrando para novos serviços interativos e se movendo rapidamente ao longo da via da convergência com telecomunicações e a Internet. A indústria da TV do Brasil está lançando as fundações para um mercado televisivo que necessita de ser equipado adequadamente para a fase de transição e bem para o futuro. É difícil prever o futuro, mas as melhores chances de equipar adequadamente uma indústria em mundo competitivo é com DVB e com a sua solução DVB-T. 1. Introdução O documento seguinte envia os comentários do Digital Video Broadcasting Project, baseado em Genebra, Suíça, à Consulta Pública n. 291 de ANATEL. Os comentários de DVB são feitos no espírito de informar o debate sobre a escolha técnica de um sistema digital de transmissão terrestre para o Brasil. DVB é uma organização internacional de 301 membros de 36 países, todos interessados no desenvolvimento de um quadro harmonizado e interoperável para televisão digital. Constitui a maior organização do seu tipo e é, de longe, a de maior sucesso. A tecnologia de DVB já está sendo utilizada pela maior parte dos sistemas de televisão digital por satélite e por cabo em todo o mundo - incluindo o Brasil. Além disso, DVB é usada como marca de nível para ATSC e ISDB e muitos dos seus sistemas estão baseados na tecnologia DVB com poucas ou nenhumas inovações ou alterações. 2. Organização deste Documento O documento contém comentários ao CP n. 291 e anexos associados. Embora tecnicamente tendencioso, há algumas informações e relatórios relevantes dos diferentes desenvolvimentos de DVB-T em todo o mundo. Para aumentar a clareza e a legibilidade, DVB referirá cada pergunta feita na seção 3 do CP n. 291, dando respostas sempre que apropriado. Todas as informações acessórias e elementos comprovativos serão incluídos como apêndices. 3. Comentários de DVB na Seção 3 de CP N. 291 A seção seguinte é numerada de acordo com as seções do documento CP n. 291. 3.1 A avaliação técnica das normas da TV digital terrestre DVB Project cumprimenta o Instituto Presbiteriano MacKenzie e CRqD pelas medições, pela apresentação e pela avaliação do laboratório de transmissões de televisão digital terrestre (DTTB) e pelos ensaios de campo. Constituem os mais completos documentos existentes sobre o ensaio no campo dos três sistemas disponíveis: DVB-T, ATSC e ISDB-T. A maior parte dos parâmetros fundamentais associados à escolha de um sistema apropriado ao Brasil foi considerada e os resultados constituem uma comparação justa. Criticamente, os testes foram realizados no Brasil com parâmetros concebidos para o ambiente brasileiro e com o excelente apoio da comunidade brasileira de transmissões. Testar a recepção móvel de DTTB nunca é tarefa fácil porque aspectos como os seguintes exercem forte influência sobre os resultados: 1. Variação dinâmica das condições de recepção. A mesma via no mesmo dia com aproximadamente as mesmas condições meteorológicas e de tráfego podem dar origem a resultados selvaticamente diferentes, mesmo com o mesmo sistema. 2. Encobrimento de erro em descodificadores MPEG-2. Tipicamente, o desempenho da recepção é medido usando uma série de observadores vendo segundos errados em uma transmissão de vídeo. Diferentes chips de descodificação MPEG-2 têm diferentes técnicas de encobrimento de erro que podem influenciar fortemente os resultados. 3. Como os testes foram realizados usando receptores DVB otimizados para recepção fixa e considerando o recente trabalho sobre receptores móveis otimizados na Europa e na Ásia, DVB pensa que os resultados medidos não devem ser considerados como uma indicação corrente do desempenho móvel de DVB-T. De fato, os resultados com tais receptores deveriam conduzir a melhorias muito significativas de desempenho. O Anexo A contém um relatório de um projeto de multimédia móvel (MCP) que investigou o desempenho de DVB-T quando é utilizado um sistema de antena diferente no receptor. Embora tais resultados se concentrem no desempenho móvel do sistema, eles possuem uma importância muito grande para recepção estática portátil e fixa. Por fim, os resultados dos testes de DVB-T DTTB mostram as diferenças entre diferentes prestações do chip de desmodulação de DVB-T. Devido às dimensões do mercado DVB-T em todo o mundo, o desempenho destes chips está continuamente sendo comprovada. No entanto, as metodologias adoptadas nos testes continuam exemplares. Quanto a ensaios de campo, talvez algum valor tenha podido ser adicionado às medições e aos resultados através de uma investigação mais aprofundada sobre a falha da recepção (em algumas situações). Tais ensaios de laboratório e de campo cuidadosamente preparados e executados contrastam com os ensaios de campo de US MSTV/NAB comparando ATSC e DVB-T, realizados no ano passado. Foi empregue equipamento DVB-T inapropriado e, por razões desconhecidas, houve pouco esforço no sentido de determinar por que motivo e de que maneira esses receptores estavam afetando os resultados finais. O resultado foi o único ensaio comparativo que conduziu a um desempenho satisfatória do sistema ATSC. 3.2 O estado da TV digital em outras partes do mundo TV digital (DTV) é um mercado e uma tecnologia em maturação em muitas partes do mundo. A maior dos estudos de DTV se centra no mercado de TV-paga via satélite, cabo e meios terrestres. Constituem exceção o desenvolvimento de ATSC nos EUA e os estudos de DVB-T no Reino Unido, na Austrália, em Singapura, em Espanha e na Suécia. Ainda ninguém está usando o sistema japonês ISDB-T. Como acima foi dito, os sistemas baseados em DVB dominam completamente o mercado de DTV em todo o mundo. Se concentrando no desenvolvimento de televisão digital terrestre, DVB-T tem registrado desenvolvimento nos seguintes mercados.: (i) Reino Unido (ii) Austrália (iii) Singapura (iv) Espanha (v) Suécia 3.2.1 Reino Unido Peter Marshall (UK DTG): PMarshall_DTG@compuserve.com O Reino Unido foi o primeiro país no mundo a lançar um serviço de DVB-T, em novembro de 1998, baseado em planos estabelecidos 2 anos antes. Nessa altura, o objetivo principal era fornecer a maior quantidade possível de serviços no interior de um espectro de UHF já muito ocupado e a recepção principalmente em antenas domésticas fixas foi aceite. Em resultado disso, foi feito o planeamento de forma a que a potência das transmissões digitais fosse 20 dB abaixo da potência do transportador analógico no pico da sincronização. Esta severa redução da potência foi imposta por motivo de interferências e de acordos relacionados com países vizinhos. A cobertura foi conseguida a partir de seis multiplexes em cada um dos 80 locais de transmissão existentes em uma rede de freqüência múltipla. Invulgarmente, a variante do sistema DVB-T foi escolhida devido à existência de conjuntos de chips; outros parâmetros são 64QAM; velocidade de código 2/3 e banda de proteção 1/32, conduzindo a uma velocidade total de dados de 24Mb/segundo. A potência transmitida não assegura cobertura equivalente a transmissões analógicas PAL e estão presentemente sendo feitas tentativas (ao longo de 2001) para se aumentar os níveis da potência em 3 ou 6 dB para se passar a cobertura de 70 % para 80 % da população, usando um critério mínimo de área de serviço de 45 dBmV. 3.2.1.1 Considerações Comerciais Foram passadas quatro licenças multiplex separadas como a seguir se indica. Dois multiplexes foram reservados para estações analógicas existentes, dando às mesmas capacidade para aproximadamente duplicarem o número de serviços oferecidos. Novas licenças de serviço foram passadas para SDN (um multiplex) e ONdigital (3 multiplexes). A partir do início, o serviço estava competindo com serviços digitais via satélite lançados um pouco antes e com cabo digital, o que se desenvolveu progressivamente mais recentemente. Os atuais valores de penetração são indicados na Tabela 1: Tabela 1: Penetração da Televisão Digital no Reino Unido Total de lares no Reino Unido 23 milhões Digital terrestre (DVB-T) 1,25 milhões Digital satélite (DVB-S) 5 milhões Digital cabo (DVB-C) 1,0 milhões Os primeiros mercados concentraram sua atenção em serviços de assinatura, particularmente de esporte, e foram alimentados por ofertas de uma caixa gratuita (contra assinaturas ligeiramente aumentadas). A comercialização está considerando agora o maior mercado de troca de TV e a venda de aparelhos de TV digital integrados (iDTV) está sendo considerada com um meio de garantir a adopção de massas. Uma característica importante do mercado do Reino Unido tem sido a adopção de ecrã largo de 16x9 (com resoluções SDTV) como uma característica adicional de digital e o mercado de ecrã grande (>24 ) é agora quase inteiramente 16x9. O governo do Reino Unido está determinado em conseguir a aceitação maciça de TV digital o quanto antes e está considerando desligar o sistema analógico no período de 2006 - 2010. 3.2.2 Austrália Colin Knowles (ABC): knowles.colin@abc.net.au A Televisão Digital Terrestre da Austrália utiliza os parâmetros seguintes: Modo DVB-T 2k DVB-T Largura de banda do canal: 7 MHz em UHF Modulação: 64 QAM Correção do erro direto: 2/3 Intervalo de protecão 1/32 Redes de freqüência simples: Ainda não. Modulação hierárquica: Ainda não. Esta seção refere a conversão de equipamentos analógicos para digitais em toda a Austrália e também considera prazos, legislação e aspectos de conteúdo correntemente em discussão. O projeto de digitalização abrange um período de três a cinco anos, do qual a primeira fase terminou no dia 01 de janeiro de 2001 com o lançamento de serviços digitais nas cinco cidades mais importantes do Continente. O próximo passo importante será a obrigatoriedade de 20 horas por semanas de HDTV a partir de 01 de janeiro de 2003. A rede de transmissões através de toda a Austrália ficará completa em 2007, aproximadamente. Em 1998, o governo australiano legislou o início da transmissão de televisão digital para todas as estações australianas livres. O governo australiano terminou o enquadramento legislativo para emissões digitais em junho de 2000. A ideia geral consiste em promover e encorajar serviços inovadores, tais como emissão de dados, mas evitar a concorrência com estações livres existentes durante a transição para digital. O enquadramento legislativo inclui: & 61623; Uma obrigação de transmitir simultaneamente serviços de televisão analógica em transmissões digitais durante pelo menos 8 anos a contar do início de serviços digitais em um mercado; & 61623; 20 horas semanais de transmissão de HDTV a partir de 2003; & 61623; ABC (e SBS) (as estações de serviço público ) podem oferecer serviços multicanais; & 61623; estações comerciais obrigadas a aumentos de multivista; & 61623; regras separadas para o uso de espectro digital para transmissão de dados; e & 61623; revisão de atuação 3.2.2.1 Conteúdo para serviços australianos de DTTB Haverá uma gama de novos serviços com televisão digital: televisão de alta definição (HDTV), multicanais (só das estações nacionais), programas reforçados (tais como relevante informação básica ou ângulos alternativos para a câmara) e um guia básico eletrônico de programas baseado em texto (EPG). A partir de janeiro de 2002, os consumidores também poderão receber serviços de transmissão de dados (texto e vídeo interativos) - tanto de estações comerciais de dados que concorrerão a licenças com a duração de 15 anos em licitação e poderão fornecer serviços de assinatura, como de estações comerciais e nacionais existentes que podem utilizar qualquer espectro disponível para transmitirem serviços de emissão de dados. No enquadramento de emissão de dados também serão possíveis EPG mais sofisticados e programas reforçados. A legislação procura conciliar os diferentes interesses de estações comerciais livres, estações nacionais, TV-paga e a nova potencial indústria de emissão de dados, bem como consumidores. Os princípios básicos são os seguintes: (i) não deverá haver novas licenças para televisão comercial até 2006 para se proteger o lucro de emissões comerciais existentes durante o período de transição para a televisão digital. Significa isto que a emissão de dados não será autorizada a se tornar uma emissão de fato. (ii) não poderá haver multicanais comerciais porque isso seria uma ameaça à TV-paga, ainda considerada como um indústria em início. A partir destes princípios, surgiu um enquadramento que estabelece regras para HDTV, multicanais, programas reforçados, emissão de dados e EPG, serviços estes a ser vigiados maioritariamente pela Australian Broadcasting Authority. O governo estabeleceu quotas para o conteúdo de HDTV ao longo dos próximos anos para encorajar as estações à conversão; HDTV é considerada como uma das principais atrações e condutoras para televisão digital na Austrália. No entanto, o governo reconhece que nem todos os consumidores serão capazes de adquirir equipamento HDTV de imediato, pelo que quando um programa é emitido em HDTV também tem de ser mostrado em SDTV, bem como em sistema analógico (é a chamada regra de emissão tripla ). Não são permitidos multicanais comerciais (exceto quando acontecimentos esportivos se sobrepõem a notícias). Tanto ABC como SBS serão autorizados a transmitir certos géneros em multicanal, sendo as exclusões principais notícias nacionais, esporte e comédia, embora o governo não tenha atribuído fundos adicionais para estes novos canais digitais. Programas reforçados são limitados para que não se tornem de fato multicanais; eles têm de ser emitidos em simultâneo e devem ser ligados de perto e diretamente ao programa principal. A emissão de dados fica limitada a programas de informação e educacionais e comércio eletrônico, com exclusão de entretimento; de fato, quaisquer programas de notícias ou entretimento ficam limitados a extratos de vídeos de dez minutos. Os únicos serviços de rádio que podem ser emissão de dados são programas de informação, de educação, de notícias em línguas estrangeiras ou estações ABC e SBS. Estações de dados podem fornecer conteúdo de Internet, quer como jardim murado de locais selecionados na web, quer como serviço completo de Internet - embora o conteúdo tenha de estar em conformidade com os limites em vídeo. O governo pensa que se trata de uma indústria em rápida evolução onde a flexibilidade é importante; estão marcadas várias revisões ao longo dos próximos anos, que podem ser usadas para monitorar e ajustar este enquadramento, se necessário. Havia muito pouca coisa no equipamento de recepção digital (quer caixas set top ), quer televisores digitais) para o lançamento da televisão digital. As estações comerciais livres subscreveram uma encomenda de 20.000 caixas set top Thomson para abastecer o mercado. Caixas set top de DVB-T HDTV de 7 MHz a preços razoáveis (aprox. A$600) foram recentemente lançadas no mercado. 3.2.3 Singapura Kenneth Lee (TV Mobile): kennethl@mediacorp.com.sg TV móvel em Singapura usa DVB-T com os parâmetros seguintes: Fase 1 : Em serviço Modo DVB-T 2k DVB-T Largura da banda do canal: 8 MHz em UHF Modulação: QPSK Correção de erro direto: 1/2 Intervalo de proteção 1/4 Redes de freqüência simples Sim, 11 transmissores para cobertura total da Ilha Modulação hierárquica: Ainda não. Fase 2 : Planeado para o 2. trimestre de 2001 Modo DVB-T 2k DVB-T Largura da banda do canal: 8 MHz em UHF Modulação: 16 QAM Correção de erro direto: 1/2 Intervalo de proteção 1/4 Redes de freqüência simples Sim Modulação hierárquica: Ainda não. 3.2.3.1 Passado A TV digital terrestre (DTT) apareceu a primeira vez em Singapura em Junho de 1998. Organizados pela Comissão Técnica de Singapura (DTV), ensaios de DTT foram conduzidos sucessivamente para se selecionar a norma mais adequada a Singapura de entre 3 normas DTT existentes no mundo (ATSC, DVB e DiBEG). Sendo a única estação nacional em Singapura na altura, a Television Corporation of Singapore (TCS) conduziu os ensaios DTT com o apoio dos técnicos de DTV na indústria e das várias agências de normas. Foram feitos ensaios em recepção móvel de HDTV, Single Frequency Network (SFN) e DTT. Um painel de seleção compreendendo especialistas locais foi formado para exame dos dados obtidos e para elaboração de um relatório para recomendar a norma DTT para Singapura. O relatório ficou completo em março de 1999, juntamente com algumas outras recomendações e foi entregue à Singapore Broadcasting Authority (SBA). A SBA concorreu com a recomendação do painel de seleção e anunciou ao mundo que DVB-T fora escolhida como a norma DTT para Singapura em maio de 1999. Em junho e 2000, a SBA atribuiu duas licenças DTV à MediaCorp. Uma foi para TV móvel (um serviço de DTV voltado para transportes públicos e recepção DTV em viagem) e a outra para digitalização dos canais analógicos existentes. No entanto, se pensa que a maior parte dos espectadores não apreciaria a qualidade de DTV porque quase 100 % dos lares de Singapura já possuem ligação por cabo à Singapore Cable Vision (SCV), o único operador de TV-paga em Singapura. A simples digitalização dos canais analógicos existentes não traria muito interesse e motivação para que o público desejasse ter DTV. Novos valores de valor acrescentado têm de ser introduzidos. Foi então decidido que DTV tem de ser lançada com serviços interativos. Esta decisão também foi reforçada por SBA, que deu a MediaCorp a licença DTV na condição de também ser emitida alguma forma de conteúdo interativo. SBA estabeleceu um mínimo de 7 horas de conteúdo interativo por semana por cada canal digital. 3.2.3.1 Plataforma Interativa Para MediaCorp poder iniciar um serviço interativo, é preciso escolher primeiramente uma plataforma interativa para STB trabalhar. Embora a recomendação pela Comissão Nacional de DTV seja no sentido de adoptar DVB-MHP como o middleware interativo, o sistema DVB-MHP ainda não estava pronto em termos de disponibilidade de STB e de aplicações. Assim, foi escolhida uma solução intermédia até que DVB-MHP fique pronto. A plataforma escolhida foi OpenTV. OpenTV se comprometeu a apoiar o desenvolvimento de algumas aplicações interativas para o lançamento piloto. MediaCorp iniciou o seu serviço piloto de DTV em Singapura no dia 23 de dezembro de 2000. 3.2.3.1 Aplicações Desenvolvidas São as seguintes as aplicações desenvolvidas: Revista Interativa (PAD) O serviço de revista fornece aos utilizadores um conjunto de opções interativas que podem ser variadas dependendo das pistas de tempo correntes. Um serviço de valor acrescentado para utilizadores, a revista permite aos utilizadores navegar através de uma série de opções interativas, tais como informações de séries, biografias, etc. Noticiário Esta aplicação fornece diretamente ao televisor notícias sobre os mais recentes acontecimentos na região e em todo o mundo. O utilizador pode então aceder a notícias atualizadas neste equipamento em qualquer altura do dia. Meteorologia Esta aplicação utilizará atualizações de dados sobre a meteorologia a fim de fornecer um serviço interativo ao utilizador. Informações meteorológicas locais e internacionais ficam disponíveis premindo um botão. Guia Eletrônico de Programas (EPG) O EPG apresentará uma lista dos programas correntemente no ar e ao longo dos sete dias seguintes. Esta aplicação ajudará o utilizador a selecionar o programa que quer ver. 200 STB iniciais foram desenvolvidos com o lançamento do serviço. A principal finalidade do desenvolvimento constituía em recolher informações provenientes do utilizador para poderem ser feitos melhoramentos nos serviços e nas aplicações disponíveis. 3.2.3.1 Planos Futuros Outros 800 STB serão desenvolvidos juntamente com a próxima fase de desenvolvimento, lá para meados do corrente ano, altura em que serão adoptadas aplicações tais como T-Comércio, T-Banco. A fase final de desenvolvimento será em aplicações da Internet (web browsing, e-mail, etc.), jogos e PVR (personal video recording / gravação de vídeo pessoal). Um serviço comercial com todo o conjunto de serviços interativos deve ser lançado até ao início do próximo ano. 3.2.3.1 Marcos miliares DTV Milestones em Singapura Novembro de 1997 Foi constituído o Singapore DTV Technical Committee Junho de 1998 Teste ATSC (1. emissão DTT/HDTV de sucesso em Singapura) Julho de 1998 Teste DVB-T (SFN e TV Móvel testadas com sucesso) Agosto de 1998 Teste de ISDB-T Setembro de 1998 Formado o Painel de Seleção Janeiro de 1999 Testes de TV Móvel Março de 1999 Apresentação do relatório final a SBA Maio de 1999 SBA anunciou DVB-T como norma DTT para Singapura Julho de 1999 Teste conjunto TCS-SBS TV Móvel Setembro de 1999 Formado o National DTV Committee Junho de 2000 SBA atribuiu e licenças multiplex a MediaCorp Dezembro de 2000 MediaCorp lançou o serviço piloto de DTV Fevereiro de 2001 Lançamento do serviço de TV Móvel 3.2.4 Espanha courtesy of UK DTG (http://www.dtg.org.uk) A Televisão Digital Terrestre Espanhola utiliza os parâmetros seguintes: Modo DVB-T 8k DVB-T Largura da banda do canal: 8 MHz em UHF Modulação: 64 QAM Correção de erro direto: 2/3 Intervalo de proteção 1/32 Redes de freqüência simples Sim, 6 SFN nacionais em serviço Modulação hierárquica: Ainda não. Considera-se que em Espanha há cerca de 12 milhões de lares com TV. A penetração do cabo é baixa; cerca de 300.000 recebem um serviço combinado de telefonia, Internet e TV analógica. Canal+ estabeleceu um canal premium analógico há alguns anos atrás, que conseguiu cerca de 900.000 assinantes. Sogecable, a subsidiária espanhola de Canal+, lançou um conjunto de TV digital de satélite e ultrapassou a barreira de 1 milhão em outubro de 2000. Rival Via Digital, lançada posteriormente, ultrapassou o limiar de 500.000 de assinantes durante o ano de 2000 e encerrou o ano com cerca de 633.000. Tal como a maioria dos países europeus, Espanha tem falta de espectro, mas esse fato não deteve o entusiasmo espanhol pela televisão digital terrestre. Em fevereiro de 1999, o governo espanhol legislou no sentido de permitir o estabelecimento de uma rede DVB-T como a seguir se indica: & 61623; Aos cinco canais nacionais existentes - TVE1, TVE2, Antena 3, Socecable / Canal+ e Telecinco - foi atribuída uma rede de multifrequência (MFN) onde podem operar cinco canais. Não há necessidade de multitransmissão. & 61623; Uma segunda MFN foi atribuída a estações regionais para quatro serviços de base regional & 61623; De forma semelhante, uma terceira MFN foi atribuída a serviços locais através de ESpanha & 61623; Três multiplexes mais metade de um quarto multiplex foram atribuídos a uma licença de TV comercial a pagar a fim de fornecer serviços nacionais em grandes redes de freqüência simples (SFN) utilizando canais correntemente vazios no topo da banda V (metade do canal 66 mais 67 - 69). & 61623; A outra metade do canal 66 mais o canal 65 estão disponíveis para licenças futuras. As estações existentes não foram autorizadas a concorrer a licenças de TV-paga e o resultado foi que um consórcio dirigido por Retevision, o operador alternativo de telecomunicações em Espanha, foi o único concorrente. Foram atribuídas licenças a Onda Digital em junho de 1999 para operar 14 canais ao longo de 3 multiplexes. Quiero TV, como Onda Digital adoptou nova designação e lançou a sua plataforma em maio de 2000. Em julho de 2000, o governo abriu concurso para dois novos serviços fre-to-air para correrem juntamente com estações existentes na plataforma DTT. Concorreram cinco consórcios. Os concorrentes vencedores foram VeoTV e NetTV, ambos apoiados por jornais diários espanhóis de dimensão nacional. As estações licenciadas têm de iniciar as emissões até abril de 2002, o mais tardar, mas estão tentando o lançamento antes dos finais de 2001. As licenças são atribuídas para 10 anos. Nos finais de 2000, Quiero TV anuncia ter conseguido 100.000 assinantes, na seqüência de uma campanha de promoção com grandes descontos desde que as assinaturas foram iniciadas em setembro. Canal Satelite Digital encerrou o ano com 1 milhão de assinantes e Via Digital, com 633.000. 3.2.4 Suécia Courtesy of DigiTAG: http://www.digitag.org A rede digital terrestre sueca começou a operar no dia 28 de outubro de 1998, após um longo período com emissões de teste. O serviço de programação permanente oficial teve início a 1 de abril de 1999. Presentemente, a rede sueca é constituída por 22 estações emissoras principais, cada uma delas transportando quatro multiplexes. Além disso, 14 estações mais pequenas destinadas a preencher espaços vazios estão em funcionamento dentro da área de cobertura das principais estações emissoras. A rede está agora sendo expandida para cobrir 70 % da população até ao fim de abril de 2001. Um outro aumento foi decidido pelo governo sueco de forma ser atingida uma cobertura de 90 % da população até ao fim de dezembro de 2001 e cerca de 98 % da população em junho de 2002. 3.2.4.1 Conteúdo da TV Digital Presentemente, há 17 canais. Os multiplexes estão divididos da seguinte maneira: TV Sueca - Canais de serviços públicos: Não comerciais, financiados por licenças: SVT1 Programação geral: Noticiário, esporte, entretimento, drama, séries documentais, (http://www.svt.se) SVT2 Programação geral: Noticiário, esporte, entretimento, drama, séries documentais, (http://www.svt.se) SVT24 Canal de notícias, 24 hours (http://www.svt.se/nyheter/svt24) Televisão regional (5 regiões): Grupo Viasat (www.viasat.se) TV3 TV Comercial Séries populares, entretimento, filmes, noticiário (http://www.tv3.se) TV8 Comercial temática Economia, atualidades, séries documentais, (http://www.tv8.se) ZTV TV Comercial Entretimento jivem, música (http://www.ztv.se) Viasat Esporte (TV-paga), (http://www.viasat.se/kanaler/viasatsport/) TV1000 Filmes (TV-paga) Televisão comercial: TV4 Programação geral Noticiário, esporte, Séries populares, entretimento (http://www.tv4.se) TV4-Digital Regional TV 5 regiões, (http://www.tv4.se) Kanal5 Programação geral Séries populares, entretimento, filmes (http://www.kanal5.se) e-TV Canal interativo Informações, e-shopping, música (http://www.cellitv.com) Grupo Canal+ http://www.canaldigital.se Canal+ Canal de filmes (TV-paga) Canal+ Gul Canal de filmes (TV-paga) Canal+ Bl Canal de filmes ecrã largo (TV-paga) K-World Comercial temática: Educação, séries documentais http://www.kworld.se 3.2.4.2 Configuração da Rede É a seguinte a configuração da rede digital sueca: Canal BW : 8 MHz Modo DVB-T: 8K DVB-T Modulação 64 QAM Velocidade de código 2/3 Intervalo de proteção 1/8 Velocidade útil de Bits 22.12 Mbit/s O sistema de multiplex estatístico é usado em dois dos multiplexes (Viasat e Canal Digital). Todos os canais são transmitidos codificados através do sistema de codificação Viaccess. O sistema de receptor API é OpenTV. Foram atribuídas licenças a: Televisão Sueca Três programas nacionais e cinco regionais TV4 Um programa nacional e cinco regionais Viasat Três programas nacionais TV8 Um programa nacional (agora com o Grupo Viasat) Canal+ Três programas nacionais K-World Um programa nacional e-TV Um canal nacional de TV interativa Canais planeados um serviço nacional e vários serviços regionais A televisão digital terrestre foi lançada oficialmente na Suécia no dia 2 de abril de 1999. O plano da rede consiste em uma mistura de MEN e de SFN regionais de forma tornar o mais eficaz possível o uso do espectro disponível e para coordenação fácil. Estão em serviço quatro multiplexes. As licenças atribuídas oferecem uma mistura de serviços nacionais e regionais, incluindo os maiores canais de televisão comercial da Suécia. A maior parte dos serviços licenciados está em funcionamento. O governo propôs ao parlamento que a cobertura dos quatro multiplexes seja alargada a todo o país. 3.3 A evolução técnica de sistemas de TV digital e as possibilidades para novas aplicações Uma das grandes vantagens de DTV é que, contrariamente aos sistemas de TV analógica, pode ser ordenada em camadas de acordo com o modelo de sobreposição OSI. Desde que um sistema DTV seja concebido cuidadosamente, esta sobreposição significa que elementos individuais podem evoluir independentemente de outras áreas. Isso era impossível com a TV analógica, onde a camada de aplicação - p.ex. TV a cores e Teletexto - estava intrinsecamente ligada à camada de transmissão, transportador RF modulado PAL-M. DVB tem tido o maior cuidado em separar as diferentes camadas nos seus sistemas, do que resultaram o Contentor de Dados DVB (ver EN 300 468) e as várias camadas de transmissão (ver DVB.S, DVB-C, DVB-T e sistemas relacionados). Com a entrada da TV na era interativa, tal sobreposição passa a ser ainda mais importante à medida que os operadores de televisão recorrem ao uso de redes de telecomunicações e arquiteturas de PC. A larga e aberta composição internacional de membro de DVB conduz a um desenvolvimento constante de tecnologias DVB. É um processo inteiramente conduzido pelo mercado onde Necessidades Comerciais conduzem a evolução técnica. Seguindo o completamento das sobreposições físicas (DVB-S, DVB-C, DVB-T) e tecnologias de canal de retorno (DVB-I), os esforços de desenvolvimento de DVB estão focalizados nas soluções de multimédia interativa, nomeadamente através da Multimedia Home Platform (TS 101 812, TS 103 812). Assim, o Brasil precisa de considerar cuidadosamente as suas opções ao escolher um sistema DTTB. A decisão final não deve assentar nos méritos da camada física, nem mesmo na situação corrente desta camada. Devido aos custos em jogo, o Brasil está comprando uma tecnologia que precisa durar algumas décadas. Ao longo desse tempo, tanto os modelos negociais como a própria tecnologia evoluirão. Assim, DVB, com o seu sistema DVB-T, apresenta a única solução economicamente viável e capaz de resistir ao futuro digital terrestre. Esta seção tratará em primeiro lugar da recente evolução no campo da DVB-T, considerando seguidamente o progresso recente em Televisão Interativa e Convergência com Comunicações Móveis e a Internet. 3.3.1 Desenvolvimentod da DVB-T Como foi demonstrado nos resultados associados ao CP n. 291, DVB-T foi concebido para garantir que cobridores de intervalos possam ser concebidos com um mínimo de custo. A tecnologia COFDM também permite o uso de Redes de freqüência simples (SFN) e, pelo menos no caso de DVB, todas as técnicas se encontram inteiramente comprovadas e em utilização comercial em todo o mundo (p.ex. Espanha, Singapura). Contrariamente ao que se passa com o outro proponente sistemas DTTB, o equipamento de DVB-T para SFN e cobridores de intervalos está amadurecido e disponível. Em relação ao desenho do receptor, é normal e, de fato, essencial num mercado competitivo que os receptores melhorem com o tempo. A tecnologia CVB-T COFDM ainda está longe de ter sido explorada até aos seus limites na presente geração de receptores. O Anexo A mostra o desempenho que pode ser conseguido com um receptor de antena de diferença. No entanto, há muitos que pensam que mesmo esta melhoria de desempenho apenas está arranhando a superfície. Mesmo assim, os resultados mostram que, contrariamente à ideia inicial, é possível usar DVB-T de 8K em ambiente de recepção móvel e o sistema efectivo C/N pode ser melhorado por um titubeante 9dB. 3.3.2 Serviços Interativos DVB Serviços interativos foram desenvolvidos com DVB já desde há muito tempo. Com o modelo em camadas sublinhado no início desta seção e a interoperabilidade entre sistemas por cabo, satélite e DVB terrestre, os serviços interativos nas amadurecidas plataformas de TV-paga podem ser facilmente alargadas de forma a cobrirem televisão terrestre. No entanto, o lançamento de serviços interativos de DVB-T tem sido mais um problema puramente comercial do que um problema técnico. Isso é vital num ambiente DVB ferozmente competitivo onde os fornecedores de serviços simplesmente não podem sobreviver com quaisquer barreiras técnicas. Os serviços interativos de DVB-T do Reino Unido são baseados em DVB-T a jusante associado a um modem PSTN. Eles incluem e-mail, compra de produtos anunciados através de comando remoto e muitas aplicações interativas publicitárias. No futuro, a especificação DVB-RCT (EN301 958) permitirá interatividade total através do ar nas bandas de VHF/UHF, se sobrepondo a uma rede normal de transmissão. No Reino Unido já foram formuladas propostas para o uso dos canais analógicos tornados vagos para serviços da Internet de banda larga de alta capacidade e utilizadores múltiplos. A mais recente inovação de CVB é a especificação Multimedia Home Platform (MHP) (TS 101 812 V1.1.2). Atualmente, há muitas pessoas que consideram MHP não como uma questão de se , mas de quando e como . Como uma tecnologia de tão grande alcance, CVB não só estabeleceu a especificação, mas um mecanismo de licenciamento e um regime de conformidade concebidos para promoverem o acesso fácil e aberto à tecnologia e promover o alargamento do âmbito dos atuais sistemas de televisão interativa. DVB também se encontra em estreitas relações com CableLabs nos EUA, que está considerando fortemente o uso de MHP 1.1 (TS 103 812 V1.1.1) no seu trabalho OCAP. 3.3.3 Convergência entre DVB, Comunicações Móveis da 3 Geração e a Internet As autoridades não podem continuar considerando a televisão isolada das outras indústrias de comunicações, educação e entretimento que fornecem serviços ao público. DVB crê que no futuro um consumidor deve poder aceder ao conteúdo por quaisquer meios que quiser. Não deverá ser preciso ter um conhecimento íntimo da rede que vai utilizar. Por esta razão, se está trabalhando no sentido de se garantir a interoperabilidade entre DVB e a Internet, por um lado, e DVB e sistemas de comunicações móveis (GSM/GPRS/UMTS), por outro. Isso é particularmente importante se considerarmos o fato de que estas tecnologias de comunicações móveis vão certamente dominar o mercado no Brasil. Sistemas da 4 Geração podem muito bem ser baseados em uma combinação de tecnologia simétrica de telecomunicações já existente e, por exemplo, a poderosa tecnologia de transmissão COFDM. 3.4 O equipamento potencial, fornecimento de serviço e mercados de infraestrutura no Brasil A televisão terrestre free-to-air ainda possui um vasto mercado no Brasil. Além desta forte posição no mercado, também é largamente apoiada pela indústria brasileira. PAL-M é um sistema de TV analógica de características únicas e o mercado brasileiro tem sido suficientemente vasto para apoiar tal sistema. Com a passagem do tempo e com a importância crescente da convergência para se garantir o desenvolvimento suave de serviços avançados de Internet e interativos para o público, a possibilidade de manter economicamente uma norma de transmissão de televisão de características únicas vai sendo cada vez menor. DVB não está em posição de avaliar as dimensões do mercado de televisão digital. Isso dependerá largamente do modelo de atividade e das escalas de tempo que a indústria brasileira adoptar. No entanto, DVB-T está sendo usada em vários ambientes: 3.4.1 Mercados Diagonais O Reino Unido, Espanha e a Suécia possuem modelos negociais concebidos para usar a integração vertical de TV-paga a fim de rapidamente desenvolverem a TV digital terrestre em um mercado de TV competitivo. O cruzamento de subsídios entre assinaturas de TV-paga e os custos do equipamento receptor significam que é possível desenvolver rapidamente um número significativo de caixas no mercado. Isso significa a rápida compreensão do mercado da televisão digital terrestre e garante que o pública ganha as vantagens de novos e interessantes serviços interativos em uma fase relativamente inicial do desenvolvimento. Serviços de TV free-to-air, adaptados a um mercado horizontal, também são parte da oferta. Beneficiando do aumento inicial do número de receptores, as economias de escala são estabelecidas rapidamente de forma que é possível produzir um receptor só para free-to-air. Assim, há uma combinação geral de um mercado vertical e de um mercado horizontal: daí, a designação de mercado diagonal . É de notar que na Europa, o mercado de TV-paga parece estar perto da saturação em 25 a 30 % dos lares com TV. Em um mercado terrestre onde o legislador está ansioso por desligar os serviços de TV analógica o mais rapidamente possível de forma a poder abrir um espectro valioso para mais receitas ou serviços interativos convergentes, essa taxa de penetração tão pequena é inaceitável. É aqui que free-to-air oferecendo piggy-backing os serviços de TV-paga se torna importante. Ao encorajar os operadores tradicionais de TV analógica free-to-air a se juntarem à plataforma DTTB e a sua oferta de novos serviços nesta plataforma, o legislador assegura que a penetração de DTTB não atinge a saturação a 30 %. Como um receptor DTTB free-to-air pode receber novos serviços com melhor qualidade, a compra de um receptor digital terrestre free-to-air se torna atraente para o grande mercado de TV analógica de ecrã grande. Como o custo dos componentes desce, se torna atraente incluir uma parte frontal digital em todas as TV ao longo do tempo, sendo desta forma possível a aproximação aos níveis de penetração nos quais a TV analógica pode ser desligada. A penetração de DTTB pode ser mais acelerada através de ações públicas que estimulem o desenvolvimento de aplicações com um forte conteúdo social (p.ex. governo eletrônico, aprendizagem eletrônica, saúde eletrônica, etc.) e a disponibilidade de conversores baratos (caixas set-top) baseadas em plataformas de interatividade abertas e interoperáveis (tais como MHP). Isso poderia contribuir fortemente para o objetivo de se atingir acesso universal à Sociedade da Informação. 3.4.2 Mercados Horizontais A Austrália e Singapura adoptaram um mercado mais horizontal com domínio de serviços free-to-air. Singapura está utilizando TV móvel em transportes públicos populares a fim de conseguir um elevado nível de sensibilização do público, conduzindo dessa forma a venda de receptores digitais terrestres para uso doméstico. Tal como os EUA, a Austrália se tem concentrado no desenvolvimento de serviços de HDTV como a pedra angular da aplicação para a televisão digital terrestre. 3.4.3 Tecnologia Um dos critérios de concepção para o sistema DVB-T era flexibilidade. Não houve qualquer desejo de reconsiderar a adopção de DVB-T na Austrália ou em Singapura. Os países que adoptaram ATSC, tal como os EUA, Canadá, Taiwan, Coreia do Sul, reiniciaram fases de novos testes de forma a considerar se DVB-T é a solução mais adequada. Particularmente em Taiwan, a opinião da indústria é de que ATSC não suportará uma indústria terrestre de transmissões em um ambiente muito competitivo, onde serviços portáteis e talvez até móveis sejam a chave. Como acima foi explicado, DVB apoiará todos os modelos negociais conhecidos e planeados com equipamento comercialmente disponível. Uma adopção de DVB-T constitui um catalisador forte, comercialmente viável, tecnicamente superior e à prova do futuro para a indústria de transmissões terrestres no Brasil. 3.5 Economia de escala e fatores de padronização industrial e de equipamento O sistema DVB-T foi adoptado na Europa, no Norte de África, na Índia, na Austrália, em Singapura e na Nova Zelândia. Na Tailândia, na Malásia e na África do Sul, estão em curso transmissões experimentais avançadas. DVB-T foi concebido para um número máximo de elementos comuns com DVB-S (a base para a maior parte dos serviços de TV digital por satélite em todo o mundo) e DVB-C (a norma DVB para distribuição por cabo, também uma norma de fato em todo o mundo). Como atrás foi explicado, uma indústria de televisão em um mundo convergente necessita de garantir o nível máximo de elementos comuns com outros meios de transmissão e outras redes. A indústria brasileira já está produzindo equipamento DVB. Ao adoptar a gama de normas DVB, o Brasil abre para a sua indústria um mercado com as dimensões do mundo. Os outros sistemas DTTB proponentes no Brasil são ATSC e ISDB-T. ATSC foi desenvolvido em novembro de 1998 e tem tido um sucesso muito limitado desde então. Há muitas dúvidas bem fundamentadas sobre as possibilidades técnicas do sistema no sentido de dar às estações terrestres um meio confiável de fornecimento de TV digital ao receptor doméstico, para já não se falar em um ambiente móvel. A TV digital é muito mais do que HDTV e, de fato, a HDTV pode ser eficazmente fornecida por meio de cabo e de satélite (utilizando de fato sistemas relacionados com DVB-C e DVB-S). ISDB-T é um sistema largamente baseado em DVB-T que está para ser lançado no seu país de origem (Japão) aproximadamente em 2003. Não há receptores, a experiência prática é muito limitada e não existem nenhuns modelos negociais perante os quais seja possível avaliar o sucesso do seu desenvolvimento. Nenhum outro país adoptou ou pretende adoptar ISDB-T. Os mercados em Mercosul e outros países da América Latina também estão considerando as suas opções de DTTB. Como uma norma que está se tornando de fato uma norma global, DVB-T está em uma posição favorável para também ser adoptada em toda a América Latina. Uma única norma para a região deixou de ser um luxo, mas sim, como DVB acredita, um elemento essencial em uma indústria de mídia em rápido processo de desenvolvimento e de convergência. 3.6 Investimentos, financiamento e isonomia internacional e acordos de reciprocidade Não sendo DVB uma entidade governamental, tem o forte apoio dos países que o adoptaram e o estão desenvolvendo. Particularmente na União Europeia, a Comissão Europeia tem sido muito ativa em encorajar a adopção de DVB-T. Claramente, o governo brasileiro está ansioso por assegurar que qualquer que seja o sistema adoptado, será implementado um conjunto de medidas para garantia de que a indústria brasileira se pode desenvolver com seus parceiros e de que o seu público pode aproveitar os benefícios de um sistema justo e aberto a longo prazo. DVB está promovendo este diálogo e dando as garantias que pode para melhor informar o Brasil. Como iniciativa totalmente conduzida pela indústria, DVB está dotando a própria indústria para fazer as opções técnicas que julgar necessárias para o futuro. Assim, ao aderir à comunidade DVB, a indústria brasileira entraria num clube dos mais importantes jogadores na indústria da televisão, modelando seu próprio futuro. Atualizações de DVB-T virão mais cedo ou mais tarde e DVB garantirá que elas farão o melhor uso da tecnologia disponível em uma via comercialmente viável. Possuímos uma experiência ímpar em televisão digital e a inovação é diária. Relativamente ao uso de copyrights e de registros de patente, é importante notar que DVB é a única organização de normas de televisão digital com uma vigorosa política nestes campos e uma na qual elas são consideradas de uma forma transparente. DVB facilitará e promoverá discussões significativas entre ANATEL e os detentores de direitos de DVB-T. DVB é a norma para televisão digital terrestre em toda a Europa, na Índia, na Austrália, na Nova Zelândia e em Singapura. Pende, assim, uma forte responsabilidade sobre DVB no sentido de garantir que as regras dos direitos de propriedade intelectual sejam rigorosamente observadas. ISDB-T se baseia largamente na tecnologia DVB-T e, assim, é provável que esteja sujeita ao mesmo núcleo de direitos essenciais de propriedade intelectual. O grupo DVB-T inclui algumas empresas japonesas e muitas outras não japonesas. 3.7 As expectativas dos utilizadores brasileiros As expectativas de DTTB variam de país para país e de mercado para mercado. O Brasil terá de considerar cuidadosamente os desejos e as aspirações do público brasileiro quando escolher os seus modelos negociais para o desenvolvimento de DTTB. DVB-T e as suas normas irmãs têm fornecido excelentes serviços de grande nível social durante algum tempo em diversos mercados em redor do mundo. A mensagem básica é que se pode aprender das utilizações que outros operadores de DVB têm dado ao sistema e aplicar os ensinamentos no mercado brasileiro de forma a se encontrar a fórmula certa. Qualquer sistema DTTB constitui um elemento vital na maleta de ferramentas do fornecedor do serviço ao construir um conteúdo interessante para a sua audiência; mas é só mesmo isso: uma maleta de ferramentas. Não se deve perder de vista o fato de que os Brasileiros vêm o conteúdo e não PAL-M - e isso também continuará a ser verdade na era digital. 3.8 O modelo negocial adaptado às condições brasileiras Relativamente à Seção 3.7 acima, a escolha de um modelo negocial será a chave para o sucesso do desenvolvimento de DTTB no Brasil. A transição de TV terrestre free-to-air para DTTB será mais complexa do que quaisquer regulamentações sobre serviços digitais por cabo ou digitais por satélite. É preciso considerar os seguintes fatores: & 61623; Impacto sociológico & 61623; Custo da transição para o fornecedor do serviço & 61623; Custo para o público em vários pontos ao longo da linha do tempo de desenvolvimento & 61623; Calendarização do desligamento & 61623; Serviços propostos no lançamento e sua progressão à medida que o desenvolvimento se processa. & 61623; Fluxos de rendimentos para todas as partes em causa. Embora DVB não queira favorecer um modelo negocial em particular, é útil discutir a receita utilizado no Reino Unido 3.8.1 Reino Unido Como foi referido na Seção 3.4.1 acima, o Reino Unido desenvolveu DTTB com base em um mercado diagonal. O esquema adoptado foi o seguinte: 1. Serviços terrestres também disponíveis em outros mídia (p.ex. satélite, cabo). 2. Há um equilíbrio entre serviços free-to-air e assinaturas premium (p.ex. transmissão de dados, interatividadde, etc.). 3. Tanto caixas Set-Top (Set-Top-Boxes) (STB) como Televisões Digitais Integradas (iDTV) estão disponíveis. A primeira situação está principalmente associada à plataforma de TV-paga e há subsídios cruzados; o segundo caso é próprio para receptores free-to-air (com atualizações apropriadas possíveis para os serviços de TV-paga). 4. Todos os receptores terrestres podem facilmente ser equipados com opções permitindo a sua conexão com serviços por satélite e por cabo. Isso tem a vantagem de evitar uma guerra de hardware entre as várias plataformas. 5. Há uma única plataforma (CA, API) para todas as estações terrestres, o que evita plataformas múltiplas excessivamente onerosas e evitando a confusão no mercado. 6. Plano de transmissão coordenado com cooperação entre operadores terrestres. 7. Participação ativa de estações, fornecedores de conteúdo e de legisladores no desenvolvimento. Tem de haver algo em DTTB para todos os parceiros no mercado e, claro está, para o consumidor. Estas lições podem não ser aplicáveis ao Brasil e ao mercado brasileiro, mas a sua compreensão é importante se o Brasil quiser desenvolver um modelo negocial adaptado às necessidades da indústria, respeitando a necessidade de gerar receitas de DTTB e promovendo um desligamento próximo do analógico. 3.9 O modelo de transição de tecnologia analógica para digital Uma das principais razões para o lançamento de DTTB consiste em encorajar uma transição dos serviços analógicos PAL-M para os serviços DTTB. Os mecanismos exatos usados para esta transição analógica dependem de um certo número de fatores, mas em primeiro lugar é importante estabelecer um conjunto de critérios vulgarmente aceites que seriam usados para avaliar essa transição. Países com DVB-T e aqueles que estão considerando o lançamento de tais serviços possuem planos detalhados para transições. A recente notícia de uma aceleração do desligamento proposto no Reino Unido está encorajando os apoiantes de DVB-T. Infelizmente, à atual velocidade de desenvolvimento, passará ainda bastante tempo antes dos EUA e o Japão serem capazes de considerar o desligamento. 4. Conclusão DVB-T é a melhor solução de televisão digital terrestre para o Brasil. Foi esta mesma a conclusão de todos os países que procuraram escolher na base de um conjunto de critérios claramente definidos, conjugando as exigências técnicas e comerciais dos seus mercados. DVB-T está se tornando a norma mundial de fato para televisão digital terrestre, sendo largamente adoptada em África, na Ásia, na Austrália, na Europa e na Índia. ATSC tem tido um sucesso comercial limitado nos EUA. Além disso subsistem sérias dúvidas sobre a proficiência técnica do sistema. Estações terrestres exigem de um meio confiável de duplicar a cobertura analógica e de fornecimento de TV digital ao receptor doméstico. Todos os receptores correntes ATSC e o sistema ATSC não correspondem ao mercado portátil ou móvel. Além disso, não tem havido o desejo de reconsiderar a adopção de DVB-T nos numerosos países que já o adoptaram, enquanto que os países que adoptaram ATSC, tais como EUA, Canadá, Taiwan e Coreia do Sul já entraram em fase de novos testes a fim de considerarem se DVB-T é o sistema mais apropriado. Quanto a ISDB-T, se trata de um sistema largamente baseado em DVB-T, que está para ser lançado brevemente no seu país de origem aproximadamente em 2003. Não há receptores, a experiência prática é muito limitada e não existem modelos negociais em relação aos quais seja possível avaliar o sucesso do seu desenvolvimento. Nenhum outro país adoptou ISDB-T para além do Japão. Todos os países que adoptaram DVB-T reconheceram que é o mais apropriado para televisãp digital terrestre, independentemente do modelo negocial adoptado, seja HDTV (p.ex., Austrália), recepção móvel (p.ex. Singapura), ou definição normal/melhorada (p.ex. países europeus). Além disso, o contínuo processo de desenvolvimento baseado em tecnologias abertas e interoperáveis também coloca DVB-T na posição de líder na corrida para a transformação da televisão digital em uma plataforma privilegiada para o mercado de serviços interativos de multimédia e para universalizar o acesso da população brasileira à Sociedade da Informação. Aderindo também ao clube DVB-T, o Brasil e outros países da América Latina estarão assim se integrando na Sociedade de Informação Global, beneficiando de todas as economias de escala e dos conhecimentos técnicos adquiridos com a implementação deste sistema em vários países do mundo. Anexos A. Apresentação da Antena de Diversidade DVB (TM 2492 do Projeto MCP) B. Papel Branco RCT (Projeto DVB) C. Lista de normas DVB e documentos. (Projeto DVB) D. Apresentaçào da Hierarchical DVB-T SDTV e SDTV Appendices A. DVB Diversity Antenna Presentation (TM 2492 from MCP Project) B. RCT White Paper (DVB Project) C. DVB list of standards and documents. (DVB Project) D. Brasilia demonstration of HDTV and Mobile Reception using Hierarchical DVB-T. (DVB Project) Saturday, 12 May 2001 Appendix A MCP REPORT Using Antenna Diversity Receivers to improve DVB-T mobile Services A0 Abstract In January 2000, a consortium of broadcasters, network operators, manufacturers of professional and domestic equipment and research centres, lead by T-NOVA Deutsche Telekom, launched the MCP project funded by the European Commission in the IST Programme. On the track of the promising results, obtained by the MOTIVATE project with prototypes of Antenna Diversity DVB-T receivers, the MCP project performed in March 2001 a Laboratory test campaign, using finalised versions of this type of receivers, especially optimised for Mobile reception. The Antenna Diversity receivers take profit of a dual antenna reception to cope with the difficult situation of mobile reception of a high bitrate digital signal. The laboratory tests proved the figures coming from the theoretical analysis and furthermore, the results have been verified on the field. Taking successively the receiver & the network points of view, this report summarises the main results and conclusions the MCP partners would like to present to the DVB community and it highlights the major aspects to consider for broadcasting services to Mobile receivers, using the DVB-T standard. A1 Introduction Even if the European standard for Terrestrial Digital Video Broadcasting (DVB-T) has been designed for Portable and Fix reception, it offers various trade-off between bitrate and robustness that make it able to deliver Video Services to Mobile receivers. This has been demonstrated in many public exhibitions, verified during several comparative tests of DTV systems and it is even used for regular Services in Singapore. The DVB-T standard offers transmission modes making it able to deliver Video Services to Mobile receivers, then to fully justify the spectrum required by such Services. During the MOTIVATE project, the DVB-T capabilities to deliver DTV programmes to receivers in motion has been deeply analysed. At the end of this project, receivers using two antennas have shown to bring encouraging advantages to the broadcasters when implementing Mobile DVB-T services. These good preliminary results have drive several MCP partners to design antenna diversity receivers for DVB-T and to perform systematic tests on their implementation. The MCP projects organised in March 2001 a test campaign, to verify the theoretical analysis and to evaluate the gain bring by the antenna diversity technique to the DVB-T Mobile capability. Laboratory tests have been performed on three receivers representative of various technologies (i.e.: Experimental, Professional and Consumers) and the gain bring by Antenna diversity has been verified on the field. A2 Mobile DVB-T: The receivers point(s) of view Mobile reception can be defined, as being the reception of a DVB-T signal while in motion, using an omnidirectionnal antenna situated at no less than 1.5 metres above the ground level. This situation corresponds to a particularly difficult environment as it has a large influence on the DVB-T receiver behaviour and accordingly on the Quality of Service delivered to the users. The difficulties to receive DVB-T signals in motion are summarised in Table 1. Table 1: Problems of Mobile reception Mobile Portable Rayleigh Low coherence bandwidth Delicate channel equalisation (channel transfer function estimation) Deep-fades, flat fading Loss of all or a large number of carriers in an OFDM symbol Time variations Low coherence time Delicate channel equalisation (tracking of the variations of the channel transfer function) People moving in a room can cause picture loss due to deep or flat fading Low spatial coherence Accurate placement of the receiver to avoid loosing all or a large number of carriers Orthogonality Loss due to Doppler spread Additional noise (Inter-Carrier Interference due to FFT-leakage ) Most problems faced by a receiver in motion come from the reception antenna, which is generally not in line-of-sight with the transmitter antenna. Instead of receiving from the transmitter, trough a fix roof-top antenna, a direct-path contribution where some echoes (Rice or Gaussian) are added, the antenna in motion (portable or mobile) receives only echoes, resulting in a multipath channel (Rayleigh) which varies highly with the time, the frequency and the location. Additionally, in case of mobile reception, the frequency shift experienced by each echo (Doppler shift), depends on the speed of the mobile but also on the arrival s direction of the incoming echo. The angular dispersion of the echoes implies a different Doppler shift for each echo. This Doppler spread is characterised by the Doppler spectrum of the channel and it causes inter-carrier interference, as it brokes the orthogonality law of the COFDM signal. A2.1 Antenna diversity : Why? Basically, an antenna diversity receiver receives the emitted signal on several antennas having distinct characteristics (e.g. location, radiation pattern and/or polarisation). In that situation, when one antenna is experiencing bad reception conditions (deep or flat fading) the other should probably not. Then, by choosing the right antenna at the right moment, the diversity receiver behaves like receiving continuously a perfect signal. A2.2 Antenna diversity : How? In fact, the implementation is a little bit more sophisticated than a simple switch between antennas and takes advantages of the frequency/time partitioning implemented by the COFDM, in the DVB-T system. In the time-domain, DVB-T carries successive independent OFDM symbols isolated by the way of a Guard Interval. In the frequency domain, each OFDM symbols carries a set of independent carriers, isolated by their orthogonality. On top of that transmission frame organisation, a DVB-T receiver implements coherent demodulation and channel estimation. All these features allow the demodulator to continuously weights the credibility of each carrier inside each OFDM symbols. Within an antenna diversity receiver, this process is performed on each antenna, and before being decoded, using the standard DVB-T decoding algorithm, the demodulated carriers are compared and selected by the way of a linear combination. The result of this process is shown in Figure 1. Figure 1: Antenna Diversity Reception spectrums Three spectrums are superposed there, two correspond to the ones received by two distinct antennas, the third results in a combination process (known as Maximum Ratio Combining MRC) realised inside the Antenna Diversity receivers. It represents then, the signal experienced by the COFDM decoder. This figure clearly highlights that, as fading does not occur on the same carriers from one antenna to the other, the fades are remarkably soften in the combined signal presented to the decoder. A2.3 Receiver s behaviour In Mobile situation, the major difficulty comes from the Doppler shift affecting the echoes received. Globally, the behaviour of the receiver in Mobile situation can be represented by the curve presented in Figure 2. Figure 2: Mobile behaviour curve This curve is characterised by a C/N min , giving information about the minimum signal requirement for a good mobile reception, and by an upper Doppler limit, giving information on the maximum speed reachable by the receiver. From that curve it appears that, until a given Doppler limit (or inter-carrier interference level), the DVB-T receivers are able to perform sufficient channel correction to demodulate the DVB-T signal. When the Doppler frequency (i.e.: the speed of the mobile) further increases, the recovery performance decreases drastically until a point where no demodulation remains possible. A2.4 Tested receivers Early in 2000, the MCP partners decided to design DVB-T s diversity receivers and to test them to evaluate the real gain bring by the antenna diversity technique to the mobile DVB-T. Three couples of receivers have been tested in March 2001, representing three different designs and categories of receivers (i.e.: Experimental, Professional and Consumer usage). Moreover, each couple of receivers provides Single Antenna and Dual antenna reception. This has been particularly appreciated, as the aim was not to compare various implementations, but to evaluate the antenna diversity gain and to verify that it is homogeneous for each given implementation. Table 2: Tested Receiver list Id Category Technology 1-S Consumer Set top box 2G Chipset 1-D Antenna Diversity STB 2G Chipset 2-S Experimental receiver Discrete Component 2-D Antenna Diversity Rx Discrete Component 3-S Professional receiver 1G chipset 3-D Antenna Diversity Rx 1G chipset A2.5 Test methodology The tests conduced in laboratory have used the test-bed and the test methodology defined by the Motivate project. Two channel profiles: Typical Rural Area reception (RA6) and Typical Urban reception (TU6), defined by the COST207 project for GSM, have been used to simulate in laboratory the terrestrial channel propagation. The DVB-T modes listed in the Table 3 have been considered. Table 3: DVB-T modes experienced N FFT GI Constellation Code Rate Bit Rate (Mbps) 1 8K 1/8 QPSK 1/2 5.53 2 8K 1/8 QPSK 2/3 7.37 3 8K 1/8 QPSK 3/4 8.29 4 8K 1/8 16-QAM 1/2 11.06 5 8K 1/8 16 QAM 2/3 14.75 6 8K 1/8 16-QAM 3/4 16.59 7 8K 1/8 64-QAM 1/2 16.59 8 8K 1/8 64-QAM 2/3 22.12 5 2K 1/8 QPSK 1/2 5.53 6 2K 1/8 QPSK 2/3 7.37 7 2K 1/8 QPSK 3/4 8.29 8 2K 1/8 16-QAM 1/2 11.06 9 2K 1/8 16 QAM 2/3 14.75 10 2K 1/8 16-QAM 3/4 16.59 11 2K 1/8 64-QAM 1/2 16.59 12 2K 1/8 64-QAM 2/3 22.12 A2.6 Performance of the diversity The absolute results obtained by the Diversity Receivers depend obviously on the DVB-T mode, but it shall be noted that, in all cases, the performances of the receivers featuring antenna diversity were significantly improved when compared to the single antenna receivers. For a given implementation (i.e.: identical technology for single and dual antenna receivers), the gain of diversity can be evaluated by the two following parameters: & 61623; gain in C/N min for low Doppler frequencies (minimum signal requirement for network planning), & 61623; gain in maximum Doppler frequency for a given C/N (maximum speed for the mobile receiver), The Table 4 gives the average gains recorded for the three couple of receivers, in the two channel profiles experienced. Urban Profile Rural Profile Gain (C/N) Gain (Fd,max) Gain (C/N) Gain (Fd,max) Rx 1 -6,3 dB 107% -9,7 dB 130% Rx 2 -6,3 dB 181% -8,3 dB 190% Rx 3 -6,4 dB 126% -10,0 dB 100% Average -6,0 dB 100% -9,0 dB 150% Table 4: Diversity gain The gains provided by the antenna diversity in relation with the two Channel profiles, (using the DVB-T mode 2K 1/8 16QAM 1/2), are illustrated in Figure 3. Figure 3: Diversity gains for channel profiles The gain brought by the introduction of antenna diversity in DVB-T receivers is very significant in terms of C/N (6dB or 9dB depending on the profile) and therefore is quasi independent of the receiver technology. The gain in Doppler frequency (i.e.: maximum speed) is also significant but is more dependent of the receiver technology. Nevertheless, that gain is approximately 100% for Urban profile and almost 150% for the Rural profile. The network planning will, without any doubt, enjoy these spectacular gains: in Rural area it becomes possible to extend the coverage area without increasing the transmitter power. Also, in Urban area, it will be probably appreciated to change the DVB-T mode to obtain more bitrate without reducing the coverage area of the transmitter, or to reduce the transmitter power without changing the on-air DVB-T bitrate! Another way to consider this C/N gain is to apply it for portable reception. Due to the building penetration loss, the portable receivers suffer a weaker signal than the fix / outdoor reception (i.e.: rooftop antenna) ones. Moreover, portable receivers experience time varying and frequency varying channel due to the echoes occurring indoor or provoked by people moving around the receiver antenna. In that case, the Diversity receivers offer not only C/N advantage, it avoid looking for the best antenna positioning, due to the space diversity naturally provided (nb: only few 10 cm are needed between quarter lambda antennas). A3 Mobile DVB-T: The Network Point(s) of view Mobile reception of a DVB-T signal is influenced by the characteristics of the terrestrial propagation channel, which itself depends on the geographical environment and on the robustness of the DVB-T modes used . A3.1 DVB-T modes Many standardised DVB-T modes are not suitable for mobile reception. But the Diversity Receivers change greatly the set of possible modes. A3.1.1 FFT size influence The Fast Fourrier Transform (FFT) size has a direct impact, for a given network C/N level, on the maximum reachable speed of the receiver. Roughly, 2K modes can cope with 4 times higher Doppler shift than the 8K modes, due to the 4 times larger carrier-spacing it produces. But Antenna Diversity receivers change considerably the suitability of 8K modes, as illustrated in Figure 4. In addition to the 6dB gain in minimum signal level required for reception in the Urban profile, the improvement in maximum Doppler frequency provided by Diversity receivers, makes the 8K mode suitable for Mobile DVB-T Services. For instance, in the Figure 4, if implemented in the channel 40 (626 MHz), the usage of antenna diversity receivers makes maximum speed, of the 8K modes, increasing from 40 km/h to 80 km/h. In Urban environment, that improvement makes the difference between a non-suitable and a suitable DVB-T mode! Figure 4: Diversity gains for 2K & 8K A3.1.2 Guard Interval influence For DVB-T Services addressing fixed and portable receivers, the guard interval is generally viewed as a necessary evil . Although it consumes channel bitrate capacity, it remains necessary to make the DVB-T receivers able to cope with the delayed replicas of the original signal: the echoes. In the mobile situation, where the receivers have to cope with fast variations of the transmission channel characteristics, the guard interval constitutes another disadvantage: it stifles the receiver s channel estimation with the information needed for tracking the fast channel variations. MCP chooses to focus laboratory tests on a realistic guard interval: 1/8, which has a value able to cope simultaneously with the cases of Urban SFN and hilly Rural profile. In other words, the 1/8 Guard Interval constitutes a typical case: networks using a shorter guard interval will enjoy an increase of available channel bitrate whilst the receivers will achieve slightly better mobile performance. A3.1.3 Modulation influence Obviously, the amount of protection bits embedded in the DVB-T signal has a direct influence on the receiver s performance in mobile situations. Even if it consumes useful bitrate, a strong protection is definitively required to help the receivers to cope with the degradation experienced in a time varying multipath channel, like the mobile one. This clearly means that code rates 1/2 and 2/3 are the most suitable for mobile Services. Introducing Antenna Diversity receivers, the code rate 3/4 becomes possible to enjoy more useful bitrate. Regarding the constellation used, the more dense the modulation scheme is, the more bitrate it makes available on air, but the more difficult it is for a receiver to demodulate the DVB-T signal. Accordingly, 4QAM and 16QAM modulations will give better mobile reception performance than 64QAM which provides high bitrate capacity. That is always true, but the Antenna Diversity receivers increase the suitability of the 64QAM, even in the 8K DVB-T modes. Using diversity receivers, these statements are verified, as shown in Figure 5. The examples shown in Figure 5, use the strong Coding Rate 1/2 and also provides in the worst case the smallest maximum speed of 180 km/h. That remains comfortable in the Urban environment. What is remarkable in these examples is the minimum signal level required (C/N) for correct reception. It appears that the antenna diversity receivers make the 64QAM-dual equivalent to a 16QAM-single or the 16QAM-dual equivalent to a 4QAM-single. It could be considered as a detail, until the DVB-T bitrate is considered: using Diversity receiver increases the available bitrate by 5.53 Mbps, which represents roughly ONE additional programme in the DVB multiplex! That additional programme could be obtained without any change in the network planning and furthermore, it gives some additional margin on the maximum speed limit of the Service. Figure 5: Diversity gains with Modulation A3.1.4 RF channel influence The impairments occurring in the mobile environment mainly depend on the Doppler effect. This Doppler distortion evolves proportionally, both with the speed of the vehicle and the DVB-T signal centre-frequency. As a consequence, the RF channel used to deliver Digital TV to Mobiles is of major importance in regard to the Service reception performance. The Figure 6 gives a view of the speed limit variation (i.e.: at C/N min+3dB) as a function of the RF frequency channel, for the different DVB-T modes. Values related to the DAB system (Digital Audio Broadcasting ETS 300 401) have been also represented for information, as DAB takes also advantage of the COFDM modulation scheme. The MCP laboratory tests made use of the UHF channel 40 (626 MHz). This channel is situated roughly in the middle of the DVB-T Service bands (Band IV & Band V). Accordingly, the C/N performances reported are averaged in regard to the set of usable RF channels. In the Figure 6, it appears that the weakest DVB-T mobile mode (8K, 64QAM, 2/3) could be received at 45 kms/h in the upper channel of the Band V, whilst it would be usable at 200 kms/h in the bottom part of the Band III. It could be noted also, that the DVB 8K with diversity antenna receivers, is equivalent with the DAB mode I, whilst the other DAB modes are comparable with the DVB-T 2K ones when using DVB-T diversity antenna receivers! Figure 6: Influence of the RF channel A4 DVB-T mobile reception performance at a glance The two following figures clearly illustrate the major conclusions arising from the test campaign using Antenna Diversity receivers. A4.1 Minimum C/N for diversity receivers in motion As far as network planning is considered, the Figure 7 shows the curves representing the minimum C/N required for correct reception of Mobile DVB-T, using Single antenna receivers and Dual Antenna Diversity receivers, thus for various DVB-T modulation and bitrate using the Urban profile. It can be noted that the mode 16QAM, 3/4 has no real interest as it provides a bitrate identical to the 64QAM, 2/3 but requires much more C/N! Nevertheless, the 6 dB gain of the Dual-Antenna receivers makes the 64QAM, 2/3 mode requiring less than 25 dB of C/N. The Diversity receivers can receive globally 5 Mbps to 24 Mbps in Mobile situation: the most popular DVB-T mode (64QAM 2/3) for fix and portable reception becomes accordingly available for Mobile services! More and more bitrate can be made available for Antenna Diversity receivers at the expanse of the field strength (i.e.: the transmitter power) made available to it. Figure 7: C/N required by DVB-T modulation using the Urban profile A4.2 Maximum speed for diversity receivers in motion Figure 8 shows the maximum reachable speed, as it will be when using CH40 (626 MHz), for each DVB-T mode. The histogram shows the various bitrate capacities as a function of the Guard Interval chosen. The two curves represent the maximum speed at which this bitrate will be usable for a Diversity receiver in motion. Generally speaking, the 2K modes offer Services at four times the speed offered by the 8K modes. The 2K Modes offer 5 to 24 Mbps at respective maximum speed of 550 kms/h to 250 kms/h. These performances correspond to one programme receivable in High-Speed trains and up to five programmes receivable in cars. Due to these great speeds, the 2K modes seems well adapted for Rural environment Service delivery Unfortunately, the 2K modes offer also the smallest guard interval values, limiting the possible size of the transmission cells (ie: maximum delay of echoes) thus avoiding the use of large Single Frequency Network (SFN). The paradoxical of the 2K Mobile DVB-T remained there, because high speed in small transmission cells imply the usage of cell handover by the receiver and the Diversity receivers can not escape to implement that feature. The advantage of the Diversity receivers is more noticeable for the 8K modes, because in the channel 40 we use (ie: central channel = average values), the availability of the range of bitrate moves from 10..35 kms/h to 50..120 kms/h, making them truly suitable for Services in urban area. Figure 8: Maximum Speed vs DVB-T modes As the urban area are generally the firsts in which new DVB-T services are deployed, that means the Diversity receivers could make the programmes, delivered there for fix and portable reception, available in motion. Furthermore, as portable reception could be considered as a simple case of the mobile one, the Diversity receivers will bring to the indoor portable reception, their advantage in C/N gain while avoiding any boring antenna positioning adjustment. A5 Conclusions The study of DVB-T receivers using Antenna diversity techniques clearly demonstrates that Diversity receivers provide a huge gain in the minimum signal level required for demodulation and increase the maximum speed limit at which the DVB-T signal can be decoded. The Diversity receiver gains can be viewed and used variously by broadcasters. They can either save operational costs, reducing the transmitter power or increase the DVB-T bitrate available on-air with their current transmitter setting. They can also consider that Diversity receivers make the Services planned for Fix reception available for Mobile reception, while improved for indoor Portable reception. The latest generation of DVB-T demodulator chip implements already the necessary interfaces and processes to design dual antenna receivers, then this technology will certainly be rapidly available on consumer products. At least, the traditional trade-off between robustness and bitrate must now include robustness, bitrate and maximum speed but the Diversity receivers make considerably lighters the constraints, then the broadcaster s difficulties to balance this newly extended trade-off! A6 The MCP PROJECT MCP was launched by the European Commission in January 2000. It brings together a number of car and receiver manufacturers, network operators and research institutes. MCP will provide the specification of an open multimedia car platform in a heterogeneous network and service environment. The MCP project builds on results and achievements of the two predecessor projects MEMO (Multimedia Environments for Mobiles) and MOTIVATE (Mobile Television and Innovative Receivers). The MCP project is dedicated to three major streams of innovation: & 61623; Service definition and implementation based on use cases and requirements from the car driver and passengers. & 61623; Specification for an open multimedia platform in the car which integrates communication, entertainment and positioning. A first prototype based on a subset of this specification will be realised. & 61623; Specifications for the architecture of hybrid DVB-T/DAB/GSM/GPRS networks, including service hand-over and interoperability between different networks. The MCP consortium has the clear mission and the business weight to exploit MCP technology commercially. Design and development of new mobile services will be stimulated by the simple existence of the Multimedia Car Platform. Advanced mobile multimedia services will animate new service providers, which give a real market push to the manufacturers of MCP terminals. MCP Project Partners Sponsoring Partners (E) AMENA (F) ITIS (S) TERACOM (D) SUN Microsystems (D) BMW (D) NOKIA (CH) TFC (D) BOSCH (D) DLR (E) RETEVISION (D) TU-BRAUNSCWEIG (F) TDF (F) FT R&D (E) SEAT (D) T-NOVA*** *** Project Co-ordinator Annex B: DVB-RCT (RETURN CHANNEL TERRESTRIAL) A Wireless Return Channel system in the VHF/UHF Bands for Interactive Terrestrial TV incorporating Multiple Access OFDM B1. Introduction After selecting the most efficient Digital Terrestrial TV (DTTV) standard, the broadcasters are working on the business models to ensure a successful deployment of DTTV. The DVB community learnt a great deal from the past with respect to the HDTV introduction model, which proved that it was not the key market driver in the transition to digital. Surveys have been conducted amongst TV viewers to ascertain their vision and expectations of digital TV. Interactivity and new and stimulating content proved to be the most significant requirement as it came out top, time and time again. Therefore it is clear that the business model based on Interactive Services can provide additional revenues to the broadcasters. The DVB Consortium, aware of this preference, now provides Terrestrial broadcasters additional features in the DVB-T portfolio to implement such interactive services; thus opening a new era for the Terrestrial delivery platform. DVB-RCT constitutes that definitive asset. B2. Why DVB-RCT? And what is it? It is now widely projected that revenues from TV commerce will exceed revenues from e-commerce in the home by 2008. T-commerce clearly requires a Return Path from the home back to the Digital TV Service Provider. The current scenario of UHF/VHF bands shows a very congested spectrum in several countries that is a real problem for the introduction of new services. DVB-RCT is THE response that offers a wireless interaction channel for Interactive Digital Terrestrial Television, even in the congested UHF/VHF bands: & 61636;DVB-RCT is very spectrum efficient, low cost, powerful and flexible Multiple Access OFDM system, & 61636;DVB-RCT can serve large cells, up to 65kms radius, providing a typical bitrate capacity of several kilobits per second, for each TV viewer, even at the edge of the coverage area. Typically, these large cells closely match the downstream coverage area of the Digital Television broadcast signal. & 61636;DVB-RCT can handle very large peaks in traffic, as it has been specifically designed to process up to 20,000 short interactions per second in Tele-polling Mode, this in each sector of each cell. & 61636;DVB-RCT can be employed with smaller cells, to constitute denser networks of up to 3.5km radius cells, providing to the user a bitrate capacity of up to several Megabits per second. & 61636;DVB-RCT does not require access to spectrum on a primary basis, the system has been designed to use any gaps or under-utilised spectrum anywhere in Bands III, IV and V without interfering with the primary analogue and digital broadcasting services. & 61636;DVB-RCT is able to serve portable devices; bringing interactivity everywhere the Terrestrial Digital broadcast signal is receivable, & 61636;DVB-RCT can be used around the world, which uses the different DVB-T system: 6, 7 or 8 MHz channels, & 61636;DVB-RCT does not require more than 0,5W rms power transmission from the User Terminal or Set Top Box to the base station. B3. Interactive Digital Television It is now widely accepted that Interactivity will be the defining difference between analogue and digital television for many viewers. & 61623; Interactive TV programming will involve the audience in a more exciting experience where live tele-voting can influence the flow of live programming or where viewers can also participate in Quiz Shows or Game Shows etc. & 61623; Interactive TV commercials will be an even more powerful tool for advertisers than plain old TV ads . & 61623; Interactive TV also means additional information on programmes and commercials can be made available on demand. From a commercial perspective, a broadband permanent link from the household TV Set back to the Service Provider is not the real moneymaker. Instead, it s the first few button clicks (only a few tens of bytes) of each interaction from the user, which will generate most of the money for the Interactive TV Service Provider. In that sense, TV viewer interactions include: & 61553; I ll buy that! & 61553; I vote for that! & 61553; I want more information on that! & 61553; I ll watch Impulse Pay Per View (IPPV) movie number 11 now! & 61553; Or customer number X watched movie or special event number A, B or C . Moreover, if a Service Provider wants to provide broadband from the home (data transfer, e-mail, internet, etc.) DVB-RCT supports that as well. B4. Functional Block Diagram A functional block diagram of the DVB-RCT system is shown in Fig.1. A summary of system features is given in Table 2. Figure 1 Functional block diagram of DVB-RCT system B5. DVB-RCT: is a very Robust and Flexible Return Channel solution for DVB-T! From a pure technical point of view, DVB-RCT is built around the most promising technologies for digital transmission and information theory; in addition to the uncontested benefits of first generation OFDM technology for broadband portable and mobile services, Multiple Access OFDM included in the DVB-RCT specification provides additional performance advantages: & 61553; Turbo Codes or Concatenated Codes & 61553; Time Interleaving & 61553; Band Segmentation (from 1 MHz slot up) & 61553; Dynamically Assigned Adaptive Modulation & 61553; Power Ranging to reduce interference B5.1 Turbo or Concatenated Coding DVB-RCT is an extremely robust system. Turbo Coding or Concatenated Coding, which is employed, gives a further reduction in the required C/N ratio of 1.5dB. As a result, some Modulation Modes of DVB-RCT require a C/N of only 4dB! B5.2 Time Interleaving Time Interleaving gives at least an additional 5dB improvement against the Impulsive Interference (the actual figure depends on the repetition rate of the interference). This ensures that the coverage area of the Multiple Access OFDM signals can be designed to closely match the service area of Digital Terrestrial Television broadcast, thus reducing the need for new installations. B5.3 Band Segmentation Band Segmentation greatly eases the problem of access to spectrum: any 1MHz segment of spectrum can be used. This is particularly important as long as analogue terrestrial transmissions continue. The spectrum signature of analogue TV is dominated by energy near the vision carrier. For example, if Channel 50 is used in Coverage Area A then DVB-RCT can use Channel 50 in the adjacent Coverage Area B at 2 MHz above the Vision Carrier, where the interfering energy is 30dB+ down relative to the vision carrier. A key commercial advantage of Band Segmentation is that different Interactive TV Service Providers can be assigned their own 1MHz of spectrum and can thereby remain independent of one another. B5.4 Dynamically Assignable Adaptive Modulation (DAAM) DVB-RCT supports within the same cell the simultaneous use of different types of modulation from 4QAM (1/2 rate) to 64 QAM (3/4 rate). This feature called Dynamically Assignable Adaptive Modulation enables the Service Provider to control the level of interference from a given cell into neighbouring co-channel cells while, at the same time making maximum use of the allocated spectrum. This can be achieved by assigning the most robust form of modulation (e.g. 4QAM 1/2 rate) to users near the outer boundary of the cell allowing these users to use the minimum possible amount of power to transmit back to the Base Station. Conversely, users nearer to the center of the cell can be assigned less robust modulation, at the expense of more power, to transmit back to the Base Station. Even these users, close to the center of a cell, will use more power to enjoy higher data throughput, as they are further away from other cells, they will cause less interference into the other co-channel cells. B5.5 Power Ranging DVB-RCT uses a power ranging system, similar to that used in Cellular phones, to ensure that the lowest power is used by the Interactive Terminals at all times. This is also consistent with the need for spectrum efficiency. B6. Spectrum efficiency The new features highlighted in Section 5 above ensure that DVB-RCT is highly spectrum efficient a feature that will become more and more important over the next 5-10 years. DVB-RCT can rightly be seen as a 2nd Generation OFDM system. B7. Carrier spacing, burst structures To provide a shared wireless return channel for Terrestrial distribution system, the DVB-RCT standard makes use of a dedicated radio frequency channel and organises it to allow concurrent access from many individual Interactive Terminals, using TDMA/OFDMA techniques. The method used to organise the DVB-RCT channel is inspired by the DVB-T standard: a partition of the whole radio frequency return channel is performed in both time & frequency domains. Accordingly, the DVB-RCT RF channel provides a grid of time-frequency slots, which are distributed to the individual User terminals. DVB-RCT has 3 Carrier Spacing (CS), see Table 1. below, and 3 Burst (slot) Structures (BS1, BS2, BS3) which are designed to cover a wide range of deployment scenarios from non-dense, very large broadcasting type cells to very dense networks of small cells. CS1 1 KHz Symbol duration: 1 000 & 61549;s CS2 2 KHz Symbol duration: 500 & 61549;s CS3 4 KHz Symbol duration: 250 & 61549;s Table 1. Carrier spacing and symbol duration Burst Structures offer various methods to map the user data among the time-frequency slots. In BS1 all the RF power is applied to a single carrier, in BS2 the power is shared across 4 carriers and in BS3 the power is shared across 29 carriers. Whatever the spread of user data amongst the frequency carriers (ie: whatever the Burst Structure used),a fixed number of bytes must be transferred in any given transmission slot. This results in the various duration of the Burst Structure transmission: BS1 being 29 times longer and BS2 being 4 times longer than BS3. These features allow a trade-off between transmission time duration and occupied bandwidth. B8. Costs of DVB-RCT The overall system costs are made up of: & 61623; User Terminal Costs & 61623; Base Station Costs There is also, of course, the cost of the backhaul-linking network from the Base Stations to Service Provider s main hub although this will normally be in place for existing broadcasting networks. The reason that DVB-RCT is so cost effective is that a single low cost receive system at the Base Station can process up to 20,000 short interactions per second. For instance, in the 2k mode, 59 interactions from different subscribers can be processed at a rate up to 600 every second! DVB-RCT can be deployed for a small fraction of the cost of any competing system for example PSTN, XDSL, GSM or UMTS. DVB-T and DVB-RCT networks can be designed to provide totally wire-free services in the home. This results in enormous savings to the Service Provider as it is not necessary to send a technician or antenna erector to each subscriber s home before the service can be initiated. Table 2 - Summary of DVB-RCT system features PHYSICAL PARAMETERS Downstream Channel (DS) OFDM, ETS 300 744 (DVB-T) compliant Return Interaction Channel Multiple Access OFDM (MA-OFDM) Forward Interaction Channel (US) Embedded in DS, compliant with ETS 300 744 (DVB-T) OFDM Carrier set 1024 (1K), 2048 (2K) OFDM Carrier spacing (CS) 1K, 2K, 4K Transmission modes 6 modes (as combination of 3 CS and 2 Carrier set) Carrier shaping Nyquist, Rectangular Guard Interval , 1/8, 1/16, 1/32 (for Rectangular shaping only) Transmission Frames TF1, TF2 Data randomization PRBS with polynomial: 1+X14+x15 Modulation QPSK, 16QAM, 64QAM Encoding rates , Useful data payload per burst 18, 27, 36, 54, 81 bytes (1 burst = 144 modul. Symbols) Channel codes Turbo or concatenated (Reed-Solomon + Convol.) Interleaving Random Interleaver PRBS with polynomial: 1+X3+x10 Burst Structures BS1, BS2, BS3 Frequency hopping for BS1 only (optional) Medium Acces Schemes MAS1, MAS2, MAS3 ( as combinations of BS and TF) Net Bit rate /carrier (range) 0.6 Kbit/s 15 Kbit/s (depending on the mode) Maximum number of carrier / user No limit Service range Up to 65 km (cell radius) Channelisation 6, 7, 8 MHz channels are supported PROTOCOLS Medium Access Control Specs mostly derived from EN 300 800 Access options Fixed rate access, Contention access , Reservation access Security Supported (derived from EN 300 800) For further information, please contact: Peter MacAvock DVB Project Office Phone: +41 22 717 2717 Fax: +41 22 717 2727 e-mail : macavock@dvb.org Fabio Scalise DVB-RCT group chairman Phone: +39 039 603 6133 Fax: +39 039 603 6154 e-mail : fabio.scalise@st.com Eli Sofer Runcom Technologies ltd. Tel: +972 54 830 850 Fax: +972 39 528 805 e-mail: elisofer@runcom.co.il Peter Branagan RTE Radio Television Eireann Phone: +353 1 208 2790 e-mail: branagp@rte.ie Gerard Faria ITIS Phone: +33 2 9923 7220 e-mail : gfaria@harris.com Appendix C - DVB / EBU / ETSI / CENELEC Publications Class Specification Reference No. Ed. Title Bluebook No. Cookbook DVB-Cook Draft TR 101 200 1.2.1 A guideline for the use of DVB specifications and standards A020 Rev. 1 (05/00) Transmission DVB-S EN 300 421 1.1.2 Framing structure, channel coding and modulation for 11/12 GHz satellite services A040 (02/99) TR 101 198 1.1.1 Implementation of Binary Phase Shift Keying (BPSK) modulation in DVB satellite transmission systems A036 (03/98) User Requirements for Cable and Satellite delivery of DVB Services, including Comparison with Technical Specification A003 Rev. 1 (05/95) DVB-C EN 300 429 1.2.1 Framing structure, channel coding and modulation for cable systems A035 (03/98) DVB-SMATV EN 300 473 1.1.2 DVB Satellite Master Antenna Television (SMATV) distribution systems A042 (06/99) Draft TS 101 XXX 1.1.1 Baseline Specification for a Control Channel for SMATV/MATV distribution systems A065 DVB-T EN 300 744 1.4.1 Framing structure, channel coding and modulation for digital terrestrial television 0 TR 101 190 1.1.1 Implementation guidelines for DVB terrestrial services; Transmission aspects A037 (03/98) User Requirements for Terrestrial Digital Broadcasting Services A004 (03/96) DVB-SFN TS 101 191 1.3.1 Mega-frame for Single Frequency Network (SFN) synchronization A024 DVB-MS EN 300 748 1.1.2 Multipoint Video Distribution Systems (MVDS) at 10 GHz and above A013 (05/96) DVB-MC EN 300 749 1.1.2 Framing structure, channel coding and modulation for MMDS systems below 10 GHz A015 (02/97) DVB-MT EN 301 701 1.1.1 OFDM modulation for microwave digital terrestrial television A052 (06/99) DVB-DSNG EN 301 210 1.1.1 Framing structure, channel coding and modulation for Digital Satellite News Gathering (DSNG) and other contribution applications by satellite A049 (06/99) TR 101 221 1.1.1 User guideline for Digital Satellite News Gathering (DSNG) and other contribution applications by satellite A051 (06/99) EN 301 222 1.1.1 Co-ordination channels associated with Digital Satellite News Gathering (DSNG) A050 (06/99) DSNG Commercial User Requirements A033 (03/99) Multiplexing DVB-SI Draft EN 300 468 1.4.1 Specification for Service Information (SI) in DVB systems A038 Rev. 1 (05/00) TR 101 211 1.4.1 Guidelines on implementation and usage of Service Information (SI) A005 Rev. 2 (05/00) Draft TR 101 162 1.2.1 Allocation of Service Information (SI) codes for DVB systems DVB-TXT EN 300 472 1.2.1 Specification for conveying ITU-R System B Teletext in DVB bitstreams A041 (06/99) DVB-VBI EN 301 775 1.1.1 Standard for conveying VBI data in DVB bitstreams A056 (05/00) DVB-Data EN 301 192 1.2.1 Specification for data broadcasting A027 Rev. 1 (06/99) TR 101 202 1.1.1 Specification for data broadcasting; Guidelines for the use of EN 301 192 A047 (06/99) MPEG DVB-MPEG TR 101 154 1.4.1 Implementation guidelines for the use of MPEG-2 Systems, Video and Audio in satellite, cable and terrestrial broadcasting applications A001 Rev. 6 (05/00) TR 102 154 1.1.1 Implementation Guidelines for the use of MPEG-2 Systems, Video and Audio in Contribution Applications A058 (03/01) Subtitling DVB-SUB ETS 300 743 1 Subtitling systems A009 (10/95) Interactivity Commercial Requirements for Asymmetric Interactive Services Supporting Broadcast to the Home with Narrowband Return Channels A008 (10/95) DVB-NIP ETS 300 802 1 Network-independent protocols for DVB interactive services A021 (02/97) TR 101 194 1.1.1 Guidelines for implementation and usage of the specification of network independent protocols for DVB interactive services A026 (05/97) DVB-RCC ES 200 800 1.3.1 Interaction channel for Cable TV distribution systems (CATV) A023 Rev. 1 (06/99) TR 101 196 1.1.1 Interaction channel for Cable TV distribution systems (CATV); Guidelines for the use of ETS 300 800 A031 (03/98) DVB-RCP ETS 300 801 1 Interaction channel through Public Switched Telecommunications Network (PSTN)/ Integrated Services Digital Networks (ISDN) A022 (02/97) DVB-RCD EN 301 193 1.1.1 Interaction channel through the Digital Enhanced Cordless Telecommunications (DECT) A030 (03/98) DVB-RCL EN 301 199 1.2.1 Interaction channel for Local Multipoint Distribution System (LMDS) distribution systems A032 Rev. 1 (06/99) TR 101 205 1.1.1 Guidelines for the implementation and usage of the DVB interaction channel for Local Multipoint Distribution System (LMDS) distribution systems DVB-RCG EN 301 195 1.1.1 Interaction channel through the Global System for Mobile Communications (GSM) A043 (06/99) DVB-RCCS TR 101 201 1.1.1 Interaction channel for Satellite Master Antenna TV (SMATV) distribution systems; Guidelines for versions based on satellite and coaxial sections A034 (03/98) DVB-RCS EN 301 790 1.2.2 Interaction channel for Satellite Distribution Systems A054 Rev. 1 (05/00) Draft TR 101 790 1.1.1 Guidelines for the Implementation and Usage of the DVB Interaction Channel for Satellite Distribution Systems A063 (04/01) DVB-RCT Draft EN 301 958 - Digital Video Broadcasting (DVB); Specification of interaction channel for digital terrestrial TV including multiple access OFDM A064 (04/01) MHP DVB-MHP TS 101 812 1.1.1 Digital Video Broadcasting (DVB); Multimedia Home Platform (MHP) A057 (05/00) Draft TS 101 812 1.1.2 Digital Video Broadcasting (DVB); Multimedia Home Platform (MHP) A057 Rev. 1 (04/01) Draft TS 103 812 1.1.1 Digital Video Broadcasting (DVB); Multimedia Home Platform (MHP) in HTML extensions - DVB Commercial Module - Multimedia Home Platform User and Market Requirements: Enhanced and interactive digital broadcasting in the local cluster A062 (04/01) Interfacing DVB-PDH ETS 300 813 1 DVB Interfaces to Plesiochronous Digital Hierarchy (PDH) networks A018 (02/97) DVB-SDH ETS 300 814 1 Interfaces to Synchronous Digital Hierarchy (SDH) networks A019 (02/97) DVB-ATM TR 100 815 1.1.1 Guidelines for the handling of ATM signals in DVB systems A044 (06/99) DVB-HAN TS 101 224 1.1.1 Home Access Network (HAN) with an active Network Termination (NT) A039 (08/98) DVB-HLN TS 101 225 1.1.1 In-Home Digital Network (IHDN) Home Local Network (HLN) A060 (03/01) Draft TR 101 226 1.1.1 In-Home Digital Network (IHDN) guidelines DVB-CI EN 50221 (CENELEC) 1 Common Interface Specification for Conditional Access and other Digital Video Broadcasting Decoder Applications A017 (05/96) R 206 001 (CENELEC) 1 Guidelines for implementation & use of the Common Interface for DVB Decoder Applications A025 (05/97) TS 101 699 1.1.1 Extensions to the Common Interface Specification A053 (05/99) DVB-PI EN 50083-9 (1998) 2 Interfaces for CATV/SMATV Headends and similar Professional Equipment A010 Rev. 1 (05/97) TR 101 891 1.1.1 Digital Video Broadcasting (DVB); Professional Interfaces: Guidelines for the implementation and usage of the DVB Asynchronous Serial Interface (ASI) A055 DVB-IRDI EN 50201 (CENELEC) 1 Interface for DVB-IRDs A016 Rev. 1 (02/97) TS 102 201 1.1.1 Interfaces for DVB-IRDs A016 Rev. 2 (06/99) Conditional Access DVB-CS ETR 289 1 Support for use of scrambling and Conditional Access (CA) within digital broadcasting systems A007 (02/97) DVB Common Scrambling Distribution Agreements A011 Rev. 1 (06/96) DVB-SIM TS 101 197 - 1 1.1.1 DVB SimulCrypt; Part 1: Head-end architecture and synchronization A028 (05/97) TS 103 197 1.1.1 Head-end lmplementation of SimulCrypt A045 (11/98) Measurement DVB-M TR 101 290 1.2.1 Measurement guidelines for DVB systems A014 Rev. 2 (04/01) TR 101 291 1 Usage of DVB test and measurement signaling channel (PID 0x001D) embedded in an MPEG-2 Transport Stream (TS) A046 (06/99) Policy Statements DVB response to the Commission Green Paper on the convergence of the Telecommunications, Media and Information Technology sectors and the implication for regulation A048 (04/98) A Fundamental Review of the Policy of European Technical Regulations Applied to the Emerging Digital Broadcasting Technology A002 (11/94) Recommendations of the European Project Digital Video Broadcasting - Anti-piracy legislation for Digital Video Broadcasting A006 Rev. 1 (10/95) Annex D: DVB-T Hierarchical Mobile HDTV Demonstration in Brasilia, Brazil Brasilia, 11th December 2000 Brasilia, 11th December 2000 & 8213; DVB once again highlighted its flexibility and ease of installation with a magnificent presentation of DVB-T technology in the Brazilian federal capital, Brasilia. During the week of the 3rd December, The DVB Project Office, together with major broadcasting equipment manufacturers, demonstrated the simultaneous reception of mobile SDTV and fixed HDTV using its Hierarchical Modulation technology. Figure D1: DVB Bus and contrast between DVB-T mobile reception and PAL-M inside the bus Ministers and government officials were able to experience, at first hand, the mobile capabilities of DVB-T by touring the federal capital in a 20-seater bus especially equipped with LCD screens and a DVB-T receiver. Within the same 6MHz channel an embedded HDTV signal was also being transmitted to fixed locations. The exercise culminated at the Academia de Tennis where a cocktail party and dinner was held on 5th December for the key Brazilian government officials. Figure D2: HDTV Plasma screens displaying 720P HDTV as part of the DVB demonstrations in Brasilia As well as viewing the HDTV transmissions on multiple plasma screens, the SDTV signals were received on the portable (mobile) Nokia Media Screen and a golf cart fitted out for the occasion. Other DVB technologies were also on display, in particular the ministers and government officials were introduced to the new and innovative Multimedia Home Platform (MHP) with a demonstration of various applications and hardware. These demonstrations enabled the DVB to counter misinformation regarding DVB-T and the capabilities of the technology, which have appeared recently in the Brazilian and American press. DVB has proved once and for all that DVB-T supports simultaneous (Hierarchical Modulation) mobile SDTV and fixed HDTV reception if required. Demonstrating that DVB is the market leader, not only in terms of standards, but also with regards to its widely implemented terrestrial system - DVB-T. Manufacturers and companies supporting the operation came from all over the world symbolising DVB s global spread. DVB acknowledges the roles of, and would like to thank for their help and support: Philips, Philco, Tandberg, Rohde & Schwarz, Nokia, Continental Microwave, Broadcast Technology, Huber Suhner, Adherent, ABC and Ebcomm. D1. Technical Demonstration Details Two separate streams were hierarchically transmitted within the following DVB-T parameters in a 6MHz terrestrial channel, 204 packets with a 1/32nd guard interval, alpha 1. & 61623; HP stream (SDTV): QPSK in 64QAM, 4.909 Mbit/sec, FEC 1/2, 576l*50Hz & 61623; LP stream (HDTV): In 64QAM, 14.726 Mbit/sec, FEC 3/4, 720P, 59.64Hz & 61623; Channel 40, 629 MHz centre frequency ERP approx. 5kW & 61623; Transmitter location: Shopping Pateo Brazil (14 story building) & 61623; Antenna height above ground: Approx. 100 meters
Justificativa: Esta no trabalho acima
 Item:  3. Os comentários deverão considerar, dentre outros, os seguintes aspectos:
Item sem descrição.
Contribuição N°: 34
ID da Contribuição: 6811
Autor da Contribuição: Murlo
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: As presentes contibuições são do DiBEG e se encontram no documento anexo.
Justificativa: As justificativas encontram-se, também no documento anexo.
 Item:  3.1. Avaliação técnica dos padrões de televisão digital terrestre
Metodologia, dados coletados e análise dos resultados dos testes de laboratório e de campo dos sistemas de TV digital realizados em São Paulo, bem como dos fatores técnicos e sistêmicos relevantes para a definição da plataforma de televisão digital.
Contribuição N°: 35
ID da Contribuição: 6845
Autor da Contribuição: Nokia
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: O padrão DVB-T tem provado ser o único sistema amplamente escalável e flexível, para os atuais e futuros serviços de TV Digital e de dados. Devido à sua escalabilidade o sistema DVB-T pode ser usado dos serviços de dados altamente móveis à TV de alta definição (HDTV). Parâmetros apropriados do sistema podem ser escolhidos para cada serviço específico. Isto faz que o DVB-T seja também um sistema a prova de futuro , no tocante a áreas de aplicação totalmente novas. Tipicamente, os chips de recepção e os aparelhos de transmissão já suportam todos os modos necessários. Comparado com o sistema ATSC, o DVB-T tem performance superior para aplicações móveis e portáteis devido ao seu esquema de modulação, o qual pode tolerar canais de rádio multipercurso e deslocamento doppler. A flexibilidade do sistema DVB-T também é totalmente diferente: comparado com os parcos modos de transmissão do ATSC, o DVB-T pode ser adaptado separadamente para cada ambiente (mais de 1000 alternativas). O sistema ISDB é baseado no trabalho de pesquisadores japoneses e não mostra uma clara vantagem sobre o DVB-T. O lançamento do sistema ISDB está 5 anos atrás do DVB-T e redes e produtos de consumo não estarão amplamente disponíveis nos próximos anos. Sistemas DVB-T já estão sendo adotados mundialmente e componentes do sistema e terminais de usuário de baixo custo já estão disponíveis em grandes volumes, de diversos fabricantes.
Justificativa: O padrão tecnológico DVB-T é a melhor solução para o Brasil, tendo em vista sua adoção global com consequente economia de escala em benefício dos consumidores brasileiros e sua flexibilidade na montagem de plataformas com robustez configurável para prestação de serviços diferenciados.
 Item:  3.2. Situação da televisão digital em outras partes do mundo
Padrão adotado, modelos de negócio e de transição, dimensão atual e futura do mercado de transmissores, receptores e conversores, produção de conteúdos, aplicações e novas tecnologias, fontes de financiamento, compromissos de isonomia e reciprocidade com o detentor da tecnologia, dentre outros.
Contribuição N°: 36
ID da Contribuição: 6844
Autor da Contribuição: Nokia
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: Durante os cinquenta anos de evolução da televisão, a introdução da cor foi o maior avanço tecnológico verificado durante os anos 60/70. O último passo é a digitalização da TV, a qual possibilitará novos benefícios nos serviços ao consumidor e gerará novas fontes de receitas para a indústria de broadcasting. Na última metade dos anos 90 aconteceu o boom da Internet. Um novo e completo conjunto de serviços e conteúdos foram disponibilizados aos consumidores durante um curto, revolucionário e hiper-intensivo período. Neste período foram introduzidos o e-commerce, ISPs, portais, eye balls games, companhias dotcom e até mesmo a nova economia. Outro desenvolvimento que marcou uma grande mudança nos anos 90 foi o rápido crescimento global das telecomunicações móveis. Em todo o mundo a telefonia tem mudado das redes fixas para as redes móveis. Consumidores tem urgência por novos serviços móveis que as empresas operadoras esperam atender com os últimos desenvolvimentos tecnológicos alcançados, como o GPRS e a Terceira Geração (3G) do IMT-2000/UMTS. O padrão DVB-T foi normatizado em 1996 e foi adotado por 36 países na Europa e por vários países asiáticos. O primeiro serviço comercial de TV digital usando DVB-T foi lançado no Reino Unido em 1998, onde possui atualmente 30% de penetração, com previsão de alcançar 60% em poucos anos. A TV digital oferecerá aos consumidores mais canais, super text TV e interatividade. Adicionalmente, o padrão DVB-T também permitirá uma nova e revolucionária forma de entregar uma grande quantidade de informação segundo o princípio ponto-multiponto ou broadcast. Devido ao uso deste princípio, onde todos recebem o mesmo conteúdo, o investimento para implantar uma rede DVB-T para distribuição de rich media pode ser mantido baixo. Serviços adicionais de IP-datacast oferecidos em cima de redes DVB-T móvel estenderão a atual Internet para as redes sem fio e possibilitarão oferecer conteúdo digital rich media a preços acessíveis.
Justificativa: O padrão tecnológico DVB-T é a melhor solução para o Brasil, tendo em vista sua adoção global com consequente economia de escala em benefício dos consumidores brasileiros e sua flexibilidade na montagem de plataformas com robustez configurável para prestação de serviços diferenciados.
 Item:  3.3. Evolução tecnológica dos sistemas de televisão digital e possibilidade de novas aplicações
Evolução dos sistemas quanto a redes de retransmissão, recepção fixa ou móvel, interatividade incorporada no próprio canal de televisão, imunidade a ruídos, interferências e multipercurso, capacidade de transmissão de informação e flexibilidade para suportar novas aplicações, tais como acesso à Internet, comércio eletrônico, jogos eletrônicos, correio de mensagens, dentre outros.
Contribuição N°: 37
ID da Contribuição: 6852
Autor da Contribuição: Nokia
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: Serviços Adicionais de Datacast A principal força impulsionadora dos serviços datacast é a vasta capacidade de transmissão (broadcasting) do DVB-T. Recepção de dados em 22 Mbit/s (tipicamente 12 Mbit/s no caso móvel, sendo que a máxima velocidade padronizada é 32 Mbit/s) significaria centenas de video streams codificados em MPEG4, centenas de audio streams ou enchimento de um disco rígido de 10 GB de dados por hora. Isto é claramente mais do que qualquer um pode consumir. O ponto crucial que faz o sentido deste massivo fluxo de dados é a filtragem do mesmo para atender as necessidades e escolhas atuais de qualquer usuário. Como já foi mencionado anteriormente, o serviço básico de datacast consiste de fluxos de áudio e vídeo direcionados para consumo imediato ou armazenagem (file down loading). Os arquivos podem conter qualquer quantidade razoável de dados, desde textos até complexas aplicações de software. Os terminais datacasting serão equipados com dois filtros. O assim chamado filtro DVB/PID deixa passar aquelas partes do fluxo que contém serviços que o consumidor tem assinado ou direito de acesso. Os direitos de recepção dos serviços disponíveis podem ser armazenados pelo operador de datacast numa área inviolável do terminal ou, se a criptografia for utilizada, as senhas de recepção podem ser distribuídas através da Internet, correio, etc. Este último caso pode também ser usado em mecanismos de proteção de conteúdo, conhecidos como Digital Rights Management (DRM), onde arquivos individuais (arquivos de áudio MP3 ou revistas) podem ser protegidos. O segundo filtro é o filtro pessoal de usuário que pode ser configurado para receber apenas o conteúdo correspondente à escolha pessoal momentânea. Ambos o guia de programa ou as categorias e atributos do conteúdo podem ser utilizados para fazer a seleção. O guia de programa mostra o conteúdo disponível. O usuário pode sintonizar um fluxo de áudio ou vídeo fazendo a seleção pelo guia ou pedindo um arquivo contendo, por exemplo, um guia de serviço local a ser armazenado na memória cache do terminal assim que for recebido. A outra possibilidade é usar as categorias e atributos do conteúdo para fazer a seleção. Por exemplo, alguém pode pedir ao terminal para armazenar e alertar sobre todas as notícias recebidas e também armazenar qualquer conteúdo relacionado com golfe ou todas as músicas de David Bowie. As categorias e atributos dão possibilidades sem fim de personalizar o serviço de datacast, fazendo isto na mais absoluta privacidade. Como o filtro é local (no terminal) ninguém mais terá conhecimento sobre como ele foi configurado. O serviço de datacast da plataforma básica descrita acima pode ser dividido em três diferentes categorias: & 61623; Business to business: serviços para distribuir grande quantidade de dados entre companhias ou dentro da própria empresa como, por exemplo, atualizar todos os sites de desenvolvimento com as últimas versões dos documentos de projeto de um novo avião. & 61623; Business to consumer: entrega diversificada de entretenimento e informação, pública ou comercial, basicamente com curta expectativa de vida, para os consumidores. Também compreende a entrega de conteúdo com direito autoral de longa expectativa de vida como, por exemplo, jogos, música, livros eletrônicos, contra algum esquema previamente acordado de pagamento. & 61623; Consumer to consumer: talvez para a surpresa do leitor, promissores serviços nesta categoria também podem ser previstos. Serviços de mensagem datacast que permitem aos consumidores entrar com mensagens a serem difundidas a um grande número de receptores podem ser usados para implementar, por exemplo, o serviço de anúncios classificados prestados atualmente pelos jornais. Também serviços de chat ou newsboard para audiência pública ou para comunidades fechadas de interesse específico podem ser implementados com mensagens datacast. Serviços destas três categorias podem existir tanto no segmento fixo de datacasting, como no móvel. No entanto, é provável que o segmento fixo seja endereçado às residências e carregue mais serviços relacionados com conteúdo cujo consumo é demorado e requeira concentração. Isto significa distribuição de filmes, aplicativos-PC ou livros, entre outras coisas. Serviços de natureza instantânea, como o mercado áereo eletrônico com anúncios classificados, a distribuição de guias locais da cidade ou o serviço de notícias de última hora, provavelmente terão uma forte demanda no segmento móvel.
Justificativa: O padrão tecnológico DVB-T é a melhor solução para o Brasil, tendo em vista sua adoção global com consequente economia de escala em benefício dos consumidores brasileiros e sua flexibilidade na montagem de plataformas com robustez configurável para prestação de serviços diferenciados.
 Item:  3.4. Mercado potencial de equipamentos, prestação de serviços e infra-estrutura no Brasil
Mercado atual e projetado de transmissores, receptores e conversores para TV Digital, função da fruição esperada de novos serviços e aplicações, planejamento da oferta anual para a viabilização econômica do seu atendimento e a possibilidade de aproveitamento da atual infra-estrutura de edificações, torres e sistemas irradiantes.
Contribuição N°: 38
ID da Contribuição: 6853
Autor da Contribuição: Nokia
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: As vantagens da transmissão terrestre DVB-T em termos de portabilidade, mobilidade e recepção em set top receivers integrados, plenamente justificam a maximização da cobertura terrestre. Em muitos países a maioria das residências recebe TV analógica por meio terrestre. Para estes habitantes que apenas querem os serviços digitais abertos free-to-air existirá uma forte expectativa de receber estes serviços por meio terrestre. A infraestrutura da rede analógica terrestre existente pode ser utilizada. O conceito de SFN (Single Frequency Networks) é eficiente ao otimizar o espectro requerido para oferecer serviços em determinada área geográfica. Tendo ambos os modos 2K e 8K bem como vários intervalos de guarda, o sistema DVB-T pode oferecer uma eficiente ferramenta de planejamento de SFNs para diversos fins, inclusive redes móveis. Utilizando gap fillers, as possibilidades de recepção móvel e portátil serão melhoradas. As modificações e expansões da rede para recepção móvel podem ser implementadas à custos razoáveis. Os usuários estão rapidamente se movendo para um estilo de vida móvel. As tecnologias celulares nos ensinaram a utilizar a tecnologia móvel em nossas comunicações diárias. Ao utilizar serviços de datacast sobre DVB-T em conjunto com canais de retorno em 2G/3G, os consumidores serão capazes de receber serviços com novos tipos de conteúdo e ter a interatividade aumentada. A utilização conjunta das tecnologias de rede celular e DVB-T proporcionarão aos usuários serviços personalizados e independentes da localização.
Justificativa: O padrão tecnológico DVB-T é a melhor solução para o Brasil, tendo em vista sua adoção global com consequente economia de escala em benefício dos consumidores brasileiros e sua flexibilidade na montagem de plataformas com robustez configurável para prestação de serviços diferenciados.
 Item:  3.5. Economia de escala e aspectos industriais e de padronização de equipamentos
Quantificação da produção mundial como fator de redução de preços, projeções referentes à adoção de padrão único para o Mercosul, condições para a produção nacional de componentes, monitores e adaptação das linhas de montagem, bem como padronização de equipamentos, principalmente conversores analógico/digitais de diferentes graus de sofisticação para atender a diversidade de poder aquisitivo da população brasileira. Produção industrial, geração de empregos e intercâmbio tecnológico.
Contribuição N°: 39
ID da Contribuição: 6849
Autor da Contribuição: Nokia
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: Para a televisão e o rádio, as condições cruciais para o sucesso requerem um público que esteja informado sobre as facilidades e os benefícios oferecidos pelos serviços digitais, incluindo avanços técnicos, programas e serviços adicionais. O público deve estar ciente das oportunidades que os novos serviços de transmissão digital e os eletrônicos de consumo estarão oferecendo. Adicionalmente, o acesso geográfico aos serviços digitais deverá ser maximizado e os novos serviços deverão estar acessíveis o mais rápido possível. O sistema de TV Digital oferece um grande potencial para trazer o acesso broadband às residências para prestação de serviços adicionais, serviços suportados por TV e acesso à Internet aos consumidores. Os ciclos de vida útil dos produtos de consumo são, geralmente, de 5 a 10 anos ou mais. Isto requer sistemas estáveis, acessos abertos e escalabilidade. Isto só pode ser assegurado quando existe um padrão comum, amplamente aceito e com o sistema conjuntamente acertado entre os participantes do mercado, como acontece com o DVB-T.
Justificativa: O padrão tecnológico DVB-T é a melhor solução para o Brasil, tendo em vista sua adoção global com consequente economia de escala em benefício dos consumidores brasileiros e sua flexibilidade na montagem de plataformas com robustez configurável para prestação de serviços diferenciados.
Contribuição N°: 40
ID da Contribuição: 6869
Autor da Contribuição: Harris
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: As vantagens expostas do sistema ISDB de transmissão móvel não superam de forma significativa suas desvantagens comerciais e de implementação.
Justificativa: São Paulo, 18 de Junho de 2001 Prezado Senhores, A Harris Corporation é uma empresa líder no fornecimento de sistemas digitais de televisão, incluindo transmissores de televisão que utilizam os padrões ATSC e DVB-T. Durante os últimos anos, a Harris tem atuado junto às emissoras de televisão e às entidades reguladoras em diversos países na avaliação das características dos padrões para a televisão digital. Como um fornecedor global de sistemas de televisão, a Harris está comprometida em fornecer suporte para seus clientes nos sistemas de transmissão de televisão que forem mais apropriados para suas necessidades locais. Em março de 2001, um representante senior da Divisão de Comunicações de Broadcast da Harris assistiu a demonstração do sistema ISDB no Rio de Janeiro. Sua análise veio reforçar ainda mais a posição da Harris, de que as vantagens expostas do sistema de transmissão móvel não compensam de forma significativa as desvantagens comerciais e de implementação da adoção de um terceiro padrão no mundo(ISDB). As vantagens e desvantagens dos padrões de transmissão ATSC e DVB-T estão bem documentadas. Cada sistema foi desenvolvido para suportar diferentes metodologias de transmissão, com o ATSC se sobressaindo em transmissões de maior potência através de longas distâncias, enquanto que o DVB-T tende a ter um melhor desempenho em condições severas de multi-vias, incluindo recepção móvel, através de distâncias menores. Entretanto, as diferenças distintas entre os dois sistemas globais de transmissão digital estão diminuindo, uma vez que as organizações responsáveis pelos padrões e os fabricantes estão desenvolvendo melhorias que visam aumentar os recursos dos dois sistemas, ATSC e DVB-T. Nos Estados Unidos, por exemplo, o ATSC está, atualmente, avaliando vários aperfeiçoamentos propostos para o sistema que proporcionarão uma significativa melhoria no desempenho dos receptores de televisão em condições severas de multi-vias. Tanto o sistema ATSC como o DVB-T têm programas em andamento para continuar a introduzir aperfeiçoamentos significativos nos padrões. Fabricantes de moduladores de televisão, transmissores e receptores têm programas de desenvolvimento contínuo que estão resultando em avanços constantes da capacidade dos sistemas de serem utilizados para transmissão de dados, assim como para difusão de áudio e vídeo. No padrão DVB-T, a introdução de modulação hierárquica trouxe grande avanço para a recepção de dados e de vídeo. De forma similar, o ATSC está atualmente examinando os aperfeiçoamentos propostos para o padrão de modulação 8VSB, que irão aprimorar a recepção móvel. O que é claro na avaliação dos padrões ATSC e DVB-T é que ambos são padrões robustos, versáteis, que permitem muitas estratégias de implementação e de contínuo aperfeiçoamento de desempenho. Cada nova geração de receptores digitais de televisão tem oferecido melhorias de recepção, bem como, o contínuo aprimoramento dos recursos técnicos dos moduladores 8VSB e COFDM. É vital para o sucesso futuro da televisão digital que todos os aprimoramentos sejam compatíveis com os equipamentos existentes, garantindo os investimentos substanciais feito por consumidores, emissoras e fabricantes nesses dois padrões globais de televisão. Outro ponto importante dos dois sistemas (ATSC e DVB-T ) é o sucesso comprovado desses padrões, já que ambos possuem uma ampla base instalada de transmissores e receptores em funcionamento. Somente nos Estados Unidos, mais de 200 transmissores digitais de TV estão em operação, atingindo aproximadamente 70% das residências nos EUA, além disso, no mercado americano mais de 500.000 receptores DTV foram vendidos. Da mesma forma, no Reino Unido, um número similar de transmissores DVB-T estão em operação e 10.000 receptores digitais estão sendo fabricados diariamente para atender a demanda, sendo que, somente a rede inglesa ITV Digital tem mais de um milhão de assinantes. Dezenas de outros países têm programas em andamento para introduzir um dos dois sistemas, ATSC ou DVB-T, de forma que as vantagens técnicas e financeiras de selecionar um dos dois padrões tendem a crescer ainda mais. Além disso, os padrões ATSC e DVB-T são totalmente suportados por uma ampla variedade de fabricantes de equipamentos de transmissão de televisão e de fabricantes de receptores para os consumidores. Dessa forma, os custos de cada elemento nos dois sistemas estão diminuindo e continuarão a diminuir, conforme mais sistemas forem instalados e os investimentos substanciais forem amortizados por uma grande base de clientes. Tanto o ATSC como o DVB-T oferecem aos países que os utilizam a grande vantagem de uma base crescente de emissoras, fabricantes e consumidores. Os fabricantes estão fornecendo equipamentos de terceira geração. Todos os principais fabricantes de produtos eletrônicos para consumidores em todo o mundo estão produzindo receptores digitais compatíveis com ATSC e DVB-T. Dezenas de produtores de transmissores de televisão e de equipamentos de produção estão produzindo sistemas compatíveis com ATSC e DVB-T. O ATSC e o DVB-T são sistemas já aprovados. Por outro lado, o ISDB se apresenta como uma promessa a ser comprovada, pois ainda não conta com o respaldo total de fabricantes, consumidores e emissoras e possui suporte de um único país. Selecionando o ATSC ou o DVB-T, a Anatel irá assegurar que as emissoras e os brasileiros irão receber tecnologia comprovada por um custo muito menor e com um risco muito menor de obsolescência ou de abandono. A Harris Corporation fabrica moduladores e transmissores de televisão para os dois sistemas, e estará pronta para suportar também o padrão ISDB, caso países como o Brasil decidam que há vantagens técnicas suficientes para adotar um terceiro padrão. Entretanto, acreditamos que as momentâneas vantagens verificadas no padrão ISDB para transmissão de dados podem ser equiparadas, senão suplantadas, por um dos dois padrões globais, ATSC ou DVB-T em um curto espaço de tempo. Independentemente de qual sistema a Anatel irá selecionar para o Brasil, ATSC, DVB-T ou ISDB, a Harris Corporation irá manter seu suporte para a indústria de difusão de televisão no Brasil e nós estaremos prontos para continuar a fornecer suporte para a Anatel e para a comunidade brasileira de difusão de televisão em sua adoção e implementação de sistemas digitais de difusão de televisão. Grato pela atenção Harris Corporation BCD - Divisão de Broadcasting Informações para contato: Harris do Brasil Luciana Lima Departamento de Marketing Tel: 11 4197-3121 llima@harris.com
 Item:  3.7. Expectativa dos usuários brasileiros
Importância para o telespectador brasileiro dos diferentes atributos da TV Digital, tais como imagem em alta definição (HDTV), transmissão simultânea de diversos programas, programas com interatividade local e com canal de retorno (dedicado ou não), comércio eletrônico, jogos eletrônicos, acesso à Internet, recepção móvel, aproveitamento do receptor analógico como monitor de televisão digital, preço de receptores e conversores analógico digital, dentre outros.
Contribuição N°: 41
ID da Contribuição: 6800
Autor da Contribuição: zucarini
Data da Contribuição: 15/06/2001
Contribuição: Acreditamos que a discussão do modelo para implantação da TV digital no País deve levar em conta os além dos benefícios a serem proporcionados, a conveniência de se estabelecer prazo rígido para o período de transição tendo em vista a obrigatoriedade que se estará impondo ao usuário para aquisição de receptores ou conversores de modo terem assegurados a continuidade do serviço.
Justificativa: Não se pode negar os benefícios , o conforto e a diversidade de lazer e até negócios que serão proporcionados aos usuários com a implantação da TV digital, como bem colocado pela Anatel na Consulta Pública. Entretanto, nos perguntamos como se sentirão aqueles usuários interessados, em um primeiro momento, somente, na recepção dos canais de televisão, que ainda não possuirem sequer os conversores analógico/digital e que, portanto, deixarão de receber os sinais de televisão quando a transmissão passar digital exclusivamente. Serão esses usuários obrigados a comprar os conversores para terem a continuidade do serviço? As concessionárias de televisão ou permissionárias de retransmissão de TV obrigadas a fornecer gratuitamente tais conversores? Fazemos essas indagações ao considerarmos o Código Brasileiro de Telecomunicações, aprovado pela Lei n 4.117/62, que define o Serviço de Radiodifusão como sendo aquele destinado a ser recebido direta e livremente pelo público em geral. Portanto, acreditamos que ao se impor ao usuário a obrigatoriedade de aquisição de um conversor para ter assegurado a continuidade do serviço estarão sendo estabelecidas restrições que contrariam o Código Brasileiro de Telecomunicações, uma vez que a TV digital não se trata de um novo serviço e sim uma evolução do já existente. Se o usuário recebe o serviço de televisão e a partir de uma data vê-se obrigado a adquirir um receptor analógico/digital para continuar recebendo o serviço não se estará infringindo o Código de Defesa do Consumidor? O estabelecimento de uma data para conclusão da transição da transmissão analógica para a digital tirará a liberdade do usuário para adequar o seu interesse, necessidade, conveniência e disponibilidade econômica para ter acesso a essa nova tecnologia. Devemos lembrar que embora a transmissão de televisão colorida esteja implantada há décadas, ainda existem muitos receptores preto e branco.
Contribuição N°: 42
ID da Contribuição: 6851
Autor da Contribuição: Nokia
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: Serviços de TV Digital A TV Digital terá uma melhor qualidade de recepção de áudio e vídeo. Em adição ao som stereo e surround, comentários poderão ser enviados em diversas línguas. Guias de Programação Eletrônica (EPG) proporcionarão maiores informações sobre programas e facilitarão a seleção de serviços. O EPG pode ser controlado remotamente e atuará como interface do usuário para as páginas www. A tecnologia digital com o padrão MHP (Multimedia Home Platform) torna o canal de TV bidirecional, significando que perguntas e votações em tempo real são possíveis. Com EPG, o consumidor pode comprar os produtos ou serviços divulgados, pedir informações adicionais sobre o programa existente e seu conteúdo, sem precisar interromper sua assistência ao programa. O padrão DVB-T tornará possível a televisão de alta definição HDTV (High Definition Television), na qual as resoluções vertical e horizontal são o dobro da televisão analógica no padrão PAL (Phase Alternation Line).
Justificativa: O padrão tecnológico DVB-T é a melhor solução para o Brasil, tendo em vista sua adoção global com consequente economia de escala em benefício dos consumidores brasileiros e sua flexibilidade na montagem de plataformas com robustez configurável para prestação de serviços diferenciados.
 Item:  3.8. Modelo de negócio adequado às condições brasileiras
Combinação das formas de utilização dos recursos tecnológicos para prover diversidade de programação e outros serviços de telecomunicações, atendendo às necessidades dos usuários e às exigências dos fatores relevantes de universalização e democratização de acesso à informação, competição, integração nacional e latino-americana, preservação da identidade nacional e regional. Aspectos relativos ao custo/benefício sob a ótica do consumidor, do produtor de conteúdo e do prestador de serviço. Requisitos de cobertura, recepção fixa, com antena interna, e móvel, canalização e reúso de freqüências.
Contribuição N°: 43
ID da Contribuição: 6848
Autor da Contribuição: Nokia
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: 1. Modelo de Negócio de TV Digital Um multiplexador DVB-T oferece 4-5 vezes mais canais comparado com o analógico. Isto significa que operadores de rede terão maior quantidade de canais a serem oferecidos para os provedores de conteúdo de TV Digital. Através deste aumento de capacidade serviços de televisão por assinatura (TVA) terão grande potencial de negócio sobre o DVB-T. Serviços de TVA terrestre irão precisar de criptografia e de cartões de acesso condicional. Sob a ótica de negócios, operadores de rede poderão oferecer canais de um multiplexador para diversos provedores de serviço ou conteúdo. A mesma infraestrutura de rede pode ser efetivamente usada através da alocação de capacidade para diferentes serviços de acordo com o ritmo diário dos consumidores. 2. Modelos de Negócio de Datacast O padrão DVB-T oferece novos mecanismos de entrega de conteúdo digital, não apenas para conteúdo de TV tradicional mas também para todos os tipos de conteúdo digital, tais como revistas, catálogos de compra, jogos, mapas locais, video clips e notícias. Estes novos serviços emergentes são chamados de serviços datacast baseados em IP (Internet Protocol) neste documento. Os partícipes mais importantes da cadeia de valor no negócio de serviços de datacast são os criadores de conteúdo, editores, provedores de serviço e operadores de rede. Via de regra, os papéis genéricos presentes em todas as cadeias verticais são: & 61623; Criador de conteúdo, o qual tem a competência para criar e/ou agregar o conteúdo em algum segmento específico como notícias de negócio, fichas completas de filmes, revistas de iatismo, etc. & 61623; Editor de conteúdo, o qual tem a responsabilidade financeira de publicar e distribuir o conteúdo usando adequados meios e canais de distribuição. & 61623; Provedores de serviço, que atuam no papel de, entre outros, distribuir o conteúdo digital através de alguma rede para clientes que assinam seus serviços. Na mídia tradicional, a distribuição é, na prática, totalmente física, usando mídia impressa, CDs, filmes e fitas cassettes com vários pontos de vendas tais como cinemas, quiosques e lojas de varejo. & 61623; Operador de rede, o qual opera a rede utilizada para entregar o serviço ao cliente. Estes papéis genéricos raramente se materializam no mercado de forma totalmente pura . Tipicamente, os partícipes reais exercem eles mesmos vários destes papéis genéricos e a cadeia de valor é muito mais complexa, na verdade, uma rede de valor. Empresas de mídia atuam tipicamente no papel de criadoras de conteúdo, editoras e, frequentemente, também distribuidoras. Elas atuam, com frequência, em mais do que apenas uma mídia. Para as empresas de mídia, o padrão DVB-T oferece uma oportunidade de pular a etapa da entrega física e entregar digitalmente todo seu conteúdo diretamente aos consumidores, às casas ou aos bolsos das pessoas. Os pioneiros naturalmente tem a vantagem de construir uma sólida posição no mercado multimídia digital , criar novos conteúdos mesmo para segmentos de mercado que ainda irão surgir e capturar novos fluxos de receitas com modelos de negócio envolvendo propaganda e conteúdo criado para o consumidor através de serviços de mensagem datacast. As emissoras de broadcast poderiam, à primeira vista, ser as candidatas naturais para lançamento de serviços datacast. As emissoras terão a tecnologia DVB-T requerida para o serviço, o know-how de broadcasting e a licença. No caso de serviços de datacast fixo, exatamente a mesma rede usada para o serviço de TV poderia técnica e sensatamente ser usada para datacast. No caso de serviços móveis, converter uma rede projetada para recepção fixa, tipo antena no telhado, para uma móvel seria difícil já que a capacidade de broadcasting teria que ser reduzida. Sensatamente, sob a ótica regulatória, a licença de uso da frequência é concedida para a provisão de serviço de TV. Como a regulação tratará o datacast permanece ainda uma questão em aberto, particularmente quando considerado como parte da convergência de serviços. Operadoras de celular móvel estão naturalmente numa posição muito confortável para alargar seus escopos para serviços de datacast. Elas podem alavancar ambos os papéis de operadoras de rede e provedoras de conteúdo. Implementar a rede de broadcast digital como uma camada sobre a rede de estações rádio-base celulares existente tem um custo muito mais competitivo quando considerados ambos investimentos e custos operacionais. Um provedor de serviços móveis pode imediatamente alavancar sua base de clientes e sua capacidade de faturamento & CRM. O que as operadoras não tem é o conteúdo de mídia a ser distribuído por datacast. Grandes provedores de serviço Internet (ISP) possuem tipicamente também um papel de portal. Para estes provedores, serviços de datacast significam uma nova oportunidade de distribuir seu popular conteúdo Web para os consumidores. As páginas mais frequentemente visitadas representam usualmente apenas uma fração de todo o conteúdo de um portal. Como as discussões acima indicam, datacasting é uma genuína oportunidade a ser explorada, a qual cruza com fronteiras tradicionais da indústria, aqui apenas considerados os serviços de TV e telecom como exemplos. O serviço de datacasting também pode oferecer novas oportunidades de negócio a diversos partícipes, representantes de diferentes indústrias. Mesmo que seja tentador imaginar o serviço de datacasting como uma evolução da transmissão tradicional de TV, a experência do usuário, os serviços e o contexto no qual o usuário utiliza estes serviços definem exatamente sua enorme diferença em relação ao ato de assistir TV. Forçar datacasting e TV dentro dos mesmos terminais e conteúdo de usuário é provavelmente tão difícil quanto combinar TV e Internet. O que provavelmente fará a evolução do mercado de datacast ainda mais complicado são as diferenças entre os segmentos de datacast fixos e móveis. As regulações entorno de serviços de televisão e serviços de telecomunicações tem ambas mais de 50 anos de história. Mudar o regulamento para cobrir o serviço de datacast será um desafio para os órgãos reguladores, especialmente quando a regulação está no papel principal de desenvolver um mercado envolvido com inexploradas oportunidades para decolar.
Justificativa: O padrão tecnológico DVB-T é a melhor solução para o Brasil, tendo em vista sua adoção global com consequente economia de escala em benefício dos consumidores brasileiros e sua flexibilidade na montagem de plataformas com robustez configurável para prestação de serviços diferenciados.
Contribuição N°: 44
ID da Contribuição: 6905
Autor da Contribuição: abril
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: I. Competência da Anatel II. Definição do Modelo de Negócio antes do Padrão Tecnológico III. Novo uso do espectro e necessidade de outorga para novos serviços de telecomunicações IV. Relações entre cabeças de rede x afiliadas
Justificativa: I. 1. Competência da Anatel. Não faz sentido a discussão que questiona a competência da Anatel para conduzir a implementação do regime regulatório para a introdução no Brasil do uso da tecnologia digital na transmissão terrestre de televisão. Vive o setor de telecomunicações um momento histórico diante de um inédito desafio estratégico. Não se trata de simples definição de tecnologia para uniformizar equipamentos. Devido a infinidade de novos serviços que a inovação tecnológica propicia e a imensa penetração da televisão no Brasil, a TV digital impactará a sociedade brasileira também na economia e no mercado, na cultura e na educação, no nível de emprego interno e nas relações internacionais. Absurdo dividir a autoridade regulatória para enfrentar esse desafio. Dividir, nesse caso, é enfraquecer a autoridade, em face do lobby dos grupos organizados. Essa divisão será, certamente, objetivo único dos grupos de poder dominante para abrir margem de manobra política, em defesa de interesses comerciais. É preciso que o Governo brasileiro, em especial a ANATEL e o Ministério das Comunicações estejam coesos na diretriz de que é plena e única a competência da Anatel. Nesse sentido estarão cumprindo o dever do Poder Público, que lhes cabe executar, na organização dos serviços de telecomunicações no Brasil, de fortalecer o papel regulador do Estado [LGT, Art. 2 , IV]. Estarão ouvindo a reivindicação da Sociedade por um agente regulador fortalecido, que tenha por objetivo fundamental a proteção, a curto, médio e longo prazos, dos usuários, telespectadores e consumidores finais. É preciso ter plena consciência de que a coexistência da atuação no País de dois órgãos reguladores, em questão de tal ordem de complexidade, é simplesmente impensável, sinônimo de complicação e balbúrdia. I.2. A tecnologia digital na transmissão de televisão nada mais é do que uma forma de melhor aproveitamento do espectro radioelétrico. Ora, o espectro de radiofrequências é um bem público, com recurso limitado e administrado pela União Federal, através da ANATEL e de nenhum outro órgão mais [LGT, Art. 157]. E, de fato, à ANATEL, exclusivamente a lei atribuiu as competências para: 1] manter o plano com a atribuição, distribuição e destinação de radiofrequências; 2] elaborar o detalhamento necessário ao uso das radiofrequências associadas aos diversos serviços e atividades de telecomunicações, atendidas suas necessidades específicas e as de suas expansões; 3] fazer observar, para tanto, o princípio do emprego racional e econômico do espectro; 4] elaborar e manter os planos de distribuição de canais, de radiodifusão, levando em conta, inclusive, os aspectos concernentes a evolução tecnológica, bem como encarregar-se da fiscalização das estações [art. 211]. I.3. Por outro lado, o grande impacto da tecnologia digital na transmissão de televisão é que torna totalmente superada a diferença entre radiodifusão e os demais serviços de telecomunicações, como televisão por assinatura, telefonia e a infinita variedade dos serviços de Internet, dotados, todos, do fantástico fenômeno da interatividade, produzindo a completa convergência das tecnologias e das mídias. É de lembrar que todos os serviços de telecomunicações estão submetidos a plena competência da Anatel, com a única exceção do serviço de radiodifusão, limitada, exclusivamente, ao processo de outorga, que cabe ao Ministério das Comunicações [art. 211 da LGT]. Por isso mesmo, deve o Regulador pautar-se pela diretriz de procurar unificar o tratamento regulatório para a outorga do Serviço de Radiodifusão e dos demais serviços de telecomunicações, sob competência somente da Anatel, tal como já existe na lei a plena competência da Anatel para todos os demais serviços de telecomunicações, como para a outorga e fiscalização do uso das radiofrequencias associadas. I.4. Cabe lembrar o princípio fundamental de que compete a UNIÃO, por intermédio da ANATEL organizar a exploração dos serviços de telecomunicações e que esta organização, inclui, entre outros aspectos, o disciplinamento e a fiscalização da execução, comercialização e uso dos serviços e da implantação e funcionamento de redes de telecomunicações, bem como da utilização dos recursos da órbita e espectro de radiofrequências [ Art.1 LGT]. Nesse sentido, é preciso lembrar também que o Serviço de Radiodifusão é e sempre foi uma modalidade de serviço de telecomunicações. I.5. Outra e distinta questão é a do conteúdo e programação na radiodifusão. Não há que confundir a competência plena da Anatel para estabelecer o regime regulatório da radiodifusão, enquanto modalidade de serviço de telecomunicações, com a onipresente discussão acerca do conteúdo e programação na televisão aberta. Conteúdo e programação tem sua diretriz na Constituição [art. 220], não estão sujeitos a nenhum órgão regulatório e estão no âmbito da lei de comunicação eletrônica de massa, com propostas de projeto em discussão. I.6. Não se justifica, portanto, sequer suscitar a discussão da legitimidade da Anatel para conduzir o processo de definição do regime regulatório para a introdução da TV digital no Brasil. Sob o aspecto político, é imperiosa a unificação do tratamento regulatório da radiodifusão com os demais serviços de telecomunicações, para fortalecer a Agência e desarmar redutos de manobras de interesses. Sob o aspecto jurídico, a questão colocada já está resolvida na legislação vigente. II.1. Definição do Modelo de Negócio Antes do Padrão Tecnológico. Há que ser firmada como diretriz na estruturação da modelagem regulatória para a implantação da tecnologia digital e do processo de transição do sistema analógico para o digital, que a definição dos exatos contornos do modelo de negócio pretendido para o Brasil em busca sempre do objetivo fundamental de atender as expectativas dos usuários, telespectadores e consumidores finais deve preceder a definição do padrão tecnológico a ser adotado. Para esse fim, será exigida da ANATEL especial sensibilidade para captar as atuais e futuras expectativas dos usuários, considerando a desinformação do público a respeito da gama quase infinita de novas possibilidades propiciadas pela TV Digital. II.2. A possibilidade de que os novos recursos decorrentes da aplicação da tecnologia digital à televisão possam ser aproveitados das mais diferentes formas, torna obrigatória a definição do modelo de negócio antes do padrão tecnológico. O Relatório Integrador do CNPq apresenta nada menos que doze modelos de negócio possíveis. Por sua vez, a escolha do modelo de negócio também deve avaliar, com vistas ao atendimento da expectativa dos usuários, os demais fatores - estratégicos, econômicos e técnicos. II.3. Outra não pode ser a diretriz da ANATEL, tendo em vista a matriz legal que fixa como seus primordiais deveres propiciar a máxima universalização e competição [LGT Art.2 ]: & 61623; Garantir a toda a população o acesso as telecomunicações, a tarifas e preços razoáveis, em condições adequadas; & 61623; Adotar medidas que promovam a competição e a diversidade dos serviços, incrementem sua oferta e propiciem padrões de qualidade compatíveis com a exigência dos usuários. II.4. Como condição para que a introdução da tecnologia digital aplicada ao serviço de televisão possa se transformar em um potente incentivador de uma nova era de progresso técnico, econômico, social e de promoção cultural, é evidente que o modelo de negócio deve estar previamente definido, considerando todos os principais fatores condicionantes desses objetivos primordiais, antes da definição do padrão tecnológico. III.1. Novo Uso do Espectro e Necessidade de Outorga para Novos Serviços de Telecomunicações. Paralelamente à segregação tecnológica que ocorre no espectro, em decorrência da digitalização, deve ocorrer também a segregação regulatória, com a associação de cada parte do faixa do espectro, à respectiva modalidade de serviço de telecomunicações que estiver transportando. III.2. A realidade é que a introdução da tecnologia digital multiplica a capacidade do canal, podendo até da capacidade do canal de TV ser usada para outros serviços de telecomunicações. A TV digital propiciará a exploração de todos os demais serviços de telecomunicações, serviços de valor adicionado, incluindo Internet, além do Serviço de Radiodifusão, pelo melhor aproveitamento do espectro. III.3. Assim, torna-se indispensável fixar, como primeira diretriz, que todos os atuais radiodifusores consignatários de um canal analógico de 6 MHz tenham o direito de migrar para a tecnologia digital e sejam obrigados a manter pelo menos um programa de radiodifusão livre e gratuito. III.4. Por outro lado, a prestação de outros serviços de telecomunicações que não sejam, especificamente, o Serviço de Radiodifusão de Sons e Imagens, para o qual o radiodifusor tenha recebido concessão, deve ser, por força até mesmo da lei em vigor, precedida de outorga, seja de concessão, seja de autorização, conforme os serviços forem prestados no regime público ou privado [LGT, Arts. 83 e 131]. Como conseqüência, devem ser aplicados os critérios para definição e cobrança do preço pela outorga do direito de exploração de serviço de telecomunicações. III.5. Alem disso, considerando que são deveres da Agência: 1] administrar o espectro radioelétrico; 2] elaborar o detalhamento necessário ao uso das radiofreqüências associadas aos diversos serviços e atividades de telecomunicações; 3] destinar as faixas de freqüência, considerando o emprego racional e econômico do expectro [LGT, 157/9], incumbirá também à ANATEL aplicar os critérios para definição e cobrança do preço público pelo direito de uso das faixas de freqüência do canal associadas aos novos serviços de telecomunicações, que não sejam o de radiodifusão sonora de sons e imagens. III.6. Outra diretriz fundamental será fazer aplicar ao radiodifusor pela TV digital a mesma obrigatoriedade de acesso e compartilhamento de suas redes e radiofreqüências com todos os serviços de telecomunicações de interesse coletivo, na forma já existente para as redes do SCEMA Serviço de Comunicação Eletrônica de Massa por Assinatura [RES. 190 da Anatel] e na proposta do Regulamento do SCM - Serviço de Comunicação Multimídia [Consulta Pública 246, Art. 9 ]. IV.1. Relações entre Cabeças de Rede x Afiliadas. Para que se atinja a esperada expansão do acesso à informação e diversidade de fontes de expressão, as diretrizes do modelo regulatório para introduzir a TV digital devem assegurar que o poderio das cabeças de rede sobre as Afiliadas não consolide um oligopólio das atuais redes de TV aberta no Brasil, não apenas nos canais de programação, conteúdo e informação mas também sobre os novos serviços de telecomunicações e de valor adicionado que a gama infinita dos novos recursos da tecnologia digital propicia. IV.2. Além da dependência econômica, já ocorrente, das Afiliadas para com as cabeças de rede, em relação a programação e publicidade, a situação de mercado que se abre com a gama de novos serviços trazidos pela televisão digital, pode vir a ser dominada ou tomada de assalto, simplesmente, pelos maiores detentores de capital, no interesse de estender a consolidação do domínio de redes de programação, também para as novas atividades na área dos novos serviços interativos, de telecomunicações, de Internet e de valor adicionado, em detrimento da Afiliada e da programação de interesse da comunidade local. IV.3. Nesse sentido, as diretrizes devem ter em vista estimular, ao máximo possível, o aumento e a diversidade das fontes de expressão e informação para o maior número possível de comunidades e seus habitantes. Deve garantir maior disponibilidade possível de meios para manifestação das expressões do pensamento e da arte dos cidadãos em todas as comunidades, em contraponto ao atual predomínio das programações nacionais distribuídas por cabeças de rede e assegurar ao gerador local o poder de optar pela programação e os serviços associados que mais interessem a sua comunidade. IV. 4. Assim agindo, o Regulador estará estritamente dando cumprimento à Constituição, quando determina que Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio [art. 220, 6 ] e à Lei Geral, quando impõe a universalização e a competição como as duas principais obrigações da ANATEL perante a sociedade.
Contribuição N°: 45
ID da Contribuição: 6913
Autor da Contribuição: tvasistema
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: I. Competência da Anatel II. Competição nos Serviços e Democratização do Acesso às Informações III. Must Carry dos Canais Digitais
Justificativa: I.Competência da Anatel. I.1. Não faz sentido a discussão que questiona a competência da Anatel para conduzir a implementação do regime regulatório para a introdução no Brasil do uso da tecnologia digital na transmissão terrestre de televisão. Vive o setor de telecomunicações um momento histórico diante de um inédito desafio estratégico. Não se trata de simples definição de tecnologia para uniformizar equipamentos. Devido a infinidade de novos serviços que a inovação tecnológica propicia e a imensa penetração da televisão no Brasil, a TV digital impactará a sociedade brasileira também na economia e no mercado, na cultura e na educação, no nível de emprego interno e nas relações internacionais. Absurdo dividir a autoridade regulatória para enfrentar esse desafio. Dividir, nesse caso, é enfraquecer a autoridade, em face do lobby dos grupos organizados. Essa divisão será, certamente, objetivo único dos grupos de poder dominante para abrir margem de manobra política, em defesa de interesses comerciais. É preciso que o Governo brasileiro, em especial a ANATEL e o Ministério das Comunicações estejam coesos na diretriz de que é plena e única a competência da Anatel. Nesse sentido estarão cumprindo o dever do Poder Público, que lhes cabe executar, na organização dos serviços de telecomunicações no Brasil, de fortalecer o papel regulador do Estado [LGT, Art. 2 , IV]. Estarão ouvindo a reivindicação da Sociedade por um agente regulador fortalecido, que tenha por objetivo fundamental a proteção, a curto, médio e longo prazos, dos usuários, telespectadores e consumidores finais. É preciso ter plena consciência de que a coexistência da atuação no País de dois órgãos reguladores, em questão de tal ordem de complexidade, é simplesmente impensável, sinônimo de complicação e balbúrdia. I.2. A tecnologia digital na transmissão de televisão nada mais é do que uma forma de melhor aproveitamento do espectro radioelétrico. Ora, o espectro de radiofrequências é um bem público, com recurso limitado e administrado pela União Federal, através da ANATEL e de nenhum outro órgão mais [LGT, Art. 157]. E, de fato, à ANATEL, exclusivamente a lei atribuiu as competências para: 1] manter o plano com a atribuição, distribuição e destinação de radiofrequências; 2] elaborar o detalhamento necessário ao uso das radiofrequências associadas aos diversos serviços e atividades de telecomunicações, atendidas suas necessidades específicas e as de suas expansões; 3] fazer observar, para tanto, o princípio do emprego racional e econômico do espectro; 4] elaborar e manter os planos de distribuição de canais, de radiodifusão, levando em conta, inclusive, os aspectos concernentes a evolução tecnológica, bem como encarregar-se da fiscalização das estações [art. 211]. I.3. Por outro lado, o grande impacto da tecnologia digital na transmissão de televisão é que torna totalmente superada a diferença entre radiodifusão e os demais serviços de telecomunicações, como televisão por assinatura, telefonia e a infinita variedade dos serviços de Internet, dotados, todos, do fantástico fenômeno da interatividade, produzindo a completa convergência das tecnologias e das mídias. É de lembrar que todos os serviços de telecomunicações estão submetidos a plena competência da Anatel, com a única exceção do serviço de radiodifusão, limitada, exclusivamente, ao processo de outorga, que cabe ao Ministério das Comunicações [art. 211 da LGT]. Por isso mesmo, deve o Regulador pautar-se pela diretriz de procurar unificar o tratamento regulatório para a outorga do Serviço de Radiodifusão e dos demais serviços de telecomunicações, sob competência somente da Anatel, tal como já existe na lei a plena competência da Anatel para todos os demais serviços de telecomunicações, como para a outorga e fiscalização do uso das radiofrequencias associadas. I.4. Cabe lembrar o princípio fundamental de que compete a UNIÃO, por intermédio da ANATEL organizar a exploração dos serviços de telecomunicações e que esta organização, inclui, entre outros aspectos, o disciplinamento e a fiscalização da execução, comercialização e uso dos serviços e da implantação e funcionamento de redes de telecomunicações, bem como da utilização dos recursos da órbita e espectro de radiofrequências [ Art.1 LGT]. Nesse sentido, é preciso lembrar também que o Serviço de Radiodifusão é e sempre foi uma modalidade de serviço de telecomunicações. I.5. Outra e distinta questão é a do conteúdo e programação na radiodifusão. Não há que confundir a competência plena da Anatel para estabelecer o regime regulatório da radiodifusão, enquanto modalidade de serviço de telecomunicações, com a onipresente discussão acerca do conteúdo e programação na televisão aberta. Conteúdo e programação tem sua diretriz na Constituição [art. 220], não estão sujeitos a nenhum órgão regulatório e estão no âmbito da lei de comunicação eletrônica de massa, com propostas de projeto em discussão. I.6. Não se justifica, portanto, sequer suscitar a discussão da legitimidade da Anatel para conduzir o processo de definição do regime regulatório para a introdução da TV digital no Brasil. Sob o aspecto político, é imperiosa a unificação do tratamento regulatório da radiodifusão com os demais serviços de telecomunicações, para fortalecer a Agência e desarmar redutos de manobras de interesses. Sob o aspecto jurídico, a questão colocada já está resolvida na legislação vigente. II. Competição nos Serviços e Democratização do Acesso às Informações II.1. Dentre os fatores relevantes a serem considerados na estruturação do regime regulatório para introdução da TV digital no Brasil, sem dúvida devem ser, primordialmente, levados em conta pela Anatel a busca de livre e justa competição nos serviços de telecomunicações e a busca da universalização e democratização do acesso a informação. II.2. Para expansão das fontes de informação, será fundamental que o modelo de negócio prestigie a exigência de múltiplos serviços pelos atuais radiodifusores, cumulada com o aumento do número de novas emissoras, que contem com a possibilidade de acesso ao uso compartilhado dos novos recursos decorrentes da melhor utilização do espectro de radiofreqüências. II.3. Nesse sentido, será fundamental que o Regulador adote como diretriz que todos os atuais Serviços de Radiodifusão, com outorga regular, tenham direito de migrar para o uso da tecnologia digital. II.4. Por outro lado, não poderá deixar de serem aplicados aos recursos adicionais trazidos pela tecnologia digital, o regime de compartilhamento, acesso mútuo, plena interconectividade e unbundling previsto para os demais serviços de telecomunicações. Assim, toda a capacidade adicional de espectro e de infra-estrutura de rede decorrente da introdução da tecnologia digital, que não seja utilizada pelo radiodifusor, deverá estar disponibilizada para compartilhamento e acesso de quaisquer outros prestadores de serviços de telecomunicações de interesse coletivo ou provedores de serviço de valor adicionado. II.5. Somente uma livre e ampla competição combinada nos setores de radiodifusão e demais serviços de telecomunicações propiciará a esperada diversidade das fontes de informação e a mais ampla distribuição dos benefícios trazidos pelas inovações. Sendo a melhoria da qualidade de imagem para todos, a primeira decorrência da nova tecnologia, a competição deverá se estabelecer na produção e distribuição de novos canais de programação e conteúdo e no incremento da oferta dos novos serviços interativos de telecomunicações e de valor adicionado. Assim, o modelo de negócio deve priorizar a realização, como destacado no Relatório Integrador: & 61623; Da pluralidade de fontes de informação e opções de conteúdo; & 61623; Ênfase em novos recursos, em particular a interatividade; & 61623; Meio alternativo de acesso a Internet. III. Must Carry dos Canais Digitais III.1. As operadoras do serviço de TV a Cabo tem a obrigação legal de distribuir os sinais das geradoras locais de televisão aberta. Com a digitalização ocorrerá dois fenômenos que afetarão diretamente essa obrigação das operadoras de TV a Cabo: 1] a fase de transição, em que haverão pelos menos dois canais, um analógico e um digital; 2] a fase de operação, em que poderão concorrer múltiplos canais, com o mesmo conteúdo ou conteúdos diferentes. III.2. Certamente que as operadoras do serviço de TV a cabo deverão estar obrigadas a continuar transmitindo somente os canais analógicos. No entanto, considerando que as operadoras de TV a Cabo já estão oneradas com a obrigação de carregar canais obrigatórios que representam hoje cerca de 50% da capacidade total dos sistemas instalados e em operação, será conveniente que, tenham a opção, mas não a obrigação, de retransmitir também os canais abertos digitalizados de geração local, nas mesmas condições do analógico. III.3. Em qualquer caso, deverá ser assegurado que a retransmissão dos sinais dos canais abertos digitalizados pelas operadoras do serviço de TV a Cabo incluam todas as novas funcionalidades e recursos adicionados a TV digital.
 Item:  3.9. Modelo de transição da tecnologia analógica para digital
Inicio do período de transmissão voluntária, carência para início da transmissão obrigatória, progressividade da transmissão digital em termos de programação diária, de regionalização geográfica, de utilização de novas tecnologias e de prestação de outros serviços, diferenciação entre os critérios aplicáveis às estações geradoras e retransmissoras, prazo total de transmissão simultânea, dentre outros.
Contribuição N°: 46
ID da Contribuição: 6802
Autor da Contribuição: zucarini
Data da Contribuição: 15/06/2001
Contribuição: A discussão sobre o modelo de transição da tecnologia analógica para digital deverá considerar outros aspectos, além daqueles mencionados na Consulta Pública, tais como a dimensão do território brasileiro, as diversas características sócio econômicas e a forma de distribuição dos sinais (geradoras ou retransmissoras). Deverá ser levado em conta que no modelo atual a distribuição dos sinais de televisão é feita em sua grande maioria por retransmissoras de televisão e que essa atividade é realizada em muitos casos por Prefeituras. Muitas vezes as autorizações são em caráter secundário e as instalações precárias.
Justificativa: Não vemos, a princípio, a conveniência de se estabelecer um prazo rígido e linear aplicado em todo o País para a transição do sistema analógico para o digital, face à diversidade sócio-econômica do País, tanto sob o ponto de vista das empresas autorizadas a prestar o serviço, quanto do lado do usuário que poderá deixar de ter acesso ao serviço, salvo se adquirir um conversor. Talvez o modelo a ser discutido deva levar em conta a possibilidade de se estabelecer prazos diferentes para o início da transmissão digital, que poderá ser feito inicialmente nos grandes centros. Em algumas regiões, a obrigatoriedade da transmissão digital poderá levar empresários a realizarem altos investimentos para uma baixa quantidade de receptores digitais, ou conversores, existentes. Como Engenheiro não somos, nem podemos ser, contra a evolução tecnológica. Entretanto, devemos pensar muito se é conveniente, tanto às empresas que prestam o serviço quanto ao público em geral, a obrigação da transmissão digital. Comparativamente, apesar dos benefícios e facilidades que a transmissão digital proporciona na telefonia digital, existe um prazo estipulado para que as empresas transmitam unicamente nessa tecnologia? Me parece que não.
Contribuição N°: 47
ID da Contribuição: 6850
Autor da Contribuição: Nokia
Data da Contribuição: 18/06/2001
Contribuição: Em relação à televisão e outros serviços digitais oferecidos ao público através de tecnologias de broadcasting, uma declaração publica esclarecedora é essencial para divulgar a política de mudança analógica-digital a ser adotada. Amplo acesso à todos os serviços de informação pública deverão estar desenvolvidos e normatizados. Isto suportará e acelerará a implementação da TV Digital e serviços adicionais de datacast. O processo da transição analógico-digital pode ser acelerado através da oferta de serviços adicionais e interativos. Isto pode acontecer redefinindo o termo transmissão de televisão digital para transmissão multimídia e áudio-visual . Uma oferta de serviços mais versáteis poderia muito bem tanto suportar quanto acelerar a implementação da TV Digital. Para isto acontecer, deve-se criar uma abordagem de utilização do espectro que esteja em harmonia com a atual utilização do espectro analógico.
Justificativa: O padrão tecnológico DVB-T é a melhor solução para o Brasil, tendo em vista sua adoção global com consequente economia de escala em benefício dos consumidores brasileiros e sua flexibilidade na montagem de plataformas com robustez configurável para prestação de serviços diferenciados.