Anatel

Agência Nacional de Telecomunicações - ANATEL

Sistema de Acompanhamento de Consulta Pública - SACP

Relatório de Contribuições Recebidas

 Data: 13/08/2022 02:31:39
 Total de Contribuições:41

CONSULTA PÚBLICA Nº 46


 Item:  TOMADA DE SUBSÍDIOS
Contribuição N°: 1
ID da Contribuição: 97591
Autor da Contribuição: Fabio Gaiotto Dias
Data da Contribuição: 26/11/2021 15:28:37
Contribuição:

Continental Automotive (http://www.continental.com) esta presente nos mais importantes mercados de todo o mundo como fornecedora de autopeças e irá contribuir com a experiência vivida no setor.

Justificativa:

Os pontos abordados a seguir foram discutidos com especialistas da empresa Continental Automotive do Brasil Ltda, CNPJ.: 11.111.752/0001-46 representada pelo Sr. Fabricio Oliveira Menezes, CPF.: 294.893.798-16, e-mail: fabricio.menezes@continental.com, segue nossa contribuição para a consulta pública n°46, tendo como proposta descrita nos itens de 1 à 6.

Contribuição N°: 2
ID da Contribuição: 97609
Autor da Contribuição: Leimar Mafort
Data da Contribuição: 30/11/2021 17:44:27
Contribuição:

NA

Justificativa:

NA

 Item:  Item 1

1. Este limite de máxima densidade espectral de potência EIRP, aprovado pelo Ato nº 1.306, de 26 de fevereiro de 2021, pelo Conselho Diretor da Agência, deve ser modificado? Qual a justificativa técnica para mudança ou para manutenção desse limite?

Contribuição N°: 3
ID da Contribuição: 97456
Autor da Contribuição: Grace Kelly de Cassia Caporalli
Data da Contribuição: 08/11/2021 15:30:19
Contribuição:

O limite de máxima densidade espectral de potência EIRP (RMS) de emissões espúrias e de qualquer emissão fora da faixa 5.925-7.125 MHz para os Equipamentos com Potência Muito Baixa, definidos no Ato no 1306 (26/fev/21) no item 11.7.4, deve ser modificado para um nível de -37 dBm/MHz (RMS), inferior ao atual estabelecido de -27 dBm/MHz, visando a proteção aos Sistemas de Comunicação Veicular (Ato no 4776 01/set/20, item 22) que operam na banda adjacente inferior 5850-5925 MHz. Os Sistemas de Comunicação Veicular, ou também referenciados como Sistemas de Transporte Inteligentes (Intelligent Transportation Systems, ITS), podem sofrer interferência prejudicial de Equipamentos com Potência Muito Baixa, ou dispositivos VLP (Very Low Power), com a emissão fora de banda no valor padrão de -27 dBm/MHz.

A proteção ao ITS está relacionada com o limite da emissão fora de banda do dispositivo VLP, sendo necessário estabelecer limite adequado para essa convivência, que ocorre quando há proximidade física. Os dispositivos VLP são produtos de uso portátil tais como óculos inteligentes de alta definição, óculos para realidade virtual/realidade aumentada, e wearables se comunicam com smartphones, podendo ser usados em qualquer lugar, inclusive dentro de veículos. Por sua característica de possível proximidade física com o receptor ITS, torna-se necessário estabelecer a situação de proteção ao ITS.

A motivação para alteração é o resultado de análises embasadas em medições em campo que identificaram cenários de interferência e emissão fora de banda do VLP necessária para a proteção ao ITS. A entidade do setor automotivo 5GAA (5G Automotive Association) expressou a relevância do assunto em contribuição ao processo no FCC referente à regulamentação da faixa de 6 GHz. A contribuição cita medições que demonstraram que a operação de dispositivo não licenciado UNII-4 dentro do veículo com emissão fora de banda -27dBm/MHz (valor médio RMS) em 5925 MHz reduz o alcance da comunicação do C-V2X (5895-5925 MHz, conforme alocado pelo FCC) em 81%, tornando inviável para comunicações de segurança do veículo. Na maioria dos cenários testados, o alcance da comunicação ficou reduzido em mais de 50%. A translação desta análise para a banda UNII-5 (5925-7125 MHz) permitiu concluir que a operação VLP em 5925 MHz com OoB=-27dBm/MHz reduzirá o alcance da comunicação (FCC ET Docket 18-295, “5GAA 6 GHz OET Ex Parte Notice (11.16.20)” https://ecfsapi.fcc.gov/file/1117011621856/5GAA%206%20GHz%20OET%20Ex%20Parte%20Notice%20(11.16.20).pdf).

Outra análise apresentada pelo 5GAA como contribuição ao mesmo processo no FCC foi realizada com base em medições em cenários internos ao veículo, com o valor proposto de OoB = -60 dBm/MHz, para que exista a proteção à operação do ITS (FCC ET Docket 18-295, “5GAA 6 GHz Ex Parte 01.24.20” https://ecfsapi.fcc.gov/file/101242472530463/5GAA%206%20GHz%20Ex%20Parte%2001.24.20.pdf).

Uma análise baseada em cálculos com metodologia de perda mínima de acoplamento para obtenção do nível máximo interferente do VLP no receptor ITS, resultou em valores de OoB do VLP em diversos cenários: com antena ITS no teto externo do veículo e VLP dentro do veículo; e com antena ITS no retrovisor ou no espelho lateral, e VLP dentro do veículo (implementações consideradas na indústria automotiva, configuram situação mais restritiva para o VLP). Para os cenários estudados, os resultados estão na faixa de OoB = -36 dBm/MHz a -48 dBm/MHz, que representam situações de interferência possíveis de ocorrer, dado a variabilidade da posição do VLP em relação ao veículo. Embora seja uma abordagem determinística, verifica-se que os valores estão bem abaixo do padrão OoB=-27 dBm/MHz (valor médio quadrático RMS), ressaltando assim a importância da alteração deste valor padrão tendo em vista a proteção ao ITS.

Em função das análises realizadas, entende-se que não deve ser permitida a operação de dispositivos não licenciados de baixa potência (VLP) que afetem o desempenho das comunicações veiculares na banda adjacente. Torna-se necessário adotar medidas de proteção.

Empresas da indústria de produtos não licenciados apresentaram posição conjunta a respeito da proteção ao ITS para órgãos reguladores, para valor de OoB=-37 dBm/MHz (valor médio quadrático RMS) e a priorização para seleção de canais acima de 6105 MHz (frequência superior do primeiro canal de 160 MHz). Nos EUA, esta posição foi apresentada ao FCC ET-Docket 18-295 (março/2021) (https://www.fcc.gov/ecfs/filing/10301179588420) e também foi referenciado na decisão do ISED no Canadá para a faixa de 6 GHz (https://www.ic.gc.ca/eic/site/smt-gst.nsf/eng/sf11698.html). No Brasil o posicionamento foi apresentado para Anatel (Posição ABINEE, “31082021_151926_manifestação abinee - oobe (7217529)”).

A posição conjunta das empresas para proteção ao ITS indica a priorização de canais acima de 6105 MHz, antes do início da operação abaixo deste valor, como medida adicional de proteção, que em conjunto com o limite de OoB=-37 dBm/MHz (valor médio quadrático RMS), permitirá a convivência com ITS. A dinâmica da priorização de canais neste contexto ainda será definida e entende-se que esta implementação envolve atuação no software de programação do produto, não causando grande impacto em termos de produção.

Os motivos expostos acima identificam a necessidade das ações para a convivência dos dispositivos VLP com sistemas ITS. A adequação de limite de emissão fora de banda do VLP e adoção de dinâmica de seleção de canais é um conjunto de medidas adequadas e com implementação factível.

 

Justificativa:

O limite de máxima densidade espectral de potência EIRP (RMS) de emissões espúrias e de qualquer emissão fora da faixa 5.925-7.125 MHz para os Equipamentos com Potência Muito Baixa, definidos no Ato no 1306 (26/fev/21) no item 11.7.4, deve ser modificado para um nível de -37 dBm/MHz (RMS), inferior ao atual estabelecido de -27 dBm/MHz, visando a proteção aos Sistemas de Comunicação Veicular (Ato no 4776 01/set/20, item 22) que operam na banda adjacente inferior 5850-5925 MHz. Os Sistemas de Comunicação Veicular, ou também referenciados como Sistemas de Transporte Inteligentes (Intelligent Transportation Systems, ITS), podem sofrer interferência prejudicial de Equipamentos com Potência Muito Baixa, ou dispositivos VLP (Very Low Power), com a emissão fora de banda no valor padrão de -27 dBm/MHz.

A proteção ao ITS está relacionada com o limite da emissão fora de banda do dispositivo VLP, sendo necessário estabelecer limite adequado para essa convivência, que ocorre quando há proximidade física. Os dispositivos VLP são produtos de uso portátil tais como óculos inteligentes de alta definição, óculos para realidade virtual/realidade aumentada, e wearables se comunicam com smartphones, podendo ser usados em qualquer lugar, inclusive dentro de veículos. Por sua característica de possível proximidade física com o receptor ITS, torna-se necessário estabelecer a situação de proteção ao ITS.

A motivação para alteração é o resultado de análises embasadas em medições em campo que identificaram cenários de interferência e emissão fora de banda do VLP necessária para a proteção ao ITS. A entidade do setor automotivo 5GAA (5G Automotive Association) expressou a relevância do assunto em contribuição ao processo no FCC referente à regulamentação da faixa de 6 GHz. A contribuição cita medições que demonstraram que a operação de dispositivo não licenciado UNII-4 dentro do veículo com emissão fora de banda -27dBm/MHz (valor médio RMS) em 5925 MHz reduz o alcance da comunicação do C-V2X (5895-5925 MHz, conforme alocado pelo FCC) em 81%, tornando inviável para comunicações de segurança do veículo. Na maioria dos cenários testados, o alcance da comunicação ficou reduzido em mais de 50%. A translação desta análise para a banda UNII-5 (5925-7125 MHz) permitiu concluir que a operação VLP em 5925 MHz com OoB=-27dBm/MHz reduzirá o alcance da comunicação (FCC ET Docket 18-295, “5GAA 6 GHz OET Ex Parte Notice (11.16.20)” https://ecfsapi.fcc.gov/file/1117011621856/5GAA%206%20GHz%20OET%20Ex%20Parte%20Notice%20(11.16.20).pdf).

Outra análise apresentada pelo 5GAA como contribuição ao mesmo processo no FCC foi realizada com base em medições em cenários internos ao veículo, com o valor proposto de OoB = -60 dBm/MHz, para que exista a proteção à operação do ITS (FCC ET Docket 18-295, “5GAA 6 GHz Ex Parte 01.24.20” https://ecfsapi.fcc.gov/file/101242472530463/5GAA%206%20GHz%20Ex%20Parte%2001.24.20.pdf).

Uma análise baseada em cálculos com metodologia de perda mínima de acoplamento para obtenção do nível máximo interferente do VLP no receptor ITS, resultou em valores de OoB do VLP em diversos cenários: com antena ITS no teto externo do veículo e VLP dentro do veículo; e com antena ITS no retrovisor ou no espelho lateral, e VLP dentro do veículo (implementações consideradas na indústria automotiva, configuram situação mais restritiva para o VLP). Para os cenários estudados, os resultados estão na faixa de OoB = -36 dBm/MHz a -48 dBm/MHz, que representam situações de interferência possíveis de ocorrer, dado a variabilidade da posição do VLP em relação ao veículo. Embora seja uma abordagem determinística, verifica-se que os valores estão bem abaixo do padrão OoB=-27 dBm/MHz (valor médio quadrático RMS), ressaltando assim a importância da alteração deste valor padrão tendo em vista a proteção ao ITS.

Em função das análises realizadas, entende-se que não deve ser permitida a operação de dispositivos não licenciados de baixa potência (VLP) que afetem o desempenho das comunicações veiculares na banda adjacente. Torna-se necessário adotar medidas de proteção.

Empresas da indústria de produtos não licenciados apresentaram posição conjunta a respeito da proteção ao ITS para órgãos reguladores, para valor de OoB=-37 dBm/MHz (valor médio quadrático RMS) e a priorização para seleção de canais acima de 6105 MHz (frequência superior do primeiro canal de 160 MHz). Nos EUA, esta posição foi apresentada ao FCC ET-Docket 18-295 (março/2021) (https://www.fcc.gov/ecfs/filing/10301179588420) e também foi referenciado na decisão do ISED no Canadá para a faixa de 6 GHz (https://www.ic.gc.ca/eic/site/smt-gst.nsf/eng/sf11698.html). No Brasil o posicionamento foi apresentado para Anatel (Posição ABINEE, “31082021_151926_manifestação abinee - oobe (7217529)”).

A posição conjunta das empresas para proteção ao ITS indica a priorização de canais acima de 6105 MHz, antes do início da operação abaixo deste valor, como medida adicional de proteção, que em conjunto com o limite de OoB=-37 dBm/MHz (valor médio quadrático RMS), permitirá a convivência com ITS. A dinâmica da priorização de canais neste contexto ainda será definida e entende-se que esta implementação envolve atuação no software de programação do produto, não causando grande impacto em termos de produção.

Os motivos expostos acima identificam a necessidade das ações para a convivência dos dispositivos VLP com sistemas ITS. A adequação de limite de emissão fora de banda do VLP e adoção de dinâmica de seleção de canais é um conjunto de medidas adequadas e com implementação factível.

 

Contribuição N°: 4
ID da Contribuição: 97518
Autor da Contribuição: Cleber de Martin
Data da Contribuição: 22/11/2021 13:50:49
Contribuição:

A Volkswagen do Brasil recomenda que seja implementado um limite de emissões fora de banda mais restritivo de -45 dBm/MHz com objetivo de reduzir interferência na comunicação da banda V2X em 5,9 GHz, conforme definida em regulamentação europeia (ver Nota 1) e com base em estudos técnicos realizados nos EUA onde discussões semelhantes encontram-se em andamento entre FCC e associações automotivas e da indústria (ver Nota 2). Adicionalmente, recomenda-se que os dispositivos VLP e hotspot móveis sejam proibidos de operar no canal UNII-5, provendo uma camada adicional de proteção contra interferências nocivas na banda superior V2X em 5,9 GHz.

Justificativa:

A Volkswagen do Brasil entende que o limite de máxima densidade espectral de potência EIRP estabelecido pelo ato em questão, deve ser alterada para garantir o correto funcionamento e segurança dos Sistemas de Transporte Inteligente (ITS), uma vez que conforme estabelecido pelo Ato ANATEL nº 14.448, esta comunicação veicular deverá operar na faixa 5.850-5.925 MHz, adjacente à faixa objeto desta tomada de subsídios. 

O ITS é uma aplicação avançada de que visa fornecer serviços inovadores relacionados aos diferentes modos de transporte e gestão de tráfego. Este sistema permite que os usuários sejam mais bem informados e façam um uso mais seguro, coordenado e inteligente dos meios de transporte. Vale ressaltar que no Brasil, este tipo de tecnologia ainda não é largamente utilizada, mas é o futuro da indústria automotiva, e no ambiente internacional já vem sendo utilizada, porém, como os nossos produtos são internacionais, recomenda-se evitar barreiras regulatórias, alinhando-se os limites de emissões indesejáveis de equipamentos de radiação restrita de potência muito baixa (Very Low Power - VLP) que já estão regulamentados em outros países.
Dispositivos VLP e hotspots móveis operando dentro de um veículo em movimento causarão interferências prejudiciais significativas na segurança do ITS.  Portanto, o limite de emissões fora da banda para dispositivos VLP operando em banda de 6GHz, deve ser muito menor do que -27dBm/MHz.  
 
Desta forma, recomendamos que seja implementado um limite de emissões fora de banda mais restritivo de -45 dBm/MHz com objetivo de reduzir interferência na comunicação da banda V2X em 5,9 GHz, conforme definida em regulamentação europeia (ver Nota 1) e com base em estudos técnicos realizados nos EUA onde discussões semelhantes encontram-se em andamento entre FCC e associações automotivas e da indústria (ver Nota 2). Adicionalmente, recomenda-se que os dispositivos VLP e hotspot móveis sejam proibidos de operar no canal UNII-5, provendo uma camada adicional de proteção contra interferências nocivas na banda superior V2X em 5,9 GHz.

Sugere-se adotar uma postura conservadora neste momento de modo a privilegiar aspectos de segurança e usabilidade do ITS bem como proporcionar menor impacto para os dispositivos VLP e hotspot, haja vista restrição semelhante vigente para Wi-Fi 5 GHz.

A Volkswagen do Brasil também recomenda que, assim como adotado pela Comunidade Europeia, as regras estabelecidas (limite de emissões fora da faixa e restrição operação VLP no canal UNII-5) sejam revistas ao fim de 2025 para que se permita atualizá-las com base na experiencia prática adquirida no período, além de prover alinhamento regulatório com demais países.


Nota 1: Disponível em: <https://eur-lex.europa.eu/legal-content/EN/TXT/PDF/?uri=OJ:L:2021:232:FULL&from=EN>
Nota 2: Os resultados de teste do consórcio CAMP C-V2X submetidos à FCC dos EUA usando dispositivos de comunicação V2V reais suportam claramente a necessidade de uma proteção muito maior dos receptores C-V2X veiculares perante interferências geradas pela operação de dispositivos 6GHz no canal UNII-5 dentro dos veículos, incluindo dispositivos VLP portáteis, operações peer-to-peer e operações móveis AFC (Automatic Frequency Control). Disponível em: <https://ecfsapi.fcc.gov/file/1002750125594/5GAA%20C-V2X%20Consortium%20Testing%20Presentation%20w%20Attachment.pdf>

Contribuição N°: 5
ID da Contribuição: 97569
Autor da Contribuição: Douglas Luis Isidoro
Data da Contribuição: 24/11/2021 09:17:58
Contribuição:

A GM recomenda que seja implementado um limite de emissões fora de banda mais restritivo de -45 dBm/MHz com objetivo de reduzir interferência na comunicação da banda V2X em 5,9 GHz, conforme definida em regulamentação europeia (ver Nota 1) e com base em estudos técnicos realizados nos EUA onde discussões semelhantes encontram-se em andamento entre FCC e associações automotivas e da indústria (ver Nota 2).

Adicionalmente, recomenda-se que os dispositivos VLP e hotspot móveis sejam proibidos de operar no canal UNII-5, provendo uma camada adicional de proteção contra interferências nocivas na banda superior V2X em 5,9 GHz.

Justificativa:

A GM entende que o limite de máxima densidade espectral de potência EIRP estabelecido pelo ato em questão, deve ser alterado a fim de  garantir o correto funcionamento e segurança dos Sistemas de Transporte Inteligente (ITS -Intelligent Transportation Systems), uma vez que conforme estabelecido pelo Ato ANATEL nº 14.448, esta comunicação veicular deverá operar na faixa 5.850-5.925 MHz, adjacente à faixa objeto desta tomada de subsídios. 

O ITS é uma aplicação avançada que visa fornecer serviços inovadores relacionados aos diferentes modos de transporte e gestão de tráfego. Este sistema permite aos usuários um uso mais seguro, coordenado e inteligente dos meios de transporte. Vale ressaltar que no Brasil, este tipo de tecnologia ainda não é largamente utilizado, mas é o futuro da indústria automotiva. Uma vez que no ambiente internacional a tecnologia ITS já vem sendo empregada e nossos produtos são internacionais, recomenda-se evitar barreiras regulatórias alinhando-se os limites de emissões indesejáveis dos equipamentos de radiação restrita de potência muito baixa (Very Low Power - VLP) que já estão regulamentados em outros países.

Estudos apresentam que dispositivos VLP e hotspots móveis ao operarem dentro de um veículo em movimento geram interferências prejudiciais significativas na segurança do ITS.  Portanto, o limite de emissões fora da banda para dispositivos VLP operando em banda de 6GHz, deve ser muito menor do que -27dBm/MHz.  
 
Desta forma, recomendamos que seja implementado um limite de emissões fora da banda (OoBE) mais restritivo de -45 dBm/MHz com objetivo de reduzir os níveis de interferência na comunicação da banda V2X em 5,9 GHz, conforme definida em regulamentação europeia (ver Nota 1) e com base em estudos técnicos realizados nos EUA onde discussões semelhantes encontram-se em andamento entre FCC e associações automotivas e da indústria (ver Nota 2). Adicionalmente, recomenda-se que os dispositivos VLP e hotspot móveis sejam proibidos de operar no canal UNII-5, provendo uma camada adicional de proteção contra interferências nocivas na banda superior V2X em 5,9 GHz. Sugere-se, tambem, a adoção de uma postura conservadora neste momento de modo a privilegiar aspectos de segurança e usabilidade do ITS bem como proporcionar menor impacto para os dispositivos VLP e hotspot, haja vista restrição semelhante vigente para Wi-Fi 5 GHz.
Deste modo, A GM recomenda que, assim como adotado pela Comunidade Europeia, as regras estabelecidas (limite de emissões fora da faixa e restrição operação VLP no canal UNII-5) sejam revistas ao fim de 2025 para que se permita atualizá-las com base na experiencia prática adquirida no período, além de prover alinhamento regulatório com demais países.

Nota 1: Disponível em: <https://eur-lex.europa.eu/legal-content/EN/TXT/PDF/?uri=OJ:L:2021:232:FULL&from=EN>
Nota 2: Os resultados de teste do consórcio CAMP C-V2X submetidos à FCC dos EUA usando dispositivos de comunicação V2V reais suportam claramente a necessidade de uma proteção muito maior dos receptores C-V2X veiculares perante interferências geradas pela operação de dispositivos 6GHz no canal UNII-5 dentro dos veículos, incluindo dispositivos VLP portáteis, operações peer-to-peer e operações móveis AFC (Automatic Frequency Control). Disponível em: <https://ecfsapi.fcc.gov/file/1002750125594/5GAA%20C-V2X%20Consortium%20Testing%20Presentation%20w%20Attachment.pdf)>

Contribuição N°: 6
ID da Contribuição: 97571
Autor da Contribuição: Gilberto Martins de Almeida Filho
Data da Contribuição: 24/11/2021 10:05:11
Contribuição:

A ANFAVEA recomenda que seja implementado um limite de emissões fora de banda mais restritivo de -45 dBm/MHz com objetivo de reduzir interferência na comunicação da banda V2X em 5,9 GHz, conforme definida em regulamentação europeia (ver Nota 1) e com base em estudos técnicos realizados nos EUA onde discussões semelhantes encontram-se em andamento entre FCC e associações automotivas e da indústria (ver Nota 2).

Adicionalmente, recomenda-se que os dispositivos VLP e hotspot móveis sejam proibidos de operar no canal UNII-5, provendo uma camada adicional de proteção contra interferências nocivas na banda superior V2X em 5,9 GHz.

Justificativa:

A ANFAVEA entende que o limite de máxima densidade espectral de potência EIRP estabelecido pelo ato em questão, deve ser alterado a fim de  garantir o correto funcionamento e segurança dos Sistemas de Transporte Inteligente (ITS -Intelligent Transportation Systems), uma vez que conforme estabelecido pelo Ato ANATEL nº 14.448, esta comunicação veicular deverá operar na faixa 5.850-5.925 MHz, adjacente à faixa objeto desta tomada de subsídios. 

O ITS é uma aplicação avançada que visa fornecer serviços inovadores relacionados aos diferentes modos de transporte e gestão de tráfego. Este sistema permite  aos usuários um uso mais seguro, coordenado e inteligente dos meios de transporte. Vale ressaltar que no Brasil, este tipo de tecnologia ainda não é largamente utilizado, mas é o futuro da indústria automotiva. Uma vez que no ambiente internacional a tecnologia ITS já vem sendo empregada e nossos produtos são internacionais, recomenda-se evitar barreiras regulatórias alinhando-se os limites de emissões indesejáveis dos equipamentos de radiação restrita de potência muito baixa (Very Low Power - VLP) que já estão regulamentados em outros países.

Estudos apresentam que dispositivos VLP e hotspots móveis ao operarem dentro de um veículo em movimento geram interferências prejudiciais significativas na segurança do ITS.  Portanto, o limite de emissões fora da banda para dispositivos VLP operando em banda de 6GHz, deve ser muito menor do que -27dBm/MHz.  
 
Desta forma, recomendamos que seja implementado um limite de emissões fora da banda (OoBE) mais restritivo de -45 dBm/MHz com objetivo de reduzir os níveis de interferência na comunicação da banda V2X em 5,9 GHz, conforme definida em regulamentação europeia (ver Nota 1) e com base em estudos técnicos realizados nos EUA onde discussões semelhantes encontram-se em andamento entre FCC e associações automotivas e da indústria (ver Nota 2). Adicionalmente, recomenda-se que os dispositivos VLP e hotspot móveis sejam proibidos de operar no canal UNII-5, provendo uma camada adicional de proteção contra interferências nocivas na banda superior V2X em 5,9 GHz. Sugere-se, tambem, a adoção de uma postura conservadora neste momento de modo a privilegiar aspectos de segurança e usabilidade do ITS bem como proporcionar menor impacto para os dispositivos VLP e hotspot, haja vista restrição semelhante vigente para Wi-Fi 5 GHz.
Deste modo, A ANFAVEA recomenda que, assim como adotado pela Comunidade Europeia, as regras estabelecidas (limite de emissões fora da faixa e restrição operação VLP no canal UNII-5) sejam revistas ao fim de 2025 para que se permita atualizá-las com base na experiencia prática adquirida no período, além de prover alinhamento regulatório com demais países.

Nota 1: Disponível em: <https://eur-lex.europa.eu/legal-content/EN/TXT/PDF/?uri=OJ:L:2021:232:FULL&from=EN>
Nota 2: Os resultados de teste do consórcio CAMP C-V2X submetidos à FCC dos EUA usando dispositivos de comunicação V2V reais suportam claramente a necessidade de uma proteção muito maior dos receptores C-V2X veiculares perante interferências geradas pela operação de dispositivos 6GHz no canal UNII-5 dentro dos veículos, incluindo dispositivos VLP portáteis, operações peer-to-peer e operações móveis AFC (Automatic Frequency Control). Disponível em: <https://ecfsapi.fcc.gov/file/1002750125594/5GAA%20C-V2X%20Consortium%20Testing%20Presentation%20w%20Attachment.pdf)>

Contribuição N°: 7
ID da Contribuição: 97573
Autor da Contribuição: Luiz Otavio Vasconcelos Prates
Data da Contribuição: 24/11/2021 20:28:56
Contribuição:

Muito embora o objetivo desta Tomada de Subsidios seja a necessidade de convivência entre dispositivos de potência muito baixa, operando na faixa de frequências de 5.925-7.125 MHz, e sistemas do Serviço de Transporte Inteligente (Intelligent Transportation Service – ITS), operando em faixa adjacente abaixo de 5.925 MHz, o Sindisat gostaria de ressaltar a necessidade de proteção do FSS, pois toda a faixa de 6GHz, incluindo a parte  do espectro que será utiliada pelo ITS, é amplamente utilizada para uplink da banda C.

Neste sentido, o Sindisat gostaria de ressaltar que, com indenpendencia da decisão dessa Agência de rever o valor RMS das emissões espúrias e de qualquer emissão fora da faixa de frequências de 5.925-7.125 MHz para equipamentos de potência muito baixa, a Anatel deve levar em conta, primariamente, a proteção de serviços licenciados nesta faixa, especialmente o FSS.

Como o setor, por meio de suas representadas, teve a  oportunidade de ressaltar em resposta à CP 82, a agregação de muitos milhões de dispositivos não licenciados dentro do feixe de uplink do FSS poderá levar à degradação do desempenho e eventual interrupção dos nossos serviços. É indispensável, portanto, que a Anatel garanta a proteção de longo prazo das estações espaciais FSS da interferência agregada de dispositivos WAS / RLAN na faixa de 6GHz

Justificativa:

Vie acima

Contribuição N°: 8
ID da Contribuição: 97576
Autor da Contribuição: GUilherme Guelfi
Data da Contribuição: 25/11/2021 13:40:11
Contribuição:

Nós proporíamos alterar o valor do limite máximo de densidade espectral de potência para -37 dBm / MHz.

Justificativa:

A presente proposta tem por base os resultados de estudos realizados no âmbito da CEPT, antes da Decisão Europeia sobre a utilização de Wifi de 6 GHz. A solução na CEPT e na UE é essencialmente uma combinação de um limite OOB mais estrito e alguma separação de frequência entre Wifi e ITS.

A CEPT sintetiza os resultados dos estudos de coexistência e compatibilidade no Relatório 73 da CEPT para Wifi 6 GHz. O estudo ITS viário e Wifi atual é fornecido no relatório ECC 302 no capítulo 8:

Premissas:

- ITS viário é usado no canal mais alto (5915-5925 MHz).

- Wifi é operado no canal mais baixo (até 5925 MHz).

- Análise de perda máxima de acoplamento para vários cenários (interno / externo / no veículo)

Resultados mostram:

- Que em todos os cenários para o lóbulo principal ITS, a emissão OOB máxima está na faixa de -37 dBm / MHz (Wifi interno) a -69 dBm / MHz (Wifi no veículo)

- Que em todos os cenários para o lóbulo lateral ITS, a emissão OOB máxima está na faixa de -27dBm / MHz (Wifi interno) a -59 dBm / MHz (Wifi no veículo).

Conclusão:

- Um limite de -27dBm / MHz não é suficiente para proteger o ITS ferroviário de interferências prejudiciais.

- Este resultado é baseado apenas em um estudo entre Wifi e ITS viário. (ITS ferroviário é estudado no Capítulo 9 do Relatório 302 do ECC separadamente). Portanto, o estudo está em linha com a situação atual do Brasil.

Decisão CEPT sobre 6 GHz Wifi

- Em ECC Decision (20)01 (https://docdb.cept.org/download/1448), a CEPT decidiu que dispositivos Wifi de muito baixa potência de 6 GHz só podem operar na faixa de frequência de 5945-6425 MHz e com um limite OOB de -45 dBm / MHz até o final de 2024 e -37 dBm / MHz depois.

- Como o ITS viário é implantado apenas até 5915 MHz na Europa, a combinação de 30 MHz de separação de frequência com um limite de -37 dBm / MHz é suficiente para proteger o ITS viário.

Contribuição N°: 9
ID da Contribuição: 97592
Autor da Contribuição: Fabio Gaiotto Dias
Data da Contribuição: 26/11/2021 15:28:37
Contribuição:

Representando os interesses da Continental Automotive do Brasil Ltda, CNPJ.: 11.111.752/0001-46, com base em dados alinhados pelo Sr. Fabricio Oliveira Menezes, CPF.: 294.893.798-16, e-mail: fabricio.menezes@continental.com, gostaríamos de propor o valor limite de máxima densidade espectral de potencia EIRP para -37 dBm/MHz.

Justificativa:

Esta proposta é baseada em resultado de estudos executados por “The European Conference of Postal and Telecommunications Administrations” CEPT em decisão avançada pela Europa no uso de 6GHz Wi-Fi. A solução no CEPT e na “European Union” EU é essencialmente uma combinação de um limite OOB mais estrito (a -37 dBm / MHz @ 5935 MHz) e alguma separação de frequência entre Wi-Fi e ITS. Atualmente, Road ITS é implantado em até 5915 MHz e tem permissão para operar em 5915-5925 MHz, uma vez que o compartilhamento com Rail ITS seja estabelecido. No entanto, o Wi-Fi não está autorizado a operar abaixo de 5945 MHz, levando a pelo menos 20 MHz de separação de frequência.

A CEPT sintetiza os resultados dos estudos de coexistência e compatibilidade no Relatório 73 da CEPT (https://docdb.cept.org/download/0d0696a1-89ae/CEPT%20Report%2073.pdf) para Wi-Fi 6 GHz. O estudo Road ITS e Wi-Fi real é fornecido no relatório ECC 302 (https://docdb.cept.org/download/cc03c766-35f8/ECC%20Report%20302.pdf) no capítulo 8:

Premissas:

- Road ITS é usado no canal mais alto (5915-5925 MHz).

- Wi-Fi é operado no canal mais baixo (até 5925 MHz).

- Análise de perda máxima de acoplamento para vários cenários (A1 interno Wi-Fi; A2 Externo Wi-Fi / B1 / B2 no Wi-Fi do veículo; C Wi-Fi externo portátil) em cada cenário a interferência para o lóbulo principal e lateral do ITS é considerada.

Os resultados mostram (relatório ECC 302, página 110 na tabela 44)

- Que em todos os cenários para o lóbulo principal ITS, a emissão OOB máxima está na faixa de -37 dBm / MHz (cenário A1 Wi-Fi interno) a -69 dBm / MHz (cenário B2 Wi-Fi no veículo)

- Que em todos os cenários para o lóbulo lateral ITS a emissão OOB máxima está na faixa de -27dBm / MHz (cenário A1 Wi-Fi interno) a -59 dBm / MHz (cenário B2 Wi-Fi no veículo).

- Para instâncias no cenário C de wifi portátil externo, o OOB máximo é -59 dBm / MHz (lóbulo principal do ITS) e -49 dBm / MHz (lóbulo lateral para ITS).

Conclusão de estudos

- Um limite de -27dBm / MHz não é suficiente para proteger Road ITS de interferências prejudiciais.

- Este resultado é baseado apenas em um estudo entre Wi-Fi e Road ITS. (Rail ITS é estudado no Capítulo 9 do Relatório 302 do ECC separadamente). Portanto, o estudo está em linha com a situação atual do Brasil.

Decisão CEPT sobre 6 GHz Wi-Fi:

- Em ECC Dec. (20) 01 (https://docdb.cept.org/download/1448), a CEPT decidiu que os dispositivos Wi-Fi de 6 GHz de Muito Baixa Potência só podem operar na faixa de frequência 5945-6425 MHz e com um limite OOB de -45 dBm / MHz até o final de 2024 e -37 dBm / MHz depois.

- Como o Road ITS só é implantado até 5915 MHz (mais tarde até 5925 MHz) na Europa, a combinação de 20 MHz de separação de frequência com um limite de -37 dBm / MHz @ 5935 MHz é necessária para proteger o Road ITS.

Contribuição N°: 10
ID da Contribuição: 97603
Autor da Contribuição: Francisco Carlos G. Soares
Data da Contribuição: 30/11/2021 18:44:49
Contribuição:

Sim. O valor RMS de emissões espúrias e emissão fora da faixa (valor RMS) de 5.925-7.125 MHz para equipamentos de potência muito baixa, com limite de máxima densidade espectral de potência EIRP de -27 dBm/MHz deve ser modificado tendo em vista a proteção aos Sistemas Inteligentes de Transporte (ITS) em banda adjacente 5850-5925 MHz, conforme Ato 4776, de 01/set/20, item 22. Esses equipamentos de potência muito baixa são também denominados “Very Low Power” (VLP) na terminologia internacional. A proteção ao ITS em relação ao VLP está relacionada com o limite da emissão fora de banda, sendo necessário estabelecer limite adequado para emissões espúrias e emissão fora da faixa para dispositivo VLP. A convivência de um dispositivo VLP com ITS ocorre em cenário de proximidade física, quando o usuário do VLP está dentro ou próximo a um veículo, de forma que a emissão fora de banda do VLP que atinge o receptor de ITS deve ser adequada para não gerar interferência prejudicial no receptor ITS.

Os produtos VLP são dispositivos de uso portátil tais como óculos inteligentes de alta definição, óculos para realidade virtual/realidade aumentada, wearables (“6 GHz Ex Parte (Jan 31 2020) https://www.fcc.gov/ecfs/filing/101312903918268 ) que efetuam a comunicação com smartphones, e assim poderão ser usados em qualquer lugar, inclusive dentro de veículos. Por sua característica de possível proximidade física com o receptor ITS, torna-se imprescindível estabelecer a situação de proteção ao ITS.

As análises realizadas com base em medições e outras com base em cálculos determinísticos, permitem identificar os cenários de interferência e os valores de emissão fora de banda do VLP necessário para a proteção ao ITS.

A análise das medições em campo apresentadas pela associação automotiva 5GAA como contribuição ao FCC ET Docket 18-295 (“5GAA 6 GHz OET Ex Parte Notice (11.16.20)” https://ecfsapi.fcc.gov/file/1117011621856/5GAA%206%20GHz%20OET%20Ex%20Parte%20Notice%20(11.16.20).pdf). As medições demonstraram que a operação de dispositivo não licenciado UNII-4 dentro do veículo com emissão fora de banda -27dBm/MHz (valor médio) em 5925 MHz reduz o alcance da comunicação do C-V2X (5895-5925 MHz, conforme alocado pelo FCC) em 81%, tornando inviável para comunicações de segurança do veículo. Na maioria dos cenários testados, o alcance da comunicação ficou reduzido em mais de 50%. O setup de medição empregou equipamentos para geração de sinal 802.11ac na banda UNII-4, largura 80MHz, duty cycle 60% e antena colocados no banco da frente, e posição da antena ITS no teto do veículo. A translação desta análise para a banda UNII-5 (5925-7125 MHz) permitiu concluir que a operação VLP em 5925 MHz com OoB=-27dBm/MHz reduzirá o alcance da comunicação.

Outra análise apresentada pelo 5GAA como contribuição ao FCC ET Docket 18-295 (“5GAA 6 GHz Ex Parte 01.24.20” https://ecfsapi.fcc.gov/file/101242472530463/5GAA%206%20GHz%20Ex%20Parte%2001.24.20.pdf) foi realizada com base em medições em cenários internos ao veículo. O valor proposto pelo 5GAA para OoB é de -60 dBm/MHz, oriundo de análises das medições de perda de propagação com antena ITS e VLP dentro do veículo, para que exista a proteção à operação do ITS.

Uma análise baseada em cálculos com metodologia de perda mínima de acoplamento para obtenção do nível máximo interferente do VLP no receptor ITS, resultou em valores de OoB do VLP em diversos cenários. Foram usados parâmetros de body loss=4dB (ITU-Rep M.2292), figura de ruído receptor C-V2X=13dB (3GPP TR36785), além de ganhos típicos de antenas ITS e perdas associadas em cada cenário. Em cenários com antena ITS no teto externo do veículo e VLP dentro do veículo, ou VLP ao lado, OoB = -36 e -40 dBm/MHz. No cenário com ITS dentro do veículo no retrovisor ou no espelho lateral, e VLP dentro do veículo, OoB = -42 e -41 dBm/MHz (implementações consideradas na indústria automotiva, configuram situação mais restritiva para o VLP). Caso seja usada a figura de ruído=7 dB (fabricante Qualcomm), os valores respectivos passam a ser: ITS no teto, -42 e -46 dBm/MHz; ITS “dentro”, -48 e -47 dBm/MHz. Nesse sentido, apresenta-se uma faixa de valores entre -36 dBm/MHz e -48 dBm/MHz, que pelo estudo realizado representam situações de interferência possíveis de ocorrer, dado a variabilidade da posição do VLP em relação ao veículo. Embora seja uma abordagem determinística, verifica-se que os valores estão bem abaixo do padrão OoB=-27 dBm/MHz, ressaltando assim a importância da alteração deste valor padrão tendo em vista a proteção ao ITS.

Em função das análises realizadas, entende-se que não deve ser permitida a operação de dispositivos não licenciados de baixa potência (VLP) que afetem o desempenho das comunicações veiculares na banda adjacente. Torna-se necessário adotar medidas de proteção.

Empresas da indústria de produtos não licenciados apresentaram posição conjunta a respeito da proteção ao ITS para órgãos reguladores, para valor de OoB=-37 dBm/MHz (RMS) e a priorização para seleção de canais acima de 6105 MHz (frequência superior do primeiro canal de 160 MHz) antes do início da operação abaixo desta frequência. Nos EUA, esta posição foi apresentada ao FCC ET-Docket 18-295 (março/2021) (https://www.fcc.gov/ecfs/filing/10301179588420) e também foi referenciado na decisão do ISED no Canadá para a faixa de 6 GHz (https://www.ic.gc.ca/eic/site/smt-gst.nsf/eng/sf11698.html). No Brasil o posicionamento foi apresentado para Anatel (Posição ABINEE, “31082021_151926_manifestação abinee - oobe (7217529)”).

No contexto da posição conjunta das empresas para proteção ao ITS, cita-se a priorização de canais acima de 6105 MHz, antes do início da operação abaixo deste valor, como medida adicional de proteção, que em conjunto com o limite de OoB=-37 dBm/MHz (RMS), permitirá a convivência com ITS. A dinâmica da priorização de canais neste contexto ainda será definida e entende-se que esta implementação envolve atuação no software de programação do produto e não causará impacto em termos de produção.

A necessidade de ações para a convivência dos dispositivos VLP com sistemas ITS é preocupação do mercado automotivo. Considerando a necessidade de mais subsídios, a realização de medições em laboratório com os sistemas envolvidos pode contribuir para mensuração do impacto da interferência. Para complementação das análises, cita-se os testes de interferência em laboratório realizados pelo CETUC/PUC-Rio em conjunto com a empresa Rohde&Schwarz. Os testes realizados em laboratório da R&S em São Paulo pelo CETUC/PUC-Rio (agosto/2021) tiveram como objetivo identificar nível de emissão fora de banda de sinal na faixa de 6 GHz (5945-7125 MHz), padrão 802.11ax com característica de dispositivo VLP, que impactasse o desempenho do receptor digital de ITS (5850-5925 MHz).

Neste cenário de testes em laboratório foram utilizados equipamentos com as licenças de software e geração de sinal C-V2X no Rel. 14 do 3GPP (R&S CMW100) e para os sinais WiFi6E ou padrão IEEE 802.11ax (R&S®SMBV100B). A medição do sinal recebido C-V2X é feita no mesmo equipamento CMW100.

A metodologia para análise de desempenho foi a análise do parâmetro Error Vector Magnitude (EVM) da recepção ITS. Com a variação do nível do sinal interferente, verificou-se os níveis EVM observando-se da recepção ITS, tendo como referência limiares de EVM do documento ETSI TS 136.104, Tabela n. 6.5-2.1 EVM Requirements for E-UTRA carrier).

Nos testes conduzidos, os valores de EVM resultantes para a situação de interferência do sinal 802.11ax ocorreram para a faixa de emissão fora de banda de -56.5 dBm/MHz até –58.5 dBm/MHz, obtidos diretamente do analisador de espectro. Os testes irradiados empregaram o uso de antena omnidirecional no caso do sistema WiFi6, o que caracteriza os resultados obtidos como uma situação de pior caso.

Os valores indicados obtidos nas medições de laboratório são então analisados considerando-se algumas características de dispositivos reais. Para o equipamento 802.11ax, considerando o beamforming no downlink com mitigação de interferência de 15 dB em alguns equipamentos comerciais, os valores de proteção poderiam chegar a -41.5 dBm/MHz até -43.5 dBm/MHz (condição válida quando não existir alinhamento entre as antenas WiFi6E e C-V2X). Aplicando-se ainda a compensação por perdas de despolarização (3 dB), body loss (4 dB) e o TPC (3 dB), esta compensação leva a níveis de proteção entre – 46.5 dBm/MHz a -48.5 dBm/MHz.

Os resultados obtidos com os testes da PUC-Rio com a empresa Rohde&Schwarz (Ago/21, São Paulo) vêm complementar as análises, onde se reforça a necessidade da proteção ao ITS.

A Qualcomm apoia a necessidade da adoção de medidas de proteção ao ITS e está alinhada com o posicionamento conjunto das empresas da indústria de produtos não licenciados a respeito da proteção ao ITS para órgãos reguladores, para que os dispositivos de potência muito baixa (VLP) tenham o requisito de limite de emissão fora de banda OoB=-37 dBm/MHz (RMS) e tenham a priorização para seleção de canais acima de 6105 MHz (frequência superior do primeiro canal de 160 MHz), antes do início da operação abaixo desta frequência, que visa reduzir a probabilidade do tráfego do VLP em canal adjacente ao ITS quando o VLP estiver dentro do veículo.

Justificativa:

Conforme contribuição.

Contribuição N°: 11
ID da Contribuição: 97610
Autor da Contribuição: Leimar Mafort
Data da Contribuição: 30/11/2021 17:44:27
Contribuição:

Propomos alterar o valor do limite máximo de densidade espectral de potência para -37 dBm/MHz. Esta proposta baseia-se nos resultados de estudos realizados no âmbito da CEPT antes da decisão Europeia relativa à utilização de Wi-Fi de 6 GHz. A solução na CEPT e na UE é essencialmente uma combinação de um limite OOB mais rigoroso (-37 dBm/MHz@5935 MHz) e alguma separação de frequências entre Wi-Fi e ITS.

Atualmente, os sistemas de ITS rodoviários são desenvolvidos para operar até 5915 MHz mas podem funcionar entre 5915-5925 MHz, uma vez que foi estabelecido o compartilhamento com os sistemas ITS ferroviários. No entanto, não é permitido que o Wi-Fi opere abaixo de 5945 MHz, levando a pelo menos 20 MHz de separação de frequência.
A CEPT resume os resultados de estudos de coexistência e compatibilidade no Relatório 73 da CEPT para Wi-Fi de 6 GHz. O estudo atual sobre ITS (rodoviário) e Wi-Fi é fornecido no relatório ECC 302 no capítulo 8.

            Considerando:

  • que o ITS (rodoviário) é utilizado no canal mais alto (5915-5925 MHz);
  • que o Wi-Fi é operado no canal mais baixo (até 5925 MHz);
  • a análise de perda de acoplamento máximo para vários cenários (A1: Wi-Fi indoor; A2: Wi-Fi outdoor;  B1/B2: Wi-Fi dentro do veículo; C: Wi-Fi portátil outdoor) e que em cada cenário, a interferência para o ITS leva em conta os lóbulos principal e lateral.

Os resultados mostram (relatório ECC 302, página 110 no quadro 44)

  • Que em todos os cenários para o lóbulo principal do ITS, a emissão máxima de OOB está na faixa de -37 dBm/MHz (cenário A1, Wi-Fi Indoor) até -69 dBm/MHz (cenário B2, Wi-Fi dentro do veículo);
  • Que em todos os cenários para o lóbulo lateral do ITS, a emissão máxima de OOB está na faixa de -27dBm/MHz (cenário A1, Wi-Fi Indoor) até -59 dBm/MHz (cenário B2, Wi-Fi dentro do veículo );
  • Para os casos no cenário C (Wi-Fi portátil outdoor), o OOB máximo é de -59 dBm/MHz (lóbulo principal do ITS) e de -49 dBm/MHz (lóbulo lateral do ITS).

Conclusão dos estudos

  • Um limite de -27dBm/MHz não é suficiente para proteger o ITS de interferências prejudiciais.
  • Este resultado é baseado apenas em um estudo entre Wi-Fi e ITS rodoviário (ITS ferroviário – “rail” – foi estudado no capítulo 9 do Relatório ECC 302 separadamente). Portanto, o estudo está em linha com a situação atual no Brasil, onde não temos a questão do ferroviário – “rail”.

Decisão CEPT relativa às redes Wi-Fi de 6 Ghz

  • No ECC Dec. (20)01, a CEPT decidiu que os dispositivos Wi-Fi (Very Low Power) de 6 GHz só podem funcionar na faixa de frequências de 5945-6425 MHz e com um limite OOB de -45 dBm/MHz até o fim de 2024 e após isso, de -37 dBm/MHz.
  • Uma vez que os ITS rodoviários só estão implantados até 5915 MHz na Europa (mais tarde até 5925 MHz), a combinação de 20 MHz de separação de frequências com um limite de -37 dBm/MHz os protege.
Justificativa:

Motivos expressos na contribuição.

 Item:  Item 2

2. Qual o potencial impacto dessa mudança no desenvolvimento de equipamentos de potência muito baixa de sistemas de acesso sem-fio (ex. equipamentos que implementam a tecnologia Wi-Fi6e)?

Contribuição N°: 12
ID da Contribuição: 97457
Autor da Contribuição: Grace Kelly de Cassia Caporalli
Data da Contribuição: 08/11/2021 15:26:25
Contribuição:

O desenvolvimento de Equipamentos de Potência Muito Baixa ou VLPs seguirá a evolução da tecnologia de dispositivos de realidade aumentada e realidade virtual em comunicação com smartphones, em diversas aplicações para a indústria de manufatura, citando-se como exemplo a inspeção de componentes mais minuciosa e efetiva; na indústria de aviação, para inspeção de fabricação e treinamentos; na área de saúde, visando redução de erros humanos, e na área de educação em ambientes imersivos. O desenvolvimento desses produtos seguirá tendências tecnológicas de ponta. Os aspectos da conectividade dos dispositivos empregarão componentes e filtros avançados, de forma a garantir a operação sem riscos de interferências prejudicais para atendimento às aplicações. Nesse contexto, o emprego de filtros com tecnologia mais avançada torna-se parte do processo produtivo.

Para a implementação de valor de emissão fora de banda abaixo do valor padrão de -27 dBm/MHz (valor médio quadrático RMS) será requerido uso de filtro mais restritivo para atender o valor de OoB a ser adotado. Tipicamente, o nível de potência do sinal gerado situa-se abaixo da máscara (valor teórico). O requisito de emissão fora de banda abaixo do valor padrão requer a ação de filtros mais estritos, porém totalmente implementáveis e inseridos no contexto produtivo dos avanços tecnológicos em curso.

Nesse sentido, cita-se uma redução em 10 dB na emissão, no caso do OoB de -37 dBm/MHz (valor médio quadrático RMS), se considerado o valor do posicionamento conjunto das empresas, conforme citado anteriormente. Ressalta-se que na União Europeia há o requisito aprovado de densidade de potência fora de banda máxima OoB=-45 dBm/MHz (valor médio) a ser implementado para os dispositivos VLP (ou possivelmente -37 dBm/MHz a partir de dezembro/2024), que são valores que deverão ser atendidos pela indústria. Com os aspectos indicados, o potencial impacto da mudança discutida no desenvolvimento de produtos VLP estará inserido nos contextos produtivos com novas tecnologias.

 

Justificativa:

O desenvolvimento de Equipamentos de Potência Muito Baixa ou VLPs seguirá a evolução da tecnologia de dispositivos de realidade aumentada e realidade virtual em comunicação com smartphones, em diversas aplicações para a indústria de manufatura, citando-se como exemplo a inspeção de componentes mais minuciosa e efetiva; na indústria de aviação, para inspeção de fabricação e treinamentos; na área de saúde, visando redução de erros humanos, e na área de educação em ambientes imersivos. O desenvolvimento desses produtos seguirá tendências tecnológicas de ponta. Os aspectos da conectividade dos dispositivos empregarão componentes e filtros avançados, de forma a garantir a operação sem riscos de interferências prejudicais para atendimento às aplicações. Nesse contexto, o emprego de filtros com tecnologia mais avançada torna-se parte do processo produtivo.

Para a implementação de valor de emissão fora de banda abaixo do valor padrão de -27 dBm/MHz (valor médio quadrático RMS) será requerido uso de filtro mais restritivo para atender o valor de OoB a ser adotado. Tipicamente, o nível de potência do sinal gerado situa-se abaixo da máscara (valor teórico). O requisito de emissão fora de banda abaixo do valor padrão requer a ação de filtros mais estritos, porém totalmente implementáveis e inseridos no contexto produtivo dos avanços tecnológicos em curso.

Nesse sentido, cita-se uma redução em 10 dB na emissão, no caso do OoB de -37 dBm/MHz (valor médio quadrático RMS), se considerado o valor do posicionamento conjunto das empresas, conforme citado anteriormente. Ressalta-se que na União Europeia há o requisito aprovado de densidade de potência fora de banda máxima OoB=-45 dBm/MHz (valor médio) a ser implementado para os dispositivos VLP (ou possivelmente -37 dBm/MHz a partir de dezembro/2024), que são valores que deverão ser atendidos pela indústria. Com os aspectos indicados, o potencial impacto da mudança discutida no desenvolvimento de produtos VLP estará inserido nos contextos produtivos com novas tecnologias.

 

Contribuição N°: 13
ID da Contribuição: 97577
Autor da Contribuição: GUilherme Guelfi
Data da Contribuição: 25/11/2021 13:46:12
Contribuição:

Para a UE27 esta restrição já existe e os restantes países da CEPT têm a forte recomendação da Decision (20)01 (https://docdb.cept.org/download/1448) do ECC para a sua implementação a nível nacional.

Justificativa:

Para a UE27 esta restrição já existe e os restantes países da CEPT têm a forte recomendação da Decision (20)01 (https://docdb.cept.org/download/1448) do ECC para a sua implementação a nível nacional.

Contribuição N°: 14
ID da Contribuição: 97593
Autor da Contribuição: Fabio Gaiotto Dias
Data da Contribuição: 26/11/2021 15:28:37
Contribuição:

Nenhum impacto.

Justificativa:

O Wi-Fi6e precisa seguir o Regulamento da UE (UE) 2021/1067 (https://eur-lex.europa.eu/legal-content/EN/TXT/?uri=CELEX%3A32021D1067) em linha com a Dec. (20) 01 do ECC (https://docdb.cept.org/download/1448). Portanto, isso não seria um novo requisito.

Contribuição N°: 15
ID da Contribuição: 97604
Autor da Contribuição: Francisco Carlos G. Soares
Data da Contribuição: 30/11/2021 18:44:49
Contribuição:

Cabe ressaltar que o emprego de limite de emissão fora de banda mais restritivo que o padrão de -27 dBm/MHz (RMS) vai gerar produtos com melhor elaboração técnica, produzindo menos emissões indesejadas, o que contribuirá para o uso mais eficiente do espectro.

 

A implementação de valor de emissão fora de banda abaixo do valor padrão de -27 dBm/MHz (RMS) vai requerer uso de filtro mais restritivo para atender o valor de OoB a ser adotado. Tipicamente, o nível de potência do sinal fica abaixo da máscara (valor teórico), conforme pode ser observado nos relatórios de testes realizados para certificação de produtos junto ao FCC. Observa-se de 5 a 8 dB abaixo da máscara no afastamento em relação ao limite do canal que corresponde à emissão fora de banda (cita-se como exemplo os testes de produto na faixa U-NII-5, https://fccid.io/SWX-U6EP/Test-Report/TR-UNII-5-Annex-5306614.pdf ). Nesse sentido, o requisito de emissão fora de banda mais restritivo que o valor padrão irá requerer atenuação resultante da ação de filtros mais estritos, porém totalmente implementáveis para atender, por exemplo, a redução em 10 dB na emissão, para que o novo OoB seja -37 dBm/MHz, se considerado o valor do posicionamento conjunto das empresas, conforme citado anteriormente. Ressalta-se que na União Europeia há o requisito aprovado de OoB=-45 dBm/MHz a ser implementado para os dispositivos VLP (ou possivelmente -37 dBm/MHz a partir de dezembro/2024), que são valores que deverão ser atendidos pela indústria.

Justificativa:

Conforme contribuição.

Contribuição N°: 16
ID da Contribuição: 97611
Autor da Contribuição: Leimar Mafort
Data da Contribuição: 30/11/2021 17:44:27
Contribuição:

 O Wi-Fi 6E precisa seguir o Regulamento da UE (UE) 2021/1067 - em linha com ECC Dec. (20)01 - de qualquer forma. Portanto, essa mudança no desenvolvimento de equipamentos de potência muito baixa não viria como uma nova exigência.

Justificativa:

Motivos expressos na contribuição.

 Item:  Item 3

3. Caso esses limites sejam modificados, necessitaria ainda implementar a seleção prioritária de canais acima de 6 GHz para os equipamentos de potência muito baixa? Por quê?

Contribuição N°: 17
ID da Contribuição: 97458
Autor da Contribuição: Grace Kelly de Cassia Caporalli
Data da Contribuição: 08/11/2021 15:27:15
Contribuição:

A seleção prioritária de canais acima de 6 GHz é um recurso necessário para operar conjuntamente com o limite de emissão fora de banda abaixo do valor padrão de -27 dBm/MHz (valor médio quadrático RMS). O valor do posicionamento da indústria de -37 dBm/MHz (valor médio quadrático RMS) representa uma solução de compromisso que visa atender os possíveis cenários de interferência. A variabilidade da posição do VLP, devido ao usuário dentro do veículo, em relação ao receptor ITS, possui característica estatística e pode gerar uma faixa de valores de interferência, cujos valores mais críticos ocorrem em pequenas percentagens de tempo, mas que não devem ser desprezados. Verifica-se então a necessidade da implementação da seleção prioritária de canais acima de 6 GHz como ação necessária para complementar a eficácia da redução do limite de emissão fora de banda do VLP.

Destacamos a importância da ANATEL liderar o caminho para a inovação nesta faixa, permitindo que os fabricantes determinem a melhor maneira de atender ao requisito de seleção prioritária de canais acima de 6 GHz, desta forma, reforçamos que tal requisito seja atendido através de declaração, sem determinar métodos específicos ou requisitos de teste.

Justificativa:

A seleção prioritária de canais acima de 6 GHz é um recurso necessário para operar conjuntamente com o limite de emissão fora de banda abaixo do valor padrão de -27 dBm/MHz (valor médio quadrático RMS). O valor do posicionamento da indústria de -37 dBm/MHz (valor médio quadrático RMS) representa uma solução de compromisso que visa atender os possíveis cenários de interferência. A variabilidade da posição do VLP, devido ao usuário dentro do veículo, em relação ao receptor ITS, possui característica estatística e pode gerar uma faixa de valores de interferência, cujos valores mais críticos ocorrem em pequenas percentagens de tempo, mas que não devem ser desprezados. Verifica-se então a necessidade da implementação da seleção prioritária de canais acima de 6 GHz como ação necessária para complementar a eficácia da redução do limite de emissão fora de banda do VLP.

Destacamos a importância da ANATEL liderar o caminho para a inovação nesta faixa, permitindo que os fabricantes determinem a melhor maneira de atender ao requisito de seleção prioritária de canais acima de 6 GHz, desta forma, reforçamos que tal requisito seja atendido através de declaração, sem determinar métodos específicos ou requisitos de teste.

Contribuição N°: 18
ID da Contribuição: 97519
Autor da Contribuição: Cleber de Martin
Data da Contribuição: 22/11/2021 13:52:41
Contribuição:

Adoção do limite de emissão fora banda restritivo de -45 dBm/MHz e proibição de operção destes dispositivos no Canal UNII-5.

Justificativa:

Conforme mencionado pela Volkswagen do Brasil no item 1, recomendamos que seja implementado um limite de emissões fora de banda mais restritivo de -45 dBm/MHz com objetivo de reduzir interferência na comunicação da banda V2X em 5,9 GHz. Adicionalmente, recomenda-se que os dispositivos VLP e hotspot móveis sejam proibidos de operar no canal UNII-5, provendo uma camada adicional de proteção contra interferências nocivas na banda superior V2X em 5,9 GHz.
Adotando-se uma postura conservadora, de modo a privilegiar aspectos de segurança e usabilidade do ITS bem como proporcionar menor impacto para os dispositivos VLP e hotspot, haja vista restrição semelhante vigente para Wi-Fi 5 GHz.

Contribuição N°: 19
ID da Contribuição: 97570
Autor da Contribuição: Douglas Luis Isidoro
Data da Contribuição: 24/11/2021 09:20:02
Contribuição:

Sim, há necessidade de adotar um limite de emissão fora banda mais restritivo de -45 dBm/MHz, e impedir a operção destes dispositivos no canal UNII-5.

Justificativa:

Conforme mencionado no item 1, recomendamos que seja implementado um limite de emissões fora de banda mais restritivo de -45 dBm/MHz com objetivo de reduzir interferência na comunicação da banda V2X em 5,9 GHz. Adicionalmente, recomenda-se que os dispositivos VLP e hotspot móveis sejam proibidos de operar no canal UNII-5, provendo uma camada adicional de proteção contra interferências nocivas na banda superior V2X em 5,9 GHz.
Adotando-se uma postura conservadora, de modo a privilegiar aspectos de segurança e usabilidade do ITS bem como proporcionar menor impacto para os dispositivos VLP e hotspot, haja vista restrição semelhante vigente para Wi-Fi 5 GHz.

Contribuição N°: 20
ID da Contribuição: 97572
Autor da Contribuição: Gilberto Martins de Almeida Filho
Data da Contribuição: 24/11/2021 10:06:59
Contribuição:

Sim, há necessidade de adotar um limite de emissão fora banda mais restritivo de -45 dBm/MHz, e impedir a operção destes dispositivos no canal UNII-5.

Justificativa:

Conforme mencionado no item 1, recomendamos que seja implementado um limite de emissões fora de banda mais restritivo de -45 dBm/MHz com objetivo de reduzir interferência na comunicação da banda V2X em 5,9 GHz. Adicionalmente, recomenda-se que os dispositivos VLP e hotspot móveis sejam proibidos de operar no canal UNII-5, provendo uma camada adicional de proteção contra interferências nocivas na banda superior V2X em 5,9 GHz.
Adotando-se uma postura conservadora, de modo a privilegiar aspectos de segurança e usabilidade do ITS bem como proporcionar menor impacto para os dispositivos VLP e hotspot, haja vista restrição semelhante vigente para Wi-Fi 5 GHz.

Contribuição N°: 21
ID da Contribuição: 97574
Autor da Contribuição: Luiz Otavio Vasconcelos Prates
Data da Contribuição: 24/11/2021 20:28:56
Contribuição:

O que nos preocupa com esta proposta de implementar uma seleção prioritária de canais acima de 6 GHz é que isso significaria uma atividade mais alta na parte superior da faixa de 6GHz do que o inicialmente esperado, e isso poderia ter um impacto nos serviços FSS, pois teríamos maior interferência: mais dispositivos em menos MHz.

Justificativa:

VidO que nos preocupa com esta proposta de implementar uma seleção prioritária de canais acima de 6 GHz é que isso significaria uma atividade mais alta na parte superior da faixa de 6GHz do que o inicialmente esperado, e isso poderia ter um impacto nos serviços FSS, pois teríamos maior interferência: mais dispositivos em menos MHz. e Contribuição

Contribuição N°: 22
ID da Contribuição: 97579
Autor da Contribuição: GUilherme Guelfi
Data da Contribuição: 25/11/2021 13:47:38
Contribuição:

Conforme demonstrado nos estudos CEPT (ver resposta 1), a solução consiste numa separação de frequências de 30 MHz e um limite mais estrito. Uma priorização somente pode não evitar interferências prejudiciais.

Justificativa:

Conforme demonstrado nos estudos CEPT (ver resposta 1), a solução consiste numa separação de frequências de 30 MHz e um limite mais estrito. Uma priorização somente pode não evitar interferências prejudiciais.

Contribuição N°: 23
ID da Contribuição: 97594
Autor da Contribuição: Fabio Gaiotto Dias
Data da Contribuição: 26/11/2021 15:28:37
Contribuição:

Conforme demonstrado nos estudos CEPT (vide item 1), a solução consiste numa separação de frequências e um limite mais estrito. Uma priorização puramente pode não evitar interferências prejudiciais, mas seria um ótimo complemento.

Justificativa:

Vide justificativa do item 1.

Contribuição N°: 24
ID da Contribuição: 97605
Autor da Contribuição: Francisco Carlos G. Soares
Data da Contribuição: 30/11/2021 18:44:49
Contribuição:

A implementação da seleção prioritária de canais acima do 6105 MHz é uma ação necessária para complementar a eficácia da redução da emissão fora de banda do VLP.

Considerando os valores obtidos nas medições do 5GAA (contribuição ao FCC ET Docket 18-295 “5GAA 6 GHz Ex Parte 01.24.20” https://ecfsapi.fcc.gov/file/101242472530463/5GAA%206%20GHz%20Ex%20Parte%2001.24.20.pdf) e os valores resultantes das análises teóricas citados no item 1 (em faixa de valores entre -36 e -48 dBm/MHz), verifica-se que o valor do posicionamento da indústria de -37 dBm/MHz representa uma solução de compromisso que visa atender os possíveis cenários de interferência. Considera-se que a variabilidade da posição do VLP em relação ao receptor ITS ainda imprime uma natureza estatística à interferência, cujos valores mais críticos (resultante de alinhamento de antenas dos dois sistemas) ocorrem em pequenas percentagens de tempo, mas que não devem ser desprezados. Por este motivo é que a implementação da seleção prioritária de canais acima do 6105 MHz é uma ação necessária para complementar a eficácia da redução da emissão fora de banda do VLP.

Justificativa:

Conforme contribuição.

Contribuição N°: 25
ID da Contribuição: 97612
Autor da Contribuição: Leimar Mafort
Data da Contribuição: 30/11/2021 17:44:27
Contribuição:

Tal como demonstrado nos estudos da CEPT (vide resposta 1), a solução consistiu na separação de frequências e num limite de OoBE mais rigoroso. Uma priorização de canais sozinha não pode evitar interferências prejudiciais, porém implementar a seleção prioritária de canais (superiores) ajudam no sentido de minimizar a probabilidade de que interferências ocorram.

Justificativa:

Motivos expressos na contribuição.

 Item:  Item 4

4. Quando os setores produtivos dessas tecnologias pretendem introduzir no mercado brasileiro equipamentos de potência muito baixa operando entre 5.925-7.125 MHz e sistemas de transporte inteligente operando entre 5.850 – 5.925 MHz?

Contribuição N°: 26
ID da Contribuição: 97459
Autor da Contribuição: Grace Kelly de Cassia Caporalli
Data da Contribuição: 08/11/2021 15:28:09
Contribuição:

A introdução de produtos VLP no mercado brasileiro depende da ação estratégica de cada empresa. Em termos de indústria, haverá o desenvolvimento do ecossistema de tecnologia de chipsets e módulos de fabricantes de grande porte, que em geral estabelecem as tendências dessas tecnologias, o que resulta na introdução de produtos de diferentes empresas de forma quase simultânea.

Justificativa:

A introdução de produtos VLP no mercado brasileiro depende da ação estratégica de cada empresa. Em termos de indústria, haverá o desenvolvimento do ecossistema de tecnologia de chipsets e módulos de fabricantes de grande porte, que em geral estabelecem as tendências dessas tecnologias, o que resulta na introdução de produtos de diferentes empresas de forma quase simultânea.

Contribuição N°: 27
ID da Contribuição: 97520
Autor da Contribuição: Cleber de Martin
Data da Contribuição: 22/11/2021 14:13:01
Contribuição:

Assim que a situação do espectro estiver esclarecida. O Grupo Volkswagen já lidera com implantações Car2X na Europa e na China.

Justificativa:

 É um grande passo o Brasil disponibilizar a banda de 5,9 GHz para serviços ITS, em linha com a Recomendação ITU-R 2121. Recomendamos também que o Brasil siga esse modelo regulatório europeu, definido pela Decisão ECC (08)01, que fornece condições regulatórias claras para o uso do espectro, bem como para evitar interferências de e para aplicações adjacentes.

Contribuição N°: 28
ID da Contribuição: 97595
Autor da Contribuição: Fabio Gaiotto Dias
Data da Contribuição: 26/11/2021 15:28:37
Contribuição:

Sem contribuição para este item no momento.

Justificativa:
Contribuição N°: 29
ID da Contribuição: 97606
Autor da Contribuição: Francisco Carlos G. Soares
Data da Contribuição: 30/11/2021 18:44:49
Contribuição:

A Qualcomm está realizando discussões no Brasil para realização de provas de conceito da tecnologia C-V2X e pretende compartilhar ações e disponibilizar os resultados para apoio ao desenvolvimento do ecossistema C-V2X no mercado automotivo no país.

A Qualcomm possui um portfólio de produtos chipsets, SoCs e plataformas no padrão do WiFi6E, disponíveis (https://www.qualcomm.com/wi-fi-6e/product-list) e muitos já estão em processo de homologação na Anatel, podendo citar os certificados de homologação 08199-21-00330 e 11566-21-02245 como exemplos de certificados já emitidos.

Justificativa:

Conforme contribuição.

Contribuição N°: 30
ID da Contribuição: 97613
Autor da Contribuição: Leimar Mafort
Data da Contribuição: 30/11/2021 17:44:27
Contribuição:

NA

Justificativa:

NA

 Item:  Item 5

5. A manutenção ou modificação de tal limite, tende a antecipar, atrasar ou manter a previsão de introdução de tais equipamentos no mercado nacional?

Contribuição N°: 31
ID da Contribuição: 97460
Autor da Contribuição: Grace Kelly de Cassia Caporalli
Data da Contribuição: 08/11/2021 15:29:08
Contribuição:

A modificação do limite de emissão fora de banda do dispositivo VLP tende a manter a previsão de introdução no mercado nacional, uma vez que a indústria segue o alinhamento com mercado internacional em função da harmonização global.

Cita-se a adoção do requisito do limite de emissão fora de banda estabelecido no mercado europeu para dispositivos de potência muito baixa VLP, devido à especificidade da proteção requerida às comunicações de trens urbanos (ITS Urban Railway), de densidade de potência fora de banda máxima OoB=-45 dBm/MHz (valor médio) (em análise até dez/2024, e na ausência de justificativa, será adotado valor de -37 dBm/MHz).

Embora o uso de sistema de trens urbanos seja comum na Europa, mas não exista no Brasil, os processos produtivos empregados na indústria para o VLP devido ao requisito para Europa farão uso de tecnologia que poderá ser aplicado aos produtos VLP em mercado internacional, visando proteção ao sistema ITS em banda adjacente.

Justificativa:

A modificação do limite de emissão fora de banda do dispositivo VLP tende a manter a previsão de introdução no mercado nacional, uma vez que a indústria segue o alinhamento com mercado internacional em função da harmonização global.

Cita-se a adoção do requisito do limite de emissão fora de banda estabelecido no mercado europeu para dispositivos de potência muito baixa VLP, devido à especificidade da proteção requerida às comunicações de trens urbanos (ITS Urban Railway), de densidade de potência fora de banda máxima OoB=-45 dBm/MHz (valor médio) (em análise até dez/2024, e na ausência de justificativa, será adotado valor de -37 dBm/MHz).

Embora o uso de sistema de trens urbanos seja comum na Europa, mas não exista no Brasil, os processos produtivos empregados na indústria para o VLP devido ao requisito para Europa farão uso de tecnologia que poderá ser aplicado aos produtos VLP em mercado internacional, visando proteção ao sistema ITS em banda adjacente.

Contribuição N°: 32
ID da Contribuição: 97521
Autor da Contribuição: Cleber de Martin
Data da Contribuição: 22/11/2021 14:13:01
Contribuição:

Como aconteceu no mercado norte-americano, com a perda de 45 MHz de espectro ITS e com uma regulamentação de espectro pouco clara para o espectro ITS restante, a manutenção dos limites atuais atrasaria significativamente as implantações comerciais de ITS, mas também potencialmente tornaria parte da banda ITS de 5,9 GHz inutilizável.

Justificativa:

A Volkswagen do Brasil recomenda, portanto, uma modificação conforme sugerido por nós no Item 1.

Contribuição N°: 33
ID da Contribuição: 97578
Autor da Contribuição: GUilherme Guelfi
Data da Contribuição: 25/11/2021 13:45:03
Contribuição:

Não achamos que isso afetará negativamente, uma vez que o requisito já existe para a Europa.

Justificativa:

Não achamos que isso afetará negativamente, uma vez que o requisito já existe para a Europa.

Contribuição N°: 34
ID da Contribuição: 97596
Autor da Contribuição: Fabio Gaiotto Dias
Data da Contribuição: 26/11/2021 15:28:37
Contribuição:

Não achamos que isso afetará negativamente o cronograma.

Justificativa:

Este requisito já existe para a Europa. Além disso, o Wi-Fi pode começar facilmente a usar canais em frequências mais altas no início.

Contribuição N°: 35
ID da Contribuição: 97607
Autor da Contribuição: Francisco Carlos G. Soares
Data da Contribuição: 30/11/2021 18:46:20
Contribuição:

A modificação do limite de emissão fora de banda do dispositivo VLP tende a manter a previsão de introdução no mercado nacional, uma vez que a indústria segue o alinhamento com mercado internacional em função da harmonização global. O requisito de emissão de menor densidade de potência irradiada em banda adjacente será aplicado no mercado europeu, para dispositivos de potência muito baixa VLP, devido à especificidade na Região 1 da proteção requerida às comunicações de trens urbanos (ITS Urban Railway). Embora exista a particularidade do uso de trens na Europa, mas não no Brasil, a implementação técnica em si e toda a metodologia empregada na indústria para uso de nível mais baixo da emissão fora de banda (OoB = -45 dBm/MHz, ou -37 dBm/MHz a partir de dez/2024) constitui tecnologia que poderá ser aplicado aos produtos VLP visando proteção ao sistema ITS em banda adjacente.

Justificativa:

Conforme Contribiução.

Contribuição N°: 36
ID da Contribuição: 97614
Autor da Contribuição: Leimar Mafort
Data da Contribuição: 30/11/2021 17:44:27
Contribuição:

Pensamos que não irá afetar negativamente o calendário, uma vez que a exigência já existe para a Europa.

Justificativa:

NA

 Item:  Item 6

6. Espaço para comentários adicionais, se houver.

Contribuição N°: 37
ID da Contribuição: 97461
Autor da Contribuição: Grace Kelly de Cassia Caporalli
Data da Contribuição: 08/11/2021 15:29:52
Contribuição:

Reforçamos a importância de haver um alinhamento dos procedimentos de ensaios adotados pela ANATEL com as normas internacionais, especialmente quanto ao novo possível limite de emissões espúrias e de qualquer emissão fora da faixa 5.925-7.125 MHz, que deverão estar limitadas à máxima densidade espectral de potência EIRP de -37 dBm/MHz, onde o detector RMS deverá ser utilizado. Visto que ainda não houve publicação da consulta pública nº 27-2021, que trata da atualização dos Procedimentos de Ensaios para Avaliação da Conformidade de Equipamentos de Radiocomunicação de Radiação Restrita, aprovados pelo Ato n° 6.506, de 27 de agosto de 2018, reforçamos que o mesmo seja atualizado e continue seguindo como referência as referências do FCC, e adotar qualquer nova publicação assim que o limite do FCC também seja atualizado para a nova referência. Assim evita-se qualquer discrepância quanto as metodologias de ensaios que poderiam causar problemas durante o processo de certificação em território nacional.

Justificativa:

Reforçamos a importância de haver um alinhamento dos procedimentos de ensaios adotados pela ANATEL com as normas internacionais, especialmente quanto ao novo possível limite de emissões espúrias e de qualquer emissão fora da faixa 5.925-7.125 MHz, que deverão estar limitadas à máxima densidade espectral de potência EIRP de -37 dBm/MHz, onde o detector RMS deverá ser utilizado. Visto que ainda não houve publicação da consulta pública nº 27-2021, que trata da atualização dos Procedimentos de Ensaios para Avaliação da Conformidade de Equipamentos de Radiocomunicação de Radiação Restrita, aprovados pelo Ato n° 6.506, de 27 de agosto de 2018, reforçamos que o mesmo seja atualizado e continue seguindo como referência as referências do FCC, e adotar qualquer nova publicação assim que o limite do FCC também seja atualizado para a nova referência. Assim evita-se qualquer discrepância quanto as metodologias de ensaios que poderiam causar problemas durante o processo de certificação em território nacional.

Contribuição N°: 38
ID da Contribuição: 97575
Autor da Contribuição: Luiz Otavio Vasconcelos Prates
Data da Contribuição: 24/11/2021 20:28:56
Contribuição:

Nesta oportunidade, o Sindisat gostaria de ressaltar que limitar o uso não licenciado da faixa de 6GHz  à equipamentos indoor de baixa potência se faz  necessário para a proteção de longo prazo dos uplinks FSS da interferência agregada que será produzida por esses dispositivos.  Portanto, o Sindisat reitera a preocupação manifestada por meio de suas representadas em resposta à CP 82/2020  de que a Anatel não permita a operação outdoor de equipamentos de alta potência em 6GHz.

Justificativa:

Vide contribuição

Contribuição N°: 39
ID da Contribuição: 97597
Autor da Contribuição: Fabio Gaiotto Dias
Data da Contribuição: 26/11/2021 15:28:37
Contribuição:

Nada a complementar.

Justificativa:
Contribuição N°: 40
ID da Contribuição: 97608
Autor da Contribuição: Francisco Carlos G. Soares
Data da Contribuição: 30/11/2021 18:46:20
Contribuição:

Como uma etapa subsequente de execução de testes de interferência, informamos que a PUC-Rio tem como objetivo continuar a avaliação da interferência em laboratório, desta vez empregando dispositivos com módulos C-V2X, visando simular a comunicação direta C-V2X (padrão 3GPP Rel14), também denominada PC5. Nesse cenário de testes irradiados será realizada a medição de interferência de sinal Wi-Fi6E (padrão IEEE 802.11ax) sobre a recepção do C-V2X.

O sistema C-V2X é composto por dispositivos que estabelecem a comunicação do C-V2X e permitem a avaliação da recepção. Esse conjunto C-V2X contém 2 placas-mãe EVB (Evaluation Board), 2 módulos C-V2X e antenas. O sinal WiFi6E será gerado como forma de onda por equipamento gerador de sinal, com uso de amplificador e antena na faixa 6 GHz. No laboratório será realizado o cenário de teste irradiado, com uso de antena, visando observar o impacto da interferência sobre a recepção C-V2X. Este impacto será verificado através de registro de pacotes recebidos bem-sucedidos por meio da configuração de comandos AT.

A metodologia de testes consistirá em etapas de: (i) configuração dos sistemas e montagem de setup, (ii) configuração do modo de teste (Mode E), identificação dos comandos AT e configuração de transmissão direta via PC5, (iii) definição das etapas para medição de interferência do sinal 802.11ax na recepção C-V2X com caracterização da sensibilidade de recepção, níveis de transmissão e fornecimento da contagem de pacotes bem-sucedidos na camada física.

As referências técnicas para os testes são procedimentos do 3GPP e ETSI. Os testes de convivência de V2X podem ser realizados por meio de comandos AT com base nos procedimentos de documentos de referência 3GPP TS 36.509 V16.1.0 (2021-06) (pág 50) e ETSI TS 127 007 V15.3.0 (2018-10) (pág 348).

No caso do 3GPP, os testes são de acordo com os procedimentos para o Modo E para comunicações V2X, com as seguintes possibilidades: para recepção, Modo E (“Model for UE test loop mode E on UE side based on AT commands V2X when UE is in out-of-coverage state (when Communication receive is indicated in UE test loop mode E setup IE)”), e para transmissão, Mode E (“Model for UE test loop mode E on UE side based on AT commands V2X when UE is in out-of-coverage state (when Communication transmit is indicated in the UE test loop mode E setup IE”). O objetivo é a contagem da quantidade de pacotes numa transmissão bem-sucedida (PSCCH PHY transport block).

No caso do ETSI, a referência ETSI TS 127 007 V15.3.0 apresenta lista de comandos utilizados para o Modo de teste E quando não há cobertura por uma estação rádio base, que são relacionados com ativação, configuração do transmissor e receptor, contagem de pacotes bem recebidos na comunicação sidelink, sincronismo de dados com sinais de GNSS, início e parada de envio de dados V2X.

Os resultados visam ratificar as análises teóricas e práticas (5GAA e medições PUC-Rio/R&S) já realizadas. Como etapa final será feita a consolidação dos resultados em relatório técnico a ser apresentado para Anatel.

Justificativa:

Conforme contribuição.

Contribuição N°: 41
ID da Contribuição: 97615
Autor da Contribuição: Leimar Mafort
Data da Contribuição: 30/11/2021 17:44:27
Contribuição:

NA

Justificativa:

NA