Anatel

Agência Nacional de Telecomunicações - ANATEL

Sistema de Acompanhamento de Consulta Pública - SACP

Relatório de Contribuições Recebidas

 Data: 10/08/2022 11:39:06
 Total de Contribuições:20

CONSULTA PÚBLICA Nº 48


 Item:  NORMA
Contribuição N°: 1
ID da Contribuição: 38891
Autor da Contribuição: fabio.s
Data da Contribuição: 06/11/2008 17:58:48
Contribuição: Prezados senhores, Em relação à Consulta Pública N 48, que contempla as alterações para Certificação e Homologação de Equipamentos de Telecomunicações quanto aos aspectos de avaliação da Taxa de Absorção Específica (SAR), a Samsung Instituto de Desenvolvimento para a Informática manifesta-se através das 2 considerações a seguir.
Justificativa: 1 ) No que diz respeito ao parque laboratorial brasileiro: Enquanto fabricante de telefones celulares, nossa maior preocupação é que atualmente apenas 2 laboratórios realizam os ensaios de SAR no Brasil. Essa pequena oferta de laboratórios frente à crescente demanda para estes ensaios pode vir a ampliar de forma demasiada o tempo de chegada de novos produtos ao mercado. Temos consultado alguns técnicos destes laboratórios e, pelo que nos relatam, dependendo da configuração do celular, a duração dos ensaios (considerando somente os ensaios de SAR) para um telefone móvel celular pode até mesmo dobrar, levando até 3 semanas. 2 ) No que diz respeito aos padrões globais de regulação para SAR: Atualmente existem diferenças significativas nos parâmetros usados para calcular os limites de SAR adotados pela FCC (Estados Unidos) e pelas autoridades de certificação da Comunidade Européia: - A FCC exige que os telefones tenham um nível de SAR igual ou inferior a 1.6 watts por quilograma (W/kg), tomada como referência a medição em volume de 1 grama de tecido. - O limite de SAR na União Européia é de 2 W/kg, calculado sobre 10 gramas de tecido. A Resolução 303, hoje em vigor no Brasil, assemelha-se muito à norma européia. Atualmente está em discussão na Europa a norma IEC 62209-2, que prevê a realização de ensaios de SAR no corpo humano. Há uma tendência mundial em se adotar a medida de SAR a partir dos 10g de tecido (EN62209-1). Além de Austrália, Brasil e Europa, a China recentemente adotou essa referência. Desta forma, sugerimos aguardar que a discussão da norma IEC 62209-2 seja concluída na Europa para que a realização de testes de SAR no corpo se consolidasse como uma necessidade real e sobre a qual houvesse um maior consenso. Muito obrigado, Atenciosamente, Fábio Roberto Porto Silva Analista de Produto Samsung Instituto de Desenvolvimento para Informática Campinas - SP Tel.: (19) 3344-4688 Email: fabio.s@samsung.com
 Item:  1. OBJETIVO

Esta norma estabelece os requisitos técnicos gerais e específicos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade para a medição da taxa de absorção específica (SAR) em estações terminais portáteis na faixa de freqüência entre 300 MHz e 6 GHz, para efeito de certificação e homologação junto à Agência Nacional de Telecomunicações.

Contribuição N°: 2
ID da Contribuição: 38892
Autor da Contribuição: lauria
Data da Contribuição: 06/11/2008 18:49:23
Contribuição: Em primeiro lugar gostaríamos de ressaltar que a NOKIA tem uma Política Global de apoiar a escolha de padrões consagrados internacionalmente, como a ANATEL procurou fazer no texto proposto. Isso evita que soluções específicas para determinado país acabem por provocar perda de escala nos produtos fabricados. Também gostaríamos de expor nossa preocupação com os custos de certificação e o tempo gasto nos testes, especialmente nos ensaios de SAR, que aparentemente terão acréscimo quando da adoção do texto proposto pela Anatel. Dessa forma, já que esta Norma proposta está baseada em padrões globais, em grande parte adotados por outras Administrações, sugerimos que seja permitido o uso de resultados de testes realizados no exterior, sempre que os mesmos estiverem de acordo com o procedimento determinado pela ANATEL e desde que realizados em laboratórios que atendam aos requisitos das Normas de certificação.
Justificativa: Como descrito na nossa contribuição a este item.
Contribuição N°: 3
ID da Contribuição: 38894
Autor da Contribuição: eduardo nl
Data da Contribuição: 06/11/2008 22:25:08
Contribuição: Representando a NOKIA SIEMENS NETWORKS, apresento a seguir nossos comentários. Como os terminais celulares são produzidos no Brasil tanto para comercialização interna como para serem exportados, bem como são comercializados no país terminais importados de outras partes do mundo, recomendamos que as normas técnicas adotadas sejam compatíveis e harmonizadas com as normas internacionalmente adotadas. Em relação ao nível de SAR, vimos seguindo o limite máximo de 2W/Kg, calculados sobre 10g de tecido. Tendo em vista que a norma IEC 62209-2 ainda se encontra em discussão, recomendamos que se aguarde a aprovação desta norma, antes da publicação definitiva da norma proposta nesta CP-48, sob pena da mesma conflitar com uma prática que está por ser adotada internacionalmente.
Justificativa: Como os terminais celulares são produzidos no Brasil tanto para comercialização interna como para serem exportados, bem como são comercializados no país terminais importados de outras partes do mundo, recomendamos que as normas técnicas adotadas sejam compatíveis e harmonizadas com as normas internacionalmente adotadas. Em relação ao nível de SAR, vimos seguindo o limite máximo de 2W/Kg, calculados sobre 10g de tecido. Tendo em vista que a norma IEC 62209-2 ainda se encontra em discussão, recomendamos que se aguarde a aprovação desta norma, antes da publicação definitiva da norma proposta nesta CP-48, sob pena da mesma conflitar com uma prática que está por ser adotada internacionalmente.
 Item:  2. REFERÊNCIAS

Para fins desta norma, são adotadas as seguintes referências:
I. Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos de Telecomunicações, aprovada pela Resolução Anatel no 242, de 30 de novembro de 2000.
II. Anatel - Plano de Atribuição, Destinação e Distribuição de Faixas de Freqüências no Brasil.
III. Regulamento sobre Limitação da Exposição a Campos Elétricos, Magnéticos e Eletromagnéticos na Faixa de Radiofreqüências entre 9 kHz e 300 GHz, aprovada pela Resolução Anatel no 303, de 2 de julho de 2002.
IV. IEEE STD 1528 (2003) IEEE Recommended Practice for Determining the Peak Spatial Average Specific Absorption Rate (SAR) in the Human Head from Wireless Communications Devices: Measurement Techniques.
V. EN50361:2001. Basic Standard for the Measurement of Specific Absorption Rate Related to Human Exposure to Electromagnetic Fields from Mobile Phones (300 MHz - 3 GHz), 2001.
VI. EN50371:2002. Generic Standard to demonstrate the compliance of low power electronic and electrical apparatus with basic restrictions relate to human exposure to electromagnetic fields (10 MHz 300 GHz) General public, 2002.
VII. IEC 62209 01:2005. Human exposure to radio frequency fields from hand-held and body-mounted wireless communication devices Human models, instrumentation, and procedures Part 1: Procedure to determine the specific absorption rate (SAR) for hand-held devices used in close proximity to the ear (frequency range of 300 MHz to 3 GHz), 2005.
VIII. IEC 62209 02 DRAFT. Human exposure to radio frequency fields from hand-held and body-mounted wireless communication devices - Human models, instrumentation, and procedures Part 2: Procedure to determine the Specific Absorption Rate (SAR) in the head and body for 30 MHz to 6 GHz Handheld and Body-Mounted Devices used in close proximity to the Body, 2007.
IX. FCC OET65 Supplement C. Evaluating Compliance with FCC Guidelines for Human Exposure to Radiofrequency Electromagnetic Fields - Additional Information for Evaluating Compliance of Mobile and Portable Devices with FCC Limits for Human Exposure to Radiofrequency Emissions - Supplement C.
X. AUSTRALIAN COMMUNICATIONS AUTHORITY, Radiocommunications (Electromagnetic Radiation Human Exposure) Standard, 2003,
XI. UNITED STATES ARMY, Gordon, C. C., Churchill, T., Clauser, C. E., Bradtmiller, B., McConville, J. T., Tebbetts, I., and Walker, R. A. 1988 Anthropometric Survey of U.S. Army Personnel: Methods and Summary Statistics Technical Report NATICK/TR-89/044, U.S. Army Natick Research, Development and Engineering Center, Natick, Massachusetts, Set. 1989.
XII. Kuster N., Kästle, R., and Schmid, T. Dosimetric evaluation of mobile communications equipment with known precision IEICE Transactions on Communications, May 1997, vol. E80-B, no. 5, pp. 645-652.
XIII. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS ABNT. NBR ISO/IEC 17.025 Requisitos gerais para competência de laboratórios de ensaio e calibração, 2005.
XIV. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS ABNT e INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA INMETRO. Guia para expressão da incerteza de medição, Terceira edição brasileira, 2003.

Contribuição N°: 4
ID da Contribuição: 38886
Autor da Contribuição: HP-Brasil
Data da Contribuição: 06/11/2008 11:47:40
Contribuição: Eliminar : 2 VIII. IEC 62209 02 DRAFT. Human exposure to radio frequency fields from hand-held and body-mounted wireless communication devices - Human models, instrumentation, and procedures Part 2: Procedure to determine the Specific Absorption Rate (SAR) in the head and body for 30 MHz to 6 GHz Handheld and Body-Mounted Devices used in close proximity to the Body, 2007
Justificativa: Trata-se apenas de uma norma que ainda está em discussão e votação e que sua adoção ainda não foi oficializada pela IEC. Não devemos correr o risco de adotar uma norma que poderá sofrer alterações decorrendo em erros de avaliação. Além disso, após a publicação, os países e também os fabricantes terão prazos longos para adaptarem seus produtos e sistemas de avaliação da conformidade aos novos requerimentos. Portanto, recomendamos rever a adoção de imediato desta draft de norma pela ANATEL.
Contribuição N°: 5
ID da Contribuição: 38893
Autor da Contribuição: lauria
Data da Contribuição: 06/11/2008 18:49:23
Contribuição: Nas referências citadas está incluída a Norma IEC 62.209-02-DRAFT. Esta Norma ainda não está aprovada, as suas partes listadas no texto proposto pela ANATEL não são da última versão da mesma e não se sabe com vai ficar o texto final, o qual pode a vir a não atender aos objetivos aqui previstos. Sugerimos que se aguarde a aprovação de Norma pela IEC para que se volte a discutir a execução dos testes no corpo. Destacamos também que embora diversas Normas estejam aqui referenciadas, o texto constante nesta Consulta Pública está, algumas vezes, diferente do texto da Norma original. Isso pode vir a se traduzir em forma de não-conformidades em produtos que atendem à Norma referenciada mas não à Norma proposta, além de poder prejudicar o entendimento da mesma.
Justificativa: Como descrito na nossa contribuição a este item.
Contribuição N°: 6
ID da Contribuição: 38895
Autor da Contribuição: eduardo nl
Data da Contribuição: 06/11/2008 22:25:11
Contribuição: V. A norma CENELEC EN 50361 foi substituída pela EN 62209-1. Sugerimos eliminar esta referência.
Justificativa: V. A norma CENELEC EN 50361 foi substituída pela EN 62209-1
 Item:  3. DEFINIÇÕES
Para fins desta norma aplicam-se as seguintes definições:
I. Acessórios: são partes ou peças que permitem o uso da estação terminal portátil de outra forma que não àquela que a estação foi projetada. Como exemplo podemos citar: capas para as estações fabricadas em tecidos ou couro com ou sem partes metálicas, fones de ouvido com ou sem fio, suporte para estação para cinto, para uso da estação na cintura etc.
II. Estações terminais portáteis: estações transmissoras caracterizadas pela portabilidade dos equipamentos utilizados e cujas estruturas radiantes, quando em operação, ficam localizadas a menos de 20 (vinte) centímetros de distância do corpo do usuário.
III. Estações terminais portáteis com operação multibanda: estação terminal portátil com modo de operação que pode transmitir várias radiofreqüências.
IV. Estações terminais portáteis de baixa potência: estação terminal portátil onde a potência média emitida em um tempo médio de 6 (seis) minutos é igual ou menor que 20 mW e o pico de potência emitida é menor que 20 W.
V. Pico espacial médio de SAR ou SAR máxima na média espacial ou Pico na média espacial da SAR: Valor máximo da SAR média dentro de uma massa específica (do inglês peak spatial average SAR ). VI. Manequim plano: refere-se ao manequim para medições de SAR em estações terminais portáteis que operam em outras posições que não aquelas localizadas contra o lado da cabeça, ou seja, como exemplos não limitantes, posições próximas ao corpo do usuário, ou posições de terminais portáteis que operam em fronte a face do usuário
VII. Manequim SAM ou boneco: refere-se ao Manequim Antropomórfico Específico SAM (do inglês Specific Anthropomorphic Mannequin ) para medições de SAR em estações terminais portáteis que operam próximo à cabeça do usuário.
VIII. Terminal Portátil a Ser Certificado (TSC): terminal de telecomunicação a ser submetido aos ensaios prescritos nesta norma, visando sua certificação.
Contribuição N°: 7
ID da Contribuição: 38887
Autor da Contribuição: HP-Brasil
Data da Contribuição: 06/11/2008 11:47:40
Contribuição: Revisar : 3I. Acessórios: são partes ou peças que permitem o uso da estação terminal portátil de outra forma que não àquela que a estação foi projetada desde que sua utilização normal seja no máximo a 20cm da cabeça ou corpo do usuário . Como exemplo podemos citar: capas para as estações fabricadas em tecidos ou couro com ou sem partes metálicas, fones de ouvido com ou sem fio, suporte para estação para cinto, para uso da estação na cintura etc. Revisar : 3II. Estações terminais portáteis: estações transmissoras caracterizadas pela portabilidade dos equipamentos utilizados e cujas estruturas radiantes, quando em operação de acordo com o especificado pelo fabricante, ficam localizadas a menos de 20 (vinte) centímetros de distância da cabeça e/ou tronco do usuário.
Justificativa: Justificativa 3I : Alguns tipos de acessórios tem sua utilização normal onde o usuário fica a uma distância maior do que a 20cm de distancia do aparelho e do acessório. Como exemplos, podemos citar o viva-voz veicular e o suporte para GPS. Justificativa 3II : Há estações que somente podem ser operados manualmente a uma certa distância através de um teclado ou painel de controle. Portanto, é importante o detalhamento na definição do que realmente é passível de avaliação.
Contribuição N°: 8
ID da Contribuição: 38896
Autor da Contribuição: eduardo nl
Data da Contribuição: 06/11/2008 22:25:11
Contribuição: I.Acessórios: Esta definição de acessórios é distinta da utilizada nas normas referenciadas no ITEM 2. REFERÊNCIAS , anterior.
Justificativa: I.Acessórios: Esta definição de acessórios é distinta da utilizada nas normas referenciadas no ITEM 2. REFERÊNCIAS , anterior.
 Item:  4. CARACTERÍSTICAS GERAIS/4.1 ESPECIFICAÇÕES DO AMBIENTE

4.1 Especificações do Ambiente
4.1.1 Para a realização das medidas de SAR, o laboratório deverá atender as seguintes condições:
a) Temperatura ambiente deverá estar na faixa entre 18 C a 25 C.
b) Temperatura do líquido simulador: durante a medição de SAR a variação da temperatura do líquido deverá ser menor que 2 C e a diferença entre a temperatura do líquido simulador durante a medição de SAR e a temperatura do líquido simulador durante a medição dos parâmetros dielétricos deverá ser menor que 2 C.
c) Ruído do Ambiente (RF): deverá ser menor que 0,012 W/kg, ou seja, menor que 3% do menor limite de detecção, 0,4 W/kg. Esta medição deve ser feita com todos os transmissores internos ao laboratório desligados.
d) Ruído do Ambiente devido à reflexão: o ruído do ambiente do laboratório onde se realiza a medição de SAR deve ser menor que 3% da SAR medida. Todos os transmissores internos ao laboratório devem estar ligados durante a medição deste parâmetro.
e) Conexão a redes sem fio externas: a estação terminal portátil não poderá se conectar a nenhuma rede sem fio externa ao laboratório onde se realiza a medição.
f) Validação do sistema de medição: deve ser realizada anualmente, ou quando da instalação de um sistema novo, ou em qualquer modificação de um sistema de medição de SAR em operação. Entre as alterações podemos citar, a troca de um software, a manutenção de parte do sistema, o uso de sondas dosimétricas diferentes. A validação do sistema deve ser realizada de acordo com o Anexo D da norma IEC 62209:1 ou de acordo com o item 8.3 da norma IEEE 1528 2003.

Contribuição N°: 9
ID da Contribuição: 38853
Autor da Contribuição: cleyton
Data da Contribuição: 07/10/2008 13:14:41
Contribuição: A umidade relativa do ar deve estar na faixa de 60% a 90%
Justificativa: Os testes de Laboratório devem considerar as Condições de uso dos equipamentos no Brasil, desta forma existem extensos locais em que a temperatura ambiente é menor que zero e muitas em que chega aos 35 C na sombra. Considerando o fato e ainda que a humidade relativa do ar no ambiente influi fortemente no ambiente, seria conveniente tambem especificar a faixa de humidade relativa do ar a ser observada no Laboratório.
 Item:  4.3 ESPECIFICAÇÃO DE SONDA ISOTRÓPICA
4.3.1 O diâmetro externo total (sensores e capa de proteção) da sonda isotrópica deve ser menor que 8 mm na posição onde se localizam os sensores de campo elétrico.
4.3.2 O limite mínimo de detecção da sonda deve ser 0,01 W/kg e o limite máximo deve ser superior a 100 W/kg.
4.3.3 A linearidade da resposta da sonda isotrópica deve estar entre 0,25 dB na faixa de medição de SAR da sonda.
4.3.4 O erro máximo de isotropia axial da sonda deve ser de 0,25 dB e o erro máximo de isotropia hemisférica deve ser de 0,5 dB. Estes erros são considerados nas freqüências da estação terminal portátil sob teste.
4.3.5 As sondas isotrópicas utilizadas na medição devem ser calibradas em líquido simulador de acordo com os parâmetros dielétricos especificados para cada faixa de freqüência com os procedimentos estabelecidos no Anexo A da Norma IEEE 1528 2003 [IV] ou no Anexo B da norma IEC 62209:1 [VII].
4.3.6 Os instrumentos utilizados para a calibração devem ser rastreáveis pelas instituições nacionais ou internacionais de metrologia, i.e., INMETRO no Brasil, NIST nos EUA, NPL na Inglaterra etc.
4.3.7 O laboratório ou instituição que realiza as calibrações das sondas isotrópicas deve ser acreditado pela norma ISO 17.025.
Contribuição N°: 10
ID da Contribuição: 38897
Autor da Contribuição: eduardo nl
Data da Contribuição: 06/11/2008 22:25:11
Contribuição: 4.3.1 Harmonizar com a norma IEC 62209-2. A distância de 8mm é muito grande para freqüências acima de 2GHz. 4.3.3 e 4.3.4 Sugerimos alinhar os valores apresentados nos itens 4.3.3 e 4.3.4, a fim de evitar discrepâncias
Justificativa: 4.3.1 Harmonizar com a norma IEC 62209-2. A distância de 8mm é muito grande para freqüências acima de 2GHz. 4.3.3 e 4.3.4 Sugerimos alinhar os valores apresentados nos itens 4.3.3 e 4.3.4, a fim de evitar discrepâncias
 Item:  4.4 ESPECIFICAÇÃO DO MANEQUIM - SAM

4.4.1 A varredura da sonda de campo elétrico deve ser feita dentro das metades do manequim SAM bi-seccionado.
4.4.2 As características físicas do modelo do manequim (tamanho e formas) para o teste das estações terminais portáteis devem simular a cabeça do usuário.
4.4.3 O manequim da cabeça deve ser construído como um recipiente que contém o líquido simulador dentro de suas formas ( casca ) de forma a permitir que a sonda realize a varredura.
4.4.4 O manequim SAM deve ter no mínimo três pontos de referência, providenciado pelo seu fabricante, para que sejam usados como referência espacial na correlação do sistema de varredura e o manequim SAM. Estes pontos devem ser visíveis para o operador e espaçados entre si em no mínimo 10 cm.
4.4.5 A mão do usuário não deve ser modelada, pois altera os valores de SAR e sua implementação dificulta o processo de padronização do teste conforme mostra o item 5.1.5 da Norma IEEE 1528 [IV].
4.4.6 As características do suporte da estação terminal portátil estão descritas no item 4.6.
4.4.7 A forma deste manequim SAM é derivada dos tamanhos e dimensões do 90o percentil da cabeça de homens adultos de acordo com o publicado em [X], com as orelhas adaptadas para as representar pressionadas pelo usuário da estação terminal móvel.
4.4.8 A parede ( casca ) do manequim SAM deve ser construída de material dielétrico de baixa perda com uma constante dielétrica menor que 5,0 e com tangente de perda que não exceda 0,05.
4.4.9 A espessura da parede do manequim SAM deve ser de 2,0 mm com uma variação menor que 0,2 mm em todas as regiões onde há medições de SAR.
4.4.10 O material da parede deve ser resistente aos produtos químicos utilizados no líquido simulador para preservar as tolerâncias especificadas nesta Norma.
4.4.11 Os espaçadores da orelha, representando as orelhas pressionadas pelo usuário, devem ser do mesmo material da parede do manequim SAM e proverão um espaçamento de 6 mm entre o líquido simulador e os pontos de referência da orelha (ERPs - ear reference points ) com uma tolerância menor que 0,2 mm.

4.4.12 As dimensões internas e externas do manequim SAM são definidas de acordo com o item D.2 do Anexo D da Norma 1528 2003 [IV]ou item A.2 da norma IEC 62209:1 [VII].
4.4.13 A Figura 1 mostra as marcações que devem estar presentes no manequim SAM para padronizar e facilitar o posicionamento da estação terminal portátil durante a medição da SAR.
4.4.14 O manequim SAM deve ser preenchido com o líquido simulador de tecido com uma profundidade de 15 0,5 cm.
4.4.15 A medição de SAR nas estações terminais portáteis que operam, próximas à cabeça deve ser realizada com manequim SAM bi-seccionado sagitalmente nas dimensões definidas anteriormente, conforme figura 2. Este tipo de manequim é conhecido com SAM Gêmeo ( Twin SAM ). Esta configuração é composta de uma face esquerda, para teste com uso da estação terminal portátil operando na orelha esquerda, uma face direita, para estação terminal móvel operando na orelha direita e uma parte plana, entre as partes direita e esquerda do manequim SAM, que é utilizada nos testes de acessórios que operam junto ao corpo do usuário e em outras configurações de testes descritas nesta Norma.

Contribuição N°: 11
ID da Contribuição: 38862
Autor da Contribuição: A. Sallles
Data da Contribuição: 11/10/2008 17:16:22
Contribuição: 4.4.3 O manequim da cabeça deve reproduzir o mais fielmente possível as caracteristicas físicas dos tecidos em cada região, considerando especialmente as elevadas não homogeneidades dos tecidos do cérebro. 4.4.7 Devem haver manequins para simular a cabeça de adultos e de crianças. A forma destes manequins é derivada dos tamanhos e dimensões do 90o percentil da cabeça de homens adultos e das crianças, de acordo com o publicado em [X], com as orelhas adaptadas para as representar pressionadas pelo usuário da estação terminal móvel.
Justificativa: 1.) Para o item 4.4.3: No item 4.4.2 esta mencionado que...as caracteristicas fisicas do manequim devem simular a cabeça do usuário. No item 4.4.3 esta mencionado que ... o manequim da cabeça deve ser construído como um recipiente que contém o liquido simulador dentro de suas formas .... Entretanto, os tecidos do cérebro humano apresentam caracteristicas de alta nao homegeneidades. Isto é facilmente comprovado através de diferentes métodos (p.ex., tomografia computadorizada, ressonancia magnetica, análises físico-químicas dos tecidos, etc), e já foi demonstrado em diversos artigos publicados na literatura cientifica internacional. Dai entao tentar simular estas nao homegeneidades com um liquido homogeneo nao me parece razoavel, nem aceitavel. Entre outros, quando existem nao homegeneidades nos tecidos, existe alta probabilidade de ocorrencia de hot spots , regiões de maior concentração de energia eletromagnética, resultando em SAR (taxas de absorção específica) substancialmente mais elevadas nestas regiões. Dai então, as medidas com liquido homogêneo absolutamente não correspondem a realidade, e não podem por consequencia ser utilizadas para a certificação dos aparelhos móveis operados próximos à cabeça dos usuários. Isto deve ser corrigido. 2.) Para o item 4.4.7 : A certificação dos aparelhos é válida tanto para adultos como para crianças. As crianças estão utilizando muito os aparelhos móveis. A cabeça das crianças tem características bastante diferentes dos adultos. Daí então os resultados de SAR em adultos serão substancialmente diferentes do que nas crianças. Entre outros, as dimensões e características físicas do cérebro são bem diferentes. Por exemplo, a espessura do osso do cranio nas crianças é cerca de 4 vezes menor que nos adultos. Isto resulta em mais atenuação ai (tanto por reflexão como por absorção da onda incidente) nos adultos que nas crianças. Também, os tecidos do cérebro das crianças tem maior conteúdo de um certo líquido salino (com elevada permissividade relativa e elevada condutividade), que resulta em maior absorção e dissipação da energia eletromagnética nestes tecidos. Também, a menor dimensão do cranio nas crianças, resulta em proporcionalmente maior penetração da onda que nos adultos. Isto já foi demonstrado em diversos artigos publicados na literatura cientifica internacional. Finalmente, nas crianças os tecidos se reproduzem mais rapidamente, e como boa parte dos efeitos danosos à saúde ocorrem na oportunidade de reprodução dos tecidos, então as crianças naturalmente estão sob maiores riscos. Por outro lado, mas não menos importante, seria importante lembrar que nas medidas de SAR são considerados somente os efeitos térmicos (ou de curta duração, ou agudos) da absorção das radiações não ionizantes. Os efeitos não térmicos não são então considerados, e podem estar ocorrendo também na cabeça dos usuários dos aparelhos móveis. Em relação a estes efeitos não térmicos, a população está então absolutamente desprotegida. Observem que estes efeitos não térmicos, que são devidos a baixos niveis e longos tempos de exposição (também chamados efeitos cronicos) já foram largamente demonstrados na literatura científica internacional (ver por exemplo o BioInitiative Report, disponivel em www.bioinitiative.org).
 Item:  4.5 ESPECIFICAÇÕES DO MANEQUIM - PLANO
4.5.1 A forma do manequim plano deve ser de um recipiente aberto na parte superior com o fundo plano.
4.5.2 O manequim plano deve ser grande o suficiente para permitir o acoplamento com a antena radiante de RF e possibilitar a varredura para determinar a SAR em 10 g de tecido contíguo durante as medições em estações terminais portáteis sob teste ou nos procedimentos de controle e validação do sistema.
4.5.3 O manequim plano tem suas dimensões conforme descrito a seguir:
a) Deve ser 20% maior que a largura e o comprimento da estação terminal portátil sob teste incluindo sua antena.
b) O manequim plano deve envolver a estação terminal portátil sob teste com uma margem mínima de 10% em todas as direções.
c) Para estações terminais portáteis com freqüência de operação entre 300 e 800 MHz, o manequim plano deve ter sua dimensão longitudinal de 0,6 do comprimento de onda em sua dimensão maior e a largura será de 0,4 do comprimento de onda em sua dimensão menor. Estas dimensões são mínimas, dimensões maiores podem ser utilizadas.
d) Para estações terminais portáteis com freqüência de operação acima de 800 MHz, o manequim plano deve ter sua dimensão longitudinal de 240 mm em sua dimensão maior e a largura será de 160 mm em sua dimensão menor. Estas dimensões são mínimas, dimensões maiores podem ser utilizadas.
e) A forma externa da elipse não é importante e será determinada por escolha do usuário.
4.5.4 O manequim plano deve ser preenchido com líquido simulador com uma profundidade mínima de 15 cm. Quando cheio, o fundo do manequim plano não pode se curvar além de 1% da dimensão máxima da estação terminal portátil sob teste ou do dipolo utilizado na validação ou controle do sistema, assegurando assim que a área de contato da superfície da estação terminal portátil sob teste seja maximizada.
4.5.5 A parede ( casca ) do manequim plano deve ser construída de material dielétrico de baixa perda com uma constante dielétrica de 4,0 1,0 mm e com tangente de perda que não exceda 0,05. A espessura do fundo do recipiente do manequim plano deve ser de 2,0 mm com uma variação menor que 0,2 mm em todas as regiões onde há medições de SAR, de controle e de validação.
4.5.6 O material da parede deve ser resistente aos produtos químicos utilizados no líquido simulador para preservar as tolerâncias especificadas nesta Norma.
Contribuição N°: 12
ID da Contribuição: 38898
Autor da Contribuição: eduardo nl
Data da Contribuição: 06/11/2008 22:25:11
Contribuição: 4.5.3 Sugerimos alinhar com a norma IEC 62209-2/CDV.
Justificativa: 4.5.3 Sugerimos alinhar com a norma IEC 62209-2/CDV.
 Item:  4.7 ESPECIFICAÇÕES DO LÍQUIDO

4.7.1 As propriedades dielétricas para os líquidos simuladores do tecido humano estão na Tabela 1.
4.7.2 Para obter as propriedades dielétricas de líquidos simuladores do tecido humano em função das freqüências não apresentadas na Tabela 1 deve ser utilizada interpolação linear .
4.7.3 Os parâmetros descritos na Tabela 1 são equivalentes às propriedades dos tecidos humanos à temperatura de 37 C para uso em manequins homogêneos com uso de um único tecido.
4.7.4 Para freqüências entre 300 MHz e 2 GHz, os valores medidos de condutividade e permissividade relativa devem estar dentro de 5% dos valores centrais descritos na Tabela 1.

Tabela 1 Propriedades dielétricas dos líquidos simuladores de tecido

Freqüência

(MHz)

Cabeça

Corpo

Constante Dielétrica Relativa (er)

Condutividade s (S/m)

Constante Dielétrica Relativa (er)

Condutividade s (S/m)

300

45,3

0,87

58,2

0,92

450

43,5

0,87

56,7

0,94

835

41,5

0,90

55,2

0,97

900

41,5

0,97

55,0

1,05

915

41,5

0,98

55,0

1,06

1.450

40,5

1,20

54,0

1,30

1.610

40,3

1,29

53,8

1,40

1.800

40,0

1,40

53,3

1,52

1.900

40,0

1,40

53,3

1,52

1.950

40,0

1,40

53,3

1,52

2.000

40,0

1,40

53,3

1,52

2.450

39,2

1,80

52,7

1,95

3.000

38,5

2,40

52,0

2,73

4.000

37,4

3,40

50,8

3,90

5.000

36,2

4,40

49,3

5,07

5.200

36,0

4,70

49,0

5,30

5.400

35,8

4,90

48,7

5,53

6.000

35,3

5,30

47,9

6,23

 

4.7.5 Para freqüências na faixa entre 2 GHz e 6 GHz, os valores de condutividade e permissividade relativa devem ser de 5%, podendo ser admitida, em condições específicas, o valor de até 10%.
4.7.6 A temperatura do líquido durante a medição de SAR deve estar dentro de 2 C da temperatura na qual os parâmetros dielétricos são medidos. A temperatura ambiente durante a medida dos parâmetros dielétricos deve atender ao disposto no item 4.1.
4.7.7 O líquido simulador do tecido humano deve ser sempre caracterizado antes do seu uso na medição de SAR. A caracterização é válida por um período de 24 horas, após este prazo, nova caracterização deve ser feita para o uso do líquido simulador. O procedimento para a caracterização do líquido simulador está descrito em 4.7.
4.7.8 O líquido simulador deve ser agitado levemente após sua inserção no manequim e deve estar livre de bolhas de ar para a realização da medição de SAR.
4.7.9 A viscosidade do líquido simulador não pode impedir o movimento da sonda isotrópica dentro do manequim com o líquido. Para esta norma, a densidade do líquido simulador é assumida de ser 1.000 kg/m3, se o líquido for preparado de acordo com o indicado no item 4.7.11. Caso outras receitas sejam utilizadas é necessário que a densidade seja igual a 1.000 kg/m3 para manter o volume médio de 10 cm3 quando da avaliação de uma massa de 10 g.
4.7.10 O líquido simulador deve ter uma profundidade de no mínimo 15 centímetros no manequim para evitar reflexões da superfície líquida.
4.7.11 As receitas e características dos ingredientes utilizados no preparo dos líquidos devem seguir as recomendações descritas no Anexo I da Norma 62209 1 [VII], no Anexo C da Norma 1528 2003 [IV] ou no Apêndice C do Suplemento C do regulamento OET 65 [IX].

Contribuição N°: 13
ID da Contribuição: 38899
Autor da Contribuição: eduardo nl
Data da Contribuição: 06/11/2008 22:28:22
Contribuição: 4.7 Sugerimos alinhar os valores apresentados na tabela 1, na parte referente à cabeça com a norma IEC 62209-2, com atenção ao valor referente à freqüência de 6.000MHz.
Justificativa: 4.7 Sugerimos alinhar os valores apresentados na tabela 1, na parte referente à cabeça com a norma IEC 62209-2, com atenção ao valor referente à freqüência de 6.000MHz.
 Item:  5. MÉTODOS DE ENSAIOS PARA A AVALIAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE TELECOMUNICAÇÕES QUANTO AOS ASPECTOS DA AVALIAÇÃO DA TAXA DE ABSORÇÃO ESPECÍFICA (SAR)/5.1 CONDIÇÕES GERAIS DE ENSAIO
5.1.1 Os métodos de ensaios para a avaliação da conformidade quanto aos aspectos da avaliação da taxa de absorção específica (SAR) são os apresentados a seguir no item 5.
5.1.1.1 Métodos alternativos podem ser utilizados mediante acordo entre Solicitante da certificação, o Laboratório de Ensaios e o Organismo de Certificação Designado sob prévia aprovação da Anatel. A descrição e a justificativa para utilização do método alternativo acordado devem constar do Relatório de Ensaios.
5.1.2 O Terminal Portátil a Ser Certificado (TSC) apresentado para avaliação de certificação deve ser representativo dos modelos em produção e um conjunto adequado deve ser fornecido para os ensaios de conformidade.
5.1.3 Os métodos de ensaio descritos nesta norma não se aplicam às estações terminais portáteis de baixa potência. A demonstração do atendimento destas estações às restrições básicas de exposição do público em geral estabelecidas pela Resolução 303 [III]deve ser realizada de acordo com os itens 4 e 5 da Norma EN 50371:2002 [VI].
Contribuição N°: 14
ID da Contribuição: 38888
Autor da Contribuição: HP-Brasil
Data da Contribuição: 06/11/2008 11:47:40
Contribuição: Revisar : 5.1.3 Os métodos de ensaio descritos nesta norma não se aplicam às estações terminais portáteis de baixa potência. Incluem-se todos os equipamentos classificados pela ANATEL como Equipamentos de Radiocomunicação de Radiação Restrita .
Justificativa: A classificação de produtos da ANATEL deve bastar para determinar se uma estação terminal portátil de baixa potência deve ou não ser ensaiada. Criar um outro ensaio para dispensar equipamentos do ensaio de avaliação de SAR não faz sentido. No caso de equipamentos de radiação restrita, a avaliação da potência do equipamento é feita através dos requerimentos determinados pela Resolução 506, de 1 de Julho de 2008.
 Item:  5.2.2 PREPARAÇÃO DA ESTAÇÃO TERMINAL PORTÁTIL

A medição de SAR na estação terminal portátil deve ser realizada de acordo com os seguintes requisitos:
a) A estação sob teste usará seu transmissor interno;
b) A antena(s), bateria(s) e acessórios da estação sob teste devem ser especificados pelo fabricante.
c) Se a estação sob teste possui antena que pode ser totalmente estendida ou totalmente retraída, ambas posições devem ser testadas.
d) Se o fabricante disponibiliza antenas opcionais para a estação, estas também devem ser testadas.
e) A bateria deve estar completamente carregada antes de cada teste e deve manter-se com carga durante toda a realização do teste.
f) Se o fabricante disponibiliza bateria com capacidade de carga diferente e de dimensões diferentes ambas devem ser testadas em todas as situações descritas nesta Norma.
g) Se a estação sob teste opera com cabo conectado, fones de ouvido ou outros dispositivos, o TSC deverá ser ensaiado conforme descrito no item 5.2.4.
h) A estação sob teste não deve ter nenhuma conexão externa para alimentação ou conexão com a rede.
i) A potência de saída e a freqüência de operação (canal) do TSC deverão ser controladas pelo uso de um programa interno de teste ( test mode ) ou pelo uso de um simulador de estação rádio base.
j) O TSC não pode exceder o limite estabelecido de SAR em todos os canais sob teste de sua banda de transmissão.
k) O teste deve ser realizado no canal mais próximo à freqüência central da banda de transmissão. Se a largura de banda da freqüência de transmissão (Df = falta fbaixa, onde falta é a maior freqüência na banda e fbaixa é a menor freqüência na banda) exceder 1% da sua freqüência central (fc), então os canais, nas freqüências mínima e máxima da banda de transmissão, também devem ser testados.
l) Caso a largura da banda de transmissão exceder 10% de sua freqüência central, a seguinte fórmula deve ser usada para determinar o número de canais a ser testado (Nc).
Nc = (2 x Nb)+1
Onde: Nb = maior número inteiro de (10 Df / fc)
m) O TSC deve transmitir sua máxima potência em todas as condições de teste.
n) As medições de SAR devem ser feitas em todas as configurações operacionais da estação sob teste e em todos seus modos de uso, com e sem acessórios.

Contribuição N°: 15
ID da Contribuição: 38889
Autor da Contribuição: HP-Brasil
Data da Contribuição: 06/11/2008 11:47:40
Contribuição: Incluir : 5.2.2 o) Os carregadores de bateria, bem como seus cabos, destacáveis ou não, não são considerados acessórios para fins de avaliação de SAR.
Justificativa: Trata-se de um esclarecimento adicional. É uma premissa que os terminais sejam ensaiados sem que o carregador esteja conectado ao aparelho móvel celular.
 Item:  5.2.7 POSIÇÕES DE MEDIÇÃO DE ESTAÇÃO TERMINAL PORTÁTIL PARA USO NA MÃO DO USUÁRIO, NÃO PRÓXIMO À CABEÇA OU AO CORPO
5.2.7.1 Estações terminais portáteis para uso na mão do usuário com módulo de RF integrado cuja operação esteja a uma distância maior que 20 centímetros da cabeça ou corpo do usuário. Como exemplos, desta tecnologia podemos citar, assistente digital pessoal PDA (do inglês Personal Digital Assistant ) e o ponto de venda sem fio WPOS (do inglês Wireless Point Of Sale ).
5.2.7.2 A estação sob teste deve ser posicionada diretamente contra a parede do manequim plano de acordo com o descrito na manual do usuário ou de acordo com a Figura 9 e sempre da mesma maneira que é empunhada durante o uso.
Contribuição N°: 16
ID da Contribuição: 38890
Autor da Contribuição: HP-Brasil
Data da Contribuição: 06/11/2008 11:47:40
Contribuição: Eliminar : 5.2.7.1 Estações terminais portáteis para uso na mão do usuário com módulo de RF integrado cuja operação esteja a uma distância maior que 20 centímetros da cabeça ou corpo do usuário. Como exemplos, desta tecnologia podemos citar, assistente digital pessoal PDA (do inglês Personal Digital Assistant ) e o ponto de venda sem fio WPOS (do inglês Wireless Point Of Sale ).
Justificativa: 1. Equipamentos operando a mais de 20cm de distância não são considerado Estações terminais portáteis , de acordo com a definição em 3.II 2. As condições de ensaio terminal próximo à cabeça/orelha (5.2.3), terminal próximo ao corpo (5.2.4) e terminal em frente da face do usuário (5.2.6) são mais críticas em termos de medição do nível de SAR do que esta condição. A fim de otimizar a eficiência e eficácia dos ensaios, nossa recomendação é remover o ensaio nesta condição pois pouco agrega em termos de realmente avaliar os níveis de absorção de radiação.
 Item:  5.2.9 PROCEDIMENTO PARA CADA CONFIGURAÇÃO DA MEDIÇÃO DA SAR MÁXIMA NA MÉDIA ESPACIAL

5.2.9.1 Para determinar a SAR máxima na média espacial de uma estação terminal portátil todas as condições descritas nos itens 5.2.1 Preparação Prévia, 5.2.2 Preparação da Estação Terminal Portátil, 5.2.3 Posições de Medição da Estação Terminal Portátil Operando Próxima à Cabeça/Orelha e 5.2.4 Posições de medição da Estação Terminal Portátil operando próxima ao corpo devem ser seguidas e adequadas à estação terminal portátil sob teste.
5.2.9.2 Para cada configuração da estação terminal portátil sob teste devem ser realizados os passos descritos nos itens 5.2.9.3, 5.2.9.4, 5.2.9.5 e 5.2.9.6. Deste modo todas as posições da estação (cabeça, corpo e membros), configurações e modos operacionais devem ser testados para cada banda de freqüência de acordo como os passos descritos nos itens a seguir.
5.2.9.3 Passo 1 Medida de referência de potência (variação drift )
5.2.9.3.1 A SAR local deve ser medida com o uso de uma sonda de campo elétrico em um ponto de teste dentro de 10 mm ou menos na direção normal à superfície interna da parede do manequim (SAM ou plano) preenchido com o líquido simulador adequado.
5.2.9.4 Passo 2 Varredura de Área ( Area Scan )
5.2.9.4.1 A distribuição da SAR deve ser varrida longitudinalmente dentro da superfície interna de um dos lados da cabeça do manequim SAM, para medidas próximas à cabeça/orelha. No caso da varredura no manequim plano somente é realizada uma varredura.
5.2.9.4.2 A área da varredura deve cobrir todas as áreas que são expostas e circundadas pela projeção da estação terminal portátil sob teste no manequim SAM ou plano. A Figura 11 ilustra um exemplo de varredura em manequim SAM e manequim plano.
5.2.9.4.3 A distância entre os pontos medidos durante a varredura e a superfície do manequim deve ser de 8 mm ou menor e permanecer constante, com uma variação de 1 mm. Lateralmente, os pontos medidos devem ter resolução espacial suficiente para os algoritmos de interpolação do sistema de medição de SAR identificarem os locais com picos de SAR dentro da metade da dimensão linear (A metade da dimensão linear de um cubo de 10 gramas é 10,8 mm e do cubo de 1 grama é 5 mm) de um lado do volume da varredura fina ( zoom scan ), assim, o passo da malha espacial dos pontos medidos deve ser menor que 20 mm.
5.2.9.4.4 É recomendado que, em todos os pontos de medida na varredura, o ângulo da sonda com relação à linha normal à superfície seja menor que 30 .
5.2.9.4.5 Na distribuição de SAR obtida na varredura, deve ser identificada a posição com o valor máximo de SAR, bem como qualquer máxima local com valor SAR dentro de 2 dB que não esteja dentro do volume da varredura fina ( zoom scan ). Picos adicionais devem ser medidos apenas quando o pico primário está dentro de 2 dB do limite de SAR (ou seja, 1,26 W/kg para um limite de 2 W/kg em um cubo de 10 g).
5.2.9.4.6 A(s) posição(ões) identificada(s) no item 5.2.9.4.5 (anterior) será(ão) avaliada(s) com a varredura fina de volume para determinar o maior valor da SAR média no cubo de 10 g.
5.2.9.4.7 Se um pico for encontrado a uma distância da borda da varredura menor que metade da dimensão linear do cubo (10,8 mm para cubo de 10 g e 5,0 mm para o cubo de 1 g), a área de varredura deve ser aumentada, se possível.
5.2.9.5 Passo 3 Varredura Fina de Volume ( Zoom Scan )
5.2.9.5.1 Depois dos picos serem localizados na varredura de área (item 5.2.9.4), a máxima SAR média espacial deve ser obtida pela varredura fina de volume. Esta varredura tem uma dimensão mínima de 1,5 vezes o comprimento da borda de um cubo de 1 grama ou 10 gramas, ou 15 e 32 mm, respectivamente.
5.2.9.5.2 A varredura fina de volume deve ser no mínimo de 32 mm x 32 mm x 30 mm com 5 x 5 x 7 pontos centrada no local da SAR de pico determinada na varredura de área.
5.2.9.5.3 O passo da malha na direção vertical na varredura fina de volume deve ser de 5 mm ou menor, nas outras direções paralelas à superfície, o passo pode ser de até 8 mm. Esta resolução deve permitir que o algoritmo de interpolação calcule valores de SAR em uma malha com passo de 2 mm com erro menor que 5%.
5.2.9.5.4 Se o volume do cubo escolhido para calcular a máxima SAR média espacial tocar qualquer perímetro do volume da varredura fina, a varredura fina de volume deve ser repetida com o centro da varredura fina de volume alterado para a nova localização máxima de SAR.
5.2.9.5.5 Para todos os outros picos secundários encontrados no passo 2 (item 5.2.9.4) que estão dentro de 2 dB do pico máximo e não estão dentro desta varredura fina de volume, o passo 3 deve ser repetido.
5.2.9.5.6 É recomendado que, em todos os pontos de medida na varredura fina de volume, o ângulo da sonda com relação à linha normal à superfície seja menor que 30 .
5.2.9.5.7 O valor da máxima SAR média espacial deve ser obtido através de procedimentos de interpolação e extrapolação. Estes procedimentos devem seguir o estabelecido no Anexo C da Norma 62209 1 [VII] ou nos itens 6.5.3, F.4.1.3, F.4.1.4 e F.4.1.5 da Norma 1528 2003 [IV].
5.2.9.5.8 Os valores de SAR interpolados extrapolados das medidas de varredura fina de volume devem ser integrados na forma de um cubo de 10 gramas para determinar a máxima SAR média espacial na região de varredura fina de volume. A conformidade da SAR da estação terminal portátil sob teste é determinada pelo maior valor de SAR 10 gramas obtido em todas as varreduras finas de volume realizadas em cada varredura de área.
5.2.9.6 Passo 4 Medida de referência de potência (variação drift )
5.2.9.6.1 A SAR local (Se o sistema de medição fornecer o resultado da variação ( drift ) em valores de campo elétrico (V/m), a variação absoluta máxima deverá ser de 0,2 dB) deve ser medida exatamente no mesmo local do Passo 1 (item 5.2.9.3). O valor absoluto da variação da medição entre o obtido no Passo 4 e no Passo 1 deve ser menor que 5%.
5.2.9.6.2 Se várias varreduras finas de volume forem realizadas, a medida de referência de potência deve ser sempre medida. A variação deve ser sempre calculada para cada uma das medidas, mas a variação entre a obtida no Passo 1 e a última medição deve ser menor que 5%.

Contribuição N°: 17
ID da Contribuição: 38900
Autor da Contribuição: eduardo nl
Data da Contribuição: 06/11/2008 22:28:22
Contribuição: 5.2.9.5.3 Recomendamos alinhar com a norma IEC 62209-2/CDV.
Justificativa: 5.2.9.5.3 Recomendamos alinhar com a norma IEC 62209-2/CDV.
 Item:  5.3 INCERTEZAS DE MEDIÇÃO
5.3.1 Os conceitos da estimativa de incerteza dos valores de SAR produzidos pelas estações terminais portáteis estão baseados nas regras gerais providas pela ABNT/ISO/IEC no Guia para a expressão da incerteza de medição [XIV].
5.3.2 A incerteza total expandida para um nível de confiança de 95% para a medição de máxima SAR média espacial não poderá ser superior a 30% para valores na faixa entre 0,4 W/kg até 10 W/kg.
5.3.3 O cálculo da incerteza deve ser realizado de acordo com o com item 7.2 e o Anexo E da Norma 1528 2003 [IV]ou com o item 7 da Norma 62209 1 [VII].
5.3.4 Os valores de incerteza, calculados conforme parágrafo anterior, devem ser informados no relatório de ensaio da estação terminal sob teste.
Contribuição N°: 18
ID da Contribuição: 38901
Autor da Contribuição: eduardo nl
Data da Contribuição: 06/11/2008 22:28:22
Contribuição: 5.3.3 para Manequim SAM e item 7 da norma 62290-2 para Manequim - plano.
Justificativa: 5.3.3 para Manequim SAM e item 7 da norma 62290-2 para Manequim - plano.
 Item:  6. PROCEDIMENTO PARA TESTE DE ESTAÇÕES TERMINAIS PORTÁTEIS COM OPERAÇÃO MULTIBANDA
6.1 Este procedimento deve ser aplicado às estações terminais portáteis com operação multibanda que tenham dois transmissores nas freqüências f1 e f2 que são separadas por mais de uma largura de banda da calibração da sonda isotrópica usada no sistema de medição de SAR ou pela largura de banda do líquido simulador do tecido, o que for menor, ou seja, quando a SAR não puder ser mapeada simultaneamente usando a mesma sonda e o mesmo líquido.
6.2 Poderão ser utilizados os seguintes métodos para obter o valor máximo da SAR multibanda que deve atender ao estabelecido na legislação.
Contribuição N°: 19
ID da Contribuição: 38902
Autor da Contribuição: eduardo nl
Data da Contribuição: 06/11/2008 22:28:22
Contribuição: O procedimento para teste de estações terminais portáteis com operação multibanda sofreu atualização na última versão da norma IEC 62209-2/CDV. O método 3 foi retirado. Sugerimos a harmonização deste item com a versão mais atualizada na norma anteriormente referenciada.
Justificativa: O procedimento para teste de estações terminais portáteis com operação multibanda sofreu atualização na última versão da norma IEC 62209-2/CDV. O método 3 foi retirado. Sugerimos a harmonização deste item com a versão mais atualizada na norma anteriormente referenciada.
 Item:  6.5 MÉTODO 3 – MAPEAMENTO COM TODOS OS TRANSMISSORES LIGADOS SIMULTANEAMENTE
6.5.1 Este método pode ser usado se a potência de saída do transmissor secundário é menor que 5% da potência de saída do transmissor primário. Ele produz uma estimativa conservadora da SAR multibanda máxima.
6.5.2 Passo 1: Obter o valor da máxima SAR média espacial de acordo com o estabelecido no item 5 com todos os transmissores transmitindo simultaneamente. Os parâmetros do sistema de medição devem ser casados na freqüência do transmissor primário e o líquido simulador de tecido deve ter uma condutividade que não seja menor que a faixa central de condutividade de cada freqüência transmitida.
Contribuição N°: 20
ID da Contribuição: 38903
Autor da Contribuição: eduardo nl
Data da Contribuição: 06/11/2008 22:28:22
Contribuição: Excluir o método 3.
Justificativa: O procedimento para teste de estações terminais portáteis com operação multibanda sofreu atualização na última versão da norma IEC 62209-2/CDV. O método 3 foi retirado. Sugerimos a harmonização deste item com a versão mais atualizada na norma anteriormente referenciada.