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Anatel

Agência Nacional de Telecomunicações - ANATEL

Sistema de Acompanhamento de Consulta Pública - SACP

Relatório de Contribuições Recebidas

 Data:26/09/2022 14:03:47
 Total de Contribuições:21
 Página:1/21
CONSULTA PÚBLICA Nº 60
 Item:  Art. 1º - I

Aprovar o limite de potência para operação na faixa 2.300 – 2.400 MHz, para uso por estações do Serviço Móvel Pessoal - SMP, do Serviço de Comunicação Multimídia - SCM, do Serviço Telefônico Fixo Comutado - STFC e do Serviço Limitado Privado - SLP, conforme a seguir:

I – Estações base, nodal e repetidora estão limitadas a operar com o valor máximo de potência equivalente isotropicamente radiada, de acordo com a Tabela I;

Tabela I – Potência máxima transmitida

Potência transmitida

Pela estação base/nodal/repetidora

59 dBm/10 MHz EIRP por polarização

Contribuição N°: 1
ID da Contribuição: 90580
Autor da Contribuição: Grace Kelly de Cassia Caporalli
Entidade: --
Área de atuação: --
Data da Contribuição: 11/11/2019 15:25:34
Contribuição:

- Manifestação:

Alterar a Tabela I

Tabela I – Potência máxima transmitida em situação real em campo, equivalente a potência efetivamente irradiada, considerada 6dB abaixo da potência nominal:

Potência transmitida

Pela estação base/nodal/repetidor

 63 dBm/10 MHz por polarização e por setor

Limitado a  70dBm máximo por polarização e por setor.

 

Justificativa:

- Justificativa:

A ABINEE parabeniza a ANATEL pela Consulta Pública 59 que propõe discutir os limites aplicáveis ao uso da faixa de 3300-3600MHz no Brasil. Essa faixa será uma importante porta de entrada para a tecnologia 5G no país, sendo a principal faixa no grupo das bandas médias harmonizada globalmente, com uso extensivo entre 3300-3800MHz em todo o mundo, além de potencial uso da subfaixa de 3800-4200MHz.

 

Neste sentido, a ABINEE faz duas sugestões no sentido de adequar a proposta àquilo que considera que serão cenários reais de implementação das redes 5G no país.

1. Esclarecimento da diferença entre potência nominal e potência máxima transmitida (ou efetivamente irradiada).

A ABINEE entende que há uma diferença de 6dB entre a potência máxima transmitida (ou efetivamente irradiada por setor) e a potência nominal dos rádios que compõem as estações radio base para esta faixa, em se considerando o seu uso para 5G. Neste sentido, o entendimento da ABINEE e seus associados é de que a potência máxima EIRP determinada nesta minuta de Ato corresponde à potência efetivamente irradiada por setor, em caso, por exemplo, fosse realizada medição em campo. Esse limite é tipicamente 6dB inferior à potência nominal dos transceptores, um cálculo teórico máximo. Por esse motivo, acreditamos ser importante esclarecer esse ponto na redação final do Ato, assegurando entendimento claro sobre o tema.

 

2. Ajuste da curva de potência máxima por largura de canal para comportar potência equivalente em canais de 50MHz e 100MHz

O limite proposto pela ANATEL para potência efetivamente irradiada de 59dBm/10MHz equivale a 69dBm/100MHz. Ainda que canais de 100MHz poderão, em tese, ser utilizados, segundo as regras ainda em discussão para o Edital de Licitação da faixa esperado para o ano de 2020, fica claro pela quantidade de interessados no edital, pela subdivisão da faixa e pelo montante necessário de espectro para aplicações 5G que haverá necessidade de prever a utilização de larguras de banda entre 50MHz e 100MHz para casos reais.

Assim, enquanto a definição da potência máxima como Power Spectral Density (PSD) permite calibrar a regulamentação e evitar demasiada concentração de potência, é importante também considerar os cenários realistas de implementação dessas redes, onde deve ser incluída a situação de canais tão estreitos quanto 50MHz e tão largos quanto 100 tendo a mesma possibilidade de eficiência espectral. Por isso, a definição de um PSD muito baixo para que atinja um valor razoável em 100MHz pode prejudicar o uso de canais de 50MHz. Por outro lado, a definição de PSD mais elevado que permita nível adequado de potência em canais de 50MHz pode resultar em uma potência muito alta em canais com maior largura de banda. Essa preocupação em estabelecer um PSD com um teto já foi externada pelo FCC no documento [1], Item 165.

Por isso, a ABINEE sugere que seja estabelecida uma curva com um limite máximo, um teto de potência de 69dBm, limite esse definido pela própria proposta da ANATEL para 100MHz, porém permitindo que também seja empregado esse mesmo nível de potência para canais de 50MHz. Esses canais serão utilizados por operadoras de menor porte, ou por prestadoras que eventualmente adquiram menos espectro no certame. Caso fosse mantida a curva de PSD proposta por essa minuta, haveria uma diferença de 3dB entre o que se poderia utilizar em 100MHz (69dBm) e aquilo que seria permitido em 50MHz (66dBm).

É importante esclarecer que, desde já, não se toma a premissa que mais potência no downlink significaria maior cobertura, uma vez que esta é, tipicamente, limitada pela performance do uplink, que têm potência reduzida na transmissão por ser estação terminal ou móvel. No entanto, a capacidade média de uma célula depende diretamente da relação Sinal-Ruído, e um aumento de 3dB na potência de transmissão tem um impacto direto nesse valor e, assim, possibilita uso de modulações de mais alta ordem e melhora as condições de rádio, aumentando a eficiência espectral em toda a célula, mas em especial na borda.

Abaixo, encontram-se resultados de simulações de capacidade em cenário real que exemplificam essa diferença de performance para um canal de 50MHz, ao se utilizar 66dBm e 69dBm de potência efetivamente irradiada no downlink, para cenários urbano e denso-urbano.

-Premissas:

Frequência central: 3500 MHz

Largura de canal: 50MHz

Cobertura: Indoor

Tipo de rádio: Massive MIMO 64T64R

Altura de antena: 25m

Taxa de borda de célula: sem limite mínimo

 

As simulações foram realizadas assumindo um rádio de 500m que pode ser verifica ou não, mas que de todas as formas seria determinado pelo Uplink e, portanto, não influi no cálculo.

1. Throughput esperado: 69dBm em Denso-Urbano, em função da distância a partir da Radio Base:

100m: 112.913 Mbps

200m: 110.140 Mbps

300m: 100.285 Mbps

400m: 80.674 Mbps

500m: 57.999 Mbps

 

2. Throughput esperado: 66dBm em Denso-Urbano, em função da distância a partir da Radio Base:

100m: 112.913 Mbps

200m: 107.345 Mbps

300m: 90.318 Mbps

400m: 61.023 Mbps

500m: 44.466 Mbps

 

3. Throughput esperado: 69dBm em Urbano, em função da distância a partir da Radio Base:

100m: 112.988 Mbps

200m: 111.127 Mbps

300m: 104.216 Mbps

400m: 89.996 Mbps

500m: 67.082 Mbps

 

4. Throughput esperado: 66dBm em Urbano, em função da distância a partir da Radio Base:

100m: 112.988 Mbps

200m: 109.211 Mbps

300m: 96.802 bps

400m: 72.706 Mbps

500m: 52.932 Mbps

 

Como fica evidente nas simulações de throughput, não só em borda de célula, mas também já a partir de 200m há uma diferença importante de capacidade entre o uso de DL com 66dBm e 69dBm. Abaixo, estão os ganhos percentuais de capacidade para os dois cenários (Urbano e Denso-Urbano):

Ganho de capacidade para Denso-Urbano – Ganho médio: 15%

100m: 0.2%

200m: 2.6%

300m: 11%

400m: 32.2%

500m: 30.4%

 

Ganho de capacidade para Denso-Urbano – Ganho médio: 12%

100m: 0.1%

200m: 1.8%

300m: 7.7%

400m: 23.8%

500m: 26.7%

Média: 12%

 

Uma capacidade média de 12 a 15% adicional em se utilizar uma potência irradiada efetiva de 69dBm ao invés de 66dBm deixa claro que haverá um ganho importante de eficiência espectral para aquelas prestadoras que tiverem menor largura de canal.  Esse deverá ser um importante fator para aumentar a capacidade de competição frente aqueles que detiverem, por exemplo, 100MHz de banda e assim poderiam usar 69dBm.

Por fim, em se tratando de uma medida de potência irradiada efetiva frente a uma potência nominal, a ABINEE identificou que pode haver diferenças de +/- 1dB nesse valor entre diferentes fabricantes e modelos de equipamentos. Por isso, a proposta da ABINEE é que se introduza uma margem de 1dB sobre aquilo que foi aqui argumentado.

A proposta final da ABINEE como representante da indústria, nesses termos, ficaria em 63dBm/10MHz por polarização por setor, com limite de 70dBm. Isso significa que canais de 20MHz poderiam utilizar 66dBm, de 40MHz 69dBm e a partir de 50MHz, 70dBm. Esses mesmos valores seriam aplicados às faixas de 2.3GHz e de 3.5GHz.

Assim, resultaria em um ajuste de +4dB na curva proposta pela ANATEL para 10MHz, e +1dB para 100MHz, tornando-se uma constante de 70dBm a partir de 50MHz.

 

Anatel

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Relatório de Contribuições Recebidas

 Data:26/09/2022 14:03:47
 Total de Contribuições:21
 Página:2/21
CONSULTA PÚBLICA Nº 60
 Item:  Art. 1º - I

Aprovar o limite de potência para operação na faixa 2.300 – 2.400 MHz, para uso por estações do Serviço Móvel Pessoal - SMP, do Serviço de Comunicação Multimídia - SCM, do Serviço Telefônico Fixo Comutado - STFC e do Serviço Limitado Privado - SLP, conforme a seguir:

I – Estações base, nodal e repetidora estão limitadas a operar com o valor máximo de potência equivalente isotropicamente radiada, de acordo com a Tabela I;

Tabela I – Potência máxima transmitida

Potência transmitida

Pela estação base/nodal/repetidora

59 dBm/10 MHz EIRP por polarização

Contribuição N°: 2
ID da Contribuição: 90594
Autor da Contribuição: Mariana Guedes Barreto
Entidade: --
Área de atuação: --
Data da Contribuição: 13/11/2019 15:22:02
Contribuição:

CONTRIBUIÇÃO EM NOME DA EMPRESA 5G AMERICAS - 

A padronização internacional está avançando para fornecer critérios comuns com validade global. Os dois principais padrões emergentes que regulam a exposição humana a radiofrequências de estações-base e, portanto, que regulam a altura, os limites de potência e outros aspectos das bases de rádio são ITU-T KT.100 e IEC 62232. Ambos fornecem critérios simplificados em suas iterações mais recentes, o que poderia ajudar a aliviar os encargos regulatórios onde quer que sejam adotados.

 

Em termos gerais, em vários países da região, os regulamentos associados à instalação da infraestrutura estão relacionados aos aspectos de emissões. Por exemplo, os países membros da Comissão Interamericana de Telecomunicações (CITEL) adotaram os limites de emissões não ionizantes recomendados pela ICNIRP e pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

Por outro lado, é prudente que o cumprimento dos limites de exposição a emissões seja realizado através dos cálculos que as próprias operadoras fazem em relação a todas as suas estações, que estão em operação ou perto de entrar em operação. Da mesma forma, sugere-se que qualquer solicitação de revisão do cumprimento dos limites máximos de exposição seja atendida somente a pedido da parte e cobrada ao solicitante.

 

Esses cálculos devem estar disponíveis a qualquer momento para consulta daqueles que possam solicitá-lo por causa justificada ou, na sua falta, para serem entregues periodicamente ao regulador.

 

Recomenda-se que ações de conscientização pública sobre esse assunto sejam implementadas proativamente em coordenação com as partes interessadas (entidade governamental de telecomunicações, operadoras e municípios).

 

 

  

Justificativa:

CONTRIBUIÇÃO EM NOME DA EMPRESA 5G AMERICAS - 

Outro obstáculo que pode existir no aumento da cobertura das telecomunicações é a desinformação em diferentes setores da sociedade civil e / ou entidades governamentais sobre os efeitos na saúde da instalação e operação da infraestrutura de telecomunicações. Às vezes, essa situação levou ao fato de que, com base em dados incorretos, as autoridades relevantes emitem regras e medidas contrárias à facilitação da implantação da infraestrutura.

 

Diante dessa realidade, são necessários maiores esforços para educar os diferentes setores da sociedade civil e várias entidades governamentais sobre o verdadeiro impacto que as redes de telecomunicações têm na saúde dos cidadãos. É importante que os tomadores de decisão entendam que é impossível aumentar a cobertura das redes sem fio sem a implantação de antenas ou a construção de torres onde abrigá-las.

 

Os comentários sobre esta contribuição são baseados nos relatórios:

 

• “Adoção digital na América Latina: o papel da implantação de infraestrutura e outras políticas na região”. 5G Américas. Outubro 2019 / https://www.5gamericas.org/white-papers/ 

 

• “Localização de small cells: considerações regulatórias e de implantação”. Fórum 5G Américas e Smal Cells. Dezembro 2016 / https://www.5gamericas.org/wp-content/uploads/2019/07/SCF190_Small_cell_siting-final.pdf 

 

 

 

 

  

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Relatório de Contribuições Recebidas

 Data:26/09/2022 14:03:47
 Total de Contribuições:21
 Página:3/21
CONSULTA PÚBLICA Nº 60
 Item:  Art. 1º - I

Aprovar o limite de potência para operação na faixa 2.300 – 2.400 MHz, para uso por estações do Serviço Móvel Pessoal - SMP, do Serviço de Comunicação Multimídia - SCM, do Serviço Telefônico Fixo Comutado - STFC e do Serviço Limitado Privado - SLP, conforme a seguir:

I – Estações base, nodal e repetidora estão limitadas a operar com o valor máximo de potência equivalente isotropicamente radiada, de acordo com a Tabela I;

Tabela I – Potência máxima transmitida

Potência transmitida

Pela estação base/nodal/repetidora

59 dBm/10 MHz EIRP por polarização

Contribuição N°: 3
ID da Contribuição: 90696
Autor da Contribuição: FABIO ROBERTO PORTO SILVA
Entidade: --
Área de atuação: --
Data da Contribuição: 02/12/2019 15:30:31
Contribuição:

Aprovar o limite de potência para operação na faixa 2.300 – 2.400 MHz, para uso por estações do Serviço Móvel Pessoal - SMP, do Serviço de Comunicação Multimídia - SCM, do Serviço Telefônico Fixo Comutado - STFC e do Serviço Limitado Privado - SLP, conforme a seguir:

I – Estações base, nodal e repetidora estão limitadas a operar com o valor máximo de potência equivalente isotropicamente radiada, de acordo com a Tabela I;

Tabela I – Potência máxima transmitida

 

Pela estação base/nodal/repetidora

 

63 dBm/10 MHz EIRP por polarização

Limitado a 70dBm máximo por polarização e por setor.

Justificativa:

A Samsung Eletrônica da Amazônia congratula a Anatel pela Consulta Pública e agradece a oportunidade de contribuir à presente proposta. Comparado com outros países o limite proposto de 59 dBm/10 MHz EIRP por polarização nos parece um valor demasiado baixo. Considerando um ganho de antena de 17dBi, o EIRP por 10MHz seria em torno de 60dBm. Por polarização o EIRP seria reduzido em 3dB. Desta forma, um limite de potência em 63 dBm/10 MHz EIRP seria o mais adequado.

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 Data:26/09/2022 14:03:47
 Total de Contribuições:21
 Página:4/21
CONSULTA PÚBLICA Nº 60
 Item:  Art. 1º - I

Aprovar o limite de potência para operação na faixa 2.300 – 2.400 MHz, para uso por estações do Serviço Móvel Pessoal - SMP, do Serviço de Comunicação Multimídia - SCM, do Serviço Telefônico Fixo Comutado - STFC e do Serviço Limitado Privado - SLP, conforme a seguir:

I – Estações base, nodal e repetidora estão limitadas a operar com o valor máximo de potência equivalente isotropicamente radiada, de acordo com a Tabela I;

Tabela I – Potência máxima transmitida

Potência transmitida

Pela estação base/nodal/repetidora

59 dBm/10 MHz EIRP por polarização

Contribuição N°: 4
ID da Contribuição: 90696
Autor da Contribuição: FABIO ROBERTO PORTO SILVA
Entidade: --
Área de atuação: --
Data da Contribuição: 02/12/2019 15:30:31
Contribuição:

Aprovar o limite de potência para operação na faixa 2.300 – 2.400 MHz, para uso por estações do Serviço Móvel Pessoal - SMP, do Serviço de Comunicação Multimídia - SCM, do Serviço Telefônico Fixo Comutado - STFC e do Serviço Limitado Privado - SLP, conforme a seguir:

I – Estações base, nodal e repetidora estão limitadas a operar com o valor máximo de potência equivalente isotropicamente radiada, de acordo com a Tabela I;

Tabela I – Potência máxima transmitida

 

Pela estação base/nodal/repetidora

 

63 dBm/10 MHz EIRP por polarização

Limitado a 70dBm máximo por polarização e por setor.

Justificativa:

A Samsung Eletrônica da Amazônia congratula a Anatel pela Consulta Pública e agradece a oportunidade de contribuir à presente proposta. Comparado com outros países o limite proposto de 59 dBm/10 MHz EIRP por polarização nos parece um valor demasiado baixo. Considerando um ganho de antena de 17dBi, o EIRP por 10MHz seria em torno de 60dBm. Por polarização o EIRP seria reduzido em 3dB. Desta forma, um limite de potência em 63 dBm/10 MHz EIRP seria o mais adequado.

Anatel

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Relatório de Contribuições Recebidas

 Data:26/09/2022 14:03:47
 Total de Contribuições:21
 Página:5/21
CONSULTA PÚBLICA Nº 60
 Item:  Art. 1º - I

Aprovar o limite de potência para operação na faixa 2.300 – 2.400 MHz, para uso por estações do Serviço Móvel Pessoal - SMP, do Serviço de Comunicação Multimídia - SCM, do Serviço Telefônico Fixo Comutado - STFC e do Serviço Limitado Privado - SLP, conforme a seguir:

I – Estações base, nodal e repetidora estão limitadas a operar com o valor máximo de potência equivalente isotropicamente radiada, de acordo com a Tabela I;

Tabela I – Potência máxima transmitida

Potência transmitida

Pela estação base/nodal/repetidora

59 dBm/10 MHz EIRP por polarização

Contribuição N°: 5
ID da Contribuição: 90704
Autor da Contribuição: jose carlos picolo
Entidade: --
Área de atuação: --
Data da Contribuição: 02/12/2019 17:05:59
Contribuição:

INTRODUÇÃO

A Oi apresenta abaixo as suas contribuições e sugestões relativas a esta Consulta Pública 59 que trata do processo de aprovação de limites de potência para a faixa de 2.300 a 2.400 MHz, para uso por estações do Serviço Móvel Pessoal – SMP, do Serviço de Comunicação Multimídia – SCM, do Serviço Telefônico Fixo Comutado – STFC e do Serviço Limitado Privado – SLP.

Incialmente gostaríamos de indicar que essa CP deveria considerar também a necessidade de reavaliação dos Regulamentos referentes a outras faixas de radiofrequência, ou mesmo a outros tipos de equipamento, que, potencialmente, possam causar interferência na faixa de 2.300 a 2.400 MHz.

A faixa de frequência, objeto desta CP, cerca-se de especificações técnicas e exigências para que haja convivência harmônica entre os serviços e uso eficiente e adequado do espectro. Neste sentido, propõe-se também revisitar a regulamentação referente ao uso de outros sistemas e faixas de radiofrequência (vizinhas ou não) que, potencialmente, possam causar interferências na faixa atualmente em tela. Eventualmente, podem ser necessárias adequações e/ou atualizações nas respectivas especificações técnicas para que haja convívio harmônico entre todos os sistemas envolvidos, pois há a possibilidade de que os regulamentos atualmente em vigor não tenham considerado as exigências e requisitos necessários para a utilização pretendida da faixa atualmente em discussão.  Até o momento identificamos ao menos três casos para os quais, em princípio, haveria necessidade de atualização na regulamentação vigente:

    1. Sistemas de TV a cabo: Os limiares de vazamento de sinal para o espaço aberto (“Leakage”) permitidos pela regulamentação atualmente em vigor estão afetando as estações rádio base do SMP que operam na faixa de frequência de 700 MHz (tecnologia LTE) que estão próximas tanto em termos de frequência (interferência co-canal) quanto no espaço (ERBs localizadas nas proximidades do cabo analisado);
    2. Transmissores de WiFi em 2.4 GHz estão “invadindo” a faixa de 2.3GHz (foram detectadas “invasões” de até 40 MHz). Com a existência de Estações Rádio Base operando em 2,3 GHz (conforme proposta desta Consulta Pública 60/2019) e que poderão estar fisicamente próximas destes transmissores de WiFi, certamente haverá problemas de convivência para as subfaixas mais próximas das atualmente permitidas para o Wi-Fi. Sendo assim, para a convivência bilateral, torna-se necessária uma adequação (ou, eventualmente, criação) de especificação técnica para o limite das emissões “fora da faixa” dos sistemas WiFi;
    3. No caso da faixa de 3,5 GHz, objeto da CP 59/2019, é bem conhecida a necessidade de adequação das antenas atualmente utilizadas para recepção de sinal satelital em faixas de radiofrequência que, em princípio, seriam “apenas” relativamente próximas da faixa atualmente em discussão, mas que, em campo, foram instaladas sem os filtros que seriam necessários para a convivência harmoniosa entre as faixas envolvidas.

 

Adicionalmente, reforçamos a necessidade de alinhar os requisitos técnicos para a operação dos sistemas que devem operar na tecnologia 5G na faixa de 2,3 GHz, com as especificações e normas internacionais (3GPP, ETSI, ITU etc.), de forma que tenhamos alinhamento internacional e possibilidade de ganho de escala na produção de equipamentos e produtos com o menor custo.

Segue na sequência, nossos comentários e contribuições sobre a proposta apresentada.

Alterar redação do inciso I do Art. 1º para:

I – Estações base, nodal e repetidora estão limitadas a operar com o valor máximo de potência equivalente isotropicamente radiada, em conformidade com o os limites de irradiação estabelecidos no Regulamento sobre a Avaliação da Exposição Humana a CEMRF Associados à Operação de Estações Transmissoras de Radiocomunicação, anexo a Resolução nº 700, de 28.09 2018, considerando os limites homologados aos fabricantes dos equipamentos.

Justificativa:

As aplicações e oportunidades do 5G afetarão de forma positiva praticamente todos os setores da indústria, com a geração de e 22 milhões de novos empregos e injeção de quase 13,2 trilhões de dólares em escala global numa década– segundo IHS Markit 2017, representando cerca de 4,6% de toda geração de receita em 2035. A adoção e a integração em muitos setores da indústria fortalecerão o papel do 5G na transformação da tecnologia móvel em um GPT (General Purpose Technology), garantindo ao 5G não só uma nova plataforma de inovação, mas o título de "rede de redes“, permitindo a convergência dos serviços fixo e móveis, incluindo os satélites.

Já segundo o GSMA Intelligence 2019, até 2025 haverá 1,6 bilhão de conexões 5G, atendendo às demandas dos usuários por qualidade e confiabilidade.

A faixa em discussão, de 2,3 GHz, está se consolidando mundialmente como a faixa intermediária (midband) complementar a de 3,5 GHz, com finalidade de atender o mínimo de 100 MHz por operadora, padrão mínimo internacional para o 5G. Ela é crítica para as operadoras móveis que buscarão oferecer o poder dos serviços móveis de próxima geração para consumidores e empresas, e será chave para impulsionar a economia brasileira.

O estudo da GSMA sobre os “Socio-Economic Benefits of 5G Services Provided in mmWave Bands” de 2018 traz o impacto de USD 2.2 trilhões até 2034 no PIB mundial pela adoção do 5G em bandas abaixo de 6 GHz e de USD 565 bilhões para as ondas milimétricas.

 

 

Portanto, o 5G tem sido tratado como estratégia de Governo para incentivar a inovação e disrrupção dos serviços existentes, onde governos tem investido e alterado o arcabouço legal e regulatório para a sua viabilização. 

Nos EUA, o FCC publicou o “The FCC’s 5G FAST Plan” <https://www.fcc.gov/document/fccs-5g-fast-plan>, um conjunto de ações que não se limitam nas suas políticas para gerenciamento de espectro.  O governo britânico anunciou em novembro de 2017 que vai investir mais de 1 bilhão de libras esterlinas para incentivar a implantação de uma rede completa de “Fiber to the Premises” (FttP) e para ser um "líder mundial" em 5G. O objetivo é catalisar o rápido investimento privado no setor para fomentar mais avaliações do 5G e implantar a banda larga para todas as casas e empresas em todo o Reino Unido. Para incentivar ainda mais o investimento da indústria em conectividade, o governo do UK também estará introduzindo a redução de impostos em 100% na nova infraestrutura de fibra por um período de cinco anos.  Em janeiro de 2018, o governo Trump anunciou que irá construir a sua própria rede 5G por se tratar de assunto estratégico neste governo. O mesmo foi anunciado pelo governo da Finlândia num aporte de 1 Bilhão de Euros para o 5G: <https://www.reuters.com/article/us-solidium-nokia/finland-boosts-influence-on-nokia-with-1-billion-investment-idUSKCN1GP0MY>.  

Em resumo, há um esforço mundial para a viabilização do 5G para capturar os benefícios trazidos por esta tecnologia e as demais adjacentes.

Neste sentido, o Brasil deve seguir esta tendência estratégica do 5G, buscando políticas que viabilizem a sua implantação a um custo adequado do seu ecossistema para os consumidores e sociedade como um todo. Portanto, deve-se evitar soluções e produtos particularizados, para ser aderente as padronizações internacionais, configurações de rede utilizadas pelos fornecedores de soluções e adotadas no restante do mundo.

O limite proposto pela ANATEL para potência efetivamente irradiada de 59dBm/10MHz equivale a 69dBm/100MHz. Ainda que canais de 100MHz poderão, em tese, ser utilizados segundo as regras ainda em discussão para o Edital de Licitação da faixa, fica claro pela quantidade de interessados no edital, pela subdivisão da faixa e pelo montante necessário de espectro para aplicações 5G que haverá necessidade de prever a utilização de larguras de banda entre 50MHz e 100MHz para casos reais.

Assim, enquanto a definição da potência máxima como Power Spectral Density (PSD) permite calibrar a regulamentação e evitar demasiada concentração de potência, é importante também considerar os cenários realistas de implementação dessas redes, onde deve ser incluída a situação de canais tão estreitos quanto 50MHz e tão largos quanto 100MHz tendo a mesma possibilidade de eficiência espectral. Por isso, a definição de um PSD muito baixo para que atinja um valor razoável em 100MHz pode prejudicar o uso de canais de 50MHz. Por outro lado, a definição de PSD mais elevado que permita nível adequado de potência em canais de 50MHz pode resultar em uma potência muito alta em canais com maior largura de banda.

Em estudos realizados pela ABINEE, a variação discutida acima para uma largura de banda de 50 MHz, com 69 dBm, traz um ganho médio na eficiência da transmissão no downlink da ordem de 12% a 15%. O quadro abaixo apresenta este ganho para dois tipos de clutter (urbano e denso urbano).

 

 

Denso Urbano

Urbano

 

 66dBm

 69dBm

Ganho %

 66dBm

 69dBm

Ganho %

100m

112,913

112,913

0%

112,988

112,988

0%

200m

107,345

110,14

3%

109,211

111,127

2%

300m

90,318

100,285

11%

96,802

104,216

8%

400m

61,023

80,674

32%

72,706

89,996

24%

500m

44,466

57,999

30%

52,932

67,082

27%

 

As matrizes de antenas ativas adaptativas (AAS) utilizadas nos sistemas 5G possuem ganhos diferenciados em função do codebook e o posto da matriz de transferência para o número sinais descorrelacionados. Para um canal de múltiplas antenas HN×K, com NK, o ganho das antenas pode variar dinamicamente de um range entre:

Canais Correlacionados (diversidade) => Em dBi: Ganho=G+10log⁡(N), onde G é o ganho um único elemento do array.

Canais Descorrelacionados (multiplexação) => Ganho=G+10log⁡(NK), quando N=K, o Ganho do conjunto será exatamente igual ao ganho de cada elemento: G.

A restrição ao valor máximo de EIRP, segundo a proposição neste artigo, não observando a dinâmica do conjunto de antenas, fará com que a potência seja limitada no pior caso para sinais descorrelacionados (diversidade). Com a redução de potência, há uma redução do nível do sinal e, dada a modulação adaptativa, uma redução de taxa nas situações de limítrofes, ocasionando em redução da densidade média de Mbps por km² oferecida, trazendo pior experiência para o usuário.

É importante esclarecer que, desde já, não se toma a premissa que mais potência no downlink significaria maior cobertura, uma vez que esta é, tipicamente, limitada pela performance do uplink, que têm potência reduzida na transmissão por ser estação terminal ou móvel. No entanto, a capacidade média de uma célula depende diretamente da relação sinal-ruído, e um aumento de 3dB na potência de transmissão tem um impacto direto nesse valor e, assim, possibilita uso de modulações de mais alta ordem e melhora as condições de rádio, aumentando a eficiência espectral em toda a célula, mas em especial na borda.

Esta contribuição reitera o trazido acima e não vislumbra a necessidade de apontar qualquer potência máxima transmitida, deixando a cargo dos limites de cada equipamento homologado pela Anatel, já que não há risco de interferências prejudiciais e, caso existissem, em último caso, não seriam melhor resolvidas por meio da restrição trazida por este artigo.

Nesse sentido, o estudo da Plum com a GSMA para o Sudeste Asiático traz a redução de potência como opção, mas a ser implantada somente em caso de possível interferência e sempre priorizando a sincronização completa, que tende a eliminar os riscos.

Os limites homologados pela Anatel aos equipamentos que vão operar nesta faixa, de acordo com o data sheet do fornecedor, devem ser guias para este Ato proposto, considerando o avanço tecnológico ao longo dos anos e o modelo já em uso internacionalmente para o 5G. Também, como de praxe, a Res. nº 700 de 2018, sobre a exposição humana a campos eletromagnéticos deve ser seguida.

Anatel

Agência Nacional de Telecomunicações - ANATEL

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Relatório de Contribuições Recebidas

 Data:26/09/2022 14:03:47
 Total de Contribuições:21
 Página:6/21
CONSULTA PÚBLICA Nº 60
 Item:  Art. 1º - I

Aprovar o limite de potência para operação na faixa 2.300 – 2.400 MHz, para uso por estações do Serviço Móvel Pessoal - SMP, do Serviço de Comunicação Multimídia - SCM, do Serviço Telefônico Fixo Comutado - STFC e do Serviço Limitado Privado - SLP, conforme a seguir:

I – Estações base, nodal e repetidora estão limitadas a operar com o valor máximo de potência equivalente isotropicamente radiada, de acordo com a Tabela I;

Tabela I – Potência máxima transmitida

Potência transmitida

Pela estação base/nodal/repetidora

59 dBm/10 MHz EIRP por polarização

Contribuição N°: 6
ID da Contribuição: 90710
Autor da Contribuição: Adriana Sarkis dos Santos
Entidade: --
Área de atuação: --
Data da Contribuição: 02/12/2019 21:33:47
Contribuição:

I – Estações base, nodal e repetidora estão limitadas a operar com o valor máximo de potência equivalente isotropicamente radiada, em conformidade com o os limites de irradiacão estabelecidos na Res. nº 700, de 2018, considerando os limites homologados aos fabricantes dos equipamentos.

Justificativa:

A GSMA, associação que representa os interesses da indústria móvel global, agradece pela oportunidade de submeter sua contribuição à Consulta Pública 60 de 2019, que vem coletar informações a respeito do limite de potência para operação na faixa 2.300 – 2.600 MHz, para uso por estações do Serviço Móvel Pessoal - SMP, do Serviço de Comunicação Multimídia - SCM, do Serviço Telefônico Fixo Comutado - STFC e do Serviço Limitado Privado – SLP.

 

Para tal, a GSMA enfatiza que a tecnologia está mudando o mundo que nos cerca. O futuro será definido pelos avanços em inteligência artificial, automação da IoT, Big Data e analytics, machine learning, e realidade virtual e aumentada, que, por sua vez, serão sustentados por redes ubíquas de alta velocidade, baixa latência, e alto grau de segurança. Muitos desses desenvolvimentos no Brasil e no mundo alcançarão maturidade na era da quinta geração (5G) a partir de 2020.

 

Nesse ínterim, a faixa de 2,3 GHz, é crítica para as operadoras móveis desenvolverem o LTE imediatamente e complementar a gama de espectro atual.

 

No que tange diretamente à contribuição a este artigo, vale apontar que os números trazidos são semelhantes aos apresentados na Consulta Pública 59 para o 3,5 GHz, mas as justificativas não se encontram na análise para a formulação desta minuta de Ato e tampouco se fazem necessários já que não há risco de intereferência in-band nesta frequência. Também, nenhum outro serviço prestado em banda adjacente tem qualquer proteção vislumbrada.

 

Por outro lado, há riscos de interência no LTE prestando em 2,3 GHz, gerando a necessidade de reavaliação dos Regulamentos referentes a outras faixas de radiofrequência ou a outros tipos de equipamento, que, potencialmente, possam causar interferência na faixa de 2.300 a 2.400 MHz.

 

Um exemplo de risco são os t ransmissores de WiFi em 2,4 GHz que estão adentrando a faixa de 2.3 GHz em até 40 MHz. Com a existência de Estações Rádio Base operando em 2.3 GHz e que poderão estar fisicamente próximas destes transmissores de WiFi, haverá possíveis restrições de convivência para as subfaixas mais próximas das atualmente utilizadas para Wi-Fi. Sendo assim, para a convivência bilateral, torna-se necessária uma adequação (ou, eventualmente, criação) de especificação técnica para o limite das emissões fora da faixa para os sistemas WiFi.

 

Portanto, a GSMA e não vislumbra a necessidade de apontar qualquer potência máxima transmitida, deixando a cargo dos limites de cada equipamento homologado pela Anatel, já que não há risco de interferências prejudiciais e, caso existissem, em último caso, não seriam melhor resolvidas por meio da restrição trazida por este artigo.

 

Assim como para 3,5 GHz, o estudo da Plum com a GSMA para o Sudeste Asiático traz a redução de potência como opção, mas a ser implantada somente em caso de possível interferência e sempre priorizando a sincronização completa, que tende a eliminar os riscos.

 

Os limites homologados pela Anatel aos equipamentos que vão operar nesta faixa, de acordo com o data sheet do fornecedor, devem ser guias para este Ato proposto, considerando o avanço tecnológico ao longo dos anos e o modelo já em uso internacionalmente para o 5G. Também, como de praxe, a Res. nº 700 de 2018, sobre a exposição humana a campos eletromagnéticos deve ser seguida.

Anatel

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Relatório de Contribuições Recebidas

 Data:26/09/2022 14:03:47
 Total de Contribuições:21
 Página:7/21
CONSULTA PÚBLICA Nº 60
 Item:  Art. 1º - I

Aprovar o limite de potência para operação na faixa 2.300 – 2.400 MHz, para uso por estações do Serviço Móvel Pessoal - SMP, do Serviço de Comunicação Multimídia - SCM, do Serviço Telefônico Fixo Comutado - STFC e do Serviço Limitado Privado - SLP, conforme a seguir:

I – Estações base, nodal e repetidora estão limitadas a operar com o valor máximo de potência equivalente isotropicamente radiada, de acordo com a Tabela I;

Tabela I – Potência máxima transmitida

Potência transmitida

Pela estação base/nodal/repetidora

59 dBm/10 MHz EIRP por polarização

Contribuição N°: 7
ID da Contribuição: 90713
Autor da Contribuição: DAPHNE DE CARVALHO PEREIRA NUNES
Entidade: --
Área de atuação: --
Data da Contribuição: 02/12/2019 19:42:51
Contribuição:

Contribuição:

INTRODUÇÃO

O SindiTelebrasil - Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal, entidade patronal de primeiro grau que atua em todo o território nacional e que congrega todas as principais prestadoras de serviços de telecomunicações do Brasil, tem a satisfação em contribuir  com comentários  e sugestão à esta Consulta Pública 60 que trata  do processo de aprovação  de limites de potência  para a faixa de 2.300 a 2.400 MHz, para uso por estações do Serviço Móvel Pessoal – SMP, do Serviço de Comunicação Multimídia – SCM, do Serviço Telefônico Fixo Comutado – STFC e do Serviço Limitado Privado – SLP.

Incialmente gostaríamos de indicar que essa CP deveria considerar também a necessidade de reavaliação dos Regulamentos referentes a outras faixas de radiofrequência, ou mesmo a outros tipos de equipamento, que, potencialmente, possam causar interferência na faixa de 2.300 a 2.400 MHz.

A faixa de frequência, objeto desta CP, cerca-se de especificações técnicas e exigências para que haja convivência harmônica entre os serviços e uso eficiente e adequado do espectro. Neste sentido, propõe-se também revisitar a regulamentação referente ao uso de outros sistemas e faixas de radiofrequência (vizinhas ou não) que, potencialmente, possam causar interferências na faixa atualmente em tela. Eventualmente, podem ser necessárias adequações e/ou atualizações nas respectivas especificações técnicas para que haja convívio harmônico entre todos os sistemas envolvidos, pois há a possibilidade de que os regulamentos atualmente em vigor não tenham considerado as exigências e requisitos necessários para a utilização pretendida da faixa atualmente em discussão.  Até o momento identificamos ao menos três casos para os quais, em princípio, haveria necessidade de atualização na regulamentação vigente:

    1. Sistemas de TV a cabo: Os limiares de vazamento de sinal para o espaço aberto (“Leakage”) permitidos pela regulamentação atualmente em vigor estão afetando as estações rádio base do SMP que operam na faixa de frequência de 700 MHz (tecnologia LTE) que estão próximas tanto em termos de frequência (interferência co-canal) quanto no espaço (ERBs localizadas nas proximidades do cabo analisado);
    2. Transmissores de WiFi em 2.4 GHz estão “invadindo” a faixa de 2.3GHz (foram detectadas “invasões” de até 40 MHz). Com a existência de Estações Rádio Base operando em 2.3 GHz (conforme proposta desta Consulta Pública 60/2019) e que poderão estar fisicamente próximas destes transmissores de WiFi, certamente haverá problemas de convivência para as subfaixas mais próximas das atualmente permitidas para o Wi-Fi. Sendo assim, para a convivência bilateral, torna-se necessária uma adequação (ou, eventualmente, criação) de especificação técnica para o limite das emissões “fora da faixa” dos sistemas WiFi;
    3. No caso da faixa de 3.5 GHz, objeto da CP 59/2019, é bem conhecida a necessidade de adequação das antenas atualmente utilizadas para recepção de sinal satelital em faixas de radiofrequência que, em princípio, seriam “apenas” relativamente próximas da faixa atualmente em discussão, mas que, em campo, foram instaladas sem os filtros que seriam necessários para a convivência harmoniosa entre as faixas envolvidas.

 

Adicionalmente, reforçamos a necessidade de alinhar os requisitos técnicos para a operação dos sistemas que devem operar na tecnologia 5G na faixa de 2,3 GHz, com as especificações e normas internacionais (3GPP, ETSI, ITU etc.), de forma que tenhamos alinhamento internacional e possibilidade de ganho de escala na produção de equipamentos e produtos com o menor custo.

Segue na sequência, nossos comentários e contribuições sobre a proposta apresentada:

Contribuição:

Alterar redação do inciso I do Art. 1º para:

 

I – Estações base, nodal e repetidora estão limitadas a operar com o valor máximo de potência equivalente isotropicamente radiada, em conformidade com o os limites de irradiação estabelecidos no Regulamento sobre a Avaliação da Exposição Humana a CEMRF Associados à Operação de Estações Transmissoras de Radiocomunicação, anexo a Resolução nº 700, de 28.09 2018, considerando os limites homologados aos fabricantes dos equipamentos.

 

Justificativa:

vide introdução acima e, ainda:

Justificativa:

As aplicações e oportunidades do 5G afetarão de forma positiva praticamente todos os setores da indústria, com a geração de e 22 milhões de novos empregos e injeção de quase 12,3 trilhões de dólares em escala global numa década– segundo IHS Markit 2017, representando cerca de 4,6% de toda geração de receita em 2035. A adoção e a integração em muitos setores da indústria fortalecerão o papel do 5G na transformação da tecnologia móvel em um GPT (General Purpose Technology), garantindo ao 5G não só uma nova plataforma de inovação, mas o título de "rede de redes“, permitindo a convergência dos serviços fixo e móveis, incluindo os satélites.

Já segundo o GSMA Intelligence 2019, até 2025 haverá 1,6 bilhão de conexões 5G, atendendo às demandas dos usuários por qualidade e confiabilidade.

A faixa em discussão, de 2,3 GHz, está se consolidando mundialmente como a faixa intermediária (midband) complementar a de 3,5 GHz, com finalidade de atender o mínimo de 100 MHz por operadora, padrão mínimo internacional para o 5G. Ela é crítica para as operadoras móveis que buscarão oferecer o poder dos serviços móveis de próxima geração para consumidores e empresas, e será chave para impulsionar a economia brasileira.

O estudo da GSMA sobre os “Socio-Economic Benefits of 5G Services Provided in mmWave Bands” de 2018 traz o impacto de USD 2.2 trilhões até 2034 no PIB mundial pela adoção do 5G em bandas abaixo de 6 GHz e de USD 565 bilhões para as ondas milimétricas.

Portanto, o 5G tem sido tratado como estratégia de Governo para incentivar a inovação e disrrupção dos serviços existentes, onde governos tem investido e alterado o arcabouço legal e regulatório para a sua viabilização. 

Nos EUA, o FCC publicou o “The FCC’s 5G FAST Plan” <https://www.fcc.gov/document/fccs-5g-fast-plan>, um conjunto de ações que não se limitam nas suas políticas para gerenciamento de espectro.  O governo britânico anunciou em novembro de 2017 que vai investir mais de 1 bilhão de libras esterlinas para incentivar a implantação de uma rede completa de “Fiber to the Premises” (FttP) e para ser um "líder mundial" em 5G. O objetivo é catalisar o rápido investimento privado no setor para fomentar mais avaliações do 5G e implantar a banda larga para todas as casas e empresas em todo o Reino Unido. Para incentivar ainda mais o investimento da indústria em conectividade, o governo do UK também estará introduzindo a redução de impostos em 100% na nova infraestrutura de fibra por um período de cinco anos.  Em janeiro de 2018, o governo Trump anunciou que irá construir a sua própria rede 5G por se tratar de assunto estratégico neste governo. O mesmo foi anunciado pelo governo da Finlândia num aporte de 1 Bilhão de Euros para o 5G: <https://www.reuters.com/article/us-solidium-nokia/finland-boosts-influence-on-nokia-with-1-billion-investment-idUSKCN1GP0MY>.  

Em resumo, há um esforço mundial para a viabilização do 5G para capturar os benefícios trazidos por esta tecnologias e as demais adjacentes.

Neste sentido, o Brasil deve seguir esta tendência estratégica do 5G, buscando políticas que viabilizem a sua implantação a um custo adequado do seu ecossistema para os consumidores e sociedade como um todo. Portanto, deve-se evitar soluções e produtos particularizados, para ser aderente as padronizações internacionais, configurações de rede utilizadas pelos fornecedores de soluções e adotadas no restante do mundo.

O limite proposto pela ANATEL para potência efetivamente irradiada de 59dBm/10MHz equivale a 69dBm/100MHz. Ainda que canais de 100MHz poderão, em tese, ser utilizados segundo as regras ainda em discussão para o Edital de Licitação da faixa, fica claro pela quantidade de interessados no edital, pela subdivisão da faixa e pelo montante necessário de espectro para aplicações 5G que haverá necessidade de prever a utilização de larguras de banda entre 50MHz e 100MHz para casos reais.

Assim, enquanto a definição da potência máxima como Power Spectral Density (PSD) permite calibrar a regulamentação e evitar demasiada concentração de potência, é importante também considerar os cenários realistas de implementação dessas redes, onde deve ser incluída a situação de canais tão estreitos quanto 50MHz e tão largos quanto 100MHz tendo a mesma possibilidade de eficiência espectral. Por isso, a definição de um PSD muito baixo para que atinja um valor razoável em 100MHz pode prejudicar o uso de canais de 50MHz. Por outro lado, a definição de PSD mais elevado que permita nível adequado de potência em canais de 50MHz pode resultar em uma potência muito alta em canais com maior largura de banda.

Em estudos realizados pela ABINEE, a variação discutida acima para uma largura de banda de 50 MHz, com 69 dBm, traz um ganho médio na eficiência da transmissão no downlink da ordem de 12% a 15%. O quadro abaixo apresenta este ganho para dois tipos de clutter (urbano e denso urbano).

 

 

Denso Urbano

Urbano

 

 66dBm

 69dBm

Ganho %

 66dBm

 69dBm

Ganho %

100m

112,913

112,913

0%

112,988

112,988

0%

200m

107,345

110,14

3%

109,211

111,127

2%

300m

90,318

100,285

11%

96,802

104,216

8%

400m

61,023

80,674

32%

72,706

89,996

24%

500m

44,466

57,999

30%

52,932

67,082

27%

 

As matrizes de antenas ativas adaptativas (AAS) utilizadas nos sistemas 5G possuem ganhos diferenciados em função do codebook e o posto da matriz de transferência para o número sinais descorrelacionados. Para um canal de múltiplas antenas HN×K, com NK, o ganho das antenas pode variar dinamicamente de um range entre[1]:

Canais Correlacionados (diversidade) => Em dBi: Ganho=G+10log⁡(N), onde G é o ganho um único elemento do array.

Canais Descorrelacionados (multiplexação) => Ganho=G+10log⁡(NK), quando N=K, o Ganho do conjunto será exatamente igual ao ganho de cada elemento: G.

A restrição ao valor máximo de EIRP, segundo a proposição neste artigo, não observando a dinâmica do conjunto de antenas, fará com que a potência seja limitada no pior caso para sinais descorrelacionados (diversidade). Com a redução de potência, há uma redução do nível do sinal e, dada a modulação adaptativa, uma redução de taxa nas situações de limítrofes, ocasionando em redução da densidade média de Mbps por km² oferecida, trazendo pior experiência para o usuário.

É importante esclarecer que, desde já, não se toma a premissa que mais potência no downlink significaria maior cobertura, uma vez que esta é, tipicamente, limitada pela performance do uplink, que têm potência reduzida na transmissão por ser estação terminal ou móvel. No entanto, a capacidade média de uma célula depende diretamente da relação sinal-ruído, e um aumento de 3dB na potência de transmissão tem um impacto direto nesse valor e, assim, possibilita uso de modulações de mais alta ordem e melhora as condições de rádio, aumentando a eficiência espectral em toda a célula, mas em especial na borda.

Esta contribuição reitera o trazido acima e não vislumbra a necessidade de apontar qualquer potência máxima transmitida, deixando a cargo dos limites de cada equipamento homologado pela Anatel, já que não há risco de interferências prejudiciais e, caso existissem, em último caso, não seriam melhor resolvidas por meio da restrição trazida por este artigo.

Nesse sentido, o estudo da Plum com a GSMA para o Sudeste Asiático traz a redução de potência como opção, mas a ser implantada somente em caso de possível interferência e sempre priorizando a sincronização completa, que tende a eliminar os riscos.

Os limites homologados pela Anatel aos equipamentos que vão operar nesta faixa, de acordo com o data sheet do fornecedor, devem ser guias para este Ato proposto, considerando o avanço tecnológico ao longo dos anos e o modelo já em uso internacionalmente para o 5G. Também, como de praxe, a Res. nº 700 de 2018, sobre a exposição humana a campos eletromagnéticos deve ser seguida.

Ainda nesse escopo, faz-se a seguir uma Análise da Resolução Anatel nº 700, de setembro de 2018. Conforme se pode verificar, os limites impostos por esta Resolução efetivamente representam um valor máximo de EIRP (potência equivalente isotropicamente radiada) de 69dBm se provenientes de um único sistema, por setor, em uma determinada torre de rede móvel celular, para uma distância mínima de afastamento / recuo / zona de exclusão entre essa torre celular e seres humanos ou construções por eles ocupados de 36,6m, valor que já se torna limitante para determinadas operações em ambiente urbano.

 


[1] Parte desta formulação pode ser encontrado no Capítulo 2 do texto:

https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=7529@2

https://drive.google.com/file/d/0B5DLb8ZHDl4lNUdHSXE4WjJLYlE/view?usp=sharing

 

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 Data:26/09/2022 14:03:47
 Total de Contribuições:21
 Página:8/21
CONSULTA PÚBLICA Nº 60
 Item:  Art. 1º - I

Aprovar o limite de potência para operação na faixa 2.300 – 2.400 MHz, para uso por estações do Serviço Móvel Pessoal - SMP, do Serviço de Comunicação Multimídia - SCM, do Serviço Telefônico Fixo Comutado - STFC e do Serviço Limitado Privado - SLP, conforme a seguir:

I – Estações base, nodal e repetidora estão limitadas a operar com o valor máximo de potência equivalente isotropicamente radiada, de acordo com a Tabela I;

Tabela I – Potência máxima transmitida

Potência transmitida

Pela estação base/nodal/repetidora

59 dBm/10 MHz EIRP por polarização

Contribuição N°: 8
ID da Contribuição: 90725
Autor da Contribuição: Francisco Carlos G. Soares
Entidade: Qualcomm Serviços de Telecomunicações Ltda.
Área de atuação: FABRICANTE DE EQUIPAMENTOS DE TELECOMUNICAÇÕES, ASSOCIAÇÃO OU SINDICATO
Data da Contribuição: 02/12/2019 23:41:48
Contribuição:

Aprovar o limite de potência para operação na faixa 2.300 – 2.400 MHz, para uso por estações do Serviço Móvel Pessoal - SMP, do Serviço de Comunicação Multimídia - SCM, do Serviço Telefônico Fixo Comutado - STFC e do Serviço Limitado Privado - SLP, conforme a seguir:

I – Estações base, nodal e repetidora estão limitadas a operar com o valor máximo de potência média equivalente isotropicamente radiada, de acordo com a Tabela I;

Tabela I – Potência média máxima transmitida

Potência transmitida

Pela estação base/nodal/repetidora

69 dBm/ MHz EIRP por polarização e por antena para sistemas sem AAS. *

Para femtocells

Uso de controle de potência

* deverá ser ajustada aos valores que os fabricantes possuem como máxima potência possível.

Justificativa:

O valor de 59 dBm/10 MHz é baixo comparado com recomendações de outros países, no caso europeu o limite é de 68 dBm/5 MHz ou 61 dBm/MHz. É recomendado manter o valor de limite superior de forma a permitir extensão de cobertura em ambientes abertos, como no caso rural sem custos adicionais de infraestrutura. No caso urbano a mesma operadora realiza o reuso de frequências e faz com que a estação base trabalhe com potências menores. Não há identificação de interferência de sistemas celulares em outros sistemas que justifique colocar potências menores.

No caso da proposta regulatória ainda existem os terminais de usuário com eirp de 40 dBm, o que aumenta o raio de cobertura ou área de serviço da estação rádio base, neste caso o valor de potência da estação rádio base que maximiza a eficiência espectral é de 69 dBm/MHz.

A respeito de femtocells, a recomendação Europeia também menciona o uso de controle de potência para evitar interferência de canal adjacente.

Detalhamento:

Para obter a potência máxima necessária da estação rádio base para prestação de serviço móvel celular com tecnologia LTE e de quinta geração, o procedimento a seguir foi utilizado:

 

  1. Link budget para determinação da perda de propagação mínima;
  2. Determinação do raio de cobertura de uma célula por meio do modelo de propagação Erceg;
  3. Cálculo da taxa de transmissão no sentido downlink;
  4. Determinação da relação sinal a ruído para a taxa de transmissão por meio da capacidade máxima de canal;
  5. Raio de cobertura para os esquemas de modulação da tecnologia de quinta geração (QPSK, 16 QAM, 64 QAM e 256 QAM).

 

Para o cálculo de enlace foram considerados os parâmetros de transmissão de estação base e de estação móvel.

 

 

Sentido Estação base a Equipamento de Usuário

Parâmetro

Valor

Unidades

Observação

Potência de transmissão (PTX_DL)

62

dBm

Para largura de banda de 20 MHz, corresponde a 59 dBm/10 MHz.

Perda de transmissão (LTX_DL)

3

dB

Perdas produzidas em cabos e conectores

Ganho da antena de transmissão (GTX_DL)

18

dBi

Ganho da antena de transmissão

Margem de desvanecimento (MDESV)

5

dB

Para ambiente urbano

Ganho de recepção (GRX_DL)

0

dBi

 

Ganho de diversidade (GD_DL)

0

dB

 

Perda de recepção (LRX_DL)

0

dB

 

Perda no corpo (BL)

4

dB

 

Sensibilidade de recepção (SRX_DL)

-92

dBm

REFSENS do 3GPP Para 20 MHz

Sentido Equipamento de Usuário a Estação base

Potência de transmissão (PTX_UL)

26

dBm

 

Perda de transmissão (LTX_UL)

0

dB

 

Ganho da antena de transmissão (GTX_UL)

0

dBi

Ganho da antena de transmissão

Margem de desvanecimento (MDESV)

5

dB

Para ambiente urbano

Ganho de recepção (GRX_UL)

18

dBi

 

Ganho de diversidade (GD_UL)

3

dB

 

Perda de recepção (LRX_UL)

3

dB

 

Perda no corpo (BL)

4

dB

 

Sensibilidade de recepção (SRX_UL)

-101.5

dBm

REFSENS do 3GPP Para 20 MHz

 

  1. Cálculo de link budget

A perda de propagação máxima para o downlink é:

 

LDL = PTX_DL-LTX_DL+GTX_DL-SNR+GD_DL+GRX_DL-LRX_DL-BL-MDESV-SRX_DL

 

LDL = 62-3+18-0+0-0-4-5-(-92)

 

LDL = 160 dB

 

A perda de propagação máxima para o sentido uplink é:

 

LUL = PTX_UL-LTX_UL+GTX_UL-SNR+GD_UL +GRX_UL-LRX_UL-BL-MDESV-SRX_UL

 

LDL = 26-0+0-0+3+18-3-4-5-(-101.5)

 

LUL = 136.5 dB

 

A perda máxima de propagação é do enlace reverso ou sentido uplink, neste caso sendo a LPROP = 136.5 dB.

 

A proposta da consulta pública também considera a potência de transmissão de estações fixas e transportáveis com o valor de 40 dBm. Neste caso a perda de propagação máxima é LPROP = 150.5 dBm (a cobertura ainda é limitada pelo sentido uplink).

 

2. Cálculo de raio de cobertura

Para obtenção do raio de cobertura é utilizado o modelo Erceg ou SUI model com correção para faixas de frequência acima de 2 GHz. A formulação do modelo considera a perda de propagação LPROP como:

 

f é a frequência em MHz,

l é o comprimento de onda em metros,

h é a altura da estação móvel em 1.5 metros,

hb é a altura da estação base em 30 metros.

Os valores e a, b e c são os correspondentes ao tipo de terreno A, ou seja a = 4.6, b=-0.0075 e c=12.6.

O valor de d0 utilizado é o de 100 metros.

 

Os valores obtidos para o modelo de propagação nas faixas de frequência de 2.3 GHz é o seguinte:

 

Frequência de 2.3 GHz

Parâmetro

Valor

A

79.67 dB

Xf

0.36 dB

Xh

1.34 dB

a

4.79 dB

 

Com os parâmetros acima obtidos os raios de cálculo para cada potência de transmissão de Equipamento de Usuário é dado por:

 

Frequência de 2.3 GHz

Parâmetro

Valor

Ptx = 26 dBm

1.41 km

Ptx = 40 dBm

2.76 km

 

3. Cálculo da taxa de transmissão no sentido downlink

Como visto nos itens anteriores, a limitação do raio da célula é produzida pelo enlace reverso ou uplink o que define a área de serviço da célula. A potência de transmissão da estação rádio base influenciará diretamente na taxa de transmissão proporcionada aos usuários dentro da área de cobertura da célula. De forma a verificar as taxas de transmissão, foi utilizado o cálculo indicado pela TS 38.306 do 3GPP:

onde,

J é o número de portadoras, será adotada 1 portadora de 20 MHz.

n(j) é o número máximo de camadas MIMO, de acordo com a TS 38.802 do 3GPP. Será adotado o valor de 1 para o cálculo. Os valores máximos são de 8 para sentido downlink e 4 para uplink,

Qm(j) é a ordem de modulação de acordo com a TS 38.802 do 3GPP, é um número par (2, 4 , 6 e 8) para os esquemas de modulação QPSK, 16QAM, 64QAM e 256QAM respectivamente.

f(j) é o fator de escala de acordo com a TS 38.306 do 3GPP, os valores compreendem de 1, 0.8, 0.75, 0.4. No cálculo será adotado o valor de 1.

RMAX depende do tipo de codificação de acordo com a TS 38.212 e TS 38.214, para codificação LDPC a codificação máxima é 948/1024 ou 0.92578125 que será adotado neste cálculo.

BW(j) é a largura de banda correspondente ao espaçamento de subportadoras SCS, no cálculo será adotado 20 MHz para frequências FR1 (entre 450 MHz e 6 GHz ) com SCS de 15 kHz. Os valores são obtidos da TS. 38.104.

Para uso de sistemas TDD o fator adotado para downlink é 0.8571 42 que é o número de time slots dividido por 14. Este valor está de acordo com a TS 38.213.

O valor de m(j) é de 15 kHz, para os cálculos, podem ser considerados os valores de 30, 60 ou 120 kHz.

Com a seleção de SCS e a largura de banda, o número de portadoras NPRB será de 106.

O valor de overhead OH(j) de acordo com a TS 38.306 será de 0.14.

A duração de um símbolo OFDM no subframe para a configuração de m(j) de 15 kHz com o uso de prefixo cíclico normal é de Tμsj=10-314*2μ, no caso dos cálculos o valor exato é de 0.00007142857142857143.

 

As taxas de transmissão para os 4 esquemas de modulação são:

 

Esquema de modulação

Taxa de transmissão

QPSK

24 Mbps

16QAM

48 Mbps

64QAM

72 Mbps

256QAM

98 Mbps

Nota: A taxa de transmissão em sistemas 5G será maior do que a apresentada quando o uso das características MIMO e agregação de portadoras.

 

4. Cálculo da relação sinal a ruído para as taxas de transmissão calculadas

As taxas de transmissão calculadas foram obtidas para um canal de comunicação, e neste sentido, é determinada a relação de capacidade de canal e relação SNR por meio da lei de Shannon-Hartley:

 

C=B*log2(1+SNR)

onde,

C é a capacidade do canal em bps,

B é a largura de banda em Hz e

SNR é a relação sinal a ruído em dB.

 

A relação sinal a ruído para as taxas de transmissão determinadas anteriormente são:

 

Taxa de transmissão

SNR dB

24 Mbps

1.3

48 Mbps

4.3

72 Mbps

11.1

98 Mbps

28.9

 

5. Cálculo da dos raios de cobertura ou alcance no sentido downlink para as relações sinal a ruído de cada modulação.

 

Com a expressão de cálculo da perda de propagação e link budget no sentido downlink, o SNR é considerado para cada modulação, o SNR determinará o raio de cobertura para cada modulação com os resultados mostrados a seguir:

 

Frequência de 2.3 GHz

Modulação

Raio de Cobertura

QPSK

4.1 km

16QAM

3.5 km

64QAM

2.6 km

256QAM

1.1 km

 

6. Análise de variação de potência.

 

Conforme observado no exercício de cálculo dos itens anteriores são observados os seguintes resultados:

 

  • Os raios das células são limitados pelo enlace reverso do enlace, e foram estimados com base no modelo de Erceg como sendo:

 

Frequência de 2.3 GHz

Potência de transmissão de estação de usuário

Raio de cobertura

Ptx = 26 dBm

1.41 km

Ptx = 40 dBm

2.76 km

 

  • De forma a comparar o sentido uplink (raio de cobertura) e a taxa de transmissão do sentido downlink, é verificado que para maior eficiência espectral a taxa de transmissão do sistema 5G ou LTE será 256QAM. Os raios de cobertura com a potência de 59 dBm/10MHz (proposta original da consulta pública) para este esquema de modulação resulta em:

 

Frequência de 2.3 GHz

Parâmetro

Valor

Ptx = 59 dBm/10 MHz para 256 QAM

1.1 km

 

  • Se verifica uma diferença significativa entre os raios de cobertura da célula (obtidos para o enlace reverso e que definem a área de serviço) e os raios de cobertura com taxa de transmissão máxima o sentido direto que não permitiria alcançar a máxima eficiência espectral do sistema móvel celular.
  • Com incremento da potência de transmissão no sentido downlink será verificado o valor mínimo requerido para igualar os raios de cobertura.

 

Frequência de 2.3 GHz

Parâmetro

Potência requerida para a estação base

Para Ptx = 26 dBm

64 dBm/10MHz

Para Ptx = 40 dBm

79 dBm/10 MHz

 

  • Os valores de potência requeridos para maximizar a eficiência espectral do sistema celular são bem superiores aos propostos pela Anatel. O pior cenário é quando os terminais de usuário (provavelmente fixos) com a potência de transmissão de 40 dBm. Neste caso de uso é essencial uma taxa de transmissão máxima para que a experiência dos usuários seja compatível com os atuais sistemas de comunicação como os de ADSL e FTTH. O valor de 79 dBm/10MHz ou 69 dBm/MHz mostrado é o teórico nesta contribuição. O valor encontrado permite a máxima eficiência espectral, embora seja um valor elevado de potência, deverá ser ajustado aos valores práticos e que os fabricantes de equipamentos anunciam para 5G como por exemplo de 75 dBm/100 Mhz.
  • No âmbito da faixa de frequências de 2.3 GHz, a regulamentação europeia, com análise apresentada no ECC/DEC 14/02 de junho de 2014, considera que os valores de potência máxima por antena e por portadora não são uma obrigatoriedade, mas em caso de que alguma administração precise de limites, os seguintes podem ser aplicados: 68 dBm/5MHz ou 71 dBm/10 MHz. Este valor ainda não atende a máxima eficiência espectral e a diminuição da eficiência espectral dos usuários ou terminais fixos é de 24%.

 

Frequência de 2.3 GHz para Estação de Usuário com 43 dBm

Parâmetro

Raio de cobertura

Ptx = 71 dBm/10 MHz para 256 QAM

1.7 km

Ptx = 71 dBm/10 MHz para 64 QAM

3.9 km

Raio de cobertura uplink

3.2 km

 

 

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CONSULTA PÚBLICA Nº 60
 Item:  Art. 1º - II

II – Estações móveis ou terminais estão limitadas a operar com o valor máximo de potência equivalente isotropicamente radiada, de acordo com a Tabela II, devendo implementar controle automático de potência.

Tabela II – Potência máxima transmitida

Potência transmitida

Pela estação móvel portátil

26 dBm na saída do transmissor

Pela estação móvel veicular

40 dBm, EIRP

Pela estação terminal

40 dBm, EIRP

Parágrafo único.  A potência utilizada deve ser a mínima necessária à realização do serviço com boa qualidade e adequada confiabilidade.

Contribuição N°: 9
ID da Contribuição: 90697
Autor da Contribuição: FABIO ROBERTO PORTO SILVA
Entidade: --
Área de atuação: --
Data da Contribuição: 02/12/2019 15:32:14
Contribuição:

II – Estações móveis ou terminais estão limitadas a operar com o valor máximo de potência equivalente isotropicamente radiada, de acordo com a Tabela II, devendo implementar controle automático de potência.

Tabela II – Potência máxima transmitida

 

Potência transmitida

 

Pela estação móvel portátil

 

23 dBm na saída do transmissor

 

Pela estação móvel veicular

 

40 dBm, EIRP

 

Pela estação terminal

 

40 dBm, EIRP

Parágrafo único.  A potência utilizada deve ser a mínima necessária à realização do serviço com boa qualidade e adequada confiabilidade.

Justificativa:

A faixa de 2300-2400 MHz é padronizada na 3GPP como banda n40. O standard específico 3GPP TS 38.521-1 V16.1.1 (2019-10) (Technical Specification 3rd Generation Partnership Project; Technical Specification Group Radio Access Network; NR; User Equipment (UE)  conformance specification; Radio transmission and reception; Part 1: Range 1 Standalone; (Release 16)) identifica as bandas relaciona a banda n40 como somente Power class III, que no caso tem como limite de potência máxima transmitida 23dBm. No mesmo standard a banda n78 (3300-3800 MHz) é definida como tanto Power class II (26dBm) como Power Class III (23dBm). Estas definições aparecem na tabela 6.2.1.3-1 (UE Power Class) da referida 3GPP. As classes de potência da estação móvel ali descritas definem a potência máxima de saída para qualquer largura de banda de transmissão dentro da largura de banda do canal da portadora NR (New Radio).

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 Item:  Art. 1º - II

II – Estações móveis ou terminais estão limitadas a operar com o valor máximo de potência equivalente isotropicamente radiada, de acordo com a Tabela II, devendo implementar controle automático de potência.

Tabela II – Potência máxima transmitida

Potência transmitida

Pela estação móvel portátil

26 dBm na saída do transmissor

Pela estação móvel veicular

40 dBm, EIRP

Pela estação terminal

40 dBm, EIRP

Parágrafo único.  A potência utilizada deve ser a mínima necessária à realização do serviço com boa qualidade e adequada confiabilidade.

Contribuição N°: 10
ID da Contribuição: 90697
Autor da Contribuição: FABIO ROBERTO PORTO SILVA
Entidade: --
Área de atuação: --
Data da Contribuição: 02/12/2019 15:32:14
Contribuição:

II – Estações móveis ou terminais estão limitadas a operar com o valor máximo de potência equivalente isotropicamente radiada, de acordo com a Tabela II, devendo implementar controle automático de potência.

Tabela II – Potência máxima transmitida

 

Potência transmitida

 

Pela estação móvel portátil

 

23 dBm na saída do transmissor

 

Pela estação móvel veicular

 

40 dBm, EIRP

 

Pela estação terminal

 

40 dBm, EIRP

Parágrafo único.  A potência utilizada deve ser a mínima necessária à realização do serviço com boa qualidade e adequada confiabilidade.

Justificativa:

A faixa de 2300-2400 MHz é padronizada na 3GPP como banda n40. O standard específico 3GPP TS 38.521-1 V16.1.1 (2019-10) (Technical Specification 3rd Generation Partnership Project; Technical Specification Group Radio Access Network; NR; User Equipment (UE)  conformance specification; Radio transmission and reception; Part 1: Range 1 Standalone; (Release 16)) identifica as bandas relaciona a banda n40 como somente Power class III, que no caso tem como limite de potência máxima transmitida 23dBm. No mesmo standard a banda n78 (3300-3800 MHz) é definida como tanto Power class II (26dBm) como Power Class III (23dBm). Estas definições aparecem na tabela 6.2.1.3-1 (UE Power Class) da referida 3GPP. As classes de potência da estação móvel ali descritas definem a potência máxima de saída para qualquer largura de banda de transmissão dentro da largura de banda do canal da portadora NR (New Radio).

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 Item:  Art. 1º - II

II – Estações móveis ou terminais estão limitadas a operar com o valor máximo de potência equivalente isotropicamente radiada, de acordo com a Tabela II, devendo implementar controle automático de potência.

Tabela II – Potência máxima transmitida

Potência transmitida

Pela estação móvel portátil

26 dBm na saída do transmissor

Pela estação móvel veicular

40 dBm, EIRP

Pela estação terminal

40 dBm, EIRP

Parágrafo único.  A potência utilizada deve ser a mínima necessária à realização do serviço com boa qualidade e adequada confiabilidade.

Contribuição N°: 11
ID da Contribuição: 90705
Autor da Contribuição: jose carlos picolo
Entidade: --
Área de atuação: --
Data da Contribuição: 02/12/2019 17:05:59
Contribuição:

Alterar a redação do inciso II do Art. 1º para:

II – Estações móveis ou terminais estão limitadas a operar com o valor máximo de potência equivalente isotopicamente radiada, de acordo com a recomendação 3GPP TS 36.101 e TS 38.101.

Justificativa:

As tecnologias, produtos e equipamentos para utilização no SMP seguem as recomendações do 3GPP, cujas potências e máscaras de emissão são diferentes daquelas apontadas nesta consulta. Hoje a rede móvel possui mais de 8 bilhões de conexões e o grande sucesso se dá em função da escala implicando em barateamento tecnológico. A adoção de uma especificação particularizada para o Brasil incorre em prejuízos ao consumidor para um produto mais caro em função da produção de soluções customizadas para o mercado brasileiro dissonante daquele usado no mundo. Ainda, há o risco de impossibilidade de evolução tecnológica em função do não acompanhamento desta proposta de resolução à dinâmica das discussões e recomendações do 3GPP.

De acordo com o 3GPP TS 36.101, existem duas classes de potência definidas (Power Class): 2 e 3, com 26 e 23 dBm de potência por terminal/estação móvel. Na recomendação 3GPP TS 38.101, para a banda n40 (2,3 GHz), power class 2 e 3 limitam a 26 e 23 dBm respectivamente. Considerando a utilização de antena para os casos da estação móvel celular e estação terminal, a tabela apresentada está mais flexível do que está sendo apresentado pelo 3GPP. Entretanto, havendo alguma evolução das recomendações mencionadas, há o risco da incompatibilidade deste texto com as novas versões do 3GPP.

Anatel

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 Item:  Art. 1º - II

II – Estações móveis ou terminais estão limitadas a operar com o valor máximo de potência equivalente isotropicamente radiada, de acordo com a Tabela II, devendo implementar controle automático de potência.

Tabela II – Potência máxima transmitida

Potência transmitida

Pela estação móvel portátil

26 dBm na saída do transmissor

Pela estação móvel veicular

40 dBm, EIRP

Pela estação terminal

40 dBm, EIRP

Parágrafo único.  A potência utilizada deve ser a mínima necessária à realização do serviço com boa qualidade e adequada confiabilidade.

Contribuição N°: 12
ID da Contribuição: 90711
Autor da Contribuição: Adriana Sarkis dos Santos
Entidade: --
Área de atuação: --
Data da Contribuição: 02/12/2019 21:33:47
Contribuição:

II – Estações móveis ou terminais estão limitadas a operar com o valor máximo de potência equivalente isotropicamente radiada, em conformidade com o os limites de irradiacão estabelecidos na Res. nº 700, de 2018, considerando os limites homologados aos fabricantes dos equipamentos, devendo implementar controle automático de potência.

 

Parágrafo único. A potência utilizada deve ser a mínima necessária à realização do serviço com boa qualidade e adequada confiabilidade.

Justificativa:

Confome justificativa ao Art. 1º - I

 

Anatel

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 Total de Contribuições:21
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 Item:  Art. 1º - II

II – Estações móveis ou terminais estão limitadas a operar com o valor máximo de potência equivalente isotropicamente radiada, de acordo com a Tabela II, devendo implementar controle automático de potência.

Tabela II – Potência máxima transmitida

Potência transmitida

Pela estação móvel portátil

26 dBm na saída do transmissor

Pela estação móvel veicular

40 dBm, EIRP

Pela estação terminal

40 dBm, EIRP

Parágrafo único.  A potência utilizada deve ser a mínima necessária à realização do serviço com boa qualidade e adequada confiabilidade.

Contribuição N°: 13
ID da Contribuição: 90714
Autor da Contribuição: DAPHNE DE CARVALHO PEREIRA NUNES
Entidade: --
Área de atuação: --
Data da Contribuição: 02/12/2019 19:42:51
Contribuição:

Contribuição:

Alterar a redação do inciso II do Art. 1º para:

II – Estações móveis ou terminais estão limitadas a operar com o valor máximo de potência equivalente isotopicamente radiada, de acordo com a recomendação 3GPP TS 36.101 e TS 38.101.

Justificativa:

Justificativa:

As tecnologias, produtos e equipamentos para utilização no SMP seguem as recomendações do 3GPP, cujas potências e máscaras de emissão são diferentes daquelas apontadas nesta consulta. Hoje a rede móvel possui mais de 8 bilhões de conexões e o grande sucesso se dá em função da escala implicando em barateamento tecnológico. A adoção de uma especificação particularizada para o Brasil incorre em prejuízos ao consumidor para um produto mais caro em função da produção de soluções customizadas para o mercado brasileiro dissonante daquele usado no mundo. Ainda, há o risco de impossibilidade de evolução tecnológica em função do não acompanhamento desta proposta de resolução à dinâmica das discussões e recomendações do 3GPP.

De acordo com o 3GPP TS 36.101, existem duas classes de potência definidas (Power Class): 2 e 3, com 26 e 23 dBm de potência por terminal/estação móvel. Na recomendação 3GPP TS 38.101, para a banda n40 (2,3 GHz), power class 2 e 3 limitam a 26 e 23 dBm respectivamente. Considerando a utilização de antena para os casos da estação móvel celular e estação terminal, a tabela apresentada está mais flexível do que está sendo apresentado pelo 3GPP. Entretanto, havendo alguma evolução das recomendações mencionadas, há o risco da incompatibilidade deste texto com as novas versões do 3GPP.

Anatel

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 Total de Contribuições:21
 Página:14/21
CONSULTA PÚBLICA Nº 60
 Item:  Art. 1º - II

II – Estações móveis ou terminais estão limitadas a operar com o valor máximo de potência equivalente isotropicamente radiada, de acordo com a Tabela II, devendo implementar controle automático de potência.

Tabela II – Potência máxima transmitida

Potência transmitida

Pela estação móvel portátil

26 dBm na saída do transmissor

Pela estação móvel veicular

40 dBm, EIRP

Pela estação terminal

40 dBm, EIRP

Parágrafo único.  A potência utilizada deve ser a mínima necessária à realização do serviço com boa qualidade e adequada confiabilidade.

Contribuição N°: 14
ID da Contribuição: 90726
Autor da Contribuição: Francisco Carlos G. Soares
Entidade: Qualcomm Serviços de Telecomunicações Ltda.
Área de atuação: FABRICANTE DE EQUIPAMENTOS DE TELECOMUNICAÇÕES, ASSOCIAÇÃO OU SINDICATO
Data da Contribuição: 02/12/2019 23:50:53
Contribuição:

II – Estações móveis ou terminais estão limitadas a operar com o valor máximo de potência equivalente isotropicamente radiada, de acordo com a Tabela II, devendo implementar controle automático de potência.

Tabela II – Potência máxima transmitida

Potência transmitida

Pela estação móvel portátil

27 dBm na saída do transmissor

Pela estação móvel veicular

40 dBm, EIRP

Pela estação terminal

40 dBm, EIRP

Parágrafo único. A potência utilizada deve ser a mínima necessária à realização do serviço com boa qualidade e adequada confiabilidade.

Justificativa:

No ECC/DEC(14)02 de 2014, se estabelece a eirp de 25 dBm + 2dB.

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CONSULTA PÚBLICA Nº 60
 Item:  Art. 2º - I

Art. 2º  As emissões indesejáveis devem estar limitadas aos seguintes valores:

I – O ACLR (do inglês, Adjacent Channel Leakage Ratio) para estação móvel ou terminal deve ser no mínimo de 30 dB;

Contribuição N°: 15
ID da Contribuição: 90706
Autor da Contribuição: jose carlos picolo
Entidade: --
Área de atuação: --
Data da Contribuição: 02/12/2019 17:06:00
Contribuição:

Alterar a redação do inciso I do Art. 2º para:

I – Estações móveis ou terminais estão limitadas a operar com o valor máximo de potência equivalente isotropicamente radiada, de acordo com a recomendação 3GPP TS 36.101 e TS 38.101.

Justificativa:

As tecnologias, produtos e equipamentos para utilização no SMP seguem as recomendações do 3GPP, cujas potências e máscaras de emissão são diferentes daquelas apontadas nesta consulta. Hoje a rede móvel possui mais de 8 bilhões de conexões e o grande sucesso se dá em função da escala implicando em barateamento tecnológico. A adoção de uma especificação particularizada para o Brasil incorre em prejuízos ao consumidor para um produto mais caro em função da produção de soluções customizadas para o mercado brasileiro dissonante daquele usado no mundo. Ainda, há o risco de impossibilidade de evolução tecnológica em função do não acompanhamento desta proposta de resolução à dinâmica das discussões e recomendações do 3GPP.

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 Data:26/09/2022 14:03:47
 Total de Contribuições:21
 Página:16/21
CONSULTA PÚBLICA Nº 60
 Item:  Art. 2º - I

Art. 2º  As emissões indesejáveis devem estar limitadas aos seguintes valores:

I – O ACLR (do inglês, Adjacent Channel Leakage Ratio) para estação móvel ou terminal deve ser no mínimo de 30 dB;

Contribuição N°: 16
ID da Contribuição: 90715
Autor da Contribuição: DAPHNE DE CARVALHO PEREIRA NUNES
Entidade: --
Área de atuação: --
Data da Contribuição: 02/12/2019 19:42:51
Contribuição:

Contribuição:

Alterar a redação do inciso I do Art. 2º para:

I – Estações móveis ou terminais estão limitadas a operar com o valor máximo de potência equivalente isotropicamente radiada, de acordo com a recomendação 3GPP TS 36.101 e TS 38.101.

Justificativa:

Justificativa:

As tecnologias, produtos e equipamentos para utilização no SMP seguem as recomendações do 3GPP, cujas potências e máscaras de emissão são diferentes daquelas apontadas nesta consulta. Hoje a rede móvel possui mais de 8 bilhões de conexões e o grande sucesso se dá em função da escala implicando em barateamento tecnológico. A adoção de uma especificação particularizada para o Brasil incorre em prejuízos ao consumidor para um produto mais caro em função da produção de soluções customizadas para o mercado brasileiro dissonante daquele usado no mundo. Ainda, há o risco de impossibilidade de evolução tecnológica em função do não acompanhamento desta proposta de resolução à dinâmica das discussões e recomendações do 3GPP.

 

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Relatório de Contribuições Recebidas

 Data:26/09/2022 14:03:47
 Total de Contribuições:21
 Página:17/21
CONSULTA PÚBLICA Nº 60
 Item:  Art. 2º - I

Art. 2º  As emissões indesejáveis devem estar limitadas aos seguintes valores:

I – O ACLR (do inglês, Adjacent Channel Leakage Ratio) para estação móvel ou terminal deve ser no mínimo de 30 dB;

Contribuição N°: 17
ID da Contribuição: 90727
Autor da Contribuição: Francisco Carlos G. Soares
Entidade: Qualcomm Serviços de Telecomunicações Ltda.
Área de atuação: FABRICANTE DE EQUIPAMENTOS DE TELECOMUNICAÇÕES, ASSOCIAÇÃO OU SINDICATO
Data da Contribuição: 02/12/2019 23:52:24
Contribuição:

I – As emissões indesejáveis devem ser as relacionadas com a Rec. SM.329-12 e limitadas a -30 dBm para emissões fora da banda.

Justificativa:

O ACLR é para canais adjacentes da mesma operadora e não para emissões indesejáveis fora da banda. No âmbito europeio ainda são definizads como regiões de transição e com base em estudos de interferência com sistemas adjacentes são definidos os seus limites.

Anatel

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Relatório de Contribuições Recebidas

 Data:26/09/2022 14:03:47
 Total de Contribuições:21
 Página:18/21
CONSULTA PÚBLICA Nº 60
 Item:  Art. 2º - II

II – O ACLR para estação base, nodal ou repetidora deve estar de acordo com a Tabela III;

Tabela III – ACLR para estação Rádio Base, Nodal ou Repetidora

Largura de faixa BWCanal [MHz]

Deslocamento da frequência central do canal adjacente em relação aos extremos da frequência central da portadora transmitida

Canal Adjacente

Filtro do canal adjacente e do correspondente filtro de medida

ACLR

5, 10, 15, 20

BWCanal

Mesma largura de BWCanal

Filtro Quadrado (BWConfig)

44,2 dB

 

2 x BWCanal

Mesma largura de BWCanal

Filtro Quadrado (BWConfig)

44,2 dB

 

BWCanal /2 + 2,5 MHz

Largura de BW de 5 MHz

Filtro Quadrado (4,5 MHz)

44,2 dB

 

BWCanal /2 + 7,5 MHz

Largura de BW de 5 MHz

Filtro Quadrado (4,5 MHz)

44,2 dB

25, 30, 40, 50, 60, 70, 80, 90, 100

BWCanal

Mesma largura de BWCanal

Filtro Quadrado (BWConfig)

43,8 dB

 

2 x BWCanal

Mesma largura de BWCanal

Filtro Quadrado (BWConfig)

43,8 dB

 

BWCanal /2 + 2,5 MHz

Largura de BW de 5 MHz

Filtro Quadrado (4,5 MHz)

43,8 dB

 

BWCanal /2 + 7,5 MHz

Largura de BW de 5 MHz

Filtro Quadrado (4,5 MHz)

43,8 dB

NOTA 1: BWCanal e BWConfig são a largura de faixa da Rádio Base (BS) e a configuração da largura de faixa de menor/maior portadora transmitida no canal de frequência assinalada;

NOTA 2: BWConfig é a configuração da largura de faixa de transmissão (em MHz) é igual a NRB x espaçamento de subportadoras x 12.

 

Contribuição N°: 18
ID da Contribuição: 90707
Autor da Contribuição: jose carlos picolo
Entidade: --
Área de atuação: --
Data da Contribuição: 02/12/2019 17:08:14
Contribuição:

Alterar a redação do inciso II do Art. 2º para:

II – Estações base, nodal ou repetidora estão limitadas a operar com o valor máximo de potência equivalente isotropicamente radiada, de acordo com a recomendação 3GPP TS 36.104 e TS 38.104.

Justificativa:

As tecnologias, produtos e equipamentos para utilização no SMP seguem as recomendações do 3GPP, cujas potências e máscaras de emissão são diferentes daquelas apontadas nesta consulta. Hoje a rede móvel possui mais de 8 bilhões de conexões e o grande sucesso se dá em função da escala implicando em barateamento tecnológico. A adoção de uma especificação particularizada para o Brasil incorre em prejuízos ao consumidor para um produto mais caro em função da produção de soluções customizadas para o mercado brasileiro dissonante daquele usado no mundo. Ainda, há o risco de impossibilidade de evolução tecnológica em função do não acompanhamento desta proposta de resolução à dinâmica das discussões e recomendações do 3GPP.

Apesar dos níveis de ACLR no 3GPP, segundo seções 6.6.2 e 6.6.3 para as recomendações 3GPP TS 36.104 e TS 38.104 respectivamente, estarem menos rigorosos do que estes apresentados, pode acontecer que na dinâmica da evolução da tecnologia haver alguma incompatibilidade futura com a futura resolução.

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Relatório de Contribuições Recebidas

 Data:26/09/2022 14:03:47
 Total de Contribuições:21
 Página:19/21
CONSULTA PÚBLICA Nº 60
 Item:  Art. 2º - II

II – O ACLR para estação base, nodal ou repetidora deve estar de acordo com a Tabela III;

Tabela III – ACLR para estação Rádio Base, Nodal ou Repetidora

Largura de faixa BWCanal [MHz]

Deslocamento da frequência central do canal adjacente em relação aos extremos da frequência central da portadora transmitida

Canal Adjacente

Filtro do canal adjacente e do correspondente filtro de medida

ACLR

5, 10, 15, 20

BWCanal

Mesma largura de BWCanal

Filtro Quadrado (BWConfig)

44,2 dB

 

2 x BWCanal

Mesma largura de BWCanal

Filtro Quadrado (BWConfig)

44,2 dB

 

BWCanal /2 + 2,5 MHz

Largura de BW de 5 MHz

Filtro Quadrado (4,5 MHz)

44,2 dB

 

BWCanal /2 + 7,5 MHz

Largura de BW de 5 MHz

Filtro Quadrado (4,5 MHz)

44,2 dB

25, 30, 40, 50, 60, 70, 80, 90, 100

BWCanal

Mesma largura de BWCanal

Filtro Quadrado (BWConfig)

43,8 dB

 

2 x BWCanal

Mesma largura de BWCanal

Filtro Quadrado (BWConfig)

43,8 dB

 

BWCanal /2 + 2,5 MHz

Largura de BW de 5 MHz

Filtro Quadrado (4,5 MHz)

43,8 dB

 

BWCanal /2 + 7,5 MHz

Largura de BW de 5 MHz

Filtro Quadrado (4,5 MHz)

43,8 dB

NOTA 1: BWCanal e BWConfig são a largura de faixa da Rádio Base (BS) e a configuração da largura de faixa de menor/maior portadora transmitida no canal de frequência assinalada;

NOTA 2: BWConfig é a configuração da largura de faixa de transmissão (em MHz) é igual a NRB x espaçamento de subportadoras x 12.

 

Contribuição N°: 19
ID da Contribuição: 90716
Autor da Contribuição: DAPHNE DE CARVALHO PEREIRA NUNES
Entidade: --
Área de atuação: --
Data da Contribuição: 02/12/2019 19:42:51
Contribuição:

Contribuição:

Alterar a redação do inciso II do Art. 2º para:

II – Estações base, nodal ou repetidora estão limitadas a operar com o valor máximo de potência equivalente isotropicamente radiada, de acordo com a recomendação 3GPP TS 36.104 e TS 38.104.

Justificativa:

Justificativa:

As tecnologias, produtos e equipamentos para utilização no SMP seguem as recomendações do 3GPP, cujas potências e máscaras de emissão são diferentes daquelas apontadas nesta consulta. Hoje a rede móvel possui mais de 8 bilhões de conexões e o grande sucesso se dá em função da escala implicando em barateamento tecnológico. A adoção de uma especificação particularizada para o Brasil incorre em prejuízos ao consumidor para um produto mais caro em função da produção de soluções customizadas para o mercado brasileiro dissonante daquele usado no mundo. Ainda, há o risco de impossibilidade de evolução tecnológica em função do não acompanhamento desta proposta de resolução à dinâmica das discussões e recomendações do 3GPP.

Apesar dos níveis de ACLR no 3GPP, segundo seções 6.6.2 e 6.6.3 para as recomendações 3GPP TS 36.104 e TS 38.104 respectivamente, estarem menos rigorosos do que estes apresentados, pode acontecer que na dinâmica da evolução da tecnologia haver alguma incompatibilidade futura com a futura resolução.  

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 Data:26/09/2022 14:03:47
 Total de Contribuições:21
 Página:20/21
CONSULTA PÚBLICA Nº 60
 Item:  Art. 2º - II

II – O ACLR para estação base, nodal ou repetidora deve estar de acordo com a Tabela III;

Tabela III – ACLR para estação Rádio Base, Nodal ou Repetidora

Largura de faixa BWCanal [MHz]

Deslocamento da frequência central do canal adjacente em relação aos extremos da frequência central da portadora transmitida

Canal Adjacente

Filtro do canal adjacente e do correspondente filtro de medida

ACLR

5, 10, 15, 20

BWCanal

Mesma largura de BWCanal

Filtro Quadrado (BWConfig)

44,2 dB

 

2 x BWCanal

Mesma largura de BWCanal

Filtro Quadrado (BWConfig)

44,2 dB

 

BWCanal /2 + 2,5 MHz

Largura de BW de 5 MHz

Filtro Quadrado (4,5 MHz)

44,2 dB

 

BWCanal /2 + 7,5 MHz

Largura de BW de 5 MHz

Filtro Quadrado (4,5 MHz)

44,2 dB

25, 30, 40, 50, 60, 70, 80, 90, 100

BWCanal

Mesma largura de BWCanal

Filtro Quadrado (BWConfig)

43,8 dB

 

2 x BWCanal

Mesma largura de BWCanal

Filtro Quadrado (BWConfig)

43,8 dB

 

BWCanal /2 + 2,5 MHz

Largura de BW de 5 MHz

Filtro Quadrado (4,5 MHz)

43,8 dB

 

BWCanal /2 + 7,5 MHz

Largura de BW de 5 MHz

Filtro Quadrado (4,5 MHz)

43,8 dB

NOTA 1: BWCanal e BWConfig são a largura de faixa da Rádio Base (BS) e a configuração da largura de faixa de menor/maior portadora transmitida no canal de frequência assinalada;

NOTA 2: BWConfig é a configuração da largura de faixa de transmissão (em MHz) é igual a NRB x espaçamento de subportadoras x 12.

 

Contribuição N°: 20
ID da Contribuição: 90728
Autor da Contribuição: Francisco Carlos G. Soares
Entidade: Qualcomm Serviços de Telecomunicações Ltda.
Área de atuação: FABRICANTE DE EQUIPAMENTOS DE TELECOMUNICAÇÕES, ASSOCIAÇÃO OU SINDICATO
Data da Contribuição: 02/12/2019 23:52:24
Contribuição:

II – O ACLR para estação base, nodal ou repetidora deve estar de acordo com a Tabela III;

Tabela III – ACLR para estação Rádio Base, Nodal ou Repetidora

Largura de faixa BWCanal [MHz]

Deslocamento da frequência central do canal adjacente em relação aos extremos da frequência central da portadora transmitida

Canal Adjacente

Filtro do canal adjacente e do correspondente filtro de medida

ACLR

5, 10, 15, 20

BWCanal

Mesma largura de BWCanal

Filtro Quadrado (BWConfig)

45 dB

 

2 x BWCanal

Mesma largura de BWCanal

Filtro Quadrado (BWConfig)

45 dB

 

BWCanal /2 + 2,5 MHz

Largura de BW de 5 MHz

Filtro Quadrado (4,5 MHz)

45 dB

 

BWCanal /2 + 7,5 MHz

Largura de BW de 5 MHz

Filtro Quadrado (4,5 MHz)

45 dB

25, 30, 40, 50, 60, 70, 80, 90, 100

BWCanal

Mesma largura de BWCanal

Filtro Quadrado (BWConfig)

45 dB

 

2 x BWCanal

Mesma largura de BWCanal

Filtro Quadrado (BWConfig)

45 dB

 

BWCanal /2 + 2,5 MHz

Largura de BW de 5 MHz

Filtro Quadrado (4,5 MHz)

45 dB

 

BWCanal /2 + 7,5 MHz

Largura de BW de 5 MHz

Filtro Quadrado (4,5 MHz)

45 dB

NOTA 1: BWCanal e BWConfig são a largura de faixa da Rádio Base (BS) e a configuração da largura de faixa de menor/maior portadora transmitida no canal de frequência assinalada;

NOTA 2: BWConfig é a configuração da largura de faixa de transmissão (em MHz) é igual a NRB x espaçamento de subportadoras x 12.


 

Justificativa:

.Vide contribuição.

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Agência Nacional de Telecomunicações - ANATEL

Sistema de Acompanhamento de Consulta Pública - SACP

Relatório de Contribuições Recebidas

 Data:26/09/2022 14:03:47
 Total de Contribuições:21
 Página:21/21
CONSULTA PÚBLICA Nº 60
 Item:  Art. 2º - IV

IV – Emissões espúrias deve ser no máximo de -21 dBm/MHz de TRP (do inglês, Total Radiated Power) na faixa de frequências entre 1 GHz - 12,75 GHz, para estação base, nodal ou repetidora que utilize antena integrada.

Parágrafo único. O ACLR é definido como a razão, em dB, da potência média do sinal gerado integrada na sua faixa designada, em relação à potência média de emissões no canal adjacente. E o TRP é definido como a integral da potência transmitida em diferentes direções em toda a esfera de radiação.

Contribuição N°: 21
ID da Contribuição: 90729
Autor da Contribuição: Francisco Carlos G. Soares
Entidade: Qualcomm Serviços de Telecomunicações Ltda.
Área de atuação: FABRICANTE DE EQUIPAMENTOS DE TELECOMUNICAÇÕES, ASSOCIAÇÃO OU SINDICATO
Data da Contribuição: 02/12/2019 23:52:24
Contribuição:

IV – Emissões espúrias deve ser no máximo de -21 dBm/MHz de TRP (do inglês, Total Radiated Power) na faixa de frequências entre 1 GHz - 12,75 GHz, para estação base, nodal ou repetidora que utilize antena integrada.

Parágrafo único. O ACLR é definido como a razão, em dB, da potência média do sinal gerado integrada na sua faixa designada, em relação à potência média de emissões no canal adjacente. E o TRP é definido como a integral da potência transmitida em diferentes direções em toda a esfera de radiação. As emissões ACLR são válidas para canais adjacentes da mesma operadora, para emissões fora da banda as emissões devem considerar o OBUE (Out of Band Unwanted Emission) ou regiões de transição fora da banda do serviço móvel, que tem a sua limitação em frequência em 10 MHz ou 40 MHz dependendo da distribuição de frequências por operadora. As tabelas de limites podem ser encontradas em 6.6.3.1 do TS 138.104 e reproduzidas a seguir:

6.6.3.1 Minimum requirements for Wide Area BS (Category A)

For E-UTRA BS operating in Bands 5, 6, 8, 12, 13, 14, 17, 18, 19, 26, 27, 28, 29, 31, 44, 68 emissions shall not exceed the maximum levels specified in Tables 6.6.3.1-1 to 6.6.3.1-3.

For E-UTRA BS operating in Bands 1, 2, 3, 4, 7, 9, 10, 11, 21, 22, 23, 24, 25, 30, 32, 33, 34, 35, 36, 37, 38, 39, 40, 41, 42, 43, 45, 48, 65, 66, 69, 70, emissions shall not exceed the maximum levels specified in Tables 6.6.3.1-4 to 6.6.3.1-6:

 

Table 6.6.3.1-4: Wide Area BS operating band unwanted emission limits for 1.4 MHz channel bandwidth (E-UTRA bands >1GHz) for Category A:

 

Table 6.6.3.1-5: Wide Area BS operating band unwanted emission limits for 3 MHz channel bandwidth (E-UTRA bands >1GHz) for Category A