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Agência Nacional de Telecomunicações - ANATEL

Sistema de Acompanhamento de Consulta Pública - SACP

Relatório de Contribuições Recebidas

 Data: 10/08/2022 13:45:40
 Total de Contribuições:2

CONSULTA PÚBLICA Nº 379, DE 26 DE ABRIL DE 2002


 Item:  CONSULTA PÚBLICA N.º 379, DE 26 DE ABRIL DE 2002
Contribuição N°: 1
ID da Contribuição: 10858
Autor da Contribuição: pneves
Data da Contribuição: 29/05/2002 17:42:51
Contribuição: Oposição ao objeto da Consulta Pública 379
Justificativa: CONTRIBUIDOR: HORIZON CABLEVISION DO BRASIL S.A., sediada na cidade de Americana, na Rua José Meneghel, 65. CEP 13478-820. Fone (19) 3471 8900. A HORIZON CABLEVISION DO BRASIL S/A, pessoa jurídica de direito privado, concessionária dos serviços de tv a cabo em 36 municípios brasileiros, entre eles, os de Atibaia, e São Roque, vem, por seu representante legal que esta subscreve, apresentar sua oposição à proposta objeto desta consulta pública, o que passa a fazer com os seguintes fundamentos fáticos e jurídicos: DOS ASPECTOS ECONÔMICOS A Horizon conquistou o direito de explorar os serviços de tv a cabo nas cidades de Atibaia/SP e São Roque/SP através das licitações TVC 005/1999 e TVC 006/2000, respectivamente, tendo sido publicados no D.O.U. os Atos de Outorga em 17 de março e 07 de dezembro de 2000. Seu interesse quando da apresentação de proposta para as licitações, recaía, entre outros, no fato de que estes municípios tinham localizações geográficas e densidades demográficas que provavelmente desestimulariam outros operadores de cabo ou até mesmo MMDS a realizar investimentos de forma a atende-las segundo as regras vigentes à época. Atibaia, com 35.7011 domicílios urbanos e São Roque, com outros 15.837 , certamente não seriam cidades a atrair investimentos se já houvesse qualquer operação em andamento, quer seja de tv a cabo, quer seja de MMDS. A Horizon, acreditando que a Anatel preservaria as condições legais de outorga de concessão para cabo ou permissão para MMDS, apresentou as propostas nestas cidades e sagrou-se vencedora em ambas. A proposta de ampliação do alcance dos sinais de MMDS fará com que tais cidades deixem de ser interessantes na estratégia global da Horizon, vez que a operadora perderá a grande vantagem conferida por localidades ainda não atendidas por sistemas de tv por assinatura mais baratos e acessíveis que o DTH. Ora, obviamente uma região apresenta determinado nível de atratividade em função da quantidade de operadores e da receptividade do mercado aos serviços a serem prestados. Igualmente óbvia a conclusão de que haverá sensível diminuição da receptividade do mercado aos serviços da Horizon em decorrência da exploração de outro operador de tv por assinatura. Ainda que se busque a diversidade de tecnologias e operadores dos serviços de tv por assinatura, esta não pode se dar a qualquer preço. Requisito básico para a prestação dos serviços é que os prestadores aufiram lucros e possam atuar em um mercado justo e competitivo. Alterar a situação inicial da concessão da outorga sem antes conferir ao concessionário a possibilidade de explorar o mercado nas condições pactuadas é, certamente, atitude incompatível com a boa-fé negocial e princípios contratuais da Administração Pública. Obstáculos como Fust, Funtel, preço do compartilhamento de infra-estrutura, alta do dólar e a Condecine são, por si só, fatores suficientes para desestimular o crescimento do setor. O que se espera é que não sejam criados novos obstáculos à sobrevivência das empresas que vêm continuamente investindo na exploração dos serviços de televisão por assinatura. DOS ASPECTOS LEGAIS Ad argumentandum, ainda que esta Agência não considere relevantes os fatos acima mencionados, não há qualquer lastro legal na pretensão contida no objeto desta consulta pública. A Lei Federal das Licitações e Contratos da Administração Pública (Lei 8666/93), não prevê a permissão de exploração nestas áreas sem que haja prévia licitação. Não resta, na presente hipótese, configurada a dispensabilidade ou inexigibilidade da licitação para que qualquer interessado explore o serviço de tv por assinatura nestas cidades. A mera extensão do raio de atuação não é o meio adequado para outorgar a permissão da exploração dos serviços de MMDS em qualquer localidade. Pelo exposto, a Horizon Cablevision do Brasil S/A é veementemente contra a extensão do raio de cobertura do Serviço de Distribuição de Sinais Multiponto Multicanal na Área de Prestação de Serviço de São Paulo/SP.
 Item:  Proposta de Aumento do Raio de Cobertura do Serviço de Distribuição de Sinais Multiponto Multicanal (MMDS) na Área de Prestação de Serviço de São Paulo/SP
Item sem descrição.
Contribuição N°: 2
ID da Contribuição: 10857
Autor da Contribuição: tvasistema
Data da Contribuição: 29/05/2002 16:36:21
Contribuição: A TVA Sistema vem reiterar sua solicitação de ampliação do raio de cobertura de 35 km para 50 km para a localidade de São Paulo/SP.
Justificativa: Os municípios para os quais a TVA solicitou a expansão do MMDS serão atendidos com padrões de qualidade compatíveis com as exigências dos usuários, sem quaisquer limitações de ordem técnica que possam trazer perdas à fruição do serviço e a exclusão de usuários localizados nesses municípios. Por outro lado, mesmo que fosse tecnicamente possível, e uma outra entidade se habilitasse à prestação do MMDS nos municípios alcançados pela Consulta Pública, as perdas seriam inevitáveis. As limitações de ordem técnica que teriam que ser impostas para viabilizar a prestação do serviço livre de interferências prejudiciais à recepção dos sinais, resultariam em perdas significativas de qualidade e a exclusão de potenciais usuários do serviço residentes nesses municípios. Dessa forma, reitera a TVA a necessidade de ampliação do raio de cobertura para garantir à população das localidades atendidas acesso ao serviço de MMDS com uma qualidade técnica dentro dos padrões estabelecidos pela Anatel.